Este trio de fotografias que vem do álbum da Fátima Valente tem a particularidade de terem sido obtidas no mesmo dia, mais precisamente a oito de Abril de 1964.
A Ermelinda, a Glória, a Maria Eugénia, a Maria Margarida, a Perolina, a Natália, a Maria Emilia, a Alzira e a Isaura são algumas das suas colegas de turma que ficaram no retrato.
O “cenário” é a Escola “Velha” que estava no último ano de funcionamento.
domingo, 2 de agosto de 2009
Abril de 1964
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Um Jantar de Verão
Do amigo João Jales, “Webmaster” do Blog da ERO, recebi o convite para participar e divulgar um Jantar que vai ter lugar no dia 7 de Agosto (Sexta-Feira), na Inatel (Antiga FNAT).
Tal como aconteceu no ano passado realiza-se um jantar de confraternização entre "jovens" que passaram férias nas Caldas, Foz e S. Martinho nos verões anteriores a 1974.
As inscrições estão abertas a caldenses e não caldenses, sejam ou não ex-alunos do ERO ou da Escola. O ponto comum serão as férias passadas entre a Foz do Arelho, S. Martinho e Caldas e as respectivas recordações...
Inscrições em:
Audiomanias
Av. 1º de Maio, 6 /Caldas da Rainha
262845539
ou
joaojales@gmail.com
O convite fica feito, o preço é de 15 € e a animação está garantida.
Nota: a Imagem que ilustra este convite é a reprodução de um Postal Ilustrado dos anos sessenta editado pela FNAT.
Comentário:
Obrigado pela divulgação, conforme a adesão e o entusiasmo talvez para o ano que vem se organize uma futebolada antes da refeição.Conto com o Zé Ventura, se estiver disponível. Este ano é só para comer...
JJ...............01-08-2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
10 de Junho de 1955
As comemorações do Dia de Portugal, no regime de Salazar, tinham um peso político muito grande e obviamente a Mocidade Portuguesa tinha uma influência muito grande nos jovens, que mais do que ser o sustentáculo do regime, viam nesta organização uma forma de participar em actividades desportivas.
Estas fotos, do arquivo da Escola, das comemorações do 10 de Junho de 1955, mostra-nos uma classe de ginástica feminina em plena evolução do seu esquema, e os “meninos” da Mocidade devidamente perfilados sob a bandeira e um cartaz “Viva Portugal”.
José Ventura
quinta-feira, 23 de julho de 2009
No Parque e em Óbidos
As fotos de hoje são provenientes do álbum cá da casa.
Na do lado esquerdo temos a Elisabete Pinto, a Fátima Louro e a Anália.
Na foto do lado direito o cenário é a bonita Vila de Óbidos e as meninas que foram em visita de estudo são a Irene Pedrosa, a Maria do Céu e a Elisabete Pinto.
… E por falar em Óbidos, não se esqueçam que está a decorrer a Mercado Medieval.
José Ventura
terça-feira, 21 de julho de 2009
O Padre Renato
A correspondência trocada entre Armando Silva Carvalho e Maria Velho da Costa foi agora publicada em livro pela editora Caminho. “O Livro do Meio” foi galardoado pela Associação Portuguesa de Escritores /CTT, com o Grande Prémio de Poesia.
O autor faz inúmeras alusões às Caldas da Rainha e pessoas que povoaram a sua infância.
Aproveitando a "boleia" do Cavacos das Caldas, sempre com grande disponibilidade para colaborar no nosso Blog e que nos disponibilizou o livro, transcrevo um texto onde o autor recorda o Padre Renato, professor da nossa Escola.
…Mas estava eu a falar do meu padre Renato.
Ele tinha medo de tudo o fizesse barulho. Uma tarde, em plena festa de Agosto, hora da procissão, hora solene, o padre Renato dera o fora e ninguém sabia para onde. Os foguetes rebentavam no ar, as crianças sujavam as fatiotas novas, os festeiros suavam encasacados, os anjinhos mijavam no cetim barato das suas vestes celestes (não, não vou fazer literatura regional), só faltava o padre.
Fui eu e o meu pai, com a denúncia privada da Carlota, quem soube onde ele se escondia, enrolado no medo da tonitruante algazarra a vibrar num céu de pouca fé. Conseguimos trazê-lo, muito a custo. Suado, calado e quase a desmaiar, o homem percorreu, protegido sob o tecto do pálio, as três ou quatro ruas principais da povoação, com a cruz fantasiosa nas mãos trémulas e mais dois padres acólitos a agarrar-lhe os paramentos de luxo.
Mas sou eu que me lembro, porque fui só eu quem o viu transfigurado, tirando das teclas do piano, que não queria colaborar, os sons, numa explosão de amor sem freio, sabedor da sua natureza única, vibrante de vida cósmica, num orgasmo em delírio, para além do tempo.
Durante a semana, o padre não largava a batina e poupava nas vestes. Nenhum colega seu andava, como andam agora, de gravata, blusão ou traje de desporto. Deslocava-se numa velha moto que só lhe dava desgostos e custava a pegar nas manhãs frias…
….O padre Renato, que Deus tem certamente encostado à porta das oratórias mais arrebatadas, ensinava-me solfejo, pintura a óleo em tela natural e alguns conselhos práticos para evitar o pecado.
Dou-lhe hoje a grandeza que eu não sabia dar-lhe quando tinha só sete anos….
