terça-feira, 29 de junho de 2010

Ceramistas dos anos cinquenta

O Blog mesmo em época de futebol e férias continua a mexer.
Da Carla Rainho recebi o seguinte mail:

Sou a filha do Fernando Rainho, neta do Mestre Rainho. Envio uma foto que penso ser na escola e com alguns alunos.
Agradeço que comentem caso reconheçam alguém
Cumprimentos,
Carla Rainho

Remeti a foto para o António Feijão, ceramista dos anos cinquenta, que nos diz:

Amigo Ventura:
Como diz o ditado ..."Recordar é viver".
Dos identificados apenas perdi o rasto ao Henrique, todos os outros já nos deixaram.
Os outros três não consigo identificar para já,...mas vou pedir ajuda a uma pessoa que tem uma memória prodigiosa e voltarei a contactar.
Um abraço.
A.Feijão

Comentários:

Fiquei bastante surpreendida ao deparar com esta foto, não por ela em si, mas pela pessoa que a enviou, a Carla.
Devo dizer-lhe que conheci perfeitamente o seu pai e avós paternos.
Fui aluna da sua avó, Sra. D. Joaquina, privei de muito perto com esta família, em garota, pois as aulas decorriam no próprio lar, tratava-se de Ensino Particular.
Foi uma professora extraordinária e, ao longo de vários anos, mantive o contacto com ela.
O seu avô era um homem adorável também!
Quanto ao seu pai, recordo-me que, há muitos anos, se ausentou para um País africano, creio que o ex-Congo Belga (seria?) e o seu percurso foi um pouco enigmático. Desconhecia até que teve uma filha e gostei muito desta evocação merecida que fez agora ao seu avô.
Felicidades para si!

Fátima Valente.......30-06-2010

Venho só dar uma pequena prestação e talvez ajudar o amigo A. Feijão sobre o rasto do Sr. Henrique Ribeiro,o qual é muito mais velho do que eu, mas tive algum contacto com ele a última vez há cinco anos estivemos num casamento na mesma mesa onde trocamos vivencias e matamos saúdades da nossa terrinha, pois o Sr. Henrique vive já há uns quarenta anos nos Estados Unidos, mais precisamente em Hartford Cunneticut,onde quanto sei tem sido um grande embaixador da lingua de Camões através de uma estação de radio Universitário onde fazia um programa semanal a divulgar estórias e musica Portuguesa. Também sei que visita as Caldas de vez em quando.
Espero que este meu relato tenha pelo menos dado alguma luz ao amigo Feijão.
Um abraço para todos.

Antonio Abilio............30-06-2010

Cara Fátima,

Efectivamente o meu Pai foi para o Congo e lá ficou (onde morreu). Eu e o meu irmão nascemos lá e viemos para Portugal, onde fomos criados pelos nossos avós (aí nas Caldas). Toda a minha adolescência foi aí vivida e apraz-me muito ter a possibilidade de recordar o meu Avô e a minha infância.

Cumprimentos,

Carla Rainho.........30-06-2010


Amigo Ventura :
E de repente estamos de volta ao passado 59 anos.
Primeiro ano do curso de formação ceramista:
Joao Manuel de Pinho Marques, Henrique Nogueira Ribeiro, Armando Jose da Silva Correia, Ângelo Gomes Luis e Fernando Corregedor dos Santos.
À direita camisa branca e suspensórios, Jose Paulo Ramos dos Santos o ultimo aluno do curso de modelador cerâmico.

Amigo Feijão, Do Corregedor nada sei, mas eu com 74 vividos e sem problemas contínuo a fazer peso ao chão.

Antonio Abilio, Já cinco anos? O tempo voa, o programa de rádio contínua irei completar 40 anos ao microfone no dia 30 de Janeiro de 2011.
Como estão os teus pais? não os vejo há alguns anos, diz alguma coisa, o nosso amigo Zé Ventura tem o meu email.
Ausente da pátria há 42 Anos, é bom decerto ser recordado por vós. Vou a Portugal todos os anos e regressarei uma vez mais em Outubro.
Um grande abraço para todos.

PS. A jarra foi um projecto do curso de formação ceramista, a minha parte nele é o escudo das Caldas nos dois lados.

Henrique N. Ribeiro


Olá amigo Henrique
Fico muito feliz de o encontrar neste blog pois para mim tem sido um meio de reviver e encontrar amigos da já longinqua juventude.

É sempre bom reviver e ver caras do nosso passado, assim como ler peripécias dos tempos de escola.

Pois é amigo Henrique, eu penso que são 5 anos mas na realidade até poderá ser menos, de qualquer forma são muitos, eu vou entrar em contacto com o nosso amigo Zé Ventura e dai entrarei em contacto directo com o meu amigo com todo gosto.

Espero que continue a participar neste blog, pois deve de ter com certeza bastante de bom para ajudar e manter o mesmo com histórias e comentários de mais valia, como defensor das nossas origens que eu sei que é, penso que o irá fazer.
Da minha parte Henrique foi um prazer saber de si!
Um abraço forte

Antonio Abilio........02-07-2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Faleceu o Mestre Mateus

Esta semana decididamente teve um início com noticias muitos tristes, ontem foi o Zé Agostinho que nos deixou e hoje a noticia é a morte do Mestre Mateus.

No final do ano passado tive oportunidade de conversar longamente com Mestre Mateus, onde me deu conta que ultimamente dividia o seu tempo entre as Caldas e o Algarve, onde tinha casa.

Falei-lhe dos encontros dos Antigos Alunos e Professores mas pareceu-me que nunca se sentiu muito atraído por esta festa.

O antigo Professor de Trabalhos Manuais era natural de Vila Real de Santo António e tinha 82 anos.

Comentários:

No 1º Período tive 12 a Trabalhos Manuais, nota mínima para fazer parte do Quadro de Honra de Ouro, a que tinha direito por força das notas nas outras disciplinas.
No início do 2º. Período fui "chamado à pedra" e informado que o 12 só tinha acontecido por "exigência" dos outros professores. A verdade era que talvez até o 10 fosse imerecido.
A reprimenda terminou com o pedido de mais empenho e a informação de que o Prof. Lalanda (Director da Turma) iria comunicar ao meu pai a minha falta de jeito e de aplicação.
A falta de jeito permaneceu até hoje, a aplicação melhorou substancialmente mas julgo que nunca mereci os 12 com que o Mestre Mateus sempre me presenteou, nos 2 anos em que fui seu aluno (1962/1963 e 1963/1964).
Obrigado Mestre e até sempre.

