domingo, 29 de julho de 2012
Encontro nas férias
quinta-feira, 19 de julho de 2012
As Férias em S.Martinho do Porto
Eram oriundos de vários pontos do País: eu e o Luís Xavier (aluno do Externato Ramalho Ortigão e cuja irmã mais velha namorava o meu irmão, hoje casados há quase 50 anos) vínhamos de Caldas; o meu marido e irmã eram da Ponte de Sôr (para aqui vieram a conselho médico, porque esta praia era considerada a praia das crianças devido à tranquilidade das suas águas); os 2 irmãos Pires vinham do Bombarral; um casal de irmãos de Almada; um de Sintra, outra da Amadora; outro que vocês conhecem muito bem, talvez o aluno mais nómada e misterioso da nossa Escola, vindo do Cartaxo, o Fernando Nazaré Barbosa; outro, (que creio não estar enganada quando afirmo que também passou pela Bordalo), vindo de Alcobaça, com a sua guitarra sempre pronta a “dar-nos música”, o João Manuel (vi-o numa manhã de um domingo deste Inverno naquele passadiço entre S. Martinho e Salir, nas suas corridas atléticas e quantas saudades se mataram...); outro atingiu notoriedade pública e via-o durante alguns anos nos écrans da nossa TV, como pivot, até que desapareceu – era o José Cândido de Sousa, a quem nós chamávamos, para o diferenciar de outros “Josés”, o Zé dos Sinais, tal era a profusão dos mesmos que tinha na face; outro “jogava em casa”, conhecem-no “de ginjeira”- o sedutor Quaresma, que por lá ia aparecendo de vez em quando nos intervalos das suas conquistas; e, claro, para aí uma meia dúzia vinham da capital.
Alguns deles tinham aí raízes familiares, os seus antepassados nasceram ali. No entanto, a maioria arrendava casa que mantinha o ano inteiro, não apenas no Verão. Os tempos eram outros, as rendas acessíveis!
E ali convivíamos durante quase três meses, nunca menos; o chefe de família ausentava-se no cumprimento dos seus deveres e aparecia apenas ao fim de semana, a mãe ficava.
Entre uma época balnear e a seguinte, sobretudo as meninas, correspondíamo-nos por carta e lá íamos estando actualizadas sobre os estudos, os namoros e os problemas que nos afectavam
As diversões eram variadas – jogos de ringue; cartadas de King e de Sueca; longos passeios com a maré vazia até aos faróis e até às dunas de Salir, as quais, com a maior destreza, se subiam e melhor se desciam, rebolando com a algazarra própria da idade; também se atravessava o túnel que dá acesso à Praia de Santo António, coisa que os mais velhos não viam com muito bons olhos, não sei bem porquê....
Para quem não conheceu o S. Martinho da época, digo-vos que, ao contrário das outras praias, o ambiente nocturno era fantástico!
Passávamos, repassávamos vezes sem fim pela célebre “Rua dos Cafés”, quase pedindo licença para o fazer tal era a multidão que por ali vagueava ou se sentava nas esplanadas; ou, então, percorria-se a marginal e o cais.
Outra opção, era o velhinho cinema, que hoje já não existe!
Mas o passatempo preferido por todos eram os bailaricos. No terraço de uma amiga, ou no terraço do 1º andar da minha casa, ao som de velhos gira-discos, os ritmos sucediam-se: o rock, o twist, o slow, o bolero....bem afastados, pois a supervisão era cerrada e a moral de então não recomendava grandes avanços!
Eis as vedetas da época: os portugueses Sheiks e os Ecos, etc; os britânicos Cliff Richards e os seus Shadows, The Beatles, Tom Jones, os Rolling Stones, Engelbert Humperdinck,etc; os brasileiros Roberto Carlos, Nelson Ned, Nilton César, Cauby Peixoto, Chico Buarque,etc; os latino-americanos Alberto Cortez e António Prieto; os italianos Marino Marino, Renato Carosone, Rita Pavone, Bobby Solo, Gigliola Cinquetti, Gianny Morandi, etc; e, no auge da música francesa, Charles Aznavour, Adamo, Silvie Vartan, Françoise Hardy, Johnny Haliday, Alain Barrières, Michel Polnareff, Claude François, etc, etc, e tantos, tantos outros!
Tenho a certeza que cada uma de nós pensava para si própria: “Ce soir je serai la plus belle pour aller danser!”
E, como na vida, no seio deste grupo, aconteceram amores e desamores!
Daqui sairam 4 casamentos, entre eles o meu e, mais tarde, 3 divórcios.
Pelas contas, escusado será dizer que só o meu persiste!
Então, e as vossas férias, como foram?
Não será difícil imaginar que quase todos vocês viveram tempos inesquecíveis na linda praia da Foz do Arelho ou noutra qualquer. Então, partilhem connosco essas memórias!
Entretanto, boas férias para todos!
Fátima Valente
Comentário:
Já no anterior post da Fatima V. lhe disse que muitos de nós andámos por aí. O ZV já me desafiou, mas «estas coisas» como tudo o resto aliás, exigem preparação. O filme segue dentro de momentos...
