quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Apadrinhados pelo Malhoa

Há locais no Parque onde tirar uma foto é obrigatório, e um deles é junto à estátua do pintor José Malhoa.
Os Serralheiros de 1962 não foram excepção, como se pode ver nas fotos que o Monteiro nos fez chegar.
Para uma melhor identificação fica aqui também o verso da foto, devidamente carimbada pela papelaria Tália.
Na segunda foto os intervenientes são os mesmos.

Comentários:

Se me permitem...
Aproveito este espaço para desejar a todos os ex-colegas e Exmas Familias...:
Um Santo Natal e um óptimo Ano Novo...mesmo e apesar de...
Um abraço do

Maximino

Aos meus amigos e Serralheiros digo-vos que quando estão com os vossos fatos de macacos até pareçem "outros". Estão muito bem e já agora cumprimentos ao Toino Monteiro, Lobato, Raínho e aos outros dois, Leonel e Fernando que nunca mais os vi. Feliz Natal

Chaves.........12-12-2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

2º Ano do Comércio de 67

Estas fotografias têm várias coisas em comum. Foram tiradas em 14-06-1967, foram reveladas na Fotografia Pereira e vêm todas do álbum da Matilde.
A 1ª Foto, que tem escrito no verso “ Na alegria e sinceridade toda a vida serei feliz”, tem como protagonistas; a Eugénia Falua, a Matilde e a Fernanda Violante.
Na 2ª Foto, tirada na escadaria da Escola com mais duas meninas que não consigo identificar, tem também uma mensagem, "Quantas recordações deixadas pela vida de estudante"
Na 3ª Foto, junta-se ao trio a Isabel Dinis. e a mensagem no verso é " a união faz a força".

Comentários:

Na 2ª fotografia estão: o Padre Naia, a Matilde, a Isabel Dinis, a Fernanda Violante e a Eugénia Falua. Foi tirada no final do nosso 2º ano do Comércio. Éramos quatro inseparáveis, com uma amizade que deixou raízes e perdura bem firme e fresca. A quinta menina um pouco encoberta é a Teresa Monterroso, outra querida amiga de quem há muito nada sei.

Matilde..........06-12-2009


Olá Matilde
Se porventura tiveres interesse em saber algo da Teresa Monterosso, fala com o Jose Manuel Monterroso, distinto Advogado ai da Praça, irmão da Teresa e que naturalmente facultar-te-á as informações que pretendes.
Cumprimentos

Antonio Nobre.........07-12-2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Craques do Andebol

Estas fotografias da equipa do Comércio do ano de 1965, chegam ao Blog vindas do álbum do José Luis.
Destes atletas só consigo identificar o José Luis, o Vitor Silva e o Zé Rosa, que já nos deixou.
Na foto de baixo, os atletas são os mesmos, mas estão muito bem acompanhados pela Fernanda César, a Zélia e outras meninas que o decorrer dos anos já varreu da memória.



Comentários:

Na foto de cima temos o Jorge Barreto, Silvino Mendes (das Cruzes), Zé Luis, Zé Faustino e Artur Coelho.
Em baixo, Zé Rosa (que infelizmente já nos deixou há uns anos), Jaime Costa, Micael e Vitor Silva. Tratava-se da equipa do 3º ano do Comércio.

Vitor Silva......03-12-2009


Eu diria que a "então" a menina no meio da foto em pé é a Lurdes Bernardes.

Chaves.........06-12-2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Trabalhadores estudantes

Já me aconteceu muitas vezes ser abordado por antigos alunos da noite que se interrogam se também podem ir ao encontro anual. Mas é claro que podem, diria mesmo, é fundamental a sua presença, pois só assim se cumpre o objectivo de juntar todos os “ramos” da Escola. Pena é que em matéria de fotos dos alunos da noite, estas sejam escassas, mas é o que temos.
Hoje publicamos algumas relativas a uma viagem à Serra da Estrela com passagem por Castelo Branco, onde os intervenientes eram todos alunos das aulas em regime pós-laboral, como agora se diz.
Os trabalhadores estudantes são o Mário Morgado, o Helder, o Justino e o José Fernando que como bom coleccionador que é, guarda religiosamente estas fotografias no seu álbum.

domingo, 29 de novembro de 2009

De malas aviadas

Este grupo de turistas, de malas aviadas, eram, nem mais nem menos, alguns dos finalistas de 1970, que escolheram a pátria do “El corte inglês” para passear.
Na foto de cima temos o Zé Manel Dória, ?, a Maria José, a quem pertence estas fotos, a Celeste e ?.
Na foto de baixo; ?, Dória e a Luisa Ramires.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Fui ao jardim da Celeste girofé, giroflá…

Olha que bem comportadas que estão as nossas meninas.
A foto deve remontar a 1963, porque se não me engano foi tirada na “Escola Velha”.
Na roda estão as seguintes meninas da formação Feminina:
Saõ Lopes, a Natália, a Alzira Carinhas, Maria do Carmo Soares, e….
A fotografia foi enviada de Lisboa pela Maria do Carmo Soares.


Comentário:

Mais do que na Escola Velha, diria que a foto foi tirada nas antigas ruínas de Pompeia ou Herculano. As meninas, todas vestidas de branco, passariam facilmente por sacerdotisas a executarem uma dança ritual a um deus desconhecido.

Artur R. Gonçalves........27-11-2009

Venho dar o meu contributo porque foram quase todas minhas colegas de turma ou seja finalistas em 66. A seguir à Maria do Carmo está a Beatriz (a viver em Toronto) depois a Alda Capinha, se não me engano, ao lado a Mimi,?...,a Fatima, a Elionora e na frente de lenço nao sei.

Graciela...........29-11-2009

O Z.V. diz que é na escola antiga, e deve ser verdade...mas aonde?.pela sombra do telhado que se vê e as ruínas não é nas traseiras da escola. Será a parte lateral do parque da ginástica paralela à rua da mata que vem da igreja? Nessa altura havia umas pedras ou talvez um edificio antigo. Se alguém souber que diga. Saudações

Chaves........30-11-2009

Eu penso que este local é o chamado recreio das meninas que ficava ali logo quando se descia as escadas. Até me lembro uma vez haver um monte de areia lá, que seria para fazer obras e o pessoal começou a fazer apostas para ver quem se aventurava a saltar lá para baixo e eu como nunca tive medo de nada e tinha a mania de ser pára-quedista, pimba, lancei-me com um chapéu, guarda-chuva aberto, que nem era dos grandes e lá fui eu.
Julgo que a foto reporta ao sitio que referi, se não for olha pelo menos ficam a saber da minha aventura.
Valos lá dar ânimo ao blog para que não chegue ao ponto que o ERO está a viver. Bem haja Z.V. e todos os outros colaboradores

António Abilio........06-12-2009


Olá antigas colegas. Sou a Alda Capinha, Venho desejar-vos umas BOAS FESTAS E UM PROSPERO ANO NOVO. Tenho visto imensas fotos do nosso tempo de escola e que saudades.. muitas das colegas ja nao me recordo, mas e sempre agradavel recordar

Alda Capinha.......19-12-2009


Casualmente, tirei esta tarde para fazer "umas pesquisas" e esta foi uma delas...A melhor deste "meu dia"...
A minha turma! Ver estas "caras amigas". Algumas (poucas) vou vendo,,,,
Ausentei-me de Caldas, aos 20 anos, para casar e regressei, à 2 anos às Caldas!!!
Neste dia da foto, onde estaria eu metida???
Que SAUDADES!!!
Bem, ver este Blog, e recordar "professores e colegas", ver todas esta fotos, foi muito emocionante!!!!
Obrigada a todos!
Agora vou identificar-me: Branca Pereira e irmã da Teresa Pereira - (filhas do Ramiro dos Óculos) Alguém se lembra?
Um abraço a todas as minhas LINDAS AMIGAS!!!

Branca Pereira Caldeira..........02-02-2010

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Aqui nasceu Portugal

Os finalistas de 1968 foram até Guimarães, e sob a esfinge de D. Afonso Henriques posaram para a fotografia que chega ao blog pela mão da Maria dos Anjos, aqui retratada no lado direito.
Os restantes elementos são o Francisco Coutinho, a Fernanda Campoto e a Dulce.
Não sei se será de bom-tom o comentário que vou fazer, mas já ouvi de alguns companheiros que aquelas “botas brancas” deixaram muita gente a suspirar.

Comentário:

Zé, o teu comentário sobre as botas brancas justifica-se sempre, e até é pena, que passados estes anos todos ainda haja um certo retraimento no relembrar, o que certas colegas transmitiam, como se ainda tivessemos apenas 16 anos! «Franchement», somos todos avôs e avós, ou pelo menos poderiamos ser. A pergunta que deixo é: os suspiros seriam apenas pelas botas brancas ? Como não me lembro nada, niet, zero (não fui portanto um dos afectados) da Maria dos Anjos estou à vontade para fazer a pergunta. Lembro-me mais da Dulce mas no ano seguinte, já nas Secçôes Comerciais, onde andava como assistente.