Orlando Sousa Santos........28-06-2010

Para a família as minhas condolências. Ainda há pouco tempo estive falando com o filho e estava tudo bem. E é assim que de um momento para o outro a nossa vida toma outro rumo. Que descanse em paz.

Vitor Pessa................28-06-2010
Foi meu professor, Mestre de Trabalhos Manuais, em 60/61 e 61/62 e a sua esposa, Professora Fernanda, em desenho. Os meus sentidos pêsames à família. Mais uma referência da minha adolescência que desaparece do nosso convívio embora fique na memória de todos quantos foram seus educandos.
Alfredo Justiça.............28-06-10
Também fui aluno do Grande Mestre e de sua esposa Dona Fernanda de quais eu tinha muita estima. Foi o Mestre Mateus que me mandou para o R5 aprender a tocar caixa com o Sargento (pisa flores) quando andava na Mocidade.
As minhas sentidas condolências para a familia, que descanse em paz.
António Abilio ...............28-06-2010
Não me lembro ao certo mas penso que o Mestre Mateus começou no meu 1º ano do ciclo.
Era relativamente novo quando deu as primeiras aulas, mas não era nada para brincadeiras e mantinha um grande respeito.Eu lembro-me que o Victor (irmão do Salvador(Pilas) que um dia enfiou um pote de grude (cola para a madeira) no agora já falecido Felizardo, na aula de trabalhos manuais e foi algo muito falado entre a "malta" e até por uns tempos, o Victor era conhecido como o "Pote". Depois não me lembro porquê trocou de nome para Chupa Tintas. Deus o tenha em descanso, foi um bom Mestre

Chaves ...........29-06-2010
Fui aluno do Mestre Mateus em 56/57e 57/58. Era austero, exigente, "dado ao respeito".
Preferiamos-lhe o Mestre Inácio (Oliveira), mais condescendente, menos ríspido com a garotada...

Era, também, quem dirigia, na EICRBP, as actividades da Mocidade Portuguesa.

Tive, muitos anos mais tarde, o previlégio de ser seu vizinho na Foz do Arelho.

Guardo dele a memória de um homem sereno, delicado, enfim, de um Senhor.

Que repouse em paz, Mestre Mateus !

F. Noronha Leal.........29-06-2010

Também tive o privilégio de conviver com o Mestre Mateus na segunda metade dos anos 50, quando iniciou a sua actividade na EICRBP.
Conheci-o na loja que o futuro sogro Vasco de Oliveira possuía no Bairro da Ponte onde trabalhei. Parava por ali a conversar comigo todo o tempo que dispunha nos intervalos das aulas, tentando conquistar a Fernanda Luísa que morava em frente, e de vez em quando surgia, dando uma furtiva espreitadela. Não me recordo se foi aluna dele, mas foi na Escola que a conheceu e logo ficou apaixonado! Foi uma conquista difícil, mas o mestre era um homem paciente e persistente. Muitas vezes me disse que se não casasse com a Fernanda, regressava ao Algarve e não mais pensaria em casar. Creio bem que foi amor à primeira vista, e talvez o grande amor da sua vida.
O Mestre casou primeiro que eu. Ficou pelas Caldas. Eu fui para Lisboa, e passado algum tempo deixámos de conviver.
Há cerca de dois anos, através do Zé Ventura recuperei o contacto. Falámos pelo telefone algumas vezes, e ainda combinámos um encontro no Alvôr. Contudo a saúde foi-lhe faltando, e quando estive nas Caldas em Maio deste ano, já estava muito doente.Apenas falei com a Fernanda Luísa.
Anteontem à noite recebi a notícia do seu falecimento.
É da praxe atribuirmos ao falecido todas as virtudes e encómios. Todavia, a História do Mestre Mateus tal como o conheci em 1957/58, (penso te-lo conhecido bem) desde há muito se encontra no meu caderno de memórias. Descrevo-o como um Homem integro, educado, calmo, paciente, e sobretudo muito persistente.
Foi um bom amigo!
Paz à sua alma!
Olhão, 30 de Junho de 2010.

Fernando Santos.

Apanhou-me de surpresa esta noticia ,apesar de saber que ele era mais velho que a esposa a minha professora de desenho muito querida SrªD. Fernanda .Reconheci a filha um dia numa loja Caldense falei deles e mandei-lhes cumprimentos ,na altura estava tudo bem ,mas a vida é assim e nada é eterno , neste momento onde quer que esteja será respeitado como um ser humano que a muitos de nós ajudou a crescer e ganhar maturidade com o seu exemplo.Para a familia os meus pêsames e que descanse em Paz.

Isilda Leal e irmão Amilcar Leal........26-07-2010

domingo, 27 de junho de 2010

Outro Amigo que nos deixa

O José Agostinho não resistiu à doença que o atormentava há mais de dois anos e este Domingo faleceu.
Tinha 65 anos e foi finalista do Curso Geral do Comércio em 1962.
Esta era uma notícia esperada, mas nem por isso menos triste.
O Zé Agostinho foi um dos grandes impulsionadores dos encontros dos Antigos Alunos.
Dinâmico, voluntarioso e muito teimoso, eram algumas das suas qualidades que fizeram dele uma figura de que vamos ter muitas saudades.
Descansa em paz meu Amigo.

Nota: O Funeral realiza-se em Peniche, Segunda-feira pelas 15H

Comentários:

Regresso à terra que o viu nascer, da pior forma.
Descansa em paz Ginho

Jorge Saldanha........27-06-10


Descansa em Paz amigo, não serás esquecido pelos muitos amigos que tens...continuarás vivo na nossa memória...!!!

Estive com ele a última vez no Baptizado de um netinho em Óbidos o ano passado, fui dar-lhe um abraço e embora ele estivesse cheio de esperança, eu achei-o muito em baixo...!!!

Não consegui ir ao funeral do Zé, a agenda não permitiu...e tive muita pena...!!!

