domingo, 30 de dezembro de 2012
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Uma Festa de Natal
Comentário:
sábado, 22 de dezembro de 2012
Boas Festas
Comentário:
Um Santo Natal para todos os colegas e um Ano de 2013 o melhor que seja possível...
Abraço do Maximino e um obrigado ao Zé Ventura, pelo trabalho que tem feito de nos manter "vivos"...
Maximino...............22-12-2012
Um Santo e Feliz Natal a todos os colegas e que o Novo Ano de 2013 traga tudo de bom.
Já o tinha feito no Face Book o qual acho engracado e devertido, mas entendo porém que aqui torna-se oficial, o blog que o nosso Amigo Zé Ventura mantem com tanta ternura para todos nós.
Um forte e especial abraço para ti Zé de agradecimento e reconhecimento da tua devoção e dedicação com os renovados votos de Boas Festa.
António Abilio.............23-12-2012
A todos os companheiros e em particular ao Zé Ventura que me permitiu entrar neste espaço, desejo um feliz e santo Natal em companhia daqueles que mais lhe são queridos.
Quanto ao 2013... desejo muita saúde porque o resto, seja de bom ou de mau, virá por acréscimo não é verdade?
Um grande abraço para todos. Tá?
Fernando Santos.............24-12-2012
Temas: Natal
domingo, 16 de dezembro de 2012
A Escola Primária
O João Ricardo, ou Balé como era conhecido pela malta da
Escola, não pára de nos surpreender.
Então não é que o Rapaz, além de bom Guarda-Redes, até
escreve bem.
Pois bem o Ricardo conta-nos como foi a sua entrada para a
Escola Primária.
Para ilustrar o texto vem a propósito uma imagem do diploma
de outro amigo da Escola, o Gandaio, que lá no Montijo, onde reside, acompanha
o Blog mas tem sido muito pouco participativo.
A Escola Primária
No dia sete de Outubro como era regra nesse tempo, no ano de 1958, exactamente no dia em que fiz sete anos, iniciei o meu percurso escolar, na escola primária do Carvalhal, que distava cerca de cinquenta metros de minha casa. Era um privilegiado, pois os transportes escolares dessa época eram as pernas, morassem os alunos perto ou longe, chovesse ou fizesse sol.
Sem dúvida a Instrução Primária foi uma fase muito importante no meu percurso formativo. Não só pelos conhecimentos adquiridos, embora nesse tempo o grau de exigência fosse muito superior ao actual, mas essencialmente pela aprendizagem dos valores que devem nortear toda a nossa vida. É nesses quatro anos que, em complemento com a nossa vivência familiar, começamos a ser moldados, “formatados” e preparados (ou não), para enfrentar todos os desafios que a vida venha a colocar nos nossos caminhos. É aqui que começamos a saber o significado de muitas palavras cujo sentido devemos utilizar em muitas situações do nosso dia-a-dia. É aqui que começamos a conviver, a aprender, a fazer amigos, a partilhar, a aprender o significado de palavras tão simples como o sim e o não.
Com um belo aspecto exterior, pois tinha sido inaugurada há meia dúzia de anos, a escola primária do Carvalhal, era como depois vim a saber igual a tantas outras, de norte a sul do país. Um quadro negro com giz e apagador, o mapa de Portugal Continental e das então províncias ultramarinas, os retratos de Salazar e de Américo Tomaz e um crucifixo símbolo da religião católica – não conhecia outra – eram decoração obrigatória das paredes. Carteiras duplas de tampo inclinado e com tinteiro encaixado que era para molhar os aparos das canetas então usadas, a secretária do professor/a e um globo com o mapa-mundo, completavam o mobiliário da sala de aula que era antecedida pelo vestiário onde ficavam as batas brancas usadas durante as aulas e os agasalhos (de quem os tinha) no inverno. Do material individual fazia parte uma lousa ou ardósia de xisto negro onde se escrevia (riscava) com um ponteiro do mesmo material e um apagador de tecido, uma caneta de aparo, lápis “Viarco”, uma borracha para apagar lápis outra para a tinta, que se manuseada com pouco cuidado furava o papel, e cadernos – entre os quais um de duas linhas – cujas capas eram aproveitadas pelo regime para fazer propaganda política, através de desenhos, exaltando a Mocidade Portuguesa, ou acontecimentos que o Estado Novo queria realçar.
A entrada na 1ª classe foi o primeiro, mas não o mais marcante choque da minha vida. Uma nova vivência, novos colegas, nova disciplina a convivência diária com rapazes bastante mais velhos, pois era frequente, devido aos chumbos, haver na quarta classe alunos com 14 e 15 anos e a sala era única para as quatro classes. Com raparigas é que não havia misturas embora a escola fosse mista. Rapazes de um lado, raparigas do outro.
