Esta preciosidade que saltou do álbum da Ausenda para o Blog, recorda a récita de Natal de 1952,onde o grupo de dança, no melhor estilo Nazareno, posou para a posteridade.
A legenda que acompanhava a fotografia, dá-nos conta do nome de alguns participantes.
Na fila de cima; Natália Barreto, Dário, Ausenda e Helena Raimundo.
Em baixo; Batalha, Manuel Zarro e Marinho.
Como teria sido esta festa? Estou certo que haverá gente da época que se recordará bem.
José Ventura
Comentário:
Ao ver melhor esta foto reconheci a primeira em pé do lado esquerdo como sendo a LENIA. Aqui deixo esta informação adicional assim como a todos que constam desta fotografia as minhas melhores recordações daquela época já um pouco distante.
Ausenda............29-08-2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
“Na vás ó mar Toino…”
domingo, 28 de junho de 2009
Quinta feira de Ascensão de 1963
A julgar pela quantidade de fotografias que temos sobre o dia da espiga, era um acontecimento que se traduzia numa grande oportunidade de negócio para os fotógrafos da época.
Estas fotos da Aurora levam-nos até ao Ameal onde aconteceram durante muitos anos as comemorações da quinta feira de ascensão.
Das meninas devidamente perfiladas reconheço; a Teresa Santos, São Lopes, A Dolores (?), a Mila, ?, A Isaura, ?, Fátima Valente, ? e a Aurora.
Na foto de baixo, as três meninas são a Eleonora, a Aurora e a Adelaide.
Os outros …não vou lá.
Comentários:
Cá vai uma ajuda, pese embora a quantidade de anos passados: Em cima o Tó Zé Bernardo(Tenente),Joaquim da Pederneira, eu(F.Xavier), José Luis Nobre, ?, e o Barreto.
Em baixo a primeira da esquerda é a Margarida do Casal Sentieiro (onde andará?),?,?,?, o Eduardo Francisco e o Queiroz.
Um abraço
Fernando Xavier........29-06-2009
Entre o Nobre e o Barreto, eu penso ser o Jorge da Foz que tinha ou tem o Solar.
Chaves..........30-06-2009
Na foto de cima entre a Mila e Isaura é a Maria dos Anjos (Janja) da Sapataria Salvador.
Ermelinda..........02-07-2009
A idade também afecta a memória e, no meu caso que nunca foi muito famosa, não deixo, todavia, de mandar também um palpite.
Ora lá vai.
Ao lado da Aurora (?) não está a (?) filha do Sr. Luís do Caldas que à época morava na avenida? E ao lado desta não será por acaso o José Carlos Barros,ceramista, que fugiu para a França e mais tarde foi recebido na escola como herói?
O que me parece de destacar nesta foto é a grande presença da equipa "Tótó Campista". Faltam o cão e o Sérgio.
Um abraço para a rapaziada.
Marques
624 anos depois da batalha de Aljubarrota.
O Queiroz era aquele que na praça da fruta, perguntava às vendedoras o preço da ameixa, que naquela altura seria 2 tostões o quarteirão. Ele normalmente pedia meia duzia... calculam qual era a resposta da vendedora?
Xiveve.........18-09-2009
Sim, Marques, na fila onde está a Aurora, do lado direito, é o José Carlos Barros, atrás dele e com o braço por cima do ombro, estou eu a olhar para a menina de tranças (que hoje não me recordo do seu nome).
Porfirio........23-09-2009
Por acaso alguem se lembra, numa aula de francês quem era o George Poirrot?. A prof. tinha a mania de dar nomes franceses aos alunos , não me lembro do nome dela, mas lembro-me do George Poirrot,que por sinal não o vejo ha cinquenta anos.
O George Poirrot está nesta foto, de seu nome oficial, Jorge Maria Barreto Rosado Pereira
Xiveve............24-09-2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Os dançarinos
Não sei se os dançarinos evoluíam ao som do Roberto Carlos ou de outro qualquer cantor da época, mas que estavam muito compenetrados da sua dança é um facto indiscutível.
Esta foto, obtida no exterior do ginásio da “Escola Nova”, será provavelmente datada de 1965 e vem do álbum do Artur Filipe da Foz do Arelho, que aparece no retrato no lado direito.
O par do Artur apresenta um pormenor revelador da moda dos anos sessenta; as rendinhas da combinação que davam um ar sexy irresistível.
José Ventura
terça-feira, 23 de junho de 2009
Serralheiros de 1954
Estas fotografias fazem parte das recordações do António David Domingos, que nunca foi aos encontros dos antigos alunos, mas no próximo ano vai fazer questão de participar, e levam-nos até aos anos cinquenta.
Nesta altura o Curso de Serralheiros dava os primeiros passos, mas os alunos, António David Domingos e José Santana Marques, estavam “equipados” à maneira.
Como curiosidade a foto de cima foi tirada junto ao portão que dava acesso à Mata, e a de baixo à porta da mercearia que ficava em frente à Escola.
José Ventura
Comentários:
Duas fotografias que não conhecia,que fazem recordar a grande amizade que havia entre mim e o David. Estranho estar com cigarro na boca, eu que nunca fumei.
A mercearia em frente ao portão da escola tinha ao fundo um "BAR" que a "malta" gostava de visitar.
Santana Marques.......24-06-2009
Eu estava à espera, que alguém do tempo,dissesse algo,mas como ainda não aconteceu,lá vou tentar esclarecer uma dúvida, pois até posso estar errado. O portão de acesso à mata era um portão, de ferro fundido e um pouco trabalhado. Eu penso, mas aceito estar enganado, que o portão na foto era um pouco mais acima e era quando acabavam os arbustos "diosporos" que tinham umas bolinhas roxas e que até se comiam e que tinham um sabor enjoativo.
Ao fundo, quando se virava à direita tinha acesso a mata, esse portão, estava no lado à esquerda e que dava acesso a uma quintinha com muitas flores e árvores de fruto e que ia até ás traseiras do chafariz da 5 bicas. Falando nos dois personagens da foto: O Santana, sempre que vou a Portugal encontro-me com ele no Central,o David quando ainda jovens tivemos umas arrelias e ficamos zangados,mas quando um dia nos cruzarmos vamos rir desses tempos. Em 2008 estive na festa da escola e estive com o Armindo " corta pescoços" e falámos do David e dos belos tempos.
Chaves........24-06-2009
Embora um pouco mais novo que estes dois distintos Serralheiros, lembro-me perfeitamente deles. Assim como me recordo da loja em frente do portão. Essa era a mercearia do Sr. Augusto, conhecido por Augusto do João Vintém, que, ao lado, tinha uma cocheira (havia, aliás, várias cocheiras na Rua Diário de Notícias - o Zé Albino, O João Cristo, O António Alves).
Ao lado do portão de entrada para o pátio da Escola ficava a taberna da viúva do Baltazar (hoje em ruinas...)
E aí, estou a ver o velho Pacheco dos gelados, com o seu carrinho...
