domingo, 29 de maio de 2011

O Bairro da Ponte

Hoje também me apetece escrever, e venho aqui a esta tribuna defender o “Meu Bairro”. Então não é que esta gente só fala dos Prédios do Viola, do Borlão e Avenidas, (Gente fina é outra coisa).
É claro que estou a brincar, mas aproveito a oportunidade, para falar do “Meu Bairro”, o da Ponte, claro está.
Nos anos sessenta era uma zona essencialmente operária, era lá que moravam grande parte dos trabalhadores da cerâmica. A linha ferroviária marcou sempre uma fronteira entre a Cidade e o “Bairro além da ponte” e as ruas de terra batida era o espelho de uma zona mal amada.
Morei durante algum tempo na Rua Afonso Enes, ali mesmo junto ao Largo do Estragado, (hoje pomposamente chamado de Largo do Colégio Militar), foi nesse Largo que joguei à bola, à bilharda, ao peão, à “carne sem osso” e outras brincadeiras que nos tempos que correm seriam alvo de noticias da TVI que nos apelidaria no mínimo de delinquentes, se não vejam…
Foi por essa altura que achámos um maço de tabaco e claro fomos experimentar dar umas fumaças ali para os lados do Pinhal do Terrinhas, (onde hoje está o Cencal), o resultado não foi muito brilhante, além do ataque de tosse característico dos novos fumadores, ainda conseguimos uma pequena intervenção dos Bombeiros, o que nos valeu uma ida até à Policia. Nada que não se tenha sido resolvido com um par de tabefes aplicados pelos encarregados de educação de alguns dos intervenientes desta aventura, sim porque embora não seja politicamente correcto dizer, “ A porrada não dá juízo mas conserva o que tem”.
Mas do Bairro guardo boas recordações, as festas dos Santos Populares e outros bailaricos na sede velha de “Os Pimpões”, com a figura do Soeiro pronta para entrevir sempre que os pares “encostavam” um bocadinho a mais que a conta, sim porque como ele dizia “aqui é uma casa de bons costumes”.
O café do Diamantino (Café Bordalo), era dos poucos sítios onde havia televisão.
O Café do “Jaquim Leiteiro”, já apareceu muito mais tarde.
Poderia falar da Escola Primária com o Prof. Saraiva, e posteriormente das palmilhadas que fazia diariamente até à Escola Comercial, quase sempre na companhia da Ana Casimiro, da Celeste, do António Calisto, e raramente do Cabé que se atrasava sempre.
O bairro da Ponte tem um significado muito especial para mim, de tal forma que ainda hoje não dispenso o cafezinho depois do jantar, servido pelo Vitor ou Abilio no Café Creme onde aproveito para pôr a escrita em dia com o Orlando Santos.
A primeira fotografia que acompanha este texto faz parte do espólio dos Pimpões e reporta a uns Santos Populares, a segunda foto é uma imagem actual do mesmo Largo.

Zé Ventura



Comentários:

O Bairro da Ponte é uma "instituição" nesta Cidade. Lá nasci(na Rua Claudina Chamiço), lá fui um actor sofrível nos Pimpões, com o Mestre João Arroja(Pai), o Sr. Henrique Rebelo, Alda, etc bons tempos. No Largo lá estavam os Pimpões, O Escriva Alfaiate, O Sr. José Moreira Fernandes e Xico Coutinho, o António Saramago Pereira e tantos outros.
Um abraço

Fernando Xavier....................30-05-2011

Esta Foi boa Zé!
Porque não puxar a brasa á tua Sardinha.
Não posso dizer que lá morei porque não é verdade, mas ia lá frequentemente, visitar e brincar com amigos, assim como também íamos aos Pimpões assistir a peças de teatro onde o meu tio Fernando Garcia Tiago, cunhado do Sr. João Arroja (Pai) fazia de ponto para as personagens não se enganarem na actuação, ia também aos bailaricos onde aprendi a dançar embora envergonhadito mas lá consegui para depois passar a ir aos bailes de garagem.

Claro que o Bairro da Ponte é uma instituição da nossa cidade, como diz o Fernando, agora é preciso divulga-lo por mais colegas que têm de certo muito mais para relatar das suas boas recordações dos tempos de juventude passados no Bairro da Ponte.
Um abraço de quem não é do Bairro.

Antonio Abilio …………31-05-2011


O Bairro da Ponte ou Bairro Além da Ponte como a maioria dos habitantes lhe chamavam, também fez e ainda faz parte da minha vida. Foi lá que trabalhei, namorei, casei, vivi e vou de vez em quando matar saudades.
Pelo que me é dado perceber, nem o Zé Ventura nem o Fernando Xavier conheceram a Ponte tal como era antes do seu primeiro alargamento. A Rua da Ponte, (hoje rua Dr. Augusto Saudade e Silva) e o Largo da Mina (Largo Frederico Ferreira Pinto Basto) foram pavimentados com paralelepípedos em 1948/49, pois antes eram de terra batida ou simplesmente areia, como foi ainda muitos anos o Largo do Estragado.
Creio que o antigo Chafariz ficava encostado à empena da casa onde morava o alfaiate Zé Escriva. A água provinha duma Mina que nascia perto da antiga Central Eléctrica e vinha abastecer o chafariz. Daí, a rua que vem da Central até ao Largo, antigamente se chamar Rua da Mina.
O Diamantino, que tinha uma pequena barbearia ao lado da taberna, fechou aquela, e dos dois estabelecimentos nasceu (creio) o primeiro Café do Bairro da Ponte.
Além de "Os Pimpões" e dos locais e pessoas citadas pelo Zé Ventura e Fernando Xavier, lembro-me do Dr. Costa e Silva, do Manuel Preto da Torrefacção de café, da Olaria dos Alcanhões, do barbeiro João da Cunha, e, em frente a este, o José Saloio, figura de grande prestígio por, além de considerado o melhor electricista da região, era projeccionista de cinema no Pinheiro Chagas e ainda bombeiro voluntário.
Finalmente lembro a loja de artigos eléctricos do Vasco B. de Oliveira (mais tarde Café do Joaquim leiteiro) onde trabalhei cerca de quatro anos.

Olhão, 31 de Maio de 2011
Fernando Santos.


Gostei de ler este pequeno, mas bem escrito, comentário do Zé Ventura, sobre o "seu" bairro da ponte, pois embora eu seja oriundo do tão badalado bairro do viola, fui frequentador, pelos mais diversos motivos, do não menos famoso, bairro da ponte. Além dos muitos amigos que por lá moravam, fui aluno da escola do bairro da ponte, na minha 3ª e 4ª classe (hoje 3º e 4º ano), na mesma turma dos primos, Alexandre e Vitor Domingos, o 1º infelizmente já falecido e há muito tempo. Por lá também habitavam os manos Cabé e Zé-Tó, que partiram para o Congo e o Alberto, o António Calisto, o Chico Vital, embora este um pouco mais novo.
Um abraço para a rapaziada do bairro da ponte,

J. Carlos Abegão …………31-05-2011

O barbeiro tocava bandolim e nós (miúdos) ficávamos à porta a ouvir a música. Também havia a mercearia do "Coradinho", a cocheira do "Trinta" e outras coisas boas.

Fernando Xavier……………31-05-2011

Também tive amigos no Bairro da Ponte! Quando atravessava a ponte, parecia que entrava noutra localidade, era outro mundo diferente daquele onde morava! Ia quase sempre à casa da Maria José Ferreira da Silva (esposa do famoso ceramista) brincar com os filhos dela, o Rui (residente em Lisboa) e o Nini (residente na Suiça), pois os nossos pais eram amigos e foram colegas de trabalho na antiga Secla. Não resisto a contar uma cena que presenciei, embora muito admirada, pois não estava habituada a certos devaneios. Era no verão, a Maria José estava no quintal a grelhar sardinhas para o almoço, nisto entra em casa o famoso artista, pega numa mala de viagem, abre-a, despeja lá para dentro todas as sardinhas assadas, fecha a mala e salta para cima dela diversas vezes parecendo uma cama elástica! Os motivos desconheço, mas foi tão engraçado que ainda hoje quando como sardinhas lembro-me disto!
Beijinhos a todos


Lurdes Peça…………31-05-2011 
 

Não tem nada a ver com a notícia...mas estou a ver e ouvir o nosso companheiro José Nicolau (Nigel) de Peniche a falar-nos da sua actividade industrial...: a transformação do pescado...
Que afinal até é nas suas mãos um êxito... no panorama negro nacional...!!

