terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Beco das Flores ou as memórias do António Guilherme

No meu Blog Águas Mornas publiquei há dias umas fotos do Beco das Flores que mereceram alguns comentários interessantes.

Como já muito se falou do Bairro do Viola, dou agora voz ao António Guilherme para contar as suas memórias do Beco do Flores, agora chamado de Rua José Pedro Ferreira, que eu confesso que ainda não descobri quem foi tão ilustre Caldense.

Há dias, ao ler aqui as façanhas dos jovens e alguns amigos que viveram no Bairro do Viola, onde descarregavam carros de lenha, puxados por juntas de bois, etc.Veio- me à memória, também a minha infância, algo parecida, vivida no Bêco das Flores. Por isso não consegui resistir ao repto lançado pelo nosso amigo Zé Ventura e aqui estou a escrever algumas linhas sobre o BECO DAS FLORES, local onde nasci eu e todos os meus irmãos, todos os partos em casa, naquela casa baixinha, mesmo ao cantinho do beco, onde hoje existe um café.
Passados 50 e poucos anos e tendo vivido o que já vivi, quase me arriscaria a dizer que à época o Beco das Flores seria talvez a "rua" ou beco com mais dinamismo na cidade. Em relação à dimensão do beco e com toda a sua azáfama diária, atrevo-me a desafiar os digníssimos historiadores da cidade, a encontrar uma rua, não um bairro ou uma praça, claro, onde houvesse concentrada tanta actividade comercial, industrial e agrícola e habitação tudo em perfeita harmonia, e como disse, visto a esta distância de meio século, era impar na cidade.
Vou falar apenas do tempo em que lá vivi e que vou lembrando, outros poderão acrescentar algo mais ao que vou dizer.
O Beco, estreito e de piso sinuoso, desembocava numa área intensamente agrícola, onde predominavam pomares, vinha e denso arvoredo a que chamávamos a azinhaga. Local das mais diversas brincadeiras de infância, desde a manhã até noite dentro, para os mais corajosos. Tinha como moradores famílias completas, algumas oriundas de outros pontos do País e que trouxeram comércio e industria ao beco. Desde sapateiros, funileiros, olaria, fabricas de bolos e rebuçados F.A.Caiado a maior da cidade e Henrique Santana, torrefacção de cafés, armazéns de retrosaria, armazéns da firma Tomás dos Santos, Avelino Tereso, Caetano Ferreira, armazém de
produtos agrícolas e até uma Adega.

É verdade o Beco até uma adega tinha.
Foi neste Beco que dei os meus primeiros passos e que tive a minha primeira vez em quase tudo.
"Até mesmo naquilo em que estão a pensar".
Falando da adega do Sr.Sebastião.  Fiz uma vindima pela 1ª vez, do princípio ao fim, ir à vinha em carro de bois buscar as uvas, pisar no lagar, encher os barris e provar o mosto. Era uma azáfama que terminava noite dentro á luz da velhinha candeia de azeite, pendurada num recanto da parede. Foi nesta adega que bebi o meu 1º copo de mosto, depois de agua pé e por fim o belo vinho. Fiz aqui o meu baptismo, talvez com os meus 8 ou 9 anos.
Coisa rara na época, eram os automóveis, o beco, era uma mistura de desenvolvimento, havia quem ainda entrasse no beco com mercadorias em carro e bois, galeras puxadas por cavalos e já entravam também, furgonetas e camionetas. Pois foi também a minha 1ªvez na condução de uma carroça puxada por um imponente cavalo que vinha buscar combustível para uma quinta da Val de Maceira, onde eu ia parar e regressava na parte da tarde. Guiei pela 1ª vez uma furgoneta do meu amigo Costa, já falecido,, beco acima beco abaixo por diversas vezes. Igualmente andei pela 1ª vez de motorizada, pelos carreiros da linda azinhaga, onde hoje é o CCC.
Claro que não vou falar da minha outra 1ª vez. A Empresa F.A.Caiado, tinha um movimento intenso de pessoas e bens, no beco, que a juntar a todas as outras actividades existentes, dá para calcular o que era para nós crianças a imensa experiência de vida que colhiamos. Clientes, empregados. Caixeiros viajantes de outras empresas do País, eu conhecia toda a gente que entrava naquele beco. Vivi lá até aos 13 anos.
As memórias são muitas mas hoje fico por aqui.
Obrigado por terem partilhado comigo algumas da minha infância, passada no BECO DAS FLORES.
A.Guilherme

Comentários:

Caro Guilherme
Adorei as memórias do Beco das Flores. Embora residente em zona diferente, conheci perfeitamente este beco e a sua vivência. Naquele tempo as Caldas era uma "aldeia grande" e nada nem ninguém nos passava despercebido.
Para completar a importância com que pretende dignificar o Beco, julgo faltar a cerâmica do Sr. Prata, pai do nosso colega Ilidio Rodrigues Prata, onde a arte era predominantemente representada pelos "ALFIIIIINETES DAS CALDAS". Sim "ALFIIIIINETES" porque dantes o respeitinho era muito bonito.

E com esta me vou........

Mário Reis Capinha ..........01-02-2012

Caro GUILHERME
Peço desculpa. Na realidade está indicada a "olaria" que será a tal do Sr. Prata. Só agora confirmei.
Mário Reis Capinha 02.02.2012


Gostei de ler as memórias do Guilherme do seu Beco das Flores, e também para mim foi bom saber dele, pois já á muitos anos que eu não sabia dele. Quero agradecer-lhe a sua amabilidade de nos trazer as suas estorias e de ter arranjado um bocadinho livre da sua vida para nos relatar as suas peripécias de joven no dito Beco, embora eu não tenha lá vivido conhecia bem por várias razões, ligações familiares e também por visitas que fazia a amigos que andavam na nossa escola, um deles que me lembro era o Antonio Moura o qual nunca mais soube nada dele, enfim coisas da vida. O Beco era um lugar que tinha tudo e todos como o Guilherme citou, eu conhecia lá também um Policia um Engenheiro (Elias) e um Taxista (Malhoa), era de facto completo de boa gente. Agora desafio o irmão do Guilherme, o Jose ou qualquer outro colega que também desse algumas das suas memórias, refiro-me ao Jose sendo ele um pouco mais velhinho do que nós, talvez tenha outras recordações, para dar continuidade a este tema.
Obrigado Guilherme foi um prazer saber de ti!
Um Abraço.


Antonio Abilio..................03-02-2012

O António Abílio no seu comentário, citou como morador no Beco das Flores um Elias (engenheiro). Será que este senhor era um que morava naquela casa de canto à direita no início da rua? Se é a ele que o A. Abílio se refere, o senhor chamava-se José Elias dos Santos Júnior e era técnico de obras da C.M.C. Se for o caso, ele construiu um prédio na R. Alexandre Heculano para onde foi morar, e alugou a tal casa do canto ao meu sogro que aí viveu até ao fim dos seus dias.

Fernando Santos........ Olhão.........04-02-2012

Boa Fernando Santos. Que excelente memória. Na realidade o Sr. José Elias dos Santos Júnior (que não era engenheiro mas sim o filho) era técnico de obras da Câmara, e pessoa muito considerada na cidade.Moravam no Beco das Flores e muito mais tarde no Avenal.
Lembrando e relembrando vamos lá chegando.

Mário Reis Capinha ..........04-02-2012


Já agora aproveito para dar também o meu contributo ao Beco das Flores que, naturalmente também fez parte da minha infância, até porque morei durante vários anos num prédio que ainda hoje existe, junto da Casa dos Óculos, o que me obrigava naturalmente a conhecer bem toda aquela zona.
Por outro lado moravam lá duas colegas minhas da primária, irmãs, a Fernanda Noémia e a Helena, filhas de um polícia.
Quanto à fábrica de bolos Caiado, desloquei-me lá muitas vezes porque as funcionárias eram clientes da Eléctrica, onde compravam, a pequenas prestações, os electrodomésticos de que necessitavam, e era eu e a minha irmã que nos deslocávamos lá no fim de cada mês, quando elas, pontualmente, pagavam as suas prestações. Conheci bem o funcionamento da fábrica na altura e, hoje, por graça, posso dizer que se a ASAE lá entrasse, as portas seriam imediatamente fechadas, não por falta de higiene propriamente dita, mas de facto as condições deixavam muito a desejar.
Quanto ao resto, tenho uma ideia muito vaga, lembro-me apenas nde ver muitos vasos com flores nas portas de algumas casas e pouco mais.
Quanto ao António Guilherme sinceramente não recordo o nome, no entanto a rapariga que está na foto conheço-a perfeitamente, embora não saiba dizer o nome.


Gracinda Vidigal.................05-02-2012

É natural que a Gracinda não se recorde muito bem das pessoas, pois tambem esteve muito tempo e viver fora da cidade. A rapariga a que se refere é a minha irmã Maria Teresa, já falecida, e que foi a fundadora da Farmácia Maldonado, como colaboradora, onde trabalhou toda a vida.O mais pequenino, sou eu que talvez ajude a identificar, sou casado com a Gina. os outros dois meninos são o meu irmão Carlos Gomes e José Santos que vive nos USA.Todos nascidos e moradores no beco das Flores. A Foto foi tirada há 6o anos.

A.Guilherme................05-02-2012

Ao ler as memórias do Bêco das Flores do amigo A. Guilherme também quero contribuir com as minhas melhores recordações dos tempos que passei naquele sitio, de todos vós, em especial da sua malograda irmã Teresa,e também dos seus pais.
Como o meu pai tinha o estabelecimento de fazendas à esquina do Bêco, onde é agora a Proelcor, eu brincava com frequência neste Bêco com a malta que lá morava. Também me recordo que nos Santos Populares faziamos as quermesses lá bem o meio do Bêco.
Penso que o seu irmão, embora mais novo do que eu, se lembrará talvez destas paródias, e daquela figura muito típica daquele Bêco, o alfaiate "Sr. Antão" que estava sempre a assobiar e com a fita métrica ao pescoço. Enfim, bons tempos que já lá vão, mas que nos fazem reviver.
Aqui deixo um abraço a todos.


Jorge Pimenta....05.01.2012

As conversa são como as cerejas, e o Pimenta veio avivar a minha memória.
Também neste Beco residiu e fez as suas traquinices muitos anos, o nosso colega Carlos Alberto Raimundo. Era filho do Sr. Virgilio Raimundo, dedicado colaborador da mercearia Caetano Ferreira, localizada no Largo Herois de Naulila.
Lembras Pimenta? Na casa dele fizemos grandes noitadas de king.Para não falar da Rua Sebastião de Lima.Ponto final parágrafo.

