Um destes dias o Mário Capinha, um antigo aluno agora reformado da Banca, trouxe para o Blog o seu Cartão Escolar do Ano Lectivo de 52/53.
Esta preciosidade que agora se publica serviu de mote para cinco minutos de conversa para ficarmos a saber mais coisas sobre a Escola dos anos 50.
Este nosso amigo que foi aluno de 1951 a 56, frequentou inicialmente o curso diurno, passando depois para um curso de Comércio - criado por iniciativa do então director Sotto Mayor - que funcionava das 17H30 às 19h30.
Esta situação abriu as portas aos alunos que já trabalhavam e que não tinham ainda 15 anos, pois só a partir desta idade é que podiam inscrever-se na escola nocturna.
Falar dos tempos de Escola é recordar alguns colegas como por exemplo o António David, o Carlos Figueiredo, o Florindo da Silva Lemos, o Ricardo Contente, o Marques Silva, o Ilídio Prata, a Laura Subtil, a Luísa Pimenta, a Celeste Idalina Bernardino (filha do proprietário da residencial dos Olhos Pretos) e tantos outros.
Dos professores recorda a figura de Manuel José António a quem carinhosamente chamavam de Ti Tóino. O Dr. Sarmento, a D. Vitúria, que dava estenografia, o Prof. Barreto, o Dr. Sotto Mayor que dava uma pomposa disciplina de Economia Politica e a D. Alice que era também conhecida pela paixão que tinha pelos bichos-da-seda.
Fiquei também a saber que naqueles anos não havia a disciplina de Educação Física, apenas algumas actividades desportivas pontuais levadas a cabo sob a égide da Mocidade Portuguesa. Dizia o Capinha com alguma graça que Educação Física era alugar por um escudo uma bola de futebol, em frente no Albertino, e ir para a mata jogar.
Falámos ainda do Pacheco, vendedor ambulante de guloseimas, do seu primeiro emprego, na loja do Zé Duarte, (na praça da Fruta onde foi o Monteiro e hoje loja da EDP), e do seu primeiro vencimento: 80 escudos, uma fazenda para um par de calças e uma gravata.
Estas recordações fazem muito bem à alma; pessoalmente sinto-me muito bem por o Blog contribuir para estes momentos.
Ainda sobre os professores, uma revelação que eu desconhecia: que a poetisa Matilde Rosa Araújo também passou pela escola onde deu aulas de Português durante dois anos.
E nada melhor para fechar este pequeno apontamento que uma poesia alusiva ao natal da antiga professora.
Presentinho de Natal
Eu queria ter um cestinho cheio de Flores
Para tecer um xaile de muita cor, muito lindo!
E um retalhinho do Céu
Para fazer um vestido azul tão lindo!
E mais sete estrelas das mais brilhantes
Para armar um chapeuzinho de Luz!
E mais ainda dois quartinhos de Lua
Que chegassem para uns sapatos de saltos muito altos
E tudo isto, depois
Eu dava a minha Mãe
De dentro do meu coração
Neste dia de natal:
O Xailezinho de muita cor,
O Vestido azul,
O chapelinho de Luz,
Os Sapatos de saltos muito altos…
Minha Mãe! Minha Mãe!
E hoje é dia de Natal
E só posso dizer
Minha Mãe! Minha Mãe!
Matilde Rosa Araújo – O livro da Tila
Livros Horizonte,1986
Comentários:
O Mário Capinha veio mostrar-nos com muito orgulho o seu precioso Cartão Escolar, e recordar colegas e professores do seu tempo.
Menciona alguns nomes de pessoas que eu conheci e com quem convivi.( Alguns até têm Internet mas não aparecem)
Na minha modesta opinião, o blog está indo por bom caminho, e seria interessante que outros colegas da época perdessem a vergonha, e por aqui aparecessem com temas semelhantes. Como sabem eu não fui aluno da Escola mas alegra-me imenso ler estórias contadas por pessoas do meu tempo. Parece-me, é que o pessoal tem medo dos computadores. Não tenham medo que isto não é nenhum bicho de sete cabeças, e os computadores agora até estão baratos. Eu sou mais velho que o Capinha, e como vêem cá ando metido nisto, sempre na esperança de encontrar alguém conhecido que me faça recordar os bons tempos da juventude.
Obrigado Mário!
Fernando Santos........21-12-2008
A escola do meu tempo não é precisamente a dos anos 50. No início da década, nem sequer tinha nascido. Dos nomes referidos, só reconheço os dos Drs. Barreto e Sarmento, meus professores de Matemática e Físico-Química, o primeiro no edifício velho, o segundo já no novo. Lembro-me do Dr. Sotto Mayor como director da escola, mas pouco mais. Sobre a Matilde Rosa Araújo, é com verdadeira surpresa que tenho conhecimento da sua passagem pelas CdR. As vezes em que nos encontrámos, noutras paragens, nunca se proporcionou falar desses tempos tão pretéritos. Nem sequer imaginámos que tivéssemos essa partilha de espaço em comum. Estou de acordo com os comentários que o Fernando Santos nos tem concedido ultimamente. A comunicação virtual é um pouco isto. Não nos conhecemos e já estamos a conversar. Os computadores não mordem mas continuam a intimidar. Sobretudo quem aprendeu a escrever (como eu / como nós) nas «ardósias», nos «cadernos de duas linhas», com as «canetas de aparo» que molhávamos nos «tinteiros» das «carteiras» e, muitas vezes, disfarçávamos as nódoas indiscretas com um precioso «mata borrão». A escola do meu tempo ainda era assim. Parece que foi há uma eternidade, mas continua a acompanhar-nos inexoravelmente até ao presente, que continua a ser o nosso tempo.
Artur R. Gonçalves.......22-12-2008
A curiosidacde deste Bilhete de Identidade do Aluno, emitido tinha eu nascido há pouco mais de 4 meses, reside no facto, para mim novo, de o Professor Barreto aparecer a assinar como Chefe da Secretaria e, dez anos depois, ter sido, no rés do chão da Escola velha, meu Professor de Matemática e imaginativo "Júlio Verne" das viagens à Lua que viriam a acontecer no final dessa década.
Se a passagem de Matilde Rosa Araújo pela Escola não me era desconhecida, a ignorância era completa sobre o desempenho do cargo que, no meu tempo, foi sempre do Sr. Gouveia.
Orlando Sousa Santos.........22-12-2008
O meu pai deve ter começado o trabalhar na escola em 1953, pois eu nasci em 1955, e o chefe da secretaria anterior era o Prof. Barreto. Ele disse-me isso várias vezes. Quando eu era muito pequeno lembro-me de ir á secretaria da escola velha e tinha 3 funcionários, o meu pai, o Pereira que depois foi para Vila Real de Santo António e o Adalberto, cuja filha que foi do nosso tempo na escola se cruzou há dias comigo nas Caldas. O Adalberto era tanto quanto me lembro filho de uma senhora que também trabalhava na escola. Quanto á Matilde Rosa Araújo ter sido professora na escola eu sabia disso também pelo meu pai mas muito antes de nós por lá andarmos. Há poucos dias estive a jantar com um grupo de amigos aqui nas Caldas e lá estava como sempre o Mário Capinha ou não fosse ele o principal organizador da logística desse jantar, e ele disse-me que tinha falado contigo e perguntou-me várias coisas do nosso almoço. Já lhe disse que deve contar com o 2º sábado de Maio (09-05-2009). Nesse mesmo jantar estava ao meu lado o Chico Leal que costuma vir especialmente para o efeito de Paris e já me disse que está a contar voltar novamente no próximo ano. Um abraço de Boas Festas para todos e um ano com saúde.
