No melhor estilo “hollywoodesco” este quinteto de alunos posou para a foto guardada religiosamente pelo Luis Inácio.
Estes alunos de 1970 são o Zé Manuel, o Purificação Pereira, o Antero, também conhecido por Asterix, o Luis Inácio e o Luis Silvério, que nos deixou prematuramente.
Curiosamente estes colegas nunca participaram nos encontros anuais dos antigos alunos, quem sabe se no próximo ano em 8 de Maio lá estarão.
Zé Ventura
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Alunos de 1970
Temas: 1970
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Viagem de finalistas 1972
O Luis Henriques enviou estas fotografias que recordam a viagem de finalistas de 1972 que teve o seu ponto alto em Espanha.
Os intervenientes são vários, julgo reconhecer o Clérigo, a Cristina, o Luis e….mais não sei.
Talvez algum dos participantes possa dar uma ajuda.
Zé Ventura
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Classe de Ginástica
Depois de dar tanta volta encontrei esta foto que talvez tenha interesse para o blog.
Trata-se da classe de ginástica do Silva Bastos. Esta foto foi-me enviada pelo Vasco, em grande plano na foto, suponho que no ano 1967, já não estava em Portugal.
Olha eu não me lembro do ultimo nome dele, mas penso que é (Castelhano) sei porém que é filho da D.Irene da Foto Paris.
Zé não me quero tornar chato, mas tenho muito gosto em participar em algo que me trás boas memorias.
Antonio Abilio Frazão da Luz
Meu Amigo António Abilio, não és nada chato, antes pelo contrário, é sempre um prazer publicar qualquer participação sobre a nossa Escola, manda sempre.
O Atleta é efectivamente o Vasco Castelhano, que já não vejo há uns trinta anos, Julgo saber que tem um estúdio de fotografia em Loures?
A foto Paris já fechou há uns anitos.
Um Abraço
Zé Ventura
Comentários:
Obrigado amigo Zé Ventura.
O facto de estar fora e não haver contacto com a rapaziada dos nossos tempos, vai-se perdendo de vista as pessoas e por vezes a memória.
Nunca são de mais os elogios sobre o trabalho que tu executas com este, para mim magnifico meio de comunicação com o nosso passado, bem haja e força para continuares.Um abraço amigo.
Antonio Abilio...........24-10-2009
Olá
De vez em quando "visito" o blog e dou os parabéns ao Zé Ventura. Só há poucos anos comecei a ir aos "Encontros" e felicito também os organizadores. Gosto de ler os comentários que por aqui aparecem, mas nunca me atrevi a comentar, porque me sinto "crua" na utilização deste meio de comunicação. Mas agora,encontrei aqui uma pessoa que não vejo há muitos anos,o António Abílio Frazão da Luz, que é meu primo, o que me deu "alento" para me iniciar nestas "coisas" da net. Tás a ver Zé Ventura que vale a pena o teu esforço?
Então agora se me permitem,o meu discurso vai ser direccionado para esse meu primo que se calhar já nem se lembra de mim.
Eu sou a Mizá (diminutivo, pelo qual era conhecida na família e na escola),filha de um primo da tua Mãe (a prima Otília), o António Venâncio. Na verdade telefonei à minha Tia Esmeralda para me avivar a memória àcerca dos parentescos, porque também ela é da tua família,da parte Frazão. Mas lembro-me dos teus pais, tias e Fanoca e das festas de aniversário em tua casa. Será que te lembras? Ainda tenho postais que toda a tua família me escreveu, quando do meu casamento, (que por acaso já terminou) em 1971. Espero que a partir de agora possamos falar mais vezes. Temos amigos comuns,a Lurdes e o Victor Pessa, será fácil o nosso contacto.
Beijinhos a todos aí. Fala de mim à tua Mãe. Para 1ºcomentário, já vai longo! Peço desculpa a todos...
Mª do Rosário C.Venâncio S.N.Barbosa(Mizá)..........28-10-2009
Mizá minha prima!
Como são as coisas, tens toda a razão, todos os elogios são poucos para o Zé Ventura e companhia, se não fosse por este meio, quando é que nós iríamos ter contacto, de facto este blog é algo que mexe connosco.Mizá, tantas saudades eu tenho de ti e da minha juventude, principalmente da que deixei tão longe e de todos os bons bocadinhos que passamos juntos e com outros colegas, éramos na realidade amigos e todos muito felizes.Mizá por aquilo que eu li no teu comentário sinto vibração e alegria, pois eu também tenho tido tanta emoção desde que comecei a visitar o blog, que não tem explicação, eu sei que escrevo com erros mas não quero saber, nunca me julguei ser o(Saramago) por isso só ter o prazer de comunicar com pessoas que eu pensava que já não se lembravam de mim, tem sido um consolo. Eu vejo nomes de certos comentadores que eu me lembro mas por vezes tenho vergonha e não escrevo porque também não quero ser abusador nem me quero tornar chato, porque o blog é para todos.Mizá sem mais foi um gosto ler o teu comentário de verdade, tinha no entanto gosto de continuar em contacto contigo se assim o quiseres, o meu endereço de email é o seguinte trluz@rogers.com Ficando á espera de noticias tuas com saudades, beijinhos para ti do primo amigo e abraços para todos.
António Abilio..........28-10-2009
Não me lembro do António Abilio, mas como ele diz e se vê pelo email que publica, dá para perceber que é vizinho, e só fala Inglês. Ele percebe !
Num outro comentário que faz sobre o portão da escola, refere-se ao Calheiros Viegas. Ora o João Calheiros nunca foi aluno da escola, e como o mundo é realmente pequeno neste momento encontra-se aqui bem perto de nós e ainda ontem estivemos em amena cavaqueira.
Quanto ao facto do A. Abilio dizer que escreve com erros (meu caro, até os jovens que nunca sairam de Portugal os fazem hoje em dia) ainda bem que não é por isso que deixa de escrever. O mais importante é a emoção que transpira dos seus comentários.
Por isso, continua !
Abraço
J.L.Reboleira Alexandre..........29-10-2009
Amigo, J.L Reboleira Alexandre:
Com muito gosto tenho lido certos comentários seus, já deu para entender que também se encontra neste imenso pais, que é o Canadá, mas não sei em que parte? Eu nesta altura estou em Brampton, mas vivi 27 anos em Toronto onde os meus pais ainda vivem e também vivi quinze anos em Kingston Ontário, como vê sou um legitimo aventureiro, no bom sentido da palavra.
Caro amigo com respeito ao meu comentário sobre o J. Calheiros Viegas é simples eu convivi com ele quando acompanhava com a malta mais velha do que eu assim como o já falecido Luis Piaçá (?) e com a malta do tempo da minha tia Antonieta, enfim eu era um puto, mas lembro-me de certa gente desse tempo, se calhar não há muitos que se lembrem da rivalidade entre o E.R.Ortigão e a nossa escola, por exemplo recordo do Arlindo Rosendo, e outros envolveram-se à pancada porque um menino do colégio piscou o olho à sua Cremilde. Embora eu seja mais novo acompanhava certos acontecimentos, derivado a ter que andar a fazer de "chaparon" á minha tia porque a minha avó me obrigava.
