
Esta sequência de quatro fotografias é o exemplo disso mesmo.
Só falta identificar os “artistas”, Quem serão? Aceitam-se palpites.
José Ventura
Anónimos e mais anónimos, será que esta gente com a idade que têm ainda não perdeu a "vergonha"?

Esta fotografia de 14 de Junho de 1967 traz para o Blog o Professor Fernando Andrade, que julgo que dava Calculo Comercial, e tinha uma enorme falange de admiradoras não só pela excelência das suas aulas mas também porque era um galã que irradiava simpatia.
As meninas são a Matilde, que nos trouxe esta foto, Teresa Monterroso, a Fernanda Violante, a Isabel Diniz e a Eugénia Falua
José Ventura
O Marques da Silva traz para este blog uma fotografia dos seus colegas de turma do Comércio do ano de 1952.
Os meninos, agora “sessentões”, são o Luzio, o Marques da Silva, o Luís Filipe, o Carlos Pinto, o António Marcos, o José Barros e o Raimundo Lau.
José Ventura
“Causou o mais vivo entusiasmo em toda a região que tem por centro a nossa cidade a abertura amanhã, ao serviço da grande massa escolar que deseja ingressar no ensino técnico, das novas instalações da Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha, importante melhoramento com que o Governo dotou a nossa terra.
Tal facto não poderia passar indiferente dado que se trata de uma obra onde foram investidos cerca de 15 mil contos e da qual beneficiam alguns milhares de jovens que desejam ingressar no ensino técnico ou na vida comercial.
Ocupando uma vasta área de terreno que vai da Estrada de Tornada à estrada para o Couto e Santa Catarina, a nova Escola está dotada de tudo quanto há de mais moderno para o ensino.
Aulas e oficinas espaçosas, instalações modelares, enfim um conjunto bem harmonioso de edificações majestosas que honram a cidade e quem as concebeu.
Embora a sua inauguração oficial se faça mais tarde não queremos deixar de salientar o que foi a intensa actividade na solução de um problema que se arrastou durante vários anos, do respectivo Director Sr. Dr. Leonel de Sotto Mayor que encontrou por parte do Sr. Ministro das Obras Públicas, Eng. Arantes e Oliveira, bom amigo da nossa terra, as facilidades inerentes ao fim pretendido.”
Gazeta das Caldas.....06-10-1964
A Gazeta das Caldas na sua edição de 3 de Outubro dava-nos conta da morte da Dra. Maria Helena Coimbra que além de Conservadora do Museu de José Malhoa, foi também Professora na Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha, na década de sessenta.
Entrou para o Museu José Malhoa em 1949, tendo estagiado com João Couto, Maria José Mendonça e António Montez, onde esteve como conservadora interina até 1951, através de concurso passou a efectiva em 1969. Ocupou ainda o cargo de Conservadora do Museu de Arte Popular em Lisboa e frequentou um estágio em Columbos (Ohio) nos Estados Unidos.
Nesta fotografia, que se junta a este pequeno texto, datada de 1966 podemos ver além de outros professores a Dra. Helena Coimbra (fila da frente, terceira da esquerda para a direita).
José Ventura
Nota: vale a pena ler o post do Prof. João Serra em O que eu andei...
Comentários:
Nesse ano foi minha professora a Drª. Maria Helena Coimbra, tive conhecimento hoje ao abrir a Gazeta, que faleceu no passado dia 24 a minha madrinha de crisma, de todos os meus professores na nossa escola foi sem dúvida a que mais saudade me deixa, pela meneira de estar, de conviver com todos. Um bom exemplo a seguir. embora não seja bem o local apropriado permita-me Ventura que apresente por este meio os meus pêsames à familia.
Anónimo.......05-10-2008
Caro Jorge; Alguém me mandou um Blog com a notícia do falecimento da Helena. Eu Queria responder mas não consegui. Aqui vão os meus sentimentos, talvez tu possas colocar no Blog. Conheci a Helena na América. A sua alegria e simpatia cativou-me, apesar da distância que nos separou a Helena foi uma amiga muito dedicada e sempre disposta a ajudar-me com muito amor e amabilidade. Apesar de eu ter algumas amigas em Portugal considerei a Helena uma amiga muito especial. O seu sorriso estará sempre na minha memória. A nossa amizade será eterna. O seu amor pela familia, especialmente pelo Jorge, também será eterno.