Carlos Gouveia.............23-12-2008
Sim, o Adalberto era filho da D.Olívia, funcionária também na Escola e que era de ascendencia obidense e prima da criadora do Bordado de Óbidos, a D.Maria Adelaide Ribeirete, falecida recentemente já centenária.
O Bordado de Óbidos era ensinado às meninas da Formação Feminina e foi levado para a Escola, precisamente pela Sra D.Olívia que pediu para isso permissão à sua prima.
Desculpem lá esta achega de bairrismo obidense...
Boas Festas para todos/as os companheiro/as e um abraço muito especial ao Zè Ventura que continua a alimentar o Blog...!!!
Maximino.........23-12-2008
Boas Festas para todos !
Aproveito esta "vitrine" para, nesta quadra, recordar algumas dos Homens e das Mulheres que, tendo já deixado este Mundo terreno, formam parte do meu (e de muitos outros) universo.
São eles (sem preocupação de ser exaustivo), o Professor Barreto (e a "decimalização do esterlino" que pouca gente já se lembra do que era ...), a Dona Maria Xavier (e os períodos gramaticais, complexos, para construir), a Dona Vitúria, de quem fui aluno de Caligrafia (com 19, passe a vaidade), o Senhor Gouveia da Secretaria, que bem insistiu comigo para eu ir leccionar na "nossa" nova Escola (mas a quem eu nunca dei esse gosto, tendo previlegiado a carreira na Cidade Grande...), a Dona Olívia, contínua e mãe do Adalberto, o Adalberto, ele mesmo grande e bonacheirão, o Professor Celestino Alves (que nos distribuía pela cidade, fazendo desenhos inspirados nos monumentos caldenses em folhas de Papel Cavalinho que custavam 5 tostões cada duas), o nosso bom "Mocho" Doutor Sotto Mayor, temido, disciplinador mas bondoso, e tantos outros que povoam a minha mente, fazendo parte do elenco a quem devo grande parte do que, muito ou pouco, fui capaz de ser na vida!
Em mais esta Natal, em que eles já nos não acompanham (estou a ouvir, "in the back of my mind", David Mourão Ferreira na sua Ode (?) ao Último Natal...), recordá-los é um acto de agradecimento e de amor cristão. Faço-o com gosto e emoção.
Bem hajam e que, lá onde Deus entendeu recebê-los e instalá-los, tenham muitos presentes...
Bom Ano Novo para vocês todos, com o ZV à cabeça!
Noronha............23-12-2008
A estória do Mário Capinha deu origem a muitos comentários. Coisa que desde há muito não se via no blog.
O Artur R. Gonçalves diz que no início da década de 50 ainda não tinha nascido? E quando foi para a escola se usavam ardósias, tinteiros e canetas de aparo? Eu apanhei tudo isso na Escola Primária, e aprendi a ler pela Cartilha Maternal de João de Deus. (Alguém se lembra ou aprendeu a ler por este pequeno livrinho?)
Contudo, penso que quando fui para a Escola Industrial em 41/42 já usava caneta de tinta permanente. (Ou será que estarei errado?) O tempo passa e há coisas que já não recordamos.
O Carlos Gouveia no seu comentário cita os nomes dos três funcionários da Secretaria, e eu lembro-me muito bem do Pereira. Fui amigo dele aí em Caldas, e mais tarde quando vim para o Algarve encontrámo-nos algumas vezes em Vila Real de Santo António.
Espero que os computadores deixem de morder nos mais (velhotes) para eles poderem aparecer aqui pelo BLOG., e por fim desejar um feliz Natal ao Zé Ventura que me tem permitido agradáveis momentos, bem como a todos os intervenientes deste blog.
Um Abraço a todos.
Fernando Santos...........23-12-2008
Ainda bem que o pessoal senior tambem já começou a entrar no blog assim já estou mais novo.
Lembro-me do Mário antigo colega do tenis de mesa do Sporting das Caldas e com ele por vezes me cruzo nas Caldas e gosto em saber certas coisas escritas aqui que desconhecia.
É bom o pessoal ir divulgando um pouco de cultura que nunca fez mal a ninguem.E com isto quero desejar Bom Natal e Festas Felizes a todos os bloguistas e suas familias e restantes ex-colegas da escola.
Um abraço, Lobato............24-12-2008
As «canetas-de-aparo» são uma imagem de marca da Escola Primária que eu frequentei na passagem da década de 50 para a de 60. Depois do Exame da 4.ª Classe, entrava-se no reinado da prestigiante «caneta-de-tinta-permanente», logo destronada pelo império da revolucionária «esferográfica-descartável-de-plástico». Contudo, para quem seguiu a vertente Comercial do Ensino Secundário, a velha «caneta-de-madeira» continuava a presidir às aulas de Caligrafia e, por arrastamento, às de Contabilidade. As letras inglesa, francesa e gótica, registadas em aparos adequados aos diversos estilos ainda resistia nos primeiros anos da década de 70 no ICL. Os Cravos de Abril é que vieram modificar essas tradicionais técnicas de escrita. Gradualmente, os mastodônticos «cérebros electrónicos» foram cedendo o passo aos maneirinhos «computadores individuais» tão populares e indispensáveis nos nossos dias. Toda uma história feita de muitas histórias (ou «estórias», como alguns começam a preferir), que a NET se encarrega de distribuir um pouco por todo o lado e ao domicílio, neste «Admirável Mundo Novo».
Artur R. Gonçalves.........30-12-2008
Depois desta breve «história cronológica» da arte de escrever do Artur, porque não relembrar as aulas do ICL onde no mesmo início de 70 aprendíamos (?) Programação Cobol (seria esta a linguagem ?) sem nunca termos à nossa frente a pequena caixinha quadrada que mudou o mundo. É claro que, no meu caso pessoal pelo menos, foi tempo perdido. Apenas a partir de 82 comecei a lidar diáriamente com estas coisas e a contribuir para os milhões do Bill e dos companheiros «mal vestidos» da altura. Já lá vão afinal 26 anos. Uma eternidade.
Outra forma particular de escrever era a Estenografia. O oposto da Caligrafia. Não sei se algumas das nossas ex-colegas guardou alguma coisa e continua a usá-la, mas também neste caso para mim, foi tempo perdido. Falo em ex-colegas, no feminino, pois lá em casa a minha esposa, que muito cedo deixou as escolas do nosso cantinho à beira-mar plantado, quando precisa de gravar rapidamente qualquer coisa, prefere o uso daqueles riscos esquisitos, ao sofisticado gravador digital.
Nós que escrevíamos ininterruptamente horas seguidas, hoje se devemos alinhavar mais de 5 linhas seguidas, sentimos o braço a dar sinais de cansaço. Deve ser apenas falta de hábito, pois a idade não terá nada a ver com o caso. Espero.
J.L.Reboleira Alexandre........30-12-2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
A Escola do meu tempo
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Visita a Conímbriga
Esta fotografia de 1965, chega-nos através da Lena Silva e da Teresa Santos.
Trata-se de uma visita das alunas da Formação Feminina a Conímbriga. Segundo algumas notas que acompanhavam as fotos julgo não me enganar se disser que na fila de cima estão a Teresa Santos, a São Lopes, ? , Beatriz, Professora Maria Xavier, Professora Deolinda Ribeiro e Professora Ermelinda.
Na fila de baixo; a Celeste Santos, a Fátima Valente e a Lena Silva.
José Ventura
Comentário:
Iniciada recentemente nestas andanças da Informática dou de vez em quando uma espreitadela por aqui e eis que me deparo com certas fotos minhas! Que saudades! E a quantos de vós já não vejo há tantos anos! Devo acrescentar que, apesar dos anos, continuam todos muito bonitos!Beijinhos da
Fátima Valente...........25-03-2009
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Alberto Morais do Valle
Provavelmente o nome Morais do Valle, para os menos atentos à história da Escola, não diz nada.
