sábado, 26 de fevereiro de 2011

Mais “estórias” do Borlão

Olá amigos(as)
Se me permitem gostava de deixar aqui algumas lembranças sobre o tema "Borlão" sugerido pela nossa amiga Isabel Alves que tenho o prazer de encontrar de vez em quando.
Quando eu era rapazote morei nos prédios do Viola e por coincidência o apartamento ficava por baixo daquele onde morava a família Peça.
Nessa altura o Peça Pai trabalhava na Secla.
Só mais tarde trabalhámos juntos na Seol. O Peça como desenhador, eu como electricista.
Os meus pais tinham uma pequena fazenda num local onde hoje se encontra o Supermercado Modelo.
Existiam lá umas coelheiras onde eram criados animais para consumo próprio.
A minha mãe mandava-me muitas vezes ir apanhar erva para os coelhos.
O local que eu escolhia para apanhar erva era precisamente o "Borlão" porque junto com outra miudagem, aproveitávamos a ocasião para jogar o bola.
O problema é que nessa altura a polícia andava sempre de olho nos miúdos proibindo de jogar a bola.
Nós escolhíamos o terreno que ficava nas traseiras da igreja Nossa Senhora da Conceição porque sempre ficava mais escondido.
Enquanto alguns jogavam a bola, um ficava de guarda na frente da igreja, para avisar os outros que vinha aí a polícia.
O cenário era sempre o mesmo, quando a polícia aparecia de um lado da igreja, nós fugíamos pelo outro.
Acontece que a polícia resolveu mudar de táctica. Para nos apanhar apareceram 2, um de cada lado.
Mas nós também tínhamos tomado as nossas precauções.
As aulas de catequese eram dadas na sacristia, portanto nós conhecíamos bem o interior da igreja.
Quando um dos companheiros que estava de guarda dava sinal que vinha a “Bófia” para nos apanharem, entravamos pelas traseiras da igreja, e na sacristia misturávamos com outras pessoas que estavam em orações.
O saco da erva servia para colocar debaixo dos joelhos quando fingia que rezava.
De soslaio olhei para a entrada principal da igreja, e vi os 2 agentes tirarem o boné e entraram, mas não passaram da porta.
Só depois de eles se irem embora é que nós fomos saindo também.
A bola estava escondida dentro do saco da erva.
Outra recordação que tenho do "Borlão" além das feiras de S.João e do 15 de Agosto foi de um teatro desmontável que esteve instalado no lado esquerdo da igreja, durante cerca de 6 meses.
Foi aí que ganhei o gosto de ver teatro.
Recordo com saudade a peça "O Conde Monte Cristo" magistralmente interpretada, apesar das condições rudimentares.

Um grande abraço
Faustino Rosário - Montreal - Canadá

Comentário:

Teatro desmontável Rafael de Oliveira?

Anónimo..........27-02-2011


A propósito da história da estória, há uns tempos atrás decidi consultar o Dicionário´da Academia das Ciências de Lisboa, e na realidade a palavra "estória" não aparece por lá, embora já a tenha visto noutros dicionários. Há quem aceite as duas grafias e outros discordam. Neste Blogue têm aparecido as duas formas e eu próprio já as utilizei. Todavia como o Faustino Rosário veio aqui contar mais uma "estória" do Borlão, resolvi procurar de novo, e no Ciberdúvidas da Língua Portuguesa encontrei diversas interpretações. Acho que as duas formas estão correctas dependendo do contexto em que são utilizadas.
Um abraço.

Fernando Santos.......27-02-2011

Olá Faustino, estranhei ainda não ter visto as suas contribuições para o Blog do Zé, seja bem aparecido. A primeira vez que encontrei a palavra estória foi num email que o Faustino me enviou onde explicava que a palavra estória é uma história de carácter ficcional ou popular; conto, narração curta, história é o estudo do homem no tempo. Para todos os efeitos o importante são as estórias que aparecem para nos ajudar a lembrar o passado em especial para mim o tema do Borlão pois foi onde vivi.
Quero mais uma vez agradecer ao Zé a brilhante ideia deste Blog.
Para o Faustino um beijo e até quando me quizer voltar a visitar.

Isabel Alves...........28-07-2011


Li com prazer esta crónica sobre o passado do Borlão, onde vivo desde 1962.