Concordo com a leitura do Chaves quanto ao outro portão - aquele que aparece na fotografia - que protegia uma horta e roseiral muito bem cuidados que havia nas traseiras do Chafariz das Cinco Bicas.
E lembro ainda a casinhota que ficava ao fim do muro que aparece na foto. Essa casinhota era o poiso habitual do guarda da Mata a quem fazíamos a vida negra e a quem chamávamos "o Sapo". Lembram-se, rapazes ?
Um abraço
Noronha......24-06-2009
Amigo Noronha Leal, tens esses nomes todos em mente, mas será como eu, que me lembro de pequenos pormenores do passado e os que se passaram à dias perdem-se na memoria tão facilmente?
Falas do guarda da mata "O Peixe Sapo", eu penso que todos os antigos alunos da velha escola se lembram dele e da casota, onde ele descansava e que tinha dezenas de nomes e corações com uma seta, inscrito nas suas paredes O seu verdadeiro nome era Sr. Longo e seu grande problema era ser muito zeloso por tudo que se passava na Mata e que eu agora vejo ter sido uma grande qualidade, mas na altura nos jovens queríamos era paródia e jogar a bola e ele por vezes não deixava.
Falas dos antigos donos desses estabelecimentos que existiam na Rua Diário de Noticias que tinha mais dois nomes, Chafariz das 5 bicas e para alguns Rua do Pr Barreto. Com a tua boa memoria, talvez te lembres que nessa mesma rua viviam os Nobres e julgo eu que o pai vendia no seu estabelecimento carboneto que provocava uma reacção química como que a água estivesse a ferver e então lá havia um grupo de malandrecos que punham isso no tanque do chafariz para assustar os animais quando eles estavam a beber.
Brincadeiras do passado que agora não tem graça nenhuma. Cumprimentos
Chaves.......25-06-2009
Mas que memórias tão fresquinhas a destes condiscipulos.
E lembram-se que havia também na Mata uns parques de merendas sempre muito limpos?
O nosso amigo "sapo" usava um boné cinzento com umas iniciais HRDL...
Bolas...agora "olhando para trás", tudo isto já foi há tanto tempo...!!
Um abraço para a rapaziada...
Maximino.......25-06-2009
Caro Maximino já agora posso dizer que havia mais que uma indicacão de Parque de Merendas e os brincalhões do teu tempo, deves saber quem são, por vezes andavam muito ocupados a tapar as duas letras do meio das MERENDAS, para depois ser a gargalhada.
Coisas do passado e que nos traz agora boas memorias.
Chaves.............26-06-2009
Sim, sim...
E também havia dessas coisas que as letras destapadas anunciavam...
Mas garanto...que nunca tapei nenhuma placa...
Mas algumas vezes recordo e não por saudosismo, esses tempos já passados há muito...!!!
Não vou dizer que eramos melhores do que os jovens de agora...
Mas eramos seguramente muito diferentes...!!!
Mas no fundo...eramos jovens também...!!!
Maximino........27-06-2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
No Portugal dos pequeninos
Esta reportagem fotográfica vem do álbum do António Marcos, e recorda uma visita dos alunos ao Portugal dos Pequeninos em Coimbra.
Os “meninos” já eram um bocado crescidos para se enquadrarem no cenário, mas lá que estavam divertidos, estavam.
O passeio teve lugar no dia 10 de Abril de 1954, e a revelação das fotografias foi feita a 13 do mesmo mês na Papelaria Tália, conforme se pode constatar.
José Ventura
Esta reportagem fotográfica vem do álbum do António Marcos, e recorda uma visita dos alunos ao Portugal dos Pequeninos em Coimbra.Os “meninos” já eram um bocado crescidos para se enquadrarem no cenário, mas lá que estavam divertidos, estavam.
O passeio teve lugar no dia 10 de Abril de 1954, e a revelação das fotografias foi feita a 13 do mesmo mês na Papelaria Tália, conforme se pode constatar.
José Ventura
Comentários:
Olá Zé Ventura!
Esta reportagem fotográfica é de 1954, e certamente que alguns dos fotografados foram meus conhecidos. Por isso teria grande prazer em saber quem são. Estive há dias nas Caldas e alguém me disse que o Manuel Mogo me viu aqui em Olhão, mas por qualquer razão que desconheço não lhe foi possível aproximar-se de mim. Embora mais novo que eu, convivíamos com certa frequência, talvez devido à profissão do pai (Acordeonista) que me procurava afim de reparar os seus equipamentos sonoros.Caso o Mogo queira contactar-me, tenho muito gosto nisso.Parabéns Zé Ventura ! O Blog está a melhorar mas os comentaristas continuam a ter medo de escrever, como é o caso do Mogo que na lista dos antigos alunos nem consta o seu email.
Um abraço.
Fernando Santos.......19-06-2009
Meu caro Fernando Santos
Nao tenho o prazer de o conhecer pessoalmente- sou de uma geração anterior á sua-
Contudo se o seu problema é encontrar o Manuel Mgo, fa-lo-á sem quaiquer problemas, desde que numa manhá proxima se desloque ao Café Central situado junto á Praça da Fruta nas Caldas. O Mogo, o Marques, O Siopa e outros são "habitués" daquele Café
Cumprimentos
Antonio Nobre......19-06-2009
Fernando Santos, apesar de não estar a ver quem és, vou-te tratar por tu, pois eu era um dos colegas mais próximo ao Mogo e sei que ele continua meio envergonhado, eu até tenho o email dele e se quiseres eu dou. Ora na 1ª foto o segundo da direita em pé e o Raul que nessa altura estaria na cerâmica antes de ter ido para os serralheiros, os outros lembro-me mas faltam-me os nomes pois quando entrei na escola eles já andariam no 3ªano. Na 2ªfoto o Subtil encostado ao poste e em frente de oculos e a Branca de Salir agora nos E.U. 3ª foto vestida de branco e a Alice Reis e a quarta e outra vez a Branca e ao lado a Gracinda Nazare. Na 4ª foto, o Luis Filipe, lado direito agarrado ao poste. Em baixo o Salvador " o Pilas", mas nessa altura era mais conhecido " por Pescadinha marmota". Na 5ª foto na frente,no meio, outra vez o Salvador, Eu penso que nas fotos estara tambem a Maria Emilia da Foz e o Gaspar. Talvez apareça alguem da época que possa dizer algo e que nao tenha receio do computador.
Chaves.............20~06-2009
Olá Chaves
És uma autêntica enciclopedia. Um abraço. Cumprimentos á tua mulher
Antonio Nobre.........20-06-2009
Olá Chaves!
O melhor mesmo é o tratamento por "tu".
O Mogo já era um rapaz envergonhado no meu tempo, agora não sei como é...
Agradeço então que me envies o endereço dele, e obrigado pela identificação dos fotografados. Lembro-me de alguns nomes, mas nas fotos não os consigo identificar.
