quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O espectáculo vai começar

Hoje trazemos para o Blog um espectáculo muito bem documentado pelas fotografias do Ramiro Ruas, o Viola baixo do conjunto da escola.
Este acontecimento musical, que decorreu no Ginásio, fez parte da festa de finalistas de 1966.

Senhores e senhoras aqui estão os cantores que o País consagrou.

Lurdes Maçãs
Odete Maçãs
















Clara Vieira e João Almeida (Para os amigos João Torto)






Áurea Marques e ????
O Conjunto: No acordeon, Carlos Duarte e Arménio, na viola Ramiro Ruas, e.... não sei mais
Comentário:

A foto ao lado da Áurea penso que é a Mirandolina que, há muitos anos, está no Luxemburgo.

Matilde........21-11-2008

Sim, de facto sou eu. MEU DEUS como o tempo passa... o canto era uma das minhas paixões !! aliás, aqui também fiz parte de um grupo coral de música erudita e cantei também muito para a comunidade portuguesa (fado e canção) nos primeiros anos da nossa estadia aqui. Em 1970 até participei no Festival da canção luxemburguesa para a participação na Eurovisão - fiquei em 2° lugar.(there were the days my friend, we thought they never end...etc etc) . Aliás, durante muitos anos me vieram as lágrimas aos olhos quando ia à ópera por não ser eu a estar no palco a cantar... Hoje, digo-me a mim mesma que o destino faz bem as coisas. Várias intervenções cirúrgicas à coluna cervical (mas feitas pela garganta) modificaram bastante a minha voz. Se tivesse seguido por essa via, imagino hoje o problema psicológica que isso me poderia ter acarretado por não poder cantar.
Um abraço do Luxemburgo

Mirandolina ............24-11-2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Reuniões intercalares

O blog está sempre aberto para os grandes temas e pronto para divulgar acções de “trabalho” como esta que aqui é documentada, que nos chega pela mão do José Santana Marques.
Aproveitando mais uma visita do Chaves, que pelos vistos passa mais tempo em Portugal que no Canadá, o “Grupo do Central” juntou-se para “regar” uma amizade que nasceu na Escola por volta de 1959 e não pára de crescer.
Para que fique registado, os intervenientes desta foto, que não se contentam como o almoço de Maio, e avançaram com esta reunião intercalar, são; o Marques, o Chaves, o José Santana Marques, o Gil Siopa e o tocador de serviço, o Mogo, ou como eu conheço o Manuel Coelho.

José Ventura

Comentários:

Ao que parece (pelas ferramentas...!!!)...
Tratou-se de uma reunião de trabalho...!!!
Um abraço solidário para esses amigos...!!!

Maximino........19-11-2008

Vou lançar um desafio público ao Manel Mogo, mais conhecido por Manel Coelho, para no próximo almoço, em Maio, pegar no acordeon e oferecer-nos uma Rapsódia com peças da sua autoria ou não. É que, para quem não saiba o Manel além de músico é também autor/compositor. Esperamos tê-lo connosco, desta vez não te escapas.

Vitor Silva.......20-11-2008

domingo, 16 de novembro de 2008

A Entrada da Escola Velha

De todas as fotografias que fazem parte do nosso arquivo esta é a única que nos mostra a entrada da Escola Velha. Podemos ver ao fundo o edifício principal e se não estou em erro no edifício mais baixo era onde funcionava o "Ginásio".
Esta “relíquia” faz parte do álbum de recordações do Rogério Guimarães, e provavelmente foi obtida por volta de 1962.

José Ventura

Comentários:

É verdadeiramente preciosa esta fotografia ! Com o conhecimento de quem lá fez todo o seu Curso (Geral do Comércio) faço uma correcção. O edifício baixinho era a oficina de Trabalhos Manuais onde "pontificava" (autoritário e nem sempre muito simpático) o Mestre Mateus com a ajuda (sempre compreensivo e amigo) do Mestre Inácio (Oliveira). Belos tempos !

Noronha......16-11-2008

Caro amigo Zé Ventura, esse edifício mais baixo era a oficina de "Trabalhos Manuais". Aí tinha eu aulas com esse grande Mestre e Homem que se chamava Mamede.

Santana Marques......16-11-2008

Ginásio???!!!Não achas que isso era muito fino para a época? O ginásio era ao livre em terreno de saibro. E ainda bem que assim era porque, quando tínhamos aulas na sala 3, dava para, através das janelas, vermos as pernas das nossas colegas nas aulas de Educação Física, ministradas pela Professora D. Rosa. Um abraço.

Sanches.........17-11-2008

A confusão está instalada. Creio que tem tudo a ver com a época de cada um. Nos 2 últimos anos da escola, penso que aquele local era mesmo o «ginásio». No Vestiário não havia duches para limpar a transpiração. As aulas de Trabalhos Manuais eram do lado da mata, e penso que até desciamos umas escadinhas para lá chegarmos. Os mestres eram quase os mesmos, e o prof. de ginástica já era o Silva Bastos, que levava aquilo muito a sério.
Poderei no entanto estar enganado !

José L. Reboleira Alexandre.........17-11-2008

Peço desculpa de contrariar a informação dos três ilustres comentadores, mas de facto, pelo menos nos últimos três anos, da agora chamada "ESCOLA VELHA" a casinha que se mostra, foi realmente o "ginásio !!!??" que eu e mais alguns tivemos que frequentar.Foi nessa casa que durante os dois anos de Ciclo Preparatório e primeiro ano do Geral Comércio o Prof. Silva Bastos me acompanhou em aulas de ginásio, quando chovia, quando fazia bom tempo íamos então para o exterior, local onde hoje funciona o parque de estacionamento do Centro Hospitalar.Nessa altura, as aulas de trabalhos manuais c/ o respectivo fato de macaco de sarja(?)cor de barro, eram ministradas, num edifício do lado poente da escola ao qual se tinha a acesso por umas escadas. Essas escadas também garantiam a passagem das meninas para as aulas de trabalhos manuais e formação feminina e para nós podermos comprar uns bolinhos ou rebuçados numa género de "cantina", que surgia no caminho.

Manuel Vasconcelos........17-11-2008


Bem...eu de ginásio na "Escola Velha...", apenas me lembro de uns pavilhões ao lado do antigo Tribunal que haviam servido de prisão...!!!

Maximino........17-11-2008

Os ilustres comentadores têm todos razão, só que estão a falar de épocas diferentes. Inicialmente, funcionava a oficina de Trab Manuais (1959/62) e o ginásio era na antiga cadeia, na Mata, ao lado do Tribunal velho, onde tive aulas com o saudoso Dr Calheiros Viegas.Posteriormente, sim deixou de ser oficina e passou a ginásio, onde também tive aulas com o Dr Silva Bastos.