Bem...não tem a ver com a notícia, mas tem muito a ver com a nossa Escola e os nossos almoços...

Há uns anos atrás, quando o nosso almoço decorreu num salão no Pinhal do concelho de Óbidos...
Durante a tarde (nada com a categoria das tardes na Lareira...), para quem quis...:houve sardinhas assadas e carapaus (para além de outros petiscos...) numa oferta do nosso amigo Zé (e a um preço muito competitivo...: pagou ele as ditas e os ditos, como já adivinharam...!!)...

Mas não quero que digam que não escrevi nada sobre o Bairro Além da Ponte...

Sou do tempo em que à volta do dito...havia uma imagem de ruralidade bem diferente da actual visão já meio cosmopolita...!!

Ahhh...e o Bairro da Ponte "já é do tempo" em que até éramos razoavelmente servidos...pelos Caminhos de Ferro...!!
Vinha de Óbidos...às vezes caminhava paralelamente à via a caminho da nossa Escola e do outro lado...

Lá estavam alguns de vocês...!!

abraço


Maximino…………01-06-2011

Oi amigos da nossa Escola...,

hoje sou eu que também quero dizer algo sobre o bairro da ponte. Sou a Odete Maçãs e sinto-me filha do bairro porque fui viver para lá com 6 meses, a minha irmã Lurdes nasceu já lá. Somos 4 irmãos, o mais velho o Hermínio Maçãs ex-professor de música e português de muitos de nós. Do bairro alem da ponte tenho as melhores recordações, acompanhei toda a evolução dele, lembro-me das ruas por pavimentar, do largo do estragado onde íamos ver os saltimbancos com os burritos, macaquinhos e verdadeiros artistas
...lembro-me de no verão irmos para a rua à noite por o calor ser muito, conviver com os vizinhos sentados nos bancos da cozinha, lembro-me de no largo do chafariz ir à mercearia do Sr. Zé Moreira comprar (grandes) quantidades de alimentos, e lembro-me muito dos Pimpões situado no mesmo largo. Foi lá que a minha irmã Isaura começou o namoro e também a participar nos espectáculos de variedades ensaiados por o nosso querido Sr João Arroja (pai), foi assim que nós as manas Maçãs começamos também a participar nas danças e cantorias. Aprendemos a dançar naquela casa e também os 1ºs amores (platónicos) foram lá vividos, claro que não só esses porque foi também ao ritmo desses bailes que namorei e depois casada participei na angariação de fundos para a actual sede com a animação das verbenas, os meus filhos eram pequenos e dormiam em colchões no chão com outras crianças enquanto os pais colaboravam nas festas populares. O café do Diamantino era o local de encontro das pessoas e foi o 1º local onde se via TV Estava sempre cheio, até as caixas de cerveja serviam de bancos. lembro-me também que se vivia tão calmamente que se jogava à semana na estrada e as portas tinham as chaves nas portas e ninguém era assaltado. Por tudo isto digo que no bairro da ponte se vivia em comunidade e fraternidade, digo ainda que o meu bairro foi e é a minha 1ª casa e essa nunca se esquece. Obrigada Bairro da Ponte por me ajudares a ser a Pessoa que sou com qualidades e defeitos mas grata por a vida lá vivi!!!

bj para tds vós
Odete Maçãs………….02-06-2011

Gostei muito de ler o que escreves-te sobre o nosso Bairro da Ponte.
Bolas o tempo não passa, o tempo voa.
Recordei-me da minha infância e dos meus irmãos (Chico e Rosália Vital).
Vim com meus pais, infelizmente já falecidos,morar para o Bairro com meses de idade, para uma casa que ainda hoje existe, abandonada, o que me deixa muita tristeza ao pé da Escola primária. Muitas dessas casas deram lugar ínfelizmente a prédios.
Recordo-me perfeitamente das ruas por alcatroar.
Brincávamos todos na rua aos jogos tradicionais, mas o preferido era às escondidas. Muitas vezes as brincadeiras prolongavam-se pela noite dentro, era até os nossos pais começarem chamar mais correcto "Gritar" para irmos para casa. Hoje completamente impensável!
Moravam na mesma rua o Cabé, o Zé-Tó, a Mitá, a Geninha, a Aninhas, o Marques, o Carlitos e o César era uma festa.
Ainda me lembro da famosa "BICICLETA" (aquilo sim era uma bicicleta "xpto" para a época)do Cabé. Aprendemos todos a andar nela. Fazia-se fila a aguardar a vez, para dar a volta completa à escola .
Os famosos jogos de futebol que fazes referência no Largo do Estragado, em que o meu irmão que já demonstrava um certo jeito para a bola chegava na maioria das vezes descalço a casa . O delírio da bola era tal que nunca mais se lembrava que tinha deixado os sapatos no local do "crime".
Um drama, era colheita (porrada) pela certa.
Também se jogava futebol de sarjeta a sarjeta da rua com uma bola de trapos pequena.O meu irmão escolhia-me sempre para guarda- redes dele, ou seja a equipa era composta por ele e por mim.
Ele não confiava em mais ninguém. E aí estava eu, colocada com os pés na posição à Charlot para as bolas não entrarem, na sarjeta.
Se a bola entrava,ora aí está acertávamos contas em casa.
Ao domingo também íamos ao Café do Diamantino ver a televisão comer um bolo de arroz e beber uma groselha.
Neste Bairro vivi uma infância feliz, onde havia muito Companheirismo e Amizade.
Ainda hoje visito com frequência os vizinhos da minha infância pelo quais nutro grande carinho.
Obrigado Zé.

Lúcia Vital Vasconcelos ..................02-06-2011


Pois é Lúcia a rapaziada nem lhe passa pela cabeça como a gente se divertia...e que felizes que nós éramos.
...E a bicicleta Azul do Cabé ....era um espectáculo.

Zé Ventura

Pois é Lúcia, não foi preciso ler todo o teu lindo comentário para saber que eras tu a referires as tuas memórias de infância..., as histórias eu conhecia porque aqui em casa o Carlos referiu-as algumas vezes e riamo-nos sempre, tu eras uma Maria Rapaz pequena mas não ficavas atráz ds outros! já viste como agora as nossas crianças não podem brincar assim na rua? estão em casa a ver jogos de violência e depois é o que se vê nas escolas! bjs gostei muito

Odete Maçãs...............03-06-2011

Para mim, que era da área da Feira Velha, entre a antiga Praça do Peixe e a Raínha, vejo o Bairro Alem da Ponte, dividido em três. A principal ou melhor a do centro, começava onde a Rua Sebastião de Lima terminava. Aí havia a ponte e entrava-se então no bairro. Muitas vezes ficava-se por aí a tomar banhos de vapor das maquinas do comboio em manobras, pois dizias-se que fazia bem às constipações. Na parte mais para norte como o Bairro do Estragado já ficava fora de muitos "putos", embora eu corresse tudo com a minha fisga. Na parte mais a sul (estrada da Foz), que ia até, um pouco abaixo do antigo matadouro. Agora as Caldas é mais ou menos uma cidade grande, muito diferente e talvez mais triste por culpa das tele novelas que mantém as pessoas em casa (opinião minha) Saudações