A Maria Emília da Foz que referes seria aquela moça alta que vinha todos os dias de bicicleta e morava numa casa perto do Patrício quase em frente à estrada que vai para o Penedo Furado? Que será feito dela?
Vou estar uns dias ausente, e só quando voltar verei a tua resposta.
Obrigado por tudo.
Um abraço.
Fernando Santos........22-06-2009
Para que a reportagem ganhe ainda mais qualidade, teremos de restituir o nome de Portugal dos Pequenitos ao parque temático de Coimbra. O «Portugal dos Pequeninos» corresponde a uma outra realidade bem diferente da representada nas fotografias...
Artur R. Gonçalves..........23-06-2009
Sempre atento o meu amigo Artur. Será defeito profissional ? Não, não és obrigado a responder. A cultura no seu todo, também passa por aí. E no meio dos pontos (como se dizia dantes)a corrigir «de ses élèves» -sei que aprecia a lingua de Molière- ainda vem aqui mudar os títulos do ZV.Abraço cá de longe, também muito ocupado, mas roubando sempre um quinhão (há muitas luas que não usava tal palavrão)do tempo, para aparecer por aqui.
J.L.Reboleira Alexandre......24-06-2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Remendos e Cerzidos
A Lúcia Vital andou numa de arrumações no sótão e vejam lá o que descobriu; um autêntico tratado na arte de bem remendar e cerzir.
Dos seus tempos de escola, Comércio de 1970, guardou estes livrinhos onde as respectivas artes da costura estavam devidamente documentadas com exemplos.
Tudo isto acontecia na aula de Economia Doméstica.




Comentários:
Parabens á amiga Lucia por ter guardado estes trabalhos.Era disto que a juventude feminina actual tanto precisava.Mas é mais facil " um copo " e um " cigarro".
Anónimo........16-06-2009
Pois é! E a juventude dos anos 60 não bebia uns copos e não fumava muitos cigarros ?
Não duvido da utilidade «dos lavores» das nossas ex-colegas mas hoje há coisas muito mais interessantes a aprender nas escolas, apesar da Lucia (será que o marido, que nunca aparece por aqui...beneficia imenso destes conhecimentos ?) Tenho a certeza que ele vai responder, senão lá terá que pagar uma mini (como se diz aí) da próxima vez que nos encontrar-nos.
J.L.Reboleira Alexandre.......16-06-2009
Porque será que todos estes quadrados de tecido me lembram cadeias? Que horror, eram aquelas aulas! Felizmente havia sempre um grupo de teatro que precisava de ensaios, o que permitia umas escapadelas. E as "aulas de apontamentos"? Que horror! Que inutilidade! Que crueldade, destruir assim cérebros frescos e tão facilmente moldáveis. Era uma das armas de contenção social, claramente.Deve haver uma forma mais interessante de aprender aquelas coisas.
Laurinda........11-08-09
Que maravilha!!!Achei esse belíssimo trabalho de vocês Estou montando um Blog em Porto Alegre sobre a Antiga Arte de Cerzir. Parabéns
Puxa Vida A Laurinha do comentário anterior talvez precise se tratar. Freud explica quando os quadradinhos parecem cadeias. Penso eu que nem precisa ser um "Freud dos Pampas" para entender isso. Se a gente pensar que fora a obrigatoriedade das disciplinas de uma educação vivenciada em plena ditadura (ou seja a imposição) de cima para baixo. Temos a contra-partida de que como hoje a maioria dos tecidos são tidos como descartáveis e sintéticos. Nos livramos deles por conta da falta de responsabilidade pelo nosso lixo. Se usarmos nossas coisas mais tempo com certeza poluiremos bem menos nosso ambiente. Por isso a minha tentativa de resgatar a Antiga Arte de Cerzir com meu blog em Porto alegre http://cerzidoinvisivelarlete.blogspot.com/?spref=tw"
Mesmo com o desenvolvimento de panos e tecidos com maior percentual de fibras sintéticas.O cerzido ganha seu espaço adaptando-se e salvando aquela roupa que você tanto aprecia com um custo menor do que a substituição e descarte no meio ambiente. Amei o álbum da Lucia Vital. Ele é uma relíquia. Parabéns.
Arlete Sousa Rocha……..30-05-2010
1º Laurinda, e não "Laurinha". A forma mais básica de tentar humilhar alguém começa sempre pela troca do nome.
2º. "Se a gente pensar que fora a obrigatoriedade das disciplinas de uma educação vivenciada em plena ditadura (ou seja a imposição)de cima para baixo." Esta frase quer dizer o quê?
3º. Os comentários deste blog são uma partilha de vivências que só podem ser entendidas por quem as vivenciou. Toda as colegas que tiveram aquelas aulas sabem que falo da professora e não dos "cerzidos", a que até acho graça.
Último ponto: Não me parece uma boa atitude para quem pretende promover-se. Ainda anda por aí muito boa gente que se acha superior ao seu semelhante. Tal atitude é um claro sinal de ignorância da mais primária.
E vivam os cerzidos! Em panos, mas, também, em algo mais.
Laurinda.........30-05-2010
Laurinda longe de mim ofender alguém "pela forma mais basica de humilhar alguém começa sempre pela troca do nome"como dizes. Desculpa. Eu realmente concordo contigo. É de uma falta imperdoável a troca de nomes. Mas creio que para humilhação falta muito.Sinto muito
Arlete Sousa Rocha........06-06-10
sexta-feira, 12 de junho de 2009
O exame da bicicleta
Ao dar mais uma limpeza á minha papelada antiga olhem só o que encontrei?
O tão comentado “exame da bicicleta”, ponto de exame creio que do meu 5º ano do Curso Comercial, 1969.
Como já vai sendo tempo de dar o meu contributo para o blogue aqui estão as imagens que digitalizei e que incluem a correcção, para assim reavivar a cultura geral da rapaziada da época.
Cultura geral que alguém definiu como sendo “o que nos resta depois de termos esquecido tudo aquilo que aprendemos”.
Nessa época, a nossa, não se formavam Engenheiros ao domingo… nem haviam as “novas oportunidades”… da autoria desses mesmos engenheiros, que não servem para mais do que melhorar as estatísticas
Será que esses engenheiros conseguem resolver algum dos problemas ali colocados?
Creio que a malta daquele tempo vai achar piada e mais uma vez reviver o passado.
Humberto Fidalgo.jpg)
Comentários:
O mês dos santos populares é também o mês dos santos exames. A quadra é assim propícia ao confronto de provas dos tempos da outra senhora e das provas da senhora dos tempos actuais. Em 1969 já me tinha libertado das Ciências Físico-Naturais. Escapei então ao tal «exame da bicicleta» e escapo agora. Não terei, com certeza, nenhuma «bicicleta» a manchar-me a reputação. Sou incapaz de ler seja o que for no enunciado tão providencialmente preservado para a posteridade. Nem as lentes progressivas nem zoom activado ao máximo me livra do nevoeiro que teima em toldar todo o enunciado escrito...