Este Ceramista e Escultor, retratado na foto de cima no lado esquerdo, foi professor da Escola e Director até 1945, altura em que lhe sucedeu no cargo o Dr. Leonel Sotto Mayor.
Vem isto a propósito porque aqui há dias fui surpreendido com um mail da Isabel do Valle, neta deste ilustre Professor, que me deu conta do seu interesse em saber coisas sobre o seu Avô e enviou estas fotos que como se pode ver pela dedicatória reportam ao ano de 1940.
Comecei a fazer as minhas pesquisas e a Matilde deu-me uma ajuda preciosa, diz ela:
....Alberto Morais do Vale, antigo professor e director da Escola, é o autor do baixo-relevo que se encontra no frontão da Casa dos Barcos. Esta obra ali produzida em cimento é uma alegoria à Pintura e à Escultura, tendo ao centro as armas da Cidade. Foi ali colocada na época em que o edifício foi preparado e beneficiado para receber o Museu José Malhoa. Inaugurado a 28 de Abril de 1934, dia do aniversário natalício de Malhoa – que falecera a 26 de Outubro de 1933 –, passou aquele espaço a denominar-se também Pavilhão Rainha D. Leonor.
A instalação provisória do Museu José Malhoa na Casa dos Barcos e os benefícios que este equipamento recebeu deveram-se à notável colaboração do Hospital Termal, proprietário do espaço, na pessoa do seu Director, Dr. Mário Rocha, que assim concorria para que a instituição nascente encontrasse um local de acolhimento condigno, se afirmasse e crescesse, homenageando o Pintor. Abria ao público de 28 de Abril a 26 de Outubro de cada ano, obedecendo também às condicionantes de clima; no restante período do ano, as obras de arte retiravam e a Casa dos Barcos cumpria a sua função de albergar os barcos do Lago do Parque. Este esquema duraria poucos anos, pois a colecção crescia e, cerca de 1938, o Museu apresentava-se ainda provisoriamente noutro local da Cidade. Em 11 de Agosto de 1940, o edifício próprio acabado de construir inaugurava-se com o nome de Museu Provincial de José Malhoa.
Se a memória não me trai, na colecção de cerâmica do Museu José Malhoa, existiu uma peça da autoria de Alberto Morais do Vale, uma figura de Mulher madeirense, com o seu traje regional, creio que uma garrafa, da qual servia de tampa a borla do chapelinho típico. Esta peça foi oportunamente transferida para o Museu de Cerâmica.
Espero que a pouca informação que tenho sirvam para ajudar a construir a memória de Morais do Vale. Sabes, a minha mãe fala nele, pois era dos professores seus tempos de aluna….
Em conversa com Sr. Hermínio de Oliveira, fiquei a saber que o Ceramista Morais do Vale, no início da sua permanência em Caldas, foi chefe da Cerâmica Moderna que era propriedade do Industrial Mourão.
Portanto minha boa Amiga Isabel do Valle, para já foi o que consegui saber, quem sabe se há por aí alguém que possa acrescentar alguma coisa.
José Ventura

Comentário:
Sou a neta mais velha de Alberto Morais do Valle. Eu e o meu irmão, José Manuel Morais do Valle Soares, sempre tivémos vontade de tirar do anonimato o valor do meu avô como escultor à época.
Pessoalmente, visitei, cuidadosamente, o Museu Malhoa, nas Caldas da Rainha e fiquei muito triste por não haver lá uma única obra do nosso avô.
Quer o meu irmão quer eu própria, não nos importávamos de ceder uma peça da nossa pequeno espólio para reparar essa falta.
Agradeço-lhe imenso estas referências, porque, deste modo, também, na Internet fica registado o nome e informação sobre o nosso avô.Bem haja!
Lia Morais do Valle Soares..............26-12-2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
Meninas de 1935
Estas fotografias dos anos trinta têm o condão de nos transportar aos tempos em que as “Escolas” tinham uma filosofia de vida que não tem nada a ver com os dias de hoje.
É incrível como o tempo passa depressa e quando percebemos, a escola não faz mais parte de nossas vidas. Deixamos de ser alunos para sermos profissionais.
…mas nostalgias à parte esta fotografia, das mais antigas que tenho da Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha, vem do álbum de recordações da Professora Ermelinda, (fila de cima, terceira a contar da esquerda), é datada de 20 de Fevereiro de 1935, quando ainda era aluna, pois mais tarde viria também a dar aulas de desenho.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Outras reuniões intercalares
Do Ramiro Ruas recebemos esta fotografia com o seguinte texto:
Não sei se sabes a nossa turma das Secções Industriais de 65/66,todos os anos se reúne.
O ano passado fomos almoçar num barco na Barragem de Castelo de Bode e este ano fomos para as grutas de S. António. Depois de um almoço avantajado, aqui fica a fotografia para recordação.
A descrição das “celebridades” bem nutridas mas sempre alegres é a seguinte;
Fila de cima: Rebordão – Vítor Rego – Henrique Jorge – José Vigia
Fila de baixo: Fernando Jorge – José Lopes – São Lopes – Glória – Ramiro
Falta o Quaresma e o Carlos Marques que não puderam estar presentes.Os restantes sorrisos, são as caras metades destes artistas.
Caros colegas finalistas do ano de 65/66, a nossa turma decidiu alterar o local do nosso encontro anual que se efectua há muitos anos. Assim no próximo ano estaremos presentes em força, carecas barrigudos mas sempre com boa disposição para alegrar o dia do Grande encontro dos antigos alunos da Escola.
Assim, aqui fica o convite a todos colegas finalistas desse ano, para nos juntar-mos no almoço, no próximo dia 9 de Maio de 2009, para mais uma tarde inesquecível.
Um abraço
Ramiro Ruas
Comentário:
É com muita alegria que vejo o Ramiro a participar com assiduidade no blog da sua escola.
Venho desafiar alguns dos seus colegas de turma e meus conhecidos a seguirem os seus passos, pois de certo que enriqueceriam este espaço.
Laura Morgado.......12-12-2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Formação Feminina de 1963
Aqui está a turma da Formação Feminina do 2º ano de 1963.
Julgo não estar enganado se disser que o edifício que se vê em fundo é a Escola Velha, embora tenha alguma dificuldade em enquadrar o edifício mais baixo.
Certo é que a fotografia aqui apresentada chega ao Blog pela mão da Teresa Ramalho.
José Ventura
Comentário:
A menina de fila de baixo lª da esquerda é a Perolina .
Carlos Nobre.........12-12-2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
No parque em 1961
Esta fotografia da Teresa Morgado obtida na ponte sobre o Lago, em Maio de 1961, tem a particularidade de deixar ver ao fundo os Pavilhões do Parque bem como o Salão Ibéria, este já desaparecido.
Quanto aos alunos, que aproveitaram um intervalo para uma passeata pelo parque, tenho algumas dificuldades em identificar, apenas reconheço na esquerda a Teresa Morgado e o “menino” engravatado, o Galrão, que durante alguns anos foi meu companheiro do Ténis de Mesa.
José Ventura
Comentários:
As "meninas" conheço-as muito bem pois todas elas foram minhas colegas de turma. Assim e da esquerda para a direita encontramos a Teresa Morgado, a Carolina (Irmã do Pila da Nazaré e que presumo se encontra radicada em Inglaterra) e por ultimo a Helena Honório. O jovem engravatado, desculpa mas parece-me que estás enganado porquanto penso que não se trata do meu particular amigo e colega do Banco o Carlos Galrão .Os restantes "jovens" que se encontram no plano inferior não me ocorre os seus nomes. Cumprimentos para a toda "geração" dourada dos anos 60 que frequentou a "nossa Escola"
António Nobre......07-12-2008
(Este Galrão não é o do banco, mas sim o irmão que trabalhava no Thomaz Santos).