J. Chaves .............04-06-2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

Do Borlão ás Avenidas

Uma vez que o Zé deu por encerrado o capítulo sobre os Prédios do Viola, que tantas saudades provocaram em quem lá viveu (e não só), resolvi deslocar-me para uma zona contígua e que esteve igualmente ligada à minha infância e à minha adolescência.
Refiro-me ao BORLÃO!
A casa da minha avó materna situava-se na Av. da Independência Nacional, Nº 20 e tinha, nas traseiras, um enorme quintal, cujo pequeno portão se abria precisamente para o Borlão e, por aí, se encurtava caminho.
Existia nesse quintal um poço com água bem refrescante e, à sua volta, bem frondosa, erguia-se uma gigantesca nespereira, com deliciosas nêsperas que eu devorava sofregamente e cujo sabor nunca mais voltei a sentir, eram inigualáveis!
A antiga Av. da Independência Nacional, com a Estação dos Caminhos de Ferro ao fundo, era muito aprazível! Não tem nada a ver com a que resta actualmente.
Quem não se recorda das suas lindas amoreiras, cujas folhas nós apanhávamos para alimentar os simpáticos bichinhos da seda?
Quem nunca se sentou, ao final da tarde, naqueles velhos bancos de madeira (creio que vermelhos), trocando dois dedos de conversa com vizinhos ou amigos?
Onde hoje se localiza o prédio que possui o Supermercado Escolha, tinha  eu aulas de piano com a saudosa Professora Maria Amélia Ferreira, cujos ensinamentos se diluíram no tempo...
Já nada disto existe, claro!
Foi precisamente esta casa e este quintal, que acompanharam o meu crescimento, que foram demolidos para "rasgar" a actual Av. 1º de Maio.
Realizavam-se  no velho Borlão as animadas Feiras anuais do 15 de Agosto e aqui se situava também um "barracão" pertencente à F.N.P.T. (Federação Nacional dos Produtores de Trigo).
Mais tarde, surgem a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o Tribunal e, mais recentemente, o edifício da Câmara Municipal.
Toda a minha vida, (com excepção de uma fugaz experiência "militar" em terras moçambicanas), se desenrolou neste triângulo - Prédios do Viola, Rua Engenheiro Duarte Pacheco e Av. 1º de Maio.
Mesmo aqueles que não viveram nesta cidade, aqui estudaram e, como os tempos eram outros e as posses diferentes, desembarcavam na Estação Ferroviária ou Rodoviária, percorrendo esta área quase diariamente a caminho da nossa Escola.
É a todos vós que  lanço este desafio - falem do Borlão que conheceram e que acabou por se transformar num ponto central  das nossas Caldas de hoje em dia, a que atribuíram a designação histórica de Praça 25 de Abril!
Cá espero os vossos relatos!
Fátima Valente

Comentários:

Recordo-me ainda muito bem, apesar de já ter passado muito mais de meio século, "deste" Borlão...
Quando saía da Estação, vindo de Óbidos (nos tempos, em que apesar de tudo..."ainda havia" comboios...), passava precisamente por essa zona a caminho da "velha" Escola...
Ao contrário do pedido da canção...o tempo não volta para trás...

Mas as lembranças, essas sim...voltam, e ajudam-nos... "a voltar" ...a ser meninos e meninas...

"Tanto que se ganhou" depois desse tempo, mas também "tanto que se perdeu"...
Valham-nos ao menos, as memórias...!!

Abraço
Maximino ..............25-05-2011

A velha Avenida!
Outro local onde vivi no N°7, hoje o primeiro prédio a seguir ao Grémio da Lavoura para o lado da estação o qual ainda lá está, quase de fronte da casa da Avó da Fátima. Brinquei muito com outros rapazes perto do local mencionado, comia-mos as amoras e apanhávamos as folhas para os bichinhos da seda, usávamos os bancos como balizas para os nossos campeonatos de bola, alguns que me vem á memória, são o Espanhol, o Coutinho, o Rolim, o Terrinha, o filho do Antonio Pedro, havia dois rapazes qual o nome já me falha que eram gémeos, enfim tempos de meninice. Recordo-me muito bem do enorme quintal da Avó da Fátima pois se provei as nêsperas foram poucas certamente ou se o Espanhol me as tivesse dado, porque o muro era alto!
Do mesmo lado da casa da tua avó para o lado dos bombeiros morava um Professor da nossa Escola o qual não me recordo o nome, mas vou tentar seria o (Rainho ou o eng. Piriquito) talvez algum dos colegas se recorde e nos diga quem ou qual era o professor que ali habitava.

Fátima, na Avenida também se efectuava todas as Segundas Feira a feira das hortaliças e alfaias agrícolas, onde também aparecia no topo lado do grémio um sujeito a vender Canetas e lapiseiras quando isto era uma novidade daquele tempo
(O Barateiro das canetas) mais tarde abriu uma loja em frente da loja nova do Thomaz dos Santos perto da Robialac.

Tudo isto são boas memórias do nosso tempo de miúdos, obrigado Fátima por nos avivares e a ajudares a manter as nossas mentes jovem.

Um abraço.

Antonio Abilio .................29-05-2011

Quem morava aí era o prof. Rainho . O eng. Piriquito morava na Nazaré

Ermelinda Lopes ...................30-05-2011

Ora ai está: Obrigado Ermelinda pela ajuda, todos é que sabem tudo.
Eu pensava que era um deles, mas os anos já são muitos e ás vezes as certezas são poucas.

Um abraço.

Antonio Abilio ..............30-05-2011

A Ermelinda está certíssima.
Trata-se, na realidade, do Mestre Rainho, marido da minha excelente e exigente professora primária - Maria Joaquina Rainho, avós da Carla, que, aqui há uns meses, interveio no nosso blogue, falando do avô, lembram-se?
Aliás, para ser mais precisa, quem ali residia não era o Mestre, mas os seus familiares, pais e irmã.
E lembram-se de quem vivia na casa mesmo ao lado? Era um sapateiro que tinha um macaco que passava a vida acorrentado, passeando-se por cima de um muro e que fazia as nossas delícias!

Fátima Valente...............30-05-2011

Sim lembro -me do sr.Chico Sapateiro e do seu macaco pequeno que era mesmo na esquina em frente ao portão lateral dos Bombeiros e do portão do Armazem de ferro velho que pertencia ao Pai do Alexandre Puga, outro ex residente do Bairro Viola.
O macaco andava no muro e também tinha um pau por onde ele subia e depois saltava então para o muro.
Pelo que se vê essas memórias estão em bom estado.
Força Fátima continua

Abraço a todos.

Antonio Abilio ......................31-05-2011

Sou leitora deste blogue que muito aprecio e falando no mestre Rainho e da dona Maria Joaquina, que era assim que a senhora gostava de ser tratada com todo o respeito, toda a vida me lembro que eles viveram na Rua da Esperança perto da avenida e também me lembro do Sr Chico o nosso sapateiro, bons tempos.

Nanda……………31-05-2011

Nanda, suponho que não a conheço pessoalmente, mas, a propósito do casal Rainho, devo elucidá-la do seguinte: efectivamente, eles viveram muitos anos na Rua da Esperança, foi ali que terminaram os seus dias; mas eu, que fiz toda a instrução primária com a D. Maria Joaquina, comecei a minha 1ª classe numa outra casa localizada numa rua paralela a essa - a antiga Rua da Electricidade, actualmente Rua Dr. José Saudade e Silva.
Tratava-se de ensino particular; ela era extremamente exigente, severa, mas quem passava por aquelas carteiras ficava seguramente muito bem preparado.

Foi sempre muito minha amiga! Quando me encontrava, já eu bem adulta, recordava sempre uma frase minha de garota bem gordinha a que ela achava muita graça: "A açorda faz a velha gorda"!


Ele era o oposto dela - calmo, paciente...
Como colegas, (poucos ingressaram na Bordalo Pinheiro), tive a Ana Nascimento, O António Bretts Jardim Pereira, que já partiu, o Zé Luis Brilhante, o meu primo, o Manuel Gerardo, a Clara Viegas, a Salete Lourenço, a Benilde Saramago, enfim, sei lá quem mais...
Tenho muito orgulho em ter sido aluna da D. Maria Joaquina Rainho! Aprendi imenso com os seus ensinamentos!

Fátima Valente...................31-05-2011
Conhecia muito bem toda aquela área da Avenida não só por causa das amoras...
A Fátima fala do Chico sapateiro e do macaco "cara de cão" que corria pelo muro cor avinhada que ficava mesmo na esquina. Se a memória não me atraiçoar eu estou quase certo que ele era tio da Isabel Alves que também entra no blogue.
Ao lado era o quartel dos bombeiros e também havia a Igreja protestante em que os pastores eram ingleses e que moravam nos Prédios do Viola.
O Pr. Manuel José António (português) era pai do Mestre Raínho, que também morava na Avenida. O Chico Anselmo (Natário) era neto ou afilhado de duas senhoras (irmãs) que julgo eram gémeas e também moravam na Avenida.
A família Natario havia o Valente que concorreu a ser Presidente da Câmara e talvez pertença à família da Fátima.
Sem mais saudações

J. Chaves.................01-06-2011


Olá Abílio!
Já que falaste nos campeonatos de bola, realizados nos passeios da avenida, em que os bancos serviam de balizas, não sei se te recordas do “árbitro” que de vez em quando aparecia, acabava com o jogo e ficava com a bola.