Artur R.Gonçalves.........15-06-2009
Caro Humberto Fidalgo, nos anos 50's, não se faziam exames aos Domingos, mas... lá se conseguia apanhar o teste do mesmo exame o que iria dar no mesmo. Eu tive um professor de Português "Matos" que nos permitia copiar e até levar o dicionário ou algo mais, pois segundo o seu critério quem fosse "burro" nem sequer sabia copiar. Já agora,os bancos também estão fechados aos domingos e aplicando a canção antiga do marinheiro, loiro estrangeiro que levou todo o dinheiro, para a outra costa do mar.Eu sei fazer o problema da bicicleta, mas como só ando de carro não digo.
Chaves............20-06-2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Estórias dos anos cinquenta
Quando eu entrei para o ciclo preparatório"nome dado aos dois primeiros anos" de escola, isto nos anos 50's, convivi e joguei á bola com outros colegas mais velhos e com a continuação dos anos também com outros colegas mais novos e tudo dentro de uma grande camaradagem. Depois do ciclo, vieram as opções; Comércio ou Industria. Na altura tinha sido criado o curso de Serralheiros mas tinha poucos candidatos.
O nosso director mandou chamar alguns encarregados de educação e lá foi a minha mãe à escola, sendo convencida contra a minha vontade de eu ir para os serralheiros, mas hoje eu julgo que foi uma boa opção. Como as disciplinas de Física/Química e Matemática eram dadas pelo Professor Sarmento Rodrigues, logo fomos baptizados"OS BRUTOS" E por vezes os "OS BRUTAMONTES". Pensava-se que os serralheiros seriam alguém com um martelo pilão a dar cacetadas num ferro "que não seria desprezo algum", mas sim um curso que abriu as portas a um emprego na área industrial, o que na altura tinha muita saída. Ora comigo ainda na escola lá apareceu a geração dos “Gozões” com as suas brincadeiras e até uma linguagem muito própria " Sabolotacho" you parlar francisco"e uma outra em que as vogais tinham um valor que se juntava as consoantes; por exemplo o A=aix,o E=ender, o I=inix,o O=? o U=? e uma palavra que se usava muito era Mender R Daix, juntava-se as primeiras letras de cada palavra e lá estava a verdadeira: coisas da malta. Essa era a geração do nosso Zé Maria, Xavier, Corado, Galrão, Lobato, Monteiro e outros.
Joaquim Chaves
Para ilustrar esta pequena história que o Chaves nos enviou do Canadá junto uma fotografia do Monteiro que é referenciado neste pequeno texto.
Esta foto de 1962 retrata a turma dos Serralheiros, e são eles; em cima, Lobato, Machado, Fernando, e Mogo.
Em baixo; Leonel, Rainho, Abílio, Monteiro e Bulhões
José Ventura
Comentários:
Ate parecem mecânicos da aviação e não têm muito aspecto de "Ferrugentos". Eu posso dizer isso ,não tivesse sido um deles.Parabéns a todos, sejam Comércio ou Industria, pois a única rivalidade era só no banho de bola que noa davam os opositores.
Chaves.......11-06-2009
Em meados dos anos sessenta, a frequência dos cursos afectos ao comércio e à indústria já estariam mais equilibrados. A escolha, por uma ou outra vertente oferecida pela escola, funcionava mais por predestinação social do que por livre arbítrio pessoal. As rivalidades referidas entre umas turmas e as outras não terão mudado muito de uma década para a outra. O mesmo se diga das brincadeiras. Desconhecia a existência do código verbal que permitia disfarçar o som vernáculo de palavras como «Mender R Daix». Só falta esclarecer os mais novos de que modo é que se deveria pronunciar. De qualquer modo, bem diferente da sonoridade típica da «fala em pê» de que guardo algumas luzes. A palavra em causa ler-se-ia, então, «merper-dâpâ». Nesses tempos, como nos actuais, os códigos secretos (ou tidos como tais) eram e são o encanto dos mais jovens. Na altura, aplicavam-se na comunicação oral do quotidiano, agora transmitem-se à velocidade da luz nos SMS(s) dos telemóveis. A diferença, de facto, é a que existe entre o real e o virtual. Depois, é uma questão de ver para que lado é que as moscas voam.
Artur R.Gonçalves...........12-06-2009
Olá Artur Gonçalves, possivelmente até nos conhecemos porque eu acabei o curso em 59/60, mas ainda continuei a ir ao santo sacrifício da saída das aulas nos anos 62, pois grandes amigos e colegas teimaram a ficar mais uns aninhos, assim como o Rabaça Martins ,o Zamor e o Mogo "Manuel Coelho" como e conhecido no mundo artístico e que por acaso e ai do Algarve,até que me despacharam para Angola. Vem isto a propósito da tal linguagem dos brincalhões e que possivelmente não expliquei bem. É que apenas a consoante alinhava com a primeira vogal, mender seria ME, depois o R, logo seguido do daix que seria DA, linguagem difícil em que os meus amigos Marques, Sanches ou o meu cunhado Corado ainda se lembrem,pois eram peritos nisso. Já agora umas outras brincadeiras dos BRINCALHÕES,tinha muito a ver com TI´Pacheco que fazia uns rebuçados "cada cor seu paladar e que com os mesmos ingredientes fazia uns chapéus e umas pistolas para chupar e que apregoava "pis..pist..pis.tolas a 25 tostões, ora os meninos iam para a Praça usar o mesmo pregão do pist..pist e quando as pessoas olhavam para trás então completavam o tal pregão pistolas a 25 tostões. Eu agora conto isso aos meus dois filhos e a resposta que recebo "o que stupid joke"
Chaves........17-06-2009
domingo, 7 de junho de 2009
Formação Feminina de 1967
As fotografias continuam a chegar até nós para publicação neste nosso cantinho da Net para manter bem vivas as memórias de “ontem”, pena é que nem sempre cheguem acompanhadas de “estórias”, mas a “rapaziada” é muito preguiçosa e tirando duas ou três excepções não tem sido fácil convencer a participar no Blog.
Nesta foto de 1967, que nos chegou de S. Mamede onde vive a Ana Bela, podemos ver além do magnífico exemplar GL-84-83, as meninas da Formação Feminina que são; a Lurdes Santos, a Ana Bela, a Emilia, Conceição Santos, a Alice, a Conceição Moreira e a Regina.
(Não julguem que sou eu que me lembro destes nomes todos, se não fosse a ajuda cá da casa muitas das fotos ficavam sem legendas).
José Ventura
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Dia da Espiga de 1957
Estas fotos da Alda Marques recordam o dia da espiga de 1957.
Segundo as notas tomadas no verso das imagens, estas foram obtidas na Quinta das Janelas, e os participantes, entre outros, são: a Ana, a Luisa, a Melita, a Maria do Rosário, a Alda Marques e Manuela. Os rapazes; o Maia, o Bernardo, o Fernando e o Xico.