Comentário:
Se eu tivesse de falar do «meu padre Renato», seria obrigado a regressar à escola velha, ao ciclo preparatório e às aulas de canto coral. A viagem levar-me-ia até 63 ou 64 e quedar-se-ia por aí. Mais do que o solfejo que nos terá tentado ensinar, ou das cantigas que nos terá posto a cantar, recordo-o de apito na boca à procura do tom adequado à execução da partitura. É que, como nos dizia, não tinha ouvido e só conseguia trautear uma melodia com a presença de uma pauta. Os risos eram constantes. As reprimendas de nulo efeito. Depois de falhadas as tentativas de nos pôr a cantar, ou nos intervalos, deliciava-nos com histórias incríveis da sua própria lavra ou obtidas em fontes singulares que a memória não registou. O sucesso estava sempre garantido. Não se ouvia uma mosca durante a função. Os pedidos de novos relatos eram constantes. A anuência era imediata, com a condição de se cantar mais uma cantiguinha. «Minhas botas velhas, cardadas, / palmilhando léguas sem fim, / quanto mais velhinhas e estragadas, / quanto mais vigor sinto eu em mim!...» (de repente, veio-me esta à memória). «As aventuras do Tonecas» (parece-me ser este o nome do herói) tinham sempre mais sucesso. Recordo a batina e a motoreta do padre Renato. Descobri neste espaço os quadros e o livro que nos deixou. Desconhecia a faceta revelada pelo Armando Silva Carvalho n’ «O Livro do Meio». Fiquei com curiosidade de ler essa correspondência. Sobretudo por contar com a participação da Maria Velho da Costa, uma escritora que há muitos anos leio e releio com muito proveito e prazer.
Artur R.Gonçalves............22-07-2009
domingo, 19 de julho de 2009
Um aluno de 1940

Este cartão escolar é do Eduardo Alves de Carvalho que conforme se pode constatar no verso, foi aluno da Escola do Curso Comercial, nos anos de 1937 a 1940.
Este documento com cerca de 70 anos, tem a particularidade de estar assinado pelo director de então, Alberto Morais do Vale. 
Comentário:
É o meu Pai!!!!!!!!
Nucha........27-07-2009
Quando passou por este blogue o meu cartão escolar datado de 1952, fiquei convencido ser o campeão da antiguidade.Felizmente que não, e aqui está o nosso Colega e Amigo Sr. Eduardo Alves de Carvalho com o seu cartão de 1937. Parabéns por nos apresentar esta preciosidade, que talvez seja o despertar de antigos alunos "adormecidos", e que certamente poderão divulgar muitas curiosidades. Despertem Colegas, e que o Amigo Eduardo Alves de Carvalho nos sirva de exemplo.
Mário Reis Capinha..........28-07-2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Finalistas de 71
Depois de muito rebuscar consegui encontrar estas fotos que se referem à Excursão de Finalistas
de 1971 ao Porto e à Serra da Estrela realizada nos dias 26,27 e 28 de Março de 1971.Na fotografia de cima, que foi tirada na escadaria da Universidade de Coimbra, reconheço alguns colegas;
Da esquerda para a direita e de baixo para cima, a Maria dos Anjos, a esposa do Ramalho (Perpétua ?), a Dília, a Filomena, o Mateus, a Isabel, ??? do Bombarral, ??? das Caldas, eu, ??? das Caldas, a Dália, a Isabel, ???, a Marília, a irmã da Olga e a Ana Maria.
Na foto do lado, também na escadaria, a esposa do Ramalho, eu e a Marília.
Que bom é recordar velhos bons tempos que nunca mais voltam.
Carlos Gaspar
terça-feira, 14 de julho de 2009
O Professor, os alunos e o “Palhinhas”
Esta fotografia do Carlos Filipe (Carlos da Proelcor), traz para o Blog a recordação de uma festa, que a julgar pela boa disposição expressa, foi de arromba.
Os Electricistas finalistas de 1971 estão muito bem acompanhados pelo Professor Berjano que como bem se lembram foi durante vários anos Professor de Ginástica.
Ficamos à espera que algum dos intervenientes acrescente alguns pormenores à legenda.
José Ventura
domingo, 12 de julho de 2009
Os 15 anos da Fátima
A Escola não era só a casa onde se transmitia o conhecimento mas também o local onde a amizade se enraizava, em alguns casos, para o resto da vida.
Este pensamento “filosófico” vem a propósito deste pedaço de papel que a Fátima Valente nos fez chegar.
No dia em que completava os seus quinze anos, as colegas de turma ofereceram-lhe esta preciosidade devidamente ilustrada pelas mãos habilidosas da Teresa Santos e assinada por todas.
Este “papelinho” foi elaborado na aula de Francês, como se pode verificar pelo texto introdutório, e também está assinado pela professora da disciplina Maria Xavier.
Os anos vão passando mas ficam estas recordações dos amigos. A Fátima Valente já não é uma menina, mas continua como sempre a conhecemos.
José Ventura
Comentário:
Vê bem quem fez o desenhinho e escreveu a frase. Foram outras maos.
Anónimo.........22-07-2009
Fiquei verdadeiramente surpreendida com o comentário de um anónimo (ou anónima) sobre a autoria do desenho feito no cartão de parabéns, oferecido pelas minhas colegas por ocasião do meu 15º aniversário. Peço desculpa pelo erro cometido, pois estava convicta que o mesmo pertencia à Teresa Santos, pessoa com grandes capacidades para tal, contrastando comigo, que não nasci com grandes predicados para as artes!E, já agora, gostaria que se identificasse para, de novo, lhe apresentar as minhas desculpas.
A memória atraiçoou-me, já lá vão tantos anos, mas, como diz o povo, o seu a seu dono... Faça-se justiça!
Fátima Valente........24-07-2009
Nao descobris-te? Era quem te fazia os desenhos dos bordados. Até no exame de aptidão te ajudei, mas depois pouco tempo tive para mim. Tu tiras-te 14 e eu 12.Foi a Ermelinda que te fez este desenhinho, e quem primeiro assinou.Vê lá se a letra não é a mesma?
Ermelinda Lopes........10-08-2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
1º Ano Electricistas de 1966
Esta fotografia foi tirada numa ida ao “Santo Chouriço” e como se pode ver a rapaziada em coisas sérias era muito unida, não ficava ninguém nas Caldas para ir às aulas. Como era habitual a ida para Óbidos fazia-se de comboio, o regresso a pé que era uma maneira de arejar as ideias que o “tintol das Gaeiras” tinha turvado.