Tratava-se do temível polícia Artur que não me recordo se estava ou não reformado, mas andava a cobrar quotas salvo erro da Misericórdia.
Já agora continuando no mesmo assunto e quando nos deslocávamos para efectuar alguns jogos, quer ao Bairro do Viola ao “estádio” que ficava ao fundo do bloco de prédios, hoje rua José Filipe Neto Rebelo, local de treinos de um “caldense” que praticava salto com vara, podem imaginar as condições que ele tinha, de seu nome Manuel Santos, que chegou a ser recordista nacional, quer ao Bairro da Ponte no “estádio” da escola primária e ao Largo João de Deus no “estádio” do pinheiro da rainha, na altura uma deslocação, que hoje em dia só se compara para os Países do Leste.
Quanto aos irmãos gémeos não estou a ver quem sejam mas não estarás confundido com o Olímpio e o João José Leitão que moravam na rua da Estação, que faziam parte do grupo além do Pata que os pais tinham uma mercearia na rua da Flores.
Quanto à nespereira que a minha prima tanto elogia, concordo plenamente com ela, pois nunca mais comi nêsperas como aquelas. Não sei se te recordas que na altura ficou estipulado que não se podiam apanhar as nêsperas que estavam “mais à mão” pois eram lá para casa, mas sim as que se encontravam lá no alto o que acontecia que em cada ramo de árvore, sem precisar de sair do mesmo lugar, estava um guloso consumidor, mas chegava para todos tal era a dimensão da árvore.
Um abraço

João Hespanhol……………………. 2011/06/02

Colega J. Chaves:
Apesar de não o conhecer, constato que tem uma vaga noção dos membros da minha família, ainda que haja por aí algumas confusões, o que é perfeitamente natural!
O "Chico Anselmo" a que se refere, deduzo que se trata de um tio meu, já falecido há mais de 30 anos e irmão mais novo das duas senhoras (não gémeas, separa-as uma diferença de 5 anos), que são concretamente a minha mãe e uma tia, esta última mãe do João Espanhol.
Não tinha o apelido "Anselmo", este pertencia a seu pai, meu avô materno, mas sim "Natário de Sousa".
Quanto ao "Valente" de que fala, é realmente o meu único irmão, mais conhecido por Zé Valente.
Parabéns pela sua memória!
Cumprimentos


Fátima Valente..............02-06-2011

Ora Bem, mais um Amigo que aparece a participar no Blog da nossa Escola.
João Hespanhol sejas bem-vindo a estas paragens pois vejo-te no FB mas ainda não tive coragem para contender contigo, pois não tinha a certeza se ainda te lembravas de mim, por isso obrigado.
Quanto ao teu comentário que tanto gostei de ler, veio complementar o que eu tinha na ideia e adicionaste mais outros nomes que eu me lembro bem mas não citei, pois não quero tomar todo o espaço com os meus comentários para que o pessoal não diga que eu tenho monopólio do Blog, pois isto é para todos relatarem as suas histórias e recordações.

João os irmãos que eu me refiro até me parece que eram família do Pata ou moravam perto dele, na rua das flores, eles eram pequenitos "baixinhos"
Pode ser que alguém se recorde e nos venha dizer algo mais.
Que a maioria da rapaziada não vivia mesmo na Avenida mas nas ruas adjacentes, porque na realidade na Avenida eras tu ,eu o Rolim, o João Manuel filho do Bombeiro, que moravam por de cima da senhora que era Parteira quase em frente da tua casa, poucos mais seriam a não ser que te lembres de algum que eu me esteja a esquecer.
O estádio que te referes onde o campeão de salto á vara Manuel dos Santos era uma propriedade que pertencia ao Sr. Zé Padre, ele deixava uma parcela por amanhar e a malta usava e abusava lá afazer os campeonatos da bola. Pois o teu relato foi correctíssimo continua a participar pois quantos mais melhor.
Um forte e saudoso abraço.

Antonio Abilio…………..02-06-2011


Olá a todos
A memória do Chaves não o atraiçou. O Chico Sapateiro, dono do macaco, era o meu querido tio, por união com a tia, irmã do meu pai. Morando muito perto do tio, visitava-o frequentemente, talvez por termos a mesma afinidade por animais ou simplesmente porque era um tio muito simpático. O tio Chico do macaco é mais um ponto alegórico que marcou o Borlão.
Adeus por agora, até à proxima,

Isabel Alves ............03-06-2011


Certamente fiz alguma confusão, pois o Natário de Sousa, (seu tio) eu conhecia-o como " Chico Anselmo " porque ele era colega do meu irmão que por acaso tinha uma fotografia com ele no parque ainda jovens, em que o seu tio tinha uma "boinita" daquelas que tinham uma pequena carrapeta no topo, pormenor que eu nunca esqueci. Ele ia muitas vezes a um sapateiro que havia na Calçada 5 de Outubro e que era perto onde eu morava. O nome Anselmo, talvez o mencionassem por ser o nome de seu pai. As senhoras eram conhecidas p'las Anselmas e o seu tio se fosse vivo deveria ter uns 80 anos. Eu sou mais da geração do Zé Valente, ele jogava à bola e bem, pelo liceu e eu jogava pela Bordalo Pinheiro e por vezes jogava-mos junto à vinha dos Natários (seus avós) lá para os lados da antiga Vacuum onde também haviam muitas amoreiras e não eram tão guardadas quanto as da Avenida.
Para a I. Alves, eu conheço bem toda a família Alves, só não tinha bem a certeza, mas agora já sei que estou certo e que ele (C.sapateiro) tinha também uma filha que andou na nossa escola. Lembro me da vossa tia Águeda "já falecida", da Lurdes e do Campino e dos Alves todos que são muitos.
Dá cumprimentos ao Rafael.

J. Chaves..................05-06-2011

Olá aqui estou mais uma vez. Agora é que a memória do Chaves o atraiçou-a. A Águeda, já falecida, é a prima mais velha, irmã da Lurdes e do Campino, filhos do Augusto, irmão do meu pai já falecido talvez a à mais de 60 anos, a filha do tio Chico é a Cila, mora à anos em Leiria. A família Alves é de facto muito grande, eu sendo Alves, casei com um Alves de Peniche, filho do Manuel Alves, alfaiate já falecido sócio de Alves, Pinto e Feliz o Pronto a Vestir que se não me engano era localizado na Rua Almirante Cândido dos Reis. Enviei os seus cumprimentos ao meu Pai ele retribuíu, o computador deixa-o um pouco intímidado. Este ano vamos todos até Portugal faço intenção de o ir visitar.
Agradecimentos ao Zé.

Isabel ................05-06-2011


Mais uma vez venho a este blog para partilhar a satisfação em ver os meus avós recordados nestas histórias.

Efectivamente a Rua da Esperança (a minha casa até adolescente) era onde funcionava a escola primária e a minha avó era mesmo muito exigente (eu também fui sua aluna), no entanto e embora por vezes muito rigorosa, os alunos dela facilmente se "distinguiam" de outros no que diz respeito ao conhecimento.

Um bem haja para todos e espero que este blog seja sempre "alimentado" por recordações que nos preenchem.


Carla Rainho.................22-08-2011

Ainda voltando à Exma Senhora Professora D.Maria Joaquina, é a única professora da primária de que me lembro o nome completo. "Maria Joaquina de Sousa Reis Rainho". Foi minha professora apenas um ano, na 2ª ou 3ª classe, na Fanadia, nos anos de 1955 ou 56.
Muito exigente, mas como já li atrás, quem fosse seu aluno ficava preparado. Tenho um caso muito curioso com ela, que ficou na história da minha família. Depois de fazer uma pergunta a quase toda a sala, virou-se para mim, que normalmente sabia responder, mas naquela dia deu-me uma "branca" e quanto mais ela insistia menos eu conseguia responder. Eu era o seu aluno preferido e naquele dia deixei-a ficar mal. Irritou-se tanto, que me enfiou uma bufetada que me deixou a cara marcada. A seguir pedu-me logo muitas desculpas pelo sucedido, mas ainda hoje, mais de 50 anos passados a recordo com saudade.


De Faro, Zé da Conceição................14-06-2012

sábado, 21 de maio de 2011

Prédios do Viola – Fim do capítulo

Tudo o que se publicou sobre os Prédios do Viola despertou algumas recordações e a Lurdes Peça, aproveitando uma visita às Caldas, lá foi reviver um pouco as suas memórias do local onde morou e das pessoas com quem conviveu com destaque, na primeira foto,  para o Sr. Jaime.
Desta visita ficam estas fotos.