Maximino........28-06-10

Comentários no Facebook
Outro amigo que nos deixa ...

Lá longe, em 58/59, o José Júlio da Conceição Agostinho integrava, com o Parracho e o Zé Nicolau, o trio de colegas que nos vinham de Peniche.

Sem menosprezo pelos outros dois, o Agostinho era o mais "pachola", sempre bem disposto e amigo. Assim o reencontrei, tantas vezes, pela vida fora.

Agora, cansou-se e partiu. Adeus, Zé Júlio. Os teus amigos lembrar-se-ão sempre (ou, melhor, enquanto por cá continuarem...) de ti, como um Amigo Fixe !

Noronha Leal............29-06-2010

Acabou a Guerra

O titulo deste post pode parecer despropositado, mas na verdade tem muito a ver com a fotografia que se publica.
Esta preciosidade que o Carlos Sousa foi descobrir nas suas memórias recorda o fim da Segunda Guerra Mundial.
A fotografia foi tirada a 8 de Maio de 1945, precisamente o dia em que a Alemanha se rende incondicionalmente, acto que marcou o final desta tragédia que varreu a Europa.
O pormenor das bandeiras que as alunas empunham é significativo.

Um mês depois, os alunos organizaram o seu tradicional espectáculo de fim de aulas.
Como se pode constatar pelo cartaz os artistas eram do melhor.

Comentário:

Como ao tempo eu ainda tinha apenas 2 aninhos...

Fica-me a saudade do Pinheiro Chagas...!!!

Maximino.......27-06-10

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Dia da Espiga

Estas fotografias da festa da espiga de 1965, que fazem parte do álbum da Ana Cândido, é a prova como alunos e professores se envolviam nesta festa.
Da fotografia de cima, além do Professor Joaquim Sarmento, “O Seringa”, temos uma “molhada” de alunos onde se reconhece o Jaime Neves, O Beja, a Gracinda, O Gandaio, o João Alcino, a Elisabete Pinto, a Celeste, a Ermelinda, etc.….
Em baixo uma foto muito especial da Professora Deolinda.



terça-feira, 22 de junho de 2010

Hora de almoço

Esta fotografia que a Anabela Cardoso estampa aqui no Blog, leva-nos até à cidade de Coimbra onde é visível as meninas da nossa Escola numa pausa para almoço.
Da esquerda para a direita temos a Clara, ?, ?, a Ana Rocha e a Anabela Cardoso.
Como é costume há sempre uns pontos de interrogação que ficam à espera de ajuda para serem substituídos pelos nomes.
Esta viagem de estudo teve lugar provavelmente em 1972.

Comentários:

A seguir à Clara Pereira temos a Cristina Saloio e a Anabela Jesus.
Estas nunca aparecem, vamos para o ano motivá-las!
A Lúcia bem insiste mas estas raparigas....esquecem-se!

Anónimo..........23-10-2010


Olá. Queria fazer uma pequena correção a rapariga que foi denominada como Anabela sou eu- a Teresa Sousa das Gaeiras. Já agora alguém sabe alguma coisa da Violante do Bombarral?

Teresa Sousa........25-06-2010


Ainda longe do tempo do Fast-food...toca a comer o farnelinho feito pela mamã...!!!

Maximino..........25-06-2010

Falando em fast-food. Será que o amigo Maximino e outros daí, sabem que aqui na terra do fast-food a miudagem leva o lanche diariamente de casa ? A cantina escolar, instituição indispensável em Portugal antes como agora, aqui é o que se poderá chamar de «useless», isto é :inútil! Portanto o que este pessoal está a fazer fez o meu filho mais velho da pre-maternal até à Faculdade e o mais novo ainda faz. Eu creio nunca ter levado lanche para as escolas onde andei. Hábitos afinal.

J.L.Reboleira Alexandre........26-06-2010


Pois meu amigo, eu levava todos os dias a cestinha com o farnel que depois comia em companhia de outros colegas, nas mesas da Mata onde havia ao tempo uns locais para merendas...!!!

Algumas vezes, quando não levava a comidinha de casa...ia uma sopinha na cantina...!!!

Outros tempos...outros hábitos...!!!

Abraço do

Maximino ..........26-06-2010

No meu tempo eu levava a "cestinha" no Ferrari a pedais e o "refeitório" era a casa do SAPO na mata. Só mais tarde um grupo passou a fazer "refeitório" na "Ti Rosa" dos burros. Grandes manjares que às vezes eram acompanhados com uma "cigana".(Quem se recorda o que era uma cigana?)

Santana Marques.......27-06-10

domingo, 20 de junho de 2010

As alunas no recreio

A Ana Bela de S. Mamede, descobriu nos seus álbuns de memórias esta fotografia dos seus tempos de Escola.
Segundo a anotação no verso da mesma, ficamos a saber que esta foto é datada de 19 de Maio de 1966, e foi tirada no pátio junto à sala de Desenho.
O que é curioso é que este dia era quinta-feira da Ascensão e as alunas não estavam com um ar muito festivo.
Para completar a imagem fica a identificação, possível, das alunas;
Ana Bela, Graça Barreiras, Ermelinda Casimiro, Isabel Feliciano, Graça Várzea (sentada de bata branca), ? Mónica, ? Lurdes Norte e Elisabete Pinto

Comentário:

Olhando bem, entre estas fotos e as anteriores passaram 9 anos e já se notava bem a diferença no vestir, os pais já poupavam bastante não era necessário tanta roupa. Eu penso que as mini vieram logo a seguir para dar mais vida e cor à paisagem, Estão de acordo?

Chaves.........21-06-10

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Passeio a Sintra

Esta fotografia datada de 9 de Maio de 1957, é uma das muitas fotografias que a Alda Marques nos deixou antes de partir.
Recorda uma viagem de estudo dos alunos da Escola à bonita zona de Sintra.
Como era diferente a maneira como as meninas se vestiam, diga-se em abono da verdade, que embora sejam caras bonitas, as saias compridas não ajudavam nada.

