terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Baile Finalistas de 1971

No domingo, quando assistia no meu sofá predilecto ao episódio da série “Conta-me como foi”, vi retratada uma passagem de modelos no Ritz que me fez recordar o ano 1970/71 em que fui finalista do Curso Geral do Comércio. A minha opção de ser do Curso Geral do Comércio e não da Formação Feminina foi a agulha pois eu fugia dela como o diabo da cruz. A minha agulha acabou por ser a esferográfica.
Organizámos, com o fim de angariar fundos para a habitual e desejada viagem de Finalistas, um Chá Dançante que incluía uma Passagem de Modelos no antigo Casino das Caldas patrocinada pela Loja Goia na pessoa do Sr. Adelino Godinho, sendo extraordinário o seu empenho e colaboração para connosco jovens maçaricos no evento.
Já agora que estou a recordar lembrei-me do Baile de Finalistas também no Casino com o famoso Conjunto “OBJECTIVO”.
Este conjunto fazia furor na época pelas suas luzes psicadélicas e guitarras eléctricas no máximo de som fazendo o pessoal pular ao rubro. Depois de uma “geração”de Segundo Gallarza esta era a revolução dos sons.
Para nós foi uma excelente opção e para os nossos pais (que adoravam ir também ao baile, claro os que podiam), era uma oportunidade de mostrarem as toilettes e os penteados artísticos com muita laca, no entanto não acharam grande graça ao conjunto. “MARAVILHA”, desistiram rapidamente do controle.
Como podem ver em anexo depois de procurar nas minhas relíquias da escola encontrei a toalha vermelha assinada por diversos colegas e professores e que foi usada numa das mesas do baile

Amigo Zé Ventura deves estar admirado por eu escrever estas linhas, mas não sei o que me deu ……
Será Saudade.

Lúcia Vital Vasconcelos

Com é fácil de ver esta tolha está carregada de recordações, das dedicatórias escritas recortamos algumas que estão mais perceptíveis.







Comentários:
Os Objectivo estrearam no Casino o seu nome, derivado de uma votação no famoso Zip-Zip, em Abril de 1970. Ao que sei é daí que ficam os contactos que levam à sua contratação para esta ocasião, no ano seguinte.
Tiveram constantes mudanças na sua formação mas penso que a que veio às Caldas a este Baile de Finalistas é a mesma que eu vi actuar em Vilar de Mouros em Agosto de 1971: Zé da Cadela (bateria), Zé Nabo (baixo), Mike Seargent (guitarra) e Luís Filipe (guitarra e teclas).
O volume sonoro era realmente muito elevado e um dos responsáveis do Casino desligou mesmo a energia para os “convencer” a tocar a um nível mais razoável…Muito interessante este post, preciosas as recordações.

J.J. ............18-02-2009

Apesar do trabalho apertar por estes lados, aparecer por aqui é para mim mais importante que a missa do Domingo. Eu sei que o prior da freguesia não me vai levar a mal, pois ele sabe que eu sou bom rapaz, e como nunca pequei (será?) nunca precisei de confissão.
Isto tudo para dizer que sabe bem voltar a ver a assinatura de cunho bem feminino da minha linda (ainda o é )conterrânea Maria Alice Marques. Há quantos anos não a vejo, ocupada que anda lá pelas Lisboas. Quem sabe se não aparecerá um dia por aqui, agora que a Lúcia, tudo pessoal muito jovem, «and in very good shape» resolveu entrar no blog.

J.L. Reboleira Alexandre......18-02-2009
Quando até as toalhas das mesas dos Bailes de Finalistas são guardadas décadas a fio nas arcas das relíquias, podemo-nos perguntar o que é que terá ficado fora do arquivo. Parece que o «Conta-me como foi» (passa nos canais internacionais da RTP) continua a cumprir a sua função pedagógica de preservar a memória de uma época-charneira da nossa História recente, contrariando assim uma tendência tão nossa de nos transformarmos n’ «O país da não-inscrição», como nos alertava José Gil no «Portugal, Hoje. O medo de existir» (2004). Para quem pertence ainda à geração do Segundo Galarza do Ginásio da Escola, essas inovações psicadélicas de OBJECTIVO(S) e MARAVILHA(S) de Casino albergavam já uma sonoridade muito ousada, muito subversiva para as sensibilidades mais conservadoras dos paizinhos das meninas finalistas. A década de 60, ao atirarar da cadeira abaixo o tiranete de santa comba, começou desde logo a preparar o advento da década de 70, aquela que tantas novidades nos acabaria por trazer. A partir de então, a escolha absurda entre a «agulha» e a «esferográfica» passou em definitivo aos anais do irreversivelmente obsoleto, a ocupar o capítulo especial dedicado ao «no sense».

Artur R. Gonçalves.........18-02-2009

Foi o meu 1º baile de finalistas, eu tinha 15 anos e aquelas luzes e o barulho ensurdecedor eram para mim uma novidade incrível. Lembro-me que as meninas não podiam ir sozinhas e a minha mãe e a D.Fernanda, mãe da minha amiga Elisa, foram connosco. Coitadas, nunca mais nos viram no meio das luzes e do barulho e elas próprias nem se ouviam uma à outra. Foi a grande revolução, porque até aquela data era tudo sempre muito certinho e controlado, ao som dos Shegundo Galarza.Já lá vão mais de 40 anos!!!!

Élia Parreira..............02-03-2012

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Dia da Espiga de 1956

Na Quinta-feira 10 de Maio de 1956, dia da espiga, as comemorações tiveram lugar na quinta de Santo António conforme nos relatou a Solange, que com esta foto se junta ao numeroso grupo de alunos que têm participado no blog , embora mais com imagens do que textos.
Segundo esta antiga aluna da Formação Feminina, alguns dos intervenientes da foto são o Rudolfo, a Teresa, a Esmeralda, em pé na esquerda julgo que é o Duarte Lopes que está no Brasil, e à esquerda em baixo o Castro, um Sportinguista dos quatro costados.

José Ventura

Comentários:

Olha os meus primos Rodolfo e Terezinha na Quinta por onde cresci. Acho que estão junto à fonte.


........Fiquei a saber, através dos próprios que estão junto à eira.

Margarida Araujo..........15-02-2009

Mesmo atrasado é sempre bom reconhecer mais algum aluno que ficou por identificar.
O aluno da frente é o Cesar que imigrou para os E.U.e que agora voltou e vive no Avenal e que em tempo de escola o pai tinha um estabelecimento quase em frente ao portao da escola.

Afinal também a Solange está aí logo em frente de saia rodada. Eu penso que é bom ninguem ficar sem ser identificado mesmo que o filme ja tivesse passado a alguns dias ou semanas

Chaves...........14-03-2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Equipa de Voleibol de 1956

Na Escola “Velha” as condições para a prática desportiva não eram grande coisa, mas isso não impediu uma grande e diversificada actividade física dos alunos de então.
Nesta fotografia que o nosso amigo Jorge Pimenta, um bancário na reforma, nos trouxe podemos ver em grande estilo a equipa de Volei do Curso Geral do Comércio de 1956.
Os Atletas são: em pé, o Jorge Pimenta, o Carlos Gil, o Caetano e o Oliveira.
Em baixo; o Álvaro, o Rui Caria e na direita um ilustre jogador do qual o Jorge Pimenta não se lembra do nome.

José Ventura

Comentário:

Caro amigo Zé Ventura.
Mas que coisa linda que vocês têm aí pá....
Um blog com pinta..
Recordações da Escola Comercial e Industrial das Caldas
O velho tempo das baldas ás aulas, e eu que daí só conhecia o António Pedro, a jogar a dez no cube de futebol local mais o Nogueira o Manel que foi meu Chefe na PAN AM em Lisboa, nos Restauradores e o outro camarada que foi durante muitos anos presidente da casa do BENFICA, lembras-te??
ZÉ EU SOU DA ESCOLA COMERCIAL E INDUSTRIAL DE FARO, temos um blog da associação que é o http://oscosteletas.blogspot.com/ e outro, meu, por sinal, o http://www.escolacomercialeindustrial.blogspot.com/ e venho convidar-vos a estar presente no noso almço anual em Vilamoura a 13 de Junho próximo, 30 € cada pessoa; venham dois, vou contactar mais escolas , Silves, Setúbal, Águeda... para mostrar à Minisra o valor do ensino desse tempo.
Sou reformado do ensino superior, escrevo para 4 jornais do Algarve e vou lançar agora em abril o meu primeiro romance . Gostava de escrevr para aí uns artigos de vez em quando.
Um abraço

João Brito Sousa..........14-02-2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Mestre David de Sousa

O Blog lá vai cumprindo a sua função de desinquietar as pessoas e com isso relembrar algumas pequenas histórias.
Desta fez o amigo João Franco, que embora não tenha sido aluno da Escola Comercial e Industrial, não deixa de ser um leitor atento do Blog, enviou uma colaboração que gostosamente publicamos.
O João Ramos Franco é também um entusiasta da blogosfera, por isso recomendo uma visita ao seu Blog “ Estar Presente