José Ventura
Comentário:
Como há pouca clientela eu junto alguns nomes à foto. No chão, em frente o Maia como já foi dito, no meio é o"Lua" logo atrás e o Rabaça Martins e ainda mais atrás o Lino Branco. Do outro lado em pé e o António Barreto"conhecido por Zé dos Calinhos"infelizmente já falecido. O que está a gritar aos lobos,modéstia a parte ,não sei.
Chaves.........09-06-2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Um passeio a Mafra
Estas fotografias são datadas de 18 de Março de 1961 e trazem para o blog a recordação de uma visita de estudo efectuada pelos alunos do Comércio ao Convento de Mafra.
Muitos são os alunos desta época que estão retratados nestas imagens e pessoalmente reconheço alguns mas certamente outros mais identificados com esta “rapaziada” darão uma ajuda.
Esta foto faz parte do arquivo do José Agostinho. Ele que foi um dos precursores dos Encontros dos Antigos Alunos, ultimamente não tem marcado presença a que não é alheio o facto de estar ainda a recuperar de um problema de saúde.
Esperamos por ele no próximo encontro.
José Ventura
Comentários:
Boas tardes !
Venho ajudar a identificar estas meninas simpáticas de quem fui, há uns (?) anos, colega.
Ora vejamos, da esquerda para a direita: Helena Leal, Ester Saenz, Fernanda Tiago, Alda Ramires, Lucília Franco, Arcelinda, Manuela Rebelo, Helena Capataz, Celeste Cruz.
De acordo, rapaziada (e raparigada !) ?Abraços
Noronha.........09-06-2009
Amigo Noronha, tenho alguma pena que o Gil Siopa, não entre neste blog, pois acho que era o único que poderia competir contigo com os nomes completos de todos que andaram nos 50"s princípios de 60. Eu quando aí vou e não me lembro do nome de alguém dos nossos tempos, vou ao Café Central entre as dez e o meio dia e "bingo" lá estou eu informado. Já agora quando fores ás Caldas passa por lá que sempre se encontra caras familiares.
Joaquim Chaves.........14-06-2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Um Fotografia histórica
No Encontro do passado 9 Maio, entre outros amigos tivemos o prazer de confraternizar com um grupo de “jovens” que se juntaram, e diziam com alguma graça que na mesa em questão a soma das idades era de 794 anos.
Neste grupo de Amigos estava o Sr.Joaquim Baptista que tem feito uma pesquisa muito interessante a propósito desta fotografia que se publica.
A foto datada de 28 de Julho de 1923, mostra-nos os finalistas desse ano da Aula Comercial de Caldas da Rainha, só no ano seguinte é que esta com a união da Aula de Desenho daria lugar à Escola Comercial e Industrial Rafael Bordalo Pinheiro.
Neste período a Escola tinha como director o Padre Oliveira Hasse (1919 a 1921) e o Prof. Abilio Moniz Barreto (1921 a 1924), e funcionava na quinta do Lagarto, que segundo nos esclarece o Amigo Joaquim Baptista, “ficava em frente onde hoje é a Escola Secundaria Rafael Bordalo Pinheiro, de que os familiares de Vieira Lino, foram os últimos proprietários até à venda para a urbanização que lá se encontra. Referencio o edifício construído para os "Telefones" e actualmente escritório de advogados de Monterroso e outros, além das ruas, Arminda Alves, Fernando Antão e outras, assim como a agência do Banco Santander. Julgo ser o suficiente para que identifiquem o local.”
Na foto foi possível identificar o Prof. Barreto, terceiro da fila de baixo a contar da esquerda e na fila de cima a contar da esquerda, o terceiro, o Sr. António Alves de Carvalho, pai do António Alves de Carvalho e do Eduardo Alves Carvalho. Ainda na fila de cima o segundo da direita é possível que seja o Sr. Thomaz dos Santos mas não é certo.

Esta fotografia é pertença do Sr. Carvalho que também facultou outro precioso documento; o certificado de habilitações desse mesmo ano, onde se pode constatar que era um aluno aplicado.Em conversa com o Sr. Carvalho fiquei a saber um pouco do percurso do pai, veio para as Caldas da Rainha com 14, 15 anos trabalhou como caixeiro-viajante na Casa Antunes (Rua do Rosário) e posteriormente no José Luis de Campos na Praça 5 de Outubro, o ordenado era uns trocos, cama e mesa. Em 1926 estabeleceu-se por conta própria no largo Dr. José Barbosa com uma mercearia (na esquina).
Frequentou a Aula Comercial em regime pós laboral.
José Ventura
Artur R.Gonçalves.......30-05-2009
O facto de vir referido acima o nome do Sr. Thomaz dos Santos, trouxe-me à memória uma lembrança...:
Já há uns bons anos, participei num almoço de antigos alunos que teve lugar no INATEL na Foz do Arelho...
Às tantas, sou abordado por um senhor já com uma idade um pouco avançada que me perguntou:
- Sabe quem eu sou?
-Peço desculpa, mas não sei...respondi-lhe ...
Sou o Thomaz dos Santos...!
O senhor Thomaz dos Santos, que era um comerciante de referencia das Caldas da Rainha, deve ter ficado mesmo muito admirado...de eu não saber quem ele era...!!!
Eu que sou mesmo muito despistado, nestes "exercícios de reconhecimento"...nem sei se deveria saber quem era o senhor...!!!
Maximino......30-05-2009
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terça-feira, 26 de maio de 2009
Uma pose na escadaria
A Fernanda Silva foi este ano pela primeira vez ao Encontro dos antigos alunos, e como estas coisas mexem com as memórias, deu uma volta pelo seu álbum para desencantar esta fotografia que nos leva a 1966.
As meninas, em pose “hollywoodesca”, na escada que dá acesso ao ginásio feminino, são as colegas da turma do Curso Geral do Comércio.
Na frente: a Virginia Freire, depois, a Fernanda Silva, a Matilde, a Eugénia Falua, a Maria Anjos Machado e a Teresa Henriques.
José Ventura
domingo, 24 de maio de 2009
Pára tudo… As beldades no Estoril
Não, na verdade esta fotografia não foi capa da Revista Plateia nos anos sessenta, mas não ficava nada mal.
Os mais atentos ao Blog já repararam certamente que a Luisa Ramires deu notícias, pois tem comentado algumas fotos. (ver coluna da direita)
O que é surpreendente é que no Almoço de 9 de Maio as colegas da Formação Feminina perguntaram por ela e sem nada fazer esperar cá está ela a “fazer prova de vida”.
A Ana Cândido deu volta ao seu álbum e descobriu esta preciosidade tirada numa praia da linha do Estoril durante um período na Colónia de Férias em 1966.
As “beldades” são: em cima, Ana Cândido e a Luisa Ramires, em baixo: a Lurdes Peça e a Aida Dias.
José Ventura
Comentários:
Que saudades! Éramos umas belezas não é verdade?
Obrigada Ana pela foto e parabéns ao artista com imaginação de nos fazer capa de revista sem
"photoshop"... tudo ao natural!
