O que mais dói, relativamente às palermices praticadas na minha juventude, não é havê-las cometido... é sim não poder voltar a cometê-las.
E com esta conclusão ficamos com a certeza que estamos velhos, os anos passaram por nós e nem sequer demos por eles. No entanto nós "Bordalianos", através do que tenho lido no nosso Blog, temos muito orgulho do que fomos, do que fizemos, e… pelo Blog que tem sido desenvolvido e alimentado por todos nós, concluímos, que continuamos a fazer… e que para isso em muito contribuí o seu mentor Zé Ventura que o lançou e nos deu as asas para voar.
Sinto, no entanto, que alguns, muitos, não querem "voar" e não nos acompanham neste "vôo" sabendo, porque recordo, terem essa capacidade.
Será por causa desta nova tecnologia?... não acredito!… e não acredito porque nós pertencemos a uma geração inventiva… hoje compra-se tudo feito… mas naquele tempo pouco havia feito e muito para inventar e criar e desenvolver.
Todos desejamos chegar à velhice e todos negamos que tenhamos chegado, (Velhos? Velhos são os trapos e blá…blá…blá, disfarces!). Isto dos anos não entendo muito bem, todavia foi bom vivê-los, embora menos bom tê-los, e… feliz é quem foi jovem na sua juventude e feliz quem sábio é na sua velhice.
Não, não tenho a pretensão de ser sábio mas convenhamos que sou muito mais sábio do que era nesses tempos e isso já ninguém me tira… bem só se for esse tal alemão Alzheimer… Ora sendo a maturidade do homem (ou mulher) voltar a encontrar uma serenidade como a que tinha quando era muito pequenino, convém também saber que nada passa mais depressa que os anos e principalmente reconhecer, e saber, que envelhecer é passar da paixão para a compaixão e o único meio de viver muito tempo.
Quando se passa dos sessenta são poucas as coisas que nos parecem absurdas, mesmo quando os jovens pensam que os velhos são bobos, nós, pela experiência da vida, sabemos que eles é que o são.
Este Blog veio demonstrar que há sempre um menino em todos os homens.
Quanta alegria, quanta saudade, quanto sorriso de felicidade brotou do nosso ser ao reviver-mos e ver-mos, através de fotografias, cenas do passado.
Em jovem andamos e caminhamos em grupo, em adultos em pares e agora em velhos andamos sós. Assim sempre foi, assim sempre será porque agora temos todo o tempo do mundo e os jovens têm todo o mundo para descobrir, só precisamos saber, para sermos mais felizes, que as iniciativas dos jovens valem tanto quanto a nossa experiência da vida.
Quantas vezes ouvimos aos mais velhos, "quando chegares á minha idade logo verás", bem, já cheguei a essa idade e não vejo nada, a não ser que a idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, mas com muito mais esforço.
Tudo isto para concluir que afinal nunca se é velho…
A.Justiça
Comentários:
Bonito texto do Justiça, digno de uma aula de Sociologia. E no entanto quantas vezes ao ler noticias que me chegam do meu país apanho com frases deste tipo:
- O idoso teve isto ou aquilo...
Mais à frente noto que o fulano em questão tem mais ou menos 60 anos. Detesto dizer que isto aqui é que é bom, etc..etc..conhecem a canção tão bem como eu. Mas para os que não sabem, a geriatria aqui só se aplica bem depois dos 70 e mesmo isso...
Como exemplo, anualmente um dos jornais cá da praça tem um concurso cujo título é:
- Manequim, por um dia!
Sabem que tanto podem participar crianças com 4 anos, como adultos com 70 ? E as fotos de todos os participantes são publicadas sem qualquer tipo de descriminação.
Espero que numa das minhas próximas visitas à terrinha, nenhum desgraçado tenha o desplante de se dirigir à minha pessoa nesses termos, pois terá de me ouvir.
Mas a culpa é da sociedade em que se está inserido. Teria eu os meus 15 anos e numa boa futebolada na praia de Salir levei um encosto mais forte de um dos colegas mais velhos, que teria na altura cerca de 40. A reacção do miúdo que eu era foi esta: velho da porra!
É claro que levei um murro na cara, que na altura doeu, mas hoje acho que foi bem dado e até gostaria de saber quem mo deu, para lhe agradecer.
Isto tudo para concluir que vivo numa sociedade que tem um certo respeito pelas pessoas mais velhas, e que esse respeito passa muito pela forma como certos estereótipos são combatidos no dia a dia de cada um!
J.L.Reboleira Alexandre.........03-02-2010
AFINAL..........
SEMPRE HÁ JUSTIÇA EM PORTUGAL
Pelo menos no nosso blog, temos um A. JUSTIÇA, (que não tenho o prazer de conhecer), que com toda a justiça e propriedade, nos dá um conceito de velhice, de modo a chegarmos à conclusão que, estamos novos por estar vivos, e que a velhice....é uma grande "chatice".
Trocadilho à parte, amigo Justiça, estou de acordo consigo. Há velhos novos.... e novos velhos. Eu prefiro pertencer aos primeiros.
Quanto ao não haver muitos "velhotes" a acompanhar-nos, julgo ser justificável pelos contactos que tenho. Eis a razão:
O nosso blog tem poucos aderentes, mas os que aparecem a navegar, são marinheiros de alto mar. Navegam nas ondas maviosas de qualquer oceano, com vocabulário rico e bem sonante, pondo em sentido os que têm mais dificuldade em se expressar.
Faço um apelo aos colegas "escondidos". Estamos neste mundo para aprender uns com os outros, e é uma felicidade ter colegas que nos deliciam com a sua escrita.
Eu não tenho medo (nem vergonha) de aparecer, e como tal aqui estou. Cada um dá o que tem e a mais não é obrigado.
Um abração para a rapaziada do meu tempo, e não só.....
Mário Reis Capinha.....03-02-2010
Amigo Capinha
O que escrevo pouco ou nada tem de literário.
Definitivamente escrevo conforme falo. Talvez um pouco aos “arranques e paragens” … defeito meu mas também sei que não consigo ler Saramago, o homem escreve tudo de seguida, num fôlego e ás páginas tantas dou comigo a pensar… mas afinal o que está ele a dizer? É, é defeito meu. Não tenho intelectualidade suficiente para descortinar o conteúdo das palavras e muito menos das frases que elas formam.
Prefiro a escrita do Camilo. Terra a terra, sem sofismas e altos voos de performance literária. Sou assim, que se há-de fazer. Aturem-me se quiserem… se não quiserem, obrigadinho por este bocadinho e “by-by”.
E por outro lado, o homem também diz e escreve cada calinada que por vezes fico de boca aberta a tentar perceber como pode um “Prémio Nobel” meter-se em tamanhas alhadas. Feitios.
Já o Camilo e o Sousa Tavares e… outros, não são assim. Ainda bem. Que haja alguém a escrever para gente simples. Mas digam lá, sinceramente, a escrita para todos não é mais agradável?
Porquê lhaneza se o mesmo é simplicidade. A primeira só alguns sabem a segunda toda a gente sabe o que é. E convenhamos, é muito mais bonito e perceptível.
Gostei do seu apelo à escrita, lançado a todos e ouso fortalecer esse apelo através do que atrás escrevi. Simples... sem ser "simplex"...
Bem, bem, por outro lado quando estiverem fartos do que escrevo… aos repelões… digam e eu dou-vos o merecido descanso.
Que “chato” que o homem é!
Ai sou “chato”, então adeus, até ao meu regresso… aonde é que eu já ouvi isto?
A. Justiça.......03-02-2010
Uma boa prova de jovialidade de espírito é aceitar as inovações sem ficar amarrado ao consagrado. Há lugar para tudo e para todos: Camilo /Saramago e até o Sousa Tavares. Gostaria de acrescentar outros nomes, mas não saberia por onde começar nem por onde terminar. O passado e o futuro não são inconciliáveis. Passam sempre por um presente passageiro que, por vezes, até é o nosso. A principal qualidade da literatura é que não se impõe a ninguém. Só lê quem quer. Nada me impede de fechar um livro se o prazer de o folhear se me escapar. Os profissionais da crítica é que são obrigados a chegar até à última página. Só assim poderão tecer um juízo de valor justo. Com a escrita acontece o mesmo. Cada um escreve como sabe ou como lhe sai no momento. O segredo está em saber escolher o caminho mais agradável para uma actividade e para a outra. Tudo isto em plena liberdade. Espero que o Blog continue a funcionar sem constrangimentos de ninguém. O confronto de ideias e de estilos de o expressar só nos enriquecerá a todos. A leitura e a escrita não garantem a felicidade a ninguém mas dão uma satisfação imensa a quem as pratica sem preconceitos de espécie alguma.
Artur R. Gonçalves..........04-02-2010
Amigo Justiça, ser velho ou não ser, tudo depende dos olhos de quem nos vê. Quando me encontro com um colega "não digo colega do antigamente" porque assim estaria a dizer que sou antigo, mas sim colega dos meus tempos. Há sempre um ou outro que diz "eh pá estás com um aspecto porreiro, mas... há sempre um outro alguém que diz "eh pá os ares para onde foste deram cabo de ti e assim...por aí fora e esquecem-se que estão dentro do mesmo circulo, o que é bom pois assim ficam convencidos que ainda são ou estão jovens. Numa outra passagem do blogue pergunta-se a respeito do "aposentado, reformado, retirado, lá o que queiram chamar e isso é sinónimo da "ternura dos 60's " o que não quer dizer "velho". O amigo Reboleira diz que por estes lados do Atlântico só se é velho a partir dos 70's, mas eu embora não discordando, também não concordo 100% pois quando se trabalha numa empresa em que andam 100 "cães"a um osso levamos com o lindo "piropo", o que é que andas para aqui a fazer? Por vezes até são os jovens a quem nós demos toda a nossa sabedoria que já nos vêem como um entrave para a sua carreira. Para nós que já estamos nesta "ternura" é melhor seguir uma máxima de alguém que dizia " não contes os teus anos, mas sim faz com que os teus anos contem". Se reparar-mos bem, quando nos dizem para fazer algo, não será por vezes uma resposta da nossa parte "eh pá, já estou velho para isso"!. Eu por vezes não sei escrever simples ou complicado pois faltam-me certas palavras e tenho que fazer uma manobra para as substituir mas não quero dizer que não tente e o blogue tem sido uma grande ajuda. Eu venho muitas vezes ver o que há de novo, mas confesso estou sempre à espera que apareçam, alguns da minha geração e noto que há poucos e eu talvez saiba porquê. Durante muitos anos eu achava que não necessitava do computador pois era tudo em papel, até que um dia na empresa onde trabalhava, me foi dito que a partir de certa data tudo seria feito no computador e eu como encarregado teria que fazer ordens de material, ter as horas de todos que trabalhavam no departamento em dia e mais....Assim tive que aprender o mínimo para me desenrascar. Se não fosse isso e eu não estaria aqui neste momento a escrever . Certamente muitos dos meus colegas da época seguiram a lógica do não valer a pena e agora mesmo que queiram dizer algo não tenham essa facilidade. Sem mais podem saber que continuo a ser jovem de espírito e que viva o SPORTING mesmo depois da "cabazada" 5 a 2
Chaves .........05-02-2010
Nem mais amigo Chaves...: E que viva o Sporting...!!!
Acerca dessa ideia de que se é velho, eu devo dizer que me agrada mesmo muito ser velho e mais me agradará, poder dizer e ouvir...em cada ano que passa (se tiver essa sorte, que eu considero uma Graça de Deus...), que estou velho...
Pois estou, sorte a minha...outros que conheci e alguns foram colegas "dos nossos tempos..."...já cá não se encontram para dialogar connosco, resta-nos apenas, porque eramos seus amigos...mante-los vivos nas nossas memórias...!!
Um abraço para todos/as..
Maximino ............05-02-2010
A mais novinha faz 28 anos.
Meu Deus como o tempo passa.
Espera lá! Se esta faz 28 a mais velha já estará perto do 40! Mas se ela está perto dos 40 tu, tu… há muito que passaste os 60.
E repreendem-me elas quando digo, - Estás velho, meu velho.
Não sei porquê, elas se aborrecem comigo quando digo isto. – Oh pai tu não és velho! Não digas isso.
Claro que não. Mas é claro… já não sou velho… pois é, não, não sou velho sou sexagenário. Que alegria… já deixei de ser velho… mais uns anitos e passo a septu.