A data da Caricatura é 1951, isto faz-me recuar no tempo até aos meus 9 anos de idade e recordar uma pequena tertúlia (onde ás vezes, pela mão do meu Pai, eu estava) no Café Lusitano, que reunia, segundo me lembro, o meu Pai, o mestre David de Sousa (Prof. de Desenho na Escola Comercial e Industrial), Mestre Rainho (Prof. de Português na Escola Comercial e Industrial), o Maestro Carlos Silva (Prof. de Canto Coral na Escola Comercial e Industrial e no ERO), o Padre Manuel (padre da Misericórdia) e o Tenente Ferreira (comandante da GNR), se esqueço de alguém, que me desculpe…
O ambiente entre eles era saudável, amena cavaqueira sobre o dia a dia, da qual normalmente resultava, risadas…
A Caricatura nasce, de umas chapinhas de cobre pintadas, antigas, com umas santas pintadas, mas em muito mau estado de conservação, que o meu Pai tinha comprado numa Aldeia e que estavam a fazer de corredor para tirar milho de arcas.
- Mostrou-as ao mestre David de Sousa, que prontamente se ofereceu para as restaurar, gratuitamente… O tempo que demorou o restauro, levou a esta caricatura. Mas vendo hoje como ficaram após restauro, penso que o tempo foi pouco para a qualidade do trabalho…

Colando-vos perante tantas personagens da nossa cidade, contar só este assunto, é pouco, há caricaturas feitas por mim, do que ouvia e que me parecem completar esta história:

- Do tenente Ferreira, quando alguém dizia estar cansado, por ter trabalhado durante muito tempo seguido, ouvia-se logo:
- Ora, eu quando estive S. Tomé e Príncipe, trabalha 25 horas por dia…
- Ó Tenente, como é que fazia isso!?... Perguntava o meu Pai.
- Levantava-me uma hora mais cedo… Resposta do tenente

- O Padre Manuel, (já com os setenta anos) que constava tinha três “afilhados”, comentava um acontecimento passado com padre novo, numa aldeia ali do Concelho, e que se dizia andar metido com uma mulher: Estes padres de agora, com uma batina tão grande e não sabem onde as esconder…

Estaria, de bom grado, a contar-vos as palavras que ouvia e ficaram na memória. Muitas das minhas caricaturas são palavras “ditas pelas pessoas” simples e puras compunham-nas…

João Ramos Franco

Comentário:

O João Ramos Franco está um verdadeiro entusiasta da blogosfera! Colaborador do Blog do ERO, comentador frequente em "oqueeuandei" de João Bonifácio Serra, lançou recentemente o seu próprio espaço e agora aparece aqui a escrever no blogue da Escola!
Uma vida cheia de estórias que, pelos vistos, dão para encher uma mão cheia de blogues.
Um abraço.

JJ............11-02-2009

Acabei agora mesmo de «dar uma volta» pelo blog do ERO e pasmei com a lição que o JJ nos dá sobre um dos nossos ícones dos anos 60, José Cid e os 1111. Caro João, se isso saiu assim mesmo de improviso (o que não duvido), só posso aproveitar este espaço para um enorme aplauso para a tua memória e conhecimentos sobre a matéria. Se é o resultado duma aturada pesquisa, a Audiomanias (passe a publicidade...afinal nem és concorrente do ZV) que se cuide !!!Abraço amigo cá de longe.

J.L.Reboleira Alexandre.........11-02-2009

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Acampamento da Mocidade Portuguesa

1962 é o ano da fotografia que o Artur Filipe (Artur da Foz) nos trouxe para partilhá-la com os antigos alunos.
Como se pode constatar o acontecimento foi um Acampamento da Mocidade Portuguesa, e dos “mancebos”, só reconheço o Jorge Ventura, 1º na esquerda e o Artur que não tem bivaque, julgo que é este o nome que se dá ao “chapelinho”.

José Ventura

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Livros, cadernos e pontos

O Orlando e a Ana Cândido foram aos baús de recordações, e encontraram estas preciosidades.
Os livros de Leitura, Calculo Comercial e Contabilidade, com a particularidade de este último ser da autoria de Jorge Amaro, Professor da Escola, que nos deu o prazer da sua companhia no Encontro do ano passado.
A folha de teste de Contabilidade do 2º ano do Curso Geral de Comércio de 1965/66, (será que hoje ainda conseguiam positiva), o caderno de dactilografia e um exercício de Física e Química completam as imagens da época.

José Ventura





















Comentários:

As preciosidades fazem parte do espólio cá de casa e mantêm um bom estado de conservação. O ponto de Química é assinado pelo Dr. Sarmento (carinhosamente "O Seringa"); a rosa do caderno é da autoria da Ana que, já nessa altura, mostrava o jeito que ainda hoje permanece; O livro do Dr. Jorge Amado é um "mimo", que ainda hoje contém bases fundamentais da contabilidade. No prefácio, o Dr. Jorge Amaro agradece à Ana Maria (com quem viria a casar) o trabalho de dactilografia, à Drª. Julieta Paiva, a revisão das provas e dedica-o a todos nós, assim: "A ideia desta publicação nasceu, principalmente, das lições de Contabilidade dadas pelo A., como Professor do Ensino Técnico Profissional, e em que o impulso mais forte nasceu dos próprios Alunos da Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha. A eles eu dedico este livro."
Mais de Quarenta anos depois, sabe bem ler isto ...

Orlando Santos............05-02-2009

Uma delicia estas imagens. Quantas recordações passam por aqui ?
E ao ver o gráfico da capa do livro de Contabilidade (eram folhas soltas não?)dá para perceber que no tempo do mestre que nos iniciou nas ciências contabilisticas, que adorei rever em Maio 40 anos depois, ainda não existiam uns tais de Madoff & Cia.

J.Reboleira Alexandre.........05-02-2009

Às vezes lamento não ter também um baú cheio de documentos autênticos dos tempos das escolas: livros, cadernos, apontamentos… mas não tenho. A gestão de espaços cada vez mais exíguos para albergar o essencial da vida obriga-nos a seleccionar espólios, a libertar-nos sem complexos passadistas do aparentemente supérfluo. A memória transforma-se assim no único banco de dados disponível a tempo integral. As reproduções publicadas estimularam-me os neurónios das recordações e refrescaram-me o sistema operativo central e trouxeram-me ao presente imagens há muito esquecidas. Os gráficos contabilísticos, os cálculos comerciais e as fórmulas químicas não me fizeram disparar a adrenalina no circuito sanguíneo, mas fizeram-me regressar a um tempo em que essas matérias faziam parte do meu mundo de inquietações prementes. Os ensinamentos colhidos nesses manuais perderam-se completamente. Da dactilografia ficaram-me os rudimentos que me permitem digitalizar com alguma destreza o teclado dos actuais PC. É o que está a acontecer neste momento. Com dois dedos, por vezes três, raramente quatro, nunca mais do que isso. Que desperdício para os restantes dedos tornados compulsivamente ociosos. As imagens que voltei a visualizar da «Casa Lusitana» continuam muito cinzentas, muito pouco coloridas, muito pintadas da «cor» que melhor descrevia essa época histórica pretérita. Parabéns aos arquivistas dessas preciosidades dos nossos verdes anos escolares. Neste momento, apetecia-me abrir o manual de Língua História Pátria (o título sugere-me esta disciplina) e espreitar, pelo menos, para o índice. Será que o Orlando e a Ana o poderiam fazer por mim e mostrá-lo a todos nós? Quem sabe se não seria a ocasião perfeita para muitos outros comentários.

Artur R. Gonçalves...........06-02-2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Finalistas na Covilhã

Da Stela, que acompanha o blog em Linda-a-Velha, recebemos esta colaboração.

Hoje é a minha vez de participar no blog com algumas fotografias do período em que andei a estudar na Escola Industrial e Comercial.
Estas duas fotografias foram obtidas durante a viagem de Finalistas de 1956. Na foto junto da camioneta, tirada na Covilhã, penso que há alguns alunos da escola local misturados.
Na Janela está a Manuela Leitão, os dois seguintes não sei, depois está o Quim Pereira e o Patuleia e os outros dois também não sei.
Em pé o primeiro da esquerda não sei, depois a Belmira, a Luísa Pimenta. O Pepe está no meio de duas moças que não me lembro quem são, depois a Irene, o dos óculos escuros não me lembro do nome, depois estou eu, A Stela, ao meu lado ?? e à direita o Jorge Caiado.
Em baixo está o Luís Filipe, o Quim de Alcanena e na direita o Duarte e a Alice Bertino.
Na foto do lado, também da mesma viagem mas ainda em Fátima; a Manuela Leitão o Gil e eu Stela.
Já me falha os nomes mas praticamente nunca mais vi ninguém, inclusive com os anos que passei em África perdi a oportunidade de participar nos almoços dos antigos alunos. Vamos ser se será este ano.
Um abraço a todos

Maria Stela Ferreira

Comentário:

Stela
Gostei de saber de ti. A última vez que falámos ainda residias em Luanda. Se puderes contacta-me, o meu endereço está na relação de alunos.
Relativamente à fotografia, tirada num dos 3 primeiros dias de Maio de 1956, tenho a dizer o seguinte: o que está na camioneta, mais à direira, parece-me ser o Noel, infelizmente já falecido.
Ao lado da Belmira está um rapaz da Covilhã, João Bicho Mineiro e entre mim e o Pepe, está a Maria Ivone Manteigueiro, também da Covilhã.Entre a Stela e a Irene está o Vasco Luis Marques Simões.

