domingo, 29 de março de 2009

A”Escola Velha”



















O nosso encontro anual está quase a chegar, na próxima semana serão dados mais pormenores, mas podemos adiantar que a concentração se fará na “Escola Nova” ou mais propriamente na Escola Rafael Bordalo Pinheiro.
É importante ir mobilizando novas gerações, mas é fundamental que as gerações mais “velhas” continuem a dizer “presente” aos nossos encontros, que são uma festa de grandes emoções, de todos os que tiveram o privilégio de ter estudado na Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha.
As fotos que hoje se publicam mostram-nos a fachada da escola velha, e à porta o Sr. Gouveia, chefe da secretaria, com dois distintos cavalheiros que eu não consigo identificar.

José Ventura

Comentários:

Eu já não estava lá e provavelmente já não havia a turma C. Digo isto porque a velocidade que a malta de fora saía para apanhar a automotora das 6 iam bater no posto eléctrico que está lá no meio e certamente era uma luz fraca e pior ainda se fosse no inverno. Admito estar errado. mas....

Chaves........31-03-2009

O "cavalheiro" da esquerda é o Sr. Pereira que, também era funcionário da secretaria.O do chapéu não me recordo.

Santana .........31-03-2009

Meu caro Chaves,
Vê-se bem que não ias ver nem acompanhar as miúdas à estação!!!
Não havia nenhuma automotora às 6 Horas. Havia, sim, uma às 18H45 para o lado do Bombarral e outra às 19H10 para o lado de S. Martinho.
Um abraço que se estenda daí (Toronto) até Montreal, terra onde fui muito feliz.

Sanches.........01-04-2009

Amigo Sanches
Eu posso não concordar, mas não te vou dizer que estás errado, eu gostaria que alguém da turma C viesse servir de árbitro pois até 59/60, se a memoria não me atraiçoa a saída era as 17/ 55, mas posso estar errado.
O senhor de chapéu parece-me o professor Matos de Português, apenas uma dúvida, se em 63 ele não teria já falecido. Se eu estiver certo desta vez não escapas de pagar uma ginginha.

Chaves............01-04-2009

Mas eu devo estar mesmo muito esquecido...
Então... é que não me recordo absolutamente da existencia desse candeeiro...!!!

Bem...na verdade olhando melhor..
A foto é recente não é...???
Como me podia eu lembrar...!!!
Estás velho maximino...!!!

Maximino..........02-04-2009

Maximino, tenho quase a certeza que o poste não estava lá em 60. Em tempos idos antes dos exames tomávamos Fosforo-Ferrero " o segredo da abelha", porque não fazes isso para ter melhor memória. Olha que é a brincar que eu digo isto é que ainda estás novo.
Cumprimentos

Chaves............03-04-2009

Os xutos cantam "ai que saudades eu tinha..tra la, la". Pois!!!! Ai que saudades eu tinha da minha alagre escolinha, que ficava nas trazeiras do chafariz e da PSP.
PSP??? porque me lembrei disto? Ah! Veio-me à memoria, NÃO HA MUITOS ANOS, numa 5ª feira de espiga, a caminho da Foz, "encontramos" uma nespereira, que provavelmente nos barrava o caminho, e vai dai, aliviamos a dita de alguns frutos. O dono da nespereira não deve ter gostado e no dia seguinte de manhã estava a falar com o "Mocho" (com todo o respeito Dr. Leonel Sotto Mayor). Porquê? O Sena (Carlos Alberto Reis Sena) usava um chapeu, à João Maria Tudela, daqueles que tinham uma peninha de lado. E foi isso que chamou a atenção do dono da nespereira, o que aconteceu a seguir ....imaginem!!!!

Xiveve.............19-09-2009

quinta-feira, 26 de março de 2009

Viagem de finalistas de 1974

Para completar o post anterior, aqui está mais uma foto da viagem de finalistas de 1974, que como ficou esclarecido anteriormente foi ao Norte e não a Espanha.
Segundo o Guilherme, que nos enviou a fotografia, o grupo numeroso deixa antever muitos pares de namorados que viriam a casar mais tarde.

José Ventura

terça-feira, 24 de março de 2009

Em terra de “Nuestros Hermanos”

Na década de sessenta as viagens a Espanha eram o ponto alto dos finalistas da Escola.
Esta fotografia que a Gina nos trouxe mostra-nos alguns alunos do curso Aperfeicoamento do Comercio, durante um passeio por terras Espanholas (Afinal não é em Espanha, mas sim na Ribeira do Porto) durante a sua viagem de finalistas, provavelmente em 1962. (1974, Quase que acertava)
Certamente que a Gina ou algum colega que participou nesta excursão terá alguma história para nos contar. (Vá lá é só clicar nos comentários).

José Ventura

Comentário:

Intervenho apenas para corrigir um erro do meu amigo Zé Ventura. Não são terras espanholas, mas sim a Ribeira da bela cidade do Porto. Claro que o fotógrafo realçou a monarquia, com o brazão em destaque, (sem intenção o fotografo era eu, claro) mas estávamos em terras bem portuguesas. Tambêm não corria o ano de 62, neste ano eu ainda não conhecia a aluna da EBP que viria a ser minha esposa, mas sim em 1974, já alunos adultos eu terminava o meu curso e a Gina completava o estudo nas duas linguas estrangeiras que se lecionavam no curso nocturno. Já eramos casados quando foi esta viagem de finalistas. O colega barbudo é o Antonio Alberto, hoje tecnico da EDP