Este mail foi enviado para o Jorge, (Julgo que é o Sr. Jorge Ribeiro, marido da Dra. Helena Coimbra)que depois reenviou para o Blog com o comentário: Esta pessoa, em tempos idos, viveu nas Caldas da Rainha com os pais. O pai teve aí uma oficina.
Jorge......11-10-2008
Esta fotografia é comum ao álbum de recordações da Maria dos Anjos e da Fernanda Campôto e recorda-nos a viagem de finalistas de 1968.
Os alunos que posaram para a fotografia, aproveitando a pausa na viagem, são o Francisco Coutinho, a Fernanda Campôto, o Alpalhão e a Maria dos Anjos, sentados no banco.
De pé a Anabela Nobre, o Quintela, ? e a Dulce.
José Ventura
Esta fotografia da Manuela Pedreiro, tirada em 23-05-1963 no Ameal, relembra-nos o dia da Espiga.
Entre vários alunos reconheço a Professora Elvira Bento Monteiro e a Professora Maria do Céu.
A quinta-feira de Ascensão, era um dia de grande divertimento e confraternização de alunos e Professores.
José Ventura
Do Manuel Patuleia do Bombarral recebemos esta fotografia de 1956 (foi ontem), que traz para o blog a recordação da excursão de finalistas.
Em pé da esquerda para a direita – Quim (Bombarral), Luís Filipe e Duarte Ferreira. Em baixo Manuel Patuleia.
José Ventura
Esta semana fui até Lamego, e levava na bagagem entre outras coisas a missão de procurar o meu amigo João Almeida para lhe dar um abraço.
Falar do João Almeida é um pouco vago, mas se disser o nome pelo qual era conhecido “João Torto” não há aluno dos anos sessenta que não o conheça, pois era daqueles alunos que “faziam parte da mobília”.
E o encontro aconteceu, a Escola foi tema central da conversa, falámos dos colegas, das Caldas, das voltas que a vida dá… eu sei lá, as conversas entrelaçavam-se umas nas outras, sem nunca chegar ao fim.
Muito ficou por dizer, mas despedi-me com a certeza que no próximo encontro, em Maio de 2009, vamos continuar a conversa, porque há sempre uma história nova para contar e amigos para rever.
No regresso vinha muito feliz porque estes encontros, quarenta anos depois, fazem muito bem à alma.
José Ventura

Foi dos acontecimentos mais extraordinários que foram realizados na nossa cidade, mais propriamente na Mata, nos dias 13 e 14 de Junho.
"Pagina 1" Grande programa de rádio, que salvo erro, era transmitido pelo Rádio Clube Português, e onde imperavam grandes locutores como Joaquim Furtado, entre outros.
Este programa de grande qualidade, transmitia sobretudo e promovia a nova música portuguesa e os seus novos interpretes.
Foi este programa, que era ouvido pela grande parte dos jovens portugueses, que promoveu este grande acampamento nacional, trazendo a nele actuar nomes como, Paulo de Carvalho, Os 1111, com José Cid, Manuel Freire, Carlos Mendes, José Afonso, José Jorge Letria, Adriano Correia de Oliveira, Fernando Tordo, Padre Fanhais e tantos outros.
A Juventude aderiu em massa. Jovens de todo o país vieram ate cá.
As fotografias mostram um fotógrafo (?) trajado à época (Jorge Sobral), podendo ver-se ainda várias caras da nossa escola dançando ao som do conjunto Pop Five. Pedro Freitas, Ela, David filho, Luísa Pimenta, Teresa Robim.
Escusado será dizer que este tipo de encontros enquadrava na necessidade que os jovens tinham de encontrar alternativas às formas tradicionais e controladas de convívios onde imperavam rígidas normas instituídas pelo Ministério da educação do Estado Novo.
A verdade é que os jovens acabavam também eles por encontrar novos conceitos de convívio e de elevar o que de progressista havia em Portugal, nomeadamente na música.
Foi uma jornada inesquecível.
Nada voltou a ser igual para os jovens que neste acampamento participaram.
As Caldas voltavam a estar no topo das iniciativas culturais nacionais, desafiando o poder instituído.