Chegarei lá? Não o melhor é saber se quando ele chegar ainda cá me encontra.
Se encontrar faço-lhe uma daquelas momices que fazia quando era menino… polegar no nariz e os outros bem esticados para cima e… nhã, nhã, nhã… nhã, nhã, chegaste atrasado… e cantarolando direi… eu já cá estava.
O que eu vou gozar com o septuagenário se isso acontecer.
Hei-de irritá-lo. Irritá-lo de tal forma que ele terá de me fazer esperar pelo octo para o largar de mão.
Aí eu tomarei a mesma atitude com o octogenário. Irritá-lo até…
A. Justiça........20-02-2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Será que estamos velhos?
domingo, 31 de janeiro de 2010
Cada um com o seu par
…Cada um com o seu par, porque está o baile armado.
Não se sabe se os pares mostravam os seus dotes de dança ao som de Roberto Carlos, Nelson Ned ou Cliff Richard, o que é certo é que não eram “pés de chumbo”.
Estas fotos do Rogério Guimarães e do Quaresma, sobre bailes fazem-me recordar as diversas “matinés” que se faziam aos Sábados à tarde, nas mais variadas garagens.
Desse tempo em que o Vinil era rei e as cassetes faziam as primeiras aparições, fica a nostalgia daquelas tardes memoráveis.
No caso destas fotos julgo foram obtidas numa festa da Espiga, por alturas de 1967.
Artur R.Gonçalves.........01-02-2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Corpo Docente - Recapitulando
Vamos lá pôr um ponto de ordem nestas memórias.A tabela que se segue é o resumo de alguns palpites incluindo os meus.
| Nº | Professor | Nº | Professor | ||
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Paulo Trindade (Na época Padre) | 29 | Isabel Correia | ||
| 2 | Flor da Silva | 30 | . | ||
| 3 | Lalanda Ribeiro | 31 | Bento Monteiro | ||
| 4 | Moniz Barreto | 32 | Elvira Bento Monteiro | ||
| 5 | . | 33 | Ermelinda | ||
| 6 | . | 34 | . | ||
| 7 | Ligia Realinho | 35 | . | ||
| 8 | Pinto Correia | 36 | Paiva | ||
| 9 | Mestre Mateus ?? | 37 | . | ||
| 10 | Mestre Raul | 38 | Joaquim Sarmento (Seringa) | ||
| 11 | Vieira Lino | 39 | . | ||
| 12 | Mestre Cadete | 40 | . | ||
| 13 | Eduardo Loureiro | 41 | Otilia | ||
| 14 | Sotto Mayor | 42 | Julieta Paiva | ||
| 15 | Maria Xavier | 43 | Eng. Vendas | ||
| 16 | Marilde | 44 | . | ||
| 17 | . | 45 | . | ||
| 18 | Margarida Ribeiro | 46 | Calheiros Viegas | ||
| 19 | Mestre Pólvora | 47 | Jorge Amaro | ||
| 20 | Silva Bastos | 48 | Eng. Piriquito | ||
| 21 | Apolinário Soares | 49 | Emidia | ||
| 22 | Realinho | 50 | Rosa Faria | ||
| 23 | Nicole Loureiro | 51 | . | ||
| 24 | Deolinda Ribeiro | 52 | . | ||
| 25 | Maria do Céu | 53 | Teresa | ||
| 26 | Alice Freitas | 54 | . | ||
| 27 | . | 55 | . | ||
| 28 | João Correia (Calmeirão) |
Por engano referia que a foto datava de 1969, efectivamente é de outubro de 1964, foi obtida durante a inauguração da Escola.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Corpo Docente - II
Julgo que seria interessante identificar todos mas, para isso, parece-me talvez fosse útil um esquema de numeração, para que não nos repetíssemos e fosse facilitada a identificação a quem visita o blog e não é desse tempo. Eu reconheço quase todos ...Deixo o desafio para o esquema, depois dou uma achega (grande).Alguns marcaram-me muito (Jorge Amaro, Elvira Bento Monteiro, Alice Carvalho Freitas, Maria do Céu, etc.).Fico à espera do esquema !!!O Orlando Santos pediu, e cá está, ficamos à espera da identificação de todos.
Comentários:
O meu contributo, com a ajuda do Elísio, e algumas dúvidas:
1 – Pe. Paulo Trindade Ferreira (falei há dois com ele);
3 – Prof. José Lalanda Ribeiro, querido Mestre e Amigo;
4 – Prof. Abílio Moniz Barreto, meu Professor, de minha Mãe e de meu Tio;
10 – Mestre Raul;
11 - Dr. Jovalino Vieira Lino;
13 – Escultor Eduardo Loureiro;
14 – Dr. Leonel Sotto Mayor;
15 – D. Maria Xavier;
16 – D. Marilde;
17 – Esposa do Dr. Paiva(?);
18 – Drª Margarida Ribeiro;
19 – Mestre Pólvora;
20 – Prof. Silva Bastos;
23 – Mme. Nicole Ballu-Loureiro;
24 – Drª Deolinda Ribeiro;
25 – D. Maria do Céu Sousa;
26 – Drª Alice Freitas;
28 – Dr. João Correia;
29 – Drª Isabel Correia;
31 – Dr. José Manuel Bento Monteiro;
32 – Drª Elvira Bento Monteiro;
36 – Dr. Paiva;
38 – Dr. Joaquim Sarmento;
43 – Eng. Venda;
47 – Dr. Jorge Amaro;
48 – Eng. Periquito.
Um abraço.
Matilde.........28-01-2010
Entre os presentes na foto além dos muitos que reconheço mas da memória já se vareram os nomes, e outros já não são do meu tempo lembro-me ainda
3-Prof.Lalanda
4-Prof.Barreto
1o-Mestre Raúl
11-Dr.Vieira Lino
14-Dr. Leonel Sotto Mayor
15-DrªMaria Xavier
21-Metre Apolinário
22-Mestre Realinho
31-Dr. Bento Monteiro
38 Dr-Sarmento
48 Eng.Piriquito
43-Eng.Vendas
Carlos Nobre.......28-01-2010
Complementando as identificações da Matilde Couto e do Carlos Nobre, aqui vão mais alguns:
7 - Drª. Lígia Realinho
12 - Mestre Cadete
33 - D. Ermelinda
41 - D. Otília
49 - Drª. Emídia
50 - D. Rosa Faria
Julgo que a Drª. Julieta Paiva está no lugar 42 e não no 17, como indica a Matilde.
Já faltam poucos ...
Orlando Sousa Santos.......28-01-2010
O Elísio julga que o 9 é o Mestre Mateus.
De facto, tinha identificado a D. Ermelinda no 33 e esqueci-me de a mencionar. Foi colega da minha Mãe na Escola e foi minha professora e do meu filho mais velho, Ricardo.
Matilde ..........28-01-2010
O 46 é o Dr. Calheiros Viegas. o 8 é o Eng. das disciplinas de electricidade, fisica e quimica que também era dos antigos serviços da antiga Seol, ? Correia. O 9 parece-me o Gabriel.
Chaves.......29-01-2010
Fiquei bastante surpreendida com a vossa memória, não identificaria metade destes nossos grandes professores!
No entanto, verifico que falta reconhecer o número 8.
Não tendo sido meu professor, conheci-o desde que nasci, pois era meu vizinho. Trata-se do Engº Pinto Correia, pai da "Leninha Arroz".
Creio não estar enganada.
Fátima Valente.......29-01-2010
Como vês, Zé
Este Blog está cheio de surpresas. Esta fotografia que publicaste e as respostas recebidas são prova. Após cerca de 50 anos volvidos sabemos os nomes dos nossos mestres bem como a matéria que ministraram.
Será que daqui a 50 anos, os que hoje recebem aulas, recordarão com tanta clareza os seus mestres? Não acredito, pois os políticos conseguiram transformar os professores em nómadas, quais “ciganos” saltitando de escola em escola, de cidade em cidade, onde nem sequer têm tempo para criar raízes e muito menos deixarem rastos de amizade.
Transformaram o ensino numa profissão industrial e comercial retirando-lhe o prazer de ensinar e aprender, conhecimento e dedicação, amor e prestígio.
“Aprende donde vens, antes de saberes quem és e para onde vais.”
È uma máxima há muito esquecida. Veremos… ou talvez não… que tais filhos estamos a deixar que o Estado crie para a Nação.
Um abraço
A. Justiça.......29-01-2010
Parece-me que o nº 2 é o Mestre (?) Silva que dava aulas oficinais ao 3º ano dos serralheiros.
Na fotografia publicada em 18 de Março de 2008 - terça-feira - que mostra uma aula de oficinas, na Escola-Nova, está o Mestre Silva.
Outros professores de que me lembro mas que não consigo reconhecer na fotografia são: Mestre Dordio, Dra. Maria Fernanda (esposa do Mestre Mateus) e aquele Senhor, não recordo o nome, que tinha um estabelecimento de produtos e máquinas para escritório ao lado da garagem dos Capristanos/Claras.
Um abraço
A. Justiça.......30-01-2010
Ná...a minha memória não me ajuda nesse exercício...!!!
Se eu estava convencido que ia fazer 66 este ano, quando afinal serão (graças a Deus...) 67...como me iria lembrar agora, desses nossos mestres doutros tempos...?
Abraço e parabéns...!!!
Muita cabecinha de fosforo vocês comem...!!!
Maximino.........30-01-2010
Caros AMIGOS
creio que o Nº2 seja o mestre Flor da Silva(serralharia)
Um abraço
A.Gandaio...........30-01-2010
Parece-me que o 37 é o Professor de Canto Coral que sucedeu ao Padre Renato; não consigo lembrar-me do nome.
Matilde........30-01-2010
(Não vou adiantar nada mas vou entrar)
O Colega e Amigo Maximino não se lembra? Vá lá, faça um esforço.
Mais uns anitos tenho eu (sou da colheita de 1938), e ainda me recordo de quase todos.
O Prof. Lalanda foi o meu 1º professor, na 1ª classe da Instrução Primária.
O Prof. Barreto, Dr. Leonel Sotto Mayor e Dr. Sarmento ainda foram meus professores na Escola Comercial. Que saudades destes HOMENS que marcaram tanto a nossa adolescência.
Quanto ao Mestre Raúl, é "rapaz" do meu tempo de Escola, pelo que seremos +/- da mesma "colheita".
A maioria dos outros Professores, foram do meu relacionamento em contactos diversos nas Caldas.
O tempo passa, mas as boas recordações ficam gravadas.
Cumprimentos para todos, e grato aos Colegas que colaboraram na identificação.
Mário Reis Capinha..........30-01-2010
Amigo Capinha o ser mais novo às vezes não ajuda muito...!!!
Mas já agora vou "desajudar"...
A colega Matilde pergunta se o nº37 não será o Professor de Canto Coral que substituiu o saudoso Padre Renato...
Eu creio não estar enganado, mas parece-me que nesse tempo o prof. de canto Coral era o Herminio Maçãs, que era muito mais novo do que o nº 37 aparenta...mas possivelmente sou eu que estou enganado...!!!
.......
(1 hora depois)
Não há mesmo quaisquer dúvidas de que em matéria de memória...vou ter que fazer muito mais exercício...
A possível "descoberta" que eu tinha feito de dar nome ao Professor de Música...esqueçam...
O Hermínio Maças por esse tempo já não era professor na Escola, mas já se encontrava no serviço militar...!!!
Decididamente...desisto...!!!
Maximino.........31-01-2010
E, lá em cima, o 51, talvez seja o Professor Vaz Fontes.
Matilde.....31-01-2010
Como pode o Professor Herminio Maçãs, em 1964 - data da fotografia - estar na tropa se em 1960/61/62 foi meu Prof. de Português?
Nessa altura ele era novo... mas não tão novo!
Fazendo contas...se assentou praça com 21 anos, o que era normal, em 1960 teria 17/18 anos!
Um abraço
A. Justiça..........01-02-2010
Meus amigos, vocês não têm memória, têm chips INTEL (dos melhores, claro...)na cabeça. Eu se reconheci dois ou três foi o máximo, por isso nem tive coragem de responder ao post. Nada de desencorajar Maximino, há quem esteja bem pior.
J.L.Reboleira Alexandre...........01-02-2010
Amigo Justiça...