António Guilherme............25-03-2009

domingo, 22 de março de 2009

A Mocidade Portuguesa

Quando aqui no Blog se publicam fotos relacionadas com a Mocidade Portuguesa, fico com a impressão que causa desconforto a alguns colegas, mas as coisas são como são e não é possível apagar o passado com uma borracha.
Estas fotos, com mais ou menos quarenta anos, têm que ser vistas, inseridas no contexto político da altura, onde o “Botas” atribuía à MP a finalidade de ...“estimular o desenvolvimento integral da sua capacidade física, a formação do carácter e a devoção à Pátria, no sentimento da ordem, no gosto da disciplina, no culto dos deveres morais, cívicos e militares.”Para quem não se recorda a participação na MP, como qualquer disciplina, era obrigatória e passível de falta caso o aluno fizesse “Gazeta”.
As fotos que ilustram este “post” são dos álbuns do Filipe Domingos, Luís Henriques, Zé Ventura, Manuel Vasconcelos e Filipe Silva








Comentários:
O ZV disse o que tinha a dizer a propósito da MP. Não acrescento mais nada. Outros o farão.Mas não posso ficar indiferente à terceira foto com os «borrachinhos» lá da aldeia bem enquadradas pelos «garbosos militares». A minha querida amiga Zélia poderá confirmar os nomes. E como eram lindas as miúdas da minha terra.
J.L.Reboleira Alexandre..........23-03-2009
Caro Zé Ventura: Felicito-o pela publicação das fotos dalguns meninos (porque ainda o eram) fardados de MP (sendo você um deles) !
Também lá andei, a minha farda era emprestada e nunca cheguei sequer a Chefe de Quina! Mas não me envergonho de por lá ter passado.
Por isso digo-lhe que, em minha opinião, não se justifica qualquer sentimento de culpa...
Naquele tempo, tinham-se outras ideias sobre o que era a Escola, a Família, a Pátria e do papel que cada um tinha no seio destas; não se viviam os quadros de hoje, com agressões a professores, com violência entre alunos,com a balda generalizada nas escolas públicas.
Não sou adepto do autoritarismo do regime de então, mas tenho, isso sim, muita pena de ver estas imagens sem encontrar, nos dias de hoje, outras igualmente tradutoras da consciência de que aos jovens se deve pedir estudo (é o trabalho deles), disciplina e respeito pelos mais velhos, Pais e Professores.
Fico por aqui. Já chega para despertar a crítica de alguns mais "prafrentex"...Um abraço

Noronha..........23-03-2009
Estou perfeitamente de acordo com o referido pelo Fernando Noronha. Também eu sou do tempo em que a Escola era um local onde imperava a disciplina e NUNCA os "atropelos" a que infelizmente hoje assistimos. Os "Jovens" da minha geração, tal como eu, viam no "Continuo" um Deus- é força de expressão- e respeitavam-no com grande integridade. Hoje, infelizmente é "prato" diario os alunos agredirem os professores e ficam "impunes" a tais actos de indisciplina. Vamos todos dar" força" aos Conselhos Directivos no sentido de serem implacáveis com actos de indisciplina. Tenho netos que num futuro proximo irão frequentar o ensino médio e sinceramente estou preocupado. Espero que o bom senso volte, prevalendo os hábitos de posturas correctas e educadas que foi sempre a pratica dos "jovens" que na altura- anos 60- eram praticadas nas escolas.
Antonio Nobre.............23-03-2009
Amigo J.L.Reboleira Alexandre, pela minha, os "prafrentex" andam noutra...dos valores do respeito e boa educação, nem se fala...
Eu por acaso fui chefe de qina do centro extra-escolar, porque estudava no Colégio e isto servia-me requisitar Barracas de acampamento, para no verão acampar com a malta no Gronho. Muito a malta se divetia.
Um abraço do amigo

João Ramos Franco........23-03-2009
Parabéns ao nosso Zé Ventura por nos trazer algo que queiramos ou não faz parte do nosso passado, como e muito bem, diz o Noronha.
O Nobre diz que M.P. era dos anos 60's, mas na minha Instrução Primaria fins dos anos 40 eu já me vejo numa foto, fardado ao lado de um grande professor da época o (Professor Rodrigues).
Para muitos era um fato que ficava bem,calcao kaki camisa verde (Sporting) que não havia la em casa e eu fazia parte desses muitos. Já na escola secundaria não me lembro de ter uma talvez por o meu tio me chamar, piolho verde. Apesar de haver um mais malandreco que os outros éramos uns santinhos apenas pecávamos, por ir-mos a Mata dar rabia ao guarda que era o senhor Longo e que nos alcunhamos por Peixe Sapo Eu penso que tínhamos esse gosto por ele por vezes não nos deixar jogar a bola. Um cumprimento especial ao João Franco que já nao vejo desde 1965 em Luanda e ao M. Capinha que reconheci pela foto quando ele ainda moço. O outro Capinha vou sempre cumprimenta-lo quando ai vou.Por aqui no Canada, também existem certos problemas entre alunos e também há requalificação dos professores e nos próprios empregos.

Chaves..........24-03-2009

«A nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, despreza a autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Os nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem aos pais e são simplesmente maus».
Esta é a primeira frase de uma série de quatro que há tempos recebi num dos muitos e-mails que vamos recebendo diariamente, quer queiramos quer não. A selecção terá sido efectuada por um tal Ronald Gibson, médico inglês, no começo de uma conferência sobre «conflitos de gerações». Curiosamente, a frase transcrita é atribuída a Sócrates (o filósofo) que foi obrigado a beber a cicuta há mais de 2400 anos, por ser considerado pelos atenienses da época como demasiado «prafrentex». A actualidade do tema dá, no mínimo, para reflectir.

Artur R. Gonçalves.............24-03-2009
Olá, Zé!
Gostei tanto de andar na MP que ainda guardo religiosamente a minha camisa verde da farda.
Foi graças à MP que tinha férias inesquecíveis mais a Aida Dias...muito nos divertíamos!
Os preparativos para os campos de férias eram cheios de emoção e de nervosismo, pois tínhamos de marcar com o nosso número toda a nossa roupa interior e exterior, era cá uma trabalheira!!!
Conhecíamos outras alunas de todo o Portugal e eram dias espectaculares, noites cheias de malandrices para com as vigilantes, só realmente quem por lá passou e viveu tudo isto com intensidade da nossa juventude...
Obrigada Zé por te lembrares!