Mas, e voltando às botas, porque não dizê-lo, já as vira numa outra foto do blog, e achei que transmitiam um não sei quê de especial. Seria quem sabe, o espirito do Maio 68 que andava por aqui ? De entre todos os, no masculino claro, finalistas desse ano, e atendendo a que vários entram regularmente no blog, de certeza que alguém me irá elucidar.

J.L.Reboleira Alexandre.........24-11-2009

domingo, 22 de novembro de 2009

As nossas artistas

Pois é… as nossas meninas tornaram-se pessoas de sucesso, elas são escultoras, pintoras, quadros superiores, eu sei lá…Desta vez o destaque vai para uma exposição que a Esmeralda Duarte, a menina das trancinhas, vai levar a cabo na cidade de Leiria.
No próximo Sábado, dia 28 de Novembro, vai inaugurar uma exposição de pintura (óleos e aguarelas), na Galeria da Biblioteca Municipal de Leiria.

“Teria muito gosto que os meus Colegas pudessem estar comigo, neste meu "regresso" às terras do Oeste, para verem uma exposição que designei de "Percursos 2", precisamente por retratar alguns dos meus percursos de vida.
Estarei na Galeria, para vos receber, a partir das 16,00 h de Sábado.”

Fica aqui também uma imagem de um dos quadros expostos, e pessoalmente fico a “torcer” pelo sucesso da exposição.


Comentários:

Olá Esmeralda
Apesar de não me recordar de ti, estarei naturalmente a visitar a exposição tanto mais que resido em Leiria há cerca de 30 anos.
Fui oriundo do Comercio e finalista em 1963 salvo erro.Falar-te-ei e provávelmente até nos conhecemos.
Cumprimentos

Antonio Nobre............23-11-2009


Parabéns menina das tranças do Largo do Turismo.
Não poderei visitar a tua exposição por motivo de compromissos já assumidos mas podes crer que acompanharei o evento desejando-te os melhores momentos que mereces.

A.Justiça........28-11-2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Noticias da Pensylvania

Dos Estados Unidos vem um mail de um antigo aluno. Diz ele:

Olá Amigos
Eu sou o José Almeida Santos, fui aluno da Escola onde terminei o Curso de contabilidade em 1949, julgo que não estou enganado no ano.
Nasci em 1934 e resido actualmente nos Estados Unidos (Pensylvania).
Nas Caldas da Rainha cheguei a ter um escritório de contabilidade com o nome de SORECO
Reparei que se chama Ventura, não será por acaso o José Faria Ventura, um amigo de infância com quem gostaria de entrar em contacto para recordar velhos tempos.

j.almeida_santos@yahoo.com

Jose Almeida Santos

Foto de 1957 - Funcionários da firma Thomaz dos Santos

Fiz algumas pesquisas e para nos ajudar a perceber quem é este amigo, foi preciosa a ajuda do Joaquim Baptista.

Em resposta ao que se refere acerca de José Almeida Santos, antigo aluno da nossa Escola, informo que conheci um José Almeida que não sei se será o mesmo.
Como era mais novo julgo que não nos devemos ter cruzado na escola.
Do que eu conheci posso dar as seguintes referências:
Trabalhou no escritório da Thomaz dos Santos e está na foto de 1957, que se publica. (O
José Almeida Santos é o terceiro da direita, e está com a cabeça inclinada)
Em 1952, quando registei o meu filho, era funcionário do Registo Civil.
A mulher era filha do Sr. Domingos que trabalhou na carvoaria Teodoro Monteiro da Rua do Parque e, mais tarde, foi negociante de madeiras. Parece-me que morou no Coto.
Julgo que também teve um escritório de contabilidade.
Espero que estes elementos lhe sirvam para a sua pesquisa.

J.L.Baptista

Comentário:

A pessoa a que se refere é a mesma , José de Almeida Santos casado c/Maria Helena filha de Domingos e Nazaré residentes no Vale do Couto, e que tinha o Escritório com a designação SORECO, que ficava salvo erro por cima da casa de móveis da Traviata, mais tarde o Escritório do Sr. Miranda que pertencia á NOVIPAL.

Carlos Nobre..........20-11-2009

Era para não comentar pois há sempre alguém que me diz que só falamos no passado. Mas o passado faz parte do que somos agora e o futuro talvez nem exista.
Falando do amigo J.A.Santos algures nos E.U.,apesar de eu ser mais novo 10 anos lembro-me dele e do colega ao lado o José Manuel Clerigo ( ja faleçido)e a seguir o Carlos Parente de Sousa. No meio o rapaz que aparenta 17 ou 18 anos de idade é o Campino Alves que escreve sobre desporto num dos nossos jornais e por detrás dele um meu colega de escola o Artur Estanislau Reis Pimentel filho dum antigo chefe de estação, que ao cair da tarde, ele e a sua esposa assim como o Sr. Joaquim Baptista e esposa davam a volta a pé ao parque em bom andamento e ainda não se falava muito em exercícios fisicos. O segundo da esquerda é uma figura bastante conhecida das Caldas, o Sr, Mário Duarte que trabalhou largos anos aos balcões do T.dos Santos.

Chaves..........30-11-2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Espiga de 1959

A Manuela Pedreiro participa no blog com esta fotografia do dia da espiga de 1959, onde se pode ver o “Calinhas”, a Elisabete Ramiro a Manuela e sentada na relva a Inês.
A julgar pelas casas que são visíveis, julgo que esta festa decorreu na quinta de Santo António, será?

Comentários:

Não vejo a Elisabete há cerca de 50 anos. Tenho a informação, contudo, de que é proprietária da Farmácia de S. Pedro da Cadeira, concelho de Torres Vedras.

Um abraço.

Sanches........18-11-2009


Embora ainda não fosse aluno da nossa escola nesta altura lembro-me desta festa da Espiga, foi fantástica eu tinha 9 anos mas como já disse noutros comentários acompanhava a minha tia e a malta da época dela por isso recordo-me de todos os que estão na foto assim como me recordo de andar a escorregar em tábuas na ribanceira que era bastante íngreme. A festa foi na quinta de Santo António onde mais tarde houve uma “boite” ou coisa no género na estrada de Tornada, mas deve haver colegas dessa época que visitam o blog que se lembram.
O vosso contributo é importante e exercita a memoria.
Um abraço para todos.

António Abilio.........22-11-2009

sábado, 14 de novembro de 2009

Encontro de Amigos

Quando estive em Portugal em Setembro tive a oportunidade de me encontrar com alguns amigos, esta foto que envio tirada na casa do Montez em Óbidos é um exemplo disso.
Estou eu com a minha esposa e o Zé Manuel Dória com a Milú.
Foi muito bom o encontro, revivemos os tempos de escola no local de paragem obrigatória para ouvir o velho Montez a contar estorias.

Bom fim de semana e tudo de bom para todos

Antonio Abilio

Comentários:

Olá Abílio, parece que estavas assustado... ou foi da ginjinha! Por curiosidade andei a vasculhar e encontrei um texto num blog que achei muito curioso, que vou transcrever:"A tradição da ginjinha de Óbidos nasceu no típico bar de seu nome "Ibn Errick Rex", o que equivale dizer, "filho do rei Henrique". Criado em 1957, este espaço deve a sua origem a uma história de amor entre José Montez, natural de Santarém, e Corália, uma jovem obidense.

Inicialmente, o Ibn Errick Rex era uma casa de antiguidades, negócio montado por Montez com o intuito de chamar a atenção da sua amada. Corália tinha também um antiquário nesta vila e assim, decerto notaria a presença de Montez. O negócio floresceu, atraindo diversos clientes, e Montez oferecia a todos os que apareciam na sua casa, um cálice do licor de ginja.

O sucesso foi tal que, a certa altura, as pessoas visitavam-no não para comprar antiguidades mas para beber uma ginjinha. Em 1975, o antiquário vendeu o "Ibn Errick Rex" ao actual dono, António Tavares, que preservou e promoveu as características do espaço e da famosa bebida. Sobre a história de amor, resta dizer que José Montez e Corália viveram felizes para sempre!".

Toda a juventude daquela época,onde eu estou incluída, sabe bem quantas noites interessantes foram passadas a ouvir o velho e saudoso Montez a contar as suas vitórias, levava por vezes,alguns a visitar as "caves da ginjinha" e nunca revelar o seu segredo, claro! Lembro-me de uma vez ele dizer a uma estrangeira que para a bebida ter aquele sabor punha um naco de carne crua e só tirava quando estava branca, cozida pelo álcool!
Imaginem a cara da dita senhora... mas nunca deixou de beber!!!