Este sábado conheci o teu neto Gil na casa da minha sobrinha Ana. É um amor. A quem ele sairá? Tens uma filha e um genro muito simpáticos, parabéns e felicidades.
Tive uma surpresa nesta semana, a Luisa Ramires telefonou-me passados 37 anos!!!
Foi cá uma emoção que nem vos conto.
O resto é só entre nós as duas.
Beijinhos a todos.
Lurdes Peça.......25-05-2009
Tive o prazer de ter partilhado uma tarde de sábado com a Lurdes Peça no passado dia 7 de Março, cumprindo o convite público que me havia feito neste blog de «beber uma bebida quentinha e recordar a nossa escolinha» [Domingo depois da missa]. Estávamos então nas vésperas do Natal. Os caprichos da vida foram adiando o (re)encontro por algum tempo, pelo que os frios rigorosíssimos do inverno foram substituídos pela luminosidade quase primaveril dessa tarde passada na esplanada do Hotel Faro, com vista magnífica para a cidade que há longos anos adoptámos como nossa. Nunca nos tínhamos encontrado antes e não nos voltámos a ver depois. Uma lacuna que, mais tarde ou mais cedo, teremos de colmatar. Até porque, depois de a ver na capa da Revista Plateia, fiquei com vontade de lhe pedir um autógrafo com uma dedicatória especial…
Artur R.Gonçalves.......26-05-2009
Que saudades! Éramos umas belezas não é verdade?
Isto é modéstia a mais. Com que então capa da Plateia. Agora descubro, 40 anos mais tarde, por que motivo a Ana Maria Lucas andava cá com umas «trombas» nessa altura, nem o Tordo nem ninguém a conseguia aturar. A resposta está aqui. Por que carga de água logo na edição em que ela deveria aparecer na capa da famosa revista, decidiu o director substituí-la por quatro beldades oestinas. Se fosse apenas uma, ainda se aceitava mas logo quatro. Francamente não dá para entender senhor director. Afinal não há nada como as miúdas do oeste. Talvez um dia ainda venha também a ter o oportunidade de pedir um autógrafo a uma delas. E garanto que não levo a esposa. Esse pedacinho de papél será só meu !!!
J.L.Reboleira Alexandre.........26-05-2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Quem tramou… o Maximino
Vou contar uma história que se passou comigo e com o saudoso Dr. Bento Monteiro...com quem mantive amizade até à sua morte...
Eu tinha sido aluno do Dr. Bento Monteiro e debaixo da sua orientação, participei nalguns teatros e fiz parte de um grupo de jograis...
Mas a determinado momento, passei a ser aluno de história da também saudosa Dra. Deolinda...
Um dia o Dr. Bento Monteiro convidou-me para uma outra peça de teatro e eu disse-lhe que não, eu até gostava, mas o facto de morar em Óbidos era um pequeno obstáculo por causa dos transportes...
Ele não aceitou de boa vontade e disse qualquer coisa como: ainda te vais arrepender...
Eu como já não tinha aulas com ele, respondi que isso não me preocupava...
Chegou a época dos exames e do júri do exame de História fazia parte a Drº Deolinda, uma outra professora e o Dr. Bento Monteiro...
Devido ao meu nome, creio ter sido o ultimo a ser chamado para a prova oral...
Quando é chamado o meu nome, o Dr. Bento Monteiro diz para a presidente do Júri: colega, gostava de interrogar este aluno...
Eu, ao mesmo tempo que me levantava, disse entre dentes: já estou tramado.
Ao que o Dr. Bento Monteiro perguntou: o que estás a dizer?
Nada Sr. Doutor, estou a dizer que já estou preparado...
Pareceu-me que não foi isso o que disseste...e ficou por ali a troca de impressões...
Começou o interrogatória...pela Grécia e eu fui-me espalhando, mas sem me calar...
Passou à história de Roma Antiga e fui-me desenrascando...
O tempo foi passando e ele entrou a perguntar-me coisas da história contemporânea...
O pacto de Varsóvia...a NATO e coisas assim...
E eu que lia os jornais todos os dias...lá fui desfiando o que sabia...
O tempo foi passando e ultrapassado...e às tantas a Dra. Deolinda chamou-lhe a atenção para o facto de já ter acabado o tempo de prova e o Dr Bento Monteiro após mais uma pergunta...terminou por ali o exame...
Cá fora, esperava-se a colocação das pautas com as notas...
Às tantas elas foram afixadas e enquanto eu conferia o meu catorze...o Dr. Bento Monteiro passou por detrás, deu-me uma palmadinha no ombro e disse: afinal...não ficaste tramado...!!!
E eu que estava convencido que ele não tinha percebido bem...o meu desabafo inicial...
Pronto, a história não tem grande interesse, mas a culpa foi do Zé Ventura, que estava para aqui a desafiar-nos...
Um abraço
Maximino
Comentário:
Acabadinho de chegar de mais umas voltas pelas margens orientais do Atlântico Norte, muito mais para Sul do que no nosso habitat diário, impunha-se de imediato uma espreitadela (será mesmo vício?)ao nosso blog. Infelizmente neste momento atravessar o grande lago está para mim fora de questão, pois motivos familiares me impedem de o fazer. Depois os primeiros meses no ano, e este mais ainda, a crise ajudando, são um periodo em que normalmente o tempo é pouco para trabalhar, relegando «as coisas» do espirito para segundo plano.
Foram 6 dias fora do escritório, infelizmente de telemóvel sempre ON, aquilo a que nós por aqui apelidamos de «little brake», mas o suficiente para recarregar baterias.
Voltando ao tema «escola» e á força que o Artur G faz para que todos quantos por aqui aparecem nos contem um episódio qualquer, só posso ser mais uma voz a juntar à dele.
Como trinta e tais anos fora do nosso cantinho são muitos anos e honestamente, a nossa memória já apagou grande parte da vivência daqueles anos. A fluidez da escrita também já não é o que era. Para o Artur, direi que me é bem mais fácil digerir as ideias (e que ideias !!)na lingua de Victor Hugo, daquele fulano libanez (ainda não percebi se Árabe ou Cristão),que vivendo em Paris analisa de forma desassombrada o Mundo tal qual hoje se encontra.
No entanto tudo farei para que o esforço impagável do ZV seja minimamente recompensado. E como ele ainda não nos cobrou $$$ pelas horas que perde por aqui, a nossa forma de lhe agradecer será com a nossa participação no blog. Com histórias, muitas histórias. É que nenhuma delas é insignificante, amigo Maximino, e todas valem a pena serem contadas.
E será que os nossos professores eram todos «bonzinhos» como por vezes parece ou será que havia assim uns menos bons? Eu sei que os havia. Por que não lembrá-los também ? De preferência sem ferir susceptibilidades.