J.L.Alexandre Reboleira..............29-07-2012
Foi a praia que com a minha mulher escolhemos para que os nossos três filhos pudessem brincar sem estarmos com medo do mar (embora tivessemos como é normal, de estar sempre com olho neles...)...
Nesse tempo, alugávamos casa do outro lado da Estação...e enquanto o demo esfregava um olho...já tínhamos atravessado o campo de futebol e entrado praia adentro...
Os cachopos foram crescendo e mudámos para o Baleal...mais tarde para o Bom Sucesso...
E agora, vejam bem...
Há 15 anos que não ponho os pés na praia...
Mas ainda tenho fotografia tiradas com a então minha namorada, na Praia e para além do túnel em cima das muitas pedras junto ao Mar...
Não tenho as histórias que os colegas podem contar de uma vida "feita" em S.Martinho...mas tenho também boas recordações...!!
Um abraço para todos/as
Maximino..............29-07-2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
As recordações das férias do António Abilio
Ora bem amiga Fátima, um bom
desafio para as memórias dos nossos colegas, e mais uma tentativa para atrair
os seguidores do nosso blog e talvez quem sabe espevitar a vontade de outros
que têm estórias interessantes, faltando apenas ousadia para as contar.
Era bom para dinamizar o blog que
de tão parado que está até cheguei a pensar que a crise tinha desmoralizado os
nossos confrades.
São Martinho do Porto: Também eu lá passei muitos verões, talvez desde a idade dos 6-7 anitos em diante, embora não como tu numa casa alugada, mas sim em forma de campismo, começamos por acampar com umas barracas tipo da tropa, entre as dunas perto dos faróis, o que naquele tempo parecia muito longe da estação do caminho de ferro, pois tínhamos de transportar toda aquela tralha que se levava para se poder ficar até ao inicio do ano lectivo em Outubro. Mais tarde subimos de categoria, e começamos a fazer um campismo mais evoluído, com umas tendas mais modernas e confortáveis, conjuntamente com uns casais de Alcobaça.
O local era logo ali ao lado de uma casa grande que havia, não sei se ainda lá existe ou não, mas ao lado do antigo campo de futebol e em frente da estação, perto do chafariz onde enchíamos os garrafões.
Ainda me lembro que quando mudámos de lugar a minha mãe pediu ao casal “Peça” que a deixassem tirar o molde da tenda deles para fazer uma igual, já com dois quartos, e tecto duplo, porque naquele sito já tinha que ter uma tenda em condições, que as barracas ali parecia mal! a família Peça já faziam campismo organizado há mais tempo, e até iam para o parque de campismo de Peniche, nós como principiantes é que ficávamos por mais perto, e também porque os homens ou digamos os pais iam trabalhar para as Caldas e vinham nas suas motoretas ( Famel-Zumdap) todos os dias dormir ao acampamento com a família, e ainda iam á pesca depois do jantar para ali perto da barra onde também se apanhava umas lapas. No lado da praia do túnel apanhava-se polvos, navalheiras e umas sarguetas, enfim bons tempos com pouco se gozava muito.
Foi ali que nós os miúdos da nossa família, o Xico Eu e Fanoca aprendemos a nadar, porque na Foz era mais difícil e perigoso, na Lagoa tinha muita corrente e no Mar era muito bravo, embora os nossos pais terem tentado acampar lá, ali perto da casa do cabo de mar entre a lagoa e o mar, mas com havia muito vento decidiram ir para S. Martinho, e ali sim era uma maravilha fez-se lá de tudo, conhecíamos a praia de ponta a ponta, duna por duna e a vila, a celebre rua dos cafés como era conhecida fazia-se como o passeio dos tristes todas as noites, ia-se apreciar como o resto da malta vivia, na época era muito frequentada peles gentes do “dinheiro”, principalmente vindos de Lisboa.
Tens razão Fátima, nós das Caldas somos privilegiados com muita coisa boa a seu redor, mas também gostamos do quentinho do Algarve. Eu quando ai vou de visita para ter férias só no Algarve, porque ali ninguém me conhece e não tenho visitas obrigatórias a fazer, além do tempo ser mais quentinho.
Eu tenho pena e por isso peço desculpa aos seguidores deste Blog, da minha falta de jeito para escrever, mas mesmo assim faço questão de colaborar para manter esta chama acesa que une todos os antigos alunos da nossa Escola, e tenho um enorme prazer em acompanhar e ler todas estas estórias e fotos dos nossos colegas, assim como também admiro o trabalho do Zé Ventura em manter o blog sempre com novas mesmo que não haja quem dê continuidade a alguns dos comentários aqui postos.
Acredito que depois das férias haverá mais participação.
Votos de um bom Verão com um forte abraço para todos.
António Abilio
"Eu tenho pena e por isso peço desculpa aos seguidores deste Blog, da minha falta de jeito para escrever, mas mesmo assim faço questão de colaborar para manter esta chama acesa que une todos os antigos alunos da nossa Escola, e tenho um enorme prazer em acompanhar e ler todas estas estórias e fotos dos nossos colegas, assim como também admiro o trabalho do Zé Ventura em manter o blog sempre com novas mesmo que não haja quem dê continuidade a alguns dos comentários aqui postos.