Os “meninos” retratados eram de uma “brilhante” turma de Electricistas, que tinha uma apetência para se meter em encrencas que só visto.
Na fila de cima; O saudoso Carreira Ângelo, o João Silva que este ano veio de Lamego até ao nosso encontro, o Cabé, o António Calisto, o Amilcar Prata, o Carlos Dias que nos facultou esta foto e o Francisco Coutinho.
Na fila de baixo; o Orlando Silva, Ventura, Cardeal Martins, Carlos Lourenço, Purificação Pereira e o Rosa Gil.
José Ventura
terça-feira, 7 de julho de 2009
No banco do jardim
Esta fotografia que estava no álbum da Fernanda Campoto, reporta a 1968 quando os finalistas efectuavam a sua viagem pelo norte do País.
As meninas sentadas no banco são a Fernanda Campoto e a Anabela Nobre. Em pé a Dulce.
A propósito da Dulce, que vive em Barcelona, aproveito para transcrever extractos do mail que nos enviou por altura do Encontro dos Antigos Alunos.
Caros Amigos
Ainda não é este ano que vou ao Encontro dos Antigos Alunos
Desde que há anos tive conhecimento da vossa iniciativa, sempre pensei que algum dia nos iríamos encontrar.
… o encontro anual da escola, passou a pertencer àquele grupo de coisas que quero fazer e quero tê-las em consideração, quando for possível.
…Gostei imenso da vossa frase " Estamos apostados em aproximar todos os que tiveram o privilégio de pertencer à Escola ..."
…Obrigada a todos, os que durante este tempo têm mantido acesa a iniciativa e em especial à comissão, que trabalha para que o encontro seja um êxito.
No dia 9, vou-me lembrar do almoço e de todos os que conheço e que recordo; assim indirectamente também estarei presente.
Um abraço e até à próxima,
Dulce Felícia
Comentário:
Este banco de jardim é, porventura, o mais fotografado dessa viagem de finalistas em que participei. Alguns encantos teria…Aproveito para enviar «saludos cordiales» à Dulce e à «ciudad condal». As fotografias têm desempenhado a faculdade de reavivar memórias um pouco esbatidas pelo tempo.
Artur R.Gonçalves.........09-07-2009
domingo, 5 de julho de 2009
Visita a Óbidos
Quem vai pela primeira vez ao Encontro dos Antigos Alunos, vive emoções inesquecíveis que nos leva a acreditar que vale a pena continuar com esta “teimosia” de aproximar todos os que tiveram o privilégio de pertencer à Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha.
Esta semana a Fátima Valente procurou-me para me entregar algumas fotos, que hoje se começa a publicar, e o tema de conversa foi obviamente a Escola e a alegria do encontro.
Dizia ela, com alguma graça, “que nunca tinha sido tão mimada”. No próximo ano lá estamos de novo para mais “mimos”.
Sobre a foto, datada de 29 de Março de 1966, o verso dá-nos a indicação das retratadas.
José Ventura
Nos idos de 66, as visitas de estudo ainda se faziam com todo o rigor que os tempos exigiam. Mesmo em Óbidos, mesmo no meio dos arbustos, as batas brancas davam o tom adequado à paisagem. Pelo ar descontraído do grupo, dá para perceber que a viagem terá sido proveitosa.
Artur R. Gonçalves.......06-07-2009
Olhem desculpem lá...Hoje o meu comentário...sai do ambito dos alunos, para cair no carimbo que está no verso da foto...
Vocês já repararam que como as pessoas...tantas casas comerciais do nosso tempo, também desapareceram...?
Algums delas...bem ligadas à nossa vida de estudantes...!!!
Um abraço para todos/as...
Maximino........07-07-2009
Há muito tempo que sigo o blog de perto e confesso tenho tido algumas surpresas agradáveis no que vejo e no que leio por aqui. Hoje aconteceu novamente, que saudades da escola, das minhas amigas e daquele dia que por acaso ainda me lembro.
Daquele grupo só não mantenho o contacto com a Elisabete Horta de quem não sei nada há alguns anos.
Beijinhos para todas.
Graciela ...........08-07-2009
Amigo MAXIMINO
Desculpe a intimidade , embora não o conheça (julgo eu) mas despertou -me a sua atenção para o carimbo (TURITA) inscrito naquela foto de Óbidos. Serei certamenta mais "velho", mas lembro que o "TURITA", de seu nome Boaventura Nogueira, esteve muitos anos a trabalhar na TÁLIA com o seu irmão Américo Nogueira, na rua das montras, e mais tarde, na mesma rua, abriu um estabelecimento com o mesmo ramo, denominado "TURITA".
Actualmente, um bocado mais "velhote" o Turita reside na cidade de Torres Vedras.
A vida é assim. Tudo muda, até nós.
Cumprimentos
Mário Reis Capinha........15-07-2009
Amigo Mário Capinha...pois claro que me pode tratar por amigo...
Eu conheci a Tália e o seu dono...e lembro-me de o irmão lá trabalhar e também da abertura do Turita...
Afinal...os meus 66 anos, já me permitem ter um longínquo conhecimento das coisas não é...?
Não sei se nos conhecemos, mas acredito que já nos tenhamos cruzado algures...
Um abraço
Maximino......16-07-2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Oficinas de Serralharia
O Beja traz para o Blog uma fotografia da sua turma de Electricistas de 1965.
De volta da Bancada lá estão o Germano, o Beja, o Alcino, o Cunha Leal, o Vitor Santos, o Gandaio, o Zé Manuel, o Ramalho e o Pereira Alberto. Falta identificar alguns colegas, cujos nomes os anos fizeram esquecer.
As bancadas não foram muito mal tratadas pois quarenta anos depois continuam com bom aspecto.
José Ventura
terça-feira, 30 de junho de 2009
“Na vás ó mar Toino…”
Esta preciosidade que saltou do álbum da Ausenda para o Blog, recorda a récita de Natal de 1952,onde o grupo de dança, no melhor estilo Nazareno, posou para a posteridade.