Jorge Sobral
De volta depois de umas mini-férias na Peninsula de Gaspé, apenas a 1000 Kms de Montreal, onde descobri que afinal o bacalhau lusitano, além da Terra Nova, vinha muito do Québec igualmente. Mas apenas o de superior qualidade, pois o outro partia para os escravos do Brasil e das Caraíbas. Viagem maravilhosa por espaços imensos, com a descoberta de um autêntico museu vivo sobre a história da pesca e comércio do bacalhau. Como o telemóvel ainda não funciona naqueles sitios o portátil que levei tornou-se inútil. E água em casa só a dos poços artesianos. Voltando ao artigo do Sobral se os nomes nos são familiares, já o evento em si está completamente deleted da minha memória. Era época de exames em Lisboa.
José L. Alexandre ......28-09-2009
Era o Adelino Gomes e o José Manuel Nunes.
Anónimo.......06-10-2008
Este cartaz que o José Luís Brilhante foi descobrir no baú das memórias relembra os encontros desportivos com outras escolas, mas fundamentalmente as classes de ginástica que o Prof. Silva Bastos tão bem dirigia.
Quem foi aluno do Professor não esquece os ensinamentos que não se limitavam só aos aspectos desportivos, foi também de grande importância na implantação de hábitos de higiene e sociais.
O rigor que colocava em tudo o que fazia era outra imagem de marca.
Um dia destes vou ver se o descubro para lhe dar conta da importância que teve no nosso desenvolvimento.

Esta foto faz-me pensar qual seria a filosofia que obrigava ao uso das batas brancas, não que eu tenha alguma coisa contra as “fardas”, antes pelo contrário, pois assim as classes sociais não eram tão vincadas, pelo menos aparentemente éramos todos iguais.
Mas filosofias à parte esta fotografia foi tirada no dia 21 de Abril de 1966, Dia da Espiga, e as meninas são a Ana Cândido, a Celeste, a Lurdes Peça e a São (que será feito dela?).
Este documento chega-nos pela mão da Lurdes Peça que continua a acompanhar este blog na capital do Algarve.
José Ventura
Comentários:
Não resisto a comentar esta das batas. Lembrou-me as trocas de "piropos" entre as meninas do ERO (as Zebras, por causa das batas às riscas) e da Escola(as Baleias, por analogia com Moby Dick, a Baleia Branca). Não era só entre os rapazes que existiam estas pequenas picardias. Alguma das "Baleias" ou das "Zebras" se lembra disto?
J.J...........17-09-2008
Mais do que as simples picardias a que refere o J. Jales, teriam existido cenas de verdadeira guerra. Não sei se se tratava de «contos urbanos» mas nos 2 anos em que andei na Escola Velha, nas traseiras do Chafariz das 5 Bicas, era frequente ouvir da boca dos veteranos o relato das autênticas batalhas campais à base de pedras ou outros objectos «apropriados» que eram lançados da parte de dentro do muro para a estrada e vice-versa.
Mas eu penso que se tais guerras existiram, mais não eram do que manifestaçôs de mútuo carinho.
Quando o JJ frequentou o ERO, já a escola estava na estrada de Tornada, por isso não poderá confirmar, ou infirmar tais situações, mas haverá por aqui quem possa dizer mais qualquer coisa. Há alguns nomes dos habituais frequentadores do nosso blog que certamente andaram por lá a mandar pedras às «zebrinhas» que desciam a ladeira.
J.L.Reboleira Alexandre......18-09-2008
Olá Zé Luis
Encontramo-nos então hoje deste lado...
Eu já estava no ERO no último ano da Escola Velha (1963/64).
Estão referidos episódios dessas picardias, para além das verbais, nalguns artigos no Blog do ERO, nomeadamente pelo Artur Alves que, no seu "famoso" artigo refere até um deles, passado comigo, junto à Praça de Touros.
Obviamente parece ter sido nos quatro anos (1960-64) em que a Escola era onde referes e o Colégio no cimo da Diário de Notícias que esses "derbys paleolíticos" foram mais frequentes. Depois o afastamento resfriou os ânimos (longe da vista, longe do coração...) e eu acabei por ter vários amigos na Escola na transição de sessenta para setenta. Mas há aqui estórias para contar, mas por gente mais velha que eu!