Vitor Silva.......17-11-2008

As dúvidas começam a dissipar-se e a luz começa a surgir. É bom observar que os comentários voltaram a marcar presença no Blog. A fotografia foi tirada no ano em que pisei pela primeira vez a «Escola Velha». Nessa altura, as aulas de ginástica decorriam no edifício mais pequeno, transformado num ginásio mais do que improvisado; e as de desporto no exterior, no tal pátio de terra batida ou saibro. Os Trabalhos Manuais, esses, funcionavam no tal edifício com a aparência de fortaleza, junto à Mata e Palácio Real. De cantinas, só me recordo de uma pequena venda de bolos instalada numa sala que fazia a ligação entre o edifício central e o pátio interior. Consoante as possibilidades de cada um, podia optar-se ou por uma simples filhó polvilhada de açúcar amarelo e canela ou por uma verdadeira bola-de-berlim sem recheio e o mesmo açúcar e canela. Não me recordo dos preços exactos, mas contava-se em tostões. Creio que 10 e 15 respectivamente. Ou seria 5 e 10, pouco importa. Uma exorbitância. Quando nos mudámos para a «Escola Nova», nem queríamos acreditar em tanto luxo. O Professor Silva Bastos terá sido, entre o corpo docente da época, o que mais sentiu as diferenças. Basta pensar no carinho especial que tinha (e nos fazia ter) pelo Ginásio, a menina dos seus olhos.

Artur R. Gonçalves.......18-11-2008

Caros Colegas das diversas gerações.
Só agora entrei nestas "andanças" pelo que estou a dar uma volta no blogue.
Quanto à casinha que aparece na foto, parece que todos os comentadores estão cheios de razão,pois ao longo dos anos a sua utilização foi diversa. No entanto,como sala de trabalhos manuais foi utilizada antes da data indicada pelo Vitor Silva, pois em 49/50 tive eu ali aulas de trabalhos manuais do chamado ciclo-preparatório, com o saudoso mestre MAMEDE.

Mário Reis Capinha 28-12-2008

Não sei a que estão a chamar entrada da "Escola Velha", por acaso a unica que conheci. Acho que o portão que se vê é uma entrada para a mata.A entrada mais abaixo que não está na fotografia, ao lado do chafariz, tinha do lado direito de quem sobe em direcção à Escola, as oficinas, por cima a PSP, do lado esq. a dita entrada para a mata, o edificio que se vê em 1º lugar poderia ser a sala de trabalhos manuais, mais a frente a entrada para a Escola e as escadinhas que ficavam ao lado davam acesso a ceramica. Será?

Jorge Saldanha.........06-10-2009

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Domingo depois da missa

É este o título que a Lurdes Peça atribui a esta foto, datada de 23 de Abril de 1967, que nos enviou de Faro, onde continua a acompanhar o blog da Escola.
Na verdade nos anos sessenta a ida à missa de domingo, seguida de um passeio pelo parque era um ritual quase “sagrado”.
Neste passeio os retratados são; o Nazaré Barbosa, a Mizá, a Maria José, a Lurdes Peça e a Elisabete Fortunato.

José Ventura

Comentários:

Pois é Zé, o pessoal ia todo à missa. Nas Caldas como nas aldeias circundantes. É claro que estou a brincar.

Acerca da foto e apesar de não me lembrar de ninguém, há no entanto uma presença que me é familiar. Estou a falar da Lurdes Peça. Não, não me lembro dela, mas do irmão, e ao ver esta fotografia, fez-se luz e voltei a ver o Peça alto e magro que ficou marcado na minha memória desde aquela altura. Seria porque ele pertencia à MP ou outra coisa qualquer? Não sei. Porque motivo é que houve colegas com quem lidámos diariamente que desapareceram das nossas recordações, e outros que afinal nem sequer eram do nosso curso, nem das nossas relações diárias e ficaram gravados. Creio ser isto tema para análise mais profunda. Freud teria certamente uma resposta. Nós temos apenas dúvidas.

José L Reboleira Alexandre.......14-11-2008

Desta vez, estou um pouco melhor de memórias do que o ZL. Lembro-me muito bem da menina morena que está sentada no canteiro. Morava, tal como eu, para os lados do Chafariz d’El-Rei (bonito nome que o ZV ainda não explorou no «Águas Mornas»). Há uma eternidade que não a vejo. Julgo também já ter visto aqui por Faro alguém muito parecido com a menina loura da bandolete. Quem sabe?O que sei muito bem, em contrapartida, é que por essa altura já não ia à missa com tanta frequência. Nem aos domingos nem aos restantes dias da semana. O W. Somerset Maugham tinha-me dissuadido um pouco dessa prática tão católica. Sobretudo com as dúvidas do protagonista da «Servidão Humana». Nos anos seguintes, ainda frequentei com grande afinco a Capela do Rato em Lisboa. Só que o fazia aos sábados à tarde e não era a convicção religiosa que me movia. Outros tempos, outras realidades, outras motivações...

Artur R. Gonçalves......15-11-2008

Olá! Esta mensagem é em especial para o Artur Gonçalves, de Faro. Sou a menina loura da bandolete, moro em Faro há 30 anos, e de certeza que já nos cruzámos por aí...sem nos vermos!
Um dia, consultando a lista dos antigos alunos, tive a curiosidade de saber se residiam alguns em Faro, e encontrei um Artur Gonçalves. Fui à lista telefónica ver a morada e vi que morava perto de mim.
Como estamos em época natalícia seria engraçado encontrarmo-nos e beber uma bebida quentinha e recordar a nossa escolinha...Que tal?

Lurdes Peça........27-11-2008

Pois é amigo José Reboleira Alexandre, lamento profundamente dizer, mas não me recordo nada do teu nome. Sabes, o tempo apaga em algumas pessoas a capacidade de decorar nomes, isso aconteçe comigo, será da idade? talvez, mas certamente não apaga nunca a lembrança desses dias, dessas imagens que ficam na nossa lembrança remota. Esta foto quase que apostava ter sido a tirar mas acho que foi o Filipe Ventura, que naquela altura andava a "catrapiscar" a Zé. Certamente que virás ao próximo encontro e então nos falaremos. Grande abraço.

Victor Pessa............01-03-2009

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Dia de S.Martinho

Quem disse que naqueles tempos só os homens é que se muniam do garrafão para comemorar o S. Martinho?
Conforme se pode ver pela fotografia que a Letícia nos enviou, as meninas comemoraram o Dia de S. Martinho de 1958, como mandam as normas, ou seja com castanhas e água-pé.
O grupo animado tem a seguinte composição: Monserrate, Lídia Mendes, Cremilde Vasconcelos, Letícia e Isabel Morgado.