A legenda que acompanhava a fotografia, dá-nos conta do nome de alguns participantes.
Na fila de cima; Natália Barreto, Dário, Ausenda e Helena Raimundo.
Em baixo; Batalha, Manuel Zarro e Marinho.
Como teria sido esta festa? Estou certo que haverá gente da época que se recordará bem.
José Ventura
Comentário:
Ao ver melhor esta foto reconheci a primeira em pé do lado esquerdo como sendo a LENIA. Aqui deixo esta informação adicional assim como a todos que constam desta fotografia as minhas melhores recordações daquela época já um pouco distante.
Ausenda............29-08-2009
domingo, 28 de junho de 2009
Quinta feira de Ascensão de 1963
A julgar pela quantidade de fotografias que temos sobre o dia da espiga, era um acontecimento que se traduzia numa grande oportunidade de negócio para os fotógrafos da época.
Estas fotos da Aurora levam-nos até ao Ameal onde aconteceram durante muitos anos as comemorações da quinta feira de ascensão.
Das meninas devidamente perfiladas reconheço; a Teresa Santos, São Lopes, A Dolores (?), a Mila, ?, A Isaura, ?, Fátima Valente, ? e a Aurora.
Na foto de baixo, as três meninas são a Eleonora, a Aurora e a Adelaide.
Os outros …não vou lá.
Comentários:
Cá vai uma ajuda, pese embora a quantidade de anos passados: Em cima o Tó Zé Bernardo(Tenente),Joaquim da Pederneira, eu(F.Xavier), José Luis Nobre, ?, e o Barreto.
Em baixo a primeira da esquerda é a Margarida do Casal Sentieiro (onde andará?),?,?,?, o Eduardo Francisco e o Queiroz.
Um abraço
Fernando Xavier........29-06-2009
Entre o Nobre e o Barreto, eu penso ser o Jorge da Foz que tinha ou tem o Solar.
Chaves..........30-06-2009
Na foto de cima entre a Mila e Isaura é a Maria dos Anjos (Janja) da Sapataria Salvador.
Ermelinda..........02-07-2009
A idade também afecta a memória e, no meu caso que nunca foi muito famosa, não deixo, todavia, de mandar também um palpite.
Ora lá vai.
Ao lado da Aurora (?) não está a (?) filha do Sr. Luís do Caldas que à época morava na avenida? E ao lado desta não será por acaso o José Carlos Barros,ceramista, que fugiu para a França e mais tarde foi recebido na escola como herói?
O que me parece de destacar nesta foto é a grande presença da equipa "Tótó Campista". Faltam o cão e o Sérgio.
Um abraço para a rapaziada.
Marques
624 anos depois da batalha de Aljubarrota.
O Queiroz era aquele que na praça da fruta, perguntava às vendedoras o preço da ameixa, que naquela altura seria 2 tostões o quarteirão. Ele normalmente pedia meia duzia... calculam qual era a resposta da vendedora?
Xiveve.........18-09-2009
Sim, Marques, na fila onde está a Aurora, do lado direito, é o José Carlos Barros, atrás dele e com o braço por cima do ombro, estou eu a olhar para a menina de tranças (que hoje não me recordo do seu nome).
Porfirio........23-09-2009
Por acaso alguem se lembra, numa aula de francês quem era o George Poirrot?. A prof. tinha a mania de dar nomes franceses aos alunos , não me lembro do nome dela, mas lembro-me do George Poirrot,que por sinal não o vejo ha cinquenta anos.
O George Poirrot está nesta foto, de seu nome oficial, Jorge Maria Barreto Rosado Pereira
Xiveve............24-09-2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Os dançarinos
Não sei se os dançarinos evoluíam ao som do Roberto Carlos ou de outro qualquer cantor da época, mas que estavam muito compenetrados da sua dança é um facto indiscutível.
Esta foto, obtida no exterior do ginásio da “Escola Nova”, será provavelmente datada de 1965 e vem do álbum do Artur Filipe da Foz do Arelho, que aparece no retrato no lado direito.
O par do Artur apresenta um pormenor revelador da moda dos anos sessenta; as rendinhas da combinação que davam um ar sexy irresistível.
José Ventura
terça-feira, 23 de junho de 2009
Serralheiros de 1954
Estas fotografias fazem parte das recordações do António David Domingos, que nunca foi aos encontros dos antigos alunos, mas no próximo ano vai fazer questão de participar, e levam-nos até aos anos cinquenta.
Nesta altura o Curso de Serralheiros dava os primeiros passos, mas os alunos, António David Domingos e José Santana Marques, estavam “equipados” à maneira.
Como curiosidade a foto de cima foi tirada junto ao portão que dava acesso à Mata, e a de baixo à porta da mercearia que ficava em frente à Escola.
José Ventura
Comentários:
Duas fotografias que não conhecia,que fazem recordar a grande amizade que havia entre mim e o David. Estranho estar com cigarro na boca, eu que nunca fumei.
A mercearia em frente ao portão da escola tinha ao fundo um "BAR" que a "malta" gostava de visitar.
Santana Marques.......24-06-2009
Eu estava à espera, que alguém do tempo,dissesse algo,mas como ainda não aconteceu,lá vou tentar esclarecer uma dúvida, pois até posso estar errado. O portão de acesso à mata era um portão, de ferro fundido e um pouco trabalhado. Eu penso, mas aceito estar enganado, que o portão na foto era um pouco mais acima e era quando acabavam os arbustos "diosporos" que tinham umas bolinhas roxas e que até se comiam e que tinham um sabor enjoativo.
Ao fundo, quando se virava à direita tinha acesso a mata, esse portão, estava no lado à esquerda e que dava acesso a uma quintinha com muitas flores e árvores de fruto e que ia até ás traseiras do chafariz da 5 bicas. Falando nos dois personagens da foto: O Santana, sempre que vou a Portugal encontro-me com ele no Central,o David quando ainda jovens tivemos umas arrelias e ficamos zangados,mas quando um dia nos cruzarmos vamos rir desses tempos. Em 2008 estive na festa da escola e estive com o Armindo " corta pescoços" e falámos do David e dos belos tempos.
