Aida Dias, Ana Cândido, Graça Bento e Otilio, Zé Filipe e Colaço são os fotografados escolhidos para ilustrar o 13º Encontro realizado em Maio de 2006.
Entretanto é bom não esquecer que é já em 8 de Maio que vamos fazer a nossa festa, se ainda não te inscreveste, está na altura de o fazer.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
13º Encontro - 2006
quarta-feira, 21 de abril de 2010
O Sr. Amaral
As nossas memórias da Escola são feitas com todos os que lá estudaram ou trabalharam, e como é óbvio os contínuos fazem também parte destas recordações.
Vem isto a propósito porque hoje faleceu o “Sr, Amaral”. Recordo-me dele perfeitamente, até porque morávamos no mesmo Bairro e tinha nele um bom amigo.
Faleceu no Lar do Montepio, com 81 anos de idade.
Comentário:
Paz à sua alma...
Lembro-me perfeitamente dele e era bastante amigo dele (aliás fui sempre amigo de todo o pessoa...)...
Maximino........22-04-2010
Olá, boa tarde!
Minha querida e rica Escolinha...!
Tenho 46 anos e andei na minha Escolinha de 1975 a 1984.
Sempre me dei bem com todos os funcionários e professores, se bem, que naturalmente me relacionava mais com uns em especial. O Sr. Amaral era um doce! Não obstante por vezes ser um pouco rabujento, era um senhor muito compreensivo e amigo!
Bem hajam!
Dina Costa ..............03-03-2011
terça-feira, 20 de abril de 2010
12º Encontro - 2005
Olivio, Otilio e Correia Duarte são os fotografados na foto que reporta ao 12º Encontro dos Antigos Alunos.
Na foto de baixo, também do mesmo ano, podemos ver a Adelaide Seixas, a Isabel e o Zé Faustino.
sábado, 17 de abril de 2010
O Encontro está em marcha - Mensagens III
Cerca de uma centena de amigos já formalizaram a sua inscrição.
Se ainda não o fizeste, não te atrases, pois por uma questão de logística é importante.
Amigo Ventura:
Agradeço o e-mail e aproveito para fazer a minha inscrição para o almoço.
Posteriormente irei fazer a transferência dos 30,00€ para o NIB indicado.
Um abraço
Joaquim Pereira
Já agora, e se os aviões não caírem, como diz o F. Ferreira, de Toronto, (serão pelo menos dois «long-haul flights», até aí chegar, com uma paragem quase de certeza na Cidade Luz), junta lá mais 4 nomes à lista! o meu e da minha esposa
bem como o do meu primo Jose Alberto Reboleira Louro e da esposa Judite Santo Louro.
Abraço e até breve
J.L.Reboleira Alexandre 
Inapá!!!!!!!!!!! Já passou um ano? LOL 12 meses? 52 semanas? 365 dias? 8,760 horas? Já não vou aos minutos e segundos pa não me chatear! LOL Bolas pá! Não é justo! Mas enfim, olha, haja saúde! Que há, não há? Óptimo!
Então assim sendo, aponta aí o meu nome, e toma lá beijinhos que vais repartir com a Beta, e eu depois faço a transferência da massa, tá bem? Inté meus linduuuuuuuuuuuus!
Ana M. Reis
Este ano não falho, aqui vai o comprovativo da transferência para pagamento da minha inscrição
Se não for antes até dia 8.
Joaquim Marques
Boa tarde, Zé!
Faltam poucos minutos para começar o jogo(Benfica-Sporting)... tem calma que o Sporting vai vencer!
Mando-te o comprovativo do pagamento do meu almoço e do meu marido.
A Manuela Alferes logo fará o dela.
Beijinhos e força Sporting!
Lurdes Peça
Olá amigo Zé VENTURA,
Contem comigo e com minha esposa = 2;
Fernando Porfírio Ferreira e
-Maria Joaquina Ferreira;
Um grande abraço do Porfirio,
Comentário:
Olá Lurdes foi óptimo ver-te, tenho andado à tua procura no facebook e por todo lado, perdi o teu contacto manda noticias. Beijos
Helena Romão...........19-04-2010
Olá, Lena!
Desculpa... mas só agora foi possível falar contigo.
Para não ser longa a conversa escreve ao Zé Ventura e pede-lhe o meu mail e assim temos a possibilidade de contar uma à outra as novidades de tanto tempo passado.
Beijinhos e até breve.
Lurdes Peça........29-04-2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
11º Encontro 2004
Esta fotografia do 11º Encontro em 2004, mostra um grupo animado, onde entre outras se pode ver a Madalena Gil, Teresa Morgado, Quina e a Edmunda.
Curiosamente este encontro também se realizou a 8 de Maio na Lareira, tal como acontece este ano.
domingo, 11 de abril de 2010
Encontros de 2002 e 2003
A foto de cima que relembra o Encontro do ano 2002, vem do álbum do Lobato e mostra-nos que animação foi coisa que não faltou.
Nas fotos em baixo, que reportam ao 10º Encontro que teve lugar em 11 de Maio de 2003, podemos ver duas gerações de antigos alunos. Na primeira o Marques e o Zamor, na última o Limpinho e o Eduardo João.
Pessoalmente julgo que é nesta mistura de gerações que está parte do sucesso destes encontros, mesmo os mais conservadores que defendiam um encontro mais restrito, já perceberam que a renovação de gerações serão o garante de futuros Encontros.