José Ventura

Comentários:

A irreverência da juventude é intemporal. Passados cinquenta anos, a alegria mantém-se prodigiosamente presente. Gostava de saber a opinião do «quinteto académico» de meninas sobre o evento, mas nada nos é revelado. Mantém-se o silêncio. A imagem continua a ter de valer por não sei quantas palavras. A avaliar pela fotografia, a esta hora ainda estarão sob os efeitos do S. Martinho, das castanhas e da água-pé.

Artur R. Gonçalves........12-11-2008

Ó Artur, bem podes continuar a provocar o pessoal, que nada sai. Mas a minha linda e elegante vizinha Leticia, (não é para fazer ciúmes à mana) francamente! Toda uma vida dedicada ao ensino (tal como tu Artur), e agora que já somos respeitáveis avôs, com os direitos inerentes(eu e ela claro, que tu és mais jovem...)quantas estórias terás tu para contar, Leta ?Beijinho grande para ti do Canadá.

Zé Luis......14-11-2008

Ó meu caro conterrâneo, é um prazer estar contigo nestas coisas da Net. Pois devo dizer-te que aquele grupo era realmente espectacular (p`rá frente). Irreverência atendendo à época?! Talvez. Mas a água-pé era certamente muito fraquinha, por sinal também era do Chão da Parada (era santa). Que belos tempos!Já agora, agradeço a cortesia de um grande cavalheiro, que é o meu amigo Zé Luís.Um beijo para todos vós.

Letícia......18-11-2008

domingo, 9 de novembro de 2008

O grande acampamento da Juventude


Através do Jorge Sobral, já foi referenciado neste blog o Grande Acampamento da Juventude.

Muita gente da minha geração lembra-se bem do programa "Página 1", que José Manuel Nunes fazia na Rádio Renascença em finais da década de 60 e inícios da de 70, era um programa predominantemente musical, em que surgia por vezes alguma informação ao longo da emissão.O programa "Página 1" constituiu uma imagem de marca da Renascença naquela altura e influenciou a maneira de fazer rádio, tanto em Portugal como nas colónias. Mesmo nas pequenas rádios dos confins de África se faziam programas confessadamente influenciados pelo "Página 1", como era o caso do programa "África 1", do Rádio Clube do Moxico, no Leste de Angola.

Vem esta recordação a propósito, pois o Manuel Vasconcelos foi descobrir nas suas “velharias” o crachá e o Autocolante do Acampamento realizado em 1970 nas Caldas da Rainha

José Ventura

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Primeira turma de Electricistas

No ano lectivo de 1963/64, último ano da Escola Velha, abriu o Curso de Formação Montador Electricista, e esta fotografia que faz parte do álbum do Mestre Raul, lembra-nos os alunos que fizeram parte da turma.
O Pereira Alberto, o Vítor peça, o Filipe, o João, O Louro… Bem... mas o melhor é consultar a lista da turma (clica aqui)

José Ventura

Comentários:

CADÊ ..... EU ???????

A. Gandaio........11-11-2008

Pára tudo!!!
Esta não conhecia e ainda bem que a vi. Eu explico. Na foto está um grande companheiro que nunca mais vi. Trata-se do José João Duarte Pacheco, "ganda" maluco. Éramos além de colegas vizinhos no mesmo prédio. Sei que ele já andou pela Caldas em visita, mas infelizmente eu não estava cá. Grande abraço a todos.

Victor Pessa..........01-03-2009

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os amigos que vão partindo

Companheiros...a vida tem destas coisas e de vez em quando, na nossa roda de recordações dos tempos idos, vamos ficando mais pobres, por mais um amigo que parte
para sempre...
Desta vez, deixou-nos o nossos amigo "Batata", o Carlos Manuel Ferreira de Almeida...
Era uma figura incontornável nos nossos encontros, onde este ano faltou, porque a saúde "lhe pregou uma partida"...agora, o Carlos não mais estará nos nossos almoços pessoalmente, mas será mais um que iremos recordar juntando-o a outros...até que o último de nós acabe também por partir...
Amanhã, o seu corpo será cremado pelas 14, 00 em Lisboa depois de às 12,00 se proceder a um Serviço Religioso na Igreja de Fátima em Lisboa...
Depois, as suas cinzas serão depositadas no Cemitério de Óbidos...é bem verdade que saímos do pó e ao pó voltaremos...
Descansa em paz amigo...
Também não te esqueceremos...

Maximino


Comentários:

Permite-me, Maximino, que me junte a ti na evocação do Batata. Que descanse em paz até que, um a um, nos juntemos a ele.Um abraço do

Noronha.........04-11-2008

Fiquei muito emocionado com a notícia hoje dada pelo Maximino, da morte do nosso "Batata". Foi meu colega de turma durante vários anos e guardo dele a recordação de um feitio dócil e contemporizador. Não sabia sequer da sua doença. Sempre considerei o Zé Maria como dos melhores homens da nossa geração e tenho dele uma saudade profunda mas, em termos pessoais e de caracter, o Carlos foi também um colega de eleição.Um abraço.

Sanches........04-11-2008

domingo, 2 de novembro de 2008

Dia da espiga de 1959

Estas fotografias vistas a quase 50 anos de distância, mostra-nos, entre outras coisas, que a moda em matéria de vestuário sofreu alterações profundas.
Os meninos e meninas e alguns professores, aproveitaram o dia da espiga para o “retrato de família”, que nos chega através da Quina.

José Ventura

Comentários:

Amigos(as) Aqui vai a primeira ajuda para identificação destes(as) jovens cinquentões... De pé da direita para a esquerda, a segunda "menina" é a Manuela Pedreiro.
De cócoras o jovem do meio, parece-me o Calado, distinto industrial da Maiorga de Alcobaça e na altura meu colega de turma.Saudações amigas... e Leoninas do

Antonio Nobre.........02-11-2008

Em baixo, à esquerda, está o Patuleia (do Bombarral)Em cima e da esquerda para a direita, depois da Dra. Elvira B. Monteiro e da D. Maria do Céu, está a Lurdes (de óculos), a Evangelina, a Joaquina, e a Edite (antes da Manuela Pedreiro).Dos outros não me lembro do nome, a idade vai comendo neurónios...

Anónimo......04-11-2008

Ó Nobre junta lá ao trio de ataque o Armindo "três dezes". Recordas-te?

Marques..........17-04-2009

Olá "XÔ Marques" como diria o nosso saudoso e comum grande amigo Zé Maria.
Claro que me lembro do "três dezes" , um "puto" muito porreiro e carismatico da nossa Turma. Qué é feito dêle? Nunca mais o vi.
Um abraço do

Antonio Nobre..........18-04-2009

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Andebol na Escola Velha

Pois é…. Desta gente toda o único que reconheço é o Lúcio, primeiro da esquerda da fila de baixo.
Esta fotografia foi obtida na Escola Velha, pois ao fundo lá está o Hospital, logo deve ser do ano de 1962 ou 63 e foi enviada do Funchal pelo Quaresma, que estou certo que irá completar a informação.