É que eu como não confio totalmente na minha memória ram, nem tão pouco no meu processador...
Fui à fonte...isto é, falei mesmo com o dito...
E a verdade é que o Hermínio Maças, não chegou a estar na Escola Nova...não lhe foi dada espera no serviço militar e teve mesmo que alinhar...!!!
Maximino.......02-02-2010
Olá pessoal.
Já vai algun tempo que não participava no nosso blog, pois foi tanto tempo que até me esqueci do password para poder comentar, enfim isto reflete simplesmente a minha idade que já vai pregando algumas partidas de memória ou falta dela, mas como gosto de a manter na melhor forma possivél, assim visito o nosso blog, pois para mim é uma maneira muito gratificante de fazer exercicio para a minha memória.
Falando em exercicio não podia deixar passar sem elogiar o nosso incansável Zé Ventura por este excelente exercicio que ele nos trouxe o qual também digamos que envolveu alguns colegas que nem sempre participam mas como o desafio era de verdade bom o fizeram e com bons comentários.
Embora eu não possa ajudar muito sobre as fotos, a única coisa que posso dizer é que como outro colega também não consigo dar com a cara do Mestre Mateus nem da sua esposa Dona Fernanda, fora isso só me resta agradecer por o belo exercicio, ainda há alguém que diz que as fotos não devem ser tão utilizadas no blog, pois eu acho que tudo, tem o seu próprio valor e acho que neste tema temos a prova em que as fotos também dão a sua mais valia.
Obrigao Z.V.
Um abraço para todos.
Antonio Abilio...............27-02-2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
A Festa da espiga
Estas fotos reportam ao Dia da Espiga de 1967 e têm a particularidade de ambas pertencerem aos álbuns do Ramiro Ruas e da Fátima Valente
São muitos os colegas que consigo identificar, mas o que na verdade ressalta destas imagens é que as comemorações do Dia da Espiga eram uma festa de grande popularidade, não só entre alunos mas também professores, conforme se pode constatar nas fotos.
Comentários:
Participei uma vez, que me lembre, no Dia da Espiga. A romaria fez-se, esse ano, para os lados de Santa Catarina. O percurso traçou-se por caminhos de cabra e terminava num qualquer pinhal das redondezas. Os nomes exactos dos locais varreram-se-me por completo. A palavra Couto ainda me soa na memória. Cada um levava o seu farnel que em nada se assemelhava aos magníficos piqueniques que a Enid Blyton nos descrevia nas «Aventuras dos Cinco» e nos fazia crescer água na boca. Guardo a imagem de uma taça com morangos cobertos com chantilly. Alguma das se’toras/meninas terá querido dar um ar mais requintado à merenda. Os papossecos com chouriço ou queijo flamengo deveriam predominar. A presença do corpo docente também não permitiria grandes liberdades nas bebidas. Uns pirolitos ou laranjadas já não seria mau a alternar com a água da ribeira. Entretanto, ainda se apanharia uma espiga de trigo, um ramo de oliveira, malmequeres brancos e amarelos, a indispensável papoula vermelha e um cacho ainda verde de uva. Era uma razia por esses campos a fora. A «espiga», depois, lá ficava atrás de uma porta à espera do ano seguinte, quando tudo se voltava a repetir, inexoravelmente, a cumprir a tradição...
Artur R. Gonçalves...........26-01-2010
Na 1ª foto ainda estava de olhos abertos! Na segunda já não me aguentava de pé!
não sei o que se passou, talvez fosse o vento!!!
José Louro Costa.......27-02-2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
O Senhor Director
Se bem se lembram.
Na Escola velha a cantina situava-se numa zona inferior à entrada principal, isto é, era necessário descer uma escadaria exterior ao edificado para se alcançar o nível da cantina.
Nesse mesmo nível havia uma zona ajardinada, relva, arbustos e o principal, uma ameixeira que dava umas ameixas pequenas e roxas.
Contornando essa área ajardinada um passeio em pedra portuguesa que dava acesso a uma pequena ponte de madeira e passando por ela entrava-se nas oficinas dos serralheiros onde “reinava” o Mestre Raul Silva.
Não, não vou contar “peripécias” do Sr. Mestre Raul, fica para outra ocasião, uma ocasião mais especial como especial era, e continua a ser, para nós que fomos seus educandos, esta personagem que se implantou no nosso imaginário como um “herói de um livro da terra do nunca”.
A cena que vou contar tem como adereço a dita ameixeira. Não recordo o ano mas já devia frequentar o primeiro ano dos serralheiros, portanto já seria um “rapazão”. Estava eu bem empoleirado na “dita cuja” comendo os seus frutos quando deixo de ouvir o bulício dos meus colegas que na galhofa me encorajavam a continuar e pedindo que deixasse cair uma ou outra. De repente o silêncio. Estranho e absoluto. Olho para baixo e vejo um Senhor de fatinho vestido, engravatado e chapéu na cabeça que me diz, com voz suave.
- Desça daí menino.
Desci e coloquei-me na sua frente, direito e submisso tal era a auréola que rodeava tão ilustre personagem. Surgiu a pergunta em voz mansinha e educada.
- Quantas ameixas comeu o menino.
Curioso. Não senti medo. Senti somente a magnitude que tal personagem me transmitia. Não sabia quem era. Nunca o tinha visto. Aquele sentimento paternal que dele emanava tranquilizava-me, dava-me paz e respondi submisso como quem se confessa aos pés da cruz.
- Duas, Senhor, só tive tempo de comer duas.
- Então vou dar-lhe duas bofetadas, uma por cada ameixa. E senti na cara dois “enxota moscas” que mais pareceram festas do que castigo e senti e compreendi também a repreensão a que fui sujeito. Estranho o sentimento que me ficou e o respeito, quase “endeusado”, por tal grandeza de personalidade.
Depois do Senhor se retirar, sem mais nada fazer ou dizer, fiquei especado a olhar para o infinito. Depois reapareceu a galhofa dos meus colegas e um deles perguntou-me, - Não sabes quem é? pela tua cara nem fazes a mínima ideia! Continuei em silêncio e fui esclarecido: - É o Senhor Director, o Dr. Leonel Sotto-Mayor.
Foi um momento sublime. Tinha acabado de receber um “castigo” ministrado pelo Director da Escola e o que ficou desse castigo? não foi azedume mas sim um respeito enorme, grandioso e significativo a tal ponto que o mesmo me acompanhou ao longo da vida.
Sim. Na verdade tive a sorte de ser educando na Escola Comercial e Industrial.
Um abraço,
A. Justiça
Comentários:
Pensava estar calado por uns tempos, mas...lá resolvi dizer algo. Não sei ao certo se acabei em 58/59 ou 59/60, o que me leva a crer que o Justiça iniciou o ciclo nos princípios de 60's e que nos meus anos de escola a árvore de ameixas era grande de deliciosos frutos de cor amarelada quando maduros e se muito maduros davam uma boa dor de barriga. O que me leva a responder ao Justiça é para lhe dizer que gosto do que ele escreve e à ajuda que dá à boa saúde do blogue mas...onde estarias que ao fim de 2 anos e tal ainda não teres conhecimento quem era o Director, figura por todos nós reconhecida para o bem ou para o mal. No recinto da Escola havia sempre paradas em dias de quaisquer manifestações pró regime e ele nunca faltava e era uma figura de bom porte que não passava despercebida.
Chaves..........22-01-2010
Amigo Chaves é que o Justiça, desde que decidiu aparecer por aqui com alguma regularidade, foi uma verdadeira lufada de ar fresco para o blog. E nós agradecemos.
A história dele não é como os livros do Saramago (que me perdoem os puristas...). É para ler até ao fim, e o prazer vai aumentando com o consumo.
Quanto ao pormenor de «não conhecer» o nosso respeitável director, sabes bem que às vezes a ficção sobrepôe-se à realidade para beneficio do relato!
Abraço para os dois.
J.L.Alexandre Reboleira........23-01-2010
Numa aula que eu creio ser do Dr. Seringa, alguém fez explodir uma bombinha de mau cheiro. Na altura dava-se-lhe um nome mais contundente. O reboliço esperado instalou-se mas acabou de forma inesperada. A turma foi toda recambiada para o gabinete do tal senhor educado e engravatado de voz suave e mão pesada. Como ninguém se acusou do acto bombista, o chefe máximo da escola nova distribuiu um par de bofetadas a cada um de nós. Depois mandou-nos sair como se nada tivesse acontecido. Ainda hoje sinto o impacte dos cinco dedos. Ainda hoje me interrogo sobre o sentido pedagógico/gratuito do estalo.
Num outro carnaval, a acção terrorista do explosivo malcheiroso deflagrou numa aula que julgo ser da Dra. Simplesmente Maria. A reacção foi diferente mas muito mais eficaz. A sô’tora não nos recambiou para as mãos punitivas do senhor da voz mansinha e educada. Obrigou-nos, apenas, a ficar na sala (anfiteatro de química) até ao toque de saída. Usou um único argumento: «Não se sintam obrigados a cheirar o que não é vosso!». Encerrou o assunto, aguentou estoicamente o suave perfume a couves podres a desvanecer-se vagarosamente no ar e continuou a debitar matéria. Mais tarde aprendi que é a este tipo de castigo que se dá o nome de bofetada com luvas de pelica.
Artur R.Gonçalves......23-01-2010
Estas históris poderiam sem grande esforço chamarem-se de...: "Histórias dos Bons Malandros..."
Que nada terão a ver com o mesmo tútulo do Mário Zambujal...pois estas são simplesmente nossas...!!!
Bom fim de semana para todo o pessoal...
Maximino.......23-01-2010
O Alfredo Justiça ao fim e ao cabo deve ter muitos episódios dos tempos de Escola para virem aqui para o blog! Dizia ele ainda há uns dias que não sabia o que havia de contar. Todavia traz-nos agora uma interessante estória sobre as ameixas e a ameixoeira onde foi surpreendido pelo senhor de chapéu e gravata.
Infelizmente não conheço o Alfredo. Justiça nem a esmagadora maioria dos que por aqui vão aparecendo. Sou duma geração anterior, e também infelizmente os "cotas" do meu tempo teimam em não querer ligar àquilo a que chamam "modernices"
Mestre Mateus e Fernanda Luísa, Mestre Raul Silva, Vasco de Oliveira, Roberto Lança, Paniágua Feteiro entre outros, são velhos amigos com quem costumo falar via telefone, mas que dizem todos o mesmo! Isto já não é para eles!
Apenas o meu amigo Carlos Luzio, aparece quase diariamente na Internet via messenger, mas quanto a vir ao blog não é com ele!
Sendo assim, desejo felicitar todos os que estão a responder ao apelo do Zé Ventura.
Os resultados estão à vista!
Pelo que me é dado observar, o blog vai tomar outro rumo deixando de ser um local onde apenas vejamos fotos dos velhos tempos acompanhadas de curtos comentários e algumas identificações.
Continuem a enviar fotografias, mas façam-nas acompanhar duma estória ou peripécia vivida nessa ocasião, uma vez que muitas fotos são de viagens de finalistas e visitas de estudo.
Numa viagem, seja ela onde for, tem de acontecer alguma coisa de relevante!
Ninguém pediu ao motorista se podia parar o Autocarro porque que estava aflito para fazer um chi-chi? Alguma vez o Autocarro empanou e tiveram que esperar horas até vir outro em substituição? Devido a um imprevisto alguma vez ficaram sem almoço ou jantar? E que dizer das noites nos Hotéis? Será que dormiam, ou levavam parte da noite a pregar umas boas partidas ao mais inocentes?
Vá... Percam a vergonha... Atirem cá para fora essas recordações!
Desculpem todo este blá, blá blá! Vou já despedir-me!!!
Um abraço para todos.
Fernando Santos.........23-01-2010
Amigo F. Santos, sou um dos que se aproximam da "tua" sua geração, pois dos nomes mencionados aqui ainda me recordo deles e até, embora mais moço, nos anos finais dessa geração já estava na escola. O Lúzio era bastante popular e a malta mais jovem tinha algum receio do seu pai, que na altura era encarregado dos serviços no parque e andava por vezes inspeccionando se havia algum vandalismo da nossa parte. O Roberto Lança, marido da Salomé, colega inseparável de minha irmã Natália (ambas antigas alunas da escola),são agora meus vizinhos nas Caldas e sempre falo com eles quando por lá estou. Do meu comentário ao A.Justiça que provavelmente eu conheço, não estava a duvidar das ameixas serem pretas ou amarelas ,só sei que na minha altura eram grandes e amareladas iguais aquelas que haviam na Rua dos Capristanos e que já não existem. Fernando eu pedi ao Mogo o endereço de mail mas ele não deu noticias
Chaves........24-01-2010
Ó meus amigos!!!