Luisa Pimenta............04-02-2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Registos de Janeiro

Já com certeza repararam que na barra lateral do Blog podem consultar, por ordem alfabética, a lista de antigos alunos que fazem parte da nossa base de dados e o questionário, que acompanha a lista, possibilita a inscrição quando o vosso nome não consta da lista, ou tem dados incorrectos.
Esta base de dados, todos os meses é aumentada com novos registos que no final de cada mês passamos a incluir aqui no blog.
REGISTOS DE JANEIRO

NOMECURSOANOLOCALMAIL
Joaquim Ladeira BatistaComércio1943Caldas Rainhamail
Elmano Queiroz SilvaElectricista1970Caldas Rainha-
Maria Graça Queiroz SilvaComércio1971Caldas Rainha-
José Rodrigues FerreiraSerralheiros 1964Bobadelamail

Comentário:

Bem-vindos à blogosfera bordalina. Agora só falta ganhar o hábito de comentar os Posts de forma desenvolta, para que todos possamos usufruir de um banco de memórias vivas e partilhadas.

Artur R. Gonçalves.......03-02-2009

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Visita à Escola de Setúbal

A Alda Marques, com esta fotografia, traz à memória a visita de estudo que as alunas fizeram à Escola Industrial e Comercial de Setúbal em 03-05-1958.
Segundo o texto no verso da foto, as alunas são a Isabel Tavares, Trindade, Fernanda Marques, Leonor, F. Marcelino, Isabel Morgado e Alda Marques.

José Ventura

Comentário:

Desafio à "Malta" de Setúbal a fazer publicar as fotos da altura.

Um ex-aluno da Escola Industrial e comercial de Setubal (agora Sebastião da Gama).........28-02-2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Os encantos do parque

O João Galrão, com esta fotografia, juntou-se ao numeroso grupo de antigos alunos, mais de 130, que têm dado vida a este blog.
Esta imagem datada de Maio de 1961, mostra-nos um grupo de alunos, que aproveitou uma pausa para um passeio pelo parque.
De pé, porque são uns cavalheiros, o João Galrão e o Rodolfo; sentadas a Teresa Morgado mais 3 meninas que eu não sou capaz de identificar, mas bonitas como são certamente os rapazes da época lembram-se bem.

José Ventura

Comentários:

Aqui vai a primeira ajuda. A seguir á Teresa Morgado encontra-se a Carolina- irmã do Pila- e a seguir a Helena Honório de Alcobaça. A ultima "jovem menina" não me ocorre o nome
Saudações do

Antonio Nobre........27-01-2009

O encontar o Rodolfo nesta fotografia faz-me recordar um amigo da Escola e mais tarde o companheiro de quarto Tavira (Tropa). As nossas aventuras juntos relatadas só por mim não teriam tanta piada como, quando nas Caldas nos encontramos a recordar esses tempos.Um abraço do amigo

João Ramos Franco............31-01-2009

sábado, 24 de janeiro de 2009

Professor Calheiros Viegas

No seguimento da publicação de uma caricatura do Dr. Calheiros Viegas no Blog da ERO, e pegando na sugestão do Artur Gonçalves, hoje vamos recordar aqui no blog o Dr. Francisco Quental Calheiros Viegas que, como todos sabem além de Professor da Escola, foi uma figura de grande relevo da história desportiva Caldense.
Durante o 2º ano de electricistas foi meu professor de ginástica, mas foi já depois de sair da Escola que constatei o homem extraordinário que era o Professor: dotado de uma dimensão humana e de uma simpatia extraordinária.
Passei com o Professor momentos muito agradáveis, nomeadamente nas viagens que fazíamos aos Torneios Abertos de Ténis de Mesa ao serviço do Caldas S.C. pois por sua influência comecei a praticar a modalidade ainda na Escola e durante vários anos fiz parte das equipas Juvenis e Juniores.

Nesta fotografia (cedida por Valentino Subtil) podemos ver um guarda-redes em grande estilo, embora fosse no Ténis e no Ping-Pong que obteria os maiores êxitos.
No seu invejável currículo consta a Medalha de Bons Serviços Desportivos atribuída em 1968 pelo Ministro da Educação Nacional como reconhecimento da sua actividade desportiva desenvolvida ao longo de mais de 40 anos.
O Dr. Calheiros Viegas nasceu em 12 de Dezembro de 1911 e faleceu em 29 de Dezembro de 1986.
Em 1981, em representação do Clube Operário “Os Estrelas” tive o prazer de colaborar na Homenagem ao “Advogado desportista” a quando da inauguração da sala de Ténis de Mesa junto ao Pavilhão da Mata.

José Ventura

Comentários:

Mal seria se, depois do repto lançado aqui neste espaço, me refugiasse no silêncio de quem nada tem para dizer. Acontece que, neste caso concreto, serei um contributo muito modesto. O nome do Dr. Calheiro Viegas é-me familiar, mas sem ter beneficiado dos seus ensinamentos como professor. Assim, só me resta aguardar pelo testemunho de quem o conheceu de mais perto para lhe prestar a homenagem devida, de modo que continue presente entre nós mesmo depois de ter partido.

Artur R.Gonçalves........25-01-2009

Foi com alguma emoção e grande prazer que revi aqui o Dr. Calheiros Viegas. A 2ª fotografia,revelando uma faceta de futebolista que não conheci, é sensacional!

Fico satisfeito por ver a interactividade na blogosfera e pelos comentários cruzados entre os nossos blogues.

Para quando um encontro entre os administradores e colaboradores de blogues das Caldas da Rainha?Quem alinha?

JJ..................25-01-2009

Caro José Ventura
Não sei se te recordas deste Caldense já com 66 anos de idade, João Ramos Franco, Antigo aluno do ERO, mas com muitos Amigos da Escola Industrial e Comercial.
Do meu tempo de estudante tenho bem presente o nome de alguns dos amigos que passo citar: os irmãos Leiria (António e Carlos), o Malhoa (imigrou para o Canadá, muito novo), o Clóvis (gerente bancário no Bombarral), o Amadeu (alcunha o Gadocha, o avô tinha um ferro-velho frente à garagem dos Capristanos), o Ricardo Machado (morava com os tios na R. Miguel Bombarda) o Renato (tinha uma motorizada e vivia numa aldeia próxima de Vidais) meu camarada na tropa, em Tavira, etc…
Penso que de nomes já chega, os amigos são tantos que não faria outra coisa senão citá-los.
Há algum tempo, desde de que comecei a colaborar no Blog dos Antigos Alunos do ERO que vou vendo com interesse o vosso Blog e tentando encontrar alguma malta do meu tempo.
Eu tenho um Blog o endereço é
http://jramosfranco1.blogspot.com/ e o qual passo a pôr ao vosso inteiro dispor, o artigo sobre o Dr. Calheiros Viegas já é comum nos três Blog, o meu, o Vosso e o do ERO.
Tentando dar continuidade a artigos que sejam comuns a todos nós e com uma finalidade a continuação da amizade, convido-vos à troca de informação e participação no meu Blog.
O tempo não apaga a memoria e a amizade não se deve perder, ela o melhor do que recordamos.
Um abraço do sempre amigo.

João Ramos Franco............25-01-2009

Um grande amigo, que recordo com saudade...!!!

Em 24-III-1973, reunimo-nos no refeitório da Escola Nova um grupo de alunos (eu andava à noite para acabar umas disciplinas que me faltavam...!!!)e alguns professores, entre eles o saudoso Dt. Calheiros Viegas...!!!

O jantar era cabrito assado no forno com batatinhas, que eu consegui que me assassem nos fornos das antigas Padarias de Óbidos...(cunha ao meu saudoso sogro que era sócio...!!!)

Guardo na minha posse uns versos feitos nessa noite pelo Dr. Calheiros Viegas num seu cartão de visita...e que de repente me não lembrava onde paravam...lembrei-me de repente...estavam afinal...dentro dos Lusíadas - esta velhice não ajuda mesmo nada...!!!

Na parte da frente do cartão diz assim..:
"Abraços a todos do velho e sempre amigo - Professor Calheiros Viegas
No verso está escrito...:"
"Cantina da Esc.Ind. e Com. de Caldas da Rainha
24-III-1973...

Noite grande temos afinal
Uma organização impecável
Repasto óptimo, alegria natural
Confraternização incomparável

A Mater Escola em verdade
Com respeito, amizade e tudo
Brilha como 'uma Universidade'
Parece ouro em campo de veludo!..."