Estava a brincar com o "deste lado", claro.Um abraço
JJ.........18-09-2008
Olá J.J. e Reboleira: sou mais antigo pois acabei o curso em 59/60 e o que eu posso dizer das confrontações entre escola e liceu era apenas no futebol, mas mesmo assim havia boa amizade, entre muitos que eu me lembro e que eram o Ventura o Honório os Calistos o guarda redes Varela o To Freitas o F. Figueiredo os Morais e outros. Numa das fotos do ERO, está um que se tornou famoso no meu Sporting: o Moura e que se tornou conhecido pelo nome de Lourenço. Não estou bem certo quem é o Jales mas o nome não me é estranho Estou aqui no Canadá fez no dia 7, 42 anos, mas joguei a bola com todos eles e alguns possivelmente tiveram que ir ao oftalmologista pois nunca sabiam por onde eu passava com a bola.Se a memoria não me atraiçoa o liceu era perto do Capristanos antes de ir para o presente local De verdade não me lembro de grandes eventos entre as meninas do liceu e as da escola a não ser quando havia algum jogo de bola entre as duas equipas e ai sim havia alguma rivalidade Como o Jales entrou no blog se ele tiver oportunidade de falar com o Zé. L. Lalanda, se ele se lembra da sua récita que era assim :
O CATAVENTO
Vaidade, pedantismo sem mistura No fundo entre tretas bagatelas. Entre patetas faz mistura Mas o que o amigo não revela E não ser galo nesta altura Mas sim uma reles tampa de panela. O Figueiredo sempre vinha com o Bate leve , levemente Como quem chama por mim...... O saudoso Leiria com o Edital Manuel era um petiz de palmo e meio Ou pouco mais teria de verdade.......Agora como muitos de nós teve como professor o Pr.Lalanda Ribeiro,isto era o que se cantava a caminho do pinhal do parque em que ele era o maestro
O SOL ANDA E DESANDA
CORRE O MUNDO, CORRE O MUNDO
EM REDOR
EU NAO ANDO NEM DESANDO
SOU LEAL SOU LEAL
AO MEU AMOR
A MINHA VIOLA E NOVA
COMPREI-A POR UM VINTEM
UM VINTEM NAO E DINHEIRO
MAS A VIOLA TOCA BEM
Tudo isto foi há 60 anos certamente haverá alguns enganos. Amigo Reboleira eu vou de volta a Portugal por uns tempos. Montreal talvez um dia Adeus jovens do outrora Chaves
Joaquim Chaves………20-09-2008
Já tive ocasião de escrever ao Blog do João Jales dizendo que há demasiadas historias á volta disto.Todos falam de lutas e rivalidades noutros tempos, mas nunca no tempo deles!!!O Zé Luis diz que foi antes dele,mas antes dele foi o Joaquim Chaves que diz que jogavam`á bola e se davam todos bem! Houve sempre bocas e uns chega pra lá quando havia copos,miudas,bailes mas mais nada e nunca apareceramam os valentões que participaram a dizer como foi.Tem graça o J chaves dizer que se lembra do nome do Jales e depois falar do oftalmologista - pois o Dr Jales é o pai dele!Abraços e saudades.
Fernando Rodrigues......23-09-2008
Na foto me dá a impressao de ser a Sao Barbosa, se assim for está nos USA à largos anos.
Orlando Desidério.........08-12-2008
No final do curso da Formação Feminina as alunas organizavam um Lanche para dar a conhecer as técnicas que tinham aprendido no que respeitava à organização das tarefas do lar.
Este lanche organizado com toda a pompa e circunstância era avaliado por um júri que atribuía a respectiva nota.
Neste cartão que a Lucília guarda na sua caixa de recordações dá-nos conta da prova organizada em 15 de Junho de 1962.
Comentários:
Que peça bonita!
Reconheci as assinaturas de Alice Carvalho, Elvira Bento Monteiro, José Manuel Bento Monteiro, José Amílcar Craveiro Paiva e Joaquim Manuel Abreu Sarmento. Só não fui aluno do Dr. Sarmento, mas tive com ele algumas peripécias que guardo na gaveta mais funda da secretária da memória. As duas mulheres marcaram-me para a vida: a Drª. Alice , que me mostrou, cedo, que vale a pena acreditar sempre no futuro; a Drª. Elvira, por ter aclarado, sedimentado e incentivado o gosto pela leitura, que ainda hoje pratico.