Eu sei lá se as ameixas em amarelas, roxas, pretas ou brancas. Só me lembro que era uma ameixeira e que após o castigo deveriam ter ficado negras e malcheirosas pois nunca mais voltei a trepá-la e muito menos a comê-las.
Quanto ao tempo em que a cena se passou também não recordo ao certo e muito menos se já frequentava as aulas do Mestre Raul. Até é muito provável que a cena se tivesse passado na hora do almoço - que para mim se resumia a uma sopa que custava 1$00 - em algum dos anos do Ciclo Preparatório – 60/61 ou 61/62. Os anos já vão longos mas… e a propósito da sopa baratinha… não pensem que ficava com fome pois na cantina reinava uma excelente Senhora de nome D. Olívia que voltava a encher o prato, quantas vezes as necessárias, até “matar” por completo a “larica”.
Como ficou por dito, vejam bem se foi ou não uma sorte ter estudado nesta Escola?
Um abraço,
A.Justiça.........25-01-2010
Historias do Dr. Sotto Mayor há muitas…. Mas esta que vou relatar é verídica e provavelmente ninguém do meu tempo se lembrará.
Com efeito, num período de recreio da manhã existiam alguns “habitués” que gostavam de dar uns toques na Bola na zona frontal da Escola. Numa manhã, eu próprio, conjuntamente com alguns colegas, entrevi na “pelada” e um dos cracks- penso que terá sido o Antonio Marques das Gaeiras- chutou e por azar nosso a bola bateu no vidro exterior do Gabinete do Dr. Leonel Sotto Mayor, partindo-o e introduziu-se no interior do espaço que por si era ocupado, caindo em plena secretaria. Grande bronca….. o Senhor Director de imediato mandou o continuo chamar todo o pessoal que intervinha na “pelada” e fomos todos ao seu Gabinete.
Durante a prelecção e reparos á postura por si considerada reprovável, um colega da altura, concrectamente o Victor Rijo do Bombarral começou a rir descaradamente á sua frente e quando confrontado pelo Director do “porquê do riso” o Victor, “ganda mangas”…… começou de uma forma inesperada a chorar .
O Dr. Leonel sentiu-se “gozado” e não perdeu tempo…… pregou-lhe dois valentes estalos e referiu que desta forma perceberia o porquê do choro……
Enfim historias do passado. Lá saímos todos no meio de uma brutal “galhofa”.. e fomos para a Mata jogar á Bola divertindo-nos de mais uma história protagonizada pelo incomparável Victor Rijo que nunca mais encontrei- passaram-se quase 50 anos
Saudações amigas para todos os “jovens” dos anos 60
Antonio Nobre......25-01-2010
Meu amigo Nobre...parece-me que estás confundido com a peripécia passada com o Rijo Soares...
Na verdade e creio que a minha velhice ainda me deixa recordar a cena como se fosse ontem...:
É verdade também que o Marques foi parceiro , mas a cena da bofetada (houve mesmo bofetada...)no Rijo, foi no seguimento de uma brincadeira tida no final de uma aula de Contabilidade com o Dr. Jorge Amaro, em que foi atravessado um banco no corredor e ao mesmo tempo a luz foi apagada e em que foram intervenientes nesta brincadeira o Lopes e o Conde...
Depois como ninguém se acusou foi a turma convocada para o Gabinete do sr. Director...
Ali, o Marques fez qualquer coisa ao Rijo e este desatou a rir (melhor...: a fungar...)...
O Director perguntou-lhe a razão do riso e ele logo se apressou a dizer que não estava a rir , mas sim a chorar pelo desenrolar da situação...
Levou uma lambada à Sotto Mayor e logo ripostou ...: Deixe lá sr. Director que ainda mas há-de pagar...!!!
Creio que a versão foi esta...possivelmente estás a fazer confusão com a outra...ou então foi uma grande coincidencia serem o Marques (que era um santo...) e o Rijo que lhe não ficava atrás...intervenientes em diversas peripécias, o que também me não admirava nada...
Maximino...........26-01.2010
Amigo Artur
Essa das bombinhas de carnaval está no horizonte das minhas memórias de traquinices na Escola e veio-me á memória uma aula do Eng.º Periquito que, como bem se lembram, andava sempre com um ar bastante cansado e sonolento.
Para além das aulas de desenho também recebi aulas de tecnologia ministradas pelo Sr. Eng.º - o que era uma valente estopada. Com o tempo fomos aprendendo os "tiques" e hábitos de cada um e um belo dia resolveu-se colocar a cadeira da secretária em posição de forma a que o Eng.º ao entrar para mais uma aula, e como era seu modo de se comportar, se a cadeira estivesse a jeito "atirava" o seu corpo "pequenino mas pesado", quase redondo, para o assento sem sequer a ajeitar. Só que naquele dia, perto do carnaval, alguém... não, não digo quem… tinha colocado um "estalinho" debaixo de cada uma das quatro pernas da cadeira. Bem, podem imaginar o salto que o utente da cadeira deu quando se deixou cair na cadeira e os "estalinhos" rebentaram em simultâneo. Riso e gargalhada uníssona mas... como se tratava do Sr. Eng.º Periquito... não houve queixas a superiores que, salvo erro, ainda esboçou um daqueles seus sorrisos de condescendência.
Um abraço
A. Justiça............26-01-2010
Já agora que se está na maré de falar em professores e sendo o Eng. Piriquito um dos meus heróis como professor, também vou dizer algo. Julgo que foi no meu ano que ele começou a dar aulas na B.P.,como professor de desenho (com o livro desenho de máquinas),já que as outras duas disciplinas "orçamemtos" e "tecnologia" não havia livro e era tudo ditado por ele com todo o tempo do mundo. Na altura a maior parte dos alunos de serralharia do meu ano (malta fixe) fomos aprender inglês em privado e então começamos a chamar-lhe Piriquitation. Como bom homem que era, ele próprio comprou as pranchetas e o esquadro em T para quem não tivesse meios de os comprar e então íamos pagando a soluços. Passado uns bons anos,eu e a minha mulher fomos à Nazaré visitá-lo ao "Mar Bravo" que era o seu restaurante e ele reconheceu-a imediatamente e até lhe disse que ela era irmã do Corado e que estava muito contente por me ver já com um filho e já não ser aquele malandreco que falava muito nas aulas Que esteja em PAZ
Chaves.......27-01-2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Visita ao Portinho da Arrábida
Estas fotos que a Quina guarda no seu álbum, relembram uma visita de estudo à zona do Portinho da Arrábida.
Na foto de cima obtida nas instalações da Cimenteira Secil, podemos ver o Mestre Mateus, o Prof. Joaquim Sarmento, a D. Rosa, o Dr. Bento Monteiro e outro Professor que não me ocorre o nome.
Em baixo, já na Escola de Setúbal, o numeroso grupo de alunos que fez esta viagem em Março de 1962.
Comentários:Embora eu já tivesse saído da velha Escola RBPinheiro na ocasião em que esta visita se realizou, quero só trazer uma achega:
Não me parece que seja a D. Rosa que aparece na foto de cima.
Em minha opinião, é a Dra. Mariana, que ensinava Cálculo Comercial aos 1º. e 2º. anos do Curso Geral de Comércio.
Noronha Leal......20-01-2010
A referência que o Noronha faz à Dra. Mariana (também julgo que é ela na foto)traz-me à memória uma coluna que existia no jornal "A Bola" (não sei se ainda existe)que se intitulava "Hoje jogo eu".Certo dia, há cerca de 50 anos,lembro-me de ter lido, grosso modo, o seguinte:
Professor: Sabes que é o Yaúca?
Aluno: É um jogador do Belenenses que foi para o Benfica.
Professor: E sabes de onde é natural o Yaúca?
Aluno: É de Moçambique.
Prof.: E em que continente se situa Moçambique?
Aluno: Em África.
Prof.: E o que é Moçambique em relação a Portugal?
Aluno: É uma Província Ultramarina.
Prof.: E sabes quem é o Serafim?
Aluno: Sei, é um jogador do Porto que também vai para o Benfica.
Prof.: O Serafim vai do Porto para Lisboa de combóio. Qual é a linha férrea que toma?
Aluno: É a linha do Norte.
E por aí adiante...
O colunista acabava a sua crónica dizendo que estas perguntas tinham sido feitas num exame de admissão à Escola Ind. e Comercial Pero de Santarém pelo Director daquele estabelecimento de ensino Dr. Luís Manuel Freitas da Silva Marques e elogiava fortemente o método utilizado dado que, falando sobre a actualidade futebolística o professor inteirava-se, com toda a naturalidade, dos conhecimentos do aluno.
Este professor, que até hoje não vi referenciado no nosso blog, é nem mais nem menos que o nosso verdadeiramente extraordinário professor de Francês que, com os seus métodos invulgares para a época nos colocou, ao cabo do 1º ano, a manter uma conversação naquela língua.
Lembrei-me dele pela referência feita à Dra. Mariana porquanto, se bem me lembro, namoriscaram.
Não sei que é feito dele, mas tenho a certeza de que jamais será esquecido por algum dos seus ex-alunos.
Sanches..........21-01-2010
Nos anos 50's, de vez enquanto lá pela B. Pinheiro e não só, aparecia um director do ensino escolar para analisar o grau de inteligência dos alunos. Eram-lhes entregue uma folha de papel em branco em que se escrevia o respectivo ano, turma e nome do aluno. Depois uma pergunta mais ou menos fácil ou... melhor parecendo fácil. Lembro-me de duas, mas não me lembro se errei ou acertei mas, julgo ter acertado...e eram assim "desenhe um avião visto por baixo". Bastava fazer uma cruz alongada dum lado e tinha a resposta certa. A outra era "desenhar um garrafão visto por cima", bastava fazer uma circunferência maior, com uma outra pequena no meio e um risco ligando as duas. Houve um aluno que não pôs o risco e disse que o garrafão já não tinha verga e passou.
Chaves.........22-01-2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Rapazes do Chão da Parada
Várias vezes sou abordado por companheiros da escola, que acompanham o Blog com regularidade, e me perguntam quem é o J.L.Reboleira Alexandre que é bastante interventivo aqui no nosso espaço na Net.
Lá vou explicando o melhor que sei, que nos tempos de Escola vivia no Chão da Parada, foi para o Canadá,…blá, blá ….
Ora bem, para quem não se recorda, aqui está uma foto com uma rapaziada do Chão da Parada, que confesso, só reconheço o amigo Reboleira, precisamente ao centro da imagem.
Esta foto foi enviada pelo seu conterrâneo, José Santana Marques.
Ficamos à espera que o Reboleira nos dê conta de quem são estes jovens que posaram para o objectiva, juntamente com os seus “Ferraris”.
Comentários:
É um facto que fotos minhas no blog são poucas. Lembro-me de apenas duas relativas às Secçôes Comerciais. E depois eu era mais do tipo «Low profile». Devo dizer que 30 anos a vender sonhos, viagens, mudam uma pessoa. LOL. Mas parece que estou «na mesma» pois na festa de 2008 o colega Santiago de Freitas (aparece rapaz), pelo menos assim mo disse, tendo-me reconhecido após 40 anos. A situação inversa não se verificou. Isto tem no entanto mais a ver com a memória do que fisionomias. Ele é que está na mesma.
Mas vamos ao que interessa. Quem aparece na foto. Como os Reboleiras abundam lá na terra, estão presentes mais dois com este apelido.
Da esquerda, temos o Sr. Eng. (esta do Sr... é para o provocar, a ver se ele aparece)César Reboleira, das obras da Câmara aí da cidade. A seguir o ex guarda-redes da equipa de futebol da aldeia, o Toino Filipe. Depois o outro Reboleira, o Zé Manuel, também ex-Bordalo, no meio eu, depois o Joaquim Anisio, longos anos funcionário da ROL, internauta activo, depois mais dois ex-Bordalos o Fernando Marques e o Cesário de Barros.