Com uma acentuada exigência na aprendizagem mas também no comportamento e na disciplina – a régua, a palmatória e a cana-da-índia faziam parte do material pedagógico – o ensino, embora fosse apenas uma professora/educadora para as quatro classes, era tanto quanto possível individualizado dando a cada aluno a possibilidade de expressar o seu grau de aprendizagem. Claro que hoje é legítimo questionar o tipo de programa escolar então leccionado. Os rios e seus afluentes, as linhas de caminho-de-ferro, suas estações e apeadeiros, são apenas alguma matéria que pode ser considerada supérflua, mas que tinha de estar na ponta da língua. Mas também tinha que se escrever bom português, sem erros ortográficos, a tabuada tinha de ser “cantada” de cor e salteada de trás para a frente e da frente para trás, e tínhamos de resolver problemas já com elevado grau de dificuldade. Saíamos preparados para o patamar de ensino seguinte ou para a vida profissional que era o destino de muitos colegas quando acabavam o ensino obrigatório.
Havia dentro do recinto em frente à escola, um pequeno terreno onde eram feitos quatro canteiros. Cada um deles era destinado a uma das classes que tinha que o amanhar e decorar a seu gosto. Ou com flores, ou com hortícolas ou com ambas, ficava ao critério dos alunos. Já obrigava a um trabalho de grupo, com discussão e debate de opiniões até se chegar a consenso, ou na falta dele, a respeitar a vontade da maioria.
Em contraste com os tempos atuais era uma época em que os professores eram respeitados e a quem os pais na sua maioria entregavam com total confiança o ensino e como que delegavam a educação de seus filhos.
Aqui fiz o meu percurso escolar básico (4ª classe) e me preparei para o Exame de Admissão que me deu acesso ao patamar seguinte do ensino, que na altura tinha duas vias. O colégio que tinha um ensino mais abrangente, mais vocacionado para quem pretendia seguir o ensino superior, ou a escola preparatória e secundária que nos dava um ensino mais técnico e prático. Optei pela segunda hipótese, fazendo os dois anos de Ciclo Preparatório na Escola Rafael Bordalo Pinheiro (escola velha) a funcionar então por trás do chafariz das cinco bicas (onde se realizava a praxe com o baptismo dos caloiros), nas atuais instalações dos serviços administrativos do Hospital Central de Caldas da Rainha.
João Ricardo
Comentários:
Nos meus 2 anos de Ciclo havia um colega lá dos lados do Bombarral que se chamava João Manuel Gomes Ricardo. Não duvido que seja o mesmo, já a alcunha de Balé me era desconhecida. Penso ainda que tinha algum jeito para a bola e fez parte duma famosa (na zona claro)equipa de juniores do CSC. As memórias do Ricardo, são um pouco as nossas memórias. Só nunca recebi o meu diploma da Primária nem nunca plantei flores no recreio da escola. Havia coisas «mais interessantes» para fazer. Já o fiz no FB, mas acrescento aqui. Um belo texto, onde as memórias deste antigo colega, saiem com fluidez e aparente facilidade. Abraço do Canadá.
No meu caso pessoal, morava na rua Formosa, próximo dos prédios do Viola.
O meu pai levou-me na bicicleta até à escola do Bairro da Ponte.
Quando lá chegámos ele disse-me: Olha meu rapaz, é aqui que vais aprender a ser homem. Desenrásca-te porque a partir de amanhã começas a vir sózinho para a escola. E foi o que aconteceu, todos os dias ía a pé para a escola.
No entanto devo de esclarecer que eu já tinha quase 8 anos de idade.
Isto devido a uma lei estúpida do Salazar, que determinava que quem fizesse 7 anos depois de Setembro, só entraria para a escola no ano seguinte.
Como o meu aniversário é em Dezembro, não tive outro remédio senão andar mais um ano a brincar com uma bola de trapos antes de aprender o B+A=BA
Aproveito para deixar aqui um reconhecimento muito especial ao sr professor Albino (que mais tarde foi presidente da câmara de Óbidos) pois foi ele que me ensinou a ler, escrever e a compreender os algarismos.
Todos os outros professores que tive a seguir, apenas desenvolveram as sólidas bases que este professor conseguiu meter na minha cabeça.