Vejam lá as voltas que o mundo dá! O Zamor, que foi um dos maiores "índios" de todos os tempos que passaram pela escola é, desde há muitos anos, escuteiro e catequista em A-dos-Cunhados.
E esta, heim!?
Embora não tennha a ver com estas imagens, não posso deixar de dar a notícia da morte da Manuela Rebelo que foi minha colega de turma no Curso Comercial. Morreu há 3 semanas vítima de doença que não perdoa.
Há mais de 50 anos que não a via. A Manuela acompanhava permanentemente com a Helena Capataz de quem era vizinha na Rua Visconde de Sacavém. Tinha uma irmã (Rosa) que foi Alferes enfermeira da Força Aérea.
Decerto muitos se lembrarão dela.
Era enfermeira no Hospital S. Francisco Xavier, casada com um médico e deixa duas filhas.
Sanches.......13-04-2010
Lembro-me muito bem da Manuela Rebelo, pequenina, simpática.
Não creio ter voltado a vê-la desde os anos da velha RBP, mas guardava dela uma imagem de muito carinho.
Paz à sua alma.
E lá se vão sentando, um a um, à nossa espera !
Adeus, Manela !
Anónimo ...........13-04-10
Foi só por erro de digitação que fiquei "Anónimo". A minha homenagem à Manela Rebelo é pública e muito sentida !
F. Noronha Leal..........19-04-2010
A propósito da Nela - era assim que a tratávamos - recordo que nos nossos tempos de escola quem andava "atrás dela", era assim que se dizia à época, era o "Calinha". Creio que a Lena nunca morou perto da Nela, não obstante andarem quase sempre juntas.
Um abraço
Marques ............07-05-2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Encontros de 1999 e 2000
6º Encontro dos Antigos Alunos decorreu em 8 de Maio de 1999 e voltou de novo à “Lareira”.
O 7º Encontro saiu de novo das Caldas e realizou-se em Óbidos. Na foto de baixo, que reporta a este encontro, podemos ver o Corado, o Maximino e o Ramiro.
Comentário:Na foto supra(1ª) deixa-me identificar três colegas que foram da minha turma e uma delas- a Ester Sainz- colega de trabalho na F.A. Caiado-.
Assim, temos, a Madalena, e a Ester em 1º plano. Meio encoberta a Manuela Pedreiro-Prima do meu amigo Xico Cera- Ao fundo, de oculos, o Agostinho de Peniche.
Para todos vós um abraço. Encontrar-nos-emos em Maio no nosso almoço que ocorrerá na Lareira
Antonio Nobre.......11-04-2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
O Encontro está em marcha - Mensagens II
Amigo Zé
Se o avião não cair, conta comigo
Fernando Ferreira – Canadá.
Caros colegas
Lamentavelmente este ano não poderei comparecer, pois tenho a Assembleia – Geral da APOTEC.
Faço votos que o convívio decorra como sempre, ou seja com alegria e sã camaradagem.
Até para o ano um forte abraço para todos e obrigado
Manuel Patuleia
Olá Zé,
Em principio faço intenção de estar presente no encontro de este ano, o meu marido e eu. Podes fazer a nossa inscrição.
Um abraço
Maria Luisa …… Marbelha (Espanha)
Amigo Zé Ventura
Ainda não posso confirmar a ida ao convívio mas brevemente o farei.
Acabei o curso comercial em 1950 e o Industrial em 1952. Saí das Caldas com a família em 1953 e estou convencido que não encontrarei pessoal conhecido. Conheço o Inácio Feliz Rodrigues de Oliveira, o António Alves de Carvalho que não sei se costumam ir. Dentro de poucos dias direi algo sobre o assunto.
Fui aluno de Português do Prof. Manuel José Antonio, do Manuel Antonio Rainho, mestre de oficina da cerâmica, do Prof. Abilio Moniz Barreto, do Dr Leonel Sotto Mayor professor de contabilidade, Dra Maria Lúcia Vaquinhas, prof. francês, David de Sousa de desenho, Macario Mendes Rocha Diniz, desenho técnico e modelação. Dr Calheiros Viegas, matemática e o Padre Paiva, moral e religião.
Falta mencionar a Prof. D. Vitúria de estenografia e D Lavínia, esposa do Prof. Barreto, Prof. de caligrafia. Dr Martins Prof. de Direito e Economia Política e o Dr. Condé, não me recordo a disciplina. Bom, um abraço do velho colega de 75 quase 76 anos
Arlindo Octávio Duarte Henriques
domingo, 4 de abril de 2010
Encontros de 1996 e 1998
A pouco mais de um mês do nosso Encontro anual continuamos a fazer uma retrospectiva dos encontros anteriores.
Em 1996 o Encontro teve lugar no Restaurante a”A Lareira” no dia 5 de Maio.
Em 1998 o Encontro abandonou o esquema tradicional e foi realizado numa quinta em Alfeizerão.
Segundo sei em 1997, não se realizou o Encontro dos Antigos Alunos.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Encontros de 1994 e 1995
1994 marcou o início dos encontros desta nova série, tanto quanto sei as reuniões de antigos alunos dos anos sessenta, foram interrompidos com a morte do Dr. Leonel Sotto Mayor.