Comentários:

oi miúda, tu e a tua energia, e assim os "miudos" dos Prédios do Viola ficam todos contentes de reverem o local onde moraram e brincaram! O António Abilio também está sempre em cima do blogue e já me tinha falado da foto que enviou ao Zé, já te viste? estavas em todas, sua rapazona endiabrada!! as tuas fotos estão giras. eu não fiz parte ds moradores mas até me fazem inveja
...mas não foi por isso que não convivemos e recordar é viver. bj a tds

Odete Maçãs..........................22-05-2011

Como eu vejo os prédios do Viola. Primeiro eu nasci e vivi, até o serviço militar me chamar para terras africanas, (até sou mais africanista que o P. Coelho e o F. Nobre , penso eu,) no bairro da Feira Velha que vinha da velha Praça do Peixe até à linha do comboio e a Rua das Vacarias era a minha rua. Quanto aos prédios do Viola, nos anos quarenta e cinquenta quem vivesse em prédios havia logo a noção que era gente fina e não há duvida que os ditos prédios tinham algo de esplendor para a época. Como o meu falecido pai e o José Constantino (pai dos Eduardo Constantino e irmão, alunos da " B. Pinheiro) tinham uma pequena oficina de serralharia na Rua das Flores que é perto do bairro, logo eu tenho uma boa recordação do mesmo e até uma pequena estória relacionada com uma das unidades. Tinha eu talvez uns 14 ou 15 anos e ter ido á oficina, fazer algo que não recordo, lá estava apenas o Sr Zé Constantino, quando uma jovem moça (empregada domestica) vinha a correr pedir ajuda porque uma torneira de agua estava vertendo e não a conseguia fechar. Eu sem saber ao certo o que fazer,.o Sr Constantino disse-me: Quim vai tu, lá leva esta chave, fecha a torneira de segurança (vi-me àrasca para descobrir onde era a tal torneira) e tira a parte superior da torneira que está vertendo. Assim fiz, corri de volta à oficina para que uma nova borracha fosse instalada, Voltei ao prédio, instalei de volta a parte que tinha tirado, então abri a torneira de segurança e para meu espanto tudo ficou bem feito "já era esperto naquela altura", agora não tanto. Quem sabe se era uma das vossas unidades,

Saudações J. Chaves.............23-05-2011

Sou mais uma a recordar os bons tempos da meninice passados no Bairro do Viola.
Recorrendo à memória materna, que é superior à minha, aqui fica a descrição de alguns moradores do famosíssimo Bairro do Viola:
Na frente do Bairro, onde está o "arco" situava-se a SEOL do lado esquerdo (1º e 2º andar), no r/c morava o Sr. Nogueira, do café e a Junta Autónoma das Estradas, no 3º andar habitava um Sr. Gil, viajante com 2 filhas, Ana Maria e o nome da outra não sei e o filho Gil.
Mais à frente, na mesma direcção, perto do “arco”, no r/c havia uma taberna, no 1º andar morava o Kuartel, ( o terror da pequenada) administrador do prédio e chefe das oficinas da SEOL, pai da Estelita, e um viajante, pai da Anita, no 2º já não sei, no 3º morava o Jaime Ferreira, nosso colega bordaliano.
Depois do “arco”, no r/c direito morei eu, e o Sr. Vieira, avô da Anita, casada com o Engº Rolim.
Do lado esquerdo morava o Sr. Jaime, alfaiate, pai da Teresa e do Toneca, e uma Srª algarvia de Silves de nome D. Glória, que me dava fatias de pão caseiro com manteiga polvilhadas com açúcar quando vinha da escola e ia ter com a Teresa à casa dela, esperando pelo regresso de minha mãe.
Foi na casa do Sr. Jaime que eu aprendi a picar golas e bandas dos casacos e também os meus dedos.
No 1º andar mora ainda a Conceição, trabalhadora da SECLA, mãe da Jelica (Angelina), ao lado um trabalhador das oficinas da SEOL de apelido Formiga.
No 2º andar morava a Rosa, do António Duarte, trabalhadores da Secla, pais da Dolores e do Luís e o Sr. Eduardo Barbeiro (barbearia junto à mercearia Pena) que ainda lá vive e é pai da Maria do Rosário.
No 3º andar a Maria Bispo e marido (Júlio sapateiro) pais da Quina (Mª do Rosário) e José Frutuoso Bispo, empregado do Turita.
Ao lado morava a Celeste esposa do bate chapa , tia do Tonito, que quando o chamava da janela que dava para o saguão era assim: “Toniiiiiiiiiito”
Também morou uma senhora de nome Aurora que vivia com um viajante chamado Ruah (será família afastada da nossa artista Daniela Ruah?)
Quando estive de passagem pelas Caldas da Rainha, deu-me a curiosidade de ir ver e visitar o Bairro.

Estive com o Sr. Jaime e quando lhe perguntei se sabia quem eu era, respondeu: “É a menina dos Censos?” O jogo das cartas foi interrompido, um dos parceiros era o Eduardo barbeiro.
Identifiquei-me e a partir daquele momento foi um desenrolar de memórias incríveis!
E, graças à Jelica (do 1º andar) cá vai a letra famosa das marchas do nosso Bairro do Viola:


Bairro do Viola
Bairro do Viola
Alegre e sempre a cantar
São as maravilhas das festas
De Santo António
Para toda a gente apreciar.

Bairro do Viola
Bairro do Viola
Vamos começar o nosso bailinho
Em frente de toda a gente
E viva o nosso presidente!

1ª foto: O Sr. Jaime, alfaiate e ensaiador de marchas populares infantis!
2ª foto: "Saguão" onde brincávamos, ensaiávamos as marchas e se um tinha uma bicicleta ela era de todos!
Hoje cheio de flores, pareceu-me pequeno, mas na meninice era enorme!
3ª foto: Entrada para quem morava nas caves
4ª foto: Entrada principal
5ª foto: Arco onde nós brincávamos

Pois é Odete, era uma autêntica Maria Rapaz, ainda hoje tenho cicatrizes nos joelhos.

Vamos lá a ver se com este relato, desperto alguém do silêncio e que entre em contacto com o blogue, não é verdade Sr. Fernando?
Beijinhos a todos

Lurdes Peça...................25-05-2011

Ainda ontem à noite espreitei aquele portão que não fazendo parte das minhas recordações,não me deixou no entanto indiferente tantos os ex-colegas que por lá andaram. Se os comércios não abrissem tão tarde depois do almoço (é que lá pelo país que é o do Chaves, do A. Abilio, da Myrton, com quem atravessei o oceano no dia 14 à noite, o meu, e doutros colegas, isso de almoçar e fechar a loja, é muito complicado), a Electro Lider (passe a publicidade, mas o ZV merece...)teria feito parte do meu circuito turistico. O computador tem estado por norma fechado, mas hoje não resisti a dar aqui uma espreitadela. Dia 30 volto para as minhas latitudes.

Abraço
J.L. Reboleira Alexandre .......................27-05-2011

Quanto a mim o teu relato foi excelente Lurdes.
No entanto o prédio tem três frentes qual delas a principal?
Acho porém que nós por haver sempre mais rapaziada no lado do arco onde tambem havia mais espaço vazio para se brincar e para que as Mães nos pudessem vigiár ou chamar com mais facilidade.
Todas as familias que relataste eu recordo-me bem, mas gostava de adicionar algumas quais eu me lembro e que moravam nas caves um deles era eu, que até uma duas das fotos mostram o local e outra as janelas era 1A ao nosso lado a familia do Sr. Hilario e D. Zulmira que tinha uma filha qual não me recordo do nome, havia também uma familia Cigana que ás vezes cantavam no café do tio Nogueira as cantigas deles, que para nós eram Espanholadas, morava por debaixo da D. Gloria Mãe do Zé João. No outro lado também nas caves habitavam os meus tios Hortense e Fernando,filhos Fanoca e Lena Tiago a seguir os meus primos Otávia e Zé Escusa com os filhos João e Ana Maria Escusa, por cima a D. Sofia Costureira, havia também o Rui que o Pai vendia relogios numa caixinha atráz da sua Zundap, os Parreiras entre outros que a memória já não atinge, depois de eu sair o nosso colega Faustino Rosário que teve presente no encontro deste ano.