Enfim eu também sei que o João esteve durante alguns anos em Montreal eu nunca tive a sorte de estar com ele, mas sei de outros amigos que estiveram.
Amigo Reboleira tinha muito gosto em o encontrar, se tiver de perto assim como em Toronto ou Mississauga, pode ser que calhe eu já deixei o meu email no comentário anterior se tiver interesse eu estarei ao seu dispor. Eu por exemplo vou várias vezes ao Miss. Club ( Cultural Centre) ver a bola o (Sporting) ou ás danças, se for um dos sítios de sua frequência pudemos lá beber um copo á saúde dos nossos velhos tempos.
Um abraço de amigo.
Antonio Abilio ..............30-10-2009
Temas: 1967
terça-feira, 20 de outubro de 2009
...E os desenhos da Lurdes Peça
Ora bem, estava eu a consultar o nosso blog e vi os desenhos da Lúcia e disse para comigo: "eu também tenho aquilo", e vai daí vasculhei as minhas pastas de arquivo e eis o resultado!
Alguns desenhos emoldurei-os para pendurar na minha sala, pois sou adepta de ter em exposição obras minhas e dos meus familiares.
O que é engraçado, é que nas aulas de desenho, ao primeiro tempo os motivos estavam fresquinhos para serem desenhados, mas no dia seguinte a configuração era totalmente diferente, como devem calcular...
Daí puxarmos pela ligeireza do nosso traço e no dia seguinte era só pintar e acabar.
O mais interessante é que no fim do desenho acabado, era estilizado e depois preparado para ser bordado nas nossas aulas de oficinas.
Tenho lençóis ainda do meu enxoval a comprovar este facto.
Beijinhos a todos.
Lurdes Peça

Comentário:
Numa altura em que ainda desconhecia a originalidade falsamente «naïve» do Van Gogh, atrevi-me a pintar o céu de amarelo numa paisagem de cores variadas que os meus olhos de daltónico viam como o supra-sumo do rigor naturalista. Não foi esse o entendimento da professora Fernanda Mateus que durante dois intermináveis anos me tentou industriar na arte do desenho e no respeito pelos cânones academicamente estabelecidos. Já esqueci os comentários algo mordazes com que então me mimoseou, mas recordo a linda «bicicleta» empinada (8) com que premiou aquela composição cromática em boa hora extraviada. A habilidade manifestada pela Lúcia & Lurdes nos trabalhos aqui expostos tê-las-á de certeza protegido de uma nega no final do período. Pela parte que me toca, só me resta felicitá-las a elas por terem salvaguardado para a posteridade o fruto da sua criatividade artística, e felicitar-me também a mim por ter tido o discernimento suficiente de não arquivar nada que um dia me pudesse vir a comprometer.
Artur R.Gonçalves.........23-10-2009
Olá Artur!
Obrigada pelo elogio, mas quero dizer-te que devias ter guardado o tal desenho com o céu pintado de amarelo,pois quem sabe,hoje serias um 2ºVincent van Gogh,pelas mesmas razões que o tornaram famoso.Mas alegra-te, pois cães e gatos não veêm em tonalidades de cinza, como pensamos. Eles conseguem ver as cores, mas não todas.Não te preocupes, vês o mundo de outra maneira, talvez mais bonito que na realidade, pois cada vez está mais cinzento...
Beijinhos a todos
Lurdes Peça............27-10-2009
domingo, 18 de outubro de 2009
A Escola Velha ou "Noticias do Canadá"
Quando esta fotografia foi publicada em 16 de Novembro do ano passado, suscitou uma quantidade enorme de comentários a propósito da entrada da escola e localização das oficinas do ginásio, etc…
Hoje recuperamos de novo esta foto para a “cabeça do Blog” porque o mail que nos chegou, mais do que um comentário ao “post” é sinal que os antigos alunos mantêm bem vivas as recordações da época
Olá caros colegas
Depois do Zé Manuel Dória, me falar no blog dos antigos alunos da nossa velha Escola, resolvi dar uma vista de olhos e fiquei bastante feliz em reviver os anos da minha infância.
Desde 1965 que estou no Canadá, ausente há muito tempo, mas mesmo assim vou tentar dar o meu contributo das memórias.
Eu tive a sorte de frequentar a escola em duas épocas, a primeira como visitante a fazer companhia á minha tia Antonieta e suas colegas, Luisa Barros, Teresa Morgado, Cremilde, Teresa Carinhas entre outras e os rapazes de que me lembro da mesma época eram o Galrão, Arlindo, Xavier (Cenoura) o Ramiro, Lobato, Calheiros Viegas e outros.
No tempo em que se jogava ao ring com as raparigas no parque.
Para mim a entrada é considerada o portão ao lado do chafariz das cinco bicas, onde os caloiros eram iniciados por os alunos mais velhos, punham-se uma fila de cada lado da entrada e ai se dava os caldos e pontapés nos novatos. Neste tempo as oficinas de trabalhos manuais eram no primeiro edifício a seguir ao portão que na foto mostra que vai para a mata.
O Saudoso Mestre Adelino Mamede, dava então as suas aulas antes de ir para Peniche.
Já no meu tempo em que frequentei a escola em 1961 as oficinas de trabalhos manuais eram na antiga cadeia onde também começou as oficinas do curso de electricistas, que era a primeira sala quando se entrava depois de passar a pequena ponte que dava o acesso aos salões.
Na de trabalhos manuais tive nessa altura o Mestre Mateus e o Mestre Cadete (Algarvio) mais tarde veio o Mestre Vasco Oliveira irmão do M.Mamede.
São estas as minhas recordações as quais são sempre boas de reviver.
Obrigado por o bom trabalho feito neste blog. Bem-haja aos autores e participantes é saudável manter a memória do nosso passado.
Sou também um antigo aluno da Velha Escola
António Abilio Frazão da Luz
Comentários:
Ora viva António Abílio!
Até que enfim que deste notícias!
Como vais, cada vez mais "cheiinho"
ou é só impressão minha ao ver as fotos do casamento da tua filhota!
Teus pais, vão bem? Estão aí contigo ou nas Caldas? Espero que estejam bons de saúde.
Gostei de ler o teu comentário e saber que andas a acompanhar o "nosso" blog. Vê lá se vens ao almoço para o ano que vem, era engraçado vires com o Fanoca, claro está com as esposas ao lado!
Beijinhos para ti e para os teus pais.
Lurdes Peça...........19-10-2009
Em relação ao mestre de Trabalhos Manuais, eu frequentei a escola desde 1955 a 1961 e não era o Mestre Vasco Oliveira mas sim o Mestre Inácio Oliveira também irmão de ambos os Oliveiras.
Carlos Nobre.............19-10-2009
Viva Lurdes!
Como é bom ter alguém que se lembra de mim depois destes anos todos foi uma grande satisfação saber de ti.