A foto de cima reporta ao 1º Encontro em 1994, e lá estão muitas caras que nos tem feito companhia ao longo destes 16 encontros já realizados. Entre elas reconheço a Isabel Feliciano, a Fernanda Beatriz e a Rosa Feliciano.
Na foto em baixo, do encontro de 1995, temos um grupo de amigos que também estão nestes encontros desde a primeira hora.
A excepção é o Zé Agostinho que nos últimos três anos, por motivos de saúde, não nos tem feito companhia, e faz muita falta, pois foi um dos grandes impulsionadores destas festas.
Estas fotos vêm do álbum da Teresa Morgado e do Zé Agostinho, respectivamente
Comentário:
Olá, nesta foto de cima eu também reconheço a Antonieta que é minha tia que está mais á esquerda perto do vaso.
Na foto de baixo não é o Fernando Xavier que está com a mão na face a dar um segredo para o outro lado da mesa?
Um abraço para todos
Antonio Abilio......04-04-2010
terça-feira, 30 de março de 2010
O Encontro está em marcha - Mensagens I
Meu caro colega
Hoje Domingo dei ao António Alves de Carvalho uma cópia da comunicação acerca do próximo almoço e transmiti aos colegas que estavam presentes.
Assim já começamos o trabalho para que a nossa presença se verifique.
Como está a actualizar o registo dos antigos alunos espero que no mesmo venham a constar os da lista que, o ano passado, lhe foi entregue pelo António Carvalho .
Um abraço
Joaquim Ladeira Baptista
Cordiais Saudações
Vitor Pessa
Este ano, com bastante pena, não vou poder estar presente.
No mesmo dia tenho o casamento de um familiar.
De qualquer forma, estarei presente em espírito.
Um grande Abraço e que o Encontro, seja uma vez mais uma grande Festa.
José Agostinho Teodoro
Olá ZéComo habitualmente visualizo diariamente o nosso Blog e já vi que o Encontro está em marcha.
Obviamente que se não houver nada em contrário irei gostosamente ao nosso almoço.
Oportunamente efectuarei a transferência.
Aquele abraço
Saudações Leoninas
Antonio Nobre

Olá amigo...
No pressuposto de ainda estar vivo nessa data e em razoável estado...toma lá nota da minha presença...
Um abraço
Maximino
domingo, 28 de março de 2010
Encontros dos anos sessenta
Não é certo quando começaram a realizar-se os Encontros de Antigos Alunos, no “meu arquivo fotográfico” encontro registos de 1963,64 e 65. depois só volto a encontrar fotografias a partir de 1992.
Estes Encontros dos anos sessenta tiveram lugar na F.N.A.T. (posteriormente INATEL), na Foz do Arelho, e tanto quanto se sabe eram encontros de alguma formalidade.
As fotografias que se publicam relembram os encontros de 1963,64,65 e vêm dos álbuns da Prof. Ermelinda, do Carlos Gouveia e da Adelina Tomaz, respectivamente.
quinta-feira, 25 de março de 2010
17º Encontro - 8 de Maio de 2010
17º ENCONTRO DOS ANTIGOS ALUNOS
Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha
Sábado - 08 de MAIO DE 2010
PROGRAMA
10H30 – Concentração Junto ao Museu José Malhoa, seguindo-se uma visita ao mesmo.
13H00 – Almoço, no Restaurante “A Lareira” (Alto Nobre – Estrada da Foz)
Ao fim da tarde será servido um Lanche
Pretende-se com este encontro reunir todos aqueles que ao longo dos anos estudaram ou trabalharam nesta instituição, nela deixaram a sua marca e por ela foram influenciados.
Foi o passado que nos trouxe até aqui e para que este Encontro seja uma grande festa contamos contigo, por isso passa o testemunho aos teus conhecidos, sensibiliza os indecisos e dá-nos a alegria da tua amizade e companhia.
PREÇO POR PESSOA:……………30.00 €
Muito importante: Devido ao número elevado de participações, a cobrança nesse dia é um processo demorado. Assim, para evitar esta situação solicita-se, se possível, que o pagamento seja efectuado com antecedência, junto dos elementos da organização ou por transferência bancária para o
NIB 0046 0202 00600004061 12
A confirmação do número de pessoas deve ser feita até ao dia 02 de Maio de 2010 para:
zeventura@netvisao.pt | ||
|---|---|---|
| Vítor Silva | 262 183 443 | 912 804 898 |
| Manuel Vasconcelos | 262 833 380 | 967 351 409 |
| José Ventura | 262 834 228 | 917 820 197 |
| Luísa Pimenta | 262 833 232 | 966 013 420 |
| Fernanda Amaro | 964 027 360 |
terça-feira, 23 de março de 2010
A Capela da Escola
Enquanto aluno da época participei na campanha para adquirir alguns fundos que serviriam para a construção da capela, a campanha do tijolo, julgo que era assim que se chamava, consistia num peditório em que cada escudo oferecido preenchia um espaço no cartão, que uma vez cheio significava “missão cumprida”.
A tal Capela que estava planeada para o espaço entre o átrio e as Oficinas nunca viria ser construída.
Para recordar, fica aqui no Blog, este cartão que o Hespanhol Guarda nas suas memórias.