Não é interessante?
Beijinhos a todos

Lurdes Peça........16-11-2009

Olá Lurdes, não foi susto, já não estou abituado à ginginha e quando a bebo sabe tão bem que até fico com o cabelo no ar. Lurdes é curioso que neste bocadinho que lá passamos o senhor Tavares esteve no grupo, aliás foi ele que tirou a foto, e contou essa mesma lenda que tu também escreveste eu própriamente não fui tão previligiado pelas estorias do velho Montez mas quando visito Portugal os amigos levam-me á lá para matar o bicho, já se tornou um hábito.

António Abilio........17-11-2009

É interessante sim senhor...!!!

O Montez era uma bom contador de histórias e um mentiroso engraçado e compulsivo...

Conta-se que na sua loja de antiguidades, existiam duas caveiras...: uma de criança e outra de adulto...
Um dia, explicava ele a um visitante que a caveira do adulto era do Napoleão (o Montez nunca faria a coisa por menos...!)...depois, chegados à caveira de criança o Montez voltou a explicar, tratar-se da caveira do Napoleão...
O ouvinte naturalmente estranhou e perguntou...: mas como pode o Napoleão ter duas caveiras...?
Então meu amigo, responde o Montez com aquele ar que lhe conhecíamos...: esta... era do Napoleão quando criança...e aquela... era do Napoleão já adulto...!!

Mas o melhor...era mesmo a ginjinha...!!!

Maximino........17-11-2009


Possivelmente estarei aí em Portugal a partir de Março e irei a esse tal café do senhor Tavares e talvez entre em contacto com o Maximino para bebermos uma ginjinha. Gosto imenso dessa estoria que a Lurdes contou e que até pode ser verdade pois também ouvi que no fabrico do Vinho do Porto punham uma vaca (limpa), inteira no lagar junta com as uvas em fermentação para dar mais fortaleza ao vinho. Será verdade?

Chaves.........19--11-2009


OK amigo Chaves é só marcar...!!!

Eu não bebo ginja porque (com pena minha não posso beber...), mas posso sempre acompanhar um amigo (e pagar a ginja, claro...!!!)...
Agora essa história do naco de carne na ginja...essa era mais uma do amigo Montez...!!!
O tal que mandava fazer espadas e escudos, os enterrava no quintal e depois comidos pela ferrugem os vendia na sua Loja de Antiguidades,como sendo do tempo do Afonso Henriques...!!!

Ah ganda Montez...nem ele alguma vez imaginou como a sua maneira simpática de contar mentiras se prolongaria no tempo...!!!

Uma boa dele também, foi um dia ter vendido a um diplomata brasileiro, uma NªSª de Fátima do Séc. XVII...
O pior foi o facto de o diplomata ao chegar à Embaixada e contar a boa compra que tinha feito...lhe terem chamado a atenção para a impossibilidade de poder comprar do Sec. XVII, uma imagem de NªSª aparecida em Fátima nos inícios do Séc. XX...
Se fosse vivo hoje...o Montez teria grande futuro...como político...!!!

Um abraço

Maximino ..........20-11-2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Batas brancas no Parque

Esta magnifica fotografia, enquadrada com o fundo dos Pavilhões do Parque e do Salão Ibéria, vem do álbum da Lurdes Peça, finalista da Formação Feminina em 1969.
As meninas devidamente “equipadas” com a bata branca são; em pé, a Graça Várzea, a Helena, a Clarisse, a Irene, a Maria de Jesus e a Elisa.
Em baixo, A Dolores, a Lurdes Peça, a Graça Bento, a Elisabete Pinto, a Victória e a Lurdes Norte.
Por detrás da “objectiva” estaria provavelmente a Ana Cândido pois é a que falta na turma.

Zé Ventura

Comentários:

Se Eric Rohmer tivesse passado pelas Caldas nesta altura não seria de certeza Laurence de Monaghan, que em 1970, teria ficado famosa, com o seu mítico «le genou de Claire» que pudemos ver na altura, talvez no Condes, talvez noutro qualquer salão da capital do império, e hoje revemos com uma certa nostalgia. Ao ver e apreciar todos estes belos «genoux» acariciados pelo ameno clima do Oeste, teria de certeza posto de lado o «cast» projectado, e repito, Claire teria sido caldense.

O ZV, e outros que poderão aparecer por aqui, dirão se tenho ou não razão sobre a «qualidade» dos joelhos destas garotas !

J.L.Reboleira Alexandre...........10-11-2009

Olá!

Por detrás da Graça Várzea ainda se pode ver um bocado da fachada do cinema "Salão Ibéria", lembram-se?

Beijinhos a todos.

Lurdes Peça..............10-11-2009

Geralmente não comento fotos dos anos 62 ou 63 para a frente, apesar de ter casado com uma aluna que acabou o Comercio em 67, porque fui para Angola e em 66 para o Canadá. A Lurdes Peça e também o Z.V. mencionam o Salão Ibéria como sendo o edifício atrás da foto, o que eu penso que não, pois ele parece estar um pouco encoberto com a vegetação por detrás da Irene e da Maria de Jesus na direcção do coqueiro. A casa maior que se vê era o principio do edifício que continha a vida de Jesus a caminho do Calvário tudo em cerâmica e que agora se encontra no Museu e a outra mais pequena do lado esquerdo, tinha sido uma arrecadação do Sporting clube das Caldas (hoquei), pois o ringue de patinagem era quase em frente.
Por detrás desse edifício morava um dos guardas do parque com a esposa e que se chamava Celestino, que caminhava com uma bengala. Ainda do vosso tempo, mas talvez não se lembrem, quase em frente da entrada da ponte da ilha havia uma casa redonda muito bonita e que também servia para arrecadar os patos. Os guardas na altura eram o Chico Cesar e o Enxuto mais tarde o Frederico que por ser mais novo corria muito atrás de nos que íamos (desviar as ameixas vermelhas que haviam em abundância no parque). Se a memoria não me atraiçoa o nome da dita casa redonda era (o casal Seromenho).Se houver alguém dos 50's que diga algo pois eu posso estar errado.

Chaves..........11-11-2009


O edifício referido por mim e pela Lurdes Peça como sendo o salão Ibéria é o que se vê (mal) ao lado dos pavilhões do parque.O Chaves refere o que fica no lado direito.
Aproveiro para inserir dois postais do mesmo local, de épocas diferentes como se pode observar pela fachada do Salão Ibéria.

Amigo ZV e L.Pessa,como era mencionado que o Salão Ibéria ficava por detras da Graca Varzea eu olhava e não o via, mas hoje com a minha lupa,lá esta ele. De qualquer maneira valeu a pena pois o Zé, mostra-nos estas duas belezas de fotografias que provavelmente muitos de nós não viamos há muito tempo. Zé já agora talvez encontres ai no teu album alguma fotografia da tal casa redonda em frente à ilha e o tal pequeno lago perto dos campos de ténis conhecido por lago das rãs.
Obrigado

Chaves........11-11-2009


O Joaquim Chaves fala na casa redonda que eu não me recordo, mas das outras coisas lembro, das ameixas vermelhas mesmo onde as meninas de batas brancas estão na foto, eu até penso que a razão da Lurdes e as outras meninas estarem sentadas na foto é só para disfarçar para que o Celestino ( Perna Macouca) não dar com elas a comer as ameixas que ele sempre guardava.
Quanto ao ring de patinagem tenho boas recordações dele uma que eu quando era “novito” aprendi a patinar com uns patins que eram do Michael e depois os meus pais viram que eu gostava de patinar compraram-me uns patins e naquele tempo não havia muitos que os tivessem, ainda cheguei a treinar os guarda redes do S.C.das Caldas, também me recordo de ver a equipa do Futebol Clube do Porto jogar contra a equipa das Caldas para a taça de Portugal. Tudo isso acabou, agora a casa de arrecadar os patos não me lembro, mas isto até é um bom exercício á nossa memória. Um abraço a todos.

António Abilio………13-11-2009


A "namorada" confirma que era ela que estava por detrás da "câmara". Uma máquina enorme, de qualidade bem boa, para a época, e uns olhos vivos, que ainda hoje mantêm o gosto pela fotografia.

Orlando Sousa Santos.......13-11-2009


É só um reparo sem pretensões educativas, desculpa amigo Chaves, mas sou Lurdes Peça, com "c" e com cedilha, pois é o apelido do meu pai e consta nos registos de família.
Cumprimentos

Lurdes Peça........16-11-2009

Penso ser este o lago das rãs, referido no blog dos alunos da escola B.Pinheiro.
Não fui aluna da v/escola, mas visito sempre com prazer o v/cantinho, cheio de recordações
da juventude.