Comentários:

Espero não ser cortado, pois já aconteceu várias vezes (Não é verdade, todos os comentários são publicados). Na minha época havia uma canção em moda e que era assim: não há dinheiro, não há dinheiro, não há dinheiro nem para passear, não há dinheiro, não há dinheiro não pode gastar e este era o meu lema e de muitos outros, por isso nunca aparecemos nas fotos das viagens. Vamos então tentar dar vida a alguns nomes. Na segunda fila a contar debaixo: o menino de casaco físico de alfaiate é o sobrinho do Pr. Barreto (grande barraqueiro), a seu lado a Noémia Nabo "filha do polícia Nabo" e a seu lado a irmã do Calinha e um pouco mais acima, o Albano Mais um degrau acima e lá está o Amável (Banco Lisboa e Açores) e a espreitar no topo, a Lopes, irmã da São Lopes. Em baixo, a terceira da frente é a Cremilde (lado esquerdo) e por detrás é a Manuela (já falecida), prima da Solange. No topo lado direito eu penso que é o Pr. de inglês e a seu lado o Maia, mas desta vez sem óculos escuros. A irmã do Vidigal encontra-se no lado direito na segunda fila. Lembro-me de todos/as mas é me difícil recordar os nomes, mas talvez alguém dos anos 50 venha dar uma ajuda.

Chaves……..20-06-2010


Por favor, gostava que alguém confirmasse se aquela menina com a saia de xadrês pode ser Pilar Salvador,. Se assim for, é a minha mãe.

Luzia ....................10-09-2011

Confirmo que a menina da saia de xadrez é a Pilar, de quem fui uma grande amiga.
Fernanda Noémia..............03-11-2011
fernandanoemia@sapo.pt


Obrigada, Fernanda.
Reconheci a minha mãe porque a achei parecida com a minha irmã.


Luzia.....................03-11-2011

terça-feira, 15 de junho de 2010

Futebolistas de eleição

Em tempo de futebol, esta foto que o António Nobre nos enviou de Leiria, assenta que nem uma luva aqui no Blog.

Diz ele:

…A foto reporta-se a malta da nossa Escola e que na altura representava o Caldas Sport Club em Juniores, corria a época 1965/1966.
Passaram-se 45 anos e como tal hoje todos nós somos “cotas” já avós e porventura alguns já nem sequer cá estarão, presumo eu claro.
Para completar a informação, aqui vão os nomes que ainda me recordo.
Assim e em pé (1º plano):--“Russo” assim era conhecido, ?, ?, Rui Valada, Jaime de Tornada e Albino
Em 2º plano e de cócoras:--Cunha, Xico Cera, Eu próprio o Nobre “ganda” crack”, O Quim de Salir e o Julinho

Tal como diria o nosso grande Amigo Daniel Sanches, disponibilizo-me para pagar uma grade de minis a quem identificar os dois nomes em falta e que se assinalam com “?”.

Um grande abraço
Antonio Nobre

Comentários:

O Cunha se não estou enganado é aqui de A da Gorda...
E mais ao menos na mesma altura, creio que militavam no F.C.Caldas o Lua (Bernardo Paulo)e o João Manuel Domingos entre outros...
O João Manuel era muito habilidoso (sim, claro...e os outros também...)um dia num Caldas X F.C. Caldas, alguém da bancada gritou para um jogador do Caldas para partir uma perna ao João...creio que ainda hoje o João não simpatiza muito com o Caldas...por causa daquela boca...!!!

Maximino........17-06-10


O primeiro ? é o "Semente" da S. Rita, agora topografo, penso que na Câmara

Chaves........20-06-2010

O amigo Chaves parece que mandou implantar um chip de memória...eu então "sou uma desgraça"...não me lembro de quase ninguém...!!
Um abraço

Maximino............20-06-2010

O Maximino tem razão, o Cunha é mesmo da Dagorda, e mora nas Caldas.
O primeiro (?) é o António Duarte (ex-funcionário da EDP).
O segundo (?) é o José Carreira (já falecido).

Martins........21-06-2010


Olá Martins, bem vindo aqui ao blogue para dar alguns esclarecimentos e tirar duvidas. Eu tinha quase a certeza que o segundo ? já tinha falecido, mas tinha duvida. O primeiro ? eu disse o "Semente",porque o pai dele era o Zé Semente da S, Rita, vizinho dos meus tios e há 4 ou 5 anos ele foi medir um terreno dos meus sogros para ver se estava certo.

Chaves...........21-06-2010

domingo, 13 de junho de 2010

Portugal vs Coreia do Norte

Ano 1966.
Dia – não recordo
Tempo? - Chuva e temporal, que Deus a dava.
Operação - faltar às aulas de tarde.
Objectivo - S. Martinho do Porto.
Local - Sede do Grupo Desportivo e Recreativo Concha Azul
Tomada de Conhecimento - Televisão… naquele tempo… poucas mais havia… ver o jogo.
Operacionais - todos, convocados e não convocados.
Primeira Acção da Campanha - ida até á estação dos Caminhos de Ferro de Caldas da Rainha, CP.
Segunda Acção de Campanha – viagem de automotora até S. Martinho do Porto.
Terceira Acção de Campanha – deslocação até á Sede do G.D.R.S.M.P. sem que ninguém nos visse, principalmente e nomeadamente o “inimigo”, digo, os progenitores.
Quarta Acção de Campanha – instalarmo-nos comodamente nas cadeiras confortáveis… de madeira e “puxar pelos Magriços”.
Quinta Acção de Campanha – regressar à estação dos comboios, esperar pacifica e pacientemente pela automotora oriunda das Caldas.
Sexta Acção de Campanha – sair da estação… assobiando para o ar, assim como quem não quer a coisa e… irmos para o quartel, digo, casa.