Orlando Sousa Santos.........09-09-2008
Ao ver o comentário que o Orlando deixou, vejo que não foi só a mim que a Dra Elvira Bento Monteiro incutiu o gosto pelo uso da escrita e da leitura da lingua portuguesa. Mais de 40 anos depois lembro-me, como se fosse hoje, do comentário que ela me dirigiu, e ao calmeirão do Orlando Manuel Matias da Graça, que nunca mais encontrei, após um exercício de leitura de um texto em Português. O Orlando Graça, com aquela voz grossa que o cracterizava, e eu bem mais miúdo, e de aspecto mais frágil, com a voz a condizer. Mas que bom foi ouvir as palavras da nossa professora. Não sei se o Orlando nos segue, nem se se lembra do elogio, mas no que me concerne, e após 32 anos fora de Portugal, creio que a ela devo o gosto pela leitura dos nossos escritores, e pela nossa lingua. Só gostei um pouquinho menos foi dos Lusiadas, na altura em que eram parte obrigatória do currículo.
Obrigado Dra Elvira, e se o Miguel BM aparecer por aqui, publicamente lhe peço que agradeça à sua mãe por tudo o que ela fez por nós.
As actividades circum-escolares.
Era assim que se denominavam as actividades paralelas às aulas, neste caso representadas por iniciativas de índole cultural.
Estas fotografias representam a iniciativa que o Dr. Bento Monteiro, professor de História, naquele ano de 1968, entendeu levar por diante, com a colaboração do então mais jovem Dr. Mário Tavares, também ele professor da mesma disciplina.
A tarefa não era fácil, uma vez que a maioria esmagadora dos alunos nunca tinham participado em peças de teatro.
Por outro lado, este desejo de representar um clássico da tragédia Grega, tinha como intenção realizar um trabalho mais elaborado, fugindo assim ao que até ali se tinha feito, que eram pequenas récitas, normalmente parodiando os professores.
A empreitada não era fácil, mas o desejo de que tal se fizesse era enorme, nomeadamente por parte da docência.
Este projecto, como as fotografias documentam, tinham a participação dos alunos dos cursos do comércio e indústria.
A directoria da escola colocava grande entusiasmo nestas realizações.
Recordo-me de que era necessário transportar cerca de quinhentas cadeiras das salas de aula para o ginásio. Tarefa que os trabalhadores auxiliares nem sempre o faziam com grande
entusiasmo.
Por outro lado o Professor Bastos, torcia sempre o nariz, uma vez que o verniz do pavilhão “estalava” com facilidade.
Mas esta peça foi representada com grande dedicação, tendo-se recebido do público presente, que eram algumas centenas, o devido prémio de reconhecimento, não só pela dedicação mas também por alguma qualidade cénica dos actores.
Este pontapé de saída, levou a que nos anos seguintes se mantivesse o espírito, sendo-se cada vez mais exigente, na escolha do reportório, e na elaboração das representações.
Ao olhar para o grupo participante, lembro as amizades que ficaram, os namoros que se fizeram e desfizeram e os que deram em casamento.
Fica a pena de não saber por andam alguns e a tristeza profunda de ter conhecimento que nem todos já estão entre nós.
Jorge Sobral
Comentário:
O dr. Bento Monteiro era, de facto, o grande dinamizador cultural dos anos 60 na Escola, designadamente na divulgação quase sempre polémica dos grandes heróis da imaginação literária, musical e artística em geral. Tudo começava nas aulas de Português e História, prolongando-se depois nas actividades de ampliação extra curricular. Uma das vezes, organizou uma expedição de recolha de artefactos pré-históricos na Serra do Bouro. Como os transportes não abundavam, lá partimos quase todos de bicicleta atrás do automóvel do mestre arqueólogo. No regresso, trouxemos, com grande satisfação de missão cumprida, um punhado de coups de poing e raspadeiras primitivas em pedra lascada. Creio que chegaram a estar expostas no Museu da Escola. No caso concreto das experiências teatrais, lembro-me com alguma precisão das palavras premonitórias que dedicou à tragédia em apreço: «Um dia ainda dirão ter assistido à representação da ANTÍGONA de Jean Anouilh». Na altura, o autor e a obra faziam parte daquele punhado enorme de casos pouco queridos do Estado Novo. Estreada na cidade de Paris em 1944, durante a ocupação alemã, o antagonismo trágico protagonizado por Antígona e Creonte representava a resistência francesa contra as leis despóticas do Marechal Pétain. As semelhanças com a realidade portuguesa da época não podiam ser mais claras. Passados 40 anos, aqui estamos nós a comentar o drama e dramaturgo. O dr. Bento Monteiro tinha razão nesse distante ano de 1968.