Como a minha companheira, a tal que me atura há trinta anos, desde uma tarde de Agosto em Salir, vem muitas vezes à «baila» nos meus comentários, nada mais justo que juntar uma foto do casalinho numa recente viagem de carro de 2600 Kms, que é quanto nos separa de Montreal, para o Sol de Miami. Realmente estou mesmo na mesma. Pode ver-se claramente visto pelas duas fotos. J.L.Reboleira Alexandre..........18-01-2010
Amigos
Se alguns de vós conhecerem o meu grande amigo e ex-colega da Frami, Joaquim Adelino Contente, oriundo do Chão da Parada, transmitam-lhe o meu apreço pelo seu alto profissionalismo na industria de Confeitaria e um grande abraço do Antonio Nobre- provávelmente já nem se lembrará de mim-
António Nobre.........18-01-2010
Engraçado...
Não tem nada a ver com o assunto que de que se está a falar, mas apenas por curiosidade o relato...:
Como alguns de vocês sabem, em Óbidos havia ainda no "nosso tempo"
uma Ganadaria da Casa Gama...
Todos calculam como os toiros são perigosos e trago aqui este assunto apenas para relatar que na terriola onde nasci (Arelho do Concelho de Óbidos) vive ainda um individuo de nome José Alexandre Contente, cujo pai era maioral da Ganadaria Gama e morreu há muitos anos vítima da bravura de um toiro...
Certamente seria talvez da familia do colega Contente referido pelo Nobre...porque o falecido maioral era segundo creio. do Chão da Parada...
Desculpem trazer aqui um assunto que nada tem a ver com a Escola...mas que curiosamente acredito tenha a ver com o Contente...e quem sabe até...com o Reboleira Alexandre...
Um abraço
Maximino.......18-01-2010
Uma ajuda aos camaradas bordalos, António Nobre e Maximino. O Joaquim Adelino Contente, que mora à entrada do Chão da Parada lado esq. antes do cruzamento para a Mouraria, é primo drt. do José Alexandre Contente. Este, embora seja Alexandre, penso não ser da família do Reboleira Alexandre, só se há ligação em gerações mais antigas. Há essa probabilidade.
Santana Marques........18-01-2010
Então...acertei numa de duas probabilidades...
Obrigado e um abraço ao amigo Santana
Maximino........19-01-2010
Pensava perguntar hoje à noite ao meu pai, que da sabedoria dos seus 89 anos, deve lembrar-se (memória antiga óptima) da existência desse hipotético familiar. O Santana (espero que essa anca esteja como há 40 anos....) já respondeu em parte, e eu agradeço-lhe.
Mais um àparte. Como os Gamas também tinham uma propriedade na nossa aldeia, na zona do Talvai (cultura intensiva de arroz)os empregados tinham bastante mobilidade. É que a CGTP do tempo era muito, mas mesmo muito fraquinha, e os Gamas eram o maior empregador na nossa pobre aldeia dos anos 30 e 40. Tempos duros dos quais ouço histórias de arrepiar!
A nossa única (dos nossos pais) saída era o mar. O meu e o do Santana como muitos outros abalaram.
J.L.Alexandre Reboleira........19-01-2010
É verdade sim, os Gamas eram proprietários da Quinta do Talvai, para onde ia às vezes o gado bravo em transumancia, se não me engano no período das cheias...
Recordo-me ainda de quando miudo, ver passar a manada devidamente enquadrada pelos maiorais...espreitando claro está, da parte de dentro da porta pelo postigo entreaberto...e já agora confesso...com algum medo á mistura...!
Sim era duro esse tempo e para além do pessoal da zona do Chão da Parada também muita gente da minha aldeia e das aldeias limitrofes trabalhava para a Casa Gama e como se calcula...com salários mesmo muito baixos...!!!
Mas mesmo assim, para as necessidades da cultura do arroz com as respectivas mondas e as mondas similares nos campos de trigo da Varzea da Rainha, vinham dezenas de trabalhadores de ambos os sexos, da região de Pombal, que eram alcunhados por aqui de "bimbos"...
Era gente muito simples de que alguns poucos acabaram por ficar na região Oeste...
Uma moçoila desses "ranchos" de mulheres, acabou casada com um primo meu em 2º grau também trabalhador da Casa Gama (com quem eu habitualmente via as tentas...para quem não sabe era a escolha dos novilhos para mostrarem a sua bravura, que mais tarde os levaria às Praças de Toiros ...)e que não sabia ler nem escrever...
E era o Maximino miudo dos seus 8/9 anos que "lhe namorava" a cachopa escrevendo e lendo também a correspondencia recebida...
Claro que os mais velhos me presionavam depois para contar o que ele dizia e as respostas que recebia (cuscas...)mas a boca do gaiato jamais se abriu para contar fosse o que fosse...!!!
Pronto...e mais uma historieta que nos obriga pelo menos...a remexer o bau das recordações...!!!
Um abraço do
Maximino.......19-01-2010
Temas: 1967
A Ida ao Santo Antão
A primeira e única vez que fui ao Sto. Antão a Óbidos foi em 1962. Hoje, 17 de Janeiro de 2010, passados que foram 48 anos voltei a subir até à Capela. Da estrada, olhei para aquela rampa e disse para os meus botões... serás capaz? Tenho de ser, homem é homem, bicho é bicho... e coloquei-me ao caminho. A rampa já não é tão grande como era pois, não sei quando, construíram mais degraus. Após 3 ou 4 paragens, sentado nos bancos de pedra que estão estratégicamente colocados para recuperar fôlego lá cheguei ao cimo, tirei a espada da cinta, ergui-a acima da cabeça preparado para o grito de conquista mas... fiquei triste pois esqueci-me do Padrão que sempre deve acompanhar o descobridor de novos Mundos. Se algum de vocês lá foi, hoje claro, não os vi, ou se vi, já não vos conheço e vice-versa.
Alfredo Justiça
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Hoje escrevo eu: Alfredo Justiça
Enfim.
Na presunção de que escrevo alguma coisa de jeito… ou será… de jeito nenhum? e esta “coisa”, no que toca a presunção faz-me lembrar o ditado “presunção toma a que quer” e há falta de outras opiniões lá vou presumindo que o que escrevo vai… pelo menos divertindo alguém. Alguém que seja simples como eu, sem ser simplório claro está, que isto de simplório tem mais que se lhe diga e é mais ofensivo.
Ás vezes, quando alguém tenta enfiar-me uma carapuça, dou comigo a pensar… será que tenho um letreiro na testa a dizer “simplório”… não, não tenho senão eu dava por isso… tenho é cara de labrego, daqueles saloios, que não existem só nas “berças” mas em todo o lado e ainda bem pois é deles “o Reino dos Céus”, dos simples claro!
Mas vem isto tudo a propósito de quê? Ah, pois. A propósito de que é indispensável - ainda bem que esta nova, bem bem, semi-nova - tecnologia vai corrigindo as calinadas ortográficas, mas dizia eu… é indispensável que os meus amigos e amigas vão escrevendo alguma coisa para o blog.
Não sabem o quê? bom, eu também não, mas acreditem que faz bem ao nosso eu e – lá vamos voltar ao presumo – que também a vocemecês (esta foi de propósito) passem um bocadinho mais entretidos a consultarem o blog em vez de estarem, esta é para os reformados ou como agora se diz para os aposentados, a verem filmes menos próprios para crianças, tais como, as Sessões do Parlamento ou do Quadro Parlamentar da Assembleia da Republica. Qualquer dia teremos de ouvi-los com uma “bolinha” no canto superior do plasma. Mas por enquanto vão só nos cornos e nos palhaços.
Bom, se eles se lembram de tornar publicas as escutas telefónicas, como o outro queria, e a sem vergonha do palavreado que usam entre eles… porreiro pá… aí é que vamos ter vergonha de termos tais filhos na Nação.
Não me apetece escrever mais. Adeus.
A. Justiça
Comentário:
Finalmente o nosso amigo Justiça, foi lá cima ao alto do Facho (está cada vez mais baixo...como nós com os anos) e com a inspiração no zénite, por efeito do bater das alterosas vagas numa tarde brumosa de Janeiro, mandou-nos este post para nos provocar a todos. Como quem diz, vamos lá a escrever pessoal !
Vou apenas pegar numa das suas divagações sobre reformados ou aposentados, como ele diz que se diz agora. É que por estas latitudes cada vez mais, se fala em trabalhar até quanto mais tarde melhor. Tudo bem se se trata de esforço intelectual (parece que faz bem aos neurónios), mas se esse mesmo trabalho exigir esforço físico, qualquer dia teremos o pessoal a trabalhar de bengala. Vem todo este arrazoado a propósito dos «famosos» aposentados que o Justiça menciona.
No último Verão estava a minha companheira dos últimos 30 anos lá na aldeia à espera que passasse a procissão (por aqui só se fôr a do Senhor Santo Cristo, do pessoal vindo de Rabo de Peixe, simpática vila de S. Miguel) quando se dirige a ela um velho companheiro de lutas de outros tempos, de respeitável barba e muitos cabelos brancos apesar de bem mais jovem do que eu. Este eu, que ainda, e até quando não sei !, tem de vir para a «oficina», como dizem os latinos (aqui igual a Sul Americano, mas não brasileiro) seis dias por semana (não, não estou só a trabalhar, por vezes venho aos nossos blogs), pois como ia dizendo, inicia-se a conversa, sobre os netos, o trabalho de cada um, etc, etc.
Após algumas frases de circunstância o nosso amigo lá explica cheio de orgulho que estava na aposentação. Agora tenho de explicar que a minha companheira saiu daí aos 9 anos e apesar de voltar muitas, muitas vezes, não dispõe do nosso vocabulário na lingua de Camões. Mas inteligente que é, não se deu por achada e disse que isso de aposentação era muito bom e ia falar-me sobre essa possibilidade para nós aqui em Montreal.
Chegada cá, de imediato me perguntou que raio de profissão era essa da qual nunca tinha ouvido falar. Logo lhe disse que aqui não existia, e que infelizmente nunca poderiamos escrever no nosso CV, que éramos, ou fôramos, aposentados. Como ela continuava a não perceber, disse-lhe que ele estava reformado! O quê, já, mas ele é tão novo. Pois é, disse eu.
Da próxima vez que alguém lhe diga que está aposentado, ela responderá que isso são luxos apenas para alguns. Para terminar uma máxima en francês: travailler c'est la santé, rien faire, la conserver!
J.L.Reboleira Alexandre......15-01-2010
A mensagem do Alfredo Justiça (com presunção e sem água benta) parece que passou. O Zé Luís tomou a que quis, identificou um tema de conversa electrónica e contou-nos uma história exemplar. Com toda a simplicidade não simplória de quem partilha uma história de vida vivida.
Tanto um como outro recorreram à sabedoria popular (a portuguesa e francesa) para ilustrarem o seu pensamento. Apeteceu-me, também, meter uma colherada provocatória e registar uma dessas máximas criadas ao sabor da imaginação colectiva e confirmada de geração para geração. Pedi-a emprestada ao património cultural brasileiro. Reza assim: «o trabalho é do maribondo que quer fazer a casa no cu do boi».
Dispenso-me de tecer juízos de valor sobre as lições do texto. Ou de acrescentar outros provérbios elucidativos. O Orlando é que é o especialista encartado. Adiantarei, mesmo assim, que a aposentação adiantada não é para quem quer, mas sim para quem pode. Pessoalmente, cá ficarei à espera dos 65 regulamentares para a reforma ou dos 70 para a jubilação. Na altura decidirei
NB. Amigo Zé Ventura, aqui está um bom tema de debate a propor aos bordalianos reformados. Expliquem-nos como é essa vida de não cumprir horários e de ter todo o tempo do mundo para navegar nas ondas virtuais das novas tecnologias feitas blogs. Nós cá ficamos atentos para aprender e para comentar, «se a tanto» nos «ajudar o engenho e a arte». O épico que me perdoe o abuso.
Artur R.Gonçalves.........16-01-2010
Então eu posso já dar uma ajudinha nessa explicação...:
Aposentado há cerca de 13 anos (se vou dizer que me fartei de trabalhar, poucos vão acreditar...é um azar a má fama que todos os funcionários públicos têm e de que só alguns conseguem ou conseguiram proveito...!!!).