Comentário:
Também andei a vender tijolo uma série de tempo. Que bom cristão praticante que eu era na altura. Passado em muito o período de validade do lançamento da primeira (e única) pedra, bem gostava de saber onde é que foram parar. Por vezes dá-me uma de ingénuo.
Artur R.Gonçalves.......25-03-2010
domingo, 21 de março de 2010
Oficina de serralharia
Escola velha. Primeiro ano. Piso inferior, o da cantina. Sabem o local, passa-se uma ponte de madeira e entramos na oficina.
Sala estreita e comprida e ao canto superior direito, topo da sala, a secretária do Mestre. Em cima da secretária papéis, canetas, lápis e… o principal, um conjunto de dissuasores composto por um martelo de bola, uma escova de pelo de aço própria para limpar grosas, limas e limatões quadrados, triangulares e redondos.
O resto da sala, mobilada com armários arrecadação e bancadas de serralharia, em cada canto de bancada um torno manual fixo ao tampo, em cada torno um macaco azul com um aprendiz de serralheiro dentro. E lima e lima e encaixa as peças… não encaixa… volta a limar e mais limar e encaixa as peças… não encaixa… e mais lima e lima e encaixa as peças… gaita, agora encaixam mas com folga – nota do tradutor: deve substituir-se a palavra “gaita” pela palavra correcta – não, não a digam, pensem só, porque por enquanto o pensamento é livre, a palavra não.
Ao fundo da sala, lado oposto e mais distante do mestre, dois macacos, preenchidos com os respectivos aprendizes de serralheiro, juntam-se em amena conversa, conversa interessante pois conseguem abstrair-se do local e do presente.
A amena cavaqueira está “tão legal” que nem se apercebem do “grito de alerta”: ÓH ABRE… todos se baixam e se protegem com as bancadas menos os palradores que só dão pelo martelo de bola quando ele bate com estrondo na bancada. Por cima de nós umas vezes voa o martelo ou, se este já tivesse sido usado, ia a escova de limpeza de limas.
Depois da risada geral, vinha a ordem: - tragam-me cá o brinquedo. E os dissuasores, quais pilares de manutenção da boa ordem, regressavam ao seu local… o tampo da secretária do Mestre Raul que transbordava de felicidade naquele seu simpático sorriso de gozo brincalhão de que tão bem nos recordamos.
Um abraço a todos em especial a si, Mestre Raul Silva
A.Justiça
Comentário:
Este é um dos momentos altos deste blog. Obrigado Alfredo por teres partilhado com todos nós a descrição perfeita de uma oficina de serralheiros (que não conheci)e a relação boa, que existia entre alunos e mestre, nesses distantes anos da nossa curta passagem pela velha «Escola Velha» ! (porque não dizê-lo, sempre que volto ao parque de estacionamento das Cinco Bicas, cria-se um apertozinho no peito).
Ao ler a história estava a rever a minha curta passagem pelos Trabalhos-Manuais, bem ao lado da vossa oficina, e o Mestre Mateus tentando ingloriamente que os meus bocados de madeira fossem limados em esquadria. Pura perca de tempo!
J.L.Reboleira Alexandre.......21-03-2010
Amigo Justiça, parabéns por não desistires de dar o teu contributo a este blogue que está a ficar um pouco dependente só de alguns que teimam em o manter vivo, embora tivessem passado na nossa escola uns bons milhares de alunos. Fizeste uma boa leitura como era na altura a "tua" oficina da aprendizagem no curso de Serralheiros e eu vou tentar dar a leitura como era a sala das oficinas uns anos antes. Não sei ao certo o que teria sido aquele imóvel comprido que ficava mesmo em frente do portão de ferro que dava acesso à Mata e que se situava já dentro do recinto escolar e que talvez por ter estado ligado à GNR. tivesse sido arrecadação de algo. Como o Curso de Serralheiros estava no seu inicio, aí foram feitos alguns melhoramentos de limpeza e apresentação para se instalar umas bancadas compridas no meio do imóvel com espaços entre as mesmas no sentido mais longo (norte/sul) e espaços entre elas e as paredes nos dois sentidos (leste/oeste). Ao fundo, lado Norte, uma fresadora, um torno mecânico, um pequeno limador, uma rebarbadora de bancada "ismoril" e mais umas maquinetas que não me lembro. No lado Sul uma pequena forja (não de fole), uma bigorna....e possivelmente uns martelos. Cada uma destas celebres máquinas têm a sua história. O torno mecânico era de "rodas de muda" o que não era nada fácil os cálculos, através das fracções contínuas. A fresadora tinha o "prato de furos", que mediante os cálculos se podiam fazer rodas dentadas, só que o Mestre Braz errou os tais cálculos e a roda ficou com o ultimo dente maior que os outros e o celebre limador que estava numa posição que não era nada aconselhável, no que respeitava à segurança pois fazia um trajecto para a frente que cortava o material e trajecto oposto em ponto morto e que nos permitiam um ajustamento até quase bater na parede o que servia para partir nozes que o Manuel Mogo trazia. Com a forja por vezes alguém trazia, chouriço e lá se assava às escondidas, mas o cheiro ficava. Também na minha altura já se a tiravam martelos pelas bancadas fora e quando apareceu o Mestre Borrelho ele já era mais duro connosco no que respeitava a brincadeiras perigosas. Penso eu que no ano de 1958 recebemos na escola ou melhor nas oficinas, um "novo" torno em segunda mão vindo da Afonso Domingues a que o nosso director pediu para que fossemos ajudar na instalação e como na altura não havia maquinas para o empurrar para o devido local teve que ser levado à base de força animal (nós). Lembro-me da exclamação do Silvino Neto quando viu aquele pequeno monstro " parece um báaarco". No fim o nosso director amado e não amado por muitos deu a cada um um de nós 20$oo ,uma pequena fortuna naquela época, Desta geração saíram os Mestres Raul, Gabriel, Apolinário Soares, .Manuel Mogo e o Raínho. Pelo menos 50 anos já passaram além destes acontecimentos e isto é o que a minha memória ainda guarda, mas pode haver alguns lapsos. Talvez para a próxima eu conte como eram feitos os trabalhos de oficina.