J.L.Reboleira Alexandre.......22-05-2009
O dr. BM continua a ser uma figura incontornável, senhor de um carisma que o tempo não ousa apagar. O episódio trouxe-me à memória todo aquele cerimonial dos exames orais que os actuais alunos do secundário nem sonham ter existido. O interesse do relato reside sobretudo na caracterização dos antagonistas em cena. A referência à super presidente do júri que, noutras ocasiões, costumava ter uma postura menos apaziguadora, permite-nos concluir que todos nós temos uma parte de «bonzinhos» e algumas outras de sinal contrário. Os professores (pobres mortais) não fogem a este desígnio da condição humana. Parabéns ao Maximino (que só conheço deste fórum) pela partilha da historieta. E que venham outras mais…
Artur R. Gonçalves......22-05-2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
Estórias do Santo Antão
Confesso que sinto alguma frustração por não termos conseguido despertar o entusiasmo para que, além das fotografias, aparecessem estórias, em paralelo, a recordar-nos tempos idos.
Estou convicto que há por aí muito "escritor" envergonhado, que poderá enriquecer ainda mais o nosso Blog. Falta, apenas, começar ...
Três anos passados e para manter viva a esperança de não ser só eu a reviver episódios, aqui vai mais uma "historieta" (a que não assisti) e cujo diálogo não deverá corresponder "ipsis verbis", mas andará lá perto:
Dia de Santo Antão (17 de Janeiro, para os mais esquecidos).
A aula de História era a meio da tarde e o Dr. Bento Monteiro, apesar de avisado, por lá apareceu para registar, no livro de ponto, os números dos alunos faltosos, evitando a falta colectiva, que poderia ter conotações perigosas.
Ao contrário do que esperava, apareceu um jovem, compenetradíssimo do seu dever.
Quem foi aluno já está a imaginar o indicador direito do Professor apontado aos olhos e a pergunta:
- O "menino" não foi à festa?
- Não sô'tor, vim à aula.
- Grande novidade, está na sala, mas não há aula ...
- ????
- Desapareça ... vá estudar e volte no próximo dia, com os seus colegas.
Os números dos alunos faltosos não couberam no espaço a esse fim destinado e ocuparam o sítio do sumário da aula que não houve.
Vistas bem as coisas e consultados os registos, não esteve presente nenhum aluno.
Orlando Sousa Santos
Esta foto do Carlos Dias assenta que nem uma luva nesta estória que o Orlando Santos nos conta, respondendo ao apelo de uma maior participação no Blog.
A fotografia de 1967, foi tirada no Santo Antão e os intervenientes são Lourenço, Gil, Calisto, Ventura, Coutinho, Amilcar, Angelo, Orlando Silva e Cardeal.
Em baixo; Cabe, Dias, João e Purificação.
Jose Ventura
Comentário:
Caríssimos Orlando e Zé Ventura,
As imagens às vezes também precisam de algumas palavras para falarem com mais eloquência. Sempre que possível, comento as alheias, já que não mantive qualquer tipo de arquivo dos tempos da escola. Se tivesse um baú de recordações (que não tenho) estaria provavelmente vazio.
As memórias que guardo desses tempos pretéritos também não dão para contar uma história (prefiro a grafia clássica) com a mesma fluência que vocês os dois o têm feito em mais do que uma ocasião. Então fico à espera das vossas produções, para depois as poder explorar.
Que me lembre, só participei uma única vez na peregrinação do Santo Chouriço (O Santo Antão que é santo que me perdoe). Uma das etapas foi feita pela linha de comboio e a outra pela estrada nacional. Quem sabe se não terei sido um dos tais gazetistas que nesse ano não compareci às aula do Dr. BM.
Olhando para a fotografia, até sou capaz de reconhecer as figuras que então subiram ao monte sagrado para orar ao orago e de consumir um enchido de carne de porco assado em sua honra. Só não sei se nos dias de hoje reconheceria algum dos romeiros, caso nos voltássemos a cruzar nos atalhos desta vida.
Já agora, o Carlos Dias que ponha as personagens da foto a falar para instrução de todos nós. A alternativa é a de pôr os fotografados a falarem, mesmo sem o consentimento do fotógrafo-arquivista. De vez em quando lanço estes reptos, mas, devo confessar, sem grande sucesso. Depois disto tudo, talvez o recado atravesse o Atlântico Norte e desperte a atenção do nosso amigo comum ZL e o ponha também para aí a contar histórias (com ou sem agá), coisa que já não faz há muito tempo. É pena…
Artur R.Gonçalves........20-05-2009
domingo, 17 de maio de 2009
O Blog
Com o 16º Encontro que teve lugar no passado 9 de Maio, O Blog completou 3 anos de vida.
Após o Encontro de 2006, fruto de uma conversa com o amigo Orlando Santos, resolvemos dar vida ao Blog e no primeiro “post” em 7 de Maio de 2006 dizia-se ente outras coisas:
…Este encontro deu o mote para a criação deste Blog, que tem como objectivo ser um ponto de encontro de imagens e histórias, mas que só será possível com a participação de todos.
Como ponto de encontro dos antigos alunos tem cumprido a sua função, pena que não seja tão participado como gostaria, pois toda a gente tem histórias para contar ou vivências para recordar, por isso caros colegas deixem a preguiça de lado e toca a participar, senão corremos o risco de isto se tornar apenas num álbum de fotografias.
Voltando de novo ao Blog vale a pena passar em revista alguns números para aquilatar da sua “importância”.
Dias de vida……1106
“Post” publicados……464
Fotografias publicadas…..560 (de 128 colegas)
Comentários……1024
Média de visitantes (1 por cada 24 horas)….102
Recorde em 11-05-2009…..164 visitantes e 1002 visitas
Médias de visitas diárias………260
Locais acesso (frequente) em Portugal …. Mais de 190 Cidades e Vilas
Locais acesso (frequente) no Estrangeiro …. Mais de 80 cidades diferentes
Com acesso verificados em 41 Países
É com estes dados que se inicia mais um ano até ao
próximo Encontro em 8-05-2010.
O Blog é de todos, participa, envia os teus textos que nós temos muitas imagens para o ilustrar.
José Ventura 
Comentário:
Apesar de não ter sido aluno da Escola, visito-o com assiduidade e comento quando nele encontro factos ou amigos da minha geração. O Vosso Blogue é um elo de ligação à minha juventude e à nossa Cidade. Parabéns pelo aniversário do Blogue e a ti também Zé Ventura, que tanto tens dado de ti para que este testemunho da juventude Caldense seja o que é.
João Ramos Franco.......19-05-2009
Temas: Blog
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Ecos do Encontro –II

Continuando a falar sobre a festa de Sábado passado, e dentro do tal espírito “É pá estás na mesma”, aqui fica duas fotos distanciadas 40 anos ente si mas com os mesmos intervenientes.
Assim na esquerda o Jaime Ferreira que na altura era um galã e agora é o que se vê. Ao centro o Padre Paulo que agora já não é Padre mas somente Paulo Trindade mas continua um excelente conversador. Na direita o “Manel” Vasconcelos que continua um jovem.