Oi gente ! Uma pequena achega - o "menino" que está em baixo,à esquerda, é o Dionísio Gomes Ferreira, de A-dos-Negros. Tivémos, durante anos, o gosto de o ver na TV,em representação das Finanças em tudo quanto era concurso. Lembram-se ?
Noronha........07-12-2008
Lembro-me muito bem do nosso comum amigo Dionísio...
Mas caríssimo amigo Noronha...não estou a ver nesta foto o Dionísio...!!!
Tens mesmo a certeza de que é ele...?
Um abraço para ti e para todos os companheiros/as, com os desejos de um Santo Natal...
Maximino.........08-12-2008
Pois...deixem-me cá ver se ponho o carro nos eixos. O nosso amigo de gravata é o João Manuel Pereira de Figueiredo Galrão (irmão mais velho do Carlos Galrao). O dito Patuleia não é!!! É o Rodolfo que tinha uma vistosa Kreidler Floret que, quando era para ir para os bailaricos, levava três. Aquilo é que era uma máquina.
Aires Macela.........08-12-2008
Ó Macela, não é Patuleia mas também me parece que não é o Rodolfo !
Então, alguma vez o Rodolfo se ia sentar no chão ??!!
By the way, já há uns tempos que não sei nada do Rodolfo. Encontrei-o, há uns meses, na Foz, altura em que ele me contou da operação que havia feito (ao esófago, creio).
Na ocasião, pareceu-me bem e, como sempre acontece nestas ocasiões, tivémos oportunidade de filosofar um pouca sobre a vida, a saúde, etc...
Alguém o viu recentemente ?
Um abraço para a malta.
Noronha........09-12-2008
Meu caro Noronha tenho 100% de certeza de ser o Rodolfo, falava com ele quase todos os dias e, como antes disse, a quantos bailaricos fui com ele e às vezes, com mais outro na sua máquina.
Um abraço
Aires Macela - 09-12-2008
Amigo Aires Alberto Mota Macela Corte Real, nº. 109 (ou 107 ?) do 1º. B no ano de 1956/57: Como não sou teimoso, não insisto.
Recordo também a linda Florett do Rodolfo em que ele, acelerando furiosamente, fazia as delícias das meninas !
Um tio meu (talvez vocês o conheçam, Abílio de seu nome e que foi Chefe de Vendas da Fiat durante muitos anos) também tinha uma Florett vermelha em que me iniciei, mas nunca com a destreza e o espectaculo do Rodolfo!
Aproveito para desejar-te, Macela, bem como a todos os visitantes do blog do ZV, um Feliz Natal e Bom Ano Novo.
Noronha.......10-12-2008
Meu caro Noronha,
Desta vez não tens razão. Trata-se mesmo do Rodolfo. Julgo que o seu estado de saúde está bom dado que ainda ontem imobilizou a sua viatura junto de uma passadeira para que eu atravessasse. Vi-o de relance mas pareceu-me com óptimo aspecto pelo que julgo ter sido o seu problema totalmente ultrapassado.
Um abraço.
Sanches........10-12-2008
Agradecendo primeiro de tudo o apoio moral do Sanches, retribuo ao Noronha em particular e de um modo geral a todos os vizitantes desta tertúlia os votos de Feliz Natal.
Um abraço para todos
Aires Macela - 11-12-2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Equipa de Voleibol de 1954
O cenário não é propriamente o de um pavilhão, mas segundo rezam as crónicas, a equipa era do melhor que havia.
A fotografia que saltou do álbum do Valentino Subtil, um cerâmico que fez carreira, traz para o blog esta selecção de voleibol de 1954.
Para que o registo fique completo, aqui fica o nome dos atletas: Em pé; Próspero, ?, João Afonso, Jacques e Mário Tavares. Em baixo; Henrique Nogueira, Ribeiro e Subtil.
José Ventura
Comentários:
Caro Valentino Subtil
Um grande abraço e votos de BOAS FESTAS extensivos à Laura.
Cá vai uma dica acerca desta fotografia: O fotogénico que está em cima entre o Próspero e o João Afonso, não será o LUZIO, reformaddo Tribunal Judicial? Julgo não estar enganado.
Um abração
Mário Reis Capinha ..........28-12-08
Pois claro que é o nosso amigo Carlos Luzio.Quero enderecer a todos os colegas .
Votos de Bom Ano Novo 2009
V.Subtil..........29-12-2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
A Formação Feminina
A fotografia aqui reproduzida foi tirada por volta de 1962, logo na “Escola Velha”, e as meninas fotografadas com as suas batas brancas eram as finalistas do curso da Formação Feminina.
O cenário é a escadaria do que é hoje o Palácio da Rainha. onde na altura funcionava, no primeiro andar. a sala de aulas do respectivo curso.
Como a São Venda, que nos trouxe esta foto, tem tudo muito bem documentado, é possível identificar toda a gente:
De cima para baixo: Alda Capinha, Emília Caria, Eleonora, Maria do Carmo, Cecília, Fátima, Natália, São Venda, São Lopes, Beatriz e Alzira Carinhas.
José Ventura
domingo, 30 de novembro de 2008
Núcleo de Teatro
Actividades Circum Escolares Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha
Este prospecto, anuncia a iniciativa do Núcleo de Teatro da Escola, dirigido pelo Professor J.M.Bento Monteiro, coadjuvado pelo então jovem professor Mário Tavares.
O mais importante deste tipo de acontecimentos, era o envolvimento dos alunos, fossem do Comercio ou da indústria.
Por outro lado as representações, traziam à Escola os pais , os familiares e muita gente que gostava de teatro e que via nestes acontecimentos culturais qualidade e entrega.
Os anos de 1967, 68, 69,70 foram sem duvida anos extraordinarios de iniciativas promovidas pelos alunos da Escola.
Tenho que vos confessar que este periodo que antecedeu o 25 de Abril, foi vivido com uma intensidade estonteante fazendo desse periodo o meu tempo de eleição.
Aos muitos colegas que neste nucleo de teatro participaram o meu abraço fraterno e o desejo de que um dia nos possamos encontrar todos, para matar saudades e rever-nos.
Jorge Sobral
Comentários:
É espantoso como algumas pessoas têm a capacidade de preservar memórias do esquecimento e de as transformar em documentos históricos de valor inestimável. O JS é um desses privilegiados. O programa do «Serão de Convívio» guardado tantos anos é elucidativo da dinâmica do Núcleo de Teatro da Escola, dirigido pelo Prof. Bento Monteiro. Só é pena que seja omisso na indicação do ano a que se refere esse 13 de Março. A minha intuição analítica leva-me a apontar o início da década de 70, já que o lançamento nacional do Manuel Freire no panorama musical português só se deu com a sua interpretação da «Pedra Filosofal» no Zip-Zip, programa que RTP transmitiu entre Maio e Dezembro de 1969. Na altura em que terá estado na Escola, já eu tinha saído das CdR, pelo que terei perdido um óptimo espectáculo. Felizmente que no dia 29 de Março de 1974 não deixei fugir a oportunidade de o ver ao vivo no Coliseu de Lisboa. Eu e mais uns bons milhares de companheiros no «1.º Encontro de Música Portuguesa», organizado pela Casa da Imprensa. O 16 de Março tinha sido há pouco, o 25 de Abril estava já a caminho.
Artur R. Gonçalves.......01-12-2008
Este meu comentário tem o propósito de esclarecer a data do cartaz. No canto inferior direito está inscrita a data de 1971.