O lago das rãs, com a tal casa redonda, á direita; nessa casa havia alguns, brinquedos, deixados pelos refugiados da II guerra, lembro-me especialmente, dum automóvel a pedais

Cumprimentos

(fotos publicadas em
http://www.prof2000.pt/users/avcultur/Postais2/CaldasRainha/105CaldasRainha.jpg )

Maria Fernanda Batalha...........16-11-2009

Obrigado à M.F.Batalha pelas duas fotos do parque antigo, que eu me lembrava e que foi (em minha opinião) um erro terem sido demolidos pois eram lindos e faziam parte da historia do nosso parque. Á colega Lurdes Peca (outra vez sem cedilha) as minhas desculpas mas é que eu comprei ai no Zé um teclado português e mesmo carregando nos devidos botões dão-me sempre sinais errados, talvez eu tenha que pagar um bilhete ao Zé para ele vir cã arranjar isto. Agora essa dos dois SS, é um erro se calhar devido ao nome do locutor Fernando Pessa. Podem-me corrigir a vontade, pois agora já nem sei português nem inglês e ate agradeço não se esqueçam de visitar o Blogue “Águas Mornas” há lindas fotos antigas e modernas Bem hajam.

Joaquim Chaves.......19-11-2009


Olá Quim, depois de ler o teu comentário e ver o teu dilema talvez tenhas uma alternativa antes de trazeres cá o Z.V. o que daria muito prazer.
Há uma maneira de pôr todos os acentos em português mesmo na nosso teclado Canadiano se visitares o site

http://www.scribd.com/doc/2151854/Quick-Reference-Guide-Computer-Shortcuts-Special-Characters
lá encontras todas as combinações desejadas, por exemplo se carregares nas teclas Alt,zero,2,3,1 sempre a carregar no Alt enquanto teclas os números verificas que escreve ç assim como Alt 0227 =ã, etc, experimenta, isto claro sem tirar a oportunidade do amigo Z.V. vir ao Canadá.
Se te puder ajudar estou sempre às ordens. (905-457-6235) ou trluz@rogers.com
um abraço amigo.

Antonio Abilio........20-11-2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Excursão à Covilhã

Do álbum da Luisa Pimenta seleccionámos esta fotografia para ilustrar o Blog.
Reporta a uma excursão, dos alunos dos anos cinquenta, à Serra da Estrela.
Esta foto é curiosa pois no verso tem a assinatura de alguns dos participantes bem como o carimbo da Tália, onde se fazia as revelações destas preciosidades.

Comentários:

Posso acrescentar que ao centro de óculos escuros está o Vasco e a seu lado o Joao Raimundo Madeira Lau (ja falecido), no lado esquerdo em baixo o seu irmão, o Antonio Lau meu grande Amigo e colega desde a primeira classe, e também o irmão do Chico Lau que ainda tem o estabelecimento na antiga Praca do Peixe, conhecido pelo João Vintem.
Além da Luiza está a Irene Serralha e o Zé Felipe e a Silva.
Dos outros escapa-me o nome.

Chaves...........06-11-2009

Meu caro Chaves
O Zé Filipe que dizes, é o Luis Filipe dos Santos Gonçalves e a Silva é a que foi sua mulher, Belmira Araújo da Silva.
E os outros, quem se lembra deles?

Luisa Pimenta.........08-11-2009

Reconheço nesta foto em pé do lado esquerdo o Dr.Varela Pinto antigo professor da Escola.A seguir ao motorista parece-me o malogrado Duarte do Bombarral. A seguir ao Vasco Simões estão a Stela a Belmira a Julieta e o Pepe.
Em baixo ao meio reconheço o Quim de Alcanena. Enfim todos bons colegas do meu tempo que muito recordo.

Pimenta.......08-11-2009


Saudacões à Luisa e ao Pimenta que deram mais vida a este grupo dos 50"s e me fizeram lembrar o Prof.Varela Pinto,que foi meu professor de matemática e também um pouco mauzinho ou talvez eu e outros tivessemos a culpa. Já agora não será o Neves o que está ao lado do J. Raimundo que casou com a Teresa Morgado e o que está atrás da Julieta, o marido dela, ambos trabalharam com a Luisa na Camara?

Chaves.......08-11-2009

Então vou identificar os restantes: entre mim e a Irente está o Carlos José Vicente Rosa (vulgo FABELA). Atrás da Julieta está o Joaquim Ribeiro Pereira, do Bombarral e à frente do Luís Filipe está a Cremilda Gil, actriz, que por ser amiga da Julieta nos acompanhou na excursão.

Luisa Pimenta.......08-11-2009


Isto do blog leva-nos ao passado e a relembrar certos nomes ou melhor dizendo (alcunha)que por vezes se perdem no tempo até que alguém e neste caso a Luisa nos avive a memoria.
O Carlos José, quando moço de escola primaria, era meu vizinho pois morava na Calçada 5 de Outubro e eu na rua das Vacarias, depois seus pais abriram uma casa de pasto quase em frente aos armazens do Tomaz dos Santos. Seu tio, o Sr. Virgilio (taxista na praca),ja falecido,tinha uma grande vaidade no seu sobrinho pois ele formou-se ou como se diz, doutorou-se em algo,(nao me lembro).Esta lenga a lenga tem a ver com o nome FABELA e pode-se dizer que foi um nome muito popular na epoca...

Chaves..........09-11-2009

E o meu pai sabia que a minha irmã foi com estes gandulos todos para a Serra da Estrela?

Sanches........09-11-2009


Sanches. Para tua informação estes
gandulos a que tu te referes, posso eu confirmar, que eram todos meus colegas que estavam no "QUADRO DE HONRA" da Escola.
Bem se vê que não ligavas nada ao "Quadro de Honra".

Pimenta.......11-12-2009

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Visita a Coimbra

Estas fotografias datadas de 26 de Abril de 1972 trazem para o blog a recordação da viagem de estudo dos alunos finalistas, desse mesmo ano, a Coimbra.
Estas imagens estão guardadas no álbum da Anabela Cardoso, que se junta ao numeroso grupo de antigos alunos que têm dado vida ao nosso “cantinho” da Blogosfera.

Zé Ventura


domingo, 1 de novembro de 2009

A visita dos amigos

Com alguma frequência tenho o prazer da visita de antigos alunos da Escola, uns porque descobriram o Blog outros porque algum amigo falou deste “movimento de unificação” dos Antigos Alunos.
Não imaginam o meu “drama” quando sou confrontado com pessoas que não sei o nome e não consigo relacionar as feições actuais com as do tempo de Escola.
Com alguma “mestria” tento apanhar alguma indicação até conseguir uma identificação que me possibilite um diálogo com algum sentido.
Foi o caso do José Carlos Tomás Marques que vive em Famalicão da Nazaré, que não via há muitos anos. Em determinada altura da conversa perguntou-me: Não me estás a conhecer, pois não?
Claro que não, porque quem eu conhecia bem, era o atleta da foto da escola, tenho lá a culpa que tenha mais quarenta anos em cima.

Zé Ventura


Comentários:

Realmente a espécie humana é um ser com características muito especiais. O ZV não tem que se sentir mal por não conhecer o respeitável senhor da esquerda.

Há um nome da minha turma do 1º ano do Ciclo (turma B?)que nunca mais esqueci. O nome é José Carlos Tomás Marques que ainda me lembro como sendo da zona de Alfeizerão. No entanto a personagem a quem pertence o dito nome desapareceu completamente da minha memória creio que no final desse mesmo ano.

Também me lembro que era um dos bons alunos da turma. Depois disso o vazio é total. Só o nome se mantém bem presente.

Como vive em Famalicão, quantas vezes nos teriamos cruzado nas minhas inúmeras visitas à praia do Salgado que frequento desde, creio, 1967 ou 68, quando os acessos até de moto eram dificeis.

Por isso Zé, se conheces o atleta da foto, eu nem isso, lembro-me que esta foto já fora publicada no passado e nela além do Silva Bastos, só reconheço o meu primo Louro e os «selireiros» Daniel e Cardoso.

Abraço

J.L.Reboleira Alexandre.........02-11-2009

Isto não tem nada a ver com a foto agora publicada, mas é curioso que o ano passado em Junho foi publicada uma foto pelo amigo Z.V. com dois amigos de escola e um deles era o Joao Alcino Carvalho. Ora estando eu no aeroporto de Lisboa no autocarro que me levaria ao avião, olho para o lado e de repente vejo naquela pessoa algo que eu ja teria visto antes. Não muito a vontade perguntei-lhe se ele era das Caldas e a resposta foi sim mas como iamos para o avião a conversa ficou por aí.
Ja sobre o Atlantico voltámos a falar e agora sei que ele é meu vizinho em Mississauga e que veio para o Canadá em 1975 e eu em 1966.

Nunca me lembro de o ter visto antes e foi apenas a foto do nosso blog que me chamou a atencao.
A minha memoria tem dessas coisas, por vezes esqueco minutos atrás, outras vezes navego no passado com facilidade.