Comentário:
A única diferença que consigo vislumbrar entre as duas fotos é apenas a de que o nosso amigo Paulo Trindade, passados 40 anos "parece" que está mais baixo, o que no entanto "está perfeitamente explicado" pela falta de cabelo...
Para além também...de uma foto ser o que se chama...a preto e branco e outra a cores, mas isso já é um problema técnico...!!!
E já agora um abraço para os três...!!!
Maximino
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Ainda os ecos do Encontro
Em amena cavaqueira
Juntaram-se na Lareira
Três centenas de pessoas,
Formados, de corpo inteiro
Na Escola Bordalo Pinheiro
Recordando coisas boas!
As saudades e as paixões
São grandes recordações
Que o tempo não arrefece...
Quem andou na nossa Escola
Por muito que perca a tola 
Nunca, na vida, as esquece!
As conversas e as estórias
Que pululam nas memórias
De cada velho companheiro...
São património importante
De quem, por bem, foi estudante
Da Escola Bordalo Pinheiro.
Peço desculpa pela singeleza e exorto os verdadeiros poetas e músicos a escreverem um hino da nossa escola.
A magnífica equipa da organização, o Zé Ventura (Ah ganda Zé)e todos nós, bem o merecemos. Fica o desafio.
Um abraço
Sanches
Comentário:
Amigo Sanches, venho apoiar essa tua ideia de um hino da escola Bordalo e sempre que entrássemos no blog esse mesmo hino se ouvisse. Porque não falar com o Mogo para ele compor a música e até um de tantos alunos "mesmo os mais novos" escreverem a letra talvez assim se convencesse o Mogo a ir ai a festa e levar o seu acordeão pois já o fez quando da minha estadia ai em casa do Marques num almoço entre amigos.
Chaves........18-05-2009
domingo, 10 de maio de 2009
2009 – 16º Encontro
No Sábado passado cumpriu-se o ritual de mais um Encontro dos Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha.
Falar do êxito do Encontro não me fica muito bem porque manda o bom senso que não devemos ser juízes em causa própria, mas como a modéstia não é o meu forte, sempre direi que a “coisa” correu muito bem, fruto de algum trabalho, mas fundamentalmente porque os participantes foram de enorme qualidade.
Não resisto a passar aqui um comentário que me foi dito por um aluno “menos jovem”.
Dizia ele: “é muito agradável estar aqui porque para minha surpresa não fui tratado como velho, mas sim como um colega da nossa Escola”
É neste encontro de gerações que reside o segredo destas reuniões da Família “Bordalo”.
Como tenho sido o rosto mais visível da organização, sou eu que recebo grande parte das felicitações o que não é justo, pois isto só funciona com uma equipa coesa e dedicada.
No final do Encontro esta mesma equipa decidiu “ficar mais um ano à experiencia”, mas depois está na altura de renovar as ideias com outros companheiros.
Depois destas considerações sobre o Encontro aqui ficam algumas fotografias da festa, e um vídeo enviado pelo Vítor Pessa
As fotos estão agrupadas por 5 álbuns.
Para ver: clica sobre os álbuns e depois em "Apresentação de Slides" ou “Slide Show”
José Ventura
Comentários:
Amigo Zé, mais uma vez na tua pessoa...o meu muito obrigado a todos os componentes desta magnífica equipa...
Então fica desde já combinado...:
para o ano se Deus quiser...lá estarei com os mesmos deste ano...acrescidos de mais alguns...!!
Olha...e não era necessário fazeres um album das minhas fotos, quando as enviei era para ficarem juntas com as tuas...não fazia questão de ter uma album só meu...!!!
Tenho mais, mas muitas enviei-as directamente para os "modelos"
...!!!
Um abraço do Maximino .......11-05-2009
Pelo que vi parece que tudo correu muito bem como vem sendo hábito. Parabéns à equipa organizadora. Só tenho pena que à última hora por motivos de saúde não pudésse estar presente. Dei conhecimento a tempo da minha desistência. Para o ano haverá mais se Deus quiser.
Saúde para todos.
Louro.......11-05-2009
Venho agradecer ao Limpinho todo amor e dedicação para com todos os colegas na execuçao dos peixinhos de pedra,assim como as suas palavrinhas. um muito obrigada
Ermelinda Lopes .......11.05.2009
Como foi agradavelmente passado este sábado, dia 9!
Quantas saudades se mataram, revivendo os tempos idos e revendo raparigas e rapazes na casa dos 50 e 60, por aí, mas com um espírito que desmente a idade real!
Revi a Hortense, a Ermelinda Lopes, a Glória, a Micá; convivi com estas e com outras bem mais presentes no meu quotidiano: a Aurora, a Graciela, a Luisa do Jójó (perdão, Barbosa), a Rita Elias, a Mizá Venâncio, a Lena Silva, a Odete...
Notámos a falta de comparência de outras tantas: a Isaura, a Rosália, a Mizá Milhanas, as "Maria dos Anjos" Amaro e Faria, a Mitá (bem representada pelo seu jovem pai), a Lurdes Peça, a Salomé, a Mila Veludo,etc...
E lamentámos profundamente a ausência daqueles que, infelizmente, já nos deixaram: a São Moreira, o Zé Maria...
A todos vós, e especialmente à organização, muitos parabéns e um enorme obrigada e JURO que lá estarei no próximo ano para repetir estas horas que convosco vivi!
Fátima Valente.......11-05-2009
Caros colegas
O meu primeiro comentário vai, como não poderia deixar de ser, para os meus amigos da Organização. Obrigada por me aceitarem mais um ano nesta maravilhosa equipa, que na minha opinião está de parabéns pelo esforço, capacidade de iniciativa e sucesso deste evento!!!
Depois gostaria também de partilhar convosco a minha vivência pessoal:" os amigos são como o vento: às vezes perto outras longe, mas eternos em nossos corações".Isso foi sem duvida o que senti neste almoço.
A todos os amigos e colegas, uma vez mais, obrigada por reviverem e partilhar comigo as vossas ( e nossas) recordações. até para o ano
Fernanda Amaro......12-05-2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
A família "Bordalo" de novo reunida
Esta alegre cavaqueira aqui reproduzida na foto do encontro do ano passado, vai ser repetida no próximo Sábado, e para que tal aconteça estão reunidas todas as condições, boa comida, companhia da melhor até o tempo deve ajudar.
Estão inscritos para o 16º encontro 304 colegas.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
2007 – 14º Encontro
Para ilustrar o Encontro de 2007 escolhi esta fotografia que serve na perfeição para sustentar a minha tese que as “nossas meninas” estão cada vez mais bonitas.
Na imagem temos a Ana Cândido, a Lúcia Vital, a Odete Maçãs, a Lurdes Peça, a Aida Dias, a Principelina Pata, a Irene Pedrosa, a Mizá e a Suzete.
terça-feira, 5 de maio de 2009
2009 – 16º Encontro – 9 de Maio
Estas são as últimas inscrições (ou talvez não) e fixam o número de participantes no 16º Encontro dos antigos alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha, em 285. 