Chaves..........25-03-2010
Amigo Chaves
Gostei de recordar a descrição das Oficinas. No meu tempo o primeiro ano de serralheiros era tirado nas instalações que descrevi, no nível da cantina, e de máquinas salvo erro, só existiam berbequins verticais fixos, pois o primeiro ano era destinado “á arte de serrar e limar” manuais, e faziam-se peças para encaixe que, como bem se lembram, eram uma valente estopada limar em esquadria e com medidas e precisão tais, tiradas a paquímetro de escala de nónio, que qualquer pequeno erro deixavam as faces limadas rombas ou redondas, convexas ou côncavas, e o encaixe ficava “a ver-se o céu através do metal”. As aulas eram ministradas pelo Mestre Raul Silva.
Depois o segundo e terceiro ano é que já decorriam nas Oficinas que descreveu mas, e não quero errar ou ferir susceptibilidades, o Mestre já era outro. Lembro-me de três, Mestre Flor da Silva, Mestre Raínho e Mestre Apolinário.
Aí sim, nessas Oficinas já existiam diversas máquinas embora que, comparadas com as que vieram para a Escola nova, eram obsoletas.
Desde os limadores, a tornos mecânicos, até um torno revólver existia, pasme-se, destinado a fazer roscas em porcas e parafusos seguindo á risca os cálculos para diâmetros e passes de rosca, uma fresadora com cabeçote escatelador, para fazer escatéis claro… (as coisas que eu me lembro), passando pela sala das forjas, que não servia apenas, tal com no seu tempo, para moldar o aço mas também para uma ou outra assada, o que não deixava de ser uma arte bem mais precisa que a outra. Um descuido e lá se estragava a matéria prima e esta era bem mais difícil de substituir pois deixava um amargo de boca enorme.
É bom recordar…
Um abraço
A.Justiça.........25-03-2010
Aquele imóvel comprido que "virou" oficinas dos serralheiros eram as cavalariças da GNR. Se bem me lembro, na zona das cavalariças esteve a cantina, creio, mais do que um ano. A descriçâo que o Chaves faz da oficina, respectiva maquinaria e forja é perfeita. Quando saí, em 1958, concorri à Marinha de Guerra e nas provas de admissão à Escola de Máquinas, vi, comparando com 200 e tal concorrentes para 30 vagas que, "Aquelas Oficinas" e os Mestres que tive, me deram uma boa preparação muito acima da concorrêcia. Amigo Chaves, já cheira a Maio. As passagens já estão marcadas?
Santana........26-03-2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
ÓH, ABRE...
Ó Serralheiros do meu tempo, hoje deixo-vos uma adivinha. Quem se lembra deste grito de alerta:
ÓH, ABRE...
E o que se seguia após o grito?
O que é que voava pelo espaço após o grito?
Onde é que esta cena se passava?
Vamos lá a ver como está essa memória.
Um abraço
A. Justiça
É com esta fotografia do álbum do Vitor Santos que aqui deixo esta pergunta do Justiça.
terça-feira, 16 de março de 2010
O Baile de Finalistas de 1969
No último "post" do Blog da Escola dei com uma foto da claque desportiva, onde estavam alguns elementos do meu grupo de amigos de então. Primeiro estranhei não estar na foto e só depois me lembrei que estava a jogar, dado ser um jogo entre a Escola e o Extra Escolar do nosso amigo Mário Lino.
Continuando a pesquisar no blogue, resolvi abrir a secção de bailes, tão do agrado de todos nós, pudera, era uma das poucas formas de estarmos mais perto do sexo oposto. Como eu fui finalista em 68/69, o tal ano em que rompemos defenitivamente com o "Seggundo Gallarza" (parece-me que era assim que se escrevia), lembro-me por muitas e variadas razões do tal baile, realizado pela 1ª vez no ginásio da escola, o ginásio do "nosso" Prof. Silva Bastos. Não me lembro se na altura ia ou não com par, o que me lembro e razoalvelmente bem, é de ter sido mobolizado para cantar no referido baile, com os meus amigos do conjunto da escola, já que os "Charruas", precisavam de descansar e segundo parece, beber mais uns (muitos) copos. Uma das músicas tocadas por nós, era um "slow", muito do agrado daqueles que tinham acertado finalmente no tal par, que andavam desde o início à procura, e esse facto, era suficiente para me fazerem alguns sinais, pedindo-me para prolongar o mais que pudesse a música, em contrapartida, existiam outros que solicitavam o fim de tal melodia, pois já estavam à demasiado tempo na "seca". Enfim, penso ter sido um momento um pouco complicado, pois já na altura era dificil agradar a "Gregos e a Troianos" mas lá chegaram os Animadores Profissionais (Charruas) e nós pudemos voltar para o nosso lugar, ou seja, a estragar o chão do nosso ginásio.