Chaves..........04-11-2009


Olá Quim
Será que estou certo em dizer que já regressaste de todo para Portugal?
Por aquilo que li fiquei com essa ideia.
Com respeito a teu comentário, olha como é que são as coisa, há uns anos atrás também me aconteceu exactamente a mesma coisa, estou na bicha para entrar no avião de regresso ao Canadá e encontro o João Alcino que nós conhecíamos mais por o João Azeiteiro no bairro do Viola.
E é da minha idade e tu és um pouco mais velho. Eu conheci-o logo porque brincamos juntos quando éramos miúdos, Não há dúvida que o mundo na realidade é muito pequeno.
Quim, é um gosto ler os teus comentários assim como de todos os outros colegas participantes.
Espero que saibas quem sou, embora não nos vejamos muitas vezes eu sou o Abilio

Um abraço

António Abilio.........04-11-2009


E um prazer, aparecer mais um e tu o Toino és benvindo, pois já deste mais um pouco de vida e ate trouxeste a tua prima ao blog. A ultima vez que nos vimos foi no clube de Mississauga quando da vinda da Alexandra ( fadista), ao clube.
Nós por cá no Canadá por vezes só nos vimos numa festa no aeroporto ou então quando alguém dos nossos conhecimentos se vai embora deste mundo. Eu ainda continuo no Canadá só que agora passo mais tempo em Portugal, mas aqui estão os filhos e os netos e eu gosto de passar o Natal com eles.

Chaves............05-11-2009

É verdade Quim! neste pais não estamos cá para fazer turismo, isto tambem é uma terra tão grande que dificilmente nos encontramos muitas vezes só em festas ou em funerais.
Quim bem haja para ti que já chegaste ao tempo em que passas mais tempo em Portugal, do que aqui, eu ainda não cheguei a esta nova etapa da vida, mas tal como tu, os filhos e os netos, estão cá.
Desejo que passes um feliz Natal e prospero Ano, na companhia de toda a tua familia.
Um abraço.do amigo

Toino Abilio.........06-11-2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Alunos de 1970

No melhor estilo “hollywoodesco” este quinteto de alunos posou para a foto guardada religiosamente pelo Luis Inácio.
Estes alunos de 1970 são o Zé Manuel, o Purificação Pereira, o Antero, também conhecido por Asterix, o Luis Inácio e o Luis Silvério, que nos deixou prematuramente.
Curiosamente estes colegas nunca participaram nos encontros anuais dos antigos alunos, quem sabe se no próximo ano em 8 de Maio lá estarão.

Zé Ventura

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Viagem de finalistas 1972

O Luis Henriques enviou estas fotografias que recordam a viagem de finalistas de 1972 que teve o seu ponto alto em Espanha.
Os intervenientes são vários, julgo reconhecer o Clérigo, a Cristina, o Luis e….mais não sei.
Talvez algum dos participantes possa dar uma ajuda.

Zé Ventura

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Classe de Ginástica

Depois de dar tanta volta encontrei esta foto que talvez tenha interesse para o blog.
Trata-se da classe de ginástica do Silva Bastos. Esta foto foi-me enviada pelo Vasco, em grande plano na foto, suponho que no ano 1967, já não estava em Portugal.

Olha eu não me lembro do ultimo nome dele, mas penso que é (Castelhano) sei porém que é filho da D.Irene da Foto Paris.
Zé não me quero tornar chato, mas tenho muito gosto em participar em algo que me trás boas memorias.

Antonio Abilio Frazão da Luz

Meu Amigo António Abilio, não és nada chato, antes pelo contrário, é sempre um prazer publicar qualquer participação sobre a nossa Escola, manda sempre.

O Atleta é efectivamente o Vasco Castelhano, que já não vejo há uns trinta anos, Julgo saber que tem um estúdio de fotografia em Loures?
A foto Paris já fechou há uns anitos.

Um Abraço
Zé Ventura

Comentários:

Obrigado amigo Zé Ventura.
O facto de estar fora e não haver contacto com a rapaziada dos nossos tempos, vai-se perdendo de vista as pessoas e por vezes a memória.
Nunca são de mais os elogios sobre o trabalho que tu executas com este, para mim magnifico meio de comunicação com o nosso passado, bem haja e força para continuares.Um abraço amigo.

Antonio Abilio...........24-10-2009

Olá
De vez em quando "visito" o blog e dou os parabéns ao Zé Ventura. Só há poucos anos comecei a ir aos "Encontros" e felicito também os organizadores. Gosto de ler os comentários que por aqui aparecem, mas nunca me atrevi a comentar, porque me sinto "crua" na utilização deste meio de comunicação. Mas agora,encontrei aqui uma pessoa que não vejo há muitos anos,o António Abílio Frazão da Luz, que é meu primo, o que me deu "alento" para me iniciar nestas "coisas" da net. Tás a ver Zé Ventura que vale a pena o teu esforço?
Então agora se me permitem,o meu discurso vai ser direccionado para esse meu primo que se calhar já nem se lembra de mim.
Eu sou a Mizá (diminutivo, pelo qual era conhecida na família e na escola),filha de um primo da tua Mãe (a prima Otília), o António Venâncio. Na verdade telefonei à minha Tia Esmeralda para me avivar a memória àcerca dos parentescos, porque também ela é da tua família,da parte Frazão. Mas lembro-me dos teus pais, tias e Fanoca e das festas de aniversário em tua casa. Será que te lembras? Ainda tenho postais que toda a tua família me escreveu, quando do meu casamento, (que por acaso já terminou) em 1971. Espero que a partir de agora possamos falar mais vezes. Temos amigos comuns,a Lurdes e o Victor Pessa, será fácil o nosso contacto.
Beijinhos a todos aí. Fala de mim à tua Mãe. Para 1ºcomentário, já vai longo! Peço desculpa a todos...

Mª do Rosário C.Venâncio S.N.Barbosa(Mizá)..........28-10-2009

Mizá minha prima!
Como são as coisas, tens toda a razão, todos os elogios são poucos para o Zé Ventura e companhia, se não fosse por este meio, quando é que nós iríamos ter contacto, de facto este blog é algo que mexe connosco.Mizá, tantas saudades eu tenho de ti e da minha juventude, principalmente da que deixei tão longe e de todos os bons bocadinhos que passamos juntos e com outros colegas, éramos na realidade amigos e todos muito felizes.Mizá por aquilo que eu li no teu comentário sinto vibração e alegria, pois eu também tenho tido tanta emoção desde que comecei a visitar o blog, que não tem explicação, eu sei que escrevo com erros mas não quero saber, nunca me julguei ser o(Saramago) por isso só ter o prazer de comunicar com pessoas que eu pensava que já não se lembravam de mim, tem sido um consolo. Eu vejo nomes de certos comentadores que eu me lembro mas por vezes tenho vergonha e não escrevo porque também não quero ser abusador nem me quero tornar chato, porque o blog é para todos.Mizá sem mais foi um gosto ler o teu comentário de verdade, tinha no entanto gosto de continuar em contacto contigo se assim o quiseres, o meu endereço de email é o seguinte trluz@rogers.com Ficando á espera de noticias tuas com saudades, beijinhos para ti do primo amigo e abraços para todos.

António Abilio..........28-10-2009

Não me lembro do António Abilio, mas como ele diz e se vê pelo email que publica, dá para perceber que é vizinho, e só fala Inglês. Ele percebe !
Num outro comentário que faz sobre o portão da escola, refere-se ao Calheiros Viegas. Ora o João Calheiros nunca foi aluno da escola, e como o mundo é realmente pequeno neste momento encontra-se aqui bem perto de nós e ainda ontem estivemos em amena cavaqueira.
Quanto ao facto do A. Abilio dizer que escreve com erros (meu caro, até os jovens que nunca sairam de Portugal os fazem hoje em dia) ainda bem que não é por isso que deixa de escrever. O mais importante é a emoção que transpira dos seus comentários.
Por isso, continua !
Abraço

J.L.Reboleira Alexandre..........29-10-2009

Amigo, J.L Reboleira Alexandre:
Com muito gosto tenho lido certos comentários seus, já deu para entender que também se encontra neste imenso pais, que é o Canadá, mas não sei em que parte? Eu nesta altura estou em Brampton, mas vivi 27 anos em Toronto onde os meus pais ainda vivem e também vivi quinze anos em Kingston Ontário, como vê sou um legitimo aventureiro, no bom sentido da palavra.
Caro amigo com respeito ao meu comentário sobre o J. Calheiros Viegas é simples eu convivi com ele quando acompanhava com a malta mais velha do que eu assim como o já falecido Luis Piaçá (?) e com a malta do tempo da minha tia Antonieta, enfim eu era um puto, mas lembro-me de certa gente desse tempo, se calhar não há muitos que se lembrem da rivalidade entre o E.R.Ortigão e a nossa escola, por exemplo recordo do Arlindo Rosendo, e outros envolveram-se à pancada porque um menino do colégio piscou o olho à sua Cremilde. Embora eu seja mais novo acompanhava certos acontecimentos, derivado a ter que andar a fazer de "chaparon" á minha tia porque a minha avó me obrigava.
Enfim eu também sei que o João esteve durante alguns anos em Montreal eu nunca tive a sorte de estar com ele, mas sei de outros amigos que estiveram.
Amigo Reboleira tinha muito gosto em o encontrar, se tiver de perto assim como em Toronto ou Mississauga, pode ser que calhe eu já deixei o meu email no comentário anterior se tiver interesse eu estarei ao seu dispor. Eu por exemplo vou várias vezes ao Miss. Club ( Cultural Centre) ver a bola o (Sporting) ou ás danças, se for um dos sítios de sua frequência pudemos lá beber um copo á saúde dos nossos velhos tempos.
Um abraço de amigo.