Relato do Golpe de Mão:
Chegados à estação de Caldas somos informados que tinha, algures perto de Óbidos, caído uma ribanceira para a linha de comboios pelo que, não havia circulação dos ditos mas estava-se a pensar em formar um até S.Martinho… rebuliço, protestos… então e os outros passageiros que iam para mais longe? A decisão “não atava nem desatava” e… argumenta o chefe, é uma responsabilidade muito grande, não a posso tomar, e, etc., etc.
Alguém pergunta: - E em S. Martinho será que podemos apanhar a “carreira” e seguir viagem?
Resposta enfática com ar desesperado: - Talvez não, porque sabemos que a ponte de Tornada caiu e a ponte de Salir também caiu.
Se bem se lembram – já ouvi isto em qualquer lado – a ponte, na estrada nacional perto de Tornada, era feita de madeira e foi destruída e arrastada pelo temporal – é bom voltar atrás, ao cimo da descrição da Operação, e consultar (Tempo?) – pelo que camionetas e automóveis… que eram raros… também não circulavam entre Caldas e Alfeizerão e, camionetas oriundas de Alcobaça para Alfeizerão / S.Martinho, se as havia! duvido! talvez só quando o Cristo fazia anos, ora como Ele já por cá não andava...
Ora bem. Perante tanto acontecimento esquerdino… Diabo… a acção que tão bem tinha sido planeada e escrupulosamente estudada até ao mais ínfimo pormenor, estava altamente comprometida e já víamos – novamente devem consultar o inicio, Local, Objectivo e Tomada de Conhecimento – fugir diante dos nossos olhos.
Para piorar a situação a água da chuva invadiu a estrada por alturas da Caldeira, entre Alfeizerão e S. Martinho, na chamada quinta do Gama. Assim a única passagem existente seria a “penantes” pela linha do comboio e respectiva caminhada por sobre a ponte de ferro, sobre o rio, a seguir ao apeadeiro de Salir.
Contra factos não há argumentos… a não ser que sejamos políticos, esses têm sempre argumentos para argumentar o argumento mesmo que tal não seja argumento passará a ser argumento do argumento… “livra”! mas perceberam? não perceberam? é que se não perceberam finjam que perceberam, pelo menos para eu julgar que perceberam. Perceberam?
E assim colocamo-nos a caminho do Objectivo. Lembro que chovia embora nessa altura, se bem recordo, já se estava no período de aguaceiros esporádicos. Refilando, barafustando e praguejando lá fomos caminhando ao longo da linha até chegarmos ao apeadeiro de Salir.
Recordo que - para os que já se esqueceram do motivo porque estão a ler “esta coisa”, era a Tomada de Conhecimento, consultar o inicio – a pretensão valia o que vale e até mais. Patriotismo acima de tudo… Viva Portugal… Galitos, Galitos, hurra.
Chegados ao apeadeiro de Salir ouvimos o barulho de um “pouca terra, pouca terra”, vindo do lado das Caldas. Com imprecações, usuais nestas situações, tais como “valha-nos a Santa” ou “bendito Sejais Senhor”, perceberam não foi? Claro que não ia aqui descrever as imprecações, era bom de ver, lá embarcamos no comboio, cansados, moídos, desgraçados, encharcados e chegamos ao Objectivo – consultar novamente o inicio – não sem antes saber que, diante dos protestos, o Chefe da estação de Caldas resolveu, a bem dos seus ouvidos, organizar o comboio, A partir daqui, chegada ao Objectivo, começa a Terceira Acção da Campanha – consultar a discrição da acção, não agora é mesmo para consultar pois houve alterações porque o inimigo, quer dizer, os progenitores, estavam na estação afim de saberem noticias e ficaram a saber que vinha um comboio das Caldas pelo que esperaram a sua chegada
- embora com estas alterações na TAdC lá seguimos para a Sede do Grupo.
Aí chegados, o jogo já começado e bem (ou será mal?) começado, estávamos a perder por 3 a 0. Maldição, depois de tanto trabalho, tanta canseira, tantos quilómetros “a butes”!!!
Mas nós somos assim… heróis até ao fim. Alvoraçamos aquela Sede puxando pela Selecção, praguejamos tanto que lá, ao longe, os “meninos” devem ter ouvido, principalmente o Pantera que desatou a meter golos e… foi um final feliz. Valeu a pena.
Escusado será dizer que a Q.A.dC. e a S.A.deC. – se querem saber o que estas iniciais querem dizer consultem, no inicio o Plano de Acção.
Hoje os festejos seriam, talvez com umas cervejas, mas naquele tempo… quanto muito uma “Larangina C”. Terá sido? Não me lembro.
Um abraço

A. Justiça

Comentários:

Amigo Justiça, vou-te falar do ano de 1966 e da maneira como eu e alguns amigos de escola passamos essa grande festa do futebol nesse ano. Eu e uns tantos amigos mais ou menos da mesma idade regressamos de Angola nesse ano. Eu a 10 de Fevereiro desse mesmo ano e os outros também regressaram antes do mundial e como só um de nós tinha televisão, ele era um dos meus amigos (o João Reis) infelizmente já falecido. Seu pai e a sua mãe convidaram esse mesmo grupo amigo do seu filho por termos regressado em bem a ver os jogos em sua casa, onde não faltou um cafezinho e uns bolinhos à maneira. Ninguém que tivesse vivido aqueles momentos jamais esquecerá, pelo menos o primeiro jogo. Entre aqueles jogadores ia um que dizia muito aos alunos do ERO pois ele estudou no Colégio e era de Alcobaça e o seu nome (Moura), que depois já no Sporting tornou-se conhecido por Lourenço. Eu e todos os alunos da Bordalo que fazíamos parte da equipa da escola, jogamos contra ele, mas não havia duvida ele era o melhor. Dizia-se na altura que foi um dos erros do treinador (Otto Gloria), não o ter posto a jogar no jogo contra a Inglaterra visto os outros jogadores estarem super esgotados e também devido à grande "falcatrua" que os ingleses fizeram em mudar de estádio no jogo contra Portugal para que a selecção tivesse que se deslocar de comboio até ao mesmo.
Nota: O João Reis foi aluno da Bordalo, seus pais tinham uma oficina de cerâmica na Rua 31 de Janeiro e chegou a leccionar na escola a arte de trabalhar o barro e tem uma rua com o seu nome nas Caldas. O Lourenço julgo que se formou em Farmácia depois veio para Montreal (Canadá). Penso que o seleccionador na altura era o J. M. Afonso, já que havia um treinador e um seleccionador para a selecção. Pode haver alguns lapsos da minha parte pois já lá vão 44 anos. Aprecio a tua "teimosia" em nos dar os teus pontos de vista e as tuas estórias e talvez nos vejamos este verão em Portugal pois vou andar por esses lados 3 meses e meio

Chaves.......21-10-2010


O Chaves já não é a primeira vez que menciona o Lourenço. Sei que os benfiquistas não lhe perdoam ter metido 4 (quatro) na Luz ao pequenote do Melo, mas isso são outras histórias. Foi um bom amigo que tive em Montreal entre os anos 75 e 80 mais ou menos. Perdi completamente o seu contacto, pois voltou a Portugal no inicio da década de oitenta.