Artur R.Gonçalves.........07-09-2008
Em 1963 a selecção de Andebol da Escola, deslocou-se a Leiria para participar no Campeonato Distrital organizado pela Mocidade Portuguesa.
Os atletas são, em pé; no lado esquerdo o António Lopes e à direita o Carlos Xavier (Guarda-Redes). Em baixo: Júlio Pata, Veríssimo, Sena, Veludo e Lúcio.
Esta fotografia foi cedida pelo Lúcio.
José Ventura
Comentários:
Que bonitinho era o meu irmão!!!...
Também me lembro de praticamente todos os elementos e sobretudo do Lúcio que é irmão da Jú. Que será feito dela? Foi uma grande amiga minha e esteve quase a ser minha cunhada. Será que ele me pode dar notícias e/ou contacto dela?
Beijinhos
Pelina Pata........02-09-2008
Julgo não estar enganado, mas creio tratar-se do Pata que por acaso a minha mãe algumas vezes pegou ao colo lá pelos finais dos anos 40 do séc. passado.
Os pais do Pata tinham uma Padaria no Bairro da Senhora da Luz, do concelho de Óbidos.
Era um período no pós guerra em que era muito dificil arranjar pão...
Enquanto a mãe do Pata aviava os fregueses, a minha mãe pegava-lhe ao colo para ele (ainda bébé de berço) não chorar...
Esta, o Pata não sabia certamente...mas eu já a sei há muitos anos...!!!
E já agora um abraço para o Pata e cumprimentos para a mana...
Maximino..........07-09-2008
O Sena em tudo o que fosse bola era bom. Ainda me lembro de haver um contacto com o Benfica, jogava ele penso que nos juniores ou do Caldas oudo F.C.Caldas, onde jogava o Pata.
Às vezes a memoria já não é como quando tomavamos fosforo ferrero, agora é mais Ferrero Roché.
AH!!!O Lembro-me também que o Pata tinha um remate com a mão esquerda que.....coitado do guarda redes de andebol que tentasse defender. Ontem tomei mais fosforo ferrero que Ferrero Roché
Xiveve..........21/22-09-2009
Os pavilhões do parque servem de fundo a esta fotografia que o Lobato nos enviou e foi obtida em 1961.
Os alunos em pose cinematográfica são o Lobato, o Zé Maria, que foi um dos grandes dinamizadores dos encontros de Antigos Alunos e infelizmente já não está entre nós, o Galrão e o Ramiro.
José Ventura
O cartaz chama a atenção para uma exposição - feira do Livro e dizia querer também que os jovens não ficassem indiferentes. Indiferentes a quê?
Ao que se passava na Escola, em casa, na rua e para muitos no trabalho.
O Conselho Cultural da Escola, pretendia chamar a atenção para os alunos que aquele lugar era também a sua casa. Então é necessário dela tratar, de tudo fazer para que o ambiente fosse de aprendizagem, de tolerância, de intervenção, mas sobretudo de procura do conhecimento, mas tambem da verdade, pois só ela pode revelar o que é a liberdade.
A liberdade de ler, de abertamente se interrogar, de questionar os outros, sem medos, com frontalidade e respeito pelas opiniões contrarias.
É verdade que estas iniciativas tinham sempre à partida um conjunto de constrangimentos impostas pelo regime de então. As editoras, não podiam fazer chegar ás bancas livros que a censura tinha proibido de serem impressos, mas que sabíamos muitos que eles existiam, pois passavam de mão em mão, contrariando assim o desejo do poder que a ignorância lhes seria util. O espírito do provérbio de "quem não sabe não sente".