Lurdes, quanto aos meus pais eles estão aqui porque a minha mãe não se encontra bem de saúde, no entanto eu fiz uma visita relâmpago a Portugal mas foi dividida entre Aveiro, Monte Gordo e dois dias nas Caldas.
Tive pouco tempo para visitar amigos, as únicas pessoas com quem eu tive e adorei, foi o Zé Manuel Doria e sua esposa Milu porque eles é que olham lá pela casa dos meus Pais.
No Algarve estive doente com febre, eu que ia com tanta ansiedade para tomar uns banhinhos no nosso mar não tive sorte, no entanto podes pensar que eu estou a inventar, mas também pensei em ti enquanto lá estive mas não tinha o teu contacto.
Prometo que agora que já sei como te encontrar, na próxima vez já não me vais escapar.
Lurdes falas da minha figura, deixa que te diga que as fotos só mostravam que eu estava muito inchado de orgulho de levar a minha filha ao altar. ah,ah.
Quanto a ir ao encontro dos antigos alunos isso era algo que eu adorava vamos lá ver se vai calhar num ano destes, também vou entusiasmar o Fanoca pode ser que ele queira.
Olha Lurdes foi um gosto comunicar contigo continua.
Um abraço para ti e todos os teus deste sempre Amigo.
Antonio Abilio Frazão da Luz ...........20-10-2009
Olá Carlos, talvez não te recordes de mim porque sou mais novo do que tu, mas eu lembro bem de ti desde que eu era miúdo e que brincava por de baixo da janela da tua tia Sofia, mas enfim quanto á tua observação dos Mestres Oliveiras, olha é muito possível que o Inácio também tenham dado aulas, mas eu não tenho memórias disso. Sei que o saudoso Adelino Mamede foi de certeza porque ele veio ao Canadá quando a sua irmã Beatriz cá vivia, até nós revivemos algumas passagens desse tempo. Quanto ao Vasco tambem sei porque eu tive aulas com ele, tambem sei que o proprio irmão Zé que deve de ser para a tua idade mais ou menos, que também deu aulas não de trabalhos Manuais, mas doutra coisa, esse já na escola nova depois de vir do Ultramar (Moçambique).
Um abraço Carlos.
António Abilio Frazão Luz............21-10-2009
Não ficava bem comigo se não mandasse umas bocas. Nunca mais te vi e olha que faz muitos anos. A ultima vez estavas para o lados de Viseu. Ainda falámos mas depois desapareces-te. Tenho estado em contacto com o Fanoca e também estive em casa dos teus pais no Algarve um verão passado. Pois isto é engraçado, é como estar á pesca! Quando menos se espera lá aparece mais um que não dava sinal. Só quero de momento felicitar-te e enviar daqui um grande abraço.
Victor Pessa...........22-10-2009
Caro amigo Vitor.
Pois é verdade Já vai muito tempo nós não tínhamos contacto ou nos víamos pois como tu dizes este maravilhoso meio moderno é fantástico e também concordo com o tua comparação da pesca. Eu desde que comecei a visitar o blog tenho tido tantas e boas emoções, que até me sinto mais novo e rejuvenescido depois de ler e ver tantas caras do nosso tempo de escola, fico contente e saudoso desse tempo.
Vitor quanto á ultima vez que nos vimos em 1978/79 durante a minha estadia em Portugal entre Caldas e Aveiro, apanhei um susto que me fez regressar ao Canadá outra vez. Quando verifiquei que só tinha pago uma parte da licença militar aos 18 anos, porque a burocracia não deixava pagar tudo de uma vez pensei em me apresentar no quartel onde pertencia que era Santarém fui lá para regularizar a situação, qual não foi o meu espanto quando depois do Alferes de serviço ter os papeis todos feitos era só o chefe neste caso um Sr. Coronel assinar e eu estava despachado este mesmo embirrou e não assinou os papeis, pois entendia que a tropa é para se cumprir e não se pagar com dinheiro, assim fez que eu tivesse que ir á inspecção Militar com 30 anos, já depois do 25 de Abril, livrei-me porque não fazia sentido nenhum mas só á custa de umas cunhas que ainda existem. Esta a razão da falta de contacto, depois fiquei alguns anos outra vez sem ir a Portugal mas continue com muitas saudades da nossa terra. Acho que é o mal de muitos Emigrantes.Espero que tu e o resto dos colegas tivessem gostado desta história que foi passada por mim.
Um abraço Vitor do que será sempre amigo.
Antonio Abilio............24-10-2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Os desenhos da Lúcia
Quem não se lembra destes desenhos que eram tarefa obrigatória no ciclo preparatório, pelo menos nos anos sessenta.
A Lúcia Vasconcelos foi ao sótão e desencantou estas preciosidades que como se pode constatar pela legenda no rodapé datam de 1968.
Temas: 1968
terça-feira, 13 de outubro de 2009
O Livro de matemática
Olá amigos
Eu sou o José Brás dos Santos, nasci nas Caldas, mas actualmente vivo no Barreiro. A minha família, pelo lado materno, é 100% Bairro da Ponte. Cheguei ao blog por indicação do meu pai que é o Fernando Santos que escreve para o blog da Escola desde o Algarve.
Não vejo pelas páginas do blogue pessoal da minha geração de ciclo preparatório. Tão pouco factos ou eventos dessa época (1972 a 1974). Desses tempos tento avivar algumas coisas que residem na minha memória, mas ocorre que não tenho nem fotos nem outros materiais comigo. Todavia, encontrei este fim-de-semana o livro de matemática do 1.º Ano do Ciclo.
A curiosidade deste livro é que ele surge no pós-revolução do ensino da matemática pelas mãos do prestigiado Matemático e Professor Doutor José Sebastião e Silva. Começa o livro pelo ensino dos conceitos base sobre conjuntos e números. Aparentemente nada de extraordinário, mas na verdade foi uma verdadeira revolução pedagógica e didáctica, já que a matéria «Teoria de Conjuntos» era uma matéria anteriormente ensinada apenas nos programas do Ensino Universitário.
A releitura do livro após tantos anos apresenta algumas agradáveis surpresas. A propósito de Medição de Velocidades, para introduzir o conceito de velocidade média, o aluno era confrontado com frases como «o caracol desloca-se devagar, mas o rato anda depressa» ou «o boi é vagaroso, mas o cavalo é veloz» e descobria coisas espantosas como «Há aviões – os supersónicos – mais rápidos do que o som.», ou que «o conta-quilómetros indica a distância percorrida que, dividida pelo tempo gasto, dá a velocidade média do veículo». Algo muito importante, que nos levava a ambicionar ter uma bicicleta com conta-quilómetros… só para testar na prática os conhecimentos aprendidos nas aulas (pelo menos para alguns).
Na verdade, após tantos anos, o que me surpreende neste livro é a simplicidade e subtileza na introdução dos conceitos, entre eles, conceitos de cinemática ou de dinâmica, os quais são matérias aprendidas mais tarde, no âmbito da disciplina de físico-química.
