domingo, 25 de novembro de 2012

A camioneta vai partir

Aqui estão umas fotografias que carecem de uma explicação mais detalhada da Luisa Pimenta, porque são suas estas imagens que hoje se publicam.
Pelo que está escrito no verso de uma delas, apenas se sabe que foi tirada em 1954 no jardim da Guarda Republicana (?).
Já agora, para quem gosta de fotografia, fica a curiosidade do carimbo da “Fotografia Pereira” bem como a chancela do tipo de papel, “Ilford”.  


Comentário:

A primeira fotografia foi tirada numa camioneta que tinha trazido às Caldas estudantes de uma escola de Lisboa e fomos com eles passear à Foz do Arelho. Na foto, atrás, está a Irene e eu. À frente estão a Eunice Valdez Faria (irmã da Marina), a Odete Barros Quaresma, sobrinha do Sr. Monteiro da loja e a muito saudosa Maria Helena Arroja dos Reis, infelizmente já falecida.
A segunda fotografia foi realmente tirada no Jardim da G.N.R. a que tivemos acesso pelo facto de meu Pai fazer parte da corporação e nos ter facilitado isso. A 1ª da esquerda é a Irene, seguindo-se a Stela, eu e a Maria Teresa da Luz, actualmente viúva do Sr. Miranda da Novipal e que era neta do "Trinta".

Luisa Pimenta.............27-11-2012


Quando vi estas fotos conheci imediatamente a Irene e a Helena Arroja. As outras, embora sejam do "meu tempo", não as reconheci. Por isso fiquei à espera que alguém confirmasse. Obrigado Luísa.
Fernando Santos.............30-11-2012

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ricardo finalista de 1970

Sou visitante regular do Blog na nossa Escola onde vou mitigando saudades dos bons tempos da nossa vivência na Escola que nos anos sessenta ajudou a preparar o nosso futuro.
Fiquei hoje com a triste sensação que a participação de ex-alunos está cada vez mais escassa. O que é uma pena. Não tenho moral para criticar porque nunca colaborei.
Entendo no entanto que nunca é tarde. Por isso aqui envio a minha colaboração.
Uma da equipa de volei do 3º Serralheiros campeã inter- turmas do ano letivo 69/70 e outra tirada no parque com o Xico Vital.
Envio também um texto que não tendo relação com a nossa Escola tem no entanto a ver com o ensino atual.
Um grande abraço
Ricardo