E já agora por curiosidade, dados do cartão...:

Telefone...:22093
Escritório... Largo Heróis de Naulila, 25 - 1º
Residencia...: Rua José Malhoa, 19
CALDAS DA RAINHA - Portugal

Maximino ...........25-01-2009

VAMOS TODOS RECORDAR O DR. CALHEIROS VIEGAS
Impulsionador do Ténis de Mesa na região durante muitos anos.Entusiasta do desporto em geral.
Nunca foi meu professor, mas contactei quase diariamente com ele nos treinos de Ténis de Mesa.Primeiro, e durante alguns anos ne sede do Sindicato na Rua do Jardim, depois por outras salas da cidade, e mais tarde nos pavilhões do parque (antigo quartel).
Ele representava o Caldas S. Club e eu o Sporting das Caldas. Apesar da rivalidade, o nosso convívio era saudável e sempre amistoso.
Na década de 50 tinhamos no Caldas:Dr. Calheiros Viegas, Neves Cruz, Vidal (infelizmente já falecidos) e José Branco, José Perdigão e Tó Marques (estes felizmente ainda vivos e para as curvas). No Sp.Caldas: José Eduardo Martins Pereira, Magalhães Branco (já falecidos) e Dr. Mário Tavares,António Fonseca, António Tavares, e eu Mário Reis Capinha.
Posteriormente apareceu uma nova geração de talentos, que vieram a dar cartas por muito tempo. Jaime Costa, Arlindo Rosendo, José Maria Costa Freire (falecido) Joaquim Sanches, Mário Lobato e outros que de momento não me recordo.
Faço um apelo a toda esta "juventude" que colabore nesta merecida recordação enviando fotos, ou contando "aventuras".
Quem não se lembra dos chocolates "coma com pão" da Regina, que ele pagava quando ganhava? E das raquetes que ele partia como justificação das mesmas para as derrotas? E dos "saltos" de alegria parecendo uma criança, quando as coisas corriam bem?
O DR.CALHEIROS VIEGAS
ERA INCOMPARÁVEL

Mário Reis Capinha ..........25-01-o9

Não posso deixar de acrescentar algumas palavras à mensagem que deixei no Blog do ERO. Como dizia no meu comentário, e tal como o Artur, por nunca ter tido o Dr. Calheiros Viegas como professor, foi já depois da minha vinda para aqui, que comecei a contactar com o mesmo através do João, da Christianne e dos filhos de ambos, sobretudo o Miguel com quem cheguei a fazer umas boas partidas de Ping-Pong. Penso que nunca chegará ao nível do avô, mas pelo menos tentou.
Como tenho o prazer de os ter ainda como clientes, sempre que falo com eles, é com uma certa emoção que relembro aqueles tempos.

Zé Luis R. Alexandre........25-01-2009

Fui aluno do saudoso Professor Calheiros Viegas.
Foi com ele, através da sua força anímica de uma grandeza nobre e leal, que nos tornámos em 1966 campeões do Campeonato Inter-turmas da Escola conforme se regista na 1ª. foto onde ostentamos com alegria e orgulho a medalha de ouro tendo sido oferecido ao Professor a Taça do 1º. lugar que ele com orgulho guardou em sua casa.
A foto que anexo refere a equipa desse mesmo ano, no final do jogo, em que convidámos o Professor Silva Bastos a tirá-la connosco. Só de uma sã camaradagem poderia resultar uma foto deste género, o Professor vencedor e o Professor vencido.
Presto homenagem a este grande senhor do desporto que tive a suprema honra de conhecer e com ele conviver tendo por diversas vezes visitado o seu local de exposição de troféus que sempre me deixou "de boca aberta".
É meu dever, no entanto, confessar, que esta equipa surge, porque o não menos grande Professor Silva Bastos já tinha "limado todas as arestas" em anos anteriores e nos tornou aptos para vencer.
A força anímica, a jovialidade e a alegria do querer, foi-nos no entanto transmitida pelo Professor CALHEIROS VIEGAS.
Sempre foi, ao longo de todos estes anos, recordado por nós e certamente o será até ao fim dos anos de cada um.
Um obrigado por tanto nos ter ensinado.

A. Justiça...........27-01-2009

Quando andei nessa Escola (a tirar as Secções Comercias) não lidei com o Prof. Calheiros Viegas. Mais tarde vim a ter o privilégio de o conhecer como homem e desportista enquanto jogadores de ténis de mesa. Eu na Associação R. Penichense, ele no Caldas S.C.
Convivemos ainda durante uns anos e, apesar da diferença de idades (eu tenho hoje 56 anos)cada vez que disputávamos um jogo de ténis-de-mesa, poucas vezes a minha força e velocidade ganharam ao seu estilo calmo e cheio de sabedoria. Grande HOMEM o Prof. Calheiros Viegas.
As minhas homenagens.

Zé Pedrosa.............15-02-2009

Estive de volta
Fui de volta ao nosso lindo pais
Acreditem,eu olhei a minha volta
Encontrei minha raiz

A muito que não entrava no blog porque estive ai 5 meses e fui varias vezes ao Central ver rapaziada amiga, mas passei grande parte do tempo, perdido entre caniçais e rochedos. Como estive na escola 6 anos, o Professor Calheiros Viegas também foi meu professor de ginástica e português mas há algo que eu nunca esqueci. Eu levei uma canelada do Joaquim Alves e disse que ele me tinha aleijado. O Dr. Calheiros Viegas olha para a perna e disse/me ele magoou/te porque tu não vais ficar aleijado. E então com paciência lá me explicou a diferença entre aleijar e magoar

Chaves.........12-03-2009

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Serralheiros de 1955

Do álbum do António Domingos e do "Meste" Realinho chega-nos esta fotografia que traz para o Blog a “turma da ferrugem” de 1955, provavelmente o primeiro curso de serralheiros.
Os “ferrugentos” são o Realinho, o Zé Félix, o António Domingos, o Santana, e ?.
Em baixo o José Simões e o José oliveira.

José Ventura

Comentário:

Do grupo "ferrugento", também não me recordo do nome do Mestre da direita. Creio que o Mestre Raul foi o único aluno do primeiro curso. Aos almoços vão aparecendo o Matos e o Félix. O David e o Oliveira nunca foram creio eu. O Oliveira faz parte do grupo do "Café Cental"

Anónimo..........27-01-2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A Excursão a Cacilhas


Estas fotografias fazem parte dos álbuns de vários antigos alunos, a saber José Agostinho, Teresa Morgado e Manuela Pedreiro, são datadas de Março de 1962 e podemos ver o grupo que foi em viagem de estudo até à margem sul do rio Tejo.
As duas fotos em cima foram obtidas em Cacilhas e a de baixo em Alhandra junto à entrada da fábrica de cimentos “Tejo”.

José Ventura

domingo, 18 de janeiro de 2009

O jogo vai começar

Nesta fotografia que o Zé Luís nos fez chegar, podemos constatar que as equipas já estão perfiladas, os árbitros concentrados, estão reunidas as condições para se iniciar a partida.
Este evento desportivo aqui retratado fez parte das comemorações do dia 10 de Junho de 1968, e julgo que opunha uma selecção da Escola a antigos alunos.
Os atletas são; da esquerda para a direita; Fernando Xavier, Diamantino, Zé Luís, Proença, João Silva, Leitão ?,?, Vítor Silva, Pata e Galrão. Os árbitros Zé Pereira, Custódio, Eduardo João, Olímpio Leitão, ?, depois o Francisco Coutinho, Espadana e Pinto, os restantes não tiveram direito a “boneco” porque o fotógrafo não alargou a objectiva.

José Ventura


Comentários:

Professor de muitos dos nossos colegas e também grande desportista está a ser homenageado, digamos assim, no blog dos ex-alunos do colégio o Dr. Calheiros Viegas. Assim, permito-me sugerir a intervenção de quem entender, naquele espaço, a este propósito por que há muito que aquele jornal electrónico deixou de ser reservado a ex-alunos do ERO.

Higino Rebelo.........20-01-2009

A proposta alternativa é que o Dr. Calheiros Viegas seja lembrado neste espaço por todos aqueles que o tiveram como professor na Escola e guardem no «baú» das memórias testemunhos vivos que lhe queiram dedicar.

Artur R.Gonçalves.........22-01-2009

Bem lembrado amigo Artur (que eu julgo não ter o prazer de conhecer). O Dr.Calheiros Viegas foi uma figura que marcou muitas gerações de Caldenses. Um apelo ao Ventura.....
VAMOS TODOS RECORDAR O DR.CALHEIROS VIEGAS.
Um abraço

Mário Reis Capinha ......22-01-2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

17 de Janeiro – Dia de S.Antão

Esta fotografia do álbum do Quaresma foi a escolhida para relembrar o Dia de Santo Antão, que se comemora dia 17 de Janeiro e tem o seu ponto alto nas comemorações no monte com o mesmo nome em Óbidos.
Festividades religiosas à parte este era um dia em que os alunos da Escola faziam uma autêntica romaria até Óbidos.
De comboio ou a pé cumpria-se o ritual de comer uns chouriços assados e beber uns copos e vinho tinto, que se não ajudavam na subida, tornavam a descida muito mais divertida.
Voltando à fotografia, que não tenho a certeza absoluta que tenha sido tirada no S. Antão, reconheço a Elsa, a Glória e a Natália.
Em baixo o Ramiro Ruas e o Quaresma.

José Ventura

Comentários:

Para recordar o SANTO ANTÃO, aqui vai uma brincadeira:

A 17 de Janeiro
Era ver quem era o primeiro
A chegar ao SANTO ANTÃO.

O chouriço iamos assar
Na escola nem pensar
Era "greve"..pois então!!!!

Até breve
Mário Reis Capinha.........15-01-2009

Pois é já amanhã o Santo Antão...!!!
E é verdade...a fotografia não foi tirada no Santo Antão...
Lá vos espero se Deus quiser...e o Santo Antão ajudar...

Maximino............16-01-2009

Tinha prometido ao Maximino, aqui no Blog, que este ano nos juntaríamos no Stº. Antão mas o certo é que não consigo carregar com três pontes de safena monte acima pelo que peço desculpa pela quebra da promessa.