Um abração do:
Mário Reis Capinha..............06-02-2012


Amigo Zé vou enviar o comentário mail, porque na própria pagina por duas vezes foi para o lixo ,não consigo acertar, estou como o Sporting, eu não sou muito bom com estas modernices ,mas prometo que vou conseguir ......

Grande agradecimento muito especial ao amigo Zé Ventura, pois foi a primeira vez que vi o nome da minha rua, que eu tanto gosto, nesta pagina  em relação ás Caldas, mais uma vez fiquei comovido, agora na velhice dá para isto, e vou tentar falar um pouco do meu Bêco  porque o meu irmão Guilherme já disse toda a verdade e que bem que ele escreve, gostei, mas primeiro  tenho de começar com uma grande critica , como foi possível que a maior parte desses politiqueiros que nada fazem pelas Caldas, ainda tentam destruir as nossas lindas recordações, como acabar com o nome de Bêco das Flores,  Porquê ? Não tenho nada contra  o Sr. José Pedro Ferreira,  nem sei tão pouco quem é, nem estou interessado em saber, tenho sim contra o ilustre idiota que se lembrou dessa ideia ,e de certeza nem se deu ao trabalho de saber o que foi este beco há sessenta anos , ler a sua historia e respeitar os nomes das pessoas que fizeram muito por esta cidade.

Quando vi graças ao amigo Zé as fotos do meu Bêco e a pedir comentários dos amigos, disse cá para mim, ninguém vai ligar  a isto, desculpem foi o que eu pensei, e tenho razões para pensar assim, mas parece que estou enganado em parte, porque eu e os meus irmãos que nascemos e vivemos neste Bêco assim como outros que até podia dizer o nome deles todos e das queridas meninas ,os que ainda estão vivos não se metem nestas coisas, não foi só os que nasceram lá ,mas tinham ligações, alguns viviam noutra rua mas as traseiras davam para o Bêco  e esses tinham outra vida,,fiquei surpreendido e contente por ver um comentário do amigo Jorge Pimenta, o que ele disse foi verdade, brincamos algumas vezes saltamos a fogueira pelos santos populares as quermesses e fogueiras eram quase sempre no largo em frente a casa da minha madrinha que penso é a única  que ainda está igual , pode-se ver na foto , e  a que está pintada de encarnada ,mas amigo Pimenta eu sou mais novo um ou dois anos , na escola comercial tu andavas no ano a seguir ao meu, penso eu, recordo muito os teus pais gostavam muito de mim e tu sabes bem, acredita quando lá passo em frente da loja ,olho e  fico a pensar, ainda lá estive o verão passado e aconteceu,,, também parei no meu Bêco no numero 3 e por instantes vivi todo o passado eu mais a minha Alice , foi de tal ordem que chegou junto a mim o jovem  e falou para mim e eu não estava a ouvir nada, e me perguntou , o senhor pelo seu olhar conhece esta casa ? eu respondi nasci aqui, e ele me disse ,tem graça tenho um amigo que também nasceu nesta casa,  eu disse como se chama ele?  Carlos Gomes  , claro respondi, só podia ser é o meu irmão , ele era o dono da casa , que agora é comercial pareceu-me venda de produtos naturais, mas voltando aos comentários gostei do amigo Mário Capinha, que  o ano passado tive a alegria de  estar com ele e esposa amiga Zézinha que já não via á anos, ainda ele não se lembrou  que uma certa altura ia a minha casa quase todas as semanas, que aliás foi aí que o conheci ,o comentário do Antonio Abílio era de esperar pois ele ia muitas vezes a casa do meu vizinho Jose Malhoa que é seu tio com quem damos muito bem, o comentário de Antonio Nobre ,não estou a ver quem será ,já foi mais tarde mas lembro-me muito bem de tal Nobre meu amigo e colega de escola que ia muitas vezes para o Bêco ter comigo vou pensar para me lembrar, quanto á  amiga Gracinda agradeço o comentário e foi real ,no que diz respeito á fiscalização da fabrica dos famosos pastéis de nata, os melhores até hoje, aí se  eu falasse no que vi muitas vezes mas comia bastantes,   somos quase ,quase ,da mesma idade , pois lembro-me muito bem da sua irmã e irmão e pais, mas como sai das Caldas muito novo não se deve lembrar de mim. Bem amigos hoje foi o primeiro comentário, o próximo será  só da malta do bêco a algumas historias  que vou tentar lembrar, mas só daquelas que se podem publicar.

Esta foto é a única recordação da minha casa no Beco das Flores numero 3 nesta sala é hoje o café ou vendas de produtos naturais. Festa do meu aniversário dos 18 anos,  vamos lá ver se conhecem parte dos meus amigos/as nessa altura, depois vou enviar todos os nomes, dois que eu saiba já faleceram.... o Guilherme é o único que não está lá, não sei porquê, ou foi ele quem tirou a foto, ou foi ver nesse dia o Sporting, abraços amigo Zé. Talvez este ano volte ai fazer uma visita.

Jose Santos……………..06-02-2012

Meu caro José Santos,

Terminado o Curso Comercial tive como primeiro emprego um lugar no escritório da empresa F. A. Caiado, no Beco das Flores, o local das Caldas onde se fazia mais marmelada (com aspas ou sem aspas) por metro quadrado. Ali permaneci mais de dois anos no início da década de sessenta. Ali morreu, nas minhas mãos, um senhor que vendia na praça e que morava numa casa do lado esquerdo, antes de chegar à empresa (julgo que de apelido Mendes).
Mas não é do Beco que quero falar. o que eu quero é recordar aquela noite de 1963 ou 1964 em que, vindo da Azambuja, num Citroen 2 cavalos, me deparei, no Cercal, pelas duas horas da manhã, com dois militares - um a dormir na valeta e outro a pedir boleia. Parei, trouxe-os para as Caldas e fui levá-los a casa. Eras tu e o Armando (Louça Fina) que não se cansavam de dizer, durante a viagem, que eu tinha sido um santo que vos apareceu pois já andavam à boleia há mais de doze horas. Lembras-te?
Um abraço
Sanches

P.S.- Embora tenha trabalhado na empresa F. A. Caiado, nunca lá fiz marmelada (nem com aspas nem sem aspas) ao contrário do teu irmão Guilherme que, tendo saído do Beco com 13 anos, das duas uma - ou foi muito precoce ou voltou lá mais tarde.


Sanches..............07-02-2012

Esta é só para o meu amigo Sanches. Comecei a trabalhar aos 11 anos de idade. Tira as tuas conclusões.

Guilherme...............07-02-2012

Amigo Sanches
Penso que a nossa idade deve ser a mesma,nunca te vi no Bêco antes dos 14 anitos, mas comhecia-te bem moravas lá para o Largo João de Deus. ou rua dos Loureiros, penso que estou certo, por aí a rapaziada era outra mas todos meus amigos,não havia ricos e davamos todos bem, tu continuaste os estudos e eu aos 14 como adorava a ceramica, influência do meu vizinho J.Pratas, passava lá muito tempo com ele, consegui entrar nas Fainças B. Pinheiro onde trabalhava no escritorio a tua irmã Luisa, depois nós tivemos aquele famoso encontro que nunca mais te esqueste era as tais 2 ou 3 horas da madrugada, muito longe das Caldas, nesses tempos era uma grande distãncia, ou seja no Cercal eu estava na vida militar em Sacavém e nessa altura estava lá a fazer a recruta o tal Armando que nesse dia decidimos ir ás Caldas, eu até estava doente, e foi a essa hora que eu vejo o tal Cintroen 2 cavalos, porque nessa altura já tinhas automovel e levaste -nos para casa, nunca mais te esqueceste nem eu, ainda o ano passado demos um abraço e falamos nesse assunto,gostei muito de te ver, podes acreditar , a tua passagem pelo Bêco já não foi no meu tempo, tu trabalhavas no Caiado e talvez nessa altura ainda visses a tal marmelada e pasteis de nata nos tabuleiros de madeira, em cima de bidons ou até em cima das pedras a a panhar ar e digo-te todos os dias os comia eu e mais alguém e eram uma delicia muito melhores do que hoje com os tais inspectores, Bem essa questão vai dar outra escrita. Quanto ao vizinho que falas antes de chegar ao escritorio de onde trabalhavas no Caiado que vendia fruta, penso que só pode ser o Jose Lino que vendia bananas e ananazes, até isso tinhamos no Bêco era o numero um pai da amiga Isabel Lino penso que estou certo, quanto ao meu irmão Guilherme, brincar com a sua primeira vez, eu penso que ele se está a referir a comer pastéis de nata, quanto ao que estás a pensar, eu nessa altura já tinha saido do Bêco para trabalhar ,mas estava tudo sob control, não era facil......
Grande abraço para ti amigo Sanches e obrigada por falares do meu Bêco

Quanto à foto, vou tentar colocar os nomes aos retratados na minha casa no Bêco das Flores N 3.
Na fila de cima, Alice, Jose Santos, Jose Augusto "mais conhecido por o filho do Ti Inacio Sacristão" Quim Bucha "Já falecido "Jose Manuel Costa.

Em baixo, Guida Fabian, Carlos Gomes, Gerardo Alferes, David Viola, Eduardo Mondim "já falecido" Jose Silvino, as tres senhoras do lado direito, Deolinda Malhoa, Prima Mena "agora viuva de Vitor Mendes"e Amalia amiga da minha irmã Teresa, Teresa Santos " ja falecida" ao seu lado a irmã do Gerardo Alferes,os pequenos do lado esquerdo são a Elizabete Correia e Francisco dos Santos mais conhecido por Xico Zé, penso que estou certo...