Mas depois de aposentado nunca fiquei encostado às box's, primeiro porque de há muito me dediquei à defesa do Ambiente tendo como joia a defender a nossa Lagoa de Óbidos...e de outras actividades (a minha mulher dizia a propósito desta minha apetencia para entrar em quase tudo...: ó homem, tu tens uma pontaria...que só te metes em coisas onde gastas dinheiro...!!!)e depois porque abracei quase de tempo inteiro, após a morte de minha mulher, uma actividade ao serviço dos outros como Diácono da Igreja Católica.
Daí que tenha em muitos dias uma ocupação de tempo superior ao tempo de serviço quando no activo (antes que me venham dizer que dantes não fazia nada, já tive o cuidado de dar a conveniente explicação logo no início...).
Uma coisa posso dizer aos meus amigos...: os anos vão continuando graças a Deus a passar, mas à parte a natural velhice de quem já vai fazer muito proximamente 67 anos, sinto-me util, activo qb e desejando fazer em cada ano...mais um...!
Já agora, para aqueles que estão pensando em reformar-se e para os que o fizeram mais recentemente, deixo-lhes aqui um conselho...: mantenham-se activos após o ficarem desligados do serviço...
É a melhor receita para não morrer mais cedo e nem chegarem a gozar da merecida (pelo menos eu acredito que seja merecida...)aposentação...!!
Não parem...pois parar é...
Nem digo... para não vos assustar...!!
Um abraço do
Maximino.........16-01-2010
Diz o Alfredo Justiça ser indispensável que os amigos e as amigas vão escrevendo alguma coisa para o blog, e pergunta: Não sabem o quê? E acrescenta que ele também não sabe!!!
Ora bem! Agora eu pergunto: Não há por aí umas estórias do tempo da Escola para contar? Aventuras na Mata, passeios e jogos do matas com o ringue ( não sei se é assim que se escreve) no Parque, Alcunhas de alunos e o seu porquê, namoricos sem ser necessário dizer nomes, peripécias de viagens de finalistas; etc. etc. etc....
Ou será que as memórias são assim tão curtas e apenas restam fotografias?
O Rebolira Alexandre que já por várias vezes nos tem dado o seu contributo, agora aparece com uma bem humorada estória sobre a sua companheira e os "aposentados". Pena é que eu não saiba francês, mas de vez em quando o tradutor do Google dá uma ajuda.
Amigos! Vamos em frente para ver se o Zé Ventura não desanima.
Não é preciso ser intelectual ou saber escrever bem, o importante é trazer para aqui uma estória tal como ela foi vivida na respectiva época!
Um abraço para todos.
Fernando Santos.........16-01-2010
O Zé é demasiado modesto, mas eu não posso deixar de dizer que me agradou bastante as referencias positivas que li na Gazeta das Caldas ao Blog do Ze Ventura "Águas Mornas"... e faço referencia so "blog dele", porque este...embora seja ele a mantê-lo..."é nosso"...!!!
Obrigado Ze pelo teu esforço, dedicação e saber...!!!
Um abraço do Maximino . ..........17-01-2010
As meninas
É impressão minha ou as nossas colegas não têm escrito ultimamente? Quando começaram os contos das traquinices da juventude ausentaram-se do Blog! Então? Não há nada para contar? Provocaçõezinhas aos colegas meninos! Não houve? Partidinhas a professores e colegas! Não houve? Podem contar… muitos anos já passaram e recordo que algumas eram bem atrevidotas, ou melhor, alegres e desinibidas. Levantem a tampa do baú e… cá para fora as “bobagens” joviais de então - tenho de mudar de dicionário, este ainda não sabe que houve um acordo e risca a palavra “bobagens”. Não era eu que… metia a mão no bolso da bata do “Seringa”.
Não se ofendam… só estou a pretender provocar-vos e levá-las a tomarem parte neste “confessionário” de - como alguém já escreveu – “Crónica dos Bons Malandros”.
Ora bem, enquanto não se resolvem, mas resolvam-se, hem… estamos ansiosos por saber que a escola não era só “lavores femininos” e “cálculos comerciais”… vou lembrá-los de um qualquer ano em que as aulas de sábado eram preenchidas com quatro horas seguidas de oficinas.
Pois foi! Nesse ano quem fez o horário… a minha bênção… resolveu preencher as manhãs de sábado com 4 horas seguidas de aulas oficinais e, quem faltasse apenas “apanhava” uma falta. Nas primeiras semanas, Outono e Inverno, tudo bem, o pior, será melhor? foi quando o Sol e o relativo calor da Primavera começou a aparecer. Aí então as aulas de oficinas de sábado foram substituídas por longas caminhadas, a pé, até á Foz do Arelho e sua bela e calma praia e com regresso, a pé claro, a tempo de apanhar a automotora das 13h00m, mais minuto menos minuto, para que os nossos progenitores não dessem pela marosca.
Sendo assim as coisas corriam “ás mil maravilhas” e a nossa tomada de conhecimentos estava a ser alargada a outros temas, que não só os curriculares – vollei de praia, futebol descalço na areia, etc. etc. – o que convenhamos era instrutivo e cimentava com muito mais solidez o espírito de camaradagem e, melhor ainda, o sentido de solidariedade pois ninguém “tugia nem mugia” o segredo.
Com o passar das semanas alguém… quem teria sido o malvado? descobriu a esperteza e resolveu que as faltas à aula de 4 horas de sábado passaria a contar como sendo dupla falta e… “com esta esperteza saloia”… acabou com as ausências á aula e aglutinou-nos a aprendizagem de novos “modus vivendi”… que tão bem nos ficava e assentava… há sempre alguém, algures ou em nenhures, a tentar estragar a vidinha dos outros… malandros! Se fosse nos dias de hoje não teria dúvidas em afirmar que teria sido um qualquer jornalista com acesso a escutas telefónicas… mas naquele tempo!!!
Um abraço
A. Justiça..........11-02-2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Um Domingo no parque
Esta foto do Quaresma leva-nos até ao parque onde os meninos e as meninas foram fazer o seu passeio dominical.
Captados pela objectiva do fotógrafo, temos; o Quaresma, a Lurdes Peça, o Jaime Ferreira, o Mizá, a Maria José e o Vitor Peça devidamente engravatado como se fosse “pagar a décima”.
Em baixo a Elisabete Fortunato.
Enquanto escrevia esta legenda, olhava para a foto e comparava os intervenientes como os conhecemos hoje
…como podem observar, estão na mesma.
...bem… com mais quarenta anos em cima.
Mas estão muito bem
Comentários:
Eu diria que as meninas até estão melhores. Agora eles... francamente...
Alfredo Justiça......13-01-2010
Dizer que estão todos na mesma é um eufemismo piedoso. Digamos que estão reconhecíveis e com todo o «charme» dos 50.
Artur R.Gonçalves......13-01-2010
Que carinhas tão ingénuas!Como é bom recordar estes passeios de Domingo!Gostava de ter esta foto. Acho que nessa altura tinha um "fraquinho" pelo Jaime,aliás,como todas as miúdas da escola, porque ele era um "borracho". És simpático quando dizes que estamos muito bem mesmo com mais quarenta. Mesmo que não seja verdade, ficamos vaidosas e ELES também de certeza.
Um abraço!
MIZÁ......13-01-2010
Eu também diria que todo o grupo está muito bom para as nossas idades, acho que se me cruzar com qualquer deles hoje só teria alguma dificuldade em conhecer o Jaime ou Quaresma e a Maria José mas só porque tive menos convivio com eles,fora isso todos eles estão na realidade com boa aparência e charmosos como diz o amigo Artur Gonçalves.
Não se dá por terem grandes panças os rapazes e as meninas continuam com as suas carinhas larocas e bonitas, como eu me recordo delas no tempo de escola.Um abraço para os rapazes e um beijinho para as meninas gostei de os ver a todos
Antonio Abilio.......14-01-2010
Olá a todos! Bom Ano recheado de coisas boas e fofinhas! Depois de uma virose que afectou o meu "companheiro" electrónico, de que já está recuperado, cá estou eu a dar o meu ar de graça...
Que linda foto esta, nem me reconhecia, só disse para mim "eu tive uns sapatos iguais àqueles" e só depois de ler o comentário é que vi que era eu! Ai a idade que não perdoa! Esta foto foi tirada em 1967, pois tenho a continuação deste dia registado. Era muito engraçado o Quaresma armado em galã perante as meninas, o Jaime para mim era um maninho emprestado pois éramos vizinhos, a Mizá aquela amiga muito certinha igualzinha à franja dela, tudo no sítio... a Zé era muito parecida comigo na maneira de ser e andava com troca de olhares com o meu irmão a Beta sempre foi a mais caladinha do grupo. É bom recordar este tempo e como não tinha esta foto no meu álbum, foi fácil com esta nova tecnologia de "copiar" e "colar" e já a tenho ao pé das outras, obrigada Quaresma e Zé Ventura. Um obrigada também pelas simpáticas palavras do Justiça e porque não... fez justiça sim senhor! Deixemo-nos de modéstias. O Artur que tive o prazer de conhecer mais a sua esposa, no tal encontro marcado aqui no blogue, também foi muito cavalheiro bem como o Abílio que já andamos a trocar fotos de família e novidades familiares. Bem hajam a todos!
O Zé Ventura foi muito generoso com as meninas e os meninos ao colocar só as fotos de meio corpo e escondendo as tais "panças" que o Abílio fala, só tu para te lembrares disto. Beijinhos a todos e continuem a escrever e dar trabalho ao Zé.
Lurdes Peça..........18-01-2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
As nossas artistas: Aida Sousa Dias
No mês passado dei conta de uma exposição da Esmeralda Duarte, hoje trago para o Blog o grupo escultórico ‘Linda a Pastora’, da autoria da escultora Aida Sousa Dias, uma colega que não falha aos nossos Encontros.
Pois bem a “nossa menina” é a autora deste conjunto escultórico inaugurado numa rotunda de Linda-A-Pastora, que é composto por uma pastora acompanhada de ovelhas e de um carneiro, dispersos em seu redor. A pastora é em betão revestido a pedra e os animais são esculpidos em pedra maciça com os pés em bronze.
Para a integração deste conjunto foi realizada uma modelação do terreno, onde a pastora assume uma posição de destaque, encontrando-se numa posição mais elevada e sobre um “monte rochoso”. Para a criação desta obra, a escultora inspirou-se na

Lenda do Romanceiro de Almeida Garrett.
– Linda pastorinha, que fazeis aqui?
– Procuro o meu gado que por aí perdi.
– Tão gentil senhora a guardar o gado!
– Senhor, já nascemos para esse fado.
– Por estas montanhas em tão grande p’rigo!
Diga me, ó menina, se quer vir comigo.
– Um senhor tão guapo dar tão mau conselho
Querer que se perca o gado alheio!
– Não tenha esse medo que o gado se perca
Por aqui passarmos uma hora de sesta.
– Tal razão como essa eu não na ouvirei:
Já dirão meus amos que de mais tardei,
– Diga–lhe, menina, que se demorou
Co’esta nuvem de água que tudo molhou.
– Falarei verdade, que mentir não sei:
À volta do gado eu me descuidei.
– Pastorinha, escute, que oiço balar gado... 
– Serão as ovelhas que me têm faltado.
– Eu lhas vou buscar já muito depressa,
Mas que me espedace por essa chaneca.
– Ai como vai grave de meias de seda!
Olhe não as rompa por essa resteva.
– Meias e sapatos, tudo romperei
Só por lhe dar gosto, minha alma, meu bem.
– Ei–lo aqui vem; é todo o meu gado.
– Meu destino foi ser vosso criado.
– Senhor, vá–se embora, não me dê mais pena,
– Que há–de vir meu amo trazer–me a merenda.
– Se vier seu amo, venha muito embora;
Diremos, menina, que cheguei agora.
– Senhor, vá–se, vá–se, não me dê tormento:
Já não quero vê–lo nem por pensamento.
– Pois adeus, ingrata da Linda–a–Pastora!
Fica–te, eu me vou pela serra fora.
– Venha cá, Senhor, torne atrás correndo...
Que o amor é cego, já me está rendendo.
Sentaram–se à sombra... tudo estava ardendo...
Quando elas não querem, então ‘stão querendo.