José Ventura

Comentário:

O terceiro de cima, da esquerda para a direita é o Delfim

Filipe Domingos.....31-10-2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

34 Anos depois

Em Maio temos o grande encontro anual dos antigos alunos, mas temos notícias que durante o ano se fazem umas almoçaradas onde se juntam antigas colegas de turma.

As fotografias enviadas pela Gina testemunham o reencontro da turma da Formação Feminina, 34 anos depois, onde se pode constatar que as meninas continuam muito divertidas e cada vez mais bonitas.

José Ventura

domingo, 26 de outubro de 2008

Visita a S. Pedro de Moel

Não sei se actualmente as Escolas continuam a promover visitas de estudo a diversos pontos do país, mas nos anos 60,70 estas eram um motivo de festa e aconteciam com alguma regularidade.
Esta foto onde estão a Florete, a Adelaide Seixas e a Mizá Milhanas, vem datada de 29 de Março de 1966, e leva-nos até S. Pedro de Moel recordando uma destas viagens.

José Ventura

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Imponente vacada

Já aqui trouxemos fotografias da garraiada dos finalistas de 1967, mas a Adelaide Seixas no seu álbum tinha lá mais esta, onde aparece montada no burro, com um magnifico sombrero.

Sobre esta “imponente vacada” escreve o Jorge Sobral:

Corria o ano de 1967. Inicia-se aqui a acção dos finalistas da nossa Escola, num terreno que ainda não tinha sido pisado.
Organização de bailes, de espectáculos de poesia e até de teatro, havia já uma tradição, para alem de qualidade assinalável.
Agora organizar espectáculo a meias com vacas bravas, não tinha ainda sido tentado.
Mas uma vez é a primeira.
Podemos dizer com segurança que as vacas ganharam.
Os aficionados também, porque riram a bom rir.
Os intervenientes para não ficarem também a rir levaram que contar.
Merece dizer que este tipo de espectáculos nunca deu dinheiro para os finalistas irem passear, pelo contrário. Mas não vale a pena haver queixas, não deu dinheiro, deu sopa de corno, boas recordações e muita amizade.

Jorge Sobral

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Alunos de 1970

A Ortelina Carreira fez-nos chegar esta fotografia, que assim se junta ao enorme grupo de participantes, pelos menos em termos de imagem, do blog. As participações escritas estão mais difíceis, mas…
Voltando à fotografia que vem datada de 1970, reporta a um “piquenic” levado a cabo por alunos e professores, que eu tenho alguma dificuldade em identificar.

José Ventura

Comentário:

Pois é, quem publica as fotografias podia acompanhá-las de um pequeno texto que nos fornecesse mais pistas para um posterior comentário.

Artur R.Gonçalves......24-10-2008

Estou totalmente de acordo com o Artur. O Zé Ventura devia exigir aos ex-colegas que mandam as fotos, que juntassem um pequeno texto para que todos nos pudessemos situar e eventualmente comentar. Depois destes anos todos, estas fotos sem legenda têm um pouco, o sabor duma mensagem anónima.

J.L.Reboleira Alexandre......26-10-2008

domingo, 19 de outubro de 2008

Na estação de Évora

Numa viagem de estudo a Évora os alunos aproveitaram a pausa e deixaram-se fotografar na estação de caminhos-de-ferro.
Os alunos são do Comércio de 1969, mas só consigo identificar a Lurdes Couto, à esquerda e a Antonieta à direita.
Esta fotografia para chegar ao blog atravessou o Atlântico pois foi enviada da terra do Obama pela Natércia.

José Ventura

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Dia da espiga de 1964

Do Amílcar Moiteiro recebemos esta foto que nos leva até 23 de Abril de 1964, quinta-feira de Ascensão ou para os menos ligados a estas coisas do calendário, também conhecido por dia da espiga.
Já várias vezes se fez aqui referência ao dia da espiga, foi durante muitos anos uma festa de grande participação escolar, e nesta foto prontos para entrar na farra; Teixeira, Silvino, Moiteiro, Constantino e Guimarães.

José Ventura

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Os encantos do Parque






















O parque D.Carlos I sempre foi um local de eleição para tirar umas fotos, não há aluno que se preze que não guarde no seu álbum de recordações “aquela foto a armar em modelo”.
Esta sequência de quatro fotografias é o exemplo disso mesmo.
Só falta identificar os “artistas”, Quem serão? Aceitam-se palpites.

José Ventura

Comentário:

Chico Cera, Fernanda Beatriz, Sanches. A mocinha da foto da direita não sei...

Anónimo.......14-10-2008

A mocinha em cima, à direira, é a Ester.
E a mocinha a quem o Sanches se "atrelou" ?

Anónimo.......15-10-2008

Recuso-me a identificar a mocinha a quem me "atrelei" mas afirmo que, sem lipo-aspirações e outros tratamentos afins, o seu corpo mantém a firmeza e a beleza de há cinquenta e alguns anos.Quem a quizer visitar, encontrá-la-á, viçosa e bela, no sítio do costume.

Sanches.......16-10-2008

Anónimos e mais anónimos, será que esta gente com a idade que têm ainda não perdeu a "vergonha"?

Aires Macela..... 16-10-2008

Olá Macela
Estás a chamar "velhos" aos cotas da nossa geração? Outro assunto este sério. Tinhas prometido que numa próxima vinda a Caldas me contactarias para nos encontrarmos. Para quando pensas que tal possa acontecer?Um abraço

Nobre........17-10-2008

Ora viva Nobre
Então não é mais giro o pessoal assinar os seus comentários? É que assim podemos relacionar aquele nome com a respectiva cara que, se calhar, não vemos há que séculos!Quanto a ir às Caldas, fica descançado que quando lá for eu aviso.Um abraço

Aires Macela - 27-10-2008

O Chico Cera que era conhecido como o "Principe das Cavacas", provavelmente por ser filho do REI DAS CAVACAS, que ficava ali proximo do Hospital Termal (?) e tinha uma letra que só ele entendia.

Xiveve............23-09-2009

domingo, 12 de outubro de 2008

As alunas e o Prof. Fernando Andrade

Esta fotografia de 14 de Junho de 1967 traz para o Blog o Professor Fernando Andrade, que julgo que dava Calculo Comercial, e tinha uma enorme falange de admiradoras não só pela excelência das suas aulas mas também porque era um galã que irradiava simpatia.
As meninas são a Matilde, que nos trouxe esta foto, Teresa Monterroso, a Fernanda Violante, a Isabel Diniz e a Eugénia Falua

José Ventura


Comentários:

Chamavamos-lhe o Fernandinho ... das garotas.
Era um jovem, a concluir a licenciatura, quando veio dar aulas para as Caldas. Ainda hoje tem por cá muitos amigos nos seus antigos alunos. É visita da Foz, onde passa todos os anos parte das suas férias de Verão.Continua ligado ao ensino, como professor universitário.Fui seu aluno, em Cálculo e em Contabilidade e sou um dos que ele distingue com a sua simpatia e apreço.