Quanto a estória e História também no Blog do ERO adoptámos as duas grafias mas com significados diferentes (conforme alguns dicionários referem):

Estória : Narrativa de lendas, contos tradicionais de ficção.

História:Narração ordenada, escrita dos acontecimentos e actividades humanas ocorridas no passado.

De notar que “estória” é a grafia antiga de “história” que, entretanto, caiu em desuso no português falado em Portugal mas não no Brasil. Os anglo-saxónicos fazem a mesma distinção, usando History (História) e story (estória).

J.J................01-03-2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Alunas de 1973

Estas fotografias que a São Santos nos enviou ficarão sem legendas, salvo se algumas destas meninas nos derem uma ajuda.
Suponho que serão datadas de 1973 e a turma é do Comércio. Mas quem serão?
Vá lá São dá lá uma ajuda.

Comentário:

Vou ver se me consigo lembrar.
Para começar, na foto 1 em cima a 3ª a contar da esquerda: Rosário Gomes, a Graça, Gracinda, Amélia. Depois em baixo à esquerda: Isabel, Lurdes, eu ... e o resto não me lembro dos nomes.
Na 2ª foto, na 1ª fila, meio escondida: Fernanda, depois a Lurdes, Mariazinha? do Nadadouro, a Rosário Gomes, uma miúda do Bombarral, filha de um polícia graduado, na fila a seguir: a minha irmã Bela, s São do Bombarral, a Luisa do Painho. Em baixo, a seguir à minha irmã: a Elisete Isaac, a Maria José do Bombarral, a última em baixo à esquerda: a Gracinda... e já não me lembro dos nomes das outras meninas. Entretanto, vou falar com a Elisete, a Milinha, a minha irmã e algumas outras "meninas" daquela altura e logo encontraremos o resto...
Abraços,

São Santos..........23-02-2011

Não tem nada a ver com a notícia em causa, mas os colegas vão desculpar-me concerteza.
Só hoje soube pela Gazeta das Caldas da morte de um ilustre antigo aluno da nossa Escola...
O Senhor Professor João Evangelista, natural da Freguesia de A dos Negros do Concelho de Óbidos e que residia ultimamente, após a morte da senhora sua esposa... no Lar do Montepio nas Caldas...
O senhor Professor João Evangelista, foi um dos mais importantes defensores da Ecologia em Portugal e Mestre de muitos dos actuais militantes ecológicos. Na nossa Região para além de ter sido o responsável da UAL nas Caldas, foi também um grande defensor da Lagoa de Óbidos e esteve nos últimos anos ligado a todos os esforços efectuados na defesa do Ambiente na nossa Região...
A Associação de Defesa do património do Concelho de Óbidos nas suas actividades "Descobrir Óbidos", contou algumas vezes com a sua disponibilidade e saber...

Deixa saudade o Professor e Amigo...

Que Deus o tenha recebido...Naquele Lugar, onde a poluição não faz estragos...

Obrigado Senhor Professor...não só pelo que aprendi consigo, mas também com o privilégio que tive, de poder ser seu amigo...

Maximino .............25-02-2011


Exemplar e sentida homenagem que o Maximino dirige neste local ao "ilustre e antigo aluno da nossa Escola..." Tem a delicadeza de o tratar por "Senhor Professor João Evangelista" e mais adiante refere a "senhora sua esposa..." Depois... chama-lhe "Professor e amigo..." E, quase a a terminar, "Obrigado Senhor Professor..."
Acredita Maximino que estas tuas palavras me deixaram profundamente sensibilizado.
Perante tão alto sentido de educação e civismo aqui demonstrado, acredita que também eu gostava de ter o privilégio de ser teu amigo.
Um abraço.

Fernando Santos........27-02-2011


Obrigado amigo Fernando Santos...
Sabe, eu era muito amigo do Senhor Professor João Evangelista e sei que ele me tratava também, com muita consideração e amizade...
Era daquelas pessoas, por quem não podíamos deixar de ter um profundo respeito, muito embora ele nos desse uma liberdade na relação estabelecida, que nos permitia sentirmo-nos perfeitamente à vontade...
Aliás não era só ele, a senhora sua esposa era também ela duma afabilidade no trato, que nos deixava também, perfeitamente à vontade...

E quanto a nós meu amigo, um dia destes haveremos de nos encontrar para conversarmos e podermos aprofundar uma amizade...