J.L.Reboleira Alexandre.......22-06-2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Viagem de Finalistas

Esta viagem de finalistas teve lugar em Abril de 1962. e as fotos foram tiradas respectivamente no Choupal e Santa Clara em Coimbra e na Serra do Pilar.
Estas fotografias vêm do álbum do Zé Agostinho, que tarda em reaparecer nos Encontros dos antigos alunos, o que é pena pois ele foi durante muitos anos um entusiasta destas festas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O Jeito para línguas

Retomamos hoje a publicação de algumas "estórias" que estavam em "fila de espera".

O JEITO PARA LÍNGUAS

Eram três jovens alunos da Escola, que todos os dias se deslocavam da vila da sua residência, distante cerca e 18 quilómetros, para assistirem às aulas. O meio de transporte habitualmente utilizado era o ronceiro comboio do Oeste, apanhado bem cedo, depois de um périplo pelas ruas da vila até à Estação.
Naquele dia, a volta que precedia a chegada à Estação da CP foi mais longa e passou pelo Largo principal da urbe, onde se depararam com um casal de franceses necessitado de ajuda para prosseguir o seu caminho, vieram depois a saber, rumo à Nazaré.
Parado no meio da via, não causando, na época, qualquer estorvo ao diminuto trânsito mas impressionando os olhos dos da terra, um carro vistoso (seria um “boca-de-sapo”!?). Na mão do homem um mapa, onde era apontada a Nazaré e, por gestos, os dois cônjuges a procurarem indagar a forma de sair da terra, perante a ausência de sinalética que fizesse alguma luz. Os interlocutores eram dois ou três adultos, que não conseguiam entender patavina do que pretendiam aqueles seres vestidos de forma meio estranha e que, ainda por cima, falavam uma língua que nenhum deles entendia.
A chegada dos três jovens foi a salvação … c’os diabos, três jovens, ainda por cima estudantes nas Caldas (!), saberiam resolver o problema do entendimento e ajudar os franceses.
E assim aconteceu.
Os três já detinham alguns conhecimentos da língua francesa e, de forma fácil, perceberam que o problema era o caminho de saída rumo à Nazaré. O mais afoito conseguiu fazer-se entender e, de imediato e para espanto dos adultos, entraram no belo automóvel, iniciando a viagem que, para eles, acabaria em Caldas de “La Reine” e, para os franceses, à custa das precisas indicações dos jovens, culminaria, por certo, num belo banho de mar na Nazaré ou na deslumbrante paisagem do Sítio.
Na viatura, de luxo, a conversa resumiu-se, por parte dos jovens, a monocórdicos “oui”, “non”, “à droite”, “à gauche”, até à Praça da República, já na nossa cidade.
E eis que surgiu a grande dificuldade!
Era necessário transmitir aos franceses que chegara a hora de parar “la voiture”, que a hora das aulas aproximava-se e nenhum dos três estava interessado em prosseguir até à Nazaré.
Em vão, cada um buscava a frase necessária, o “abre-te Sésamo que parasse o carro”, “ o valor de xis desta difícil equação”.
O nervosismo e a falta de conhecimentos entaramelavam a língua e a frase, quando parecia quase, quase a chegar, fugia num ápice.
Até que … “nous ficarrons ici”!
Os franceses entenderam, pararam “la voiture”, esmeraram-se em “merci, merci, beaucoup” e “les élèves” encaminharam-se a passos rápidos para a Escola, onde fizeram jus à sua capacidade de explanação, para espanto e gáudio dos privilegiados que a ouviram.
A “estória” foi de tal maneira glosada e gozada que o pobre coitado, que tinha resolvido o problema, foi, durante, bastante tempo, massacrado com o “ficarrons”.

Orlando Sousa Santos

Comentário:

Tivessem eles estudado o Mon Ami Pierrot na véspera e tudo teria sido bem mais fácil. Quanto á viatura era de certeza um «boca de sapo». Quantos de nós (os que não tínhamos namorada, note-se) nas praias da zona, não esperàvamos impacientemente pela chegada duma DS21 (de executivo esta) ou duma ID19 (mais pobritana), que além dos pais transportavam as mademoiselles que usavam uns bikinis e umas mini-saias que punham os garotos da zona de cabeça perdida.
E depois havia aqueles que não percebendo nada da lingua de Molière, nos perguntavam até à exaustão: como é que se diz «a temperatura está boa hoje». Depois de uma rápida explicação lá conseguiam articular:
- mámuáséle la têmpetitiure é bóne ôjuduí!

O diálogo normalmente ficava-se por aqui.

J.L.Reboleira Alexandre........08-06-10

domingo, 6 de junho de 2010

Os nossos colegas de 1948

A La Salete este ano deu-nos o prazer da sua companhia no Encontro dos Antigos de alunos, contou-nos um pouco dos seus tempos de professora e o que para mim foi novidade é que também foi aluna da Escola.
Um tempo que ela recorda com alegria e naturalmente com alguma nostalgia.
Para ilustrar estes tempos aqui ficam duas fotos que segundo ela serão datadas de 1948.

Comentário:

Olá Zé Ventura!
Não sei se a La Salete foi aluna ou professora em 1948, todavia é sempre com grande satisfação que leio uma ou outra intervenção de antigos alunos que por aqui vão aparecendo
É certo que a La Salete apenas deixou duas fotografias da época, porém, até agora, (já lá vão dez dias) ainda ninguém desses tempos (nem destes) por aqui apareceu felicitando a senhora ou até dar-lhe a alegria de ver publicado um pequeno comentário!
Acordem! "Jovens" do meu tempo! Em 1948 tinha eu 15 anos! Vivia na Rua da Ilha, bem perto da antiga Praça do Peixe e trabalhava na Central Eléctrica perto dos Silos. Foi pena naquele tempo ainda não existir o curso de Electricista, pois certamente teria conhecido a La Salete como aluna ou quem sabe, Professora.
O blog é vosso! Não o deixem morrer!
Qualquer dia o Zé guarda na gaveta a colecção de fotografias, fecha o blog, (porque isto só mesmo por carolice) e depois não venham chorar lágrimas de crocodilo!!!
Desculpem o desabafo, e se me é permitido, um beijinho de simpatia para a La Salete.
Para todos, incluindo os "preguiçosos" aqui vai um abraço daquele que não é de Olhão.