Higino...........16-01-2009

Eu não faltei...e apenas por lá vi um antigo colega de que não recordo o nome, que perante a pergunta que lhe fiz: não vinhas cá há muito...?
Me respondeu...: desde o tempo de escola...!!!
Esteve um dia magnífico...e muita gente...!!!

Maximino..........17-01-2009

domingo, 11 de janeiro de 2009

A Equipa Maravilha

É este o título que o José António Beato Gonçalves atribui a esta fotografia que nos enviou.
No verso da foto lá está escrito que “esta foi a equipa da Industria da Escola de Caldas da Rainha que ganhou brilhantemente à equipa do Comércio em voleibol. 10 de Junho de 1960”.
Para completar a informação diz o nosso companheiro que os atletas desta “equipa maravilha” são:
Plano Superior- o Nobre, ? e o Eduardo José
Plano Inferior; o Carlos Castro, o José António Beato e o Apolinário

José Ventura

Comentário:

Aí vai uma ajuda entre o Nobre e o Eduardo José o ilustre atleta é o Joaquim Peniche como era conhecido.

Carlos Nobre..........12-01-2009

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Lá vamos cantando e rindo

Esta fotografia que está no meu álbum dos tempos de escola, leva-me até ao ano de 1966, quando participei num acampamento da Mocidade Portuguesa no Chão da Parada, mais propriamente no pinhal da Dra. Deolinda Ribeiro.
Na altura havia as “Actividades Circum-escolares” e eu frequentava um “Curso de jornalismo” e no referido acampamento tinha como função fazer a “reportagem” do evento.
Não me lembro se tal tarefa foi concluída com êxito, mas que me diverti muito, podem crer.
Eu estou ao centro da foto, ao lado o Orlando Carteiro depois o Álvaro, um grande amigo que não sei por onde anda, e tenho pena, pois temos em comum algumas histórias que gostaria de relembrar na sua presença, quem sabe se este Blog o vai descobrir algures num canto deste País permanentemente adiado.

José Ventura


Comentário:

Pelo que a imagem nos revela, o grupo estaria mais calando e ouvindo as instruções proferidas por alguma super chefia da MP, do que a cantar e a rir. A «reportagem» até pode ter sido um grande fiasco nos idos de 66, mas o «faits divers» dos nossos dias ainda continua a funcionar, quando mais não seja para nos recordar que nesses tempos também trajámos de verde-bege e levámos as divisas da Casa de Avis ao peito.

Artur R.Gonçalves.........15-01-2009

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Na Serra da Estrela

1962 deve ser o ano em que esta fotografia foi obtida. Reporta a uma viagem, provavelmente a de finalistas, e foi tirada na Serra da Estrela, o que é fácil de perceber pois os alunos estão bem agasalhados.
A foto que vem do álbum do Veludo e do Rogério Guimarães, retrata um grupo numeroso de alunos que para a minha geração (3 ou 4 anos mais à frente) não é fácil identificar, mas como no Blog há sempre leitores atentos de certo que vamos ficar a saber de quem se trata e que histórias ficaram desta viagem.

José Ventura

Comentários:

No retrato estão lá o Amilcar Moiteiro, o José Jorge Correia, o Valentim e Julio Pata,entre outros. Um abraço

Fernando Xavier........05-01-2009

Como estamos "a falar das alturas"...
E embora esta nota nada tenha a ver com a Estrela...
É para lembrar alguns colegas que o Santo Antão é como habitualmente no dia 17 de Janeiro e este ano calha a um Sábado...!!!
Eu, se Deus quiser, vou lá estar...!!!
Um abraço

Maximino...........06-01-2008

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Um sorriso para a fotografia

Esta fotografia de 1968 (?) chega ao blog pela mão do Manuel Vasconcelos e mostra-nos o Manuel Venda muito bem acompanhado pela Beta Gameiro e pela Ivone Vasconcelos.
Não sei onde é que a foto foi tirada mas a fazer fé no cartaz colado no vidro foi por alturas da Feira do S.João.
O que é certo é que eram bonitas as meninas do meu tempo, aliás continuam a ser bonitas.

José Ventura

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Bom Ano

Vamos esquecer a crise e fazer uma entrada com estilo.
Saúde para todos, porque o resto vem por acréscimo.

José Ventura

Comentários:

Para o JV dedicado orientador deste blogue, para os COLEGAS DAS DIVERSAS GERAÇÕES, para os Professores que passaram pela nossa Escola e respectivos familiares,

votos deBOM ANO 2009

Mário Reis Capinha....... 30-12-08

Agradeço e retribuo para o Zè e desejo tornar extensivo a todos os nossos companheiros/as...!!!
Que Deus nos dê saude...!!!

Um abraço para todos/as...

Maximino........30-12-2008

Um bom ano para todo o mundo e que os blogues do nosso amigo zé ventura continuem a ter cada vez mais leitores e participantes.
um abraço público para ti, pois pessoalmente tive o prazer de te dar, com os desejos de um bom ano.

Guilherme...........01-01-2009

Bom Ano de 2009 para todos os "visitantes" do Blog da Escola, sublinhando ainda o excelente trabalho do Zé Ventura pois sem o seu esforço não poderíamos estar todos tão unidos, embora tão distantes.

Pelina Pata..........02-01-2009

Para todos os "BORDALENSES" um 2009 com muita saúde, muito sucesso e que o Euromilhões abrace todos.

Santana.............02-01-2009

Sou a Isabel Lino.
Alguem se lembra de mim? para todos os que se lembrarem, agradeço e para o pessoal finalista do ano lectivo 1965/1966 só quero dizer que sou avó de duas lindas meninas e que duas coisas boas a vida me deu; o meu curso comercial e as minhas netinas queridas ( honra e gratidão aos nossos professores) beijinhos para todos e bom ano 2009.

Isabel Lino..........22-01-2009

Olá Isabel
Claro que me lembro de ti. Eu fui finalista do Comercio em 63 e resido em Leiria há muitos anos, actualmente reformado do BCP-começei no BPA em Alcobaça-Também tenho dois netos que são a melhor "coisa" do mundo... São uns amores. Sé têm um defeito concrectamente quando nasceram fi-los socios do Sporting e o Pai "deu-lhes a volta" e actualmente são Dragões convictos.Para ti um beijinho com todo o respeito e até ao proximo almoço dos "cotas" da velha Escola Comercial. Tenho ido e de facto não te tenho visto ou então não te reconheci.

Antonio Nobre..........23-01-2009

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Alunas de 1955

Do Sanches recebi esta fotografia que segundo nos diz foi obtida em Fevereiro de 1955. Como é hábito nunca nos dá indicações de quem se trata, diz ele que é uma forma de os antigos colegas participarem no blog dando palpites para ajudar a identificar as meninas retratadas.
Por isso fico à espera dos comentários para saber se a menina da fila de cima à esquerda não será a sua “mana” Luísa Pimenta?

José Ventura

Comentários:

Caríssimos Colegas. BOAS FESTAS.
Comentando a foto do Sanches, e ele tem razão deixando na dúvida os "artistas", e a prova é que estou eu a dar umas dicas.
Em cima na esquerda temos a Luisa Pimenta, a seguir, julgo não estar enganado, será a Belmira Araújo da Silva.
Em baixo à direita, será a amiga inseparável da Luisa, ou seja a Irene (Serralha).
Estou certo ou estou errado?
Espero que alguém confirme, e se possivel identifique as outras.

Mário Capinha............28-12-2008

Mário, a tua identificação está correcta.
Vou acrescentar que a terceira moça em pé é a Stela, e a primeira em baixo suponho que será a Alda Marques.

Jorge Pimenta........07-01-2009

Correcto e afirmativo.
O Sr. Jorge Pimenta tem direito a uma grade de minis.

Sanches...........08-01-2009

Se o Jorge Pimenta, que acertou em duas "artistas", tem direito a uma grade de minis. eu que acertei em três terei direito a uma grade de maxis. Depois acertamos as contas.
Um abraço do

Mário Capinha.........10-01-2009

sábado, 20 de dezembro de 2008

A Escola do meu tempo

Um destes dias o Mário Capinha, um antigo aluno agora reformado da Banca, trouxe para o Blog o seu Cartão Escolar do Ano Lectivo de 52/53.
Esta preciosidade que agora se publica serviu de mote para cinco minutos de conversa para ficarmos a saber mais coisas sobre a Escola dos anos 50.

Este nosso amigo que foi aluno de 1951 a 56, frequentou inicialmente o curso diurno, passando depois para um curso de Comércio - criado por iniciativa do então director Sotto Mayor - que funcionava das 17H30 às 19h30.
Esta situação abriu as portas aos alunos que já trabalhavam e que não tinham ainda 15 anos, pois só a partir desta idade é que podiam inscrever-se na escola nocturna.

Falar dos tempos de Escola é recordar alguns colegas como por exemplo o António David, o Carlos Figueiredo, o Florindo da Silva Lemos, o Ricardo Contente, o Marques Silva, o Ilídio Prata, a Laura Subtil, a Luísa Pimenta, a Celeste Idalina Bernardino (filha do proprietário da residencial dos Olhos Pretos) e tantos outros.

Dos professores recorda a figura de Manuel José António a quem carinhosamente chamavam de Ti Tóino. O Dr. Sarmento, a D. Vitúria, que dava estenografia, o Prof. Barreto, o Dr. Sotto Mayor que dava uma pomposa disciplina de Economia Politica e a D. Alice que era também conhecida pela paixão que tinha pelos bichos-da-seda.