Um abraço
José Brás dos Santos
Comentário:
Na passagem da década de sessenta para a de setenta, a «Matemática Moderna» estava na moda. Depois, os inventores desse modismo passageiro aperceberam-se que essa forma de encarar a realidade quantificável era tão ou mais idosa do que a até então tida como «Antiga». Aquela que se leccionava nos diversos graus de ensino. A designação perdeu a força e acabou por cair em desuso. Em 72/74, o meu universo de referências já não se construía nas CdR. O meu baptismo na moderníssima teoria dos conjuntos ocorreu no ICL, lá para os lados da Rua das Chagas. Seria incapaz de reconstituir toda a cultura matemática que ao longo dos anos se me foi atravessando no caminho. Ignorei quase sempre os acenos que me foi dando. Só retive uma parcela ínfima dessa arte de fazer contas que o dia-a-dia me obriga a debitar. Em grande parte, a que o Professor Barreto me ofereceu nos dois anos do ciclo preparatório. É que os tais «Cálculos Comerciais» dos anos seguintes partiram há muito de viagem sem deixar rasto visível atrás de si.
Artur R.Gonçalves........15-10-2009
domingo, 11 de outubro de 2009
Visita a Torres Vedras
Esta foto que o Lobato nos enviou recorda uma visita de estudo à Casa Hipólito em 1962, na altura a maior indústria do Concelho de Torres Vedras.
Não consigo identificar os meninos que aqui se apresentam numa esplanada de Torres Vedras, mas para a “rapaziada” da época não será difícil.
Esta visita traz também à memória a Casa Hipólito, famosa pela produção de candeeiros a petróleo e pulverizadores, entre outros artigos, que no seu auge teve cerca de mil trabalhadores.
Em 2004 teve a sua morte anunciada pois desde 1999, tinha salários em atraso aos restantes 664 trabalhadores e deixou dividas na ordem dos setenta milhões de euros.

Comentários:
Ainda me lembro desta fábrica que se quedava altiva e de chaminés fumegantes(primeiro saiu cheminé... e eu sei porquê)em Torres, no tempo das viagens semanais que fazia de comboio entre Caldas e Lisboa entre 69 e 73, mas ao ver a foto de baixo à esquerda a minha memória não foi buscar as «lanternas de incandescência a petróleo» como na realidade deveriam ser chamadas, mas sim os saudosos «Petromax», que nos últimos anos da minha permanência no Chão da Parada, representavam já um avanço enorme em relação aos paupérrimos candeeiros a petróleo da nossa infância. O problema maior era que, a camisa era tão sensível que ao mais pequeno movimento mais brusco, e como não estava no vácuo, desfazia-se toda.
Sei que os menino ricos e menos ricos da zona urbana do concelho não conheceram estas maravilhas tecnológicas, mas todos aqueles que começaram as destruir os olhos em noites (curtas, no meu caso) de estudo à luz do petróleo, para sair de uma situação de pobreza que parecia irreversível, não podem de forma nenhuma ficar insensíveis a imagens e «souvenirs» deste tipo.
Felizmente que depois de 1973, já nós tinhamos partido, tudo mudou, e passou a bastar accionar um pequeno botão na extremidade de um fio, que percorria sem beleza nem graça, o exterior da parede de pedra ou adôbe para se fazer luz.
Mas como a vida não é só passado, e aqui por estes lados, as folhas das árvores (uma das maiores e mais conhecidas belezas do Canadá) estão em plena mudança de cor e textura, e o termómetro não vai além dos 6 graus C, amanhâ a esta hora deverei estar nas estradas dos vizinhos do Sul devorando os 2600 Kms que neste momento me separam do sempre quente e aprazível Sunshine State (para o pessoal daí, Florida)e das suas maravilhosas praias, onde nem sequer são necessários os típicos corta-vento da Foz ou São Martinho.
Só vão faltar as sardinhas assadas e o pão de milho. É que segundo muito boa gente o cheiro que delas emana é repelente. Enfim, manias...
Abraço.
J.L.Reboleira Alexandre........11-10-2009
As minhas recordações não são tão nítidas como as do meu amigo JL. A imagem que terei tido da fábrica esvaiu-se por completo. Nem o nome me diz nada. Em contrapartida, tenho bem presente o cheiro a petróleo queimado dos velhos fogões de cozinha e das lanternas de campismo. O ruído ensurdecedor que faziam completa um pouco o quadro desses tempos cinzentos em que a realidade virtual ainda não tomara conta das nossas vidas num simples piscar de olhos. As experiências de vida, por vezes, têm pontos em comum muito fortes. As circunstâncias que os desencadearam é que podem variar. Para quem nunca lidou nem de longe com essas tais «maravilhas tecnológicas», o mundo é de facto encarado de um modo bem distinto.
Artur R. Gonçalves..........11-10-2009
A Casa Hipólito, que chegou a ser o maior empregador do Oeste, é um exemplo flagrante de que as empresas são como as pessoas, isto é, nascem, vivem e morrem. E a Casa Hipólito morreu por manifesta incapacidade de se adaptar ao desenvolvimento e à modernização. Efectivamente, com o advento do gás e enquanto crescia a sua utilização, primeiro pelas famílias mais abastadas e depois, progressivamente, pela classes mais pobres, a Casa Hipólito continuava, paulatinamente, a fabricar fogareiros a petróleo! E quando já ninguém os comprava em Portugal e nos países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, a Casa Hipólito começou a exportá-los para países do terceiro mundo cujos bancos centrais não possuíam as divisas necessárias para fazer face ao pagamento das suas importações.E assim se finou uma das empresas mais emblemáticas da nossa região.Moral da história: empresa ou organização que não seja capaz de se modernizar constantemente acompanhando o desenvolvimento natural das sociedades estará, irremediavelmente, condenada à morte!
Sanches............12-10-2009
Nascido no ano da fotografia, nem por isso deixei de conviver com essas maravilhas tecnológicas. Para um miúdo de seis anos, o sistema de funcionamento do fogão a petróleo representado na imagem era muito curioso e algo intrigante. A Casa Hipólito também faz parte do meu imaginário infantil pelo cavalo-marinho utilizado como insígnia da empresa. Creio que na minha geração eram muitos os que pensavam que existia na natureza um animal marinho chamado hipólito. Só muito mais tarde alguns descobriram que Hipólito significa um género de crustáceos.
Discordo do escriba Sanches no que concerne ao conteúdo da sua «moral da história». No meu entender não é uma questão de modernização, antes uma questão de adaptação a realidades emergentes. Os Banqueiros e os Senhores de Wall Street foram extremamente”modernos” e “criativos”… ora vejam no que deu!
José Brás dos Santos...........12-10-2009
Com o intuito exclusivo de merecer o acordo do José Brás dos Santos queria apenas dizer que, para mim,em termos semânticos, modernização e adaptação a realidades emergentes são, rigorosamente, a mesma coisa!
Não foi, pois, a modernização dos banqueiros de Wall Street que provocou o enorme terramoto financeiro que vivemos mas sim (estaremos de acordo)a enorme criatividade que a indexação das suas remunerações variáveis aos resultados das suas instituições lhes veio a incutir.