Linda a Pastora, in Romanceiro de Almeida Garrett
Comentários:
Quantas (os) artistas da nossa escola andarão por aí perdidos do rebanho, de que todos fazemos parte. Um muito obrigado à Aida Dias por partilhar connosco esta obra do Almeida Gerret (e o seu trabalho escultório, claro) que não conhecia.O carneiro da obra (seria ele o tal senhor «guapo» ?) com tantas ovelhas à volta, claro que só poderia perder a cabeça.
Venham mais posts como este
J.L.Reboleira Alexandre..........10-01-2010
Muitos parabéns á colega...!!!
Maximino .........11-01-2010
Uma associação bem arquitectada entre a arte de contar histórias com palavras e com imagens.
Artur R. Gonçalves........12-01-2010
Parabéns Aida! Nunca duvidei das tuas capacidades de utilização de material pesado, pois se bem me lembro andávamos as duas nas aulas do professor escultor Eduardo Loureiro, quando ele nos propôs um trabalho para concurso de uns rebuçados, salvo erro, de nome "Sol vida" e a tarefa era desenhar o papel de embrulhar os ditos. Foi a nível nacional e quando começámos a desenhar as primeiras linhas do nosso esboço tu viras-te para mim e dizes "é pá, isto é muito fraquinho e levezinho,o que achas?" Lá fizemos o esboço que foi aprovado pelo professor e enviámos a concurso, ganhando o 1º prémio. Resultado: andámos a comer rebuçados durante muito tempo e a distribuí-los pela turma toda. Já te contei este episódio num encontro, lembras-te Aida? Beijinhos para ti e para a Cecília.
Lurdes Peça ........19-01-2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Hoje escrevo eu: Fernando Santos
Tal como muitos do meu tempo, e embora contra a vontade do meu pai, também fui da Mocidade Portuguesa.
Se entender que o texto tem cabimento no espírito do blog, pode publicar.
Um abraço do Fernando Santos.
ACAMPAMENTO DA MOCIDADE PORTUGUESA NO CASTELO DE
ÓBIDOS
Em 1945 andava eu na Escola Industrial do Marquês de Pombal ( a velha Marquês) em Alcântara, quando pelas férias da Páscoa, a Mocidade Portuguesa organizou um acampamento no Castelo de Óbidos, onde participaram filiados de várias escolas de Lisboa. A concentração deu-se na Estação do Rossio, e à hora marcada lá estavam os "piolhos verdes" devidamente equipados. Calção de caqui, camisa verde, bivaque na cabeça e mochila às costas.
A partida estava marcada para o comboio das quatro da tarde, porém, como não havia lugar para tanta gente, tivemos de esperar por outro que só partiria por volta das seis.
Ora com duas horas de atraso, certamente o programa já não iria correr conforme o previsto, e alguma coisa iria falhar. Assim, chegámos à estação de Óbidos cerca da nove da noite. A vila, que eu ainda não conhecia, ficava longe, no alto dum monte sobranceiro à Estação. Para lá chegar, tivemos de subir uma enorme ladeira que nos deixou estafados. O material de apoio já estava todo instalado pela organização num terreno do lado norte do Castelo, mas dentro das muralhas, onde nós desajeitadamente e muito à pressa montámos as nossas tendas. Só faltava jantar e dormir. Todavia, não me recordo a razão, sei que não houve comida para ninguém. Todos estávamos esfomeados, e o que nos valeu, foram as sandes que alguns de nós tinham levado.
Durante a noite levantou-se um enorme temporal de chuva e vento que aos poucos foi derrubando todas as tendas. Com a pouca luz que tínhamos ainda tentávamos por várias vezes prender as estacas, mas com o terreno encharcado estas não se agarravam ao chão. A partir daí já ninguém conseguiu dormir, e pela manhã com o pessoal todo molhado, o cozinheiro, também debaixo de chuva ainda nos conseguiu arranjar um ligeiro pequeno almoço.
Como o temporal não abrandava tivemos que deixar o acampamento e fomos encaminhados para uma velha igreja em ruínas que ainda tinha cobertura. ( Soube mais tarde que era a igreja de São Tiago hoje já restaurada). Depois trouxeram-nos para almoço uma ligeira refeição, e como esta igreja não tinha condições de segurança, ao fim do dia mandaram-nos para a igreja de Santa Maria onde instalámos as nossas camas feitas com palha de fardo, e ao jantar houve comida com fartura para todos.
Devido ao mau tempo as actividades que estavam programadas não se efectuaram, mas ainda houve um dia que fizemos uma marcha a pé às Caldas da Rainha com a promessa dum passeio de camioneta à Foz do Arelho. Porém, tal não aconteceu devido à falta de organização dos nossos dirigentes que não conseguiram alugar a horas o meio de transporte prometido.
Voltámos de novo a pé para Óbidos, e nos restantes dias conforme o tempo permitia vagueámos pelas ruas da Vila procurando aventuras. Demos a volta completa pelo cimo da muralha, e do lado de fora, na encosta que dá para a estação, descobrimos uma capela em ruínas sem telhado onde se encontravam diversas sepulturas abertas, e restos de ossos humanos dispersos por todo o lado.
Escusado será dizer que perante a macabra descoberta, alguns de nós inconscientemente, pegámos em tíbias e caveiras, escondemo-nos por detrás dos montes de entulho e fomos pregando umas valentes partidas àqueles que chegavam mais atrasados. Ao quarto dia terminou o acampamento e regressámos a Lisboa.
Quando saí na Estação do Rossio estava de novo a chover, mas não tive outro remédio senão ir a pé, debaixo de água até à estação do Cais do Sodré apanhar o comboio que me levaria a Caxias, localidade onde nessa época eu morava.
A minha figura devia ser um tanto ou quanto ridícula, pois no caminho ouvi comentários que não me agradaram.
Como já referi, ia vestido com a farda da Mocidade, mochila ás costas, e pendurada nesta, uma picareta de razoável tamanho que fazia parte do equipamento. Em dada altura reparei que atrás de mim vinham umas pessoas a comentar: Coitado do miúdo! Com um tempo destes e a fazer campismo!
Tinham razão!
Eles bem agasalhados, chapéu de chuva na mão, e eu naquela figura todo encharcado!
Senti-me envergonhado, humilhado e ridicularizado.
Olhão, 22 de Dezembro de 2009
Fernando Santos.
Comentários:
Já me expressei mais de uma vez a minha opinião sobre a MP, pelo que me dispenso de voltar a fazê-lo. Seria uma repetição desnecessária. Gostava, todavia, de saudar o Fernando Santos (que vou começando a conhecer por este meio cibernético que a modernidade pôs à disposição de todos) pela iniciativa de revitalizar o Blog da Escola que até nem foi a sua. O ano novo, de facto, começou bem. Assim se lhe sigam outros exemplos semelhantes.
Artur R.Gonçalves.......08-01-2010
Amigo Fernando Santos
(Que eu julgo não conhecer)
Realmente o Amigo tem toda a razão. O Colega Zé Ventura, merece muito mais apoio no seu trabalho e dedicação por todos nós.
1947 ACAMPAMENTO DA MOCIDADE PORTUGUESA NO CASTELO DE ÓBIDOS
Precisamente dois anos mais tarde, participei também num fim de semana, num acampamento da Mocidade Portuguesa. E, caros amigos, naquele tempo, com a nossa inocência e ignorância, usar a farda e participar nas actividades da Mocidade Portuguesa era excepcional.
Não tenho vergonha de dizer que, quando pela primeira vez vesti a farda da M.P., me senti um General de 5 estrelas, em ponto pequeno bem entendido.
Quanto ao acampamento no Castelo de Óbidos com que comecei o meu texto, foi evidentemente uma paródia. Dormir naquela noite julgo que ninguém conseguiu. E no que respeita à alimentação, como o cozinheiro ficou de férias, aquelas "sandocas" bem duras, até souberam a pão de ló de Alfeizerão fresquinho. O transporte....´Caldas-Óbidos-Caldas, está-se mesmo a ver... foi evidentemente à "la pata".
Bons tempos que recordo com saudade.
Mário Reis Capinha .....08-01-2010
Eu tenho reparado que este tema da M.P. se torna de algum modo sensível para certos comentadores deste blog ou será impressão minha? Os amigos Fernando Santos e Mário R. Capinha têm estórias relacionadas com os acampamentos da M.P. É curioso que sendo eu nascido em 1950 obviamente mais novo que eles, também me lembro de um acampamento da M.P. em Óbidos e tal com o grupo do amigo Fernando nós também tivemos chuva e mau tempo. Talvez que este meu comentário sirva para alguns dos colegas daquele tempo se entusiasmarem e se lembrem melhore do que eu para dar o seu contributo, também a comentar esta aventura que foi no ano de ano 1961 (ou seria 62). Lembro-me que nos juntámos na escola velha e partimos para Óbidos , à pata, sob do comando do Mestre Mateus. Quando lá chegamos começámos a armar as tendas e ainda não tínhamos acabado de o fazer começou a chover com alguma intensidade, entretanto também se fez noite e a malta ficou toda molhada, tenho uma vaga ideia que a chuva era tanta que voltámos para casa na mesma noite, mas penso que foi de comboio, não me tenho a certeza, por isso faço o desafio para alguém do meu tempo que me avive a memória e ao mesmo tempo fazer a correcção necessária do ano e do regresso a casa de certeza que o Batista, jaime Neves, o Luis "Pingas", Edgar ou outro que se lembra desta passagem que foi antes do acampamento de Aljubarrota, do qual já vi fotos neste blog.
Antonio Abilio.......09-01-2010
Também eu me lembro do acampamento de 1947. Andava na 3ªclasse. O meu grupo não foi acampar, foi só no próprio dia de manhã. A pé claro.O único detalhe que me lembro foi a fome que passei. Só a meio da tarde a minha irmã, que tinha começado naquele ano a dar aulas (felizmente para mim à 4ªclasse na Praça do peixe) me arranjou um pão com manteiga e uma laranja. Foi a única vez que fui a um acampamento.
Anónimo........10-01-2010
Pelo que me é dado observar nos comentários já enviados, a fome, a chuva e o andar a "la pata" foram comuns nos acampamentos da MP em Óbidos!
Olá Mário Reis Capinha! O meu amigo esteve lá em 1947, deve ter poucos anos menos que eu, e talvez até nos tivéssemos conhecido, por isso veja se anima o blog com mais umas estórias do seu tempo de Escola. Olhe que eu tenho por cá mais algumas, mas há que dar a vez a outros!
Um abraço para todos
P.S. Olá comentarista anónimo! Pode saber-se a razão porque não se identifica? É sempre agradável saber quem são as pessoas que falam connosco mesmo para uma crítica,(que não foi ocaso).Apareça e conte alguma estória que será sempre bem recebido!
Fernando Santos .....Olhão, 11-01-2010
O meu registo ficou anónimo porque me esqueci de assinar. O meu nome é João Martins. Não andei na Escola. Andei no Ramalho Ortigao. Mas não deixo de acompanhar os dois blogues com alguma regularidade.Sou um "caldense degenerado" visto que raramente vou à minha terra. cumprimentos a todos.
João Martins.......11-01-2009
Boa noite, Sr.Fernando,como vê cá estou eu a dar a minha opinião. Gostei de ler o seu comentário e não me lembro de ter feito qualquer acampamento da M.P., mas lembro-me e muito bem do dia 13/05/1965, em Fátima, quando o Papa Paulo VI doou e abençoou a "Rosa de Ouro" à Basílica de Fátima. Dia terrívelmente quente, abrasador mesmo, e nós todas fardadas, com aquelas saias de fazenda quentíssimas, mas impecavelmente em sentido. De vez em quando lá caía uma pessoa ao nosso lado, não aguentando mais o calor e a sede, só víamos rapazes da Cruz Vermelha a socorrer e dando cantis de água a beber. Como vêem não era só de vento, chuva e frio que nos lembramos mas também se passava e muito com o calor!
Lembrei-me desta, agora!
Durmam bem e com anjinhos.
Lurdes Peça.........19-01-2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
No portão da Escola
A foto que hoje se publica tem a particularidade de ter sido obtida no portão da Escola, o que é uma raridade nas cerca de 1400 fotografias que tenho digitalizadas.Os “meninos” do 1º C do Comércio de 1959, estão perfeitamente identificados no mail que o Noronha Leal enviou.