O Conselho Cultural da Escola, questionou os alunos sobre a importância da leitura. Chamou a atenção dos alunos para a importância do livro como instrumento do conhecimento. Ler como dizia a aluna Luísa Runa "Um livro é veiculo de cultura que pode enriquecer um país instruindo o seu Povo".
Que profundo contraste entre este pensamento de uma jovem aluna com a do poder de então que defendia que bastava saber ler escrever e contar, ou seja chegar à quarta classe.
Mas talvez ainda mais directa a frase da aluna Isabel Bajouco que exortava "Lê, informa-te - comunica"
Ao encontrar este panfleto guardado no meu bau de recordações, veio-me à memória tanta gente, tanta iniciativa, que parecendo serem demasiadamente pequenas ajudaram a consciencializar tantos de nós, empurrando-nos para a saída das nossas vidas.
Jorge Sobral
O Blog que já leva 850 dias de existência continua na sua missão de ligar o grupo de antigos alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha. Pessoalmente gostaria que o blog, além das fotos, fosse também enriquecido com alguns escritos de antigos alunos, mas enquanto o pessoal não colabora continua na sua marcha de recordações dos nossos tempos de escola, fundamentalmente através da imagem.
Hoje “arrancámos” algumas folhas do álbum da Fernanda (Amaro) para recordar as/os amigos na sua maioria do ciclo preparatório do ano de 1968
José Ventura


Tão "picanininhos" que eles eram...!!!
1968...???
Já o Max tinha ido à guerra e iniciado uma nova vida...casando...e sendo feliz...!!
Já passou algum tempo amigo Zé, desde que iniciaste esta aventura de juntar mais a "Familia Bordalo Pinheiro"...
Foi um bom trabalho iniciado e mantido com muita dedicação e carinho...!!!Parabéns muito especiais para ti meu amigo e um
Abraço do
Maximino........25-08-2008
Junto a minha força, à que o Maximino aqui deixa para o Zé Ventura. Não é tarefa fácil manter acesa a luz que dá vida a um blog desta natureza, sobretudo em época de férias com o pessoal todo «fora» e muitas vezes sem a presença do computador.
É certo que deveria haver mais «palavras» que pudessem servir de condimento às inúmeras fotos que por aqui vão aparecendo, mas estou certo que a partir da «rentrée» os colaboradores habituais vão voltar a aparecer, e quem sabe até alguns novos. Eu por exemplo há alguns dias, re-descobri através de um cliente e amigo uma ex-colega que anda por estes sitios e foi finalista do Comércio, penso que em 1968. E, aqui entre nós, isto é bem mais interessante que o facebook. Ela vai entender quando nos ler.
Continua Zé
J.L.Reboleira Alexandre.......25-08-2008
Uma saudação especial ao Maximino que já não dava sinais de vida a algum tempo e a quem já não abraço desde a última semana santa em Óbidos.
Higino......26-08-2008
Olá...uma saudação muito amiga a todos e... vá lá Higino...vem até Óbidos, trocamos um abraço e eu pago-te uma ginja e faço-te companhia enquanto bebes...!!!
Maximino........27-08-2008
Oh Maximino eu até tenho ido a Óbidos à noite e à ginjinha. Mas ainda não descobri onde te metes a essas horas já que à noite não há casamentos, baptizados ou funerais. E olha que bem gostaria de beber uma ginginha (em copo de chocolate) contigo e sempre desenvolviamos o tema do sexo dos anjos. Beijinhos para as senhoras e abraços para os cavalheiros.
Higino......03.09-2008
Temas: 1968
Não restam dúvidas que o Dr. Sarmento era pessoa de bom gosto, os grupos de meninas mereciam sempre a sua atenção.
Segundo a Lena Silva, que nos trouxe esta fotografia do dia da espiga de 1965, as meninas são: em pé, Alda, Natália (Mitá), Alzira, Glória, Teresa, Celeste e Graciela.
Em baixo, São Lopes, ?, Lena Silva e Fátima Valente. A pequena será a Lígia Chaves?
José Ventura
Comentário:
A seguir à São Lopes é a Elizabete Horta
Ermelinda Lopes......24-08-2008
O Dr. Sarmento tinha muito bom gosto, disso não tenho dúvidas.
Realmente todas elas eram muito bonitas , era mesmo, muito difícil ficar indiferente à beleza destas nossas colegas.