Orlando Sousa Santos.......14-10-2008

Tive o privilégio de ter estado com o Fernando Andrade em 1970, em sua casa, quando estive de "férias" no quartel de Viseu. Durante 3 meses confraternizámos, pois fui almoçar com ele algumas vezes. Grande abraço.

Victor Pessa..........01-03-2009

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Alunos de 1952

O Marques da Silva traz para este blog uma fotografia dos seus colegas de turma do Comércio do ano de 1952.
Os meninos, agora “sessentões”, são o Luzio, o Marques da Silva, o Luís Filipe, o Carlos Pinto, o António Marcos, o José Barros e o Raimundo Lau.

José Ventura

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Foi há 44 anos

“Causou o mais vivo entusiasmo em toda a região que tem por centro a nossa cidade a abertura amanhã, ao serviço da grande massa escolar que deseja ingressar no ensino técnico, das novas instalações da Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha, importante melhoramento com que o Governo dotou a nossa terra.
Tal facto não poderia passar indiferente dado que se trata de uma obra onde foram investidos cerca de 15 mil contos e da qual beneficiam alguns milhares de jovens que desejam ingressar no ensino técnico ou na vida comercial.
Ocupando uma vasta área de terreno que vai da Estrada de Tornada à estrada para o Couto e Santa Catarina, a nova Escola está dotada de tudo quanto há de mais moderno para o ensino.
Aulas e oficinas espaçosas, instalações modelares, enfim um conjunto bem harmonioso de edificações majestosas que honram a cidade e quem as concebeu.
Embora a sua inauguração oficial se faça mais tarde não queremos deixar de salientar o que foi a intensa actividade na solução de um problema que se arrastou durante vários anos, do respectivo Director Sr. Dr. Leonel de Sotto Mayor que encontrou por parte do Sr. Ministro das Obras Públicas, Eng. Arantes e Oliveira, bom amigo da nossa terra, as facilidades inerentes ao fim pretendido.”


Gazeta das Caldas.....06-10-1964

domingo, 5 de outubro de 2008

Maria Helena Coimbra

A Gazeta das Caldas na sua edição de 3 de Outubro dava-nos conta da morte da Dra. Maria Helena Coimbra que além de Conservadora do Museu de José Malhoa, foi também Professora na Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha, na década de sessenta.
Entrou para o Museu José Malhoa em 1949, tendo estagiado com João Couto, Maria José Mendonça e António Montez, onde esteve como conservadora interina até 1951, através de concurso passou a efectiva em 1969. Ocupou ainda o cargo de Conservadora do Museu de Arte Popular em Lisboa e frequentou um estágio em Columbos (Ohio) nos Estados Unidos.

Nesta fotografia, que se junta a este pequeno texto, datada de 1966 podemos ver além de outros professores a Dra. Helena Coimbra (fila da frente, terceira da esquerda para a direita).

José Ventura

Nota: vale a pena ler o post do Prof. João Serra em O que eu andei...

Comentários:

Nesse ano foi minha professora a Drª. Maria Helena Coimbra, tive conhecimento hoje ao abrir a Gazeta, que faleceu no passado dia 24 a minha madrinha de crisma, de todos os meus professores na nossa escola foi sem dúvida a que mais saudade me deixa, pela meneira de estar, de conviver com todos. Um bom exemplo a seguir. embora não seja bem o local apropriado permita-me Ventura que apresente por este meio os meus pêsames à familia.

Anónimo.......05-10-2008

Caro Jorge; Alguém me mandou um Blog com a notícia do falecimento da Helena. Eu Queria responder mas não consegui. Aqui vão os meus sentimentos, talvez tu possas colocar no Blog. Conheci a Helena na América. A sua alegria e simpatia cativou-me, apesar da distância que nos separou a Helena foi uma amiga muito dedicada e sempre disposta a ajudar-me com muito amor e amabilidade. Apesar de eu ter algumas amigas em Portugal considerei a Helena uma amiga muito especial. O seu sorriso estará sempre na minha memória. A nossa amizade será eterna. O seu amor pela familia, especialmente pelo Jorge, também será eterno.

Este mail foi enviado para o Jorge, (Julgo que é o Sr. Jorge Ribeiro, marido da Dra. Helena Coimbra)que depois reenviou para o Blog com o comentário: Esta pessoa, em tempos idos, viveu nas Caldas da Rainha com os pais. O pai teve aí uma oficina.

Jorge......11-10-2008

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Turma A da formação Feminina



















Esta fotografia datada de 10 de Março de 1963, último ano da Escola velha, vem do álbum de recordações da Maria do Carmo e da São Venda e traz para o Blog a Turma A do 2º Ano da Formação Feminina.
A pauta do lado direito (Clica na foto para ampliar)dá uma ajuda para identificar as meninas que estavam no anfiteatro, provavelmente aguardando o início da aula.

José Ventura

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Finalistas de 1968

Esta fotografia é comum ao álbum de recordações da Maria dos Anjos e da Fernanda Campôto e recorda-nos a viagem de finalistas de 1968.
Os alunos que posaram para a fotografia, aproveitando a pausa na viagem, são o Francisco Coutinho, a Fernanda Campôto, o Alpalhão e a Maria dos Anjos, sentados no banco.
De pé a Anabela Nobre, o Quintela, ? e a Dulce.

José Ventura


Comentário:

Se a memória não me trái 0 primeiro que está sentado no banco é o Micael.
(Na verdade é o Francisco Coutinho, que chegou a ser presidente da C.M.Batalha)

C. Nobre........20-10-2008

domingo, 28 de setembro de 2008

Quinta-feira da Espiga de 1963

Esta fotografia da Manuela Pedreiro, tirada em 23-05-1963 no Ameal, relembra-nos o dia da Espiga.
Entre vários alunos reconheço a Professora Elvira Bento Monteiro e a Professora Maria do Céu.
A quinta-feira de Ascensão, era um dia de grande divertimento e confraternização de alunos e Professores.

José Ventura

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Finalistas de 1956

Do Manuel Patuleia do Bombarral recebemos esta fotografia de 1956 (foi ontem), que traz para o blog a recordação da excursão de finalistas.
Em pé da esquerda para a direita – Quim (Bombarral), Luís Filipe e Duarte Ferreira. Em baixo Manuel Patuleia.

José Ventura

terça-feira, 23 de setembro de 2008

É pá! Estás na mesma!