Jose Gomes dos Santos ..........................07-02-2012

Apenas para confirmar que o tal senhor se chamava José Lino e era efectivamente pai da Isabel Lino, mais conhecida pela Isabel da Rocaltur. Ainda o transportámos ao Montepio na cabina de uma camioneta de carga da empresa mas já era tarde.
Para o meu amigo Guilherme,

Oh Guilherme, se começaste a trabalhar aos 11 anos já deves estar reformado há muito tempo!!! Será?!!!
Um abraço.
Sanches


Sanches..................12-02-2012

Meus amigos hoje não estou lá muito satisfeito, por causa daqueles problemas lá na Madeira, o Sporting continua a não convencer, mas para distrair o melhor é recordar os amigos em especial do meu Bêco, e vou começar a responder ao amigo Sanches. Será que não encontras o Guilherme, já a alguns anos a passear lá pela cidade ,o que quer dizer que está reformado, mas voltando ao Bêco eu pensei bem e não vou falar em nada, porque na verdade, não á grande interesse, porque como já disse os interessados para responder, a esta brincadeira, o principal já faleceu, estou a falar de Fernando Ceia uns dos amigos do meu grupo e dos mais reguilas, o Armindo Garcia, hoje padre, penso que ainda está vivo, mas nunca mais tive noticias, o Carlos mais conhecido por o "Rebola" penso que anda por aí,um dos amigos era o Romão, morava frente ao Bêco, havia o Eduardo Arroja ,as traseiras da sua casa dava para o Beco, O Carlos Mariano e o seu amigo "MUDO"tambem passamos boas , isto era da minha geraçâo, mas logo mais um ou dois anos, aparcecia o Jorge Caiado desde o ciclo preparatório nunca mais me falou nunca tivemos juntos porque ele era mais velho, o mesmo com o Carlos Raimundo , com o Puga e o amigo Vitor Sebastião, este muito diferente sempre falou ainda no ano passado demos um grande abraço de amizade, não me posso esquecer de outro grande amigo morava mesmo em frente de mim ,mas infelizmente ele não podia ir para os loureiros brincar devido á sua doença, mas estava com ele muitas vezes em sua casa, era o amigo Tito Viriato ,tambem não posso esquecer foi pouco tempo mas é o amigo Carlos Esgaio,passaram muitas historia giras mas não vale a pena estar a escrever porque hoje todos tem vidas e pensares diferentes, vou ficar por aqui e quando me lembrar de alguma coisa gira, vamos a isto, peço desculpa se me esqueceu de alguem, quanto ás meninas eram poucas mas boas, fica para outra altura.

Jose Gomes Santos..............13-02-2012

Boa tarde amigos
O meu primo Zé Ventura, enviou-me o link do blog, por saber que também eu tinha morada no Beco das Flores, que eu achei interessantíssimo.
Efectivamente fui para o Beco das Flores em 1957, vindo da Fanadia, porque os meus pais foram ambos trabalhar para a fábrica do F.A.Caiado. A minha mãe trabalhava nos tais pasteis de nata com o (Joaquim pasteleiro), homem de Tornada, e o meu pai era o homem fazia a “marmelada”, sem aspas.
Morava numa casa pequenina, que ficava ao lado de outra que pertencia ao Alfaiate sr. Antão, que nessa época já tinha a alfaiataria na Rua da Montras. Não sei qual era o número, mas era a primeira ou segunda a seguir a um pequeno largo formado por um prédio que ficava mais recuado, onde morava uma rapariga de nome Elisa.
Morei aí cerca de 3 anos, e trabalhava (desde os 12) na pastelaria Martins, na Rua das Montras. Bons tempos esses que passei no beco, embora não tivesse muitos amigos, porquanto provinha da aldeia e de pessoas muito humildes, também não estive lá muito tempo para cimentar grandes amizades. Por outro lado, memória já me vai faltando, mas lembro-me da tal Elisa, do Santana, que penso que era filho de um pasteleiro(?) e o Lousada, cujo pai tinha uma barbearia. Depois fui para a Rua da Caridade e em 1962 para Angola, tendo perdido todo o contacto com o Beco.
De Faro, um Abraço para todos
José da Conceição Santos
Conhecido na época por “Zé da Conceição”..................27-02-2012


Como é saudável este blogue! Aguça a minha curiosidade, de que eu gosto tanto, e fiquei com a pulga atrás da orelha, quando li que não sabiam quem era o tal "José Pedro Ferreira, caldense". Informei-me na minha última visita às Caldinhas e descobri que o dito senhor foi Presidente da Comissão Executiva do Hospital Termal, em 1921, por isso já lá vão 91 anos! A idade do meu pai!
Mas,digo em abono da verdade, que era muito mais elucidativo, escreverem o cargo, profissão ou acto heróico, que os tornou conhecidos, aquando da colocação do nome nas placas identificativas.
Por este andar, qualquer dia, a rua Maria dos Cacos (Stº Onofre)pensam que foi em honra de alguém que partiu a loiça toda em zanga familiar!
Beijinhos


Lurdes Peça.....................12-03-2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Quem é Quem ou memórias do Victor Pessa

Nos tempos que vão correndo, é por demais evidente, que as instituições e até mesmo nós próprios, vão perdendo alguns (bons) hábitos ou tradições, que hoje fazem as delícias de quem as recorda.

Trata-se naturalmente das recordações de tempos idos e que queremos recordar com satisfação. Por vezes temos alguma dificuldade em saber quem é quem, mas temos sempre, para nos ajudar, os nossos amigos e companheiros de vida, aqueles que sobreviveram às intempéries da vida e que continuam do nosso lado. Esses são os nossos AMIGOS. Podemos passar tempos sem nos vermos ou falar mas sabemos SEMPRE que eles estão lá.

Toda esta conversa, para dizer o seguinte, acabei de publicar no FaceBook esta fotografia, que hoje partilho com todos vós, porque sei que alguns mais preguiçosos, em escrever, não virão aqui a este espaço, vão certamente dizer GOSTO ou nem por isso.

Quando entrei para a 1ª classe da Primária, por volta de 1956, já com 7 anos, porque não se podia entrar com 6, mal sabia eu que ia passar os melhores anos da minha vida, com uma turma de rapazes (não havia misturas), com os quais acabaria de conviver durante alguns anos.

Alguns ainda hoje fazem parte do meu grupo de amigos. Outros nem tanto, porque a vida dá muitas voltas e por vezes acabamos por perder o contacto, mas nem por isso os esquecemos.

Esta foto, tirada na Escola Primária do Bairro da Ponte, por volta de 1957, mostra a turma dos rapazes do professor Antero.

Muitas caras conhecidas, que vou deixar ao vosso cuidado a tarefa de as descobrirem. Perguntam vocês, mas a que propósito?

Certamente que ao analisarem melhor as carinhas dos meninos, vão encontrar alguns que posteriormente andaram na Escola Industrial e Comercial (a nossa

escola) e alguns no Liceu Ramalho Ortigão.

A fotografia de turma era obrigatória ser tirada, na época. Não tenho de memória o fotógrafo, mas sei que ele com a sua câmara "à lá minuta", lá ia fazendo os preparativos e compondo o cenário de modo a que a fotografia ficasse como deve ser. Tenho outras fotografias de turma que foram tiradas ao longo de toda a minha instrução primária, e posteriormente já na Escola Industrial e Comercial.

Ao contrário de hoje, julgo não haver um registo fotográfico das turmas, que vão passando pelas escolas, o que me deixa uma desilusão. Valores que se vão perdendo, neste País tão pobre em preservar as tradições.

Abraço a todos.
Victor Pessa

Comentários:

O Victor Pessa é um "rapaz" feliz porque ainda tem uma fotografia (ou talvez mais) para juntar às suas memórias, tirada com os seus colegas da Escola Primária acompanhados do professor Antero.
Também entrei para a primária só depois dos 7 pelo mesmo motivo do Victor, e lembro-me de ter sido a minha mãe que me levou e entregou à professora com esta recomendação: "se ele se portar mal, chegue-lhe nas orelhas e se for preciso lá em casa leva mais". Mal estava a D. Maria das Dores (era assim que se chamava), se fosse nos tempos que correm! Senhora dos seus quarenta e tantos anos, dona do seu nariz, e cara de Coronel de Cavalaria, não se coibia de, diariamente distribuir reguadas às dúzias que deixavam as palmas das mãos vermelhas a quem não soubesse a lição, e umas boas "ponteiradas" com uma comprida cana-da-índia, na cabeça de todo aquele que estivesse distraído na aula, ou, na pior das hipóteses mandar um ou outro para a janela com umas orelhas de burro enfiadas na cabeça.
Entrei para a escola em 1940 mas, ao contrário do que era habitual (não sei se era assim noutras escolas), desde a 1ª à 4ª classe tive sempre a mesma professora e as aulas mistas. A Hermínia, a Maria Emília, a Armanda, a Odete, a Zilda, a Arminda, a Lena, são alguns nomes que ainda guardo na memória.
Fotografias de escola é que nem da primária nem da secundária, e, dessas a la minute, só me recordo de algumas tiradas na romaria da Senhora da Rocha em Carnaxide onde na minha infância fui com os meus pais algumas vezes.
Amigo Victor, como podes ver, quem vem por aqui como eu, não se fica só por um "GOSTO". Nestas tuas memórias da primária não posso comentar QUEM É QUEM, mas por mim podes continuar porque estou em crer que além desta minha "lengalenga" outros AMIGOS aqui virão para que não fiques sentado à espera do GOSTO habitual do Facebook.
Um abraço para ti e para todos aqueles que tenham ou não, vergonha de aparecer neste local de encontro.

Fernando Santos........Olhão


Como eu gostava que tivesses razão. Infelizmente parece que cada vez mais, se gosta de não escrever.
O nosso amigo Justiça se fosse vivo certamente iria fazer jus às tuas palavras. Mas enfim, como se costuma dizer, mais valem poucos e bons do que muitos sem nada para dizer.
Isto claro é a minha opinião.
Na realidade quando enviei esta foto ao Zé Ventura foi com a única intenção de que alguém, que por aqui ande se reconhecesse na mesma, mas parece que não é assim. Quase que posso afirmar sem qualquer receio que aquela turma da 2ª classe do professor Antero por volta de 1957, foi certamente a turma mais representativa da rapaziada de então.
Senão vejamos, e vou citar alietóriamente alguns dos 42 elementos que fazem parte da mesma:
O Nobre (do talho), Queiróz (fotógrafo), Louro (fábrica das camisas), Alcino, João "Torto", Caldeira", Vitor Alberto, Venda, Branco, Glória, António Vidigal, António Pedro, Adelino Leitão, Chaves, Tavares, Cardoso (falecido), Marco Liebermann (médico) e Eu claro. Por acaso não estava com a bata branca, porque como só tinha uma, certamente estava para lavar.
Existem alguns de quem não me recordo o nome, apesar de ainda hoje os encontrar por vezes nas Caldas.
Quase todos os elementos citados, vieram anos mais tarde a fazer parte da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha. Claro que alguns foram para o Colégio na altura Externato Ramalho Ortigão.
Uma análise mais detalhada à fotografia deixa ver claramente que apesar de haverem alguns elementos mais desfavorecidos, nomeadamente em calçado (os tempos eram difíceis), a franca camaradagem que existia, não nos deixava ver esses pormenores, nem ninguém ligava muito ao facto, ao contrário de hoje onde a cachupada sabe dizer de cor a marca da roupa e afins.
Realmente a vida era madrásta para muitos. Alguns vindos de longe, traziam na sua sacola um único pedaço de pão para "adormecer" o estômago, durante todo o dia. Recordo que cheguei a partilhar a minha merenda com alguns.
Foi exactamente nesta turma, que o João "Torto" (era filho do polícia), num dos muitos jogos que fazíamos no recreio, veio a partir uma perna, que tempos mais tarde veio a partir novamente pela mesma razão. Infelizmente a perna nunca mais ficou como era e daí a miudagem lhe ter começado a chamar João "Torto".
Enfim memórias de um passado... muito feliz.