Virando-nos para o lado da Rua Fonte Pinheiro, morou lá o campeão de salto á vara pelo Benfica o qual não me recordo do nome mas era conhecido por o "Leca" se a memória não me atraiçoa, depois as familias Arroz, Valente, Barbosa, Limão, Amaro, Abegão, a loja e familia da D. Rosa e Sr.Pires, Havia um casal de Ingleses que o Sr. era Pastor de uma igreja Protestante.
Penso que deve estar muito perto de completo, talvez um dos colegas que lá moraram mais tempo queira completar o que falta assim como o Abegão ou a M. dos Anjos ou a Fernanda,ou a Fátima, para então findar o ultimo capitulo.

Obrigado Lurdes por o teu interesse e desponibilidade de teres ido ao local e nos dares fotos e avivar a memória da nossa meninice.

Um forte Abraço a todos cá de longe.

Antonio Abilio .................29-05-2011

Recorrendo, tal como a Lurdes, à já fraca memória materna, além de todos os outros nomes que muitos colegas referiram, permitam-me que acrescente a família Marques.
Para quem não a identifica, basta dizer-vos que dela fazia parte a nossa querida Aldinha, que,
infelizmente, já nos deixou o ano passado.
E não me recordo de mais ninguém!

Beijinhos a todos!

Fátima Valente...............29-05-2011

A Fátima tem razão embora eu tenha acompanhado pouco tempo a Alda e sua familia no bairro, mas é verdade eles viveram lá antes de se mudarem para o prédio de esquina para o Montepio e para os Correios e tinha um estabelicimento de vender malhas chamava-se Querido.
Acompanhei muito a falecida Alda e as suas colega quando tinha que acompanhar a minha tia Antonieta as quais eram muito amigas já do tempo do Bairro do Viola.
Obrigado Fátima continua a dar-nos mais dicas.

Um abraço para todos

Antonio Abilio ............30-05-2011


Ora viva! Abílio se eu contasse tudo e indicasse todos os nomes das pessoas que moraram no Viola, tu não tinhas assunto, já reparaste? Claro que me lembro das pessoas que mencionaste (ia-me esquecer dos meus amigos das caves? Nem pensar!) mas assim tem mais interesse em seres tu ou outra pessoa a relatar os nomes! Claro que tinha o resto da nota escrita, caso passasse despercebido...
Um dia, ainda existia a praça do peixe, perto do Teatro Pinheiro Chagas, encontrei a ciganita, (agora mulher) não me recordo o nome, a vender como a família dela, peúgas, lenços, cuecas, etc. Abraçamo-nos e foi muito bonito recordar!
Um beijinho a todos.

Lurdes Peça...............31-05-2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

…E voltamos aos Prédios do Viola


O encontro da “Malta” já ficou para traz, e voltamos de novo às pequenas “estórias” do Blog.
Ainda sobre os “Prédios do Viola” recebemos do António Abilio a seguinte Foto com este pequeno texto

Aqui envio uma graça que encontrei no velho álbum, já que alguém dizia quem é que não morou nos Prédios do Viola?
Pois bem aqui estão alguns rapazes e raparigas que lá moraram e grande parte foram nossos colegas de escola na R.B.P.
Vou tentar dar os nomes que me lembro, espero ajuda para identificar os restantes.
De pé, da esquerda para a direita; Fanoca, a menina era filha de Sr. Barbeiro não me recordo do nome, Pinto, Jalica e Antonio Leitão, outra menina que não me recordo, José Luis Parreira, Lurdes Peça, Augusto Lixa de Lisboa e Chico Frazão que era o guarda-redes.
Em baixo; Gloria irmã da Jalica, Eu o Vasco que não morou lá mas fez parte do grupo, depois só consigo identificar mais o Victor Pessa.
Esta foto foi tirada lá para entre 1958 a 60 e devia ter sido um jogo com o Bairro da Ponte ou rua 31 de Janeiro.
Mais alguns amigos e ex residentes do Bairro do Viola.
Um abraço para todos.

Antonio Abilio

Comentários:

Então?!
Que se passa? Não aparece mais ninguém para contar uma daquelas histórias dos vossos tempos passados nos Prédios do Viola? Já passaram dois dias! O António Abílio está à espera! Tanta "malta" que ali morou e ninguém diz nada...!?
A Fernanda Amaro perguntava há dias onde estava a malta do tempo dela.
O que direi eu da malta do meu tempo!
Dos prédios do Viola apenas me recordo que em 1948 ainda não estavam terminados mas já por lá haviam alguns moradores.
Ouvia dizer que eram os primeiros Prédios que se estavam a construir com blocos de cimento porque ficava mais barato que o tradicional tijolo. Creio até, ser a primeira vez que se fazia tal género de construção em Portugal mas não sei se era verdade.
Nessa altura eu tinha iniciado a minha actividade profissional na Central Eléctrica, e lembro-me de ter ido muitas vezes a esses Prédios ajudar o Tavares electricista da Câmara na montagem dos contadores de electricidade.
Além disso, também durante algum tempo andei num vai e vem pela Rua da Fonte do Pinheiro tentando conquistar uma "garota" que nunca me passou "cartão".
De momento é o que me ocorre sobre os Prédios do Viola, mas, se me avivarem a memória talvez haja mais alguma coisa para contar.
Na foto que o António Abílio enviou, contei 15 jovens. A Lurdes Peça, que o António Abílio diz lá estar, já em tempos deu a sua contribuição. Então onde param os outros?
Não necessitamos copiar ou imitar, mas vejam o que se passa aqui: http://oscosteletas.blogspot.com/

Olhão, 20-05-2011
Fernando Santos.

Olá amigos!
Tenho andado afastada por razões familiares, mas agora que tudo voltou ao normal cá vai o meu contributo para encher este espaço!
Já tinha esta foto que o Abílio me tinha enviado e gostei de a rever, lembro-me dos tempos que jogávamos todos à bola no terreno em frente do Bairro.
Eu entrava sempre, pois quando a bola saltava para a serração e carpintaria “Oliveiras”, era um problema, se fosse um rapaz buscar a bola, os empregados não a davam e se fosse eu, o regresso da bola era garantido!
A menina que está ao pé do Fanoca, é a Maria do Rosário, filha do Eduardo barbeiro que tive o prazer de falar com ele quando tirei a foto com o Sr. Jaime, na Associação de Diabéticos numa alegre jogatana de cartas.
A Jelica (Maria Angelina) estive com ela no mês de Março, quando estive nas Caldas, a mãe dela (D. Conceição, ainda residente lá) fez-nos essa surpresa, foi uma alegria, o reencontro! Trocámos endereços e telefones, foi muito bom revê-la!
A menina que está a seguir ao Leitão, não é a Lena? Irmã do Fanoca? Diz lá Abílio o teu veredicto…
O Bairro naquela altura era residência de trabalhadores que vinham de outras terras, e também de caldenses.
Beijinhos a todos

Lurdes Peça...........25-05-2011

Reconheço que o tema foi dado como encerrado, mas como tive fora por uns dias e agora que estou de volta não queria de perder a deixa de agradecer aos participantes os seus comentários assim como também responder á Lurdes que não tenho a certeza se a menia ao lado do Leitão será a Lena Fanoca? Estava também á espera que alguém nos ajudasse a resolver a situação.

Assim como o nosso amigo Fernando Santos faz a pergunta e bem eu também a faço, onde está a malta desse tempo?
Será vergonha ou simplesmente não se recordam desses tempos menos complicados.

Um abraço amigo para todos

Antonio Abilio ...............27-06-2011


Olá Abílio, eu morei na Rua Fonte do Pinheiro antes de mudar para o Borlão, tenho muitos conhecimentos e familiares residentes no Bairro dos Viola. Sou prima da Jélica, Glória e Lena. O meu tio Carlos irmão da minha mãe que trabalhou na Secla com o primo Arnaldo pai da Jélica, residíu também no Bairro durante muitos anos.
Os meus pais eram muito amigos do Snr. António Paulo,(Bombeiro) Menina Noémia, esposa e filhos, Teresa e Eduardo Jorge. Lembro-m também do Chico (Puxa a Calça) também residente do Bairro que trabalhou com o meu pai na SEOL e no Cine Teatro Pinheiro Chagas.
Mais uma vez parabéns ao Zé e obrigado.
Adeus por agora.