Esta semana fui até Lamego, e levava na bagagem entre outras coisas a missão de procurar o meu amigo João Almeida para lhe dar um abraço.
Falar do João Almeida é um pouco vago, mas se disser o nome pelo qual era conhecido “João Torto” não há aluno dos anos sessenta que não o conheça, pois era daqueles alunos que “faziam parte da mobília”.
E o encontro aconteceu, a Escola foi tema central da conversa, falámos dos colegas, das Caldas, das voltas que a vida dá… eu sei lá, as conversas entrelaçavam-se umas nas outras, sem nunca chegar ao fim.
Muito ficou por dizer, mas despedi-me com a certeza que no próximo encontro, em Maio de 2009, vamos continuar a conversa, porque há sempre uma história nova para contar e amigos para rever.
No regresso vinha muito feliz porque estes encontros, quarenta anos depois, fazem muito bem à alma.

José Ventura


Comentários:

Amigo João, na realidade estás quase na mesma. Fico muito satisfeito por saber que estás bem.(deve ser dos presuntos...)Espero que num futuro proximo nos encontremos para dar aquele abraço que ha muito não damos. Um abraço do

A.Gandaio..........24-09-2008

Grande fadista o João.

Anónimo.........24-09-2008

Olá.
Eu andei com o João desde a primária, local onde, numa "jogatana", ele teve o azar de partir a perna. Claro que depois desse dia o João passou a chamar-se João "Torto", por essa razão.Espero também que nos possamos ver num próximo encontro. Grande abraço.

Vitor Pessa.......22-11-2008

domingo, 21 de setembro de 2008

Grande Acampamento da Juventude - 1970




















Foi dos acontecimentos mais extraordinários que foram realizados na nossa cidade, mais propriamente na Mata, nos dias 13 e 14 de Junho.
"Pagina 1" Grande programa de rádio, que salvo erro, era transmitido pelo Rádio Clube Português, e onde imperavam grandes locutores como Joaquim Furtado, entre outros.
Este programa de grande qualidade, transmitia sobretudo e promovia a nova música portuguesa e os seus novos interpretes.
Foi este programa, que era ouvido pela grande parte dos jovens portugueses, que promoveu este grande acampamento nacional, trazendo a nele actuar nomes como, Paulo de Carvalho, Os 1111, com José Cid, Manuel Freire, Carlos Mendes, José Afonso, José Jorge Letria, Adriano Correia de Oliveira, Fernando Tordo, Padre Fanhais e tantos outros.
A Juventude aderiu em massa. Jovens de todo o país vieram ate cá.
As fotografias mostram um fotógrafo (?) trajado à época (Jorge Sobral), podendo ver-se ainda várias caras da nossa escola dançando ao som do conjunto Pop Five. Pedro Freitas, Ela, David filho, Luísa Pimenta, Teresa Robim.
Escusado será dizer que este tipo de encontros enquadrava na necessidade que os jovens tinham de encontrar alternativas às formas tradicionais e controladas de convívios onde imperavam rígidas normas instituídas pelo Ministério da educação do Estado Novo.
A verdade é que os jovens acabavam também eles por encontrar novos conceitos de convívio e de elevar o que de progressista havia em Portugal, nomeadamente na música.
Foi uma jornada inesquecível.
Nada voltou a ser igual para os jovens que neste acampamento participaram.
As Caldas voltavam a estar no topo das iniciativas culturais nacionais, desafiando o poder instituído.

Jorge Sobral

Comentários:


De volta depois de umas mini-férias na Peninsula de Gaspé, apenas a 1000 Kms de Montreal, onde descobri que afinal o bacalhau lusitano, além da Terra Nova, vinha muito do Québec igualmente. Mas apenas o de superior qualidade, pois o outro partia para os escravos do Brasil e das Caraíbas. Viagem maravilhosa por espaços imensos, com a descoberta de um autêntico museu vivo sobre a história da pesca e comércio do bacalhau. Como o telemóvel ainda não funciona naqueles sitios o portátil que levei tornou-se inútil. E água em casa só a dos poços artesianos. Voltando ao artigo do Sobral se os nomes nos são familiares, já o evento em si está completamente deleted da minha memória. Era época de exames em Lisboa.

Quanto ao «salvo erro» que ele menciona, o programa não era do Rádio Clube mas sim da Renascença e o locutor da época dava pelo nome de Adelino Gomes. Um dos nossos maiores radialistas da altura e talvez de sempre. Era por mim religiosamente escutado todos os dias da semana a partir das 19;30, se não me engano, no que a hora concerne.As fotos que junto referem-se uma á relação que existe entre o bacalhau de Gaspé e os povos do Mediterrâneo e a outra às rotas marítimas do mesmo.


José L. Alexandre ......28-09-2009

Era o Adelino Gomes e o José Manuel Nunes.

Anónimo.......06-10-2008

Este foi um acontecimento importantíssimo e mostra que as Caldas estavam, nessa altura, na rota desses acontecimentos. Obrigado ao Jorge Sobral pela evocação.
Quanto ao Página 1 era efectivamente na Renascença das 19h30m às 21h com o José Manuel Nunes, não me lembro do Adelino Gomes fazer programas musicais na Renascença nessa altura.
Eu ouvia pouco o Página 1 porque entre as 19 e as 21 horas, de 1965 a 1972, o Rádio Clube em FM apresentava o que foi, sem concorrência, o melhor programa de Rock e Pop de sempre na rádio portuguesa. Chamava-se "Em Órbita" e era apresentado pelo Cândido Mota.

J.J..........14-10-2008

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Festival Gimnodesportivo

Este cartaz que o José Luís Brilhante foi descobrir no baú das memórias relembra os encontros desportivos com outras escolas, mas fundamentalmente as classes de ginástica que o Prof. Silva Bastos tão bem dirigia.
Quem foi aluno do Professor não esquece os ensinamentos que não se limitavam só aos aspectos desportivos, foi também de grande importância na implantação de hábitos de higiene e sociais.
O rigor que colocava em tudo o que fazia era outra imagem de marca.
Um dia destes vou ver se o descubro para lhe dar conta da importância que teve no nosso desenvolvimento.


José Ventura

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Abril de 66

Esta foto faz-me pensar qual seria a filosofia que obrigava ao uso das batas brancas, não que eu tenha alguma coisa contra as “fardas”, antes pelo contrário, pois assim as classes sociais não eram tão vincadas, pelo menos aparentemente éramos todos iguais.
Mas filosofias à parte esta fotografia foi tirada no dia 21 de Abril de 1966, Dia da Espiga, e as meninas são a Ana Cândido, a Celeste, a Lurdes Peça e a São (que será feito dela?).
Este documento chega-nos pela mão da Lurdes Peça que continua a acompanhar este blog na capital do Algarve.

José Ventura

Comentários:

Não resisto a comentar esta das batas. Lembrou-me as trocas de "piropos" entre as meninas do ERO (as Zebras, por causa das batas às riscas) e da Escola(as Baleias, por analogia com Moby Dick, a Baleia Branca). Não era só entre os rapazes que existiam estas pequenas picardias. Alguma das "Baleias" ou das "Zebras" se lembra disto?