Victor Pessa................30-01-2012

Que linda recordação Victor, com tantas carinhas conhecidas, embora alguma os nomes já não me consigo recordar, a mente já não dá para mais, porém olho para elas e reconheço as quase todas, aqueles que tu mencionaste (no Facebook) eu reconheci a todos, mesmo sem tu ajudares, no entanto não frequentei essa escola do Bairro da Ponte, mas com alguém já disse noutro comentário que as Caldas nessa altura era uma Aldeia grande onde nós nos conheciamos a todos. Eram outros tempos, outras mentalidades, e tudo o tempo levou! Grandes amizades foram feitas nesse tempo, entre ricos e pobres, uns calçados e outros não, mas não havia cag... Peneiras, todos sabiam os seus limites e os seus lugares, e vivia-se em muita harmonia eramos simplesmente amigos.
A maioria desses teus colegas andaram na nossa escola, que eu recordo-me deles lá também, ai depois já se nos misturavamos mais, era onde se juntava a malta de todos os lados perto das Caldas, e se faziamos uns rapazes e senhorinhas para a vida laboral,ou continuar para cursos superiores.
Gostei dessa foto Victor fez-me voltar ao tempo do pé descalço e da simplicidade de todos nós.
Aquele abraço.

Antonio Abilio................04-02-2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Uma turma de 1955

Do álbum da Luísa Pimenta vem esta fotografia da segunda metade dos anos cinquenta, que nos mostra um grupo de alunas e alunos que eu não consigo identificar. Para colmatar a minha falha junto a reprodução do verso da foto devidamente autografada pelos intervenientes.
Pormenor curioso, o carimbo da casa que revelou e editou a respectiva fotografia, a Casa dos Óculos.  

Comentário:

Foi com surpresa e saudade desses tempos que vi esta fotografia da minha antiga turma do curso COMERCIAL.
Reconheço todos que passo a descrever da esquerda para direita:
Em pé: Pepe,Luis Filipe, Quim (de Alcanena) e o malogrado Carlos Gil.
em baixo: Stela, Irene, Manuela Leitão e Belmira.

Jorge Pimenta................26-01-2012


sábado, 21 de janeiro de 2012

O Sr. Mário

Quem foi ao último encontro dos Antigos Alunos deu conta que em determinada altura parou um táxi á porta do restaurante e dele saiu um senhor muito distinto que reconhecemos de imediato, era o Sr. Mário, o contínuo da nossa Escola que fez questão de ir até à Lareira dar um abraço a professores e alunos.

Hoje ao ler a Gazeta das Caldas constatei com pesar que o Amigo Mário Bernardino faleceu, fazia em Julho 92 anos.
Á Família, em especial ao seu filho Ramiro um abraço de pesar pela perda de um amigo que muitos recordam como um homem bom.

Comentários:

Claro que não posso e não quero deixar de lamentar a morte do Sr Mário, contínuo dos nossos tempos de escola. Era um Sr que tinha paciência para nós e era simpático, aliás eu penso que na foto do nosso convívio em que o Abegão o está a cumprimentar, deveria estar a pedir desculpa interiormente pelo puto traquina que era na altura !!!
Que descanse em paz e sentidos pêsames à família.

Odete Maçãs.....................21-01-2012

Por uns tempos, pelo menos espero que assim seja, este é o meu ultimo comentário (já vejo por aí um alívio de contentamento), mas é que me vou ausentar e podem ter a certeza, assim como o meu Sporting, voltarei ainda mais forte. De contínuos na minha lembrança está o José Rodrigues, o Francelino, o Casimiro, o Beja "também arbitro" e o Pronto,e as senhoras que eram mais para o lado das raparigas. Do Sr.Mário não está na minha memória (paz à sua alma). Todos nós agora e bem pomos lindos adjetivos aos contínuos e não só..., mas quando lá andávamos na escola era sempre uma prega com eles, porque eles não nos deixavam fazer aquilo que a gente queria. Era a juventude no seu todo e por vezes nós também éramos mausinhos. Belos tempos quem me dera, voltar á velha unidade...

Não chorem com a minha ausencia   

Saudações Chaves..................21-01-2012

Que descanse em Paz...!!

Maximino..................22-01-2012

Sinceramente não me recordo do Sr. Mário!
Sentidas condolências a todos os familiares.

Lurdes Peça................21-01-2012

Que descanse em paz e sentidos pêsames á sua familia.

Antonio Abilio...............22-01-2012

O Sr. Mário já não é do meu tempo. No entanto, é sempre de lamentar o desaparecimento desta figura simpática. PAZ À SUA ALMA.
Mário Reis Capinha .............22-01-2012

Ao fim destes anos todos é perfeitamente natural que não me recorde do Sr. Mário, os traços que outrora recordamos, vão-se modificando. No entanto e apesar do tempo passado, ainda hoje recordo alguns, que estiveram no meu tempo. O Chaves fala do Beja, que eu conheci muito bem e de quem sou amigo do filho e dos netos. De facto os contínuos naquele tempo estavam SEMPRE ALERTA, não fosse o diabo tecê-las... "moderdices" não se queriam naquela escola.
Seja como for aqui lhe presto a minha homenagem e que descanse em paz. Um dia nos encontraremos todos novamente.


Victor Pessa.................23-01-2012

O Sr. Mário antes de ser continuo na escola foi muitos anos jardineiro do Sr.Caldeira dos refrigerantes Santa Rita, era uma joia de pessoa, paz á sua alma.

José Feliciano...............24-01-2012

O sr. Mário era contínuo, mas era igualmente um grande senhor. Felizmente tive a sorte no último almoço dos ex alunos o sr. Mário ter feito o favor de me vir cumprimentar, o que eu como ex aluno a atual professor, ter ficado bastante sensibilizado e agradecido.
Paz á sua alma, o sr Mário bem merece.
J. Carlos Abegão.............26-01-2012


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Alunos dos anos setenta

Esta fotografia que faz parte do álbum de recordações do Luis Henriques, traz para o Blog alunos dos Anos setenta, o que não é muito frequente, pois a maioria é dos anos sessenta.

Os alunos aqui fotografados são o Luís Henriques, a …(Irmã da Lúcia), o Luis Serrenho e a Teresa Serrenho.

… E fico á espera que alguém me recorde qual o nome da menina que lamentavelmente não me recordo.

Comentários:

Caro Zé Ventura, acho que vais esperar sentado, porque a meu ver esta malta, cada vez mais não gosta de escrever. Como nesse tempo (1970) já eu era um homenzinho e andava a servir o País, não posso, nem tenho recordação dos elementos constantes da fotografia.
No entanto estou quase certo, que ainda um dia alguém reconhecerá estes elementos e aqui virá dizer alguma coisa. Quanto mais não seja completar a legenda, pois vamos todos ficar à espera do nome da menina que lamentavelmente não te recordas. Abraço.


Victor Pessa...............18-01-2012

Depois de ler o comentário do Victor, deu-me para investigar a razão da falta de envolvimento do pessoal dessa epoca no Blog.
Onde reparei, embora poder estar enganado, mas acho que é por causa da cor das botas da menina na foto serem Pretas!
Ao contrário das que se usavam na nossa epoca seram Brancas. As tais que eram usadas por a nossa amiga e colega Maria dos Anjos.

Fora de brincadeira, é pena que assim seja, mas desde que começei a seguir este Blog a variedade de idades e colegas a participar tem diminuido tenho pena pois como o Zé Ventura tem divulgado que os numeros de visitantes são muitos todos os dias, mas são poucos os que têm coragem para dar o seu contributo em escrever umas palavrinhas ou para dar as suas opiniões o quer que fosse. De facto é pena que assim seja, não é á falta de apelo feitos por alguns dos participantes que devez em quando escrevem algo, mas vamos esperar sentados,com o Zé Ventura ou talvez não.
Um abraço Para todos.

Antonio Abilio......................19-01-2012


Quanto a mim, que já pertenço à classe dos dinossauros (78), podem contar comigo porque não estou sentado à espera, mas sentado a participar naquilo que esteja ao meu alcance. Se não escrevo mais é porque muitas das histórias que recordo do tempo de escola são impróprias para consumo e seriam imediatamente apreendidas pela ASAE.
Sei que há por aí uns dinossauros (poucos) à espreita, que têm computador, mas... perderam a memória? Eh pá! Apareçam! Se derem algum erro não há problema porque o Zé corrige. Lembrem-se que vem aí o próximo almoço convívio e depois qual vai ser a vossa desculpa?
Os abraços do costume para todos.


Fernando Santos .......Olhão........20-01-2012

Cá para mim não foi a bota preta a causa do esquecimento, mas sim, o joelho bem torneado que fez lembrar os botas brancas, admita Sr. Antonio Abilio.

Anónimo................20-01-2012

Quanto a isso do joelho bem torneado,o ou a anónimo tem razão, depois de dar outra vista de olhos, de facto é verdade que aquelas botas pretas têm uns lindos joelhos dentro delas, mas isso, na realidade só me faz relembrar e não esquecer, embora eu nunca as ter visto senão em fotos pois elas foram usadas já eu estava fora de Portugal.
Mas o esquecimento não é de minha parte , mas sim da malta da outra epoca.