Jorge Sobral............22-12-2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Morreu o Prof. Bento Monteiro
Com o galgar dos anos os professores que foram uma referência da nossa Escola vão-nos deixando. Agora foi a notícia do desaparecimento do Professor Bento Monteiro que nos deixa tristes.Nos meus tempos de Escola apenas tive aulas de Português com o Professor durante 1 ou 2 meses, em substituição de uma professora que por qualquer motivo ficou impedida de dar aulas, mas nestes últimos anos tive o prazer de conversar com ele diversas vezes.
Há cerca de um mês falei-lhe numas fotografias que tinha, onde o professor aparecia como encenador de várias peças de teatro.
Ficou combinado que um dia destes passaria na minha loja para ver as fotos e falarmos sobre a Escola, enfim, sem ser uma coisa formal, seria uma entrevista para publicar no Blog.
…mas a vida tem destas coisas, partiu o Professor das inúmeras histórias que fazem parte das nossas recordações.
Hoje 28 de Novembro de 2008 faleceu o Professor José Manuel Bento Monteiro
José Ventura
Agora consigo com grande tristeza relembrar as feicões do Prof. Bento Monteiro, nao mudaram muito e para sempre ficarei com esta imagem em mim. Os meus mais sinceros pesames à familia do Prof. Bento Monteiro.
Fui aluno do Professor Bento Monteiro em História e Formação Corporativa (lembram-se - os mais velhos - desta disciplina?), aí pelo fim dos anos 50.Guardo recordações ímpares das aulas dessa figura única que foi o Prof. Bento Monteiro - as chamadas ao quadro, em grupos de 5 (as "equipas de hóquei"), para não falar das façanhas do Prof., quer na pesca quer na caça, cujo relato nos fazia com grandes doses de "fantasia"!
Ao Mestre cujo saber e ensinamento só mais tarde entendi e apreciei
A realidade hoje é bem outra, mas sem a ignorar, os BM para mim serão sempre isto!Sinceros pêsames para o filho e beijinho para a Dra Elvira.
Nos comentários sobre o Dr. Bento Monteiro "vi" o nome de Laurinda Ferreira. A atriz,que foi minha colega na ROL?
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Uma pausa musical
Há poucos dias foram publicadas as fotografias do Ramiro Ruas sobre a festa de Finalistas de 1966. Como se recordam o nosso colega era o viola baixo de serviço. Hoje voltamos com mais uma foto do grupo musical da Escola desta vez durante a festa do Dia da Espiga.
Em mails que troquei recentemente com o Ramiro Ruas fiquei a saber que esta coisa da música é um bichinho que não larga as pessoas e o nosso amigo continua em grande forma, juntou alguns amigos, na sua maioria professores da zona de Alcobaça e formaram o Grupo que dá pelo nome de SOÃO, tudo gente divertida conforme se pode ver pela foto em baixo.
O Agrupamento dedica-se fundamentalmente à música Portuguesa e sons dos anos sessenta.
Para ficarem com uma ideia clica aqui para ouvir. (O vídeo foi obtido através do telemóvel durante um ensaio do grupo, na deslocação ao Luxemburgo.)
Comentário:
Ramiro. Parabens!!!!!!
Ermelinda Lopes.......10-12-2008
Obrigado Ermelinda pelas tuas palavras amáveis. Lá estaremos no próximo ano mas desta vez, com toda a Turma do nosso ano. Há já muitos anos fazemos um almoço anual que não é de perder, e resolvemos que o próximo, será juntamente com todos os colegas da Escola, nas Caldas.
Portanto seria muito engraçado poder reunir o maior número de colegas desse ano. Passa a palavra pois vai ser uma tarde certamente para não esquecer, a avaliar pelos nossos almoços. Um beijo para ti
Ramiro Ruas......11-12-2008
Sou do ERO,e frequentadora do blog da Escola, apesar de nunca ter enviado nenhum comentário.
Como amiga do Ramiro,quero deixar aqui os meus parabéns, pois acho fantástica a relação dele com todo o grupo musical.
Laura Morgado........11-12-2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Notícias de Londres
Olá AmigosEu sou o Fernando Jorge Rodrigues e numa “navegação” fortuita na net descobri que afinal os antigos alunos da Escola, ainda mexem.
Viajei pelo mundo inteiro e acabei por criar residência na Inglaterra onde sou casado com dois filhos, uma rapariga de 23 anos e um rapaz de 6 anos.
Saí de Portugal em 1985 com destino a América onde mantenho residência. Em 1995, durante uma viagem de negócios a Inglaterra, conheci a minha esposa, portuguesa também de Torres Novas, e acabei por abrir uma sucursal aqui e por cá me mantive até hoje, tendo uma vida bastante activa que não me permite muito tempo livre.Há alguns anos que não vou a Portugal e a saudade é tanta que por vezes só me apetece voltar e não olhar para traz, mas não tem sido possível.
Já não me lembro muito bem dos meus companheiros de Escola onde andei de 1971 ate 1980, de quem me lembro bem é do Professor de História, Sr. Coutinho, além de criar um imenso interesse por história iniciou-me nas Artes Marciais especificamente no Judo, graças à forte convicção que o Prof. Coutinho criou em mim, hoje tenho um respeitável negócio aqui em Inglaterra no ramo da Segurança, Investigações e Segurança Pessoal.
Foi interessante saber que os antigos alunos da Escola Industrial e Comercial da minha cidade fazem encontros anuais. Quem sabe se um dia terei oportunidade de participar nestes encontros, o que me daria muito prazer para voltar a encontrar pessoas que fizeram parte do meu passado, e que me ajudaram na minha formação.
Um abraço a todos
Fernando
domingo, 23 de novembro de 2008
Revista da Imprensa
Hoje dei uma volta pela imprensa escrita e faço eco de duas referências a antigos alunos da Escola.
Na "Gazeta da Caldas" a Matilde tem honras de notícias devido ao facto de ter sido nomeada directora dos Museus José Malhoa e do Museu da Cerâmica, ambos sob a tutela do Instituto dos Museus e da Conservação.
Na pequena entrevista dá-nos conta da reabertura do Museu Malhoa que deverá acontecer em Dezembro.
No recorte em baixo extraído da “revista On-line” ligada à Universidade do Algarve, o Artur na sua análise literária da obra “Sombra do Vento” de Carlos Ruiz Zafón “dá um bigode" ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
Estes amigos têm algumas coisas em comum, ambos foram finalistas do curso Geral do comércio em 1968 e escrevem muitíssimo bem.
Parabéns aos dois e façam o favor de continuar a colaborar no Blog.
Comentários:
O que é engraçado em qualquer dos casos, é que qualquer deles aos 16 anos dificilmnte suspeitaria fazer carreira (estarei enganado ?) no campo das letras e da cultura. Se no caso da Matilde, que revi com prazer em Maio no nosso almoço após mais de trinta anos, não sei em que altura decidiu mudar de rumo e abandonar as Contabilidades para enveredar pelas Artes, já no caso do Artur com quem partilhàmos o velho edificio dos futuros Contabilistas no edificio da ex-Embaixada da Russia (antes dos Sovietes imagino) na rua das Chagas em Lisboa, foi já muito tarde que o despertar da vocação para as Letras se concretizou. Perdemos um homem da finança (o país bem precisa deles), mas ganhàmos um literário. Na troca ficàmos a ganhar, pois sou actualmente (graças ao blog) um dos beneficiados pela sensibilidade e beleza de tudo o que o Artur escreve.Ele vai desculpar a inconfidência pois estou certo que após estes anos todos, não terá a mesma timidez (como nós afinal) que tinha naqueles distantes anos de finais de 60 principios de 70. Abraço forte para o Artur e beijinho para a Matilde.