J.J...........17-09-2008

Mais do que as simples picardias a que refere o J. Jales, teriam existido cenas de verdadeira guerra. Não sei se se tratava de «contos urbanos» mas nos 2 anos em que andei na Escola Velha, nas traseiras do Chafariz das 5 Bicas, era frequente ouvir da boca dos veteranos o relato das autênticas batalhas campais à base de pedras ou outros objectos «apropriados» que eram lançados da parte de dentro do muro para a estrada e vice-versa.

Mas eu penso que se tais guerras existiram, mais não eram do que manifestaçôs de mútuo carinho.

Quando o JJ frequentou o ERO, já a escola estava na estrada de Tornada, por isso não poderá confirmar, ou infirmar tais situações, mas haverá por aqui quem possa dizer mais qualquer coisa. Há alguns nomes dos habituais frequentadores do nosso blog que certamente andaram por lá a mandar pedras às «zebrinhas» que desciam a ladeira.


J.L.Reboleira Alexandre......18-09-2008

Olá Zé Luis
Encontramo-nos então hoje deste lado...
Eu já estava no ERO no último ano da Escola Velha (1963/64).
Estão referidos episódios dessas picardias, para além das verbais, nalguns artigos no Blog do ERO, nomeadamente pelo Artur Alves que, no seu "famoso" artigo refere até um deles, passado comigo, junto à Praça de Touros.
Obviamente parece ter sido nos quatro anos (1960-64) em que a Escola era onde referes e o Colégio no cimo da Diário de Notícias que esses "derbys paleolíticos" foram mais frequentes. Depois o afastamento resfriou os ânimos (longe da vista, longe do coração...) e eu acabei por ter vários amigos na Escola na transição de sessenta para setenta. Mas há aqui estórias para contar, mas por gente mais velha que eu!
Estava a brincar com o "deste lado", claro.Um abraço

JJ.........18-09-2008

Olá J.J. e Reboleira: sou mais antigo pois acabei o curso em 59/60 e o que eu posso dizer das confrontações entre escola e liceu era apenas no futebol, mas mesmo assim havia boa amizade, entre muitos que eu me lembro e que eram o Ventura o Honório os Calistos o guarda redes Varela o To Freitas o F. Figueiredo os Morais e outros. Numa das fotos do ERO, está um que se tornou famoso no meu Sporting: o Moura e que se tornou conhecido pelo nome de Lourenço. Não estou bem certo quem é o Jales mas o nome não me é estranho Estou aqui no Canadá fez no dia 7, 42 anos, mas joguei a bola com todos eles e alguns possivelmente tiveram que ir ao oftalmologista pois nunca sabiam por onde eu passava com a bola.Se a memoria não me atraiçoa o liceu era perto do Capristanos antes de ir para o presente local De verdade não me lembro de grandes eventos entre as meninas do liceu e as da escola a não ser quando havia algum jogo de bola entre as duas equipas e ai sim havia alguma rivalidade Como o Jales entrou no blog se ele tiver oportunidade de falar com o Zé. L. Lalanda, se ele se lembra da sua récita que era assim :
O CATAVENTO
Vaidade, pedantismo sem mistura No fundo entre tretas bagatelas. Entre patetas faz mistura Mas o que o amigo não revela E não ser galo nesta altura Mas sim uma reles tampa de panela. O Figueiredo sempre vinha com o Bate leve , levemente Como quem chama por mim...... O saudoso Leiria com o Edital Manuel era um petiz de palmo e meio Ou pouco mais teria de verdade.......Agora como muitos de nós teve como professor o Pr.Lalanda Ribeiro,isto era o que se cantava a caminho do pinhal do parque em que ele era o maestro

O SOL ANDA E DESANDA
CORRE O MUNDO, CORRE O MUNDO
EM REDOR
EU NAO ANDO NEM DESANDO
SOU LEAL SOU LEAL
AO MEU AMOR

A MINHA VIOLA E NOVA
COMPREI-A POR UM VINTEM
UM VINTEM NAO E DINHEIRO
MAS A VIOLA TOCA BEM

Tudo isto foi há 60 anos certamente haverá alguns enganos. Amigo Reboleira eu vou de volta a Portugal por uns tempos. Montreal talvez um dia Adeus jovens do outrora Chaves

Joaquim Chaves………20-09-2008


Já tive ocasião de escrever ao Blog do João Jales dizendo que há demasiadas historias á volta disto.Todos falam de lutas e rivalidades noutros tempos, mas nunca no tempo deles!!!O Zé Luis diz que foi antes dele,mas antes dele foi o Joaquim Chaves que diz que jogavam`á bola e se davam todos bem! Houve sempre bocas e uns chega pra lá quando havia copos,miudas,bailes mas mais nada e nunca apareceramam os valentões que participaram a dizer como foi.Tem graça o J chaves dizer que se lembra do nome do Jales e depois falar do oftalmologista - pois o Dr Jales é o pai dele!Abraços e saudades.

Fernando Rodrigues......23-09-2008

Na foto me dá a impressao de ser a Sao Barbosa, se assim for está nos USA à largos anos.

Orlando Desidério.........08-12-2008

sábado, 13 de setembro de 2008

Finalistas de 1972

Não têm aparecido muitas fotografias dos anos setenta, mas o Luís Henriques deu uma ajuda e trouxe para o Blog, esta que retrata o grupo de finalistas de 1972 durante a sua viagem.
Para ver se os meninos se portavam bem lá está o Dr. João Correia e o Dra. Isabel Correia.
Os alunos são muitos e reconheço vários sem dificuldade. Realço no entanto o Botelho (em pé 3º da esquerda, camisola grená), que em Maio participou pela primeira vez, com enorme entusiasmo, no encontro dos antigos alunos, e infelizmente o “destino já o levou para outras paragens”.

José Ventura

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Exame de Economia Doméstica

No final do curso da Formação Feminina as alunas organizavam um Lanche para dar a conhecer as técnicas que tinham aprendido no que respeitava à organização das tarefas do lar.
Este lanche organizado com toda a pompa e circunstância era avaliado por um júri que atribuía a respectiva nota.
Neste cartão que a Lucília guarda na sua caixa de recordações dá-nos conta da prova organizada em 15 de Junho de 1962.

Comentários:

Que peça bonita!
Reconheci as assinaturas de Alice Carvalho, Elvira Bento Monteiro, José Manuel Bento Monteiro, José Amílcar Craveiro Paiva e Joaquim Manuel Abreu Sarmento. Só não fui aluno do Dr. Sarmento, mas tive com ele algumas peripécias que guardo na gaveta mais funda da secretária da memória. As duas mulheres marcaram-me para a vida: a Drª. Alice , que me mostrou, cedo, que vale a pena acreditar sempre no futuro; a Drª. Elvira, por ter aclarado, sedimentado e incentivado o gosto pela leitura, que ainda hoje pratico.