Antonio Abilio ..............30-10-2009

terça-feira, 20 de outubro de 2009

...E os desenhos da Lurdes Peça

Ora bem, estava eu a consultar o nosso blog e vi os desenhos da Lúcia e disse para comigo: "eu também tenho aquilo", e vai daí vasculhei as minhas pastas de arquivo e eis o resultado!
Alguns desenhos emoldurei-os para pendurar na minha sala, pois sou adepta de ter em exposição obras minhas e dos meus familiares.
O que é engraçado, é que nas aulas de desenho, ao primeiro tempo os motivos estavam fresquinhos para serem desenhados, mas no dia seguinte a configuração era totalmente diferente, como devem calcular...
Daí puxarmos pela ligeireza do nosso traço e no dia seguinte era só pintar e acabar.
O mais interessante é que no fim do desenho acabado, era estilizado e depois preparado para ser bordado nas nossas aulas de oficinas.
Tenho lençóis ainda do meu enxoval a comprovar este facto.
Beijinhos a todos.
Lurdes Peça





Comentário:

Numa altura em que ainda desconhecia a originalidade falsamente «naïve» do Van Gogh, atrevi-me a pintar o céu de amarelo numa paisagem de cores variadas que os meus olhos de daltónico viam como o supra-sumo do rigor naturalista. Não foi esse o entendimento da professora Fernanda Mateus que durante dois intermináveis anos me tentou industriar na arte do desenho e no respeito pelos cânones academicamente estabelecidos. Já esqueci os comentários algo mordazes com que então me mimoseou, mas recordo a linda «bicicleta» empinada (8) com que premiou aquela composição cromática em boa hora extraviada. A habilidade manifestada pela Lúcia & Lurdes nos trabalhos aqui expostos tê-las-á de certeza protegido de uma nega no final do período. Pela parte que me toca, só me resta felicitá-las a elas por terem salvaguardado para a posteridade o fruto da sua criatividade artística, e felicitar-me também a mim por ter tido o discernimento suficiente de não arquivar nada que um dia me pudesse vir a comprometer.

Artur R.Gonçalves.........23-10-2009


Olá Artur!
Obrigada pelo elogio, mas quero dizer-te que devias ter guardado o tal desenho com o céu pintado de amarelo,pois quem sabe,hoje serias um 2ºVincent van Gogh,pelas mesmas razões que o tornaram famoso.Mas alegra-te, pois cães e gatos não veêm em tonalidades de cinza, como pensamos. Eles conseguem ver as cores, mas não todas.Não te preocupes, vês o mundo de outra maneira, talvez mais bonito que na realidade, pois cada vez está mais cinzento...
Beijinhos a todos

Lurdes Peça............27-10-2009

domingo, 18 de outubro de 2009

A Escola Velha ou "Noticias do Canadá"

Quando esta fotografia foi publicada em 16 de Novembro do ano passado, suscitou uma quantidade enorme de comentários a propósito da entrada da escola e localização das oficinas do ginásio, etc…

Hoje recuperamos de novo esta foto para a “cabeça do Blog” porque o mail que nos chegou, mais do que um comentário ao “post” é sinal que os antigos alunos mantêm bem vivas as recordações da época


Olá caros colegas
Depois do Zé Manuel Dória, me falar no blog dos antigos alunos da nossa velha Escola, resolvi dar uma vista de olhos e fiquei bastante feliz em reviver os anos da minha infância.
Desde 1965 que estou no Canadá, ausente há muito tempo, mas mesmo assim vou tentar dar o meu contributo das memórias.
Eu tive a sorte de frequentar a escola em duas épocas, a primeira como visitante a fazer companhia á minha tia Antonieta e suas colegas, Luisa Barros, Teresa Morgado, Cremilde, Teresa Carinhas entre outras e os rapazes de que me lembro da mesma época eram o Galrão, Arlindo, Xavier (Cenoura) o Ramiro, Lobato, Calheiros Viegas e outros.
No tempo em que se jogava ao ring com as raparigas no parque.
Para mim a entrada é considerada o portão ao lado do chafariz das cinco bicas, onde os caloiros eram iniciados por os alunos mais velhos, punham-se uma fila de cada lado da entrada e ai se dava os caldos e pontapés nos novatos. Neste tempo as oficinas de trabalhos manuais eram no primeiro edifício a seguir ao portão que na foto mostra que vai para a mata.
O Saudoso Mestre Adelino Mamede, dava então as suas aulas antes de ir para Peniche.
Já no meu tempo em que frequentei a escola em 1961 as oficinas de trabalhos manuais eram na antiga cadeia onde também começou as oficinas do curso de electricistas, que era a primeira sala quando se entrava depois de passar a pequena ponte que dava o acesso aos salões.
Na de trabalhos manuais tive nessa altura o Mestre Mateus e o Mestre Cadete (Algarvio) mais tarde veio o Mestre Vasco Oliveira irmão do M.Mamede.
São estas as minhas recordações as quais são sempre boas de reviver.
Obrigado por o bom trabalho feito neste blog. Bem-haja aos autores e participantes é saudável manter a memória do nosso passado.
Sou também um antigo aluno da Velha Escola

António Abilio Frazão da Luz


Comentários:

Ora viva António Abílio!
Até que enfim que deste notícias!
Como vais, cada vez mais "cheiinho"
ou é só impressão minha ao ver as fotos do casamento da tua filhota!
Teus pais, vão bem? Estão aí contigo ou nas Caldas? Espero que estejam bons de saúde.
Gostei de ler o teu comentário e saber que andas a acompanhar o "nosso" blog. Vê lá se vens ao almoço para o ano que vem, era engraçado vires com o Fanoca, claro está com as esposas ao lado!
Beijinhos para ti e para os teus pais.


Lurdes Peça...........19-10-2009

Em relação ao mestre de Trabalhos Manuais, eu frequentei a escola desde 1955 a 1961 e não era o Mestre Vasco Oliveira mas sim o Mestre Inácio Oliveira também irmão de ambos os Oliveiras.

Carlos Nobre.............19-10-2009

Viva Lurdes!
Como é bom ter alguém que se lembra de mim depois destes anos todos foi uma grande satisfação saber de ti.
Lurdes, quanto aos meus pais eles estão aqui porque a minha mãe não se encontra bem de saúde, no entanto eu fiz uma visita relâmpago a Portugal mas foi dividida entre Aveiro, Monte Gordo e dois dias nas Caldas.
Tive pouco tempo para visitar amigos, as únicas pessoas com quem eu tive e adorei, foi o Zé Manuel Doria e sua esposa Milu porque eles é que olham lá pela casa dos meus Pais.
No Algarve estive doente com febre, eu que ia com tanta ansiedade para tomar uns banhinhos no nosso mar não tive sorte, no entanto podes pensar que eu estou a inventar, mas também pensei em ti enquanto lá estive mas não tinha o teu contacto.
Prometo que agora que já sei como te encontrar, na próxima vez já não me vais escapar.
Lurdes falas da minha figura, deixa que te diga que as fotos só mostravam que eu estava muito inchado de orgulho de levar a minha filha ao altar. ah,ah.
Quanto a ir ao encontro dos antigos alunos isso era algo que eu adorava vamos lá ver se vai calhar num ano destes, também vou entusiasmar o Fanoca pode ser que ele queira.
Olha Lurdes foi um gosto comunicar contigo continua.
Um abraço para ti e todos os teus deste sempre Amigo.

Antonio Abilio Frazão da Luz ...........20-10-2009

Olá Carlos, talvez não te recordes de mim porque sou mais novo do que tu, mas eu lembro bem de ti desde que eu era miúdo e que brincava por de baixo da janela da tua tia Sofia, mas enfim quanto á tua observação dos Mestres Oliveiras, olha é muito possível que o Inácio também tenham dado aulas, mas eu não tenho memórias disso. Sei que o saudoso Adelino Mamede foi de certeza porque ele veio ao Canadá quando a sua irmã Beatriz cá vivia, até nós revivemos algumas passagens desse tempo. Quanto ao Vasco tambem sei porque eu tive aulas com ele, tambem sei que o proprio irmão Zé que deve de ser para a tua idade mais ou menos, que também deu aulas não de trabalhos Manuais, mas doutra coisa, esse já na escola nova depois de vir do Ultramar (Moçambique).
Um abraço Carlos.