Um abraço
José Carlos Mateus Abegão.
Ilustra este apontamento do Abegão uma foto do Baile de Finalistas de 1969 que vem do álbum da Teresa Santos.
Comentários:
Lembrava-me (lembro-me)muito bem do Abegão desportista (um dos preferidos do Silva Bastos, até porque não tinha como desporto preferido a habitual futebolada), e que na altura despertou em mim a vontade de aprender a jogar Ping-Pong, que apenas ultimamente deixei de praticar com regularidade. Será da idade?
O que desconhecia completamente era a faceta musical deste meu ex-colega de turma de 66 ou 67.
J.L.Reboleira Alexandre.......16-03-2010
O nosso Amigo Abegão, sempre foi um pouco prendado para as canções. Recordo-me que no início da década de 60, ele cantarolar uma canção que se bem me lembro, chama-se "LUA AZUL" e era cantada por um duo que existia denominado "CONCHAS". Estou certo "ZÉ" Carlos Abegão??
Manuel Vasconcelos........18-03-2010
Conheço o Abegão desde pequeno quando ele habitava no bairro do Viola, mas confesso que não lhe conheci a faceta de artista, mas como emigrei em 1965, é natural. Assim se comprova que estamos sempre a aprender todos os dias, sabia que ele era bom na ginástica.
Foi bom ler o teu texto.
Um abraço e saudades
Antonio Abilio......18-03-2010
O Duo "Os Conchas"...Um deles, creio que se chamava José Manuel e "fez" a guerra em Moçambique no meu tempo...
Dizia-se que quando a mulher necessitava de levar injecções, "obrigava" o enfermeiro a dar-lhas sobre o lençol...para que não visse o "rabiosque" à mulher...
Como disse...: dizia-se... por isso, ofereço a notícia pelo mesmo preço que "ma venderam"...
Um abraço para todos
Maximino........19-03-2010
domingo, 14 de março de 2010
Claque de apoio
Esta foto leva-nos até ao ano de 1967 e tanto quanto se sabe, e segundo o João Manuel Espanhol que nos trouxe esta fotografia, esta rapaziada fazia parte da claque de apoio a um jogo de Basquetebol que como se pode ver estava a decorrer.
Os entusiastas que estão na foto são: o Júlio Garcia, mais conhecido por “Sobrena”, o Álvaro Carvalho, o Pinto, o João Santos, o Vasco Castelhano, o Alexandre domingos, o Prof. Berjano e o Santiago Freitas.
Comentário:
Quase todos estes rapazinhos foram meus colegas.
O que será feito deles?
O Àlvaro,Pinto,João e o Vasco, nenhum deles por aqui aparece, eu gostava de ouvir algo dessa malta, que tão bons tempos passamos juntos.
Ficando á espera, envio um abraço para todos.
Antonio Abilio.......18-03-2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Dia da Espiga

Para legendar estas duas fotografias da Teresa Ramalho sobre o Dia da Espiga nada melhor que estes versos que descobriu algures num site que não me lembro qual, e confesso a minha ignorância, também não sei quem é o autor.
Quinta-feira de Ascensão
o povo não cabe em casa:
-cada papoila é uma brasa
na sua imaginação.
Uma brasa que lobriga,
por entre a clara promessa:
de pão, que já se começa
a prever em cada espiga.
Lisboa não foge à regra
porque dias não são dias:
-tem as suas economias,
e mal faz quem não se alegra!
E porque nobreza obriga
e a tradição não perdoa,
-Lisboa sai de Lisboa
chegado o Dia da Espiga!
Acostumada, com zelo,
a bem cumprir seu papel,
mete em cestos o farnel
e corre ao campo, a comê-lo.
Vai tudo de cambulhada
na caravana bizarra:
-vai a família, a guitarra,
a viola, o cão, a criada...
No eléctrico, no vapor,
no comboio –toda aquela
Boa gente se atropela,
buscando o lugar melhor!
Conversa-se em alta voz
e há cestos, em confusão,
pelos bancos, pelo chão
e até por cima de nós!...
Mas não se ouve protestar:
- Não há ninguém que reaja,
porque Lisboa viaja
disposta a rir e folgar!
Por fim na relva tenrinha,
estendem-se brancas toalhas;
e surgem as vitualhas,
que cada cesto continha.
Que bom!... 'peixinhos da horta',
pataniscas com salada,
azeitonas, carne assada,
'bolos de areia', uma torta!
No garrafão, atestado,
já quase não há vinho...
Geme a guitarra, baixinho,
silêncio: - canta-se o fado!
E depois dorme-se a sesta,
e depois o sonho ocorre,
e depois a tarde morre,
e depois... acaba-se a festa!
A debandada é geral...
Mas ninguém de ali avança,
sem trazer, como lembrança,
o ramo tradicional!
terça-feira, 9 de março de 2010
A Máquina de Projectar
Nas frequentes visitas que faço aqui ao Blog da Escola Comercial e Industrial, delicio-me com as imagens e narrações que me transportam para os meus tempos de rapazola.