Orlando Sousa Santos.........09-09-2008

Ao ver o comentário que o Orlando deixou, vejo que não foi só a mim que a Dra Elvira Bento Monteiro incutiu o gosto pelo uso da escrita e da leitura da lingua portuguesa. Mais de 40 anos depois lembro-me, como se fosse hoje, do comentário que ela me dirigiu, e ao calmeirão do Orlando Manuel Matias da Graça, que nunca mais encontrei, após um exercício de leitura de um texto em Português. O Orlando Graça, com aquela voz grossa que o cracterizava, e eu bem mais miúdo, e de aspecto mais frágil, com a voz a condizer. Mas que bom foi ouvir as palavras da nossa professora. Não sei se o Orlando nos segue, nem se se lembra do elogio, mas no que me concerne, e após 32 anos fora de Portugal, creio que a ela devo o gosto pela leitura dos nossos escritores, e pela nossa lingua. Só gostei um pouquinho menos foi dos Lusiadas, na altura em que eram parte obrigatória do currículo.

Obrigado Dra Elvira, e se o Miguel BM aparecer por aqui, publicamente lhe peço que agradeça à sua mãe por tudo o que ela fez por nós.

J.L.Reboleira Alexandre......10-09-2008

Nunca é demasiado tarde para reconhecer o papel que os mestres acima destacados desempenharam na formação pessoal dos jovens que então éramos, mesmo que esse testemunho se faça à distância de várias décadas. No que ao gosto pela leitura se refere, gostaria de destacar o nome do dr. José Manuel Bento Monteiro e acrescentar o super nome da dra. Deolinda Ribeiro. Sobre o primeiro, já teci alguns considerandos noutras ocasiões. Sobre a segunda, recordaria as bibliotecas de turma que punha os alunos a dinamanizar nas aulas de «Língua História Pátria» do antigo Ciclo Preparatório, os muitos títulos que lemos e comentámos oralmente e por escrito, as pesquisas que nos sentimos obrigados a fazer numa altura em que a NET não existia nem sequer nas imaginações mais delirantes. A dra. Elvira Bento Monteiro fez verdadeiros milagres em muitos de nós, sobretudo se nos lembrarmos que os planos curriculares da época reduziam o estudo da literatura a pouco mais do que a uma resenha biobibliográfica bastante sucinta dos respectivos autores e a análise d’ «Os Lusíadas» em pouco ultrapassava a divisão e classificação de orações, a hiperbolização dos heróis nacionais ou o esclarecimento rápido de algumas figuras míticas destacadas por Camões na composição da epopeia. O estudo mais aprofundado dessa e doutras obras da Literatura Portuguesa teria de esperar por outros contextos mais adequados. De qualquer modo, o bichinho da leitura, os alicerces da cultura literária, o gosto compulsivo pelos livros vem-me, em grande parte, desse período. Com grande satisfação, tenho vindo a aperceber-me não ser um caso único na «República das Letras». Os depoimentos anteriores são uma prova cabal disso.

Artur R. Gonçalves.........11-09-2008

sábado, 6 de setembro de 2008

Representação da Peça de Jean Anouilh

As actividades circum-escolares.
Era assim que se denominavam as actividades paralelas às aulas, neste caso representadas por iniciativas de índole cultural.
Estas fotografias representam a iniciativa que o Dr. Bento Monteiro, professor de História, naquele ano de 1968, entendeu levar por diante, com a colaboração do então mais jovem Dr. Mário Tavares, também ele professor da mesma disciplina.
A tarefa não era fácil, uma vez que a maioria esmagadora dos alunos nunca tinham participado em peças de teatro.
Por outro lado, este desejo de representar um clássico da tragédia Grega, tinha como intenção realizar um trabalho mais elaborado, fugindo assim ao que até ali se tinha feito, que eram pequenas récitas, normalmente parodiando os professores.
A empreitada não era fácil, mas o desejo de que tal se fizesse era enorme, nomeadamente por parte da docência.
Este projecto, como as fotografias documentam, tinham a participação dos alunos dos cursos do comércio e indústria.
A directoria da escola colocava grande entusiasmo nestas realizações.
Recordo-me de que era necessário transportar cerca de quinhentas cadeiras das salas de aula para o ginásio. Tarefa que os trabalhadores auxiliares nem sempre o faziam com grande entusiasmo.
Por outro lado o Professor Bastos, torcia sempre o nariz, uma vez que o verniz do pavilhão “estalava” com facilidade.
Mas esta peça foi representada com grande dedicação, tendo-se recebido do público presente, que eram algumas centenas, o devido prémio de reconhecimento, não só pela dedicação mas também por alguma qualidade cénica dos actores.
Este pontapé de saída, levou a que nos anos seguintes se mantivesse o espírito, sendo-se cada vez mais exigente, na escolha do reportório, e na elaboração das representações.
Ao olhar para o grupo participante, lembro as amizades que ficaram, os namoros que se fizeram e desfizeram e os que deram em casamento.
Fica a pena de não saber por andam alguns e a tristeza profunda de ter conhecimento que nem todos já estão entre nós.

Jorge Sobral



Comentário:

O dr. Bento Monteiro era, de facto, o grande dinamizador cultural dos anos 60 na Escola, designadamente na divulgação quase sempre polémica dos grandes heróis da imaginação literária, musical e artística em geral. Tudo começava nas aulas de Português e História, prolongando-se depois nas actividades de ampliação extra curricular. Uma das vezes, organizou uma expedição de recolha de artefactos pré-históricos na Serra do Bouro. Como os transportes não abundavam, lá partimos quase todos de bicicleta atrás do automóvel do mestre arqueólogo. No regresso, trouxemos, com grande satisfação de missão cumprida, um punhado de coups de poing e raspadeiras primitivas em pedra lascada. Creio que chegaram a estar expostas no Museu da Escola. No caso concreto das experiências teatrais, lembro-me com alguma precisão das palavras premonitórias que dedicou à tragédia em apreço: «Um dia ainda dirão ter assistido à representação da ANTÍGONA de Jean Anouilh». Na altura, o autor e a obra faziam parte daquele punhado enorme de casos pouco queridos do Estado Novo. Estreada na cidade de Paris em 1944, durante a ocupação alemã, o antagonismo trágico protagonizado por Antígona e Creonte representava a resistência francesa contra as leis despóticas do Marechal Pétain. As semelhanças com a realidade portuguesa da época não podiam ser mais claras. Passados 40 anos, aqui estamos nós a comentar o drama e dramaturgo. O dr. Bento Monteiro tinha razão nesse distante ano de 1968.

Artur R.Gonçalves.........07-09-2008