Um abraço e muito obrigado pelas palavras simpáticas que me dedicou..

Maximino ..........27-02-2011


Olá,eu sou a Maria Helena Martins de São Mamede e estou na 2ª foto,que foi tirada no dia dos anos da Rosário,é uma turma do Geral do Comércio,mas do ano de 1971. Vou dar-vos o nome de todas as meninas,a começar de cima e da esquerda para a direita:
-Fernanda,Luzia,Fátima
-Mena,Lurdes Silva,Mariazinha, Rosário,Graça,Maria Augusta,Isabel Bajouco
-Bélinha,São Rosa,Luisa Ferreira
-Elizete,Helena Lourenço
-Gracinda,Maria José,eu e a Lurdes Dinis.
A filha do polícia graduado(como diz a São) é a Isabel Bajouco,o pai era sargento da G.N.R. no Bombarral,eu ando à anos a tentar saber dela,pois éramos muito amigas mas perdemos o contacto,se alguém souber dela,agradeço diga.

Maria Helena Martins..........07-03-2011

Pois é, Maria Helena, a vida acaba por afastar as pessoas… Depois dos anos maravilhosos da adolescência nas Caldas, voltei a Lisboa quando o meu pai acabou a comissão de serviço no Bombarral. Por cá me mantenho até hoje e também gostava de saber de ti, de quem me lembro muitas vezes. Se quiseres contactar-me o meu e-mail é: formim@hotmail.com
Fiquei espantada com a tua memória fantástica. Eu lembro-me de todas as caras, de alguns nomes e de pormenores (por ex. que a Luisa tinha um prodigioso jeito para desenhar e que metade das folhas dos cadernos eram preenchidos com os desenhos que ela ia fazendo nas aulas), mas saber os nomes e apelidos de todas é fenómeno…
Um abraço para ti e para todas as que virem estas fotos e se lembrarem de estes tempos.
Até sempre

Isabel Bajouco........28-03-2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A Escola Comercial e Industrial de Santarém

As Escolas Industriais e Comerciais tiveram uma importância muito significativa no meio laboral, foram elas que forneceram às empresas uma boa parte dos seus quadros.
Vem isto a propósito porque tive oportunidade de reforçar esta ideia durante um Encontro com os Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Santarém que nos deram o prazer de uma agradável visita.

Como estas reuniões de trabalho fazem-se sempre à mesa, esta não fugiu à regra e assim uma almoçarada na “Casa do João” foi um óptimo local para trocar algumas experiências sobre a organização dos Encontros Anuais que cada grupo leva a efeito.

O Encontro dos Antigos Alunos de Santarém vai decorrer no próximo 26 de Fevereiro num restaurante do CNEMA - espaço da Feira Nacional da Agricultura-Feira do Ribatejo e vale a pena dar uma olhadela ao Blog Alfageme Santarém

Comentário:

Dei uma espreitadela no "Alfageme" e parece que por lá também está muito "frio". Comentários???
Eu até gostaria de mandar alguma coisa para animar este Blog mas... Sou um "penetra" e, como tal, dou a prioridade aos Antigos Alunos.
Mesmo que sejam sempre os mesmos, apareçam! A "malta" agradece.

Fernando Santos..........22-01-2011


Caro Amigo Zé Ventura
Com grande abraço, e em nome dos Colegas da Equipa de Organização do nosso Encontro-Convívio de 2011, aqui estou a saudar-vos, vós que sois companheiros de experiências tão enriquecedoras, aquelas que viveram os alunos das antigas escolas industriais e comerciais, como nós bem sabemos.
O nosso convívio decorreu em ambiente de grande animação e alegria, com todos os "ingredientes" do costume, o que é sempre de saudar. Tivemos 231 participantes, o que constitui o nosso record. Ainda não chegámos aos trezentos e... muitos, que Vocês já conseguem... Parabéns!
Foi muito positivo o nosso encontro e almoço, aí nas Caldas da Rainha, agradecendo nós o acolhimento que nos prestaram.
Para o ano, com mais tempo e sem as sempre incómodas maleitas dos tempos de inverno, será possível termos a vossa presença no nosso convívio.
E, da próxima vez, o nosso encontro-almoço de representantes será em santarém, ou arredores.
Saudações Fraternas.