Pena que a minha casa que tenho em Portugal (Vale de Maceira) fosse assaltada e vandalizada aqui à alguns anos atrás, onde as poucas fotografias que tinha como recordação dos tempos da escola fossem todas destruídas.
No entanto recordo aqui um momento caricato que se passou no ano da inauguração da escola.
Os tempos eram difíceis, e eu já trabalhava na Seol (hoje EDP) portanto frequentava o curso de electricidade nocturno.
Ao transitar-mos da escola antiga para a nova, tanto eu como os meus colegas de curso, já tínhamos uma certa "bagagem"
Certa noite apareceu na escola uma brigada da Policia de Viação e Transito, composta por 2 homens bem grandes com um uniforme amarelo, que se deslocavam em potentes motas.
Eles tinham como missão entregarem na escola, uma máquina de projectar filmes que ficaria lá na escola em permanência.
Nessa mesma noite, o Eng. Pinto Correia e o Eng. Vendas deram-nos como trabalhos práticos a instalação dessa dita máquina na cabine de projecção que ficava no ginásio no lado oposto ao palco.
A encomenda era composta por várias caixas de cartão onde estavam as peças do projector.
Sem sabermos exactamente por onde começar, fomos abrindo as caixas e retirando todo aquele material que era composto somente por peças mecânicas.
Depois de tudo retirado, procuramos as instruções de montagem, mas não havia nada.
No entanto cada um dava a sua opinião, e o projector lá começou a ganhar forma
Não tinha nada electrónico, era tudo mecânico, e como componentes eléctricos, tinha apenas um interruptor que accionava uma luz em conjunto com um ventilador de arrefecimento para não queimar a fita, e um outro para ligar o motor que fazia mover uma bobine onde seria colocado o filme.
Claro que a montagem ainda demorou muito tempo, devido á falta de instruções.
Quando todo parecia estar completo, colocámos uma bobine com um filme que vinha junto para fazer-mos um teste e verificar se aquela geringonça funcionava.
Pensámos que esse filme seria alguma propaganda ao Estado Novo com imagens da Mocidade Portuguesa...
Para nossa grande surpresa, tudo funcionava ás mil maravilhas, no entanto o riso foi geral porque o filme explicava como abrir as caixas de papelão, como retirar as peças e como montar o projector.
Mas afinal como fazíamos para ver esse filme explicativo, se não tivéssemos montado previamente o projector?
Faustino Rosário
Montreal - Canadá
Comentário:
Uma história exemplar e exemplificativa da forma arrevesada como a lógica do dito estado novo funcionava…
Artur R.Gonçalves......10-03-2010
A Máquina de Projectar
Li esta estória bem contada e desenvolvida por forma a que só no final tiramos ilações do ridículo da situação, tal como o Artur comentou e com o qual concordo.
No entanto, com a vivência já longa que possuo, desculpem-me, todos nós possuímos, constatamos que este tipo de caricatos relatado pelo Faustino nos acompanha pela vida fora. Acabei á pouco de ouvir e ver na TV que se vai realizar uma corrida de touros cujo resultado da receita vai directo para os cofres da Fundação Abraço. Sou eu que estou errado ou isto não soa bem. Um jogo de futebol, um torneio de ténis, eu sei lá quantos outros eventos se poderiam realizar para beneficio desta causa, que é louvável, disso não tenho a mínima dúvida, agora sacrificar uns poucos de animais de porte soberbo e que fazem a nossa admiração a par de outros, e lembro o cavalo pelos quais sentimos uma certa devoção, isso parece-me ridículo e absurdo.
Concluímos pois que todos os regimes têm este tipo de “vaps” pouco ou nada inteligentes.
Um abraço
A.Justiça........11-03-2010
Se houvesse um regime político perfeito, viveríamos num paraíso perfeito. Mas isso seria uma grande pasmaceira. Toda a gente a gostar de touradas ou toda a gente a detestá-las...
Artur R. Gonçalves........11-03-2010
domingo, 7 de março de 2010
Passeio a Aveiro
É conhecido o gosto que a Teresa Morgado tem pela fotografia, aliás são dela a maioria das fotos dos encontros anteriores a 2005, mas não só, pois os seus tempos de Escola também estão bem documentados, como é o caso desta visita à zona de Aveiro que segundo os seus apontamentos está datada de 6 de Abril de 1960.Quanto aos participantes aqui retratados, tenho alguma dificuldade em identificar, por isso ficamos todos à espera que alguém nos ajude, e quem sabe, nos conte alguma aventura vivida neste passeio.
A propósito de Aveiro, e isto não tem a ver com as fotos, vale a pena uma visita á cidade dos ovos-moles pois está muito bonita, por lá alguém percebeu a importância da Ria e deu-lhe a dignidade que merece.
quinta-feira, 4 de março de 2010
O Sr. Eng.º Piriquito
O Sr. Eng.º Piriquito...
Era, foi e apesar de já não se encontrar entre nós como ser vivo, está e estará sempre presente nas nossas recordações. Calmo e sempre presente nas aulas, embora quando resolvia satisfazer as dúvidas particulares de um ou outro aluno, se dedica-se em exclusivo a essa tarefa e parecesse ausentar-se da sala de aulas. O nosso respeito pelo senhor era a tal ponto que tocava quase a veneração. Vejam...