Fernando Santos.......15-06-10

quinta-feira, 3 de junho de 2010

No banco do jardim

O Roldão, agora a viver no Cartaxo, enviou estas fotos que segundo nos contou, não sabe bem se os alunos que tomaram de assalto o banco do jardim, faziam parte do 1º Ano ou o 2º Ano do Comércio.
Lembra-se bem é dos nomes desta rapaziada, que são o Isac, o Clemente, o Francisco Romão, o Armando e o Jorge.
Sentados; o Lopes, o Rocha o Pinho e o Costa.
O ano deve ser 1965.
Para quem não se lembra quem é o Roldão, aqui está o seu Cartão Escolar, para avivar as memórias. Comentário:

Mais um belo exercício para a nossa memória! Pois conheço alguns dos rapazes desta foto, pelo menos dois foram meus colegas de turma no ciclo, o Armando e o Rocha, mas penso que esta foto foi tirada antes de 1965, porque o Carlos Rocha em 65 já se tinha ausentado para a França onde esteve pouco tempo e mais tarde para o Canadá onde fomos colegas de novo e até sócios por alguns anos.
Entretanto o C. Rocha já regressou para as Caldas há uns anos, desde então perdi contacto, mas tanto quanto sei estabeleceu-se com uma loja de artigos ervanários (naturais) ou qualquer coisa deste género.
Lembro-me da cara do roldão só não tinha grande convivência com ele, mas quero agradecer por nos trazer a foto, é sempre bom reviver os nossos tempos e amigos.
Um forte abraço.

Antonio Abilio.........06-06-10

terça-feira, 1 de junho de 2010

Viagem a Espanha

Os finalistas de 1972-73 realizaram a sua viagem por terras dos “nuestros hermanos”.
Para documentar este acontecimento pedimos as fotos da Isabel Sales Henriques que se publicam e têm a particularidade de ser a cores, o que para a época já era um avanço tecnológico muito razoável.

07-04-1973 ... Café Buena Vista, perto de Sevilha

11-04-1973... Escorial

12-04-1973.... Fronteira no dia de regresso

12-04-1973 ... Salamanca

domingo, 30 de maio de 2010

Um dia de recordações

Do blog http://xxcomissaoeicl.blogspot.com/ fui "roubar" este poema, porque ilustra bem o que foi o 17º Encontro do Antigos Alunos da Escola.

Conversas num dia de recordações


Juntaram-se companheiros de outrora
Porque agora já ninguém cora
Das recordações do passado
Quantos se terão enamorado
A quantas listas pertenceram
Alguns quase adoeceram
Foram os amores não correspondidos
Havia uns mais destemidos
Outros muito encolhidos
Se viam o outro sexo aproximar
Punham-se logo a tremelicar

Passadas dezenas de anos
Muitos, com muitos desenganos
Por quem do coração sofreu
Porque também a dor conheceu
Tantos que alegres continuam
Tantos mais que com seus amores amuam
Lá vão contando as suas estórias
Guardadas no canto das memórias
Aqui nas mesas reunidos
Recordam momentos mais ou menos queridos

Aqui numa mesa ao lado
Onde o companheiro já esquinado
Diz prá companheira matrona
Lembras-te daquela louraça
Quando passava na praça
Todos lhe chamavam boazona?

Então e aquele já careca
Namora aquela boneca
Que tem os olhos azulados
Punha os rapazes empretigados
Foi das primeiras a usar calças
E vestidos com alças
Tinha a mania que era boa
E o namorado, deixou-a

Aquela calmeirona lá do fundo
Metia-se com todo o mundo
Só procurava os rapazes
Casou lá com um doutor
Parece que ainda foi pior
Não conseguiram fazer as pazes
Foi um para cada lado
Aquilo foi o caldo entornado

Ai meu Deus, quem está aqui à nossa direita
Ela estava sempre à espreita
Pela janela dos sanitários
Fazia piretes ordinários
Aos putos que jogavam à bola
Depois, dava logo à "sola"
Quando aparecia a empregada
Ralhava com quem espreitava

Olha ali aquele fulano
Se eu não me engano
Ainda foi da minha turma
Mudou para a escola nocturna
Era dos mais belos "borrachinhos"
Fazia-me cá uns olhinhos
Olhava prá minha "peitaça"
Ficava "derretida", sem graça

Noutra conversa animada
Alguém relembra a palmada
Que a Carlita deu ao Luis
Ficou a sangrar do nariz
Ainda foi lisonjeiro
Apalpou-lhe o belo traseiro
Foi "parar" ao Director
Mas agora também é doutor

Olha, aquela tipa está ali!
Nem sei a última vez que a vi
Coitada, nem mamas tinha
Andava sempre de gatinha
Quando fazia ginástica
Dizem que fez uma plástica
É pra ficar mais vistosa
Parece mesmo uma "mula" gulosa!