Acredito que depois das férias haverá mais participação".
As recordações das férias do António Abilio
sexta-feira, 13 de julho de 2012
As Recordações das férias da Fátima Valente
Aqui está um óptimo mote para desenvolver
o blog nestes meses de verão, as recordações das férias.
Iniciamos o tema com um texto da
Fátima Valente. Ficamos á espera de outras “estórias”.
Hoje em dia, qualquer um de nós dificilmente resistirá aos encantos das praias algarvias - muda-se de ares, temperaturas mais elevadas, águas mais quentes...
O mesmo acontece comigo! No entanto, não consigo esquecer a minha praia, aquela que frequentei desde o dia em que nasci – S. Martinho do Porto!
Naquele tempo, só nós e mais duas ou três famílias caldenses (entre elas a da nossa colega Graça Jordão) passávamos ali o Verão; toda a restante cidade se deslocava para a Foz do Arelho.
Acabado o ano lectivo, lá íamos nós “de armas e bagagens”, regressando apenas nos primeiros dias de Outubro, diria que abríamos e fechávamos a época balnear.
A nossa casa não podia ter melhor situação – em plena “Rua dos Cafés”, mais correctamente Rua Vasco da Gama. Nas águas-furtadas, havia uma mini-sacada de onde a minha mãe (que detestava praia e nunca lá punha os pés) contemplava todo o intenso “formigueiro” que se vivia naquela rua; sobretudo de noite, a agitação e o barulho eram enormes.
Anos mais tarde, já velhota e abandonada pelos proprietários que preferiram outros cenários, acabou por ser vendida. Mas deixou saudades...
Nesse mesmo local, (desconheço os meandros do negócio), está agora instalado o elevador que dá acesso à parte superior da vila, aliviando o sacrifício de quem era obrigado a subir aquela ladeira demasiado íngreme quase ali ao lado.
Escusado será dizer que eu ia para a praia, atravessando aquelas ruas secundaríssimas que ali desembocavam, descalça e apenas de fatinho de banho, não valia a pena levar mais nada!
E, contam-me que, quando o meu pai chegava às barracas (alugadas sempre pelas mesmas pessoas que teimavam em conservar-se vizinhas) e perguntava:
__ “Onde está a minha Fátima?”
A resposta era invariável:
– “Ora, onde é que há-de ser? No cais!”
Não se enganavam! Ali andava eu horas infindas, naquela rampa escorregadia, subindo, descendo, mergulhando... Tomei banhos que me chegaram para a vida inteira, hoje nem os pés molho...
E foi daquela casa que, num certo dia de Agosto de um ano já distante, saí para me casar no lindo Mosteiro de Alcobaça, cerimónia gentilmente realizada pelo Padre Nobre, de S. Martinho, que, um ano depois, baptizou igualmente o meu primeiro filho, mas já na sua Igreja.
Como constatam, aquela praia esteve directamente ligada à minha vida; foi ali que conheci o meu marido alguns anos antes, foi naquelas dunas de Salir do Porto (que ainda hoje me atraem, mas que já não me atrevo a subir, por muitas promessas que faça aos meus netos) que....
Queriam saber o resto? Talvez num próximo capítulo, vão esperando!
Em troca do relato das vossas férias, que espero sejam também muito fascinantes, sim?
Mas, para remate, devo confessar que, apesar de agora frequentar outras paragens, não posso deixar de reconhecer que é verdadeiramente um sonho aquela baía de S. Martinho do Porto!
terça-feira, 10 de julho de 2012
Exposição Herculano Elias
Até ao dia 13 está patente na Escola Secundária Rafael
Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha uma exposição de peças do mestre
Herculano Elias que foi aluno e Professor na Escola.
Na sua obra, para além da miniatura, encontra-se simultaneamente escultura cerâmica, mural cerâmico, retratos, cerâmica de autor e, mais recentemente, pintura.
Concluiu as suas primeiras estatuetas de barro em 1937 e iniciou a produção de cerâmica de autor em 1957.
Em 1975 deu início ao ciclo de murais cerâmicos – arte pública: fachada da casa dos óculos na Rua José Malhoa, fachada da Novipal na Rua das Montras e interior do Banco Millenium na Praça da Fruta. Em 1980 fez o mural na sede dos bombeiros.
sábado, 7 de julho de 2012
Formação Feminina de 1969
domingo, 1 de julho de 2012
A turma do José Manuel Cardoso
Posso identificar alguns e lembro-me de todos com alguma saudade, desde já as minhas desculpas por não me recordar do nome de todos;
em baixo da esqª/direita; Victor Palatino,José Manuel Cardoso e Sancheira. em cima e no mesmo sentido;Filipe Guerra, Moio.....
Alguém sabe o que sucedeu horas depois da foto?
.........
Mais dois que identifico, a seguir ao Moio de mãos nos bolsos é o Caldeira e o da direita é o Susano.
Abraço.
Temas: 1972