Abraço

Antonio Abilio.................20-01-2012


Não sei quem é o anónimo que fala «daquele» joelho. Mas aquilo é um joelho a sério meus amigos e a bota fica definitivamente para segundo plano . Faz-me lembrar um outro joelho famoso da nossa época. Quem se lembra do «joelho de Claire» ? que de vez em quando ainda faz parte das minhas escolhas. Cinematográficas, entenda-se!

J.L.Reboleira Alexandre.................20-01-2012

Como apenas uma década modificou a maneira no vestir.

Anónimo.................21-01-2012

Gostei imenso de ver aqui os meus Teresa e Luis Serrenho. Hoje já não estão bem assim, nota-se que têm cerca de 5 ou 6 anos a mais, mas estão bem conservados, quasse tão bem como na foto. Muito ativos pela sua Caldas da Rainha, tanto na área desportiva como social.
Um abraço para ambos


J.Carlos Abegão...............26-01-2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O Bairro do Viola ou um pretexto para recordar o “Xico” Frazão


Caros Amigos,
O tema pode parecer esgotado, mas acho que ainda há muito para falar sobre o tempo em que vivemos no célebre Bairro Viola.
Recordo com emoção de miúdo o tempo em que vivi neste bairro. As memórias são tantas que chego a perder-me por entre elas.
Hoje ao ver uma foto que o António Abílio Frazão me enviou do Canadá, achei que a devia partilhar com todos aqueles que viveram e alguns ainda vivem no Bairro Viola.
É uma foto onde está, naturalmente o António Abílio com a esposa, mas o mais emocionante é que o meu grande amigo e companheiro de tantas aventuras também lá está. Trata-se do CHICO FRAZÃO. Quem de entre vós não se recorda do Chico? Quantos não corriam para assistir e ajudar na descarga de caruma para dentro da casa do Chico que depois era armazenada e consumida pelo forno onde eram cozidas as peças em barro que eram fabricadas por alguns familiares e amigos, já que a empresa era do tipo familiar.
Mas o que mais me impressionava naquela amálgama de sentidos e cheiros tão diferentes era sobretudo a aventura de subir ao enorme monte de caruma, puxado por uma junta de bois. Claro que tudo aquilo era espectacular para um garoto de meia dúzia de anos. Tudo era fantástico quando tudo era diferente do normal.
O Chico Frazão era figura incontornável em todos os acontecimentos no Bairro. Recordo que era em casa dele que se formou a primeira equipa de futebol infantil. Os Águias (se a memória não me falha). Tivemos equipamento e tudo. Quando jogávamos com os outros bairros era sempre uma emoção muito grande, pois éramos os únicos com equipamento próprio. O director era o António Leitão (grande responsável e impulsionador, pela montagem desta equipa). Todos sabem que anos mais tarde do futebol fez carreira.
Quando jogávamos com outros bairros (bairro albano, estragado, 31 Janeiro e outros), tínhamos sempre que ter algum cuidado porque por vezes, quando acontecia ganharmos o jogo, podíamos ser corridos à pedrada. Acho até que nos anos seguintes este hábito tenha sido plagiado por algumas equipas principais (Caldas, Nazarenos, etc.), pois era normal assistirmos a este tipo de manifestações sempre que uma equipa ganhava em casa do adversário.
As memórias passam a uma velocidade estonteante e quase não tenho tempo para apanhar algumas. Acho que é da idade, no entanto ainda recordo o tempo em que assistíamos à passagem dos enormes camiões de combustível que faziam a sua faina pela cidade e arredores. O Largo da Vacuum era o local onde existiam os depósitos. O carvoeiro que andava sempre numa roda viva pela cidade. Sempre abaixo e acima na sua carroça puxada por uma única mula. O que mais me impressionava era o aspecto sempre negro do carvoeiro, de quem não sei o nome. Acho que nunca lhe vi a cor natural da pele, pois era um homem de imenso trabalho, naquela época não se desperdiçava nada, a vida era difícil para as camadas mais desfavorecidas.
Recordo ainda o pai no nosso colega Alcino, que na sua carroça fazia por toda a cidade a venda de azeite. Recordo as vezes que eu ia à mercearia da D.Rosa, buscar qualquer coisa que a minha mãe me pedia para comprar e quando lá chegava já não sabia o que era e tinha de voltar a casa para ouvir um raspanete e voltar outra vez.
Tempos difíceis para uma criança. A brincadeira era de tal forma entusiasmante que nos faz pensar se não éramos mais felizes naquele tempo, sem telemóveis, sem computadores, etc.
Por hoje fico-me por aqui. Espero voltar com outras histórias, na medida em que a memória vá sendo amiga.

Abraço a todos.
Victor Pessa

Comentários:

Olha que não... Olha que não...
O tema Bairro do Viola não está esgotado... Acredita que me emocionei ao ler as tuas memórias de criança. Eu era um pouco mais crescidinho, andei muito por essas paragens, assisti ao final da construção desses, (na época) grandes prédios. Conhecia o Frazão da olaria que vendia as suas cerâmicas na Praça. A filha, Deolinda Frazão, que andava sempre de bicicleta, deu origem a que eu andasse muito pela Fonte Pinheiro para baixo e para cima a tocar a campainha da minha bicicleta quando passava frente à porta dela, mas a "marota" nunca me passou "cartão".
Amigo Victor, por mim podes trazer para o blogue mais memórias. Além de motivares outros colegas a fazerem o mesmo, também me levas a recordar as minhas.
Um abraço para ti, e para todos os companheiros que em boa hora tenho conhecido neste espaço de comunicação.

Fernando Santos.......Olhão.................13-01-2012


Como não podia deixar de ser eu tenho de agradecer ao amigão Victor Pessa, em trazer algo mais do nosso Bairro ao blog embora normalmente dedicado a assuntos relacionados mais com as passagens e perpécias da nossa escola, mas o Bairro do Viola tem ou tinha muitos rapazes e raparigas ex alunos da mesma.
Por isso talvez não ser fora do seu lugar, e não só! Também assim trás algo mais para despertar os colegas e entusiasma-los a participar com mais assuntos.

Victor gostei de ler, mas Eu quando te enviei a foto nunca pensei que a irias partilhar com este lindo tema que trouxe tantas memórias dos tempos em que eramos jovens e principalmente alusivo ao meu tio Chico, o qual foi exactamente o que tu dizes era um dos mais velhos de nós e o que ele disse-se nós seguiamos-o como lider da rapaziada.

Era para a descarga do mato e caruma, a sede do clube de futebol era no quarto dele, onde se guardava as bolas e equipamento,e era ele (Chico) e o Leitão os dirigentes do mesmo.
Acho que já foi publicada uma foto desse team no blog! As celebres lutas de pedrada depois dos jogos, e no dia seguinte iamos para a escola com os mesmos com quem tinhamos lutado, pois que no Bairro não havia escola.
Quanto ao Chico eu acho que se tornou o lider porque tinhamos perdido o Cloves que era o Ex lider assim como mais velho também, e partiu para Lisboa ai então a sua liderança foi instalada pois também era defacto o mais velho de nós.
Foi bom ler este artigo, deu para reviver um bocadinho da nossa singela, mas harmoniosa convivencia e infância no Bairro do Viola.
Obrigado Victor e dá continuidade.

Aquele abraço.

Antonio Abilio.....................13-01-2012


Como geralmente acontece, por estes lados em Toronto, nós os Caldenses só nos encontramos quando há algo de más noticias e foi o que aconteceu a semana passada. O Alberto que já se encontrava doente à uns bons anos, faleceu e então lá fui eu onde me encontrei com o Xico Frazão, o Toino Abilio , respetivas esposas e tantos outros Caldenses. Posteriormente encontravamo-nos uns aos outros no aeroporto quando um familiar ia de volta a Portugal e lá ía a familia toda e mais um à despedida e assim lá nos víamos . Agora deixa-se o familiar à porta do aeroporto e ele que se desenrasque . Isto vem a propósito de os ver agora na foto Não há dúvida que o Bairro do Viola teve a sua história e há sempre mais uma para contar. Eu que era do Bairro da Feira Velha, fui muitas vezes jogar a esse bairro e por vezes jogávamos não muito longe daí, que era nas fazendas do Zé Natário "família dos Valentes". No que respeita (à padrada), como o Jorge Jesus diz, nós no meu bairro , tinhamos o "campo de futebol" onde hoje está instalada a Cantina e do outro lado do caminho de ferro, onde estão agora os Silos, era um dos campos do Bairro da Ponte Sul e aí havia o perigo das (padradas), vindas do caminho de ferro. Agora são apenas saudades. Cheguei a ser leader da minha equipa. já andando na Bordalo e tinha que me descalçar para não estragar os sapatos, senão era aumentado no ordenado se os estragasse. Agora não poderia deixar passar esta. Eu julgo que o ano passado ou à dois anos , a L. Peça, corrigiu-me e bem, dizendo que o seu nome e"muito orgulhosa disso" era com c de cedilha e não com dois ss, mas agora o teu irmão vem contar um pouco de história do "vosso" bairro e assina Vitor Pessa, afinal quem está certo? Um esclarecimento que o T. Abilio talvez saiba ,é que haviam dois Clovis; um era o Remigio Clovis, filho do Ramiro do banco, que foi meu colega na primaria, o outro Clovis um ano ou dois mais velho era filho dum senhor da CP e que em todos os encontros escolares se apresentava com este bonito poema e que eu nunca mais esqueci.

João de Deus Dia de anos

Com que então caiu na asneira
De fazer na quinta-feira
Vinte e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse...
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!

Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui o ano passado...
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!

Não faça tal: porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa: que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.

Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los queira ou não queira!


Chaves....................14-01-2012

É um prazer ver o "Xico" meu companheiro de equipa no Futebol Clube das Caldas(ponte de lança) mas com menos 50 kgs em cima e a Albertina, um abraço para Vocês.