Sanches.........13-10-2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
O Andebol do Comércio
O Limpinho, um Nazareno a viver em Valado de Frades e uma presença sempre bem disposta nos nossos encontros, enviou esta fotografia que recorda a equipa de Andebol da sua turma do Geral do Comércio.
O facto de os atletas terem o nome bordado no blusão facilita a identificação.
Assim, em pé: o Avelino, o Limpinho, o Armando e o Machado.
Em baixo; o Sérgio, o Manuel Isac , o Espadana e o ?
Das meninas que apoiavam esta equipa julgo que uma delas, em baixo, é a Engrácia e ao lado direito o Prof. Fernando a quem carinhosamente apelidávamos de “Fernandinho das Garotas”.
Dois destes companheiros, o Avelino e o Armando, já terminaram a sua viagem pelo mundo dos vivos.
Ficam as boas recordações.
Zé Ventura
Comentário:
O seu a seu dono. As outras duas são; ao centro, a Lurdes Bernardes e a da extrema direita a Saragosa, algures nos Estados Unidos
Chaves............06-11-2009
domingo, 4 de outubro de 2009
Passeio a Setúbal
Com as suas saias compridas e plissadas, eram assim as meninas de 1958, posaram para a posteridade neste passeio a Setúbal.
A Letícia que nos enviou a fotografia recorda os participantes.
Na fila da frente a começar pela Esq.: Matos, Oliveira, Isaltina, Solange, Padre António Emílio, Isabel Morgado, Fátima Marcelino e Leonor Martins.
Na fila de trás não consigo recordar os nomes.
Zé Ventura
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Dra. Maria Xavier
Foi no dia 1 de Outubro de 1954 que iniciei a minha carreira de aluno da Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha. Era minha professora de Português uma senhora, de seu nome Maria de Xavier Loureiro, que gostava que os seus alunos, em vez da a tratarem por "Setora", a tratassem por Sra. D. Maria. A senhora adorava poesia e, por essa razão, impunha exercícios poéticos a todos os alunos com alguma frequência. Nesse tempo e porque o ano lectivo no ensino secundário se iníciava a 1 de Outubroio a Sra. D. Maria, para se aperceber da qualidade dos seus novos alunos (presumo eu), mandou fazer uma poesia alusiva ao primeiro dia de aulas.
Porque hoje é dia 1 de Outubro, aqui vai o poema que fiz na altura e que contribuiu para que, durante o tempo em que fui aluno da Dra. Maria de Xavier, ter sido um dos seus discípulos preferidos embora a alguma distância do Noronha Leal e do Leal Pinto (que é feito dele?):
Dia primeiro de Outubro
Um dia que se esvaíu
Ou talvez, a grata recordação
De um dia que já partiu
Nesse dia sem igual
Ao raiar da manhãzinha
O estudante aplicado
Corre p'ra a escola apressado
Como uma leve andorinha
Um sonho leva na mente
Que o faz sorrir ao pensar:
- Como será a escola?
Também lá posso brincar?
- Certamente e porque não?
A escola é o coração
De todos - um querubim!
O preciso é trabalhar
Para podermos mostrar
Quanto valemos, em fim!
Um abraço
Sanches
Comentários:
Evocar o início das aulas equivale a ter, por uns instantes, a ilusão de que somos meninos de 11, 12 anos, que estamos vestidos de calções e de coração apertado...
Evocar também o nome da D. Maria Xavier, para além duma prova de carinho, é para mim, ainda, ocasião de relembrar o quanto, nesse tempo, significava, na Escola, a Língua Pátria que ela ensinava.
É bom, amigo Sanches, voltar a ser, nem que seja só por uns instantes, menino de calções, de coração ansioso, livros novos, lápis afiados e borracha nova ...
Um abraço do
Noronha
P.S. - O Zé Leal Pinto, que encontrei há uns tempos atrás - e que, com a minha mulher, visitei na sua casa de Tornada - foi, durante largos anos, elemento de vulto no campo cultural, na Cãmara Municipal do Porto.
Faz um tempo que o não vejo e gostaria muito de voltar a vê-lo.
Eram dele - que os herdara do Pai - os livrinhos do Capitão Morgan que li, deliciado. Não tinham ilustrações mas eram interessantíssimos. Gráficamente, pareciam o Borda d'Água...
Noronha.............02-10-2009
"...que gostava que os seus alunos, em vez da a tratarem por "Setora", a tratassem por Sra. D. Maria..."
Então meu amigo Sanches...desfaz-me lá uma dúvida...:
Sou eu que estou esquecido ...ou tu já estás influenciado pelos tempos modernos...?
"Setora"...??
Naquele tempo...???
Um abraço do
Maximino.........02-10-2009
Que emoção senti hoje ao consultar o blog e deparar com esta homenagem justíssima à Drª Maria Xavier! Além de sua aluna, em Português e Francês, fui igualmente sua explicanda, em sua casa, ali para o Bairro da Ponte! Foi ela que me preparou maravilhosamente em Latim , a fim de me submeter ao exame do antigo 7º Ano do Liceu.
Como recordo ainda hoje os seus preciosos ensinamentos nas aulas que nos ministrava, sobretudo na disciplina de Português e que tão úteis me têm sido ao longo da vida para bem escrever a nossa Língua!Já casada, estive na "tropa" em Moçambique e trocámos sempre correspondência. Ainda tive aoportunidade de lhe dar a conhecer o meu primeiro filho, numa tarde em que a visitei e em que estava acompanhada pela Drª Matilde Rosa Araújo, sua grande amiga.Nunca me esqueci que fazia anos no dia 1 de Abril, dia das mentiras!
Por tudo o que nos transmitiu e pela sua amizade, Drª Maria Xavier,OBRIGADA!
Fátima valente.........03-10-2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Visita a Coimbra

A Lena Silva guarda estas fotos que registaram uma visita à zona de Coimbra no ano de 1965.
Das alunas, da Formação Feminina, que participaram nesta visita de estudo identifico a Teresa Santos, a Fátima Valente, a São Lopes, a Lena Silva e em baixo a Celeste.
As Professoras; A Margarida Ribeiro, a Ermelinda, Maria Xavier e Deolinda Ribeiro.
Nas fotos em baixo as fotografadas são mais ou menos as mesmas.

Comentário:
Além dos nomes já mencionados, identifico aqui também a Elisabete e a Beatriz, cujo paradeiro desconheço há bastante tempo.
Alguém saberá por onde andam e o que fazem?
Fátima Valente..........29-09-2009
domingo, 27 de setembro de 2009
Um jogo de Basquetebol
Se pensam que os “craques” do Basquete só estão na NBA, desenganem-se, aqui estão as equipas que participaram num emocionante jogo que deve ter acabado 10 a 10 ou coisa parecida.
Os participantes são do curso do Comercio de 1967, e identifico na fila de cima; O Olímpio Leitão, o Vitor, o Luzio e o Espadana.