Afinal, aqueles sempre casaram
Os pais é que não deixaram
Que eles namorassem tão cedo
Dos contínuos tinham medo
Mas eles eram tão meiguinhos
Pareciam dois passarinhos
Estavam-se sempre a apalpar
Olhem, fartaram-se de gozar

Aqueles dois, eram uns malcriados
Com cabelos abrilhantados
Eram cá uns gozões
Mal entravamos nos portões
Começavam logo a provocar
Queriam todas namorar
Cambada de galdérios
Muito pouco tinham de sérios

Aquela alí, era da Formação Feminina
Ainda era menina
Queria ser cozinheira
Ou habilidosa bordadeira
Era a professora D. Manuela
Que se punha atrás dela
Se ela queimasse o refogado
Tinha logo o caldo entornado

Nós do Comércio, éramos da "fina flor"
Está aqui muito doutor
Pela escola se terá formado
Está ali um que é o diabo
Quase não liga a ninguém
Ele nem sequer cá vem
às vezes ainda para mim sorri
Eu, faço de conta que nunca o vi

E os cursos industriais
Aprenderam profissões vitais
Pró desenvolvimento da Nação
Andavam de fato de macaco
Feito de pano barato
Tapando o coração
Quando olhavam para aquela janela
Saía logo uma assobiadela

Então e os nossos contínuos
Tinham uma farda de finos
Mal se riam prá a gente
Nunca mostravam o dente
Traziam-nos aperreados
Subíamos as escadas separados
Não fosse o diabo tecê-las
Raparigas com rapazes, nem vê-las

E os nossos S'tores
Tinham que ser cumpridores
Deles, queríamos notas altas
E que dessem muitas faltas
Nunca havia tempo prá brincadeira
Era o Doutor Malheiro do Vale
Pondo ordem no maralhal
Quando espreitavam junto á soleira

Estão aqui, muitos amigos reunidos
Já todos muito crescidos
Arquitectos, engenheiros, doutores
Quiçá, professores e alguns senhores priores
Comerciantes e industriais
E outros com profissões desiguais
Alguns sem dentes nem cabelo
De muletas e branco pêlo
Gente menos má e gente boa
Uns menos ricos e outros ganhando à toa

Pressinto que não estarão aqui pessoas más
Contribuindo para que este mundo seja de Paz.

sábado, 22 de maio de 2010

Antigos alunos nos cinquenta anos da ROL

A Schaeffler (Antiga ROL) fez 50 anos de existência. Ao longo destes anos tem passado por várias fases, umas boas outras menos boas, mas sempre conseguiu superar as situações mais difíceis e em plena época de crise economia como a que atravessamos, espera conseguir mais um recorde, atingindo a produção de 60 milhões de rolamentos.

À Scheaffler foi atribuída a medalha de Honra da Cidade, pelo seu contributo à economia da Cidade e da Região, sendo também atribuída ao Carlos Gouveia a medalha de ouro pelo seu trabalho no desenvolvimento e dinamismo à frente desta empresa, que como diz
“ AS CALDAS TAMBÉM FAZ GIRAR O MUNDO”.

É com muito orgulho que para tal contribuíram e continuam a contribuir muitos dos antigos alunos da Escola Industrial e Comercial Rafael Bordalo Pinheiro, hoje quadros desta empresa, onde se destaca o Carlos Gouveia, como director geral, assim como muitos outros que agora foram agraciados pela sua dedicação e pelo trabalho com mais de 30 anos ao serviço da R O L.
As fotos seguintes reportam a esse acontecimento que teve lugar na Lareira no passado Sábado dia 15 de Maio,

Filipe Silva

Henrique Jorge e Carlos Gouveia

Dília Ferreira

José Brilhante

Filipe Silva com o Primeiro Administrador, Loy

Ribeiro

José Ferreira
Comentários:

Foi à quarenta e seis anos, vindo da guerra colonial (ANGOLA) que eu pertenci ao grupo de trabalho nessa empresa, talvez uns cinco meses, mas que poderiam ter sido quarenta anos. Na altura em 1966, como eu tinha o curso industrial e o serviço militar cumprido, fiz uma aplicação para uma das posições que havia em aberto "controlo de qualidade", mas com oportunidade de avanço para quaisquer outra posição. Na secção de química, havia uma senhora (engenheira) que me iria dar essa oportunidade, só que houve alguém que disse que eu fazia falta onde estava (inverdade) e lá foi a oportunidade "por águas abaixo", o que me levou a vir para o Canadá como "Turista", sem dinheiro. Não era um sonho meu sair de Portugal, mas como tinha um irmão e irmã por estas paragens tive essa decisão e segundo me parece foi a decisão certa. Agradeço a oportunidade dada pela ROL, na altura e que ela continue a andar sobre rodas são desejos meus

J.Chaves………….27-05-2010

O Chaves partiu para o Canadá (país maravilhoso) devido àquela pequenina inverdade, tão típica de certos meios. Quantos não houve que em certas alturas tiveram vontade de fazer o mesmo ao longo de vidas inteiras de trabalho, nem sempre correspondidas com a devida recompensa, monetária ou outras.

No meu caso pessoal a razão da partida, estava o PREC no auge, foi devida a factos bem diferentes, até porque nunca cheguei verdadeiramente a trabalhar nesse cantinho, se exceptuar umas quantas explicações de Contabilidade a alguns alunos da Bordalo, com mais dificuldades. O que no entanto tinha em comum com o Chaves, era a falta de dinheiro,mas recuando no tempo realizo que o mesmo não fazia tanta falta como agora.

Como me dizia um barman na praia de Varadero há já longos anos, era o turismo ainda um bebé naquelas paragens, depois de lhe ter chamado a atenção para o facto de durante 3 dias não haver cerveja:

«amigo, tiennes mucho sol, playa e mujer guapa, porque quieres tambièn cerveza ?»

Para concluir que as coisas têm apenas o valor que lhes quisermos dar!

J.L.Reboleira Alexandre..........27-05-2010


Em primeiro lugar dar os meus parabéns ao meu amigo e colega Henrique pela sua longevidade ao serviço da Rol. 50 Anos é uma vida.
A outra, é que eu também trabalhei na Rol durante 3 meses no Control de Qualidade. Logo que acabei o Curso Industrial como tinha que fazer o estágio lá fui eu. Nessa altura já havia penso que três ex alunos da escola das Caldas a trabalhar, dois no planeamento onde estive umas semanas. Os dois do planeamento´, talvez 3 anos mais velhos que eu sempre me trataram como colega deles tenho boas recordações deles. Creio que um chamava-se Arlindo o outro não me lembro. O terceiro era do tipo chico esperto não me deixou saudades, sei o nome e a alcunha mas não digo.


Marco António..........14-05-2013

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Poesia, Teatro e Ballet

Da arca de recordações do Xico Cera, chega-nos estas preciosidades das actividades circum- escolares de 1969/70, mais precisamente da festa de 18 de Dezembro de 1969.
Para recordar fica aqui o programa completo com a indicação dos/as respectivos/as artistas.