J.L.Reboleira Alexandre......23-11-2008
E saúdo-vos a todos, mais à Matilde com quem muito convivi nessa época de estudos e de formação da personalidade.
Higino Rebelo.....25-11-2008
Caríssimos ZV & ZL,
Levanto-me todos os dias às 7.00H da manhã, despacho-me à pressa e apanho o autocarro para a UAlg. Chego ao meu gabinete por voltas da 8.00H. A primeira coisa que faço é abrir o m/ PC, ligar à NET e espreitar os «alunosbordalo.blogspot». Apanhei este vício há cerca de um ano. (Como o tempo voa e os vícios se entranham…). Depois, trato da minha vida. As aulas, quando as tenho (terças a quintas), nunca começam antes das 8.30H. Foi nessa primeira meia hora do dia que descobri, com grande surpresa, a Revista da Imprensa de Domingo, 23 de Novembro de 2008. Não estava à espera do recorte do CONTEMPORÂNEO. Obrigado pela atenção. Sobretudo pelo exagero da apreciação. A tal brincadeira do «Bigode»… Achei piada (devo confessar). Ao compor o apontamento literário com 350 palavras (os meus alunos chamaram-lhe crónica) não estava a proceder a nenhuma «análise literária», mas sim a questionar um dos aspectos que me sugeriu a leitura da Sombra do Vento e do Jogo do Anjo, romances «contemporâneos» compostos pelo Carlos Ruiz Zafón, a problemática dos best sellers. Espero que os restantes confrades não tenham achado uma «grandre seca». Ça y est !
A nomeação da Matilde, em contrapartida, não me surpreendeu, pois estava convencido que já desempenhava esse cargo há algum tempo. De facto, o meu afastamento tão prolongado das CdR impediu-me de seguir paulatinamente o processo de amadurecimento dos meus antigos colegas da Escola. Em alguns casos, esqueci-me mesmo da sua existência. Os neurónios são assim. Quando não são estimulados, adormecem. As memórias que guardo de todos é, por conseguinte, muito ténue. Só as visitas diárias ao BLOG é que têm provocado o despertar dos tais neurónios adormecidos. Um dia destes, ganho coragem e mando uma mensagenzita à Sra. Directora. Quem sabe se terei coragem. Provavelmente não. Então, desculpar-me-ei, como muita gente faz, com a falta de tempo.
Não sei quando é que me senti com vocação para as letras. Sei que comecei a ler muito cedo e a gostar de o fazer. Na Escola, sempre tive mais queda para as humanidades do que para as ciências. Tive sempre um bom relacionamento com a escrita ecom aleitura. Na altura, como se lembrarão, as predisposições para uma área ou outra dependia em muito de factores estranhos às capacidades reais que cada um de nós sentia. Uns iam para o Liceu (ou Externato), outros para o Comércio, outros ainda para a Indústria, as meninas, essas, iam para a Formação Feminina. A coisa estava bem pensada pelo senhor de santa-comba. Muita sorte tivemos nós de não ter ficado com a 4.ª Classe. Fomos, mesmo assim, uns privilegiados. Quem diria, passados 40 anos. Com alguma certeza, só poderei dizer que me deixei de cantigas em 75/76, quando resolvi pôr de lado contabilidade, economias e quejandas e me inscrevi na Faculdade de Letras da UL. A partir daí, foi sempre a andar. A minha vida deu uma volta de 180º. Não fique melhor de vida (muito pelo contrário), mas dei um pouco de sentido a essa mesma vida.
Quanto à «timidez», devo dizer que a vida (outra vez a vida) me obrigou a encará-la como algo de normal. Existe - tal como a gaguez -, mas é preciso saber lidar com ela. Aliás, tomei essa decisão no ano em que entrei no ICL e deu resultado. Actualmente, prefiro utilizar a palavra «reservado», sobretudo com os estranhos. Sou uma pessoa naturalmente introvertida em ambientes desconhecidos. C’est la vie.
O testamento já vai longo e o dia ainda está longe de chegar ao fim. São 6.30H da tarde e ainda me vou manter aqui até às 8.00H. Depois é o regresso a casa. A pé, para manter a linha e desanuviar um pouco. Entregue aos pensamentos. Um dia destes passou-me pela cabeça ir passar o Natal às Caldas. Quem sabe se não nos vamos cruzar nas velhas vielas da cidade da rainha.
Um abraço forte para os dois e pelas palavras simpáticas do POST e do COMENTÁRIO,
Artur ..........25-11-2008
Apesar do "homem de Santa Comba" e do que lhe seguiu as pisadas, pertencemos, como diz o Artur, a uma geração privilegiada, que conseguiu passar da "cepa torta" e assistir, entre muitos outros que me dispenso de enumerar, ao "milagre" que é ter o Artur no Algarve, o Reboleira no Canadá, a Mirandolina no Luxemburgo e tantos outros, em muitas outras paragens, a recordarem "on line" a juventude "morninha" nas Caldas.
Não esqueçam, nunca, que o futuro é amanhã e... estaremos lá!
P.S. (para o Artur) - Já li A Sombra do Vento.
Orlando Sousa Santos.......25-11-2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
O espectáculo vai começar
Hoje trazemos para o Blog um espectáculo muito bem documentado pelas fotografias do Ramiro Ruas, o Viola baixo do conjunto da escola.
Este acontecimento musical, que decorreu no Ginásio, fez parte da festa de finalistas de 1966.
Senhores e senhoras aqui estão os cantores que o País consagrou.
Lurdes Maçãs
Odete Maçãs

O Conjunto: No acordeon, Carlos Duarte e Arménio, na viola Ramiro Ruas, e.... não sei maisterça-feira, 18 de novembro de 2008
Reuniões intercalares
O blog está sempre aberto para os grandes temas e pronto para divulgar acções de “trabalho” como esta que aqui é documentada, que nos chega pela mão do José Santana Marques.
Aproveitando mais uma visita do Chaves, que pelos vistos passa mais tempo em Portugal que no Canadá, o “Grupo do Central” juntou-se para “regar” uma amizade que nasceu na Escola por volta de 1959 e não pára de crescer.
Para que fique registado, os intervenientes desta foto, que não se contentam como o almoço de Maio, e avançaram com esta reunião intercalar, são; o Marques, o Chaves, o José Santana Marques, o Gil Siopa e o tocador de serviço, o Mogo, ou como eu conheço o Manuel Coelho.
José Ventura
Comentários:
Ao que parece (pelas ferramentas...!!!)...
Tratou-se de uma reunião de trabalho...!!!
Um abraço solidário para esses amigos...!!!
Maximino........19-11-2008
Vou lançar um desafio público ao Manel Mogo, mais conhecido por Manel Coelho, para no próximo almoço, em Maio, pegar no acordeon e oferecer-nos uma Rapsódia com peças da sua autoria ou não. É que, para quem não saiba o Manel além de músico é também autor/compositor. Esperamos tê-lo connosco, desta vez não te escapas.
Vitor Silva.......20-11-2008
domingo, 16 de novembro de 2008
A Entrada da Escola Velha
De todas as fotografias que fazem parte do nosso arquivo esta é a única que nos mostra a entrada da Escola Velha. Podemos ver ao fundo o edifício principal e se não estou em erro no edifício mais baixo era onde funcionava o "Ginásio".
Esta “relíquia” faz parte do álbum de recordações do Rogério Guimarães, e provavelmente foi obtida por volta de 1962.
José Ventura
Comentários:
É verdadeiramente preciosa esta fotografia ! Com o conhecimento de quem lá fez todo o seu Curso (Geral do Comércio) faço uma correcção. O edifício baixinho era a oficina de Trabalhos Manuais onde "pontificava" (autoritário e nem sempre muito simpático) o Mestre Mateus com a ajuda (sempre compreensivo e amigo) do Mestre Inácio (Oliveira). Belos tempos !