Em baixo; o Espanhol, o Mateus, o Alpalhão e o Alexandre.
Como o tempo passa, ao ver esta foto lembrei-me das aventuras vividas com os meus amigos Luzio e Alexandre, que a morte já levou há mais de 30 anos.
Estas fotos estão no álbum do Olímpio Leitão.
Comentário:
Zé, falas em 10 a 10, e penso que estás a pecar por excesso.
É que ao ver a segunda foto, realmente o Cesto estava lá tão alto, que dificilmente a bola entrava.
Nunca entendi o porquê do Silva Bastos nos obrigar a fazer desportos que detestávamos e nos impedir de jogar uma boa futebolada. Enfim, manias..., se calhar já era obra do sistema.
Claro que me refiro ao sistema da época, que não tem nada a ver com aquele de que agora tanto se fala.
Fui colega de alguns destes atletas, mas se as caras já não estão lá na memória, os nomes que mencionas, esses sim, todos bem vivinhos. Até que um dia, todos nos juntemos ao Alexandre e ao Luzio.
J.L.Reboleira Alexandre..........28-09-2009
O Silva Bastos odiava futebol. O meu amigo Miguel Bento Monteiro, que o conhecia bem, foi seu aluno no Colégio e nos Bombeiros, conta dois episódios que o ilustram bem em dois posts que ecreveu no Blog do ERO. Nós também não apreciávamos Basquetebol no colégio, lembro-me de um jogo que terminou 4-2 perante a fúria impotente do professor...
J.J...........28-09-2009
Consigo identificar mais alguns, para não arriscar os que não tenho a certeza: na fila de cima, precisamente ao meio, está o Arnaldo Custódio, hoje distinto advogado nesta praça; entre o Luís Luzio e o Manuel Espadana aparece o Orlando Paulo; na fila de baixo, protegido pelo João Espanhol e pelo Fernando Mateus, está o Luís Botelho José que, para nós, foi sempre e ainda é o Lica.
O Prof. Silva Bastos não gostava mesmo nada de futebol, modalidade que apelidava de coicebol.
Orlando Sousa Santos............30-09-2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
10 de Junho de 1958
Nos anos 50/60 o 10 de Junho, Dia de Portugal, era festejado com toda a pompa e circunstância. Ao nível escolar organizava-se diversas manifestações desportivas, com alguns discursos pelo meio a exaltar o regime.
Mas politicas à parte, os “meninos” da Escola, estão devidamente perfilados e equipados para dar inicio ao acontecimento desportivo que não se sabe muito bem qual era, mas o José Santana Marques, que nos enviou esta foto, certamente num próximo comentário, vai esclarecer e ajudar a identificar os atletas
Comentário:
já não consigo recordar o nome de todos, posso até "trocar" alguns, mas não há problema que o nosso amigo Chaves vai ajudar melhor que ninguém. A começar pela esq. temos o Pimenta,?, Lino, Apolinário,?, Rabaça, Santana,?, Oliveira,?, Marques, Caetano, Xico de Bombarral, Maia, a seguir ao Maia creio ser um moço de Valado de Frades, a partir daqui a memória já não funciona. Recordo que o evento desportivo foi Ginástica, Saltos e um jogo de Vóleibol a fechar.
Santana.........25-09-2009
O meu amigo Santana Marques,disse que eu talvez desse uma ajuda nesta foto o que vou tentar.
Ao lado do Apolinario (o cramalheira),está o Chico Coutinho, cujo pai tinha a taberna na rua que vai para a Santa Rita, o outro ao lado do Marques,também conhecido por (Joaquim Moina) é o Amandio Vicente (ja falecido) aluno muito inteligente,o outro é o Eduardo João (o peidinha) já falecido.
Se por vezes ponho a alcunha é para uma melhor identificação, pois no meu tempo havia o hábito do baptismo extra.
Chaves.......03-12-2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Uma tarde na Mata
O Nosso colega Jorge Pimenta, um aluno de 1956, trouxe para o Blog algumas fotografias suas e da Ausenda, quase todas elas acompanhadas de descrição que identifica os locais e pessoas.
Esta foi a única que não tinha qualquer indicação, suponho que se trata de um dia da Espiga, mas o nosso Amigo Jorge Pimenta, sempre atento a estas coisas, certamente nos dará uma ajuda.
Comentário:
Efectivamente trata-se de um piquenique do dia da espiga. Terá ocorrido talvez no ano de 1956 mas o lugar não me ocorre. Quanto aos fotografados passo a descreve-los da esquerda para a direita: Eu, o Maia, a Gertrudes Vidigal, o Ricardo, a Alda Marques, a Fernanda e o seu irmão Marques da Silva e a Cremilde Vasconcelos. Os que estão de costas não consigo identificar.
Talvez mais alguem possa dar uma ajuda.
Pimenta.........23-09-2009
Temas: 1956
domingo, 20 de setembro de 2009
Um jogo de Futebol
O Joaquim Lopes, um Caldense em Canas de Senhorim, junta-se ao grupo de participantes, neste espaço com estas fotografias.
Trata-se de um jogo de futebol que a selecção da Escola, realizou em 1957, com a equipa da Escola de Rio Maior.
Conforme se pode constatar o encontro já decorreu em campo “relvado” embora pouco aparado, mais parecendo cardos.
Quanto aos participantes não consigo identificar, sei no entanto que o Marques da Silva também fazia parte desta equipa maravilha.
Comentário:
A foto do grupo foi publicada em 29 de julho de 2007. Ver Desporto/Futebol.
Santana............21-09-2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Maio de 1961
O Parque sempre foi um lugar de encontro dos alunos da Escola, julgo mesmo que não haverá um ex-aluno que não tenha pelo menos uma foto tirada naquele magnifico espaço.
As fotos de hoje fazem parte das recordações do João Galrão e são datadas de Maio de 1961.
Os intervenientes, muito bem dispostos, são: o Rodolfo, o João Galrão, o Fernando Martins, a Carolina, a Teresa Morgado e a Helena Honório.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Acampamento em Aljubarrota
domingo, 13 de setembro de 2009
Formação Feminina de 1965
Esta fotografia da Isabel Vicente recorda a turma da Formação Feminina de 64/65.
O local onde a foto foi obtida não é identificável, mas o grupo das meninas é composto pela Salomé, a Fernanda Galveias, a Assunção, a Fátima Soares, a Maria da Luz, a Manuela Branco, a Ederlinda, a Elisabete Horta, a Teresa, a Isabel Mota, a Isabel Arroja, a Isabel Engenheiro, a Fernanda Salomé e a Isabel
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Noticias da Alemanha
Olá Zé VenturaMando-te umas fotos que encontrei há dias no álbum do meu pai.
A primeira penso que seja do meu primeiro ano do ciclo em 1969 ou do segundo em 1970.
A segunda Foto, penso que seja de um passeio de finalistas entre 1961 e 1972 pois meu pai foi motorista nos Claras e ele fez muitos passeios com os finalistas.
O Meu Pai é o António de Jesus Santos que era conhecido na altura pelo “destravado” ou o “maluco das caminetes”. Na foto ele é o primeiro em baixo do lado direito.