Fernando Xavier..............14-01-2012

Amigo Chaves, obrigado pelo teu comentário. Na realidade nem mesmo eu sei porque assino com dois SS. Desde que me conheço que assim faço. Acontece que os meus filhos são com 2 SS (sem qualquer conotação política), desde que nasceram.
Acho que já em tempos remotos se vislumbrava algum acordo ortográfico.
O meu registo como cidadão de Portugal, teve algumas peripécias, que passo a contar. Quando pela primeira vez tive de obter o Bilhete de Identidade, não havia registo que eu existisse.
Já naquele tempo havia quem andasse a meter $$$ ao bolso, faz parte da essência do português.
Quando a minha mãe me registou, logo após o meu nascimento, o sacristão deu-lhe um papel para a mão mas não registou nada, ficando com o pecúlio do registo.
Só anos mais tarde, quando quis efectuar a matricula no Ciclo Preparatório, na velhinha escola, que toda esta situação veio ao de cima, por assim dizer.
Registo para aqui, registo para ali, o meu nome foi registado com Victor, repara no "c" antes do "t", pois antigamente era assim que se escrevia e Peça com "ç" cedilhado.
Isto tudo pouca importância tem pois não faço parte de uma família brazonada, mas tem de facto gerado algumas questões engraçadas. Como é o caso do "c" antes do "t".
À que agora não se escreve assim, dizem por vezes! Claro que a resposta correcta e elegante é que eu nasci em 1949 e naquele tempo era assim que se escrevia.
Quanto aos meus filhos, espero que um dia, não venham a ser deserdados pela não igualdade de nome!!!
Abraço


Vitor Pessa...............14-01-2012

Só não entendo é essa "aparição" do sacristão no registo de nascimento do amigo Victor Pessa...
É que os registos eram feitos na Conservatória do Registo Civil e não na Igreja...na Igreja eram os registos do Baptismo e já depois do registo feito na Repartição Publica...

Se fosse uns bons anos mais cedo antes da existencia das ~Conservatórias do Registo Civil, aí sim eram as crianças registadas na Igreja Paroquiaal no momento do Baptismo e não existiam outros registos...
Creio que eu não estou enganado é que por exemplo no meu caso nascido em 1943...já fui registado na Conservatória, pelo que deve haver por aí uma qualquer confusão de registos...
Desculpem lá meter-me na conversa...mas deve ter sido o ajudante da Conservatória e não o sacristão (a não ser que este acumulasse...os dois serviços...)

Um abraço para todos...!!


Maximino..........................15-01-2012

O Quim Chaves queria um esclarecimento e eu vou tentar dar-lhe, se bem me recordo, o Clovis era filho do Sr. Ramiro do Banco sim, e devia ser da tua idade, eu como nunca mais o vi tenho a ideia que foi para Lisboa, mas ai não tenho a certeza. Pois eu também era muito pequenito nessa altura mas lembro de algumas coisas que ele nos punha a fazer, assim como saltar do Rés do chão para o patamar da cave até o sr. Quartel vir afugentar a malta ou a dona Zulmira do Hilário que era a porteira ou seja a senhora que limpava e lavava as escadas do prédio.
Espero que esteja correcto e que tivesse ajudado o Quim a clarificar a sua memória, senão espero que alguém que tenha a memória mais viva do que a minha me corrija.
A minha memória também me diz que o nosso campo de futebol era numa propriedade que cujo o dono era o Sr. José Padre e não José Natário o qual ele lavrava uma grande parte dela, mas por qualquer razão deixava sempre um bocado por fazer, que era onde nós jogavamos que me faz querer que nem fosse dele porque a seguir a esse terreno para o lado do rio do 'mijo' havia uma lixeira onde os Capristanos faziam despejo das oficinas.
Mais uma vez agradeco que me corrijam em caso de eu estar errado.

Quanto ao amigo Fernando Santos leva-me a pensar que não teria pedalada para a minha tia Deolinda se ela não lhe passou cartão! Isto digo eu, na brincadeira claro amigo Fernando, na realidade ela tinha os olhos num senhor que já tinha automovel, e acabou por casar com ele, que é o meu tio José Malhoa,o qual era proprietário de um carro de Praça (Taxi) que pouco tempo antes de vir para o Canadá (1958) o lugar dele era ao pé da trazeira do Montepio em frente da taberna do João Vintém que quem o foi substituir foi o pai do Leião o sr. Adelino.

O Victor falou soubre o nosso colega e amigo do Bairro e de escola o Alcino "Azeiteiro" pois tive com ele não há muito tempo, ele habita perto do meu emprego e estivemos a matar saudades da nossa meninice, pois ele vai a Portugal devez em quando, porque ainda tem a Mãe viva e vai visita-la de tempos a tempos.

Também dei a conhecer este tema e comentários ao meu tio Chico, onde ele ficou sensibilizado com a homenagem feita á sua pessoa, e acho que irá dar o seu contributo, embora ele não seja muito para estas lides, mas já o temos como seguidor e leitor deste local, é um começo.
Vou ficar por aqui esperando que mais amigos e colegas dêem o seu contributo e estórias para manter as nossas memória afinadas.
Um abraço para todos.

Antonio Abilio..................15-01-2012


Vou pegar no tema do Pessa vs Peça apenas para vos dizer que cerca de 20 anos mais tarde o problema se mantinha. Na família da minha mãe somos todos Reboleira e apesar de não termos a mais ínfima porção de sangue azul, sabemos que este apelido apenas se usa ou usava na freguesia de Tornada, e não tem qualquer relação com a terra do J. Pimenta (quem se lembra?). No entanto em 1969 por bizaria ou asneira do funcionário da Conservatória o primo mais novo passou a chamar-se REVELEIRA. Felizmente que este «achado» se quedou por aí pois o Luis, e bem, usa sobretudo o nome paternal.

Casos caricatos como estes existem aos milhares, no Portugal antes de Abril!


J.L.Reboleira...............15-01-2012

O Clóvis (Clóvis Remígio de Sousa) era efectivamente filho do Sr. Ramiro de Sousa, Sub-gerente do Banco Lisboa & Açores e fundador e ensaiador do Rancho Folclórico "Os Pelicanos" (alguém se lembra?)
A dada altura o Sr. Ramiro foi colocado como Gerente no Bombarral e a família foi para lá residir. Os pais, o Clóvis e o seu único irmão, mais velho, Vasco Remígio de Sousa. O Vasco, entretanto, foi viver para Lisboa tendo-se suicidado há mais de uma dezena de anos por razões que desconheço. O Clóvis casou com uma moça do Bombarral que frequentou a nossa escola no fim dos anos 50, princípio dos anos 60 (Maria Celeste Marques Dionísio). Tendo trabalhado muitos anos na Ciprol (Bombarral) acabou por constituir uma sociedade em Vila Nova de Famalicão que se dedicava à indústria de pré-esforçados e ali viveu muitos anos. Infelizmente o Clóvis também já fez a "viagem final", há meia dúzia de anos, vitimado por doença que não perdoa.
A última vez que o vi foi em 1969, em Luanda, onde eu estava no cumprimento do serviço militar e onde ele se deslocou com o seu sócio com a idéia de montarem uma fábrica de pré-esforçados em Angola.
Apesar de ele ser um verdadeiro "índio" fui seu amigo depois de a sua família se ter deslocado do Bairro Viola para a Rua dos Loureiros, junto ao portão da Mata e por cima do Largo João de Deus, onde eu residia.
Alguém quer falar do Rancho "Os Pelicanos" que teve a sua origem precisamente no Bairro Viola?
Um abraço.


Sanches.................15-01-2012

Aleluia, Aleluia, o amigo Sanches voltou, o que já não era sem tempo. Sim o Remigio Clovis foi meu colega de classe e lembro-me bem que teve um grande acidente de automóvel, bastante novo, mas sobreviveu e que faleceu então de doença. O outro Clovis parece que minguem se lembra mas ele era muito conhecido.
Ao T. Abílio posso-lhe dizer que o "campo da bola "onde eu ia brincar era dos Natarios e havia lá um poço ou mina de agua com uma bomba de puxar agua, parecida com aquela que havia no Borlão, mais ou menos encostada às traseiras dos armazéns do T, Santos.
Ao Victor Pessa, posso-te dizer que o meu cunhado, o Victor Corado, também tem o C e a irmã , minha mulher Lourdes Bernardes ainda escreve com o U "sangue azul", estás a ver, Foi bonito aparecer o tirar de dúvidas do C e dos dois SS .

Chaves.................15-01-2012

Eu bem dizia ao Victor Pessa que o Bairro do Viola ainda tinha muito para dar. As recordações aos poucos vão aparecendo.
Respondendo ao António Abílio também na brincadeira, é natural que eu não tivesse "pedalada" para a tua tia Deolinda. Não é que eu não fosse um rapaz bem-apessoado, mas se ela já andava de olho no teu tio José Malhoa que ainda por cima era taxista, não é de admirar. Ela a pedalar numa reluzente bicicleta pasteleira preta de senhora, e eu numa "charronca" toda ferrugenta que o meu pai me havia comprado por 150$00 no Samagaio, o mais certo foi nunca ter reparado em mim. Todavia não deixa de ser engraçado recordarmos estas coisas passados tantos anos. Obrigado António Abílio e um abraço.
Quanto aos Remigio de Sousa fiquei surpreendido com a notícia que o Sanches nos dá. O Vasco suicidou-se e o Clóvis também já não está entre nós.
Não me recordo de "Os Pelicanos" mas sim do senhor Ramiro de Sousa junto com o senhor Graça do Tribunal pertencerem à direção do Sporting Clube das Caldas. Fui amigo da família e acampei muitas vezes com eles. O Vasco teria mais ou menos a minha idade, e o Clóvis, mais novo, numa ocasião em que estávamos todos acampados no pinhal da Foz pediu-me a bicicleta para dar um salto à praia(a família nessa altura já possuía carro), e voltou "à la pata" porque deu cabo das mudanças de carreto que dias antes eu tinha comprado no Castanheira. Pediu para não dizer nada ao pai e quem perdeu, perdeu. Entretanto casei, fui para Lisboa, dez anos depois para o Algarve, e, creio nunca mais ter visto os dois irmãos. Com os pais ainda convivi algum tempo no parque de Campismo de Monte Gordo onde permaneciam grande parte do ano na sua caravana, tendo o senhor Ramiro de Sousa acabado ali os seus dias.

Obrigado por terem tido a paciência de me lerem, e, sendo assim, aqui vai o meu abraço para todos os companheiros do Blog.

Fernando Santos........Olhão....................16-01-2012

O colega Sanches puxa pelas nossas memória e muito bem.
Quem se recorda do rancho os Pelicanos?
Pois eu não: Confesso, era muito pequeno, sou pelo menos 6 anos mais novo que o Quim ou o Sanches e mais ainda do Amigo Fernando Santos, embora tendo eu certas recordações desse tempo, tive de certificar algumas com os meus pais sobre o Clovis e do Sr. Ramiro, até antes do comentário do amigo Sanches ser publicado, com este desafio, eles falaram-me nisso em referência que o Sr. Ramiro ensaiou o Rancho do Bairro do Viola os Pelicanos.
Quero dizer que ainda há memórias por ai, que se recordam desses dados é preciso é puxar por elas.
Vamos dar tempo para que apareçam mais colegas, com mais memórias e peripécias, do bairro e da nossa escola e juventude.