Noronha......16-11-2008
Caro amigo Zé Ventura, esse edifício mais baixo era a oficina de "Trabalhos Manuais". Aí tinha eu aulas com esse grande Mestre e Homem que se chamava Mamede.
Santana Marques......16-11-2008
Ginásio???!!!Não achas que isso era muito fino para a época? O ginásio era ao livre em terreno de saibro. E ainda bem que assim era porque, quando tínhamos aulas na sala 3, dava para, através das janelas, vermos as pernas das nossas colegas nas aulas de Educação Física, ministradas pela Professora D. Rosa. Um abraço.
Sanches.........17-11-2008
A confusão está instalada. Creio que tem tudo a ver com a época de cada um. Nos 2 últimos anos da escola, penso que aquele local era mesmo o «ginásio». No Vestiário não havia duches para limpar a transpiração. As aulas de Trabalhos Manuais eram do lado da mata, e penso que até desciamos umas escadinhas para lá chegarmos. Os mestres eram quase os mesmos, e o prof. de ginástica já era o Silva Bastos, que levava aquilo muito a sério.
Poderei no entanto estar enganado !
José L. Reboleira Alexandre.........17-11-2008
Peço desculpa de contrariar a informação dos três ilustres comentadores, mas de facto, pelo menos nos últimos três anos, da agora chamada "ESCOLA VELHA" a casinha que se mostra, foi realmente o "ginásio !!!??" que eu e mais alguns tivemos que frequentar.Foi nessa casa que durante os dois anos de Ciclo Preparatório e primeiro ano do Geral Comércio o Prof. Silva Bastos me acompanhou em aulas de ginásio, quando chovia, quando fazia bom tempo íamos então para o exterior, local onde hoje funciona o parque de estacionamento do Centro Hospitalar.Nessa altura, as aulas de trabalhos manuais c/ o respectivo fato de macaco de sarja(?)cor de barro, eram ministradas, num edifício do lado poente da escola ao qual se tinha a acesso por umas escadas. Essas escadas também garantiam a passagem das meninas para as aulas de trabalhos manuais e formação feminina e para nós podermos comprar uns bolinhos ou rebuçados numa género de "cantina", que surgia no caminho.
Manuel Vasconcelos........17-11-2008
Bem...eu de ginásio na "Escola Velha...", apenas me lembro de uns pavilhões ao lado do antigo Tribunal que haviam servido de prisão...!!!
Maximino........17-11-2008
Os ilustres comentadores têm todos razão, só que estão a falar de épocas diferentes. Inicialmente, funcionava a oficina de Trab Manuais (1959/62) e o ginásio era na antiga cadeia, na Mata, ao lado do Tribunal velho, onde tive aulas com o saudoso Dr Calheiros Viegas.Posteriormente, sim deixou de ser oficina e passou a ginásio, onde também tive aulas com o Dr Silva Bastos.
Vitor Silva.......17-11-2008
As dúvidas começam a dissipar-se e a luz começa a surgir. É bom observar que os comentários voltaram a marcar presença no Blog. A fotografia foi tirada no ano em que pisei pela primeira vez a «Escola Velha». Nessa altura, as aulas de ginástica decorriam no edifício mais pequeno, transformado num ginásio mais do que improvisado; e as de desporto no exterior, no tal pátio de terra batida ou saibro. Os Trabalhos Manuais, esses, funcionavam no tal edifício com a aparência de fortaleza, junto à Mata e Palácio Real. De cantinas, só me recordo de uma pequena venda de bolos instalada numa sala que fazia a ligação entre o edifício central e o pátio interior. Consoante as possibilidades de cada um, podia optar-se ou por uma simples filhó polvilhada de açúcar amarelo e canela ou por uma verdadeira bola-de-berlim sem recheio e o mesmo açúcar e canela. Não me recordo dos preços exactos, mas contava-se em tostões. Creio que 10 e 15 respectivamente. Ou seria 5 e 10, pouco importa. Uma exorbitância. Quando nos mudámos para a «Escola Nova», nem queríamos acreditar em tanto luxo. O Professor Silva Bastos terá sido, entre o corpo docente da época, o que mais sentiu as diferenças. Basta pensar no carinho especial que tinha (e nos fazia ter) pelo Ginásio, a menina dos seus olhos.
Artur R. Gonçalves.......18-11-2008
Caros Colegas das diversas gerações.
Só agora entrei nestas "andanças" pelo que estou a dar uma volta no blogue.
Quanto à casinha que aparece na foto, parece que todos os comentadores estão cheios de razão,pois ao longo dos anos a sua utilização foi diversa. No entanto,como sala de trabalhos manuais foi utilizada antes da data indicada pelo Vitor Silva, pois em 49/50 tive eu ali aulas de trabalhos manuais do chamado ciclo-preparatório, com o saudoso mestre MAMEDE.
Mário Reis Capinha 28-12-2008
Não sei a que estão a chamar entrada da "Escola Velha", por acaso a unica que conheci. Acho que o portão que se vê é uma entrada para a mata.A entrada mais abaixo que não está na fotografia, ao lado do chafariz, tinha do lado direito de quem sobe em direcção à Escola, as oficinas, por cima a PSP, do lado esq. a dita entrada para a mata, o edificio que se vê em 1º lugar poderia ser a sala de trabalhos manuais, mais a frente a entrada para a Escola e as escadinhas que ficavam ao lado davam acesso a ceramica. Será?Jorge Saldanha.........06-10-2009
Temas: 1962
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Domingo depois da missa
É este o título que a Lurdes Peça atribui a esta foto, datada de 23 de Abril de 1967, que nos enviou de Faro, onde continua a acompanhar o blog da Escola.
Na verdade nos anos sessenta a ida à missa de domingo, seguida de um passeio pelo parque era um ritual quase “sagrado”.
Neste passeio os retratados são; o Nazaré Barbosa, a Mizá, a Maria José, a Lurdes Peça e a Elisabete Fortunato.
José Ventura
Comentários:
Pois é Zé, o pessoal ia todo à missa. Nas Caldas como nas aldeias circundantes. É claro que estou a brincar.
Acerca da foto e apesar de não me lembrar de ninguém, há no entanto uma presença que me é familiar. Estou a falar da Lurdes Peça. Não, não me lembro dela, mas do irmão, e ao ver esta fotografia, fez-se luz e voltei a ver o Peça alto e magro que ficou marcado na minha memória desde aquela altura. Seria porque ele pertencia à MP ou outra coisa qualquer? Não sei. Porque motivo é que houve colegas com quem lidámos diariamente que desapareceram das nossas recordações, e outros que afinal nem sequer eram do nosso curso, nem das nossas relações diárias e ficaram gravados. Creio ser isto tema para análise mais profunda. Freud teria certamente uma resposta. Nós temos apenas dúvidas.
José L Reboleira Alexandre.......14-11-2008
Desta vez, estou um pouco melhor de memórias do que o ZL. Lembro-me muito bem da menina morena que está sentada no canteiro. Morava, tal como eu, para os lados do Chafariz d’El-Rei (bonito nome que o ZV ainda não explorou no «Águas Mornas»). Há uma eternidade que não a vejo. Julgo também já ter visto aqui por Faro alguém muito parecido com a menina loura da bandolete. Quem sabe?O que sei muito bem, em contrapartida, é que por essa altura já não ia à missa com tanta frequência. Nem aos domingos nem aos restantes dias da semana. O W. Somerset Maugham tinha-me dissuadido um pouco dessa prática tão católica. Sobretudo com as dúvidas do protagonista da «Servidão Humana». Nos anos seguintes, ainda frequentei com grande afinco a Capela do Rato em Lisboa. Só que o fazia aos sábados à tarde e não era a convicção religiosa que me movia. Outros tempos, outras realidades, outras motivações...