Carta aberta ao Dr. Miguel Relvas

Exmo. Senhor,
Dirijo-me respeitosamente a V.ª Ex.ª a fim de lhe pedir alguns conselhos.
Tenho 60 anos, estou desempregado e tenho como habilitações literárias o Curso de Formação de Serralheiros, tirado na Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha, o que atualmente me dá a equivalência ao 11.º ano. Esta situação de desemprego levou-me à frequência do RVCC Ensino Secundário, no âmbito do Programa Novas Oportunidades, que o governo de V.ª Ex.ª pretende extinguir. Tendo terminado este processo com sucesso, digo com toda a justeza que possuo agora o 12.º ano. 
Tendo, por acaso, tomado conhecimento através da comunicação social de que o Senhor “frequentou” um programa idêntico para adquirir (ou comprar?) o seu doutoramento, surgem-me algumas questões que gostaria de ver esclarecidas. Será que o meu caso também reúne as condições necessárias para me candidatar a um Curso Superior, nas mesmas condições? Ou será que já não vou a tempo? Ou haverá ainda alguns amigos para se servirem da lei que o permite?
Tenho uma experiência de vida dez anos mais longa que a sua, vários anos de cargos de direção de coletividades de cultura e recreio (não é folclore) e até de uma coletividade de cariz religioso (provavelmente a Católica dar-me-á mais uns créditos). Só que não sou maçom nem político nem passei por JOTA de partido nenhum. Será que alguma destas condições é prioritária?
Temos, porém, algo em comum. Ambos regressámos de Angola em 1974. Só que eu regressei de uma comissão de serviço militar, na qual servi o meu País como Alferes Miliciano “COMANDO” (mais alguns créditos! ou descréditos?).
Quando tenho o desgosto de o ver na TV, com o seu sorriso cínico a dizer que no seu processo foi “tudo legal”, apetece-me perguntar-lhe: e a sua moral onde fica? Será que consegue dormir de consciência tranquila?
É que se o senhor tivesse tido a hombridade de se demitir assim que o caso foi tornado público, talvez o descrédito não tivesse passado tanto para o estrangeiro e tivesse ficado mais por aqui, pelo nosso cantinho Lusitano, que já estamos conscientes e insensíveis a mais um caso que nos confirma a pobre qualidade de alguns novos políticos que nos governam.
Todos sabemos que o Senhor até nem precisa do ordenado que aufere como Ministro, pois os 12 anos que trabalhou arduamente como deputado (juiz em causa própria não será anticonstitucional?) na nossa triste A. R. deram-lhe inquestionavelmente o direito a uma mísera pensão vitalícia de 2800 € mensais, além de que, quando deixar o Governo, (esperamos que seja em breve) já terá à sua espera um cargozito na administração de uma qualquer empresa pública, ou numa dessas PPPs que os Senhores iam reavaliar para reduzir despesas, mas que provavelmente por falta de tempo (ou haverá outros motivos?) ainda não o fizeram.
Até porque o seu riquíssimo percurso universitário lhe confere sapiência e competências para desempenhar com distinção qualquer cargo em qualquer área.
Já agora permita-me uma sugestão! Por que não criar uma dessas Fundações particulares subsidiadas pelo Estado? (todos nós). Também tem esse direito! Será mais uma hipótese de continuar a servir (-se) honrosamente (d)o País que tantas benesses lhe dá. 
Aguardo, como milhões de Portugueses, uma resposta a esta carta que, esperamos, seja no mínimo, a sua demissão.

Com desrespeito, subscrevo-me.

João Ricardo

P. S. – O seu amigo Doutor Pedro Passos Coelho não merece a maldade que o Sr. lhe está a fazer! Ou merece?

Comentário:

Olá Ricardo!
Eu também ando triste pela falta de colaboração dos antigos alunos (vê o meu comentário do passado dia 11), pois foi neste blogue, que, não só reencontrei alguns amigos que andavam perdidos há largos anos, como também tem sido aqui que conheci e fiz novos amigos.
A tua carta aberta ao ministro poderá não ter nada a ver com a Escola, contudo, na minha perspetiva, ela demonstra que escreves bastante bem. Por isso creio que não seria difícil através do teu contributo, "repescares" alguns dos nossos amigos que se passaram para o Facebook.
Com um abraço, fica a esperança de um dia nos virmos a conhecer.


Fernando Santos..............22-11-2012

Normalmente visito o saite sem comentar mas, esta carta aberta de facto merece o meu aplauso. E que tal transformá-la num abaixo assinado? eu subscravo!

Anónimo..............28-11-2012
 

domingo, 18 de novembro de 2012

Alunos de 1972

Esta fotografia do álbum de recordações do Luis Henriques foi tirada em 1972. Onde e quem são estes “meninos”? A esta pergunta confesso que tenho alguma dificuldade em responder, mas estou esperançado que alguns dos retratados possam dar uma ajuda.

domingo, 11 de novembro de 2012

Quem se lembra do Prof. Luís Manuel Freitas da Silva Marques

A propósito de uma fotografia publicada no Blog em 2010, um comentário do Sanches referia o Prof. Luis Manuel Freitas da Silva Marques com esta pequena “estória”

...A referência que o Noronha faz à Dra. Mariana (também julgo que é ela na foto)traz-me à memória uma coluna que existia no jornal "A Bola" (não sei se ainda existe)que se intitulava "Hoje jogo eu". Certo dia, há cerca de 50 anos, lembro-me de ter lido, grosso modo, o seguinte:

Professor: Sabes que é o Yaúca?
Aluno: É um jogador do Belenenses que foi para o Benfica.
Professor: E sabes de onde é natural o Yaúca?
Aluno: É de Moçambique.
Prof.: E em que continente se situa Moçambique?
Aluno: Em África.
Prof.: E o que é Moçambique em relação a Portugal?
Aluno: É uma Província Ultramarina.
Prof.: E sabes quem é o Serafim?
Aluno: Sei, é um jogador do Porto que também vai para o Benfica.
Prof.: O Serafim vai do Porto para Lisboa de combóio. Qual é a linha férrea que toma?
Aluno: É a linha do Norte.
E por aí adiante...
O colunista acabava a sua crónica dizendo que estas perguntas tinham sido feitas num exame de admissão à Escola Ind. e Comercial Pero de Santarém pelo Director daquele estabelecimento de ensino Dr. Luís Manuel Freitas da Silva Marques e elogiava fortemente o método utilizado dado que, falando sobre a actualidade futebolística o professor inteirava-se, com toda a naturalidade, dos conhecimentos do aluno.
Este professor, que até hoje não vi referenciado no nosso blog, é nem mais nem menos que o nosso verdadeiramente extraordinário professor de Francês que, com os seus métodos invulgares para a época nos colocou, ao cabo do 1º ano, a manter uma conversação naquela língua.
Lembrei-me dele pela referência feita à Dra. Mariana porquanto, se bem me lembro, namoriscaram.
Não sei que é feito dele, mas tenho a certeza de que jamais será esquecido por algum dos seus ex-alunos.


Trago este post à “baila” porque um amigo, que não tenho o prazer de conhecer, hoje adicionou o seguinte comentário:

Tenho por hábito escrever na net nomes de amigos, pessoas conhecidas, na esperança de saber por andarão, se ainda vivem... e às vezes tenho sorte. Como agora, ao inscrever o nome de um antigo professor que tive no ciclo preparatório, e fui então enviado para este blog onde aqui li o nome desse professor, um dos poucos que me ocorrem, pessoa de excepcional classe como professor. Trata-se de Luis Manuel Freitas da Silva Marques. Foi meu professor de português na Escola Pedro de Santarém em Sete Rios, Lisboa, perto do Jardim Zoológico. Decerto já faleceu, mas se tal não sucedeu, gostaria de lhe dizer que se pela violência exercida contra crianças muitos professores que tive sempre desejei que ficassem um dia debaixo de um tractor, outro como Luís Manuel fica guardado para sempre pela gentileza que teve em compreender que os seus alunos eram seres humanos e não cães em quem habitualmente e ainda hoje muitos cães que não são humanos descarregam as suas iras.
Se souberem que Luis Manuel Freitas da Silva Marques está vivo, dêem-lhe um abraço por mim, hei-de lembrá-lo sempre.

Jorge Resende, Madeira-jbgresende@gmail.com

Comentários:

Fiquei muito contente por ter lido o comentário de Jorge Resende. O Dr. Luís Manuel Freitas da Silva Marques foi um professor absolutamente único. Para aqueles que, sendo meus contemporâneos, não se recordem do seu nome, direi que era o nosso professor de francês a quem, carinhosamente, apelidávamos de "macaquinho".
Gostaria de ler o Noronha e outros que ainda tenham memória dos seus excepcionais métodos de ensino.
Ao Jorge Resende prometo que vou tentar encontrá-lo.

Sanches................11-11-2012

Caros amigos.
Desde o dia 29 de outubro deste ano, e até há momentos atrás, graças à boa vontade do Zé Ventura foram publicados 12 posts com fotografias de antigos alunos. Com muita pena minha e certamente doutros curiosos, nenhum deles mereceu uma palavrinha de ânimo ou conforto para quem ao longo de quase 13 anos tem vindo a proporcionar não só o reencontro de antigos alunos espalhados por esse mundo fora, que de outro modo provavelmente jamais teriam oportunidade dum reencontro, como ainda o reavivar de memórias através das muitas histórias que aqui têm sido publicadas. Assim, espero que o comentário do Sanches publicado em 2010, permita satisfazer o pedido feito por Jorge Resende e ao mesmo tempo dar uma “forcinha” para que ao nosso blogue voltem aquelas histórias com que nos brindavam antes do aparecimento do Facebook.