Lurdes Peça............24-03-2009
Não vejo nada de mal em assumir-se o passado, ainda para mais quando os intervenientes nem podiam dizer que não.
Eu por acaso não fui da Mocidade apenas e só, porque tendo andado no Seminário, já entrei na Escola no 1º ano do CG de Comécio...senão, teria sido mais um...
Já agora...: o militar à frente da fanfarra era o sargento José da Costa..?
E já falta pouco para o dia 09 de Maio não é...?

Maximino ...............26-03-2009

Não se deve e muito menos se pode apagar o passado, claro está.
Todavia o tempo e os tempos, sobretudo em liberdade, permitem ao indivíduo, aos indivíduos, modificarem-se e fazerem opções que naqueles tempos não estavam ao alcance da grande maioria dos portugueses.Sabemos hoje que aqueles que não se sujeitavam ao "statu quo", pagavam caro essa "ousadia", por vezes com a própria vida.
A propósito dos comentários livres que acima são expressos e que respeito,convém dizer que só são possíveis por ter havido em Portugal uma revolução - 25 de Abril de 1974 - que acabou com uma longa ditadura que era apoiada pelo director da "nossa" escola. Creio ser dispiciendo recordar os discursos do "Mocho" por ocasião do 1º de Dezembro e do 10 de Junho.
Convém também, creio,e que me perdoem os meus ex-colegas, não fazer confusão entre autoridade e autoritarísmo. Autoritarísmo era a característica da direcção da escola naqueles tempos idos.
Creio, igualmente, que não se deve confundir quem até aos treze anos foi obrigado a "andar" na M.P. com aqueles que, já adultos, militaram na Legião ou na U.N. ou A.N.P. ou ainda outros que fizeram parte da PIDE. Aí, alto e para o baile.
Ora, por mais actos de contricção e penitências que lhes sejam aplicadas, esses não têm desculpas. Como diz Torga "o arrependimento não tem efeitos retroactivos".
Já agora, um pequeno exemplo, entre muitos outros que poderia citar: "O Processo dos Bancos",ilustra bem o autoritarísmo do director, que "lixou", castigou uma turma inteira, sem cuidar de apurar a verdade dos factos e respectivos responsáveis pelo acto.
Alguma "brandura", por vezes excessiva, que, por vezes, hoje se verifica em algumas escolas não pode servir para convocar os processos "didácticos" daqueles tempos.
Que aconteceria no tempo em que frequentámos aquela escola se tentassemos publicar um "texto" deste tipo? Seria publicado? E, em caso afirmativo, onde iria parar o autor"?
Não apagar o passado para mim é um axioma. Porém, defendê-lo ... aí já a música é outra.
Dirão, com razão, os meus contemporâneos na escola "é pá, tu estavas metido em todas as confusôes, eras mau aluno, etc".
Não sei se o defeito era só meu.
Ainda hoje tenho dúvidas que fosse apenas eu o mau da fita.
Sem que isto constitua uma postura de vaidade, lembro que, na mesma escola com outro director fui bom aluno e, mais tarde, noutra escola, num outro ambiente e com outras exigências também fui bom aluno.
"Visões e versões sobre a mesma realidade?". Será só isso?
Encontrar-no-emos no próximo almoço.

Marques.......23-04-2009

Ora aqui está alguem com quem me sinto perfeitamente identificada, em opinião bem entendido, não conheço " Marques" não sei quem é mas gostei e não foi por ter um apelido igual, é que nunca gostei mesmo da MP pelo que, para mim representava uma aproximação da tropa.

Anónimo..........08-05-2009


Não seria preciso acrescentar mais nada.Cinco estrelas pelo comentário,e um abraço.
Candido cunha.............17-02-2013 

quinta-feira, 19 de março de 2009

As oficinas


As fotografias que hoje se publicam ilustram bem a excelência da qualidade das oficinas de Electricidade e Serralharia da “Escola Nova”.
Os cursos que ali eram ministrados permitiam aos alunos, que no final dos seus cursos, encontrassem boas oportunidade de emprego no mercado de trabalho.
Durante vários anos os quadros médios das empresas eram preenchidos por alunos provenientes dos cursos de Formação das Escolas Comerciais e Industriais.
As imagens pertencem ao arquivo fotográfico do Cardoso, Vítor Santos e Filipe, que concluíram os seus cursos em 1966.



terça-feira, 17 de março de 2009

No Parque em 1960

Algumas colegas da Fernanda Beatriz, que nos trouxe esta foto, aproveitaram uma “folga” das aulas para um passeio pelo parque onde foi obtida esta imagem.
As meninas da Formação Feminina, junto à estátua, são: a Inocência, a Rosa, a Helena, a Adélia, a Fernanda Beatriz e a Antónia.
A Fernanda Beatriz viria a dar aulas de “oficinas” à Formação Feminina a partir de 1964.

José Ventura

quinta-feira, 12 de março de 2009

Alunos de 1934

O Blog ao longo dos seus 3 anos de actividade, já publicou mais de meio milhar de fotos, porém, estas que hoje se publicam têm um significado especial pois são as mais antigas do nosso vasto arquivo.
Estas preciosidades vêm do álbum da Professora Ermelinda que conforme se pode constatar em 1934, era aluna. (Ver a foto de cima: fila de baixo, quarta a contar da esquerda).
Sobre estas fotos, haverá muitas histórias para contar e tenho a promessa da Professora Ermelinda que em breve iremos passar para o Blog algumas delas.
Na foto de baixo, a “Camioneta de Excursão” pelos vistos foi emprestada pelo Hospital Rainha D.Leonor.

José Ventura

Comentário:

Uma autêntica preciosidade, como o ZV diz. O «charme discreto da burguesia» caldense daquela época está todo na foto de cima. A elegância dos anos 20 da Europa chegaram uma década mais tarde às Caldas e a beleza da mulher daquele período passa por aqui. Como são todas belas afinal, as mulheres dos anos vinte !