Fiquei também a saber que naqueles anos não havia a disciplina de Educação Física, apenas algumas actividades desportivas pontuais levadas a cabo sob a égide da Mocidade Portuguesa. Dizia o Capinha com alguma graça que Educação Física era alugar por um escudo uma bola de futebol, em frente no Albertino, e ir para a mata jogar.

Falámos ainda do Pacheco, vendedor ambulante de guloseimas, do seu primeiro emprego, na loja do Zé Duarte, (na praça da Fruta onde foi o Monteiro e hoje loja da EDP), e do seu primeiro vencimento: 80 escudos, uma fazenda para um par de calças e uma gravata.

Estas recordações fazem muito bem à alma; pessoalmente sinto-me muito bem por o Blog contribuir para estes momentos.

Ainda sobre os professores, uma revelação que eu desconhecia: que a poetisa Matilde Rosa Araújo também passou pela escola onde deu aulas de Português durante dois anos.
E nada melhor para fechar este pequeno apontamento que uma poesia alusiva ao natal da antiga professora.

Presentinho de Natal

Eu queria ter um cestinho cheio de Flores
Para tecer um xaile de muita cor, muito lindo!
E um retalhinho do Céu
Para fazer um vestido azul tão lindo!
E mais sete estrelas das mais brilhantes
Para armar um chapeuzinho de Luz!
E mais ainda dois quartinhos de Lua
Que chegassem para uns sapatos de saltos muito altos
E tudo isto, depois
Eu dava a minha Mãe
De dentro do meu coração
Neste dia de natal:
O Xailezinho de muita cor,
O Vestido azul,
O chapelinho de Luz,
Os Sapatos de saltos muito altos…
Minha Mãe! Minha Mãe!
E hoje é dia de Natal
E só posso dizer
Minha Mãe! Minha Mãe!

Matilde Rosa Araújo – O livro da Tila
Livros Horizonte,1986

Comentários:

O Mário Capinha veio mostrar-nos com muito orgulho o seu precioso Cartão Escolar, e recordar colegas e professores do seu tempo.
Menciona alguns nomes de pessoas que eu conheci e com quem convivi.( Alguns até têm Internet mas não aparecem)
Na minha modesta opinião, o blog está indo por bom caminho, e seria interessante que outros colegas da época perdessem a vergonha, e por aqui aparecessem com temas semelhantes. Como sabem eu não fui aluno da Escola mas alegra-me imenso ler estórias contadas por pessoas do meu tempo. Parece-me, é que o pessoal tem medo dos computadores. Não tenham medo que isto não é nenhum bicho de sete cabeças, e os computadores agora até estão baratos. Eu sou mais velho que o Capinha, e como vêem cá ando metido nisto, sempre na esperança de encontrar alguém conhecido que me faça recordar os bons tempos da juventude.
Obrigado Mário!

Fernando Santos........21-12-2008

A escola do meu tempo não é precisamente a dos anos 50. No início da década, nem sequer tinha nascido. Dos nomes referidos, só reconheço os dos Drs. Barreto e Sarmento, meus professores de Matemática e Físico-Química, o primeiro no edifício velho, o segundo já no novo. Lembro-me do Dr. Sotto Mayor como director da escola, mas pouco mais. Sobre a Matilde Rosa Araújo, é com verdadeira surpresa que tenho conhecimento da sua passagem pelas CdR. As vezes em que nos encontrámos, noutras paragens, nunca se proporcionou falar desses tempos tão pretéritos. Nem sequer imaginámos que tivéssemos essa partilha de espaço em comum. Estou de acordo com os comentários que o Fernando Santos nos tem concedido ultimamente. A comunicação virtual é um pouco isto. Não nos conhecemos e já estamos a conversar. Os computadores não mordem mas continuam a intimidar. Sobretudo quem aprendeu a escrever (como eu / como nós) nas «ardósias», nos «cadernos de duas linhas», com as «canetas de aparo» que molhávamos nos «tinteiros» das «carteiras» e, muitas vezes, disfarçávamos as nódoas indiscretas com um precioso «mata borrão». A escola do meu tempo ainda era assim. Parece que foi há uma eternidade, mas continua a acompanhar-nos inexoravelmente até ao presente, que continua a ser o nosso tempo.

Artur R. Gonçalves.......22-12-2008

A curiosidacde deste Bilhete de Identidade do Aluno, emitido tinha eu nascido há pouco mais de 4 meses, reside no facto, para mim novo, de o Professor Barreto aparecer a assinar como Chefe da Secretaria e, dez anos depois, ter sido, no rés do chão da Escola velha, meu Professor de Matemática e imaginativo "Júlio Verne" das viagens à Lua que viriam a acontecer no final dessa década.
Se a passagem de Matilde Rosa Araújo pela Escola não me era desconhecida, a ignorância era completa sobre o desempenho do cargo que, no meu tempo, foi sempre do Sr. Gouveia.

Orlando Sousa Santos.........22-12-2008

O meu pai deve ter começado o trabalhar na escola em 1953, pois eu nasci em 1955, e o chefe da secretaria anterior era o Prof. Barreto. Ele disse-me isso várias vezes. Quando eu era muito pequeno lembro-me de ir á secretaria da escola velha e tinha 3 funcionários, o meu pai, o Pereira que depois foi para Vila Real de Santo António e o Adalberto, cuja filha que foi do nosso tempo na escola se cruzou há dias comigo nas Caldas. O Adalberto era tanto quanto me lembro filho de uma senhora que também trabalhava na escola. Quanto á Matilde Rosa Araújo ter sido professora na escola eu sabia disso também pelo meu pai mas muito antes de nós por lá andarmos. Há poucos dias estive a jantar com um grupo de amigos aqui nas Caldas e lá estava como sempre o Mário Capinha ou não fosse ele o principal organizador da logística desse jantar, e ele disse-me que tinha falado contigo e perguntou-me várias coisas do nosso almoço. Já lhe disse que deve contar com o 2º sábado de Maio (09-05-2009). Nesse mesmo jantar estava ao meu lado o Chico Leal que costuma vir especialmente para o efeito de Paris e já me disse que está a contar voltar novamente no próximo ano. Um abraço de Boas Festas para todos e um ano com saúde.

Carlos Gouveia.............23-12-2008

Sim, o Adalberto era filho da D.Olívia, funcionária também na Escola e que era de ascendencia obidense e prima da criadora do Bordado de Óbidos, a D.Maria Adelaide Ribeirete, falecida recentemente já centenária.
O Bordado de Óbidos era ensinado às meninas da Formação Feminina e foi levado para a Escola, precisamente pela Sra D.Olívia que pediu para isso permissão à sua prima.
Desculpem lá esta achega de bairrismo obidense...

Boas Festas para todos/as os companheiro/as e um abraço muito especial ao Zè Ventura que continua a alimentar o Blog...!!!

Maximino.........23-12-2008

Boas Festas para todos !
Aproveito esta "vitrine" para, nesta quadra, recordar algumas dos Homens e das Mulheres que, tendo já deixado este Mundo terreno, formam parte do meu (e de muitos outros) universo.
São eles (sem preocupação de ser exaustivo), o Professor Barreto (e a "decimalização do esterlino" que pouca gente já se lembra do que era ...), a Dona Maria Xavier (e os períodos gramaticais, complexos, para construir), a Dona Vitúria, de quem fui aluno de Caligrafia (com 19, passe a vaidade), o Senhor Gouveia da Secretaria, que bem insistiu comigo para eu ir leccionar na "nossa" nova Escola (mas a quem eu nunca dei esse gosto, tendo previlegiado a carreira na Cidade Grande...), a Dona Olívia, contínua e mãe do Adalberto, o Adalberto, ele mesmo grande e bonacheirão, o Professor Celestino Alves (que nos distribuía pela cidade, fazendo desenhos inspirados nos monumentos caldenses em folhas de Papel Cavalinho que custavam 5 tostões cada duas), o nosso bom "Mocho" Doutor Sotto Mayor, temido, disciplinador mas bondoso, e tantos outros que povoam a minha mente, fazendo parte do elenco a quem devo grande parte do que, muito ou pouco, fui capaz de ser na vida!

Em mais esta Natal, em que eles já nos não acompanham (estou a ouvir, "in the back of my mind", David Mourão Ferreira na sua Ode (?) ao Último Natal...), recordá-los é um acto de agradecimento e de amor cristão. Faço-o com gosto e emoção.

Bem hajam e que, lá onde Deus entendeu recebê-los e instalá-los, tenham muitos presentes...

Bom Ano Novo para vocês todos, com o ZV à cabeça!

Noronha............23-12-2008

A estória do Mário Capinha deu origem a muitos comentários. Coisa que desde há muito não se via no blog.
O Artur R. Gonçalves diz que no início da década de 50 ainda não tinha nascido? E quando foi para a escola se usavam ardósias, tinteiros e canetas de aparo? Eu apanhei tudo isso na Escola Primária, e aprendi a ler pela Cartilha Maternal de João de Deus. (Alguém se lembra ou aprendeu a ler por este pequeno livrinho?)
Contudo, penso que quando fui para a Escola Industrial em 41/42 já usava caneta de tinta permanente. (Ou será que estarei errado?) O tempo passa e há coisas que já não recordamos.
O Carlos Gouveia no seu comentário cita os nomes dos três funcionários da Secretaria, e eu lembro-me muito bem do Pereira. Fui amigo dele aí em Caldas, e mais tarde quando vim para o Algarve encontrámo-nos algumas vezes em Vila Real de Santo António.
Espero que os computadores deixem de morder nos mais (velhotes) para eles poderem aparecer aqui pelo BLOG., e por fim desejar um feliz Natal ao Zé Ventura que me tem permitido agradáveis momentos, bem como a todos os intervenientes deste blog.
Um Abraço a todos.