Chaves........24-06-2009
Embora um pouco mais novo que estes dois distintos Serralheiros, lembro-me perfeitamente deles. Assim como me recordo da loja em frente do portão. Essa era a mercearia do Sr. Augusto, conhecido por Augusto do João Vintém, que, ao lado, tinha uma cocheira (havia, aliás, várias cocheiras na Rua Diário de Notícias - o Zé Albino, O João Cristo, O António Alves).
Ao lado do portão de entrada para o pátio da Escola ficava a taberna da viúva do Baltazar (hoje em ruinas...)
E aí, estou a ver o velho Pacheco dos gelados, com o seu carrinho...
Concordo com a leitura do Chaves quanto ao outro portão - aquele que aparece na fotografia - que protegia uma horta e roseiral muito bem cuidados que havia nas traseiras do Chafariz das Cinco Bicas.
E lembro ainda a casinhota que ficava ao fim do muro que aparece na foto. Essa casinhota era o poiso habitual do guarda da Mata a quem fazíamos a vida negra e a quem chamávamos "o Sapo". Lembram-se, rapazes ?
Um abraço
Noronha......24-06-2009
Amigo Noronha Leal, tens esses nomes todos em mente, mas será como eu, que me lembro de pequenos pormenores do passado e os que se passaram à dias perdem-se na memoria tão facilmente?
Falas do guarda da mata "O Peixe Sapo", eu penso que todos os antigos alunos da velha escola se lembram dele e da casota, onde ele descansava e que tinha dezenas de nomes e corações com uma seta, inscrito nas suas paredes O seu verdadeiro nome era Sr. Longo e seu grande problema era ser muito zeloso por tudo que se passava na Mata e que eu agora vejo ter sido uma grande qualidade, mas na altura nos jovens queríamos era paródia e jogar a bola e ele por vezes não deixava.
Falas dos antigos donos desses estabelecimentos que existiam na Rua Diário de Noticias que tinha mais dois nomes, Chafariz das 5 bicas e para alguns Rua do Pr Barreto. Com a tua boa memoria, talvez te lembres que nessa mesma rua viviam os Nobres e julgo eu que o pai vendia no seu estabelecimento carboneto que provocava uma reacção química como que a água estivesse a ferver e então lá havia um grupo de malandrecos que punham isso no tanque do chafariz para assustar os animais quando eles estavam a beber.
Brincadeiras do passado que agora não tem graça nenhuma. Cumprimentos
Chaves.......25-06-2009
Mas que memórias tão fresquinhas a destes condiscipulos.
E lembram-se que havia também na Mata uns parques de merendas sempre muito limpos?
O nosso amigo "sapo" usava um boné cinzento com umas iniciais HRDL...
Bolas...agora "olhando para trás", tudo isto já foi há tanto tempo...!!
Um abraço para a rapaziada...
Maximino.......25-06-2009
Caro Maximino já agora posso dizer que havia mais que uma indicacão de Parque de Merendas e os brincalhões do teu tempo, deves saber quem são, por vezes andavam muito ocupados a tapar as duas letras do meio das MERENDAS, para depois ser a gargalhada.
Coisas do passado e que nos traz agora boas memorias.
Chaves.............26-06-2009
Sim, sim...
E também havia dessas coisas que as letras destapadas anunciavam...
Mas garanto...que nunca tapei nenhuma placa...
Mas algumas vezes recordo e não por saudosismo, esses tempos já passados há muito...!!!
Não vou dizer que eramos melhores do que os jovens de agora...
Mas eramos seguramente muito diferentes...!!!
Mas no fundo...eramos jovens também...!!!
Maximino........27-06-2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
No Portugal dos pequeninos
Esta reportagem fotográfica vem do álbum do António Marcos, e recorda uma visita dos alunos ao Portugal dos Pequeninos em Coimbra.
Os “meninos” já eram um bocado crescidos para se enquadrarem no cenário, mas lá que estavam divertidos, estavam.
O passeio teve lugar no dia 10 de Abril de 1954, e a revelação das fotografias foi feita a 13 do mesmo mês na Papelaria Tália, conforme se pode constatar.
José Ventura
Esta reportagem fotográfica vem do álbum do António Marcos, e recorda uma visita dos alunos ao Portugal dos Pequeninos em Coimbra.Os “meninos” já eram um bocado crescidos para se enquadrarem no cenário, mas lá que estavam divertidos, estavam.
O passeio teve lugar no dia 10 de Abril de 1954, e a revelação das fotografias foi feita a 13 do mesmo mês na Papelaria Tália, conforme se pode constatar.
José Ventura
Comentários:
Olá Zé Ventura!
Esta reportagem fotográfica é de 1954, e certamente que alguns dos fotografados foram meus conhecidos. Por isso teria grande prazer em saber quem são. Estive há dias nas Caldas e alguém me disse que o Manuel Mogo me viu aqui em Olhão, mas por qualquer razão que desconheço não lhe foi possível aproximar-se de mim. Embora mais novo que eu, convivíamos com certa frequência, talvez devido à profissão do pai (Acordeonista) que me procurava afim de reparar os seus equipamentos sonoros.Caso o Mogo queira contactar-me, tenho muito gosto nisso.Parabéns Zé Ventura ! O Blog está a melhorar mas os comentaristas continuam a ter medo de escrever, como é o caso do Mogo que na lista dos antigos alunos nem consta o seu email.
Um abraço.