Um abraço
Filipe Santos
Comentário:
As fotografias de grupo com o tempo acabam todas por se confundir umas com as outras. Sobretudo quando os protagonistas se transformaram em meros figurantes de uma encenação perdida. O que se pudesse dizer de uma delas em particular acaba por se poder aplicar às restantes em geral. Os próprios cenários parecem perpetuar-se de pose em pose. Então, o silêncio ensurdecedor do «déjà vu» instala-se. No caso concreto do tal «passeio de finalistas», consigo identificar com segurança os professores Isabel e João Correia, grandes organizadores destes eventos anuais, e com algumas reticências o professor Joaquim Sarmento. As escadarias e igreja de Santa Luzia lá estão a recordar-me que em 1968 lá estive igualmente a celebrar a conclusão do curso. Os Se’tores de Inglês e Matemática faziam parte dos excursionistas, mas não o de Física e Química. E a imagem já começou a falar, a desvendar alguns dos seus mistérios. Não foi tirada seguramente nesse ano. Todavia, o motorista talvez fosse o «destravado/maluco das caminetas». Quem souber que o diga.
Artur R. Gonçalves........12-09-2009
domingo, 6 de setembro de 2009
Fim de semana na neve
Para os “novos-ricos” que julgam que é moda ir para a “neve”, desiludam-se, pois os alunos de 1969 já faziam estas viagens com toda a pompa. Bem sei que não iam vestidos a rigor, alguns até de gravata iam, os esquis eram os sapatos ou para os mais engenhosos um saco de plástico, mas seguramente, divertiam-se muitíssimo, conforme nos contou o Guilherme, à frente na direita, que nos trouxe esta foto de uma viagem à Serra da Estrela.
Fazem ainda parte dos esquiadores: o Justino Abreu, o José Fernando, o Mário Morgado e outros amigos que não consigo identificar.
Comentário:
4o anos já passados, é verdade, e como tudo é tão atual. já se faziam excursões para esquiar como se comprova. É extraordinário estarem alguns "desportistas" de fato e gravata, na neve. Tal a postura dos alunos em representação digna da escola Bordalo Pinheiro. Hoje reparamos que o "in"é nos colégios os meninos pequeninos andarem de gravata novamente.Como naquele tempo faltava tudo, á boa maneira portuguesa inventámos métodos de esquiar, talvez os percursores do actual snowboard.recordo-me dum episódio muito pitoresco. Eu e o meu amigo Sousa Santos (1ºda esqr.na foto)encontrámos em plena serra um caixote em madeira de média dimensão que era mesmo na n/ medida para nele esquiarmos e dentro dele aí vimos nós serra abaixo, tal velocidade tomou que dele perdemos o controle só parando quando fomos embater violentamente num dos poucos esquiadores devidamente equipado com esquis que faziam a coisa a sério. bem, a coisa foi grave, partimos os esquis ao senhor, isto acompanhado com uma dose de cambalhotas que por milagre não provocou ferimentos. o senhor queria que pagássemos os esquis(meteu professores e escola)enfim foi uma situação difícil de resolver. mas e agora voltando novamente à actualidade, talvez aqui tivesse havido tobogan pela 1ª vez na serra.Como costumo dizer está tudo inventado só se vão sempre aperfeiçoando até atingir o perfeito.um abraço.
Guilherme ............09-09-09
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Um fotógrafo em Paris
Eu sou o António Borga fui aluno da Escola em 1964, quando foi inaugurada pelo Almirante…..(Américo Tomaz).
Só fiz os dois primeiros anos e em Agosto de 1967 cheguei a Paris onde vivo actualmente.
Dos meus tempos de Escola lembro-me do Firmino Rodrigues, que vejo quando vou a Portugal, o Zé, filho do dono do Hotel Rosa, o Elias do azeite. Havia também a Graça, o Sena, o Vidal, e outros que já não me lembro, mas gostava de contactar.
Tenho um site na Net http://abphoto.free.fr/

E o meu mail é abphoto@free.fr
O meu vocabulário não é muito bom (Eu já dei uma ajuda) mas é o vocabulário de um puto que deixou as Caldas com 13 anos.
Um abraço
António Borga
Depois de uma pequena investigação encontrei a pauta de 1964/65 Turma E (Clica em cima para aumentar), quem sabe se os antigos companheiros ainda se lembram dele.
Com o Nº 121 lá está o nosso fotógrafo "Francês".
Comentários:
Quantos ex-alunos da nossa escola não estarão na situação do Borga no que o vocabulário concerne. O receio de serem criticados por alguns cujos vocábulos se limitam à maravilhosa e difícil lingua de Camões é muitas vezes uma razão mais que suficiente para criar inibições e assim diminuir o número de presenças neste blog que o Zé vai mantendo com imensa boa vontade.
Eu mesmo sinto por vezes, nas várias deslocações á terra onde nasci alguns comentários menos agradáveis. Vou contar um episódio que me aconteceu já há alguns anos com um ex-colega que revejo de vez em quando, e se ele por aqui aparecer talvez se recorde, ou talvez não, já que o momento terá sido mais importante para mim do que para ele.
Assim e acabadinho de chegar às Caldas, depois da travessia do Atlântico, dirijo-me de imediato ao balcão do meu banco (ainda não existia essa coisa maravilhosa que dá pelo nome de Multibanco) e ao ver o meu ex-colega da Bordalo, dirijo-me a ele para «encaixar» (para quem não sabe trata-se da tradução literal do termo correcto nos meus 2 mais usados idiomas, o Francês e o Inglês) o cheque que possuia.
Do outro lado do balcão o nosso amigo de farto bigode, não resistiu e comentou para uma linda colega funcionária que eu não conhecia de lado nenhum: olha lá ó Maria (seria este o nome?) aqui o nosso amigo Reboleira quer encaixar. Podes ajudá-lo?
É claro que não apreciei a piada, sobretudo por que não conhecia a fulana de lado nenhum, mas não reagi e fui servido.
São atitudes deste tipo que por vezes dão origem a mal entendidos entre os que por aí sempre se quedaram e outros que por imensas razões decidiram partir.
Hoje o caricato da situação faz-me rir, na altura não achei piada nenhuma.
Abraço do Canadá do J.L.Reboleira Alexandre......04-09-2009
Amigo Reboleira, sempre que eu ia e vou a Portugal e me dirigia ao banco a maior parte dos funcionários eram da Bordalo Pinheiro e mesmo naqueles dias em que o banco estava cheio de clientes se ouvia logo o Zé Maria ou o Xavier e outros , entao oh KAMONE ou oh Choninha ou oh Marsinga estás ca outra vez? Trouxeste a televisao portatil ao teu cunhado? (Vitor Corado). Eu como também gosto da brincadeira dizia-lhes: é pá cada vez estão mais atrasados. Por vezes um gracejo ficamos mais a vontade .
Hoje se Deus quizer lá parto eu para mais uma estadia de dois meses para a nossa santa terrinha.