Fernando Santos...........23-12-2008

Ainda bem que o pessoal senior tambem já começou a entrar no blog assim já estou mais novo.
Lembro-me do Mário antigo colega do tenis de mesa do Sporting das Caldas e com ele por vezes me cruzo nas Caldas e gosto em saber certas coisas escritas aqui que desconhecia.
É bom o pessoal ir divulgando um pouco de cultura que nunca fez mal a ninguem.E com isto quero desejar Bom Natal e Festas Felizes a todos os bloguistas e suas familias e restantes ex-colegas da escola.

Um abraço, Lobato............24-12-2008

As «canetas-de-aparo» são uma imagem de marca da Escola Primária que eu frequentei na passagem da década de 50 para a de 60. Depois do Exame da 4.ª Classe, entrava-se no reinado da prestigiante «caneta-de-tinta-permanente», logo destronada pelo império da revolucionária «esferográfica-descartável-de-plástico». Contudo, para quem seguiu a vertente Comercial do Ensino Secundário, a velha «caneta-de-madeira» continuava a presidir às aulas de Caligrafia e, por arrastamento, às de Contabilidade. As letras inglesa, francesa e gótica, registadas em aparos adequados aos diversos estilos ainda resistia nos primeiros anos da década de 70 no ICL. Os Cravos de Abril é que vieram modificar essas tradicionais técnicas de escrita. Gradualmente, os mastodônticos «cérebros electrónicos» foram cedendo o passo aos maneirinhos «computadores individuais» tão populares e indispensáveis nos nossos dias. Toda uma história feita de muitas histórias (ou «estórias», como alguns começam a preferir), que a NET se encarrega de distribuir um pouco por todo o lado e ao domicílio, neste «Admirável Mundo Novo».

Artur R. Gonçalves.........30-12-2008

Depois desta breve «história cronológica» da arte de escrever do Artur, porque não relembrar as aulas do ICL onde no mesmo início de 70 aprendíamos (?) Programação Cobol (seria esta a linguagem ?) sem nunca termos à nossa frente a pequena caixinha quadrada que mudou o mundo. É claro que, no meu caso pessoal pelo menos, foi tempo perdido. Apenas a partir de 82 comecei a lidar diáriamente com estas coisas e a contribuir para os milhões do Bill e dos companheiros «mal vestidos» da altura. Já lá vão afinal 26 anos. Uma eternidade.
Outra forma particular de escrever era a Estenografia. O oposto da Caligrafia. Não sei se algumas das nossas ex-colegas guardou alguma coisa e continua a usá-la, mas também neste caso para mim, foi tempo perdido. Falo em ex-colegas, no feminino, pois lá em casa a minha esposa, que muito cedo deixou as escolas do nosso cantinho à beira-mar plantado, quando precisa de gravar rapidamente qualquer coisa, prefere o uso daqueles riscos esquisitos, ao sofisticado gravador digital.
Nós que escrevíamos ininterruptamente horas seguidas, hoje se devemos alinhavar mais de 5 linhas seguidas, sentimos o braço a dar sinais de cansaço. Deve ser apenas falta de hábito, pois a idade não terá nada a ver com o caso. Espero.

J.L.Reboleira Alexandre........30-12-2008

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Visita a Conímbriga

Esta fotografia de 1965, chega-nos através da Lena Silva e da Teresa Santos.
Trata-se de uma visita das alunas da Formação Feminina a Conímbriga. Segundo algumas notas que acompanhavam as fotos julgo não me enganar se disser que na fila de cima estão a Teresa Santos, a São Lopes, ? , Beatriz, Professora Maria Xavier, Professora Deolinda Ribeiro e Professora Ermelinda.
Na fila de baixo; a Celeste Santos, a Fátima Valente e a Lena Silva.

José Ventura

Comentário:

Iniciada recentemente nestas andanças da Informática dou de vez em quando uma espreitadela por aqui e eis que me deparo com certas fotos minhas! Que saudades! E a quantos de vós já não vejo há tantos anos! Devo acrescentar que, apesar dos anos, continuam todos muito bonitos!Beijinhos da

Fátima Valente...........25-03-2009

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Alberto Morais do Valle

Provavelmente o nome Morais do Valle, para os menos atentos à história da Escola, não diz nada.
Este Ceramista e Escultor, retratado na foto de cima no lado esquerdo, foi professor da Escola e Director até 1945, altura em que lhe sucedeu no cargo o Dr. Leonel Sotto Mayor.
Vem isto a propósito porque aqui há dias fui surpreendido com um mail da Isabel do Valle, neta deste ilustre Professor, que me deu conta do seu interesse em saber coisas sobre o seu Avô e enviou estas fotos que como se pode ver pela dedicatória reportam ao ano de 1940.

Comecei a fazer as minhas pesquisas e a Matilde deu-me uma ajuda preciosa, diz ela:

....Alberto Morais do Vale, antigo professor e director da Escola, é o autor do baixo-relevo que se encontra no frontão da Casa dos Barcos. Esta obra ali produzida em cimento é uma alegoria à Pintura e à Escultura, tendo ao centro as armas da Cidade. Foi ali colocada na época em que o edifício foi preparado e beneficiado para receber o Museu José Malhoa. Inaugurado a 28 de Abril de 1934, dia do aniversário natalício de Malhoa – que falecera a 26 de Outubro de 1933 –, passou aquele espaço a denominar-se também Pavilhão Rainha D. Leonor.
A instalação provisória do Museu José Malhoa na Casa dos Barcos e os benefícios que este equipamento recebeu deveram-se à notável colaboração do Hospital Termal, proprietário do espaço, na pessoa do seu Director, Dr. Mário Rocha, que assim concorria para que a instituição nascente encontrasse um local de acolhimento condigno, se afirmasse e crescesse, homenageando o Pintor. Abria ao público de 28 de Abril a 26 de Outubro de cada ano, obedecendo também às condicionantes de clima; no restante período do ano, as obras de arte retiravam e a Casa dos Barcos cumpria a sua função de albergar os barcos do Lago do Parque. Este esquema duraria poucos anos, pois a colecção crescia e, cerca de 1938, o Museu apresentava-se ainda provisoriamente noutro local da Cidade. Em 11 de Agosto de 1940, o edifício próprio acabado de construir inaugurava-se com o nome de Museu Provincial de José Malhoa.

Se a memória não me trai, na colecção de cerâmica do Museu José Malhoa, existiu uma peça da autoria de Alberto Morais do Vale, uma figura de Mulher madeirense, com o seu traje regional, creio que uma garrafa, da qual servia de tampa a borla do chapelinho típico. Esta peça foi oportunamente transferida para o Museu de Cerâmica.

Espero que a pouca informação que tenho sirvam para ajudar a construir a memória de Morais do Vale. Sabes, a minha mãe fala nele, pois era dos professores seus tempos de aluna….


Em conversa com Sr. Hermínio de Oliveira, fiquei a saber que o Ceramista Morais do Vale, no início da sua permanência em Caldas, foi chefe da Cerâmica Moderna que era propriedade do Industrial Mourão.

Julgo saber que o busto de Bocage, no Café com o mesmo nome, também é de sua autoria.

Portanto minha boa Amiga Isabel do Valle, para já foi o que consegui saber, quem sabe se há por aí alguém que possa acrescentar alguma coisa.

José Ventura

Comentário:

Sou a neta mais velha de Alberto Morais do Valle. Eu e o meu irmão, José Manuel Morais do Valle Soares, sempre tivémos vontade de tirar do anonimato o valor do meu avô como escultor à época.
Pessoalmente, visitei, cuidadosamente, o Museu Malhoa, nas Caldas da Rainha e fiquei muito triste por não haver lá uma única obra do nosso avô.
Quer o meu irmão quer eu própria, não nos importávamos de ceder uma peça da nossa pequeno espólio para reparar essa falta.
Agradeço-lhe imenso estas referências, porque, deste modo, também, na Internet fica registado o nome e informação sobre o nosso avô.Bem haja!

Lia Morais do Valle Soares..............26-12-2008

domingo, 14 de dezembro de 2008

Meninas de 1935

Estas fotografias dos anos trinta têm o condão de nos transportar aos tempos em que as “Escolas” tinham uma filosofia de vida que não tem nada a ver com os dias de hoje.
É incrível como o tempo passa depressa e quando percebemos, a escola não faz mais parte de nossas vidas. Deixamos de ser alunos para sermos profissionais.

…mas nostalgias à parte esta fotografia, das mais antigas que tenho da Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha, vem do álbum de recordações da Professora Ermelinda, (fila de cima, terceira a contar da esquerda), é datada de 20 de Fevereiro de 1935, quando ainda era aluna, pois mais tarde viria também a dar aulas de desenho.