Quim não posso teimar, pois a diferença de idade, podia ter feito igual diferença no local onde se jogava, agradeço porém a tua vontade de nos trazeres sempre boas recordações daquele tempo, assim como todos os outros colegas que vão dando o contributo e exercicio das nossas memórias dos tempos em que nos conheciamos a uns aos outros, não interessando o Bairro ou a rua da Cidade onde se habitava, ou mesmo a terra dos arredores, a nossa escola depois trazia-nos ao encontro de amizades.

Obrigado a todos por estas boas recordações.
Abraço

Antonio Abilio....................16-01-2012

Queria agradecer ao meu grande amigo Chaves a sua manifestação de alegria pelo meu regresso ao blog. Efectivamente, depois dos momentos muito difíceis por que passei em termos de saúde e após a minha "reforma" do Montepio, tenho agora mais tempo para reavivar as nossas memórias. E começo por dizer que estou muito preocupado contigo. Então, tu, a grande memória do blog, não te lembras do Rancho Folclórico "Os Pelicanos" e dos tempos áureos em que se deslocava às Caldas um célebre rancho que trazia à frente um homem cocho empunhando um cartaz com o refrão de uma das suas modas: "Vimos das Cruzes, vimos a chegar...
E confundes o terreno do José Natário com o do José Padre? O terreno do Natário ficava onde agora existem as instalações da Autoeste e do Continente. Existia ali uma grande vinha onde íamos fazer o rabisco depois das vindimas e éramos corridos pelos capangas do proprietário. O terreno do José Padre situava-se em frente ao lado Sul do Prédio do Viola, agora Rua Mestre Francisco Elias. Descia-se uma leve barreira e tínhamos um pelado, agora ocupado por prédios, com as dimensões de um actual campo de futsal. E, por acaso não andas a ver a dobrar? Vês dois Clóvis onde só havia um? Não precisarás de consultar um bom oftalmologista? Eu não morei no Bairro Viola mas morei na Rua 31 de Janeiro numa casinha que existia onde hoje funciona a loja de tintas do Carlos Rosa e frequentei muito a zona.
E quem se lembra do meu amigo, companheiro de escola e de tropa, Fernando Raul, filho do Sr. Joaquim encadernador? E do Emídio, filho da D. Felizmina, telefonista dos Correios no tempo em que, para de telefonar para Lisboa, se tinha que ligar o 00 e uma voz respondia: "interurbana, faz favor". Indicávamos o número para o qual pretendíamos falar, indicávamos também o nosso e aguardávamos 2 ou 3 horas pela ligação. Será que as pessoas nascidas na era do telemóvel acreditam nisto?
E quem se lembra dos irmãos Jorge e João Alcobaça que viviam numa cave do Prédio Viola e jogavam no Caldas, no início dos anos 50, na 3ª divisão antes, por conseguinte, das subidas à 2ª e 1ª divisões? E quem se lembra que, nesse tempo, o Campo da Mata não tinha balneários e os jogadores equipavam-se no Hotel Rosa e iam mata acima, dois a dois como as patrulhas da GNR?
O meu amigo Chaves que é menos novo que eu, tem que se lembrar. Por isso aqui fica a provocação para ele e para outros que queiram comentar.
Um abraço.
Sanches....................17-01-2012

Amigo Sanches e companhia. Não podia deixar de dar mais outra replica ao já interessante tópico Xico Frazão, que embora não seja um tópico da escola mas, que faz bem ao trazer à memória coisas armazenadas cá no"cabeço". Ora amigo Sanches como dizes e bem não sou tão novo como tu ,dois ou três anos mas a vida na nossa cidade pouco teria mudado nesses anos 50 e todo o mundo se conhecia e qualquer evento da época ficava em nossa memória. Certamente que todos têm na memória as festas do "pau caiado" e que traziam ao parque nomes famosos da nossa musica ligeira e não só.. Entre esses nomes vinha um imitador de vozes "o Tózeca" muito famoso na altura e que imitava um agitador das plateias políticas, dizendo ; temos que acabar com o comunismo...temos que acabar com o socialismo... temos que acabar com o imperialismo... e mudando de voz como se fosse um dos espetadores dizia, pondo as mãos em frente da boca, Eh pá! já que estás com as mãos na massa vê lá se consegues acabar com o reumatismo, porque eu ando aqui àrrasca Vou-lhes dizer o que a minha memória já está a começar a falhar mas mantém algumas passagens que eu acredito que foram mesmo como eu ainda hoje as vejo. Eu não disse que não me lembrava dos "Pelicanos" embora estivessem um pouco afastados da memória se tu não o tivesses trazido á lembrança. Eu também andava por essas bandas," bairro do viola" o meu pai e Zé Constantino (pai dos ceramistas Eduardo e irmão), tinham uma pequena oficina na Rua das Flores. Lembras-te dum senhor de grande porte que morava por aí que tinha como alcunha "cavalo do estado"? Lembro-me bem dos Alcobaças, o que jogava à bola julgo que foi para o Brasil e por lá ficou
No que respeita ao maestro do Rancho das Cruzes "terra do Henriqueto " ficou na memória na maior parte dos caldenses porque coxeava e ao caminhar ia acima ia abaixo com o caminhar do rancho e cantava essa famosa, VIMOS DAS CRUZES.........,VIMOS A CHEGAR
mas tinha outra já mais clássica que era assim.

as cachopas cá da terra,.. de lábios cor de romã ...gostam de andar em marcha...pra mostrar que a vida é sã ...pra mostrar que avida é sã
acerta o passo na marcha...meu amor...sempre assim a marchar como um só...pois é assim que se dança o solidó.... as cachopas................repete

Falando nos tais "campos de futebol", continuo a dizer que era também nos terrenos do Zé Natário e depois íamos um pouco mais longe ás amoras que ficava na estrada que ía para o Campo O amigo Sanches se por acaso encontrares o Zé Luís Lalanda ou o Figueiredo "irmão do Padre A. Emílio" pergunta-lhes quem era esse tal outro Clovis pois ele fazia parte do quarteto de recitas das escolas assim como grande Leiria (infelizmente já falecido) que recitava "Manuel era um petiz de palmo e meio"....ou pouco mais.. Sem mais e até breve saudações

Chaves................17-01-2012

Era este o petiz amigo Chaves...?

O Edital

“Augusto Gil”

Manuel era um petiz de palmo e meio
(ou pouco mais teria na verdade),
de rosto moreninho e olhar cheio
de inteligente e enérgica bondade.

Orgulhava-se dele o professor.
No porte e no saber era o primeiro.
Lia nos livros que nem um doutor,
fazia contas que nem um banqueiro.

Ora uma vez ia o Manuel passando
junto ao adro da igreja. Aproximou-se
e viu à porta principal um bando
de homens a olhar o que quer que fosse.

Empurravam-se todos em tropel,
ansiosos por saberem, cada qual,
o que vinha a dizer certo papel
pregado com obreias no portal.

"Mais contribuições!" - supunha um.
"É pràs sortes, talvez!" - outro volvia.
Quantas suposições! Porém, nenhum
sabia ao certo o que o papel dizia.

Nenhum (e eram vinte os assistentes)
sabia ler aqueles riscos pretos.
Vinte homens, e talvez inteligentes,
mas todos - que tristeza analfabetos!

Furou o Manuel por entre aquela gente
ansiosa, comprimida, amalgamada,
como uma formiga diligente
por um maciço de erva emaranhada.

Furou, e conseguiu chegar adiante.
Ergueu-se nos pezitos para ver;
mas o edital estava tão distante,
lá tanto em cima que o não pôde ler.

Um dos do bando agarrou-o então
e levantou-o com as mãos possantes
e calejadas de cavarem pão.
Houve um silêncio entre os circunstantes

E numa clara voz melodiosa
a alegre e insinuante criancinha
pôs-se a ler àquela gente ansiosa
correntemente o que o edital continha.

Regressava o abade do passal
a caminho da sua moradia.
Como era já idoso e via mal,
acercou-se para ver o que haveria.

E deparou com este quadro lindo
de uma criança a ler a homens feitos,
de um pequenino cérebro espargindo
luz naqueles cérebros imperfeitos.

Transpareceu no rosto ao bom abade
um doce e espiritual contentamento,
e a sua boca, fonte de verdade,
disse estas frases com um brando acento:

" - Olhai, amigos, quanto pode o ensino.
Sois homens, alguns pais e até avós.
Pois por saber ler este menino
é já maior do que nenhum de vós!

*************
É bom podermos (ainda...)voltar a memória bastante lá para trás...!!

Abraço do Maximino....................18-01-2012

Amigo Maximino era esse mesmo, recitado pelo falecido Leiria
Era o nosso passatempo ao sábado,geralmente sentados no chão a ouvir uns tantos que tinham jeito para recitar e os professores SÁ e o Lalanda como maestros Também havia o "bate, bate levemente" o "Catavento" o "aniversário" o "quem tem filhos tem cadilhos"... e os "passarinhos tão engraçados". Não havia mais nada a não ser bola, mas lá se passava o tempo Saudações

Chaves...................19-01-2012

Caro Maximino, lamento desapontar-te mas o que disse corresponde à verdade. Foi-me contado pela minha mãezinha, que apesar dos seus 84 aninhos ainda se recorda, de tudo, como se tivesse sido hoje!
De facto na época (1949) o sacristão do Bombarral (pois foi aqui nesta terrinha que Deus fez que eu havia de nascer), devia acumular esses serviços, e procedia de igual modo como acontece hoje em dia, nos baptizados, por exemplo.
A minha mãe efectuou o respectivo pagamento do registo e recebeu o documento respectivo, mas na realidade o registo nunca chegou a ser efectuado, pois o dito sacristão “meteu” a massa ao bolso, como mais tarde se veio a constar, por exemplo com outros casos idênticos.
Enfim, factos estranhos que de alguma maneira são repetidos ainda nos dias de hoje, por gente que aparentemente devia ser séria.
Efectuando uma pesquisa podemos verificar que existem variantes da palavra peça, como nome próprio, tem o seu quê de particular. Antigamente tal como hoje se verificam erros de grafia, nas mais variadas situações.
Termino com esta situação exemplar do nosso sistema de segurança social.
Quando eu nasci a 27 de Janeiro de 1949 (estou quase a fazer aninhos), o meu pai deveria ter começado a receber o abono de família. Acontece que devido ao facto da existência de um indi-viduo na zona de Alcobaça com o mesmo nome do meu pai (e esta hem?), o dito abono de famí-lia nunca chegou às mãos de quem de direito. Foi então que se descobriu que a Segurança Social andava a enviar o abono para o tal senhor. O dito nunca disse nada e lá foi ficando com a massa, até que um dia as coisas se resolveram.
Como se pode ver, quando se trata de nomes próprios, é complicado e pelo sim pelo não deve-mos sempre perguntar como se escreve, quando existem dúvidas.
Abraço

Victor Pessa.................19-01-2012

Então deixo aqui este poema que foi declamado por mim, julgo que em 1960 no Antigo Casino no Parque nas comemorações Henriquinas...
recordo-mo de que comigo faziam parte desse grupo entre outros e outras...: o Ramiro e o Joel da Coimbrã...