Por favor não quero a charanga das Gaeiras à minha espera,
Chaves.............04-09-2009
Eu a única experiencia que tive desse género foi na minha ida para Moçambique, onde nas raras vezes que encontrava um conterrâneo, era como se voltasse a respirar o nosso arzinho do Oeste...
Esse problema de perder o treino do que se diz ou se escreve, acontece com muito boa gente...
E já agora, admiravamo-nos muito (alguns admiravam-se...) pelo facto de os nossos emigrantes que rumaram a França há já muitas dezenas de anos, referirem à chegada ...que vinham de "vacanças"...
Mas como poderiam eles referir que vinham de férias...se férias tinha sido coisa que nunca haviam conhecido nas suas vidas...?
Por isso o melhor que o amigo Borga tem a fazer...é continuar a escrever, mesmo se num português afrancesado, porque com o tempo e o treino vai melhorando...
A respeito desse treino da língua, posso contar uma experiencia...:
Faço parte de um Forum de Sportinguistas que tem centenas de membros (tudo gente boa e não seria de esperar outra coisa...: para os desatentos eu escrevi...:sportinguistas...!!), sendo vários das mais diversas partes do globo...
Entre eles e logo no início, chegou-nos um português de Loures, residente nos EUA há mais de 40 anos...
O nosso amigo Juvenal ao principio deixava alguns de nós mais "atrapalhados" para a tradução, do seu... nem português nem inglês...
Mas nunca desistiu, nem nós os deixámos desistir...hoje (e não fora o facto de o seu computador desconhecer os sinais auxiliares da escrita em português...)o Juvenal escreve muito melhor o português...e alguns de nós (eu...)até já entendo alguma coisa de inglês...
Por isso amigo Borga...só tem que continuar...e será sempre muito bem vindo, mesmo para alguns mais velhos como eu...que nos seus tempos de Escola...já andava a marcar passo...!!!
Um abraço
Maximino........04-09-2009
Às vezes não é necessário sair do país para ver como o português é uma língua traiçoeira que gosta de brincar com os múltiplos sentidos das palavras. Pergunte-se a uma vendedoura do Mercado do Bolhão se a «nêspera é boa» ou a uma outra no Mercado Municipal de Faro se a «amêndoa está chocha» e terão a surpresa da resposta. Curta-e-Grossa. É tudo uma questão de saber «encaixar» a ironia das ambiguidades da linguagem.
Artur R.Gonçalves......05-09-2009
domingo, 30 de agosto de 2009
Os Cadernos da Matilde
Vou descrever como as coisas se passaram no primeiro dia que entrei nesta escola (Nova) porque já não me lembro bem quando fui para a Escola velha pela primeira vez.
Quando entrei nesta escola pela primeira vez fiquei deveras deslumbrada pela grandiosidade e beleza.
Ao chegar mandaram-nos para os átrios, assim como às minhas colegas e ali houve muitos cumprimentos, pois algumas já não nos víamos há quase quatro meses.
Andámos quase duas horas a subir e a descer escadas, chegávamos ao rés-do-chão mandavam-nos para o primeiro andar, chegávamos ao primeiro andar e mandavam-nos para o rés-do chão, sempre assim até que vieram chamar o 2º B, pareceu-nos um sonho, já andávamos cansadas de subir e descer escadas e de receber pisadelas.
Deram-nos o horário e mandaram-nos vir no dia seguinte.
Um dia perdi-me cá e ainda não sei onde foi, o que eu sei é que não dava com a porta de saída.
Matilde 04-01-1965
Conservar 20 cadernos diários no sótão por mais de quatro décadas é verdadeiramente notável. O espanto é tanto maior, quando é sentido por alguém que não guardou desses tempos o mais leve resquício de material escolar. Nos dias que correm, em que os apartamentos mal chegam para abrigar quem os habita, os sótãos mais não são do que a imagem algo idílica de um passado remoto com contornos cada vez mais esbatidos ou de dimensão meramente utópica. Depois, por essa altura, havia ainda o hábito purificador de fazer uma «queima» solene das sebentas e testes no final do ano lectivo. Por vezes nos recreios da própria escola e nas barbas dos professores. Alguns dos meus apontamentos tiveram esse destino nas vésperas das férias grandes de verão que sempre considerei como verdadeiramente merecidas. Ao invés da Matilde, que em 1965 já não se lembrava bem do primeiro dia em que entrara na escola velha, recordo com muita clareza o primeiro dia em que ali entrei. Nem podia ser doutro modo. Levava calções e fui mimoseado com umas valentes verdascadas nas pernas. O crime académico residia em ter ido para as aulas de «cuecas». As marcas ficaram-me registadas na pele por mais de uma semana. A experiência serviu-me de lição. Outras praxes menos dolorosas ocorriam, como diria o Trindade Coelho, «in illo tempore» de caloiro. Escapei ao «baptismo» no chafariz das cinco bicas, mas fui obrigado ao respeitoso inclinar da cabeça aos veteranos, quando estes me obrigavam a «baixar». Sinais dos tempos, afinal tão longínquos e próximos daqueles que vivemos nos dias de hoje. Recordações presentes de tempos passados que nenhum de nós terá registado nos cadernos escolares e que nenhum baú poderia arrecadar. Moram connosco o tempo todo, até que a capacidade de armazenamento se esgote e que a nossa memória, sabiamente, as expulse definitivamente de dentro de nós e nos dirija os pensamentos para outros lugares mais agradáveis de (re)visitar.
Artur R. Gonçalves........31-08-2009
Os cadernos da Matilde, conservados com o mesmo carinho com que hoje mantém o acervo do Museu José Malhoa, e os comentários do Artur, fizeram abrir a "caixinha" que permanece a maior parte do tempo bem arrumada nos baús da memória.
E as recordações brotaram ...
O "calduço", muitas vezes com demasiada violência, para marcar o poder;
A ameaça do "baptismo" no chafariz (fui várias vezes testemunha obrigatória, embora nunca me calhasse ser réu);
A medição do campo de andebol com um fósforo, sempre com erro na contagem final;
A finta feita ao mais velho, na futebolada jogada às escondidas do Prof. Silva Bastos, que resultava sempre em estatelanço;
O pastel de nata que desaparecia como por milagre, quando ia cumprir a função de terminar a salivação;
O lugar na fila do almoço, sempre perdido a favor do "matulão".
Ficou a memória de um braço partido, uma perna quase sem pele e alguns "ódios" de estimação, que o tempo se encarregou de limpar.
Orlando Sousa Santos........31-08-2009
Por falarem em calduços.... lembro-me num ano "não muito longe", creio que era o Veludo que num inicio de periodo confundiu os casacos do Carreira com o do Dr. Jorge Amaro.......imaginem quem levou o calduço e a atrapalhação do Veludo.
Poderá haver aqui algumas falhas de memoria, que ontem esqueci-me de tomar o fosforo ferrero, tomei o Roche.
Xiveve..........29-09-2009
Temas: 1965





