E como era bem diferente a forma de vestir das classes mais desfavorecidas (a grande maioria)das gentes das áreas rurais da zona.

Poderá a minha antiga professora de desenho, 30 anos mais tarde,(era esta a disciplina ?) a bela Ermelinda da foto, dissecar este tema numa próxima intervenção no blog ?

J.L.Reboleira Alexandre.........12-03-2009

O que mais me fascina nestas velhas fotografias é a suprema distinção dos retratados, o apurado aprumo de docentes e discentes, tão diferentes das assumidas nos nossos dias. Os tempos eram mesmo outros, desconhecidos para a maioria dos leitores deste blog, deste nosso encontro com a Escola, com as suas origens e historial passado e recente. Tal com o Zé Luís, fico à espera do testemunho feito de palavras escritas da Professora Ermelinda.

Artur R. Gonçalves.........13-03-2009

terça-feira, 10 de março de 2009

Um almoço em Peniche

O Carlos Filipe, que concluiu o Curso de Formação Montador Electricista em 1971, com estas fotografias recorda um almoço que a turma realizou em Peniche conjuntamente com alguns Professores.
Dos alunos confesso que não me lembro dos nomes, mas dos Professores reconheço o Santos, o Eng. Sá Lopes e o saudoso Eng. Vendas por quem eu tinha uma enorme admiração.

José Ventura

domingo, 8 de março de 2009

Os “Serralheiros” no Parque

Quem disse que só as meninas é que tinham fotos junto às estátuas do parque estava redondamente enganado, conforme se pode constatar por este “ramalhete” de Serralheiros de 1967 que as fotos vindas do álbum do Cardoso de Salir do Porto documentam. Os meninos também posaram para a posteridade... E que bem que eles estão.
São eles: o Otílio, o David, o Cardoso , o Rui e o “Jquim” André de Ferrel.

O Parque sempre foi um local de eleição para encontro dos antigos alunos da Escola. A sua beleza permite obter fotos de belo efeito, sendo disso exemplo algumas delas já publicadas aqui no blog.


José Ventura

quinta-feira, 5 de março de 2009

Equipa de Volei dos “Serralheiros” de 70

Estas fotos vêm de Alcanena do Vítor Lúcio Freire.
Ele que tem sido um visitante constante do blog da Escola, resolveu participar com estas fotos que são legendadas com o seguinte texto:

Amigo Ventura,
aqui mando duas fotos da equipa de voleibol do 3º ano de Serralheiros de 1969/70, campeã escolar.
Na foto de cima, a equipa campeã:
Em pé: Luís Serrenho, Jacinto, Ventura (?), Abílio, José Maria (?), José Manuel e Dário
Em baixo: Ricardo, Lúcio, Mário e Filipe.
Na foto em baixo um grande plano meu e do José Manuel.
No dia 9 de Maio tenho um intercâmbio com uma escola de Barcelona e deverei estar em Óbidos e Caldas nessa tarde... infelizmente não deverei comparecer ao almoço, mas se puder lá estarei.
Vítor Lúcio

Já agora vale a pena dar uma espreitadela ao blog do Vítor Lúcio “Intercambius”
Um abraço amigo Lúcio….e vê lá se apareces, fazes falta nestes encontros.
José Ventura

terça-feira, 3 de março de 2009

Viagem de Finalistas de 1968

Estas fotografias que chegam ao blog provenientes de álbuns diferentes, respectivamente da Maria dos Anjos e da Campoto, reportam à viagem de finalistas de 1968.
Na foto de cima podemos ver sentados no muro, algures no Norte do País, a Campoto, a Maria dos Anjos e o Alpalhão.
De pé o Francisco Coutinho, a Dulce e a Anabela.
Na foto de baixo: o Caldeano, Maria dos Anjos, Adelino Antunes e Anabela.

José Ventura

Comentário:

A viagem dos finalistas era na década de 60 um verdadeiro acontecimento. A viagem ao Norte uma autêntica aventura. A saída da Estremadura, a travessia das Beiras e do Douro, a chegada ao Minho uma incontestável façanha. É preciso recordar que o percurso se fazia com todo o vagar que as velhas estradas nacionais ou regionais permitiam, num país que ainda desconhecia as auto-estradas ou vias rápidas. Uma facha para cada lado e às vezes nem isso. A ligação entre duas etapas consecutivas levava uma eternidade. Dava tempo para ver as diferentes paisagens com todo o tempo do mundo. A reportagem fotográfica da minha «excursão» começa a ganhar forma nas páginas do blog. Só é pena que os locais de descanso captados pelas objectivas das velhas Kodaks nem sempre estejam devidamente identificados. O «algures no Norte» é uma designação muito cómoda mas pouco precisa. Para um caldense acaba por representar quase metade do país. Proponho à Maria dos Anjos & à Fernanda Campoto que façam um pouco de luz e nos digam por palavras em que locais se fizeram retratar. A resposta talvez esteja traçada com caligrafia juvenil nas costas das fotos.