Aliás até se passou uma coisa interessante...: eu tinha uma foto do grupo que emprestei a um colega do grupo para ele arranjar uma cópia para ele...já foi há muitos anos e o colega entendeu que o melhor era ficar com o original...e o Maximino ficou a olhar...para O Mostrengo que está no fim do Mar...

Fernando Pessoa (1888 - 1935

O Mostrengo

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
nas minhas cavernas que não desvendo,
meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»

«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»

Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes;
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade que me ata ao leme,
«El-Rei D. João Segundo!»

****

Outros tempos...

Um abraaço para os colegas...!!

Maximino....................19-012012

Agora só falta a L. Peça dizer algo, pois ela quando me corrigiu e ainda bem, para que o Victor com o C clarificasse os porquês. Peca-peça-pessa, parece que vai dar tudo ao mesmo É TUDO BOA GENTE.

Saudações Chaves....................20-01-2012

Quim acho que ela já te disse que chegue sobre esse assunto portanto não acredito que vais ter mais explicações, mas aproveito a deixa e vou contar mais uma historia do Bairro e que envolvia o Chico Frazão como já se falou, como todos ou pelo menos foi aqui citado que o meu avô pai do Chico, tinha uma fabriqueta de Cerâmica lá em casa e um dia depois de tirar um molde a um Sardão (Lagarto) com cerca de 45cm de tamanho,Que depois foi montado nuna folha de jaro, então o Chico que tinha lá juntado a malta atou um cordelo ao dito bicho e lembrou-se de o ir mandar para dentro de um janela da casa bem conhecida ao fim do Bairro, a qual era conhecida por ALEX. Sim a casa das..... meninas e ao fazermos isto deu-se logo com gritos e raparigas a fugir para rua, meias vestidas e nós malta fugimos para a esquina do Vitorino das Molas a ver aquele preparo e arraeial, escusado dizer que eramos muito novos para sofrer grandes consequências, mas não passavamos por aquela rua tão cedo, para não levarmos com algum penico por a cabeça a baixo. Não sei se o Victor estava envolvido nesta aventura, mas eu tive e hoje ri-me do feito mas andámos ali uns dias á espera de sermos castigados mas não aconteceu.
Isto eram outros tempos outras brincadeiras.
Já agora quase podíamos perguntar...:

Antonio Abilio.................20-01-2012

Já agora quase podíamos perguntar...:

Pessa ou Peça...antes ou depois do acordo ortográfico...?

Um abraço amigo Pessa...

Maximino.......................20-01-2012

É verdade amigo Chaves! O Abílio tem razão em dizer que eu já expliquei tudo sobre este assunto. Só tenho de rectificar um pequeno pormenor na história do meu irmão: a nossa mãe tem 82 anos, faz 83 no dia 22 de Junho deste ano.
Abraços

Lurdes Peça.......................26-01-2012
Outra vez o Bairro do Viola, outra vez aquele que foi o meu bairro, até completar 21 anos. Na semana passada, ao ver a foto do Chico Frazão, não resisti e contei uma estória engraçada, estória essa que não terminou da melhor maneira para mim, pois a minha mãe, para a finalizar resolveu puxar do chinelo, e fazer-me correr á volta da mesa da cozinha, até que eu senti que lhe estava a passar a vontade de malhar. Essa estória tinha a ver com o Chico Frazão, comigo, com alguma rapaziada lá do bairro e com uma corrida de bicleta. Infelizmente, eu fiz um erro na altura de submeter o comentário, e o mesmo foi perdido. Como o mesmo era um pouco extenso, fica para uma outra oportunidade, onde eu tenha mais tempo e mais paciência para tornar a escrever a tal estória. De qualquer modo, posso afirmar que foi um prazer muito grande ter visto o "Chico" na foto, dado que desde que ele partiu, nunca mais o vi. O "Chico", foi meu vizinho durante meia dúzia de anos, ele no 59 e eu no 61, até que eu deixei essa casa defronte da porta C dos prédios do Viola e mudei-me para o 1º andar direito da referida porta C, mesmo defronte da casa do Chico, na Rua da Fonte do Pinheiro.
Espero que um dia o Chico nos faça uma surpresa e apareça num almoço ou numa outra altura qualquer.
Um abraço para o Chico, o amigo


J. Carlos Abegão...............26-01-2012

Amigo J.Carlos Abegão...essa situação de perder tudo quando se vai submeter já me aconteceu algumas vezes...
Depois é um problema porque o tempo é sempre contado e nem sempre há paciencia para alinhavar novamente as ideias...

Sabe como resolvi o problema...?

Quando se trata de um texto mais extenso, antes de o submeter...faço Copy...e se houver algum problema...

É só voltar a repôr...e andar...!!

abraço

Maximino.................27-01-2012


Já agora e para também ajudar os mais incautos nestas andanças do teclado, sim porque apesar da experiência no assunto ainda faço muita asneira, recomendo o seguinte:
Antes de clicarem em "Enviar um Comentário", aconselho que escrevam tudo o que têm de escrever num editor de texto (Winword ou equivalente), porque assim podem demorar o tempo que quiserem, com a grande vantagem de que ficam com um histórico de todos os comentários que vão fazendo. Depois quando entenderem sempre podem copiar e colar no espaço indicado para comentário.
Esta ideia surgiu-me depois de uma troca de emails com o nosso amigo Fernando Santos, onde ele me diz que está a escrever as memórias dele. Então não é que é uma óptima ideia? Já pensaram que aos poucos e sem dar-mos por isso, vamos construindo uma cronologia de acontecimentos, que nos podem ser úteis mais tarde?
Deixo aqui a ideia. Abraço a todos.


Victor Pessa...................10-02-2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

Finalistas de 1968

O Limpinho, figura inesquecível nos anos sessenta, rebuscou nos seus arquivos e encontrou estas fotografias que nos transportam até 1968 e recordam a viagem de finalistas.
Reconheço alguns colegas, o Xico Coutinho, o Limpinho e a Maria dos Anjos, com as “famosas botas brancas” que lhe realçavam um belíssimo par de pernas.
Isto pode parecer brejeiro mas tinha que dizer.
Quanto ao Limpinho continua um bom camarada e é já uma figura que não dispensamos nos nossos Encontros de Maio.


Nota: depois de escrever este pequeno texto vi que me faltou acrescentar uma nota sobre as “botas” da Maria dos Anjos, é que com o decorrer dos anos as botas já não existem, as “curvas” ficaram um pouco mais esbatidas, mas ficou uma grande Empresária que com a sua equipa tornou a firma Amaro da Silva numa referência do “Frio Industrial”.




Comentários:

Nem o famoso da sua época "o Limpinho" trás alguma "parece" que já perdida alma ao blogue. Onde estarão os alunos dos anos 60 que é a tal alma deste blogue e que chama outros dos anos 50 "poucos"a darem também o seu contributo. Eu li, ainda à pouco que a euforia dos blogues está em baixo, será?
Saudações Chave...................12-01-2012

Olá Chaves! Eu bem tenho tentado puxar o pessoal mas a moda agora é o Facebook! Por aqui só ficam os teimosos. De vez em quando aparece uma "lufada" de ar fresco e parece que isto vai animar, mas depois volta tudo ao mesmo. Ninguém fala dos antigos colegas, não contam nada ou quase nada das suas aventuras do tempo de escola...
Olhem! Na minha turma do terceiro ano havia um colega chamado Virgílio que morava na Parede (linha de Cascais). Não me recordo se era conhecido pelo "parede" ou se tinha outra alcunha, o que sei é que um dia pelo Carnaval, o Virgílio levou para a aula de desenho uma daquelas bombinhas com que nós brincávamos naquele tempo, pegou-lhe fogo, e... aquela coisa estoirou. O professor não foi de meias medidas, viu logo quem foi o brincalhão e disse: arruma as tuas coisas e rua com uma falta de castigo! (era assim naquele tempo, hoje não sei) Escusado é dizer que até ao fim da aula a "malta" ia cochichando: éh pá... a bomba até fez pó!!!... éh pá... a bomba até fez pó!!!... pó!... pó...
O professor, homem já de idade, mas muito pacífico, lá foi aguentando aqueles pós... não mandou mais ninguém para a rua, e, a partir daí o Virgílio nunca mais deixou de ser conhecido apenas pelo "Pó".

Fernando Santos.......Olhão..................12-012012

O Quim diz que nem o famoso da sua época, Limpinho, trás alguém a este lugar para participarem com os seus comentários, mas participamos nós
Mas não foi só o Limpinho que me fez cá vir, mas sim também as celebres botas brancas ou o comentário em si que o Zé Ventura escreveu.
A moda das botas foi de certo na época em que a Nancy Sinatra lançou a canção "These Boots Were Made for Walking" o qual foi um sucesso naquele tempo, e por o que leio e vejo, a nossa amiga e colega Maria dos Anjos fez isso mesmo, andou e mostrou-os com elegância. Tanto andou que como o Zé diz e bem, que chegou a um estatuto de grande Empresária, Bem Haja para a nossa amiga Maria dos Anjos, e quanto ao comentário do par de pernas que o Zé fala o que é bom é para se ver.
Aquele abraço.

Antonio Abilio...................13-01-2012