Isabel Alves................07-06-2011

Olá Isabel estamos tão perto mas mesmo assim tão longe, pois já vai á uns anos que não vejo o teu Pai Rafael ou a ti ou tua Mãe, mas isto é a vida do Emigrante num vasto Pais como o Canadá, podemos estar perto mas nunca nos vimos.
Falaste que moravas na Fonte Pinheiro pois eu lembro-me muito bem era numa casa na esquina oposta da loja do Zé da Mer... assim se chamava, ao lado do portão que dava para outras morarias que ficavam no quintal um pouco acima da oficina dos Oliveiras.
Falaste também no Chico Puxa a Calça, bom Homen: Era também um doido por futebol, era dirigente do Futebol Club das Caldas, ele andava sempre a recrutar e mobilizar os rapazes para irem para lá jogar, foi onde eu jogei uma epoca naquele tempo se chamava Principiantes nos quais faziam parte o Leitão, Lucio, Mentira,Vala, Simões, Moura entre outros colegas da nossa Escola.
Obrigado Isabel por apareceres por aqui de vez em quando
Dá cumprimentos aos teus Pais.
Até um dia.

Antonio Abilio.............08-06-2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Com os Antigos Alunos é festa garantida

CLICA NA IMAGEM PARA VER O VIDEO
AUTOR : VITOR PESSA

terça-feira, 10 de maio de 2011

“Editorial”

Os medalhões aqui reproduzidos, nas cores de “Verde Caldas” e “Rosa Velho” são da autoria do nosso colega Mário Morgado, ceramista dos anos sessenta. O desenho da esfinge de Rafael Bordalo Pinheiro foi da autoria de Carlos Moreira.
Estas bonitas peças de cerâmica foram entregues aos participantes do 18º Encontro de Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha, que decorreu no Sábado passado.
Este ano confirmou-se as previsões que apontavam para um número de participações inferior ao ano passado e assim aconteceu. Contrapondo aos 302 do ano passado, tivemos este ano 230.
Claro que a quantidade não é determinante para o êxito dos Encontros, mas vale a pena alguma reflexão sobre as causas desta quebra.
No que nos compete julgamos que pode haver alguma falta de novidade, outro local, outro tipo de animação e outros pormenores que possam fazer a diferença, mas não é fácil harmonizar isto tudo com o orçamento que dispomos, e mudar só por mudar, não contem connosco para baixar a fasquia, pois sem falsas modéstias julgamos que estas festas têm um padrão de qualidade que nos agrada, pese embora o facto de este ano o segundo prato não ter resultado como gostaríamos.

O que nos parece que tenha sido o factor determinante para o abrandamento, é certamente a grave situação política, económica que o País atravessa, sentimos que as pessoas andam preocupadas, e com razão, mas pior que isso andam desmotivadas e sem espírito festivo, mas meus Amigos, a classe política tem feito os possíveis por destruír este País, não deixem que eles acabem com os nossos Encontros.
Julgamos também que é imperioso a dinamização destes encontros junto das gerações dos anos setenta, pois é a única maneira de garantir a continuidade desta festa.

A Festa precisa de gente nova e de uma nova equipa na organização.
Zé Ventura

Comentário:

Em resposta ás palavras do Ventura e como colega da organização, digo o seguinte:
Fomos 230 pessoas, menos que o ano passado, mas para mim não foi só o devido à situação politica económica que todos atravessamos, vai da forma como, cada um encara este evento ou seja:
Para uns é um dia inesquecível
Para outros é uma seca festa de velhotes.
Para outros nem fazem qualquer comentário porque há um desinteresse.
Faço muitas vezes esta pergunta: onde está a malta do meu tempo ? (anos 70)
Será que ainda se sentem muito novos para estas festas? ou demasiados velhos para conviverem?
Pois eu diverti-me imenso, para o ano cuidado com a Fátima Valente, ela vai tirar um curso de dança intensivo. Vou seguir o conselho da Lurdes Peça praticar muito.

Agradeço a todos que nos honraram com a sua presença e até para o ano
beijinhos

Fernanda Amaro.........13-05-2011

O meu comentário sobre o 18º encontro, é de agradecimento a todos os membros da organização. Creio que o problema não será tanto da situação económica mas mais pelo desinteresse. Basta ver o número de pessoas que aprecem no Blogue. Aqui não se paga nada! É certo que muitos "velhinhos" não têm Internet porque não têm computador. Outros, dizem que esta coisa é para os netos e não estão em idade de aprender...???
A Fernanda Amaro pergunta onde está a malta do tempo dela.
Para mim esta foi a primeira festa. Foi inesquecível, e farei tudo para não ser a última. Não foi uma festa de velhotes mas um convívio de gerações diferentes.
Não estou de acordo com o Zé Ventura quanto à mudança de equipa. Antes pelo contrário! A equipa foi extraordinária!
Jamais esquecerei as agradáveis emoções sentidas nesse convívio.
Obrigado a todos. Obrigado Fernanda. Aquele momento em que me acompanhaste na oferta de rosas às senhoras foi inesquecível! Não digas até para o ano! Tens que dar o exemplo! Aparece por aqui mais vezes. Este espaço tem que animar mais um pouco.

Fernando Santos..... Domingo, 15 de Maio de 2011.
Dia da Cidade!

Concordo com o Zé Ventura de que “a Festa precisa de gente nova”. Os novos garantem o futuro, sendo de estimular o convívio entre as diversas gerações.
Discordo do Zé Ventura no que diz respeito a ser necessária “uma nova equipa na organização”.
Estive presente nos últimos almoços e considero que a organização tem sido impecável. No último almoço ouvi vários elogios aos elementos da organização e ao trabalho desenvolvido pelo Zé Ventura.
Reconheço que dá muito trabalho organizar uma Festa para tantos colegas. Mas os resultados têm sido bastante positivos.
Dou os meus parabéns a todos os colegas da organização da nossa FESTA, desejo força para continuarem, e envio um abraço de agradecimento ao Zé Ventura.

Carlos Esgaio...........15-05-2011

sábado, 7 de maio de 2011

18º Encontro - 2011

FOTOS DO 18º ENCONTRO DOS ANTIGOS ALUNOS
ESCOLA INDUSTRIAL E COMERCIAL DE CALDAS DA RAINHA

CLICA NA IMAGEM

Comentários:

Acabada de chegar a casa, já recordo com saudade a nossa festa de hoje! Por mim, prolongaria por mais tempo a sua duração, apesar de quase não ter voz...
Escusado será dizer que adorei e, além da extraordinária organização a que já nos habituámos (parabéns para todos eles!), é justo realçar este ano o excelente duo musical que contrataram, que, com grande versatilidade, muito contribuiram para a animação de todos os presentes!
O meu marido que o diga e, até eu,
me senti tentada a colaborar numa frenética marcha...
Que venha a próxima...

Fátima Valente........07-05-2011

Tenho pena de não ter podido estar presente, mas não é possível estar em dois lugares ao mesmo tempo... 
Se Deus quiser para o ano lá estarei...

Abraço para todos os colegas...!!

Maximino.................08-05-2011
 
Foi muito giro, estava tudo bem, penso que todos nos divertims e espero que tu menina Fátima para o ano te desinibas e entres na dança como sabes ou como te apetece, sem stress pois estamos ali para nos divertirmos! 

Odete Maçãs...........08-05-2011

Creiam que não é fácil encontrar palavras que possam demonstrar as emoções sentidas e vividas neste magnífico encontro do dia sete de Maio de dois mil e onze.
O momento mais alto foi aquele em que tive a surpresa, a honra e o privilégio, de, na companhia da Fernanda oferecer uma ROSA a cada uma das senhoras presentes neste magnífico (para mim), inesquecível 18º encontro.
Jamais esquecerei o sorriso, a ternura, o brilho dos olhos, e até o beijinho carinhoso de algumas (o tempo não deu para todas) ao me agradecerem a significativa e mais bela FLOR que a organização em tão boa hora me encarregou de colocar em vossas mãos.
Um respeitoso e também carinhoso beijinho para as restantes senhoras, um grande abraço àqueles a quem não tive oportunidade de o dar, e o meu mais sincero e reconhecido OBRIGADO a todos os membros da organização.
Até breve.