Permitam-me que vos deseje um Santo e Feliz Natal a todos os frequentadores deste blog, em especial ao Zé Ventura, que tem feito um trabalho extraordinário para manter bem vivo o interesse destas páginas
Um grande abraço daqui do Canadá.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Os Professores
Comentário:
Professor Correia, foi ele, meu professor de Mática!!
Que BOM recorda-lo!!!!
BOM PROFESSOR!!
Branca Caldeira..............16-12-2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
Viagem de Finalistas de 1970
Se a memória não me falha julgo que na frente está a Graça Diniz, em cima à esquerda a Celeste, que nunca nos deu o prazer de participar nos Encontros dos Antigos Alunos, e depois a Maria José.
Ao centro a Isabel, depois parece a Luisa Ramires e a Rosa.
O “cavalheiro” não sei quem é.
Comentário:
O "cavalheiro" é o António Soares, nosso professor de português, o melhor que por lá passou naqueles anos.
Há poucos anos encontrei-o perto do Ministério da Educação, onde estava destacado. Ainda com um pouquinho do seu sotaque açoriano e SIMPÁTICO como o conhecemos. Era um daqueles profs que deixam saudades e nos entusiasmam a continuar...
Rosa Claro...............02-01-2013
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Um jogo de Voleibol
E já que falo em voleibol na nossa Escola veio-me à memória um nosso colega contemporâneo que eu muito apreciava ver jogar e com quem tive o privilégio de partilhar muitas viagens de comboio entre Bombarral e Caldas e vice-versa. Dois ou três anitos mais velho, (fazia toda a diferença) com a sua gaguez divertida, o Armando (gago) Rosado era um amigo sempre pronto a colaborar nas brincadeiras enquanto esperávamos o comboio. O seu “c’lá, c’lá, c’lá vai alho” ainda perdura com saudades na minha mente.
Partiu muito cedo. Pode ser que lá no sítio onde há muitos anos nos espera, tenha encontrado alguns colegas que também já nos deixaram e vão fazendo umas jogatanas. Mas com a pontuação à antiga.
João Ricardo
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Até um dia Tomé da Costa Borges
Hoje o Blog é portador de más notícias, um amigo de longa
data e antigo aluno, Serralheiro de 1970, partiu para o seu eterno descanso.
Durante meia dúzia de anos lutou com todas as suas forças
contra um tumor cerebral que nunca lhe deu tréguas.
Em determinada altura ainda se acreditou no milagre, mas a
vida é como é e a luta foi inglória.
Tive oportunidade de apreciar de perto o seu trabalho na
Escola do Maxial e da grande divulgação que fez do Ténis de Mesa no Concelho de
Torres Vedras.
Fica a recordação dos tempos bons que partilhamos, e do excelente
trabalho desenvolvido em Torres Vedras na área da Educação e do Desporto
chegando a fazer parte da vereação da Câmara Municipal.
Sentidos pesâmes à familia
Até um dia Tomé! Sentidos Pêsames a toda a sua Família!
Que descanse este paz este nosso amigo e companheiro. Até sempre Tomé.
Recordo-me do nome mas tive pouca convivencia.Que descanse em paz,e sentidas codolências á familia.
Antonio Abilio
Já não é do meu tempo, mas não deixo de lamentar a sua partida...
domingo, 2 de dezembro de 2012
Visita ao Diário de Coimbra
Em 1969, os alunos na sua viagem de finalistas foram até ao Porto com paragem em Coimbra para uma visita à Fábrica de Cerveja e ao Diário de Coimbra, que registou o acontecimento nas suas páginas, guardadas religiosamente pela Lurdes Peça.
Acrescenta ainda a crónica que os 39 alunos eram acompanhados pelos Professores, Sra. Dr. D. Maria Julieta Craveiro Paiva e dos Senhores Dr. José Amilcar Craveiro Paiva, Dr. Jorge Gonçalves Amaro e Dr. Joaquim Vasconcelos Sarmento.
.....
Depois de publicar este post, um amigo sempre atento a estas recordações que por aqui vão passasdo, enviou esta fotografia sobre a visita à Fábrica das Cervejas.




























Que descanse em Paz
Maximino
Só me lembro vagamente dos tempos da rua onde morava com a família no bairro da ponte depois a vida nos afastou e vai reunir de novo quando chegar a minha hora ,até lá paz ao descanso eterno e muita saúde á Família ,e a todos os que cá ficaram pois a luta e melhoramento pela vida ´é a nossa missão mesmo que seja só até amanhã. sinto como mais uma perca, mas um bem haja por ser meu conterrâneo nessas Caldas que Amo.
Jony..............14-05-2013