Artur R.Gonçalves..........08-03-2009

domingo, 1 de março de 2009

Baile de Finalistas de 1969



















Na semana passada a propósito do baile de finalistas de 1971, escrevia a minha amiga Lúcia Vital que a sua geração tinha rompido com o clássico “ Segundo Galarza”...
Vamos lá fazer uma pequena correcção. Até 1968 os bailes dos finalistas tinham o “conjunto Segundo Galarza” como animador das festas. Foi o meu ano de finalistas que "mandou ás ortigas" a tradição e fomos até Santarém contratar “Os Charruas” que eram uma banda que fazia furor na altura pois tinha obtido o 3º lugar no concurso de ié-ié realizado no antigo Cinema Império.
Esta banda criada em 1967 tinha na sua composição Dany Silva (viola baixo), Carlos Sardinha, (viola solo), João Baptista (bateria) e João Magalhães (voz e viola ritmo).
O disco "Povo", um EP (disco de vinil a 45 rotações) com 4 canções, foi editado em 1968 sendo a canção “Os teus olhos senhora” a que fez maior sucesso.
As fotografias que encimam este texto são do baile de finalistas de 1969 e vêm do álbum da Beta (cá da casa) e da Virgínia.
Na foto de baixo, que a Ana Cândido guarda no seu álbum, podemos ver um aspecto do ginásio da Escola, devidamente decorado, onde decorreu o baile em 11-02-1969, já lá vão quarenta anos.
José Ventura

Comentários:

Muito bom este post, até pelos aspectos documentais em relação aos Charruas e à influência das novas músicas nos gostos da juventude caldense dos anos 60. Eu, que sou um interessado por estes assuntos, só posso saudar o autor e o blogue.
Shegundo Galarza foi um importantíssimo músico, empresário, maestro, pianista e compositor basco com grande sucesso e cinquenta discos gravados em 3 continentes. Eu percebo o sentido em que o seu nome é usado (uma clássica orquestra de baile, que eu também não quereria ouvir nessa altura), mas atenção que é um músico com uma carreira notável de mais de cinquenta anos. O seu filho, Ramon, continua ligado à música ligeira em Portugal, como músico e produtor.Foi o baterista do primeiro álbum do Rui Veloso, por exemplo.
Por outro lado quero recordar que os Charruas vieram depois ao meu Baile de Finalistas, em Fevereiro de 1971, devido precisamente aos contactos que cá deixaram nesta ocasião. Como se vê os "mundos" do Colégio e da Escola cruzavam-se, naturalmente, nesta época.

J.J............05-03-2009

Foi neste baile de finalistas de 1969 que eu pela 1ª vez fiz um nó de gravata e vesti casaco para ir a um baile que era de gala. Tambêm pela primeira vez levava dama combinada,embora na clandestinidade.O meu par era deslumbrante,não vi mais ninguêm na sala. Eu estava feliz e muito entusiasmado com a noite romântica que iria ter . Dançar com a mulher que amava ao som do conjunto segundo gallarza.UM SONHO.Como era da "praxe", logo de início convidei então o meu par para me acompanhar numa bebida ao bar que era no rez do chão. escolhemos uma mesa e embrenhamo-nos em conversas de amor.Após declarar toda a minha paixâo e ao regressar à sala de dança para dar entao inicio à noite maravilhosa de romance, ouvindo o dito conjunto, eis que os pais muito ofendidos pela nossa ausência do salão já estavam de pé para se retirarem do baile e assim o fizeram.Passei então todo o baile no palco junto ao famoso guitarrista do conjunto e ao fim de algum tempo já lhes fazia companhia nas garrafas de whiskey que em grupo iamos despejando. E assim,por naquela época, as meninas serem acompanhadas pelos pais aos bailes, fiquei sem dançar ao ritmo do famoso conjunto segundo gallarza.

Guilherme...........05-03-2009

Que linda historia de amor, deus queira que seja por muitos e longos anos, com um beijo da tua afilhada.

Leonor...........28-04-2009

Registos de Fevereiro

No seguimento do que fizemos no fim do mês de Janeiro, voltamos a publicar os registos efectuados este mês de Fevereiro.
Agora que se aproxima a data do Encontro anual chama-se de novo a atenção para o facto de a listagem completa estar disponível na barra lateral do Blog que podem consultar por ordem alfabética, se o vosso nome não constar ou tiver dados incorrectos podem utilizar o questionário para colmatar esta falha.
Registos de Fevereiro

NOMECURSOANOLOCALMAIL
Maria Stela Ferreira Almeida SilvaComércio1956Linda-a-Velha-
Maria Helena Carvalho Martins VieiraComércio -Bombarral-
Fernanda Santos Silva ToneloComércio1959Caldas Rainhamail
José António Coelho Fialho de AlmeidaComércio 1967Caldas Rainhamail
Maria Lurdes Pires V.Fialho AlmeidaComércio1965Caldas Rainha-

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Meninas de 1954

Mais uma ex-aluna, que com mais esta fotografia, se junta à quase centena e meia de colegas que têm tido uma cota parte muito importante no êxito deste Blog.
Desta vez foi a Ausenda que deu volta aos seus álbuns de recordações e descobriu esta preciosidade.
Esta foto de 1954, foi tirada à porta do Hospital, e segundo os seu apontamentos as meninas são:
Em cima: Dilar, Lurdes Crisóstomo, Alcina, D.Rosa (Professora), Helena Arroja, Fátima Ribas, Dulce, Judite e Odete Barros.
Em baixo: Helena Ventura, Lénia , Júlia Duarte, Natália Barreto, Ausenda, Natália e Eunice.

José Ventura

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Desfiles e Bailes


A festa do Carnaval sempre foi vivida com muita intensidade pela grande maioria da malta mais nova, claro que também sempre houve quem preferisse alguma tranquilidade em vez dos desfiles, máscaras, bailes e outras farras.
Nestas fotografias, em cima, podemos ver como a turma da cerâmica da nossa Escola decorou e desfilou no Carnaval de 1953. Estas fotografias chegam-nos através do Valentino Subtil, que aparece na primeira foto com um chapéu de penas, a dominar uns belos corcéis.

E os bailes no Lisbonense….quem não se lembra?
Este postal do conjunto de baile “Os 6 Latinos”, que a Fernanda “Amaro” guarda no seu álbum, fazem – nos recuar alguns anos, tal como a outra fotografia, onde as meninas aguardavam pelo “cavalheiro” que as haveria de convidar para a dança.
Esta última fotografia faz parte das memórias da Isabel Vicente.