José Ventura

Comentários:

Como nos é dado observar, a Escola ainda não tinha inventado na época a moda/imposição das «batas brancas». Mesmo assim, as meninas estão todas muito compenetradas do seu papel, muito direitinhas e alinhadas, a sorrir para a posteridade. Passadas três quartos de século, pergunto-me quantas delas poderão comentar esta fotografia. Espero que todas o possam fazer e que o façam. Seria um prazer.

Artur R.Gonçalves........15-12-2008

Estou inteiramente de acordo com o Artur R. Gonçalves.
Fotografias desta época não têm aparecido no Blog.(Venham mais!)
As meninas devem agora rondar os oitenta e tantos anos, certamente algumas já cá não estão, mas seria interessantíssimo, e para mim uma enorme alegria, saber quantas ainda poderão aparecer no Blog para nos contarem algumas estórias, ou dar notícias da sua existência.
Um Abraço.

Fernando Santos.......16-12-2008

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Outras reuniões intercalares

Do Ramiro Ruas recebemos esta fotografia com o seguinte texto:

Não sei se sabes a nossa turma das Secções Industriais de 65/66,todos os anos se reúne.
O ano passado fomos almoçar num barco na Barragem de Castelo de Bode e este ano fomos para as grutas de S. António. Depois de um almoço avantajado, aqui fica a fotografia para recordação.
A descrição das “celebridades” bem nutridas mas sempre alegres é a seguinte;
Fila de cima: Rebordão – Vítor Rego – Henrique Jorge – José Vigia
Fila de baixo: Fernando Jorge – José Lopes – São Lopes – Glória – Ramiro
Falta o Quaresma e o Carlos Marques que não puderam estar presentes.Os restantes sorrisos, são as caras metades destes artistas.

Caros colegas finalistas do ano de 65/66, a nossa turma decidiu alterar o local do nosso encontro anual que se efectua há muitos anos. Assim no próximo ano estaremos presentes em força, carecas barrigudos mas sempre com boa disposição para alegrar o dia do Grande encontro dos antigos alunos da Escola.

Assim, aqui fica o convite a todos colegas finalistas desse ano, para nos juntar-mos no almoço, no próximo dia 9 de Maio de 2009, para mais uma tarde inesquecível.

Um abraço
Ramiro Ruas

Comentário:

É com muita alegria que vejo o Ramiro a participar com assiduidade no blog da sua escola.
Venho desafiar alguns dos seus colegas de turma e meus conhecidos a seguirem os seus passos, pois de certo que enriqueceriam este espaço.

Laura Morgado.......12-12-2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Formação Feminina de 1963

Aqui está a turma da Formação Feminina do 2º ano de 1963.
Julgo não estar enganado se disser que o edifício que se vê em fundo é a Escola Velha, embora tenha alguma dificuldade em enquadrar o edifício mais baixo.
Certo é que a fotografia aqui apresentada chega ao Blog pela mão da Teresa Ramalho.

José Ventura

Comentário:

A menina de fila de baixo lª da esquerda é a Perolina .

Carlos Nobre.........12-12-2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

No parque em 1961

Esta fotografia da Teresa Morgado obtida na ponte sobre o Lago, em Maio de 1961, tem a particularidade de deixar ver ao fundo os Pavilhões do Parque bem como o Salão Ibéria, este já desaparecido.
Quanto aos alunos, que aproveitaram um intervalo para uma passeata pelo parque, tenho algumas dificuldades em identificar, apenas reconheço na esquerda a Teresa Morgado e o “menino” engravatado, o Galrão, que durante alguns anos foi meu companheiro do Ténis de Mesa.

José Ventura

Comentários:

As "meninas" conheço-as muito bem pois todas elas foram minhas colegas de turma. Assim e da esquerda para a direita encontramos a Teresa Morgado, a Carolina (Irmã do Pila da Nazaré e que presumo se encontra radicada em Inglaterra) e por ultimo a Helena Honório. O jovem engravatado, desculpa mas parece-me que estás enganado porquanto penso que não se trata do meu particular amigo e colega do Banco o Carlos Galrão .Os restantes "jovens" que se encontram no plano inferior não me ocorre os seus nomes. Cumprimentos para a toda "geração" dourada dos anos 60 que frequentou a "nossa Escola"

António Nobre......07-12-2008

(Este Galrão não é o do banco, mas sim o irmão que trabalhava no Thomaz Santos).

Oi gente ! Uma pequena achega - o "menino" que está em baixo,à esquerda, é o Dionísio Gomes Ferreira, de A-dos-Negros. Tivémos, durante anos, o gosto de o ver na TV,em representação das Finanças em tudo quanto era concurso. Lembram-se ?

Noronha........07-12-2008

Lembro-me muito bem do nosso comum amigo Dionísio...
Mas caríssimo amigo Noronha...não estou a ver nesta foto o Dionísio...!!!
Tens mesmo a certeza de que é ele...?
Um abraço para ti e para todos os companheiros/as, com os desejos de um Santo Natal...

Maximino.........08-12-2008

Pois...deixem-me cá ver se ponho o carro nos eixos. O nosso amigo de gravata é o João Manuel Pereira de Figueiredo Galrão (irmão mais velho do Carlos Galrao). O dito Patuleia não é!!! É o Rodolfo que tinha uma vistosa Kreidler Floret que, quando era para ir para os bailaricos, levava três. Aquilo é que era uma máquina.

Aires Macela.........08-12-2008

Ó Macela, não é Patuleia mas também me parece que não é o Rodolfo !
Então, alguma vez o Rodolfo se ia sentar no chão ??!!
By the way, já há uns tempos que não sei nada do Rodolfo. Encontrei-o, há uns meses, na Foz, altura em que ele me contou da operação que havia feito (ao esófago, creio).
Na ocasião, pareceu-me bem e, como sempre acontece nestas ocasiões, tivémos oportunidade de filosofar um pouca sobre a vida, a saúde, etc...
Alguém o viu recentemente ?
Um abraço para a malta.

Noronha........09-12-2008

Meu caro Noronha tenho 100% de certeza de ser o Rodolfo, falava com ele quase todos os dias e, como antes disse, a quantos bailaricos fui com ele e às vezes, com mais outro na sua máquina.
Um abraço

Aires Macela - 09-12-2008

Amigo Aires Alberto Mota Macela Corte Real, nº. 109 (ou 107 ?) do 1º. B no ano de 1956/57: Como não sou teimoso, não insisto.
Recordo também a linda Florett do Rodolfo em que ele, acelerando furiosamente, fazia as delícias das meninas !
Um tio meu (talvez vocês o conheçam, Abílio de seu nome e que foi Chefe de Vendas da Fiat durante muitos anos) também tinha uma Florett vermelha em que me iniciei, mas nunca com a destreza e o espectaculo do Rodolfo!
Aproveito para desejar-te, Macela, bem como a todos os visitantes do blog do ZV, um Feliz Natal e Bom Ano Novo.

Noronha.......10-12-2008

Meu caro Noronha,
Desta vez não tens razão. Trata-se mesmo do Rodolfo. Julgo que o seu estado de saúde está bom dado que ainda ontem imobilizou a sua viatura junto de uma passadeira para que eu atravessasse. Vi-o de relance mas pareceu-me com óptimo aspecto pelo que julgo ter sido o seu problema totalmente ultrapassado.
Um abraço.

Sanches........10-12-2008

Agradecendo primeiro de tudo o apoio moral do Sanches, retribuo ao Noronha em particular e de um modo geral a todos os vizitantes desta tertúlia os votos de Feliz Natal.
Um abraço para todos

Aires Macela - 11-12-2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Equipa de Voleibol de 1954

O cenário não é propriamente o de um pavilhão, mas segundo rezam as crónicas, a equipa era do melhor que havia.
A fotografia que saltou do álbum do Valentino Subtil, um cerâmico que fez carreira, traz para o blog esta selecção de voleibol de 1954.
Para que o registo fique completo, aqui fica o nome dos atletas: Em pé; Próspero, ?, João Afonso, Jacques e Mário Tavares. Em baixo; Henrique Nogueira, Ribeiro e Subtil.

José Ventura

Comentários:

Caro Valentino Subtil
Um grande abraço e votos de BOAS FESTAS extensivos à Laura.
Cá vai uma dica acerca desta fotografia: O fotogénico que está em cima entre o Próspero e o João Afonso, não será o LUZIO, reformaddo Tribunal Judicial? Julgo não estar enganado.
Um abração

Mário Reis Capinha ..........28-12-08

Pois claro que é o nosso amigo Carlos Luzio.Quero enderecer a todos os colegas .
Votos de Bom Ano Novo 2009

V.Subtil..........29-12-2008

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A Formação Feminina

A fotografia aqui reproduzida foi tirada por volta de 1962, logo na “Escola Velha”, e as meninas fotografadas com as suas batas brancas eram as finalistas do curso da Formação Feminina.
O cenário é a escadaria do que é hoje o Palácio da Rainha. onde na altura funcionava, no primeiro andar. a sala de aulas do respectivo curso.
Como a São Venda, que nos trouxe esta foto, tem tudo muito bem documentado, é possível identificar toda a gente:
De cima para baixo: Alda Capinha, Emília Caria, Eleonora, Maria do Carmo, Cecília, Fátima, Natália, São Venda, São Lopes, Beatriz e Alzira Carinhas.

José Ventura