Manuel Sá ..........01-03-2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Alunos de 1954

A Stela enviou estas fotos ao amigo Pimenta, e nada melhor para legendar que juntar as notas que ela mesmo escreveu.
Comentário:

Aqui está um bom teste para as nossas memórias. Será no parque, será na mata ou será em quaisquer outro sitio? É uma pergunta tanto para os mais velhos, como para os mais novos. Eu não estou certo, mas parece-me que a primeira foto é na mata. Quem vinha da Igreja N.S Do Pópulo e entrava no grande portão de ferro, logo um pouco mais acima no alto "lado direito" havia um pequeno jardim muito bonito e que era um bom lugar para tirar fotos. Ainda lá estará? Lembram-se?

J.Chaves............22-02-2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Les Petits Chanteurs de Chaillot

A história de uma Instituição como a Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha não é fácil de fazer porque a própria Escola não tem um Arquivo vocacionado para o efeito, mas para contrabalançar há sempre antigos alunos que valorizavam as pequenas coisas e as guardavam. É o caso destes panfletos, que a Matilde trouxe para o nosso BLOG, que sem falsas modéstias julgo que tem contribuído para manter uma memória viva deste passado que nos marcou.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

...E o Carnaval no Borlão

Não é própriamente uma fotografia da Escola mas faz todo o sentido quando o largo do Borlão tem sido o tema dos últimos post. A nossa colega Isabel Alves, residente no Canadá, deu volta ao baú e lá descobriu esta preciosidade.


Como prometi tenho mais uma foto, espero que mais colegas da minha época participem no Blog da nossa Escola.
Quem não se lembra também do Corso Carnavalesco no Borlão? Dos carros alegóricos e das brincadeiras? Dias felizes da minha infância e adoslescência. Depois dos desfiles vinham os bailes no Hotel Lisbonense até de manhã. A caminho de casa a mãe ía á padaria Teixeira comprar o pãozinho ainda quente que comíamos com leite e café antes de irmos descansar para recomeçar e repetir até terça-feira Gorda quando a folia acabava e o periodo solene da Quaresma chegava. Não me recordo do ano da fotogrfia mais sei que o Rei e a Rainha do Carnaval neste ano foram o Carlos Mariano e a esposa, quem se lembra?

Um abraço,

Isabel


Comentário:

Amiga Isabel, desculpa porque só hoje me deu para ler este comentario escrito por ti, passado mais de um ano,mas sempre ouvi dizer ,vale mais tarde que nunca, e como hoje não está lá muito bom para ir até a praia, estou entretido no meu novo passatempo, e tudo no que diz respeito ao Carnaval desde que começou eu estou presente,tenho lido todos os comentários ,conheço quase toda a malta, e foi o meu melhor tempo de jovem, por isso estou á altura de te dizer e informar os leitores dste blog , que quando o grande amigo Carlos Mariano foi Rei,eu fiz parte da comotiva como sempre, a Rainha , não podia ser a sua esposa ,porque nunca existiu uma senhora a fazer de Rainha, até á data que eu lá estava, mais tarde acho que veio uma Merche Romero, mas isso já era outras pessoas, náo é do meu tempo, quem fez de Rainha com o Carlos foi um grande amigo que toda a gente o conhecia como o Farinha Nestlé, penso que já faleceu, junto vou enviar umas fotos desse Carnaval que não me lembro a data certa, anos 70 de certo. A foto que eu como da comitiva lá estou com o chapelinho de braço dado com uma farda. um amigo tambem muito conhecido do nosso Bairro



José G.Santos............09-03-2012

sábado, 5 de fevereiro de 2011

As Colegas da Solange

Na verdade é uma pena que as fotografias que chegam até nós, não venham mais documentadas, mas é o que temos.
Estas imagens, de bonitas jovens, vêm do álbum de recordações da Solange e julgo que serão datadas de 1959.
Ficamos todos à espera de mais esclarecimentos.