Em determinado ano dos 60's tínhamos, salvo erro, um dia por semana, uma aula com ele que começava ás 8h30m o que nos obrigava a "apanhar" a automotora das 6h10m na estação de S. Martinho e que chegaria ás Caldas por volta das 7h00m, tanto tempo?!!! perguntam e exclamam vocês, pois era... é que nesse tempo o comboio parava nos apeadeiros e estação, Salir do Porto, Bouro e Campo Serra. Ele por sua vez, apanhava a automotora no apeadeiro de Valado dos Frades, portanto bem mais cedo. Como éramos jovens, "sangue na guelra", rapazes e raparigas – eu, Moura, Carreira, Marufa, João Paulo, Guida, Luísa, Madalena e outros que já não recordo - iam para o largo frontal á estação de Caldas e aí nos entretínhamos a jogar ao ringue e é "macaca" deixando o tempo passar até pouco mais ou menos às 8h00m e só depois nos deslocava-mos para a escola. E isto por quê? Porque nesse dia o Eng.º Piriquito se metia na sala de espera da estação e aí “cochilava” e nós para que ele pudesse dormir e descansar um pouco vínhamos para a rua não o incomodando com barulho. Nos outros dias, sem a presença do Sr. Eng.º, ficávamos na sala de espera jogando às cartas… ora, ora, se calhar estavam a pensar que ficávamos na sala de espera a estudar?!!! “sonsinhos”... até abalarmos para a escola.
Quando era chegada a hora de partir tínhamos sempre o cuidado de, com jeitinho e respeito, acordar-mos o Sr. e lá íamos em grupo para a escola acarretando por vezes, a sua pesada mala de cabedal.
Por este relato quis dar-vos a conhecer uma das facetas, bem demonstrativa, do respeito que a personagem nos inspirava. Bem haja Sr. Eng.º Piriquito. De certo estará sentado á direita do Pai.
Um abraço
A. Justiça
Comentários:
Em relação ao Sr.Eng.º Piriquito, tenho presente o enorme mestre e professor que para mim sempre foi, e penso que para a generalidade dos seus alunos. Era de facto muito respeitado e muito preocupado em que os seus alunos soubessem o que ele estava ensinando. Era de tal modo respeitado que um dia a automotora chegou atrasada e a minha turma da qual eu era o chefe de turma (coisas do passado), entrou para a sala e esperou que ele chegasse para não perder uma aula no seu vencimento mensal, tendo ido á sua espera dois alunos para lhe ajudar a transportar a tal mala que o Justiça menciona e o encaminhar logo para a sala de aulas sem passar pela dos professores. Lembro-me das suas palavras á entrada da sala: "bom dia, então meninos hoje pregaram-me uma grande partida".
-Que descanse em paz pois será sempre lembrado pelos melhores motivos por todos aqueles que tinham prazer em aprender.
José Reboleira Louro.......04-03-2010
Muito interessante esta história ...
Para mim que não fui aluno do sr. Engº Piriquito, para além do respeito em relação ao Mestre (coisa que agora parece não ser assim...), a história trouxe-me à memória um outro acontecimento...
Relata feitos, passados num tempo vejam lá...em que "ainda havia" comboios e automotoras na Linha do Oeste...o que quer dizer que somos ums Região, onde em tempos o progresso até passou de carris...
Como esses tempos estão tão distantes...!!
Um abraço do
Maximino..........05-03-2010
Quem não gostava do Eng. Periquito?
Era amigo dos seus alunos!
E nós como jovens fazíamos as nossas traquinices e maldades, aquele pobre homem no percurso entre Caldas e S. Martinho, numa viagem que na Automotora das 19 não levava mais de 15 minutos, passava pelas brasas e o Pescada, conseguia naquele curto tempo, abrir a mala copiar os pontos e depois era uma festa.
Estou certo que ele sabia o que nós fazíamos, mas nunca nos acusou e soube sempre nos perdoar.
Que esteja em paz.
José Louro da Costa.......23-03-2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
Meninas de 1955
O nosso colega Subtil, um ceramista dos anos cinquenta, descobriu no seu baú de recordações mais esta fotografia.
Não sei se o cenário será o Parque ou Mata, e quanto aos intervenientes também não é fácil a sua identificação, mas recorrendo a uns apontamentos do próprio Subtil, temos na primeira fila, 2ªda Esquerda, a Fernanda Crespo, um companheiro não identificado, a Ivone Crespo e a Leonor Teixeira.
Na fila de trás, a Mitó, a Teresa Paramos, e o resto ficamos à espera que alguém ajude.
Comentários:
Pode-se dizer que eram a fina flor das Caldas nos anos 50's. Bem me lembro delas
Anónimo.........04-03-2010
Que fotografia!!!
E não me refiro apenas à sua nitidez, que para a época está notável. Não me refiro também ao enquadramento da verdura e das flores que estão em segundo plano… refiro principalmente às flores de primeiro plano… colocando, claro, o “jarro” de parte que, quanto a mim, só se enquadra por servir de contraste ao restante.
Desde as caritas lindas e limpas até aos vestidos, aos semblantes compenetrados, cientes da sua beleza natural. Ao ver fotografias destas até sinto pena que os anos tenham passado.
Um abraço nostálgico
A.Justiça........04-03-2010
Temas: 1955