António Abilio Frazão Luz............21-10-2009

Não ficava bem comigo se não mandasse umas bocas. Nunca mais te vi e olha que faz muitos anos. A ultima vez estavas para o lados de Viseu. Ainda falámos mas depois desapareces-te. Tenho estado em contacto com o Fanoca e também estive em casa dos teus pais no Algarve um verão passado. Pois isto é engraçado, é como estar á pesca! Quando menos se espera lá aparece mais um que não dava sinal. Só quero de momento felicitar-te e enviar daqui um grande abraço.

Victor Pessa...........22-10-2009

Caro amigo Vitor.
Pois é verdade Já vai muito tempo nós não tínhamos contacto ou nos víamos pois como tu dizes este maravilhoso meio moderno é fantástico e também concordo com o tua comparação da pesca. Eu desde que comecei a visitar o blog tenho tido tantas e boas emoções, que até me sinto mais novo e rejuvenescido depois de ler e ver tantas caras do nosso tempo de escola, fico contente e saudoso desse tempo.
Vitor quanto á ultima vez que nos vimos em 1978/79 durante a minha estadia em Portugal entre Caldas e Aveiro, apanhei um susto que me fez regressar ao Canadá outra vez. Quando verifiquei que só tinha pago uma parte da licença militar aos 18 anos, porque a burocracia não deixava pagar tudo de uma vez pensei em me apresentar no quartel onde pertencia que era Santarém fui lá para regularizar a situação, qual não foi o meu espanto quando depois do Alferes de serviço ter os papeis todos feitos era só o chefe neste caso um Sr. Coronel assinar e eu estava despachado este mesmo embirrou e não assinou os papeis, pois entendia que a tropa é para se cumprir e não se pagar com dinheiro, assim fez que eu tivesse que ir á inspecção Militar com 30 anos, já depois do 25 de Abril, livrei-me porque não fazia sentido nenhum mas só á custa de umas cunhas que ainda existem. Esta a razão da falta de contacto, depois fiquei alguns anos outra vez sem ir a Portugal mas continue com muitas saudades da nossa terra. Acho que é o mal de muitos Emigrantes.Espero que tu e o resto dos colegas tivessem gostado desta história que foi passada por mim.
Um abraço Vitor do que será sempre amigo.

Antonio Abilio............24-10-2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Os desenhos da Lúcia

Quem não se lembra destes desenhos que eram tarefa obrigatória no ciclo preparatório, pelo menos nos anos sessenta.
A Lúcia Vasconcelos foi ao sótão e desencantou estas preciosidades que como se pode constatar pela legenda no rodapé datam de 1968.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Livro de matemática

Olá amigos
Eu sou o José Brás dos Santos, nasci nas Caldas, mas actualmente vivo no Barreiro. A minha família, pelo lado materno, é 100% Bairro da Ponte. Cheguei ao blog por indicação do meu pai que é o Fernando Santos que escreve para o blog da Escola desde o Algarve.

Não vejo pelas páginas do blogue pessoal da minha geração de ciclo preparatório. Tão pouco factos ou eventos dessa época (1972 a 1974). Desses tempos tento avivar algumas coisas que residem na minha memória, mas ocorre que não tenho nem fotos nem outros materiais comigo. Todavia, encontrei este fim-de-semana o livro de matemática do 1.º Ano do Ciclo.

A curiosidade deste livro é que ele surge no pós-revolução do ensino da matemática pelas mãos do prestigiado Matemático e Professor Doutor José Sebastião e Silva. Começa o livro pelo ensino dos conceitos base sobre conjuntos e números. Aparentemente nada de extraordinário, mas na verdade foi uma verdadeira revolução pedagógica e didáctica, já que a matéria «Teoria de Conjuntos» era uma matéria anteriormente ensinada apenas nos programas do Ensino Universitário.

A releitura do livro após tantos anos apresenta algumas agradáveis surpresas. A propósito de Medição de Velocidades, para introduzir o conceito de velocidade média, o aluno era confrontado com frases como «o caracol desloca-se devagar, mas o rato anda depressa» ou «o boi é vagaroso, mas o cavalo é veloz» e descobria coisas espantosas como «Há aviões – os supersónicos – mais rápidos do que o som.», ou que «o conta-quilómetros indica a distância percorrida que, dividida pelo tempo gasto, dá a velocidade média do veículo». Algo muito importante, que nos levava a ambicionar ter uma bicicleta com conta-quilómetros… só para testar na prática os conhecimentos aprendidos nas aulas (pelo menos para alguns).

Na verdade, após tantos anos, o que me surpreende neste livro é a simplicidade e subtileza na introdução dos conceitos, entre eles, conceitos de cinemática ou de dinâmica, os quais são matérias aprendidas mais tarde, no âmbito da disciplina de físico-química.

Um abraço

José Brás dos Santos

Comentário:

Na passagem da década de sessenta para a de setenta, a «Matemática Moderna» estava na moda. Depois, os inventores desse modismo passageiro aperceberam-se que essa forma de encarar a realidade quantificável era tão ou mais idosa do que a até então tida como «Antiga». Aquela que se leccionava nos diversos graus de ensino. A designação perdeu a força e acabou por cair em desuso. Em 72/74, o meu universo de referências já não se construía nas CdR. O meu baptismo na moderníssima teoria dos conjuntos ocorreu no ICL, lá para os lados da Rua das Chagas. Seria incapaz de reconstituir toda a cultura matemática que ao longo dos anos se me foi atravessando no caminho. Ignorei quase sempre os acenos que me foi dando. Só retive uma parcela ínfima dessa arte de fazer contas que o dia-a-dia me obriga a debitar. Em grande parte, a que o Professor Barreto me ofereceu nos dois anos do ciclo preparatório. É que os tais «Cálculos Comerciais» dos anos seguintes partiram há muito de viagem sem deixar rasto visível atrás de si.

Artur R.Gonçalves........15-10-2009

domingo, 11 de outubro de 2009

Visita a Torres Vedras

Esta foto que o Lobato nos enviou recorda uma visita de estudo à Casa Hipólito em 1962, na altura a maior indústria do Concelho de Torres Vedras.
Não consigo identificar os meninos que aqui se apresentam numa esplanada de Torres Vedras, mas para a “rapaziada” da época não será difícil.

Esta visita traz também à memória a Casa Hipólito, famosa pela produção de candeeiros a petróleo e pulverizadores, entre outros artigos, que no seu auge teve cerca de mil trabalhadores.
Em 2004 teve a sua morte anunciada pois desde 1999, tinha salários em atraso aos restantes 664 trabalhadores e deixou dividas na ordem dos setenta milhões de euros.


















Comentários:

Ainda me lembro desta fábrica que se quedava altiva e de chaminés fumegantes(primeiro saiu cheminé... e eu sei porquê)em Torres, no tempo das viagens semanais que fazia de comboio entre Caldas e Lisboa entre 69 e 73, mas ao ver a foto de baixo à esquerda a minha memória não foi buscar as «lanternas de incandescência a petróleo» como na realidade deveriam ser chamadas, mas sim os saudosos «Petromax», que nos últimos anos da minha permanência no Chão da Parada, representavam já um avanço enorme em relação aos paupérrimos candeeiros a petróleo da nossa infância. O problema maior era que, a camisa era tão sensível que ao mais pequeno movimento mais brusco, e como não estava no vácuo, desfazia-se toda.
Sei que os menino ricos e menos ricos da zona urbana do concelho não conheceram estas maravilhas tecnológicas, mas todos aqueles que começaram as destruir os olhos em noites (curtas, no meu caso) de estudo à luz do petróleo, para sair de uma situação de pobreza que parecia irreversível, não podem de forma nenhuma ficar insensíveis a imagens e «souvenirs» deste tipo.
Felizmente que depois de 1973, já nós tinhamos partido, tudo mudou, e passou a bastar accionar um pequeno botão na extremidade de um fio, que percorria sem beleza nem graça, o exterior da parede de pedra ou adôbe para se fazer luz.

Mas como a vida não é só passado, e aqui por estes lados, as folhas das árvores (uma das maiores e mais conhecidas belezas do Canadá) estão em plena mudança de cor e textura, e o termómetro não vai além dos 6 graus C, amanhâ a esta hora deverei estar nas estradas dos vizinhos do Sul devorando os 2600 Kms que neste momento me separam do sempre quente e aprazível Sunshine State (para o pessoal daí, Florida)e das suas maravilhosas praias, onde nem sequer são necessários os típicos corta-vento da Foz ou São Martinho.

Só vão faltar as sardinhas assadas e o pão de milho. É que segundo muito boa gente o cheiro que delas emana é repelente. Enfim, manias...
Abraço.