Fernando Santos.......19-06-2009
Meu caro Fernando Santos
Nao tenho o prazer de o conhecer pessoalmente- sou de uma geração anterior á sua-
Contudo se o seu problema é encontrar o Manuel Mgo, fa-lo-á sem quaiquer problemas, desde que numa manhá proxima se desloque ao Café Central situado junto á Praça da Fruta nas Caldas. O Mogo, o Marques, O Siopa e outros são "habitués" daquele Café
Cumprimentos
Antonio Nobre......19-06-2009
Fernando Santos, apesar de não estar a ver quem és, vou-te tratar por tu, pois eu era um dos colegas mais próximo ao Mogo e sei que ele continua meio envergonhado, eu até tenho o email dele e se quiseres eu dou. Ora na 1ª foto o segundo da direita em pé e o Raul que nessa altura estaria na cerâmica antes de ter ido para os serralheiros, os outros lembro-me mas faltam-me os nomes pois quando entrei na escola eles já andariam no 3ªano. Na 2ªfoto o Subtil encostado ao poste e em frente de oculos e a Branca de Salir agora nos E.U. 3ª foto vestida de branco e a Alice Reis e a quarta e outra vez a Branca e ao lado a Gracinda Nazare. Na 4ª foto, o Luis Filipe, lado direito agarrado ao poste. Em baixo o Salvador " o Pilas", mas nessa altura era mais conhecido " por Pescadinha marmota". Na 5ª foto na frente,no meio, outra vez o Salvador, Eu penso que nas fotos estara tambem a Maria Emilia da Foz e o Gaspar. Talvez apareça alguem da época que possa dizer algo e que nao tenha receio do computador.
Chaves.............20~06-2009
Olá Chaves
És uma autêntica enciclopedia. Um abraço. Cumprimentos á tua mulher
Antonio Nobre.........20-06-2009
Olá Chaves!
O melhor mesmo é o tratamento por "tu".
O Mogo já era um rapaz envergonhado no meu tempo, agora não sei como é...
Agradeço então que me envies o endereço dele, e obrigado pela identificação dos fotografados. Lembro-me de alguns nomes, mas nas fotos não os consigo identificar.
A Maria Emília da Foz que referes seria aquela moça alta que vinha todos os dias de bicicleta e morava numa casa perto do Patrício quase em frente à estrada que vai para o Penedo Furado? Que será feito dela?
Vou estar uns dias ausente, e só quando voltar verei a tua resposta.
Obrigado por tudo.
Um abraço.
Fernando Santos........22-06-2009
Para que a reportagem ganhe ainda mais qualidade, teremos de restituir o nome de Portugal dos Pequenitos ao parque temático de Coimbra. O «Portugal dos Pequeninos» corresponde a uma outra realidade bem diferente da representada nas fotografias...
Artur R. Gonçalves..........23-06-2009
Sempre atento o meu amigo Artur. Será defeito profissional ? Não, não és obrigado a responder. A cultura no seu todo, também passa por aí. E no meio dos pontos (como se dizia dantes)a corrigir «de ses élèves» -sei que aprecia a lingua de Molière- ainda vem aqui mudar os títulos do ZV.Abraço cá de longe, também muito ocupado, mas roubando sempre um quinhão (há muitas luas que não usava tal palavrão)do tempo, para aparecer por aqui.
J.L.Reboleira Alexandre......24-06-2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Remendos e Cerzidos
A Lúcia Vital andou numa de arrumações no sótão e vejam lá o que descobriu; um autêntico tratado na arte de bem remendar e cerzir.
Dos seus tempos de escola, Comércio de 1970, guardou estes livrinhos onde as respectivas artes da costura estavam devidamente documentadas com exemplos.
Tudo isto acontecia na aula de Economia Doméstica.




Comentários:
Parabens á amiga Lucia por ter guardado estes trabalhos.Era disto que a juventude feminina actual tanto precisava.Mas é mais facil " um copo " e um " cigarro".
Anónimo........16-06-2009
Pois é! E a juventude dos anos 60 não bebia uns copos e não fumava muitos cigarros ?
Não duvido da utilidade «dos lavores» das nossas ex-colegas mas hoje há coisas muito mais interessantes a aprender nas escolas, apesar da Lucia (será que o marido, que nunca aparece por aqui...beneficia imenso destes conhecimentos ?) Tenho a certeza que ele vai responder, senão lá terá que pagar uma mini (como se diz aí) da próxima vez que nos encontrar-nos.
J.L.Reboleira Alexandre.......16-06-2009
Porque será que todos estes quadrados de tecido me lembram cadeias? Que horror, eram aquelas aulas! Felizmente havia sempre um grupo de teatro que precisava de ensaios, o que permitia umas escapadelas. E as "aulas de apontamentos"? Que horror! Que inutilidade! Que crueldade, destruir assim cérebros frescos e tão facilmente moldáveis. Era uma das armas de contenção social, claramente.Deve haver uma forma mais interessante de aprender aquelas coisas.
Laurinda........11-08-09
Que maravilha!!!Achei esse belíssimo trabalho de vocês Estou montando um Blog em Porto Alegre sobre a Antiga Arte de Cerzir. Parabéns
Puxa Vida A Laurinha do comentário anterior talvez precise se tratar. Freud explica quando os quadradinhos parecem cadeias. Penso eu que nem precisa ser um "Freud dos Pampas" para entender isso. Se a gente pensar que fora a obrigatoriedade das disciplinas de uma educação vivenciada em plena ditadura (ou seja a imposição) de cima para baixo. Temos a contra-partida de que como hoje a maioria dos tecidos são tidos como descartáveis e sintéticos. Nos livramos deles por conta da falta de responsabilidade pelo nosso lixo. Se usarmos nossas coisas mais tempo com certeza poluiremos bem menos nosso ambiente. Por isso a minha tentativa de resgatar a Antiga Arte de Cerzir com meu blog em Porto alegre http://cerzidoinvisivelarlete.blogspot.com/?spref=tw"
Mesmo com o desenvolvimento de panos e tecidos com maior percentual de fibras sintéticas.O cerzido ganha seu espaço adaptando-se e salvando aquela roupa que você tanto aprecia com um custo menor do que a substituição e descarte no meio ambiente. Amei o álbum da Lucia Vital. Ele é uma relíquia. Parabéns.