Artur R. Gonçalves......15-11-2008
Olá! Esta mensagem é em especial para o Artur Gonçalves, de Faro. Sou a menina loura da bandolete, moro em Faro há 30 anos, e de certeza que já nos cruzámos por aí...sem nos vermos!
Um dia, consultando a lista dos antigos alunos, tive a curiosidade de saber se residiam alguns em Faro, e encontrei um Artur Gonçalves. Fui à lista telefónica ver a morada e vi que morava perto de mim.
Como estamos em época natalícia seria engraçado encontrarmo-nos e beber uma bebida quentinha e recordar a nossa escolinha...Que tal?
Lurdes Peça........27-11-2008
Pois é amigo José Reboleira Alexandre, lamento profundamente dizer, mas não me recordo nada do teu nome. Sabes, o tempo apaga em algumas pessoas a capacidade de decorar nomes, isso aconteçe comigo, será da idade? talvez, mas certamente não apaga nunca a lembrança desses dias, dessas imagens que ficam na nossa lembrança remota. Esta foto quase que apostava ter sido a tirar mas acho que foi o Filipe Ventura, que naquela altura andava a "catrapiscar" a Zé. Certamente que virás ao próximo encontro e então nos falaremos. Grande abraço.
Victor Pessa............01-03-2009
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Dia de S.Martinho
Quem disse que naqueles tempos só os homens é que se muniam do garrafão para comemorar o S. Martinho?
Conforme se pode ver pela fotografia que a Letícia nos enviou, as meninas comemoraram o Dia de S. Martinho de 1958, como mandam as normas, ou seja com castanhas e água-pé.
O grupo animado tem a seguinte composição: Monserrate, Lídia Mendes, Cremilde Vasconcelos, Letícia e Isabel Morgado.
José Ventura
Comentários:
A irreverência da juventude é intemporal. Passados cinquenta anos, a alegria mantém-se prodigiosamente presente. Gostava de saber a opinião do «quinteto académico» de meninas sobre o evento, mas nada nos é revelado. Mantém-se o silêncio. A imagem continua a ter de valer por não sei quantas palavras. A avaliar pela fotografia, a esta hora ainda estarão sob os efeitos do S. Martinho, das castanhas e da água-pé.
Artur R. Gonçalves........12-11-2008
Ó Artur, bem podes continuar a provocar o pessoal, que nada sai. Mas a minha linda e elegante vizinha Leticia, (não é para fazer ciúmes à mana) francamente! Toda uma vida dedicada ao ensino (tal como tu Artur), e agora que já somos respeitáveis avôs, com os direitos inerentes(eu e ela claro, que tu és mais jovem...)quantas estórias terás tu para contar, Leta ?Beijinho grande para ti do Canadá.
Zé Luis......14-11-2008
Ó meu caro conterrâneo, é um prazer estar contigo nestas coisas da Net. Pois devo dizer-te que aquele grupo era realmente espectacular (p`rá frente). Irreverência atendendo à época?! Talvez. Mas a água-pé era certamente muito fraquinha, por sinal também era do Chão da Parada (era santa). Que belos tempos!Já agora, agradeço a cortesia de um grande cavalheiro, que é o meu amigo Zé Luís.Um beijo para todos vós.
Letícia......18-11-2008
domingo, 9 de novembro de 2008
O grande acampamento da Juventude
Muita gente da minha geração lembra-se bem do programa "Página 1", que José Manuel Nunes fazia na Rádio Renascença em finais da década de 60 e inícios da de 70, era um programa predominantemente musical, em que surgia por vezes alguma informação ao longo
da emissão.O programa "Página 1" constituiu uma imagem de marca da Renascença naquela altura e influenciou a maneira de fazer rádio, tanto em Portugal como nas colónias. Mesmo nas pequenas rádios dos confins de África se faziam programas confessadamente influenciados pelo "Página 1", como era o caso do programa "África 1", do Rádio Clube do Moxico, no Leste de Angola.José Ventura
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Primeira turma de Electricistas
No ano lectivo de 1963/64, último ano da Escola Velha, abriu o Curso de Formação Montador Electricista, e esta fotografia que faz parte do álbum do Mestre Raul, lembra-nos os alunos que fizeram parte da turma.
O Pereira Alberto, o Vítor peça, o Filipe, o João, O Louro… Bem... mas o melhor é consultar a lista da turma (clica aqui)
José Ventura
Comentários:
CADÊ ..... EU ???????
A. Gandaio........11-11-2008
Pára tudo!!!
Esta não conhecia e ainda bem que a vi. Eu explico. Na foto está um grande companheiro que nunca mais vi. Trata-se do José João Duarte Pacheco, "ganda" maluco. Éramos além de colegas vizinhos no mesmo prédio. Sei que ele já andou pela Caldas em visita, mas infelizmente eu não estava cá. Grande abraço a todos.
Victor Pessa..........01-03-2009
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Os amigos que vão partindo
Companheiros...a vida tem destas coisas e de vez em quando, na nossa roda de recordações dos tempos idos, vamos ficando mais pobres, por mais um amigo que parte
para sempre...
Desta vez, deixou-nos o nossos amigo "Batata", o Carlos Manuel Ferreira de Almeida...
Era uma figura incontornável nos nossos encontros, onde este ano faltou, porque a saúde "lhe pregou uma partida"...agora, o Carlos não mais estará nos nossos almoços pessoalmente, mas será mais um que iremos recordar juntando-o a outros...até que o último de nós acabe também por partir...
Amanhã, o seu corpo será cremado pelas 14, 00 em Lisboa depois de às 12,00 se proceder a um Serviço Religioso na Igreja de Fátima em Lisboa...
Depois, as suas cinzas serão depositadas no Cemitério de Óbidos...é bem verdade que saímos do pó e ao pó voltaremos...
Descansa em paz amigo...
Também não te esqueceremos...
Maximino
domingo, 2 de novembro de 2008
Dia da espiga de 1959
Estas fotografias vistas a quase 50 anos de distância, mostra-nos, entre outras coisas, que a moda em matéria de vestuário sofreu alterações profundas.
Os meninos e meninas e alguns professores, aproveitaram o dia da espiga para o “retrato de família”, que nos chega através da Quina.
José Ventura
Comentários:
Amigos(as) Aqui vai a primeira ajuda para identificação destes(as) jovens cinquentões... De pé da direita para a esquerda, a segunda "menina" é a Manuela Pedreiro.
De cócoras o jovem do meio, parece-me o Calado, distinto industrial da Maiorga de Alcobaça e na altura meu colega de turma.Saudações amigas... e Leoninas do
Antonio Nobre.........02-11-2008
Em baixo, à esquerda, está o Patuleia (do Bombarral)Em cima e da esquerda para a direita, depois da Dra. Elvira B. Monteiro e da D. Maria do Céu, está a Lurdes (de óculos), a Evangelina, a Joaquina, e a Edite (antes da Manuela Pedreiro).Dos outros não me lembro do nome, a idade vai comendo neurónios...
Anónimo......04-11-2008
Ó Nobre junta lá ao trio de ataque o Armindo "três dezes". Recordas-te?
Marques..........17-04-2009
Olá "XÔ Marques" como diria o nosso saudoso e comum grande amigo Zé Maria.
Claro que me lembro do "três dezes" , um "puto" muito porreiro e carismatico da nossa Turma. Qué é feito dêle? Nunca mais o vi.
Um abraço do
Antonio Nobre..........18-04-2009