José Ventura


Comentários:

Zé ventura, a nossa Cidade está a necessitar de um movimento pró Álbuns de Fotografias antigas, a riqueza e o contributo de todos pode mostrar o que éramos. Estes Carnavais que mostras, são património de uma juventude do tempo onde eu tentava estar presente em tudo que era festa. As caras das pessoas recordo-as, mas os nomes…
Um abraço, do amigo

João Ramos Franco..........22-02-2009

Na segunda fotografia identifico (da esq. para a dirt. Leonor Teixeira, da Padaria Teixeira (quem não se lembra daquele cheirinho a pão quente, pela Ruas das Montras?) a Ferndanda Crespo e a Ivone Crespo. A quarta a Ju? e a 1ª não sei.

Margarida Araujo........22-09-2009

CARNAVAL DO SÉCULO PASSADO
Não sei quem é a Fernanda (Amaro). Será uma das filhas do Amaro da Silva. De qualquer modo será seguramente mais nova do que eu. Obrigado por me trazer ao pensamento esta recordação com estas foto. Assim como à Isabel Vicente, que estou certo será a filha do meu saudoso colega de trabalho Júlio Mota Vicente.

Pois lembro perfeitamente do conjunto "OS 6 LATINOS" que vários anos foram os preferidos da Sociedade Columbófila Caldense, organizadores dos bailes no Hotel Lisbonense, que eu frequentei no fim da década 50 princípio de 60.
Como era engraçado. O salão nobre c/ as cadeiras da frente onde as meninas aguardavam pelo "cavalheiro", como muito bem refere o JV. E na fila de trás, c/ um ângulo de visão a 360 graus, estavam as "mãezinhas", que eram a censura para autorizar ou não, a "dança" c/ o "cavalheiro" que cordial e respeitosamente convidava a sua filha.
No lado oposto estava a "rapaziada" que ao longe "catrapiscava" a sua "presa".
Logo que a música iniciava, era ve-los a correr atravessar o salão, compor o casaco e a gravata para impressionar a "mãezinha", até à "escolhida"
Se a "mãezinha" aprovava...tubo bem, era um alívio.Caso contrário, voltava-mos ao local de partida, atravessando novamente a sala em sentido contrário, corados de vergonha, depois de apanhar uma grande "tampa".
COISAS DO ANTIGAMENTE...
Até breve

Mário Reis Capinha.....22-02-2009

Ó Mário Capinha."corados de vergonha, depois de apanhar uma grande "tampa"" pela minha parte está certo. mas grande parte da ia era dar "beber à dor"...Um abraço

João Ramos Franco..........23-02-2009

Amigo João Ramos Franco
Os meus cumprimentos.
Aproveito esta "boleia" para lhe fazer uma pergunta.
Quando "menino e moço" residiu na Estrada da Foz no nº 9 ou ll ?
Se sim, pois julgo estar certo, e se tiver curiosidade em saber quem é este "desconhecido" contacte para mbr.capinha@hotmail.com
Talvez fique surpreendido com esse contacto passados tantos anos.De qualquer modo um abraço~.

Mário Reis Capinha.........24-02-2009

Tenho espreitado o vosso blog muita vez mas agora não posso de deixar de escrever uma palavrinha... ADOREI estas fotos!!!! Tão lindas as meninas !!!! No carro a primeira a contar da esquerda é a Maria Augusta Novo (filha do sr.Novo e irmã do Mané) e a última da direita é a Maria Helena casada com o Juca(ai que me falha o apelido .. Ventura tu deves saber )

Ana Nascimento..........16-03-2009

Quero aqui lembrar de que o carro de Carnaval com o motivo de quadriga romana,teve como grande dinamizador o "Mestre Rainho" que foi o autor da engenharia para a estrutura dos cavalos.
Seria interessante saber quem vai no carro além do Valentim Subtil. Penso que um era eu.

José Coutinho Martins........ 15-04-2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O 16º Encontro está em marcha

Caros colegas, o 16º encontro dos antigos alunos da Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha já está em marcha.
O “staff” da organização, aqui retratado, reuniu-se na passada terça-feira para delinear a estratégia para que o Encontro, a exemplo de anos anteriores, seja uma festa muito divertida.
Em relação à equipa do ano passado regista-se a entrada da Luísa Pimenta em substituição do Manuel Marques da Silva.
O Encontro vai ter lugar no restaurante “A Lareira” no dia 9 de Maio de 2009, e o custo da inscrição será igual ao do ano passado - 28 Euros.
Mais à frente daremos mais pormenores, até lá marquem na vossa agenda que o 2º Sábado de Maio é dia de viver emoções fortes.

José Ventura

Comentário:

Uma saudação amiga à equipa...!!
Mas digam-me lá: o que usam para estarem cada vez mais novos...???
Um abraço

Maximino........20-02-2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Baile Finalistas de 1971

No domingo, quando assistia no meu sofá predilecto ao episódio da série “Conta-me como foi”, vi retratada uma passagem de modelos no Ritz que me fez recordar o ano 1970/71 em que fui finalista do Curso Geral do Comércio. A minha opção de ser do Curso Geral do Comércio e não da Formação Feminina foi a agulha pois eu fugia dela como o diabo da cruz. A minha agulha acabou por ser a esferográfica.
Organizámos, com o fim de angariar fundos para a habitual e desejada viagem de Finalistas, um Chá Dançante que incluía uma Passagem de Modelos no antigo Casino das Caldas patrocinada pela Loja Goia na pessoa do Sr. Adelino Godinho, sendo extraordinário o seu empenho e colaboração para connosco jovens maçaricos no evento.
Já agora que estou a recordar lembrei-me do Baile de Finalistas também no Casino com o famoso Conjunto “OBJECTIVO”.
Este conjunto fazia furor na época pelas suas luzes psicadélicas e guitarras eléctricas no máximo de som fazendo o pessoal pular ao rubro. Depois de uma “geração”de Segundo Gallarza esta era a revolução dos sons.
Para nós foi uma excelente opção e para os nossos pais (que adoravam ir também ao baile, claro os que podiam), era uma oportunidade de mostrarem as toilettes e os penteados artísticos com muita laca, no entanto não acharam grande graça ao conjunto. “MARAVILHA”, desistiram rapidamente do controle.
Como podem ver em anexo depois de procurar nas minhas relíquias da escola encontrei a toalha vermelha assinada por diversos colegas e professores e que foi usada numa das mesas do baile

Amigo Zé Ventura deves estar admirado por eu escrever estas linhas, mas não sei o que me deu ……
Será Saudade.