Fernando Santos..................08-05-2011

Foi com grande alegria e também muita emoção, que pela primeira vez participei num encontro dos antigos alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha. O facto de morar a milhares de kilómetros de distancia no outro lado do Atlantico, impediam-me de participar. Agora as condições estão criadas para poder estar presente, e enquanto Deus me der vida e saúde e os aviões funcionarem bem, não falharei mais nenhum encontro. Tive o prazer de encontar amizades que já não via à mais de 45 anos. Achei a organização impecável. Podem dizer que Portugal está em crise, mas posso afirmar que ninguém morre de fome.
A comida além de bem confeccionada era servida em quantidades industriais.
Ainda eu não tinha completado a digestão (apesar das danças e saltos) e já estavam a preparar outras mesas que ficaram guarnecidas com apetitosas e variadas iguarias além de uma terrina com caldo verde e "tora".
Na minha mesa ouvi conversas e confidencias muito engraçadas.
Claro que todos(as) nos conhecemos quando eramos adolescentes e é daí que vem as nossas amizades, no entanto hoje falamos das nossas descendencias, especialmento dos netos. Na minha mesa narraram-se algumas factos que descrevem as habilidades e espertezas destas pequenas criaturas que parecem ter vindo ao mundo com os conhecimentos que a nós demorou muitos anos a acumular.
Mas também se falou da nossa adolescencia, dos grupinhos que se formavam na escola, das piscadelas de olho discretas a alguém do nosso agrado.
Uma senhora contou sem dizer nomes que a certo momento na escola teve uma paixão platónica por um rapaz mas nunca se declarou. Ao fim de 2 anos teve o previlégio de dançar com ele, mas (conforme ela explicou) dançaram afastadas quase 1 metro, quando afinal o desejo era "atracaçá-lo" e ficarem bem juntinhos !
Afinal, o rapaz nunca soube desta paixão, e cada qual seguiu o seu destino, formando familias distintas.
No entanto neste 18º encontro, o que mais me impressionou foi a juventude e forma fisica em que se encontram a Lurdes Peça e algumas amigas.
Elas esqueceram-se que já estão na casa dos 60 e voltaram ao tempo de "miúdas"
Dançaram, saltaram, cantaram, e sobretudo transmitiram a todos os presentes a alegria de viver. No meu caso pessoal, tive que dar o "litro" para conseguir sacudir a ferrugem que se acumulou neste corpo, para puder acompanhar.
Foi lindo o que fizeram, bem hajam.

Faustino Rosário...............09-05-2011

Reagindo à provocação e à crítica da minha querida Odete, apetece-me dizer-te que, para o ano, "outro galo cantará"...
Prepara-te! Vou frequentar um curso intensivo de dança e, em Maio de 2012, serei eu a brilhar naquela pista e a ofuscar todas as vossas demonstrações insípidas de valsa, tango, chá-chá-chá, bolero e até lambada e kizomba, verás...
Envergonhar-vos-ei a todas!
Ri-te, ri-te...
Por agora, entretive-me com outras "danças", que não cansam tanto as pernas, mas afectam, (e de que maneira), as cordas vocais!
Actualizámos novidades ocorridas nos últimos doze meses; exibimos as fotos dos nossos netos, alguns, entretanto, vindos à luz do dia, relatando com uma ponta de vaidade as suas "gracinhas"; tomámos infelizmente conhecimento da perda de familiares sofrida por alguns colegas; lamentámos certas ausências, especialmente uma(e calcularão certamente a quem me refiro), impossibilitada de ter comparecido, por muito grande que fosse a sua vontade.
Não foi esquecida e acreditamos que, no próximo ano, ela estará entre nós fisicamente!
Enfim, um misto de alegrias e tristezas se viveu naquele dia 7 de Maio, pois, por tudo isto, tal como a própria vida, é composta a nossa FESTA!


Fátima Valente..................10-05-2011

Já chegada a terras algarvias e com as malas desfeitas, sentada na minha cadeirinha teclando no meu portátil, ainda relembro as tropelias feitas no sábado!
Foi mágico, o momento que se viveu em confraternização com alguns colegas no CCC e mais ainda quando conheci pessoalmente o Sr. Fernando Santos, de Olhão, cuja estima e amizade eu já tinha sentido quando escrevia para o meu correio electrónico, já há muito tempo.
Foi muito reconfortante o lanchinho que estava à nossa espera enquanto víamos as fotos no painel gigante, mastigando um croquete.
Chegados à “Lareira” uns pastéis de bacalhau quentinhos acalmavam os ânimos de cumprimentar toda a malta que vinha chegando, uns pela primeira vez outros repetentes, como eu. Ao entrar na sala foi a apoteose geral! Beijos, abraços, sorrisos e até algumas lágrimas misturadas com o tempero da bela sopa de peixe.
O vinho lá ia correndo pelas gargantas e aquecendo o nosso corpo e com a ajuda do trompetista a refeição era interrompida pelo cantar leve de alguém que pensava que sabia cantar…e cantou!
Quando foi o intervalo deste inesquecível banquete, eis que saltam corpos que se esqueceram da idade dos ossos… e pimba! Pista para que te quero… Foi de arromba!!!
Sentava-me um pouco para recarregar baterias e lá ia para a multidão que se divertia como podia e sabia.
Foi divertido o Faustino do Rosário ter posto um guardanapo na cabeça (como lenço de senhora) só para receber uma rosa, mas a barba traiu-o!
Obrigada Vasconcelos, Vítor, Luísa, Fernanda, Ventura e Orlando, todos juntos são incríveis e vai ser muito difícil arranjar uma turma assim quando estiverem cansados de nos fazerem felizes.
Preparem-se malta pois para o ano já temos mais uma dançarina no grupo e que dançarina… a Fátima Valente! Temos que nos cuidar e praticar muito, senão…apanhamos uma falta de mau comportamento!
Beijinhos a todos e até para o ano!


Lurdes Peça........................11-05-2011

Não pude estar presente e tenho muita pena. Parabens a todos pelo que foi concerteza dia muito bem passado. Envio uma reflexão ou se quiserem pequena Prosa Poética que tinha como objectivo levar pessoalmente. Paciencia. Para o Ano que vem haverá mais se Deus quizer.

Andei por lá,
hoje estou aqui.
Aprendi muito!
-Foi tanto...
que quase esqueci!
Contúdo sei,
que muito do que sei,
foi lá que aprendi.
Coisas que me ensinaram
grandes professores,
e isso não esquecerei.
Compreendendo ao tempo,
que esses ensinamentos
são hoje valores
intrínsecos,
que fazem de mim (de nós)
pessoas melhores.

Um abraço Rui Pina ........................11-05-2011

Assim como O Rui Pina eu também tenho imensa pena de não ter estado presente em tal dia cheio de tanta confraternização e amizade, mais ainda depois de ver todas as fotos duas vezes e ver as caras de tantos amigos e amigas a demonstrarem um dia de magnifico ambiente, claramente com a participação e representação de diferentes epocas, da nossa Escola, tudo em perfeita Harmonia.
Com tudo só me resta felicitar todos os presentes, assim com congratular o grupo do comitee executivo que tem feito esta festa uma realidade e sucesso.
Bem Haja a todos e continuem com a mesma força.

Um Abraço do Antonio Abilio .............13-05-2011

Agora percebo, a Fátima quer ser a rainha da festa! para o ano vamos dar-te essa oportunidade, prepera-te para a abertura do bailarico!... quanto à nossa colega fui lá e ela com o seu espírito sempre jovem já disse que para o ano irá , para isso nem que sejamos nós a ajudar !

Odete Maçãs..............13-05-2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

17º Encontro – 2010


Estas fotografias são referentes ao Encontro do ano passado e como se pode constatar esta é uma festa de várias gerações.
No próximo Sábado esta e outras imagens vão-se repetir, pois os cerca de 250 participantes são garantia de um encontro onde a emoção e a alegria andam de mãos dadas.  

Comentário:

Caros amigos!
Com todo o gosto aceitei convite do Zé Ventura para estar presente no próximo almoço convívio a realizar no Sábado dia 07-05-2011. Tenho apenas os contatos de meia dúzia de amigos, e, como devem calcular terei o maior prazer em conhecer o máximo de colaboradores e comentadores que frequentam o Blogue da Escola.
Além do meu endereço que já conhecem,
santos.fernado@gmail.com (notem que não é fernando), também dou a conhecer os meus contatos telefónicos.  919 446 217  ou   289 706 280
Obrigado e até Sábado.

Fernando Santos..............05-05-2011

Amigo F. Santos,
Gostaria de lhe dar «aquele» abraço, mas só vou chegar às Caldas a 15 de Maio. Apesar de trabalhar em viagens, não viajo quando quero, bem pelo contrário. Fica para uma próxima oportunidade.

J.L. Reboleira Alexandre...............06-05-2011

O meu abraço ao amigo F. Santos (e a todos os outros amigos e amigas...), vai mesmo ter de ficar para outra ocasião...
Um abraço para todos/as...

Maximino.............06-11-2011