Fernando Santos.........11-11-2012

De facto, achei interessante à referência no vosso blog ao professor Luis Manuel Freitas da Silva Marques. Hoje tenho 65 anos, e em 1958, ano em que fui aluno no ciclo preparatório, o professor seria pessoa para os seus 39, 40 anos, decerto já faleceu.

Não era um bom aluno, mas por o ter tido como professor de português, sinto que ajudou bastante a minha formação. Ele seria das Caldas da Rainha? Aguardo que algum leitor e seu amigo me dê mais alguma informação para matar a minha curiosidade. Um abraço, desculpem a ousadia de os maçar, mas foi uma coincidência interessante
Da Madeira ao vosso dispôr,

Jorge Resende………….12-11-2012

Não! O Dr. Luís Manuel não era das Caldas. Aliás, só cá esteve 1 ano lectivo (1956/1957).
Estou profundamente admirado com o silêncio dos meus colegas da época pois foi um professor que não é possível esquecer!
Vou tentar saber, junto da Escola Pedro de Santarém, se sabem do seu paradeiro!
Um abraço.

Sanches...................14-11-2012

Não é importante para o tema mas, o falecido António Fernandes, Iaúca no futebol, nasceu em Benguela em Angola.

Anónimo...........17-11-2012

 
O Dr.Luis Manuel Freitas da Silva Marques, veio da escola da Figueira da Foz com a Dra. Mariana e segundo se dizia na altura, eram namorados e também tive o previlégio de ter ambos como professores.
 O 1º, irrequieto,tinha um método de ensino que nos dias que correm, serviria como magnifico manual de aprendizagem. Era mais ao menos assim: "...amanhã o tema é a fruta...". No dia seguinte dividia a turma e era vêr quem vinha melhor preparado para a aula, porque. no "debate", ninguém queria perder. Na semana seguinte a turma ganhadora ía para a praça da fruta servir de " tradutor/a" entre os turistas e os vendedores. Para além de incentivar o francês, enchia o ego aos alunos!.Os que perdiam ficavam a estudar para pedirem a "desforra".
Da Dra. Mariana, obrigava a que os alunos fizessem calculo mental, com uma técnia que ainda não esqueci, como por exemplo: 150x150...utilizando o método do Dr. Freitas da Silva Marques. Estes sim, dignos de uma belissima homenagem.

Luisa Barbosa.......18-11-2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Um jogo de Andebol

As equipas estão devidamente alinhadas e com fato a condizer, o Comércio com bata, a Industria com fato-de-macaco.
O campo de jogos é a velha Escola, como se pode ver com o hospital em fundo e as fotos vêm do álbum do Lúcio. O ano lectivo é de 1963/64.  

domingo, 4 de novembro de 2012

O Auto de Mofina Mendes

Numa iniciativa conjunta da Escola e do Externato Ramalho Ortigão, em Maio de 1961 subiu à cena o Auto de Mofina Mendes.
Esta fotografia da Lucilia Borges lembra esta festa que teve também a participação do Orfeão do Liceu Camões.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dia de Finados

Um grupo de Antigos Alunos, também conhecidos pelo Grupo do Parque, liderados pelo Joaquim Batista, fizeram uma visita ao cemitério e não gostaram do estado em que estava a campa do Prof Barreto.
Meteram mãos à obra e providenciaram a sua restauração.
Neste dia de Finados, com estas fotos do antes e depois, aqui fica a nossa homenagem ao Professor Barreto e a todos Professores, Funcionários e colegas que já partiram.

Comentário:

Parabéns ao Grupo do Parque por este gesto altruista.

Anónimo