Arlete Sousa Rocha……..30-05-2010
1º Laurinda, e não "Laurinha". A forma mais básica de tentar humilhar alguém começa sempre pela troca do nome.
2º. "Se a gente pensar que fora a obrigatoriedade das disciplinas de uma educação vivenciada em plena ditadura (ou seja a imposição)de cima para baixo." Esta frase quer dizer o quê?
3º. Os comentários deste blog são uma partilha de vivências que só podem ser entendidas por quem as vivenciou. Toda as colegas que tiveram aquelas aulas sabem que falo da professora e não dos "cerzidos", a que até acho graça.
Último ponto: Não me parece uma boa atitude para quem pretende promover-se. Ainda anda por aí muito boa gente que se acha superior ao seu semelhante. Tal atitude é um claro sinal de ignorância da mais primária.
E vivam os cerzidos! Em panos, mas, também, em algo mais.
Laurinda.........30-05-2010
Laurinda longe de mim ofender alguém "pela forma mais basica de humilhar alguém começa sempre pela troca do nome"como dizes. Desculpa. Eu realmente concordo contigo. É de uma falta imperdoável a troca de nomes. Mas creio que para humilhação falta muito.Sinto muito
Arlete Sousa Rocha........06-06-10
sexta-feira, 12 de junho de 2009
O exame da bicicleta
Ao dar mais uma limpeza á minha papelada antiga olhem só o que encontrei?
O tão comentado “exame da bicicleta”, ponto de exame creio que do meu 5º ano do Curso Comercial, 1969.
Como já vai sendo tempo de dar o meu contributo para o blogue aqui estão as imagens que digitalizei e que incluem a correcção, para assim reavivar a cultura geral da rapaziada da época.
Cultura geral que alguém definiu como sendo “o que nos resta depois de termos esquecido tudo aquilo que aprendemos”.
Nessa época, a nossa, não se formavam Engenheiros ao domingo… nem haviam as “novas oportunidades”… da autoria desses mesmos engenheiros, que não servem para mais do que melhorar as estatísticas
Será que esses engenheiros conseguem resolver algum dos problemas ali colocados?
Creio que a malta daquele tempo vai achar piada e mais uma vez reviver o passado.
Humberto Fidalgo.jpg)
Comentários:
O mês dos santos populares é também o mês dos santos exames. A quadra é assim propícia ao confronto de provas dos tempos da outra senhora e das provas da senhora dos tempos actuais. Em 1969 já me tinha libertado das Ciências Físico-Naturais. Escapei então ao tal «exame da bicicleta» e escapo agora. Não terei, com certeza, nenhuma «bicicleta» a manchar-me a reputação. Sou incapaz de ler seja o que for no enunciado tão providencialmente preservado para a posteridade. Nem as lentes progressivas nem zoom activado ao máximo me livra do nevoeiro que teima em toldar todo o enunciado escrito...
Artur R.Gonçalves.........15-06-2009
Caro Humberto Fidalgo, nos anos 50's, não se faziam exames aos Domingos, mas... lá se conseguia apanhar o teste do mesmo exame o que iria dar no mesmo. Eu tive um professor de Português "Matos" que nos permitia copiar e até levar o dicionário ou algo mais, pois segundo o seu critério quem fosse "burro" nem sequer sabia copiar. Já agora,os bancos também estão fechados aos domingos e aplicando a canção antiga do marinheiro, loiro estrangeiro que levou todo o dinheiro, para a outra costa do mar.Eu sei fazer o problema da bicicleta, mas como só ando de carro não digo.
Chaves............20-06-2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Estórias dos anos cinquenta
Quando eu entrei para o ciclo preparatório"nome dado aos dois primeiros anos" de escola, isto nos anos 50's, convivi e joguei á bola com outros colegas mais velhos e com a continuação dos anos também com outros colegas mais novos e tudo dentro de uma grande camaradagem. Depois do ciclo, vieram as opções; Comércio ou Industria. Na altura tinha sido criado o curso de Serralheiros mas tinha poucos candidatos.
O nosso director mandou chamar alguns encarregados de educação e lá foi a minha mãe à escola, sendo convencida contra a minha vontade de eu ir para os serralheiros, mas hoje eu julgo que foi uma boa opção. Como as disciplinas de Física/Química e Matemática eram dadas pelo Professor Sarmento Rodrigues, logo fomos baptizados"OS BRUTOS" E por vezes os "OS BRUTAMONTES". Pensava-se que os serralheiros seriam alguém com um martelo pilão a dar cacetadas num ferro "que não seria desprezo algum", mas sim um curso que abriu as portas a um emprego na área industrial, o que na altura tinha muita saída. Ora comigo ainda na escola lá apareceu a geração dos “Gozões” com as suas brincadeiras e até uma linguagem muito própria " Sabolotacho" you parlar francisco"e uma outra em que as vogais tinham um valor que se juntava as consoantes; por exemplo o A=aix,o E=ender, o I=inix,o O=? o U=? e uma palavra que se usava muito era Mender R Daix, juntava-se as primeiras letras de cada palavra e lá estava a verdadeira: coisas da malta. Essa era a geração do nosso Zé Maria, Xavier, Corado, Galrão, Lobato, Monteiro e outros.
Joaquim Chaves
Para ilustrar esta pequena história que o Chaves nos enviou do Canadá junto uma fotografia do Monteiro que é referenciado neste pequeno texto.
Esta foto de 1962 retrata a turma dos Serralheiros, e são eles; em cima, Lobato, Machado, Fernando, e Mogo.
Em baixo; Leonel, Rainho, Abílio, Monteiro e Bulhões
José Ventura
Comentários:
Ate parecem mecânicos da aviação e não têm muito aspecto de "Ferrugentos". Eu posso dizer isso ,não tivesse sido um deles.Parabéns a todos, sejam Comércio ou Industria, pois a única rivalidade era só no banho de bola que noa davam os opositores.