Lúcia Vital Vasconcelos

Com é fácil de ver esta tolha está carregada de recordações, das dedicatórias escritas recortamos algumas que estão mais perceptíveis.







Comentários:
Os Objectivo estrearam no Casino o seu nome, derivado de uma votação no famoso Zip-Zip, em Abril de 1970. Ao que sei é daí que ficam os contactos que levam à sua contratação para esta ocasião, no ano seguinte.
Tiveram constantes mudanças na sua formação mas penso que a que veio às Caldas a este Baile de Finalistas é a mesma que eu vi actuar em Vilar de Mouros em Agosto de 1971: Zé da Cadela (bateria), Zé Nabo (baixo), Mike Seargent (guitarra) e Luís Filipe (guitarra e teclas).
O volume sonoro era realmente muito elevado e um dos responsáveis do Casino desligou mesmo a energia para os “convencer” a tocar a um nível mais razoável…Muito interessante este post, preciosas as recordações.

J.J. ............18-02-2009

Apesar do trabalho apertar por estes lados, aparecer por aqui é para mim mais importante que a missa do Domingo. Eu sei que o prior da freguesia não me vai levar a mal, pois ele sabe que eu sou bom rapaz, e como nunca pequei (será?) nunca precisei de confissão.
Isto tudo para dizer que sabe bem voltar a ver a assinatura de cunho bem feminino da minha linda (ainda o é )conterrânea Maria Alice Marques. Há quantos anos não a vejo, ocupada que anda lá pelas Lisboas. Quem sabe se não aparecerá um dia por aqui, agora que a Lúcia, tudo pessoal muito jovem, «and in very good shape» resolveu entrar no blog.

J.L. Reboleira Alexandre......18-02-2009
Quando até as toalhas das mesas dos Bailes de Finalistas são guardadas décadas a fio nas arcas das relíquias, podemo-nos perguntar o que é que terá ficado fora do arquivo. Parece que o «Conta-me como foi» (passa nos canais internacionais da RTP) continua a cumprir a sua função pedagógica de preservar a memória de uma época-charneira da nossa História recente, contrariando assim uma tendência tão nossa de nos transformarmos n’ «O país da não-inscrição», como nos alertava José Gil no «Portugal, Hoje. O medo de existir» (2004). Para quem pertence ainda à geração do Segundo Galarza do Ginásio da Escola, essas inovações psicadélicas de OBJECTIVO(S) e MARAVILHA(S) de Casino albergavam já uma sonoridade muito ousada, muito subversiva para as sensibilidades mais conservadoras dos paizinhos das meninas finalistas. A década de 60, ao atirarar da cadeira abaixo o tiranete de santa comba, começou desde logo a preparar o advento da década de 70, aquela que tantas novidades nos acabaria por trazer. A partir de então, a escolha absurda entre a «agulha» e a «esferográfica» passou em definitivo aos anais do irreversivelmente obsoleto, a ocupar o capítulo especial dedicado ao «no sense».

Artur R. Gonçalves.........18-02-2009

Foi o meu 1º baile de finalistas, eu tinha 15 anos e aquelas luzes e o barulho ensurdecedor eram para mim uma novidade incrível. Lembro-me que as meninas não podiam ir sozinhas e a minha mãe e a D.Fernanda, mãe da minha amiga Elisa, foram connosco. Coitadas, nunca mais nos viram no meio das luzes e do barulho e elas próprias nem se ouviam uma à outra. Foi a grande revolução, porque até aquela data era tudo sempre muito certinho e controlado, ao som dos Shegundo Galarza.Já lá vão mais de 40 anos!!!!

Élia Parreira..............02-03-2012

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Dia da Espiga de 1956

Na Quinta-feira 10 de Maio de 1956, dia da espiga, as comemorações tiveram lugar na quinta de Santo António conforme nos relatou a Solange, que com esta foto se junta ao numeroso grupo de alunos que têm participado no blog , embora mais com imagens do que textos.
Segundo esta antiga aluna da Formação Feminina, alguns dos intervenientes da foto são o Rudolfo, a Teresa, a Esmeralda, em pé na esquerda julgo que é o Duarte Lopes que está no Brasil, e à esquerda em baixo o Castro, um Sportinguista dos quatro costados.

José Ventura

Comentários:

Olha os meus primos Rodolfo e Terezinha na Quinta por onde cresci. Acho que estão junto à fonte.


........Fiquei a saber, através dos próprios que estão junto à eira.

Margarida Araujo..........15-02-2009

Mesmo atrasado é sempre bom reconhecer mais algum aluno que ficou por identificar.
O aluno da frente é o Cesar que imigrou para os E.U.e que agora voltou e vive no Avenal e que em tempo de escola o pai tinha um estabelecimento quase em frente ao portao da escola.

Afinal também a Solange está aí logo em frente de saia rodada. Eu penso que é bom ninguem ficar sem ser identificado mesmo que o filme ja tivesse passado a alguns dias ou semanas

Chaves...........14-03-2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Equipa de Voleibol de 1956

Na Escola “Velha” as condições para a prática desportiva não eram grande coisa, mas isso não impediu uma grande e diversificada actividade física dos alunos de então.
Nesta fotografia que o nosso amigo Jorge Pimenta, um bancário na reforma, nos trouxe podemos ver em grande estilo a equipa de Volei do Curso Geral do Comércio de 1956.
Os Atletas são: em pé, o Jorge Pimenta, o Carlos Gil, o Caetano e o Oliveira.
Em baixo; o Álvaro, o Rui Caria e na direita um ilustre jogador do qual o Jorge Pimenta não se lembra do nome.