Comentário:

Estou sempre à espera que apareça o Sanches, o Noronha e mais...a dizer quem é quem e que embora fossem mais novos, um ou dois anos,ainda conviveram com estas alunas.A Solange entrega as fotos mas nunca diz nada, mas eu vou tentar dizer o nome de algumas/os. Na primeira e terceira fotos está a Solange no meio com a sua falecida prima (a Manuela) e a Lena também já falecida. Na outra foto está a Nobre (já falecida)que morava um pouco acima do chafariz das 5 bicas e com a ´Manuela a seu lado. A de óculos escuros não me lembro o nome,depois a Solange e a seguir julgo ser a Pilar (já falecida). Faltam duas que eu não recordo o nome. Dos rapazes em baixo o Rodolfo (não Valentino)e em cima julgo ser o Roque de Óbidos que se tornou farmacêutico. Ele dizia;

O meu avô é farmacêutico
Passa o dia a fazer "pírulas"
Eu só para o chatear
Vou lá à noite e "tirulas"

Saudações J. Chaves ...........05-02-2011

Amigo Chaves, não é a saudosa Pilar
mas sim a Maria José Saramago da Usseira se bem me lembro.

Santana ..........06-02-2011

Benvindo, amigo Santana. Admito o engano, mas não disseste o nome da outras três. Se perguntares à tua "boss" talvez ela saiba. Aparece sempre, Fiquem em bem

J. Chaves..........08-02-2011


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

As lourinhas da nossa escola

Num dos últimos posts a minha vizinha de cerca de 600 Kms, a Isabel Alves, fala dum dos seus amores platónicos e desde logo comentei que outros poderiam falar dos deles, no que entendo ser uma actividade salutar, e que, de forma alguma poderá causar danos nos actuais consortes. Claro que estava também a pensar no meu caso pessoal, só não esperava era que a oportunidade se me deparasse tão rapidamente. Ao ler a sequência, do interessante diálogo a três entre a «algarvia» Lurdes Peça, o meu outro vizinho o António Abilio e a Isabel, o mote estava dado.
Falavam eles do café Tadi, o Victor Pessa dizia que a sua irmã Lurdes era tão bonita e lourinha que os tipos do Circo até a queriam comprar. Pudera, é que miúdas louras não era coisa que abundasse na região naquela altura, e quantos garotos não tiveram uma «paixão» por uma lourinha de 12 ou 13 anos. Mencionou-se também a Papelaria Áurea onde muitos de nós comprávamos os livros e material escolar nesse tempo.
Quando o Victor se referiu à irmã ainda pensei se teria sido ela a garota que eu gostaria de ter comprado se para tal tivesse os escudos suficientes, mas rapidamente fiquei mais descansado pois pelas informações que guardo arquivadas, a garota que me tirava o sono na altura, pelo que alguns amigos da escola ou do Chão da Parada me diziam, estava ligada sim, à tal papelaria. Depois de ter conhecimento deste facto muitos mais livros e cadernos passei a comprar, sempre na esperança de alguma vez a ver por lá. Não fui bafejado pela sorte e nunca pude ver a minha «amada» a ajudar a vendedora do local, que imagino, seria a sua mãe.
Como os poucos escudos que a minha mãe me dava tinham também de servir para pagar a senha do almoço na cantina, e pagar ao senhor Castanheira a repararação de algum furo nas câmaras de ar da bicicleta que diariamente me transportava, e para não evitar qualquer tipo de desconfiança da parte da senhora que nos vendia os artigos escolares, em determinado momento deixei pura e simplesmente de fazer as compras na Áurea e passei a fazê-las na Papelaria Académica em frente da nossa Escola. O pequeno comércio perdeu assim um, até aí fiel cliente, por causa dos «amores» nunca declarados àquela que seria eventualmente a menina loura da Áurea.
Esta aventura foi por mim «vivida» quando teria 12 ou 13 anos, logo no primeiro ano de actividade da escola nova, para onde transitámos depois do encerramento do local do Chafariz das Cinco Bicas, e onde iniciei o Curso Geral do Comércio em 1964, que acabei por terminar em 1967, num percurso até aí imaculado. Quero com isto dizer que afinal a «Áurea», vou chamá-la assim por via do nome da Papelaria, ao contrário do que muitas vezes acontece, em nada afectou o meu percurso académico.
Na altura, a minha falta de jeito para lidar com o belo sexo era tal, que nem sequer alguma vez lhe dirigi um tímido sorriso, uma boa tarde, bom dia, ou qualquer tipo de piropo a propósito da forma como se vestia, da maneira como se ocupava dos lindos cabelos louros ondulados, ou dos resultados dos seus exames. A mim bastava-me olhar para aquela figura frágil e franzina, que pela particularidade de possuir cabelos diferentes dos da maioria das outras garotas, representava tudo o que o miúdo da aldeia que eu era poderia desejar possuir.
Durante algum tempo, sempre que via aquela colega loura, dum lourado brilhante e puro como só as jovens louras dessa idade podem ter, o bater do meu coração partia para ritmos descontrolados, mas como muitas vezes nestes casos acontece, foi o que se chama uma aventura a dois, mas da qual, a heroína foi parte integrante sem dela ter conhecimento.
Durante o Curso Geral do Comércio, e em nome dos bons usos e costumes da época, ainda as turmas de rapazes e raparigas eram separadas. Nos dois anos seguintes de frequência (deveria ter sido apenas um, mas o primeiro ano de tentativa de entrada em Lisboa foi uma catástrofe em termos de resultados) das Secções Comerciais, agora já com turmas mistas e com adolescentes que eram quase mulheres, através do convivio diário nas salas de aulas, o garoto tímido e reservado da aldeia que eu era, começou pouco a pouco a ganhar alguma confiança na aproximação àquilo que de mais belo existe sobre o planeta Terra. E afinal, uns anos mais tarde provou-se que nem sempre as louras são as mais belas.