Chaves.......11-06-2009
Em meados dos anos sessenta, a frequência dos cursos afectos ao comércio e à indústria já estariam mais equilibrados. A escolha, por uma ou outra vertente oferecida pela escola, funcionava mais por predestinação social do que por livre arbítrio pessoal. As rivalidades referidas entre umas turmas e as outras não terão mudado muito de uma década para a outra. O mesmo se diga das brincadeiras. Desconhecia a existência do código verbal que permitia disfarçar o som vernáculo de palavras como «Mender R Daix». Só falta esclarecer os mais novos de que modo é que se deveria pronunciar. De qualquer modo, bem diferente da sonoridade típica da «fala em pê» de que guardo algumas luzes. A palavra em causa ler-se-ia, então, «merper-dâpâ». Nesses tempos, como nos actuais, os códigos secretos (ou tidos como tais) eram e são o encanto dos mais jovens. Na altura, aplicavam-se na comunicação oral do quotidiano, agora transmitem-se à velocidade da luz nos SMS(s) dos telemóveis. A diferença, de facto, é a que existe entre o real e o virtual. Depois, é uma questão de ver para que lado é que as moscas voam.
Artur R.Gonçalves...........12-06-2009
Olá Artur Gonçalves, possivelmente até nos conhecemos porque eu acabei o curso em 59/60, mas ainda continuei a ir ao santo sacrifício da saída das aulas nos anos 62, pois grandes amigos e colegas teimaram a ficar mais uns aninhos, assim como o Rabaça Martins ,o Zamor e o Mogo "Manuel Coelho" como e conhecido no mundo artístico e que por acaso e ai do Algarve,até que me despacharam para Angola. Vem isto a propósito da tal linguagem dos brincalhões e que possivelmente não expliquei bem. É que apenas a consoante alinhava com a primeira vogal, mender seria ME, depois o R, logo seguido do daix que seria DA, linguagem difícil em que os meus amigos Marques, Sanches ou o meu cunhado Corado ainda se lembrem,pois eram peritos nisso. Já agora umas outras brincadeiras dos BRINCALHÕES,tinha muito a ver com TI´Pacheco que fazia uns rebuçados "cada cor seu paladar e que com os mesmos ingredientes fazia uns chapéus e umas pistolas para chupar e que apregoava "pis..pist..pis.tolas a 25 tostões, ora os meninos iam para a Praça usar o mesmo pregão do pist..pist e quando as pessoas olhavam para trás então completavam o tal pregão pistolas a 25 tostões. Eu agora conto isso aos meus dois filhos e a resposta que recebo "o que stupid joke"
Chaves........17-06-2009
domingo, 7 de junho de 2009
Formação Feminina de 1967
As fotografias continuam a chegar até nós para publicação neste nosso cantinho da Net para manter bem vivas as memórias de “ontem”, pena é que nem sempre cheguem acompanhadas de “estórias”, mas a “rapaziada” é muito preguiçosa e tirando duas ou três excepções não tem sido fácil convencer a participar no Blog.
Nesta foto de 1967, que nos chegou de S. Mamede onde vive a Ana Bela, podemos ver além do magnífico exemplar GL-84-83, as meninas da Formação Feminina que são; a Lurdes Santos, a Ana Bela, a Emilia, Conceição Santos, a Alice, a Conceição Moreira e a Regina.
(Não julguem que sou eu que me lembro destes nomes todos, se não fosse a ajuda cá da casa muitas das fotos ficavam sem legendas).
José Ventura
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Dia da Espiga de 1957
Estas fotos da Alda Marques recordam o dia da espiga de 1957.
Segundo as notas tomadas no verso das imagens, estas foram obtidas na Quinta das Janelas, e os participantes, entre outros, são: a Ana, a Luisa, a Melita, a Maria do Rosário, a Alda Marques e Manuela. Os rapazes; o Maia, o Bernardo, o Fernando e o Xico.
José Ventura
Comentário:
Como há pouca clientela eu junto alguns nomes à foto. No chão, em frente o Maia como já foi dito, no meio é o"Lua" logo atrás e o Rabaça Martins e ainda mais atrás o Lino Branco. Do outro lado em pé e o António Barreto"conhecido por Zé dos Calinhos"infelizmente já falecido. O que está a gritar aos lobos,modéstia a parte ,não sei.
Chaves.........09-06-2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Um passeio a Mafra
Estas fotografias são datadas de 18 de Março de 1961 e trazem para o blog a recordação de uma visita de estudo efectuada pelos alunos do Comércio ao Convento de Mafra.
Muitos são os alunos desta época que estão retratados nestas imagens e pessoalmente reconheço alguns mas certamente outros mais identificados com esta “rapaziada” darão uma ajuda.
Esta foto faz parte do arquivo do José Agostinho. Ele que foi um dos precursores dos Encontros dos Antigos Alunos, ultimamente não tem marcado presença a que não é alheio o facto de estar ainda a recuperar de um problema de saúde.
Esperamos por ele no próximo encontro.
José Ventura
Comentários:
Boas tardes !
Venho ajudar a identificar estas meninas simpáticas de quem fui, há uns (?) anos, colega.
Ora vejamos, da esquerda para a direita: Helena Leal, Ester Saenz, Fernanda Tiago, Alda Ramires, Lucília Franco, Arcelinda, Manuela Rebelo, Helena Capataz, Celeste Cruz.
De acordo, rapaziada (e raparigada !) ?Abraços
Noronha.........09-06-2009
Amigo Noronha, tenho alguma pena que o Gil Siopa, não entre neste blog, pois acho que era o único que poderia competir contigo com os nomes completos de todos que andaram nos 50"s princípios de 60. Eu quando aí vou e não me lembro do nome de alguém dos nossos tempos, vou ao Café Central entre as dez e o meio dia e "bingo" lá estou eu informado. Já agora quando fores ás Caldas passa por lá que sempre se encontra caras familiares.
Joaquim Chaves.........14-06-2009