Com votos de um Feliz 2010, aqui estou a enviar uma foto tirada em 20 de Julho de 1959, em que consigo identificar, além de mim próprio (!), o “Inhas” de São Martinho, o Zé Leal Pinto, o Marcolino (de Rio Maior), o Rogério Pescada (de Fanhais) e o Parracho (de Peniche).
Estávamos, então, a terminar o 1º. Ano do Curso Geral de Comércio (seria, actualmente, o 7º. Ano); decidimos “posar” para a eternidade (?) junto ao portão do pátio da velha Escola Rafael Bordalo Pinheiro, junto à taberninha da viúva do Baltazar, poucos metros abaixo do Chafariz das 5 Bicas !
À excepção do Zé Leal Pinto, não creio ter encontrado nunca (depois de “crescido”), nenhum destes amigos. Por onde andarão?
Um abraço e redobrados Votos de Bom Ano.
Noronha
Para relembrar esta turma aqui fica a pauta da mesma (Clicar em cima para aumentar)
Comentários:Pois era...era a minha turma e são alguns dos meus colegas...!!!
Também não os voltei a ver, a não ser o Noronha...!!!
Já tenho perguntado muitas vezes a pessoas de Peniche pelo Parracho (creio que o pai tinha um taxi...), mas nunca ninguém me soube dizer nada sobre ele..."é desconhecido"...!!!
Um abraço e continuação de Bom Ano também...!!!
E já agora um convite também ao Noronha...: no dia 17 de Janeiro teremos se Deus quiser o Santo Antão...
Não sei se alguma vez o Noronha foi ao S.Antão, na verdade ele era "demasiado certinho" para se desviar nessas andanças...!!!
Um abraço do
Maximino.........06-01-2010
É claro que não reconheço nenhum dos rapazinhos(em 59 ainda andava na primária), mas se o Noronha é o «senhor» engravatado, o 4º a contar da Esq., tenho aqui algo para descobrir. As semelhanças fisionómicas com o outro Noronha do qual vou falar são mais que muitas!
Quando entrei no Ciclo em 62 havia na minha turma um menino de Alvorninha, que era Noronha Leal,mas não era propriamente o paradigma do aluno ideal, se a memória não falha.
Poderá o aluno exemplar (segundo os mais velhos) presente na foto informar-me de uma possivel relação familiar entre os dois.
Nunca mais vi o meu velho colega de turma.
J.L.Reboleira Alexandre.......06-01-2010
Eu hoje também comento para ajudar o meu amigo J.L.Reboleira Alexandre.
O Noronha Leal, julgo não estar enganado, é o 1º do lado direito, e segundo sei foi um dos alunos mais brilhantes do seu tempo. O tal Noronha que referes julgo que deve ser António Noronha.
Como o Orlando Santos tem uma memória de elefante, e também fazia parte da turma, certamente vai dar uma ajuda.
Um abraço
Zé Ventura
(Clicar em cima para ampliar)Amigo Z.L. Reboleira,o Noronha Leal é o primeiro da direita, o "menino" de gravata é o Rogério Pescada, o do meio é o Marcolino que segundo me parece faleceu em França, pois quis-me parecer que há uns anos na Gazeta das Caldas eu li que ele tinha falecido. O outro Leal da foto era também aluno muito intelegente e é o segundo da esquerda "da última vez que eu o vi foi no encontro em Obidos em 2003" onde ele nos deliciou com uns lindos poemas, nos intervalos para ajudar a disgestão.
Certamente o Noronha esclarece
Bom ano para todos
Joaquim Chaves........07-01-2010
Que turma, este 2º. F!
E como eu me recordo bem de todos e os revejo na "fotografia" daquele tempo. Alguns há que nunca mais vi ou, se calhar, por eles passei sem os reconhecer.
O Noronha era, salvo erro, da Moita de Alvorninha, e usava uns óculos muitos grossos, tipo "fundo de garrafa".
O Chão da Parada era quem fornecia mais elementos: Fernando Marques, Fernando Reboleira, José Contente, José Luís Reboleira e José Reboleira Manuel.
Algumas particularidades permanecem, claríssimas, na minha memória: a gaguez do António Maria Santos; o cantar alentejano do António Barradas; a beleza, segundo as colegas, do José Luís Mota Salvador que, na linguagem de hoje, seria um "pão"; o domínio de bola do Mário Ventura e a velocidade do Manuel Espadana;a subtileza do jogador de volei que era o José Carlos Dionísio e a forma como o Victorino "bolava" "à balanceiro"; os ciúmes que o Fernando Conde provocava no Luís Monterroso, perante a preferência da "paixão" comum.
Muitos estão hoje bem instalados na vida e com grande sucesso profissional. Houve quem mudasse de nome e quem se esfumasse: que será feito do Franclim Eugénio e do Jorge Machado, que protagonizaram, julgo que no ano seguinte, um episódio numa aula do Engº. Piriquito, a que o Zé Ventura assistiu, ao qual alude muitas vezes e que me dispenso de contar, por não querer baixar o nível do blog.
É melhor parar por aqui, para não correr o risco de ser "chato". Ou já fui?
Orlando Sousa Santos......07-01-2010
Orlando, estavas inspirado. Saiu lindo o teu texto. Também eu revejo todo este pessoal e os óculos do Noronha.
Antes de terminar e porque não: notaste que dos 5 elementos do Chão da Parada, na mesma turma, 3 são Reboleira ? Para quem não sabe este apelido é exclusivo da nossa zona.
No Canadá, pela dificuldade de pronuncia deixei de o usar, salvo no meu hotmail: reboleira@hotmail.com, mas aí ainda sou Reboleira para muitos.
J.L.Reboleira Alexandre.........08-01-2010
Só para esclarecer...como sugerido pelo Chaves:
O António do Rosário Noronha é, de facto, meu primo, embora afastado.
Não conheço os alunos da outra turma, o que não admira, quando essa rapaziada entrou, eu já andava no ICL, em Lisboa. É que eu sou já muito velho !
Não somos, Maximino (ed altri...)?
"By the way", esse repto de ir ao Santo Antão este ano, não caíu em saco roto, caro Maximino. Tenho é de arranjar motorista...não vá a GNR aparecer...
Noronha...........08-01-2010
O "Inhas" referido na foto refere o Mário Manuel Félix Martins Pedro, de S. Martinho do Porto e ainda por lá anda. Foi durante muitos anos Presidente da Junta de Freguesia ao qual se seguiram mandatos na Fundação Manuel Francisco Clérigo, Clube Recreativo e provavelmente outros mais, que os anos já são muitos e a memória cada vez mais escassa. Pelo que sei está bem e recomenda-se.
Um abraço a todos e... espero, até ao dia 17 de Janeiro. Ainda havemos de alugar um comboio para recordar velhos tempos.
A.Justiça........08-01-2010
Amigo Noronha...quanto a motorista não tenhas problemas...!!!
Eu se necessário, irei levar-te a casa e podes estar descansado, porque eu só posso mesmo beber água...!!!
Mas será que estamos mesmo velhos como dizes...?
Um abraço
Maximino .............08-01-2010
Por vezes sinto-me indeciso se devo entrar ou não no blogue da Escola pois raramente lá vem alunos dos anos 50's, principios de 60 a dizer algo dos nossos anos de escola. Se bem me lembro os cursos eram de 5 anos, quem desse entrada no Ciclo em 52 iria encontrar com os do 3º, 4º ou 5ºdo curso anterior e assim sucessivamente, por isso mesmo sendo mais velho que o Noronha Leal e os da foto ainda convivi com eles e com os dos cursos antecedentes e deles guardo uma boa memória e até amizades. Como nunca frequentei a Escola Nova, não sei ao certo como era a convívência entre os alunos dos diferentes anos, diferentes cursos e até das turmas dessa mesma "nossa escola". Da Escola Velha sei que por se encontrar num recinto onde a entrada para as aulas era uma obrigação desde o Portão de ferro da Rua Diário de Notícias até à velha porta da escola onde entravamos, incluíndo director, professores e a "malta" e a "rivalidade " (no bom termo da palavra) entre turma B e a turma C, com o campo de futebol na Mata ali mesmo ao lado parece que todos nós nos conheciamos. Como já foi dito anteriormente noutros comentários por vezes "pareciamos um bando de pardais à solta ..os putos ..os putos" a irmos dar "rábia" ao (Sapo),que era o zeloso guarda da mata e nisso eram de turmas e anos diferentes onde o mais "traquina" e o mais "anjinho" se juntavam e talvez daí houvesse algo que nos unia talvez até o saudoso Pacheco dentro daquele pequeno recinto com as castanhas, os gelados, as pinhas e os chupa-chupas. Talvez o Tenente Ferreira da GNR que não conseguia "parkear" o carro no quintal da mesma polícia que ficava no recinto da Escola e por vezes nós vinhamos assistir às manobras, o que fazia o pobre homem mais nervoso e não conseguia pôr o carro na garagem, tinha que vir um guarda que à primeira lá estacionava o carro, tudo isto se passava num espaço relativamente pequeno em que todos tinhamos que conviver. Se não aparecer mais pessoal da minha época penso que vou desistir.
Chaves........08-01-2010
O amigo Chaves queria que por aqui passassem...: O Afonso da Serra d'El-Rei...o Zamor de Óbidos...o Rabaça Martins do Bomarral e outros assim ,não era...?
Mas essa malta não é malta de andar pela Net...
Estamos cá nós amigo Chaves...eu também sou desse tempo...e todos os outros que passaram pela Escola...somos todos "desse tempo"...desistir é que não...!!!
Um abraço
Maximino.......12-01-2009
Chaves.........13-01-2009
Tudo de bom para ti amigo e até ao verão...!!!
Abraço
Maximino........14-01-2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
70.000 Visitantes
2010 aí está, e curiosamente no dia 1 de Janeiro o blog registou o visitante número 70000.
Já agora aproveito para fazer um “briefing” da situação.
| Blog | Dados |
|---|---|
| Visitantes | 70000 |
| Visitas | 263900 |
| Tempo de vida | 1334 dias |
| Média de visitantes diários | 81,42 |
| Média de visitas diárias | 238,84 |
| Record de um só dia | 157 Visitantes, 382 Visitas |
| (11 de Maio de 2009) | |
| Fotos publicadas | 709 |
| Fotos provenientes de | 153 Ex-alunos |
| “Post” publicados | 555 |
| Comentários feitos | 1231 |
| Acessos com regularidade ao Blog em Portugal | Cerca de 210 Locais |
| Acessos com regularidade ao Blog no Estrangeiro | Cerca de 27 Países |
| (Acessos dos E.U.A e Canadá) | Mais de 30 Locais |
É com estes dados animadores que se inicia o novo ano, que como é sabido irá ter o seu ponto alto no dia 8 de Maio, (faltam só quatro meses).
Comentário:
E o Zé Ventura que me perdoe...mas estamos todos de parabéns...!!!
Um abraço Zé, por nos manteres "mais vivos" e mais unidos...!!!
Mais uma vez um Bom Ano de 2010
Maximino.......03-01-2010
Há aqui um detalhe nas estatísticas que me faz pensar: Canadá e USA representam 15% do total dos locais com acesso ao blog. Mas em termos de participantes activos não iremos além do 1 ou 2%.
Não fosse o receio das calinadas na lingua de Camôes, e muito mais estórias apareceriam.
No entanto esse receio compreende-se sabendo quanto os nossos amigos do outro lado do mar são de crítica fácil.
Mas lá dizia um conceituado linguista (russo ? como não lembro o nome, deixo isso para o meu amigo Artur G.)que, bem falar, é a gente entender-se, nada mais que isso.
Bom Ano para todos!
J.L.Reboleira Alexandre.......04-01-2010
Vá lá companheiros/as...
Não tenham receio das possíveis calinadas (agora com o acordo ortográfico...nem se notará...!!!)
Mas também pode ser um benefício...:faço parte de um Forum (de sportinguistas claro...!!!)onde entre as muitas centenas (de pessoas com bom gosto...!) temos um amigo natural de Loures, mas nos Estados Unidos desde miudo e já lá vão cerca de 50 anos...
Pois o amigo "Juve" ao principio... "era quase uma desgraça"...
Agora...??
Nós nem reparamos e todos os dias entra na conversa...!!!
Por isso...não façam cerimónia...!!!
Um abraço
Maximino.......05-01-2010
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