José Ventura

Comentário:

Caro amigo Zé Ventura.
Mas que coisa linda que vocês têm aí pá....
Um blog com pinta..
Recordações da Escola Comercial e Industrial das Caldas
O velho tempo das baldas ás aulas, e eu que daí só conhecia o António Pedro, a jogar a dez no cube de futebol local mais o Nogueira o Manel que foi meu Chefe na PAN AM em Lisboa, nos Restauradores e o outro camarada que foi durante muitos anos presidente da casa do BENFICA, lembras-te??
ZÉ EU SOU DA ESCOLA COMERCIAL E INDUSTRIAL DE FARO, temos um blog da associação que é o http://oscosteletas.blogspot.com/ e outro, meu, por sinal, o http://www.escolacomercialeindustrial.blogspot.com/ e venho convidar-vos a estar presente no noso almço anual em Vilamoura a 13 de Junho próximo, 30 € cada pessoa; venham dois, vou contactar mais escolas , Silves, Setúbal, Águeda... para mostrar à Minisra o valor do ensino desse tempo.
Sou reformado do ensino superior, escrevo para 4 jornais do Algarve e vou lançar agora em abril o meu primeiro romance . Gostava de escrevr para aí uns artigos de vez em quando.
Um abraço

João Brito Sousa..........14-02-2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Mestre David de Sousa

O Blog lá vai cumprindo a sua função de desinquietar as pessoas e com isso relembrar algumas pequenas histórias.
Desta fez o amigo João Franco, que embora não tenha sido aluno da Escola Comercial e Industrial, não deixa de ser um leitor atento do Blog, enviou uma colaboração que gostosamente publicamos.
O João Ramos Franco é também um entusiasta da blogosfera, por isso recomendo uma visita ao seu Blog “ Estar Presente


A data da Caricatura é 1951, isto faz-me recuar no tempo até aos meus 9 anos de idade e recordar uma pequena tertúlia (onde ás vezes, pela mão do meu Pai, eu estava) no Café Lusitano, que reunia, segundo me lembro, o meu Pai, o mestre David de Sousa (Prof. de Desenho na Escola Comercial e Industrial), Mestre Rainho (Prof. de Português na Escola Comercial e Industrial), o Maestro Carlos Silva (Prof. de Canto Coral na Escola Comercial e Industrial e no ERO), o Padre Manuel (padre da Misericórdia) e o Tenente Ferreira (comandante da GNR), se esqueço de alguém, que me desculpe…
O ambiente entre eles era saudável, amena cavaqueira sobre o dia a dia, da qual normalmente resultava, risadas…
A Caricatura nasce, de umas chapinhas de cobre pintadas, antigas, com umas santas pintadas, mas em muito mau estado de conservação, que o meu Pai tinha comprado numa Aldeia e que estavam a fazer de corredor para tirar milho de arcas.
- Mostrou-as ao mestre David de Sousa, que prontamente se ofereceu para as restaurar, gratuitamente… O tempo que demorou o restauro, levou a esta caricatura. Mas vendo hoje como ficaram após restauro, penso que o tempo foi pouco para a qualidade do trabalho…

Colando-vos perante tantas personagens da nossa cidade, contar só este assunto, é pouco, há caricaturas feitas por mim, do que ouvia e que me parecem completar esta história:

- Do tenente Ferreira, quando alguém dizia estar cansado, por ter trabalhado durante muito tempo seguido, ouvia-se logo:
- Ora, eu quando estive S. Tomé e Príncipe, trabalha 25 horas por dia…
- Ó Tenente, como é que fazia isso!?... Perguntava o meu Pai.
- Levantava-me uma hora mais cedo… Resposta do tenente

- O Padre Manuel, (já com os setenta anos) que constava tinha três “afilhados”, comentava um acontecimento passado com padre novo, numa aldeia ali do Concelho, e que se dizia andar metido com uma mulher: Estes padres de agora, com uma batina tão grande e não sabem onde as esconder…

Estaria, de bom grado, a contar-vos as palavras que ouvia e ficaram na memória. Muitas das minhas caricaturas são palavras “ditas pelas pessoas” simples e puras compunham-nas…

João Ramos Franco

Comentário:

O João Ramos Franco está um verdadeiro entusiasta da blogosfera! Colaborador do Blog do ERO, comentador frequente em "oqueeuandei" de João Bonifácio Serra, lançou recentemente o seu próprio espaço e agora aparece aqui a escrever no blogue da Escola!
Uma vida cheia de estórias que, pelos vistos, dão para encher uma mão cheia de blogues.
Um abraço.

JJ............11-02-2009

Acabei agora mesmo de «dar uma volta» pelo blog do ERO e pasmei com a lição que o JJ nos dá sobre um dos nossos ícones dos anos 60, José Cid e os 1111. Caro João, se isso saiu assim mesmo de improviso (o que não duvido), só posso aproveitar este espaço para um enorme aplauso para a tua memória e conhecimentos sobre a matéria. Se é o resultado duma aturada pesquisa, a Audiomanias (passe a publicidade...afinal nem és concorrente do ZV) que se cuide !!!Abraço amigo cá de longe.

J.L.Reboleira Alexandre.........11-02-2009

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Acampamento da Mocidade Portuguesa

1962 é o ano da fotografia que o Artur Filipe (Artur da Foz) nos trouxe para partilhá-la com os antigos alunos.
Como se pode constatar o acontecimento foi um Acampamento da Mocidade Portuguesa, e dos “mancebos”, só reconheço o Jorge Ventura, 1º na esquerda e o Artur que não tem bivaque, julgo que é este o nome que se dá ao “chapelinho”.

José Ventura