Mesmo ainda hoje a beleza está lá para a alegria dos nossos olhos já envidraçados, mas ainda vivos.
E o sentido de humor de algumas delas, que saudades, eram um desafio constante ás nossas pobres cabeças empedernidas.
Uma saudosa beijoca para todas elas
Ramiro..........24-09-2008
Esta fotografia que nos chega através do Jorge Sobral leva-nos até 1968 para recordar a viagem de Finalistas.
Os alunos em pose à beira rio são: Jorge Sobral, Francisco Coutinho, Fernando Caldeano e Manuel Vasconcelos.
José Ventura
Do José Santana Marques, aqui está mais uma fotografia de 1958. Trata-se de uma visita de estudo a Leiria onde os alunos aproveitaram a pausa para o retrato com o castelo em fundo.
Em pé ao centro lá está o Eng. Piriquito, seguindo-se o Jaime e o Santana Marques. De joelhos o Nobre e o Oliveira.
José Ventura
Mais uma fotografia apadrinhada pelo pintor José Malhoa, desta vez foi a turma do 4º Ano da Formação Feminina. Esta fotografia é do álbum da Isabel Vicente. Para saber quem eram as finalistas do ano de 1965 clique aqui.
José Ventura
Comentário:
O comentário que se segue nada tem a ver com a foto supra reproduzida mas sim com uma outra que o Reboleira Alexandre acaba de publicar no Blog dos antigos alunos do ERO. Só que tb não é bem um comentário mas sim um alerta. Não percam, então, a oportunidade de verem, em cima da hora, a foto e respectivo memorando que a acompanha.
Higino.....14-08-2008
Esta semana a Gazeta das Caldas dava-nos conta da morte de Augusto de Carvalho “foi um intelectual, um espírito independente que testemunhou os grandes momentos dos séculos XX sobre os quais teve sempre um olhar crítico”, e de Armando Correia “com a sua morte a cerâmica fica mais pobre"
“ Augusto de Carvalho estuda no primeiro curso nocturno da recém criada Escola Comercial e Industrial Rafael Bordalo Pinheiro. Faz parte de uma elite que inaugurou o novo estabelecimento de ensino em conjunto com Paulino Montez Júnior, Armando Valério, José Cabrita (filho), César Gomes, José Neto Pereira, José Fernandes e Joaquim Fernandes (ambos futebolistas), Francisco Graça e José Abrantes. A foto em cima foi tirada aquando da reunião dos cinquenta anos do primeiro curso nocturno da Escola Comercial e Industrial. Augusto Carvalho é o segundo sentado a contar da direita, ao seu lado ao centro está o Prof. Moniz Barreto.”
Armando Correia
artesanato urbano, o design, a aprendizagem escolar e em meio profissionalizante, o sentido decorativo e a aspiração artística tanto de raiz escultórica como pictural, esta última normalmente corporizada no azulejo. A obra pública mais importante de Armando Correia é exactamente um painel azulejar que foi concebido para o salão nobre dos Paços do Concelho das Caldas da Rainha.Destaque para as elaboradas composições temáticas que dedicou por exemplo a cenas bíblicas, a Gil Vicente ou aos mitos antigos. Armando Correia deixa um trabalho muito meticuloso, de grande apuro formal onde avulta o tratamento do corpo feminino.
Esta fotografia que o António Guilherme nos trouxe, recorda uma viagem de estudo que os alunos, na sua maioria dos cursos nocturnos, fizeram ao norte, mais propriamente a Citânia de Briteiros, julgo que foi esta indicação que o Guilherme transmitiu mas como não sou capaz de identificar esta “malta” com certeza que ele vai ajudar.
José Ventura
Comentário:
Até que enfim uma foto dos alunos nocturnos. O Ventura conhece alguns deles, como a Zita, a Madalena, a São, a Teresa Gonçalo, o Edmundo, e outros que não me recordo dos nomes.
Anónimo.....14-08-2008
Isabel Varela, Letícia, Isabel Pardal, Lurdes Feliciano, Fernanda Santos Silva, Gina, Adélia, Lisete, Monserrate, Lídia, são algumas das Alunas da Formação Feminina de 1962, que aparecem aqui nesta foto que vem do álbum da Gina.
Esta foto reporta ao exame de Economia Doméstica.
José Ventura