J.L.Reboleira Alexandre........11-10-2009


As minhas recordações não são tão nítidas como as do meu amigo JL. A imagem que terei tido da fábrica esvaiu-se por completo. Nem o nome me diz nada. Em contrapartida, tenho bem presente o cheiro a petróleo queimado dos velhos fogões de cozinha e das lanternas de campismo. O ruído ensurdecedor que faziam completa um pouco o quadro desses tempos cinzentos em que a realidade virtual ainda não tomara conta das nossas vidas num simples piscar de olhos. As experiências de vida, por vezes, têm pontos em comum muito fortes. As circunstâncias que os desencadearam é que podem variar. Para quem nunca lidou nem de longe com essas tais «maravilhas tecnológicas», o mundo é de facto encarado de um modo bem distinto.

Artur R. Gonçalves..........11-10-2009

A Casa Hipólito, que chegou a ser o maior empregador do Oeste, é um exemplo flagrante de que as empresas são como as pessoas, isto é, nascem, vivem e morrem. E a Casa Hipólito morreu por manifesta incapacidade de se adaptar ao desenvolvimento e à modernização. Efectivamente, com o advento do gás e enquanto crescia a sua utilização, primeiro pelas famílias mais abastadas e depois, progressivamente, pela classes mais pobres, a Casa Hipólito continuava, paulatinamente, a fabricar fogareiros a petróleo! E quando já ninguém os comprava em Portugal e nos países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, a Casa Hipólito começou a exportá-los para países do terceiro mundo cujos bancos centrais não possuíam as divisas necessárias para fazer face ao pagamento das suas importações.E assim se finou uma das empresas mais emblemáticas da nossa região.Moral da história: empresa ou organização que não seja capaz de se modernizar constantemente acompanhando o desenvolvimento natural das sociedades estará, irremediavelmente, condenada à morte!

Sanches............12-10-2009

Nascido no ano da fotografia, nem por isso deixei de conviver com essas maravilhas tecnológicas. Para um miúdo de seis anos, o sistema de funcionamento do fogão a petróleo representado na imagem era muito curioso e algo intrigante. A Casa Hipólito também faz parte do meu imaginário infantil pelo cavalo-marinho utilizado como insígnia da empresa. Creio que na minha geração eram muitos os que pensavam que existia na natureza um animal marinho chamado hipólito. Só muito mais tarde alguns descobriram que Hipólito significa um género de crustáceos.
Discordo do escriba Sanches no que concerne ao conteúdo da sua «moral da história». No meu entender não é uma questão de modernização, antes uma questão de adaptação a realidades emergentes. Os Banqueiros e os Senhores de Wall Street foram extremamente”modernos” e “criativos”… ora vejam no que deu!

José Brás dos Santos...........12-10-2009

Com o intuito exclusivo de merecer o acordo do José Brás dos Santos queria apenas dizer que, para mim,em termos semânticos, modernização e adaptação a realidades emergentes são, rigorosamente, a mesma coisa!
Não foi, pois, a modernização dos banqueiros de Wall Street que provocou o enorme terramoto financeiro que vivemos mas sim (estaremos de acordo)a enorme criatividade que a indexação das suas remunerações variáveis aos resultados das suas instituições lhes veio a incutir.

Sanches.........13-10-2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Andebol do Comércio

O Limpinho, um Nazareno a viver em Valado de Frades e uma presença sempre bem disposta nos nossos encontros, enviou esta fotografia que recorda a equipa de Andebol da sua turma do Geral do Comércio.
O facto de os atletas terem o nome bordado no blusão facilita a identificação.
Assim, em pé: o Avelino, o Limpinho, o Armando e o Machado.
Em baixo; o Sérgio, o Manuel Isac , o Espadana e o ?
Das meninas que apoiavam esta equipa julgo que uma delas, em baixo, é a Engrácia e ao lado direito o Prof. Fernando a quem carinhosamente apelidávamos de “Fernandinho das Garotas”.
Dois destes companheiros, o Avelino e o Armando, já terminaram a sua viagem pelo mundo dos vivos.
Ficam as boas recordações.

Zé Ventura

Comentário:

O seu a seu dono. As outras duas são; ao centro, a Lurdes Bernardes e a da extrema direita a Saragosa, algures nos Estados Unidos

Chaves............06-11-2009

domingo, 4 de outubro de 2009

Passeio a Setúbal

Com as suas saias compridas e plissadas, eram assim as meninas de 1958, posaram para a posteridade neste passeio a Setúbal.
A Letícia que nos enviou a fotografia recorda os participantes.
Na fila da frente a começar pela Esq.: Matos, Oliveira, Isaltina, Solange, Padre António Emílio, Isabel Morgado, Fátima Marcelino e Leonor Martins.
Na fila de trás não consigo recordar os nomes.

Zé Ventura

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dra. Maria Xavier

Foi no dia 1 de Outubro de 1954 que iniciei a minha carreira de aluno da Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha. Era minha professora de Português uma senhora, de seu nome Maria de Xavier Loureiro, que gostava que os seus alunos, em vez da a tratarem por "Setora", a tratassem por Sra. D. Maria. A senhora adorava poesia e, por essa razão, impunha exercícios poéticos a todos os alunos com alguma frequência. Nesse tempo e porque o ano lectivo no ensino secundário se iníciava a 1 de Outubroio a Sra. D. Maria, para se aperceber da qualidade dos seus novos alunos (presumo eu), mandou fazer uma poesia alusiva ao primeiro dia de aulas.

Porque hoje é dia 1 de Outubro, aqui vai o poema que fiz na altura e que contribuiu para que, durante o tempo em que fui aluno da Dra. Maria de Xavier, ter sido um dos seus discípulos preferidos embora a alguma distância do Noronha Leal e do Leal Pinto (que é feito dele?):

Dia primeiro de Outubro
Um dia que se esvaíu
Ou talvez, a grata recordação
De um dia que já partiu

Nesse dia sem igual
Ao raiar da manhãzinha
O estudante aplicado
Corre p'ra a escola apressado
Como uma leve andorinha

Um sonho leva na mente
Que o faz sorrir ao pensar:
- Como será a escola?
Também lá posso brincar?

- Certamente e porque não?
A escola é o coração
De todos - um querubim!
O preciso é trabalhar
Para podermos mostrar
Quanto valemos, em fim!

Um abraço
Sanches

Comentários:

Evocar o início das aulas equivale a ter, por uns instantes, a ilusão de que somos meninos de 11, 12 anos, que estamos vestidos de calções e de coração apertado...
Evocar também o nome da D. Maria Xavier, para além duma prova de carinho, é para mim, ainda, ocasião de relembrar o quanto, nesse tempo, significava, na Escola, a Língua Pátria que ela ensinava.
É bom, amigo Sanches, voltar a ser, nem que seja só por uns instantes, menino de calções, de coração ansioso, livros novos, lápis afiados e borracha nova ...
Um abraço do
Noronha

P.S. - O Zé Leal Pinto, que encontrei há uns tempos atrás - e que, com a minha mulher, visitei na sua casa de Tornada - foi, durante largos anos, elemento de vulto no campo cultural, na Cãmara Municipal do Porto.
Faz um tempo que o não vejo e gostaria muito de voltar a vê-lo.
Eram dele - que os herdara do Pai - os livrinhos do Capitão Morgan que li, deliciado. Não tinham ilustrações mas eram interessantíssimos. Gráficamente, pareciam o Borda d'Água...

Noronha.............02-10-2009

"...que gostava que os seus alunos, em vez da a tratarem por "Setora", a tratassem por Sra. D. Maria..."

Então meu amigo Sanches...desfaz-me lá uma dúvida...:
Sou eu que estou esquecido ...ou tu já estás influenciado pelos tempos modernos...?

"Setora"...??

Naquele tempo...???

Um abraço do

Maximino.........02-10-2009

Que emoção senti hoje ao consultar o blog e deparar com esta homenagem justíssima à Drª Maria Xavier! Além de sua aluna, em Português e Francês, fui igualmente sua explicanda, em sua casa, ali para o Bairro da Ponte! Foi ela que me preparou maravilhosamente em Latim , a fim de me submeter ao exame do antigo 7º Ano do Liceu.
Como recordo ainda hoje os seus preciosos ensinamentos nas aulas que nos ministrava, sobretudo na disciplina de Português e que tão úteis me têm sido ao longo da vida para bem escrever a nossa Língua!Já casada, estive na "tropa" em Moçambique e trocámos sempre correspondência. Ainda tive aoportunidade de lhe dar a conhecer o meu primeiro filho, numa tarde em que a visitei e em que estava acompanhada pela Drª Matilde Rosa Araújo, sua grande amiga.Nunca me esqueci que fazia anos no dia 1 de Abril, dia das mentiras!
Por tudo o que nos transmitiu e pela sua amizade, Drª Maria Xavier,OBRIGADA!

Fátima valente.........03-10-2009