J.L.Reboleira Alexandre

Comentários:

Como tenho andado muito arredado daqui (apenas da escrita, que as visitas são diárias), uma pequena incursão para corrigir o Zé Reboleira. As turmas mistas começaram, pelo menos, em 1965 e eu fiz parte de uma delas - 4º. ano do Geral do Comércio. O Zé não teve esse privilégio porque não esperou por mim e pela resolução de um problema de saúde que me fez perder um ano. Já agora e para me enquadrar no tema das loiras, essa turma tinha uma loirinha linda chamada Maria Mirton Leitão Fragata, que nunca mais vi e que julgo estar também pelas Américas. O local ao certo penso que nem o Manuel Vasconcelos sabe ...

Orlando Sousa Santos........01-02-2011


Não tem nada uma coisa com a outra, nesta que vou lembrar, até havia era um empregado com um guarda-pó...estou a lembrar-me de uma papelaria onde havia sempre tudo, pelo menos...no dia seguinte...!!!
Lembram-se da Silva Santos...? - Creio que era assim que se chamava...
Agora quanto às turmas mistas, isso era anterior à década de 60, pois já na década de 50, não sei quando isso passou a ser assim...mas já havia turmas mistas...!!!
Andam por aqui colegas desse tempo, por exemplo o Noronha Leal, eu claro...e outros que não aparecendo por aqui, habitualmente estão nos nosso almoços...e outros que infelizmente já nos deixaram e lembro-me assim de repente, dos nossos saudosos colegas e amigos... Zé Maria e Zé Agostinho...!!

Um abraço do Maximino ............01-02-2011


Pois lembro-me bem dessa menina lourinha da papelaria Áurea como o J.L.Reboleira relata, sim era muito bonita. Mas eu tinha os meus olhares para outra que o Circo queria, mas ela foi sempre uma menina que sabia o que queria, eu sendo muito envergonhado e assim nunca nada se concretizou, porque também éramos muito amigos e somos, como família.

No entanto quando me mudei para o 2º Andar do nº7 da Avenida, prédio que ainda lá se encontra, enamorei-me por uma menina também lourinha que morava no prédio ao lado, que já lá não se encontra e tinha uma sala de religião "Protestante" no R/C, ela era sobrinha de um senhor que tinha estado na América e como não tinha filhos, criou esta menina, eles tinham um cão grande Pastor Alemão que ela passeava todos os dias mas eu nunca me chegava a ela, porque tinha medo do cão, pois era mesmo grande.
Esta menina também andava na nossa Escola mas eu nunca falei para ela mas lembro-me que o Té, de vez em quando fazia-lhe companhia no caminho da escola para casa e isso cortava-me o coração, acho que ele não tinha medo do cão, depois ela mudou-se para a Encosta do Sol, eu vim para o Canadá, nunca mais a vi.
Tudo isto quando também namoriscava com a Odete Maçãs.
As raparigas que trabalhavam para a minha Mãe, que eram umas doze, sabiam das minhas paixonetas, estavam sempre no gozo comigo e diziam, o menino tem um coração que parece um Hotel.
Era eu envergonhado! O que não seria se não o fosse, Pois acho que todos nós tivemos paixonetas deste género que nunca se realizaram, mas hoje servem para dar umas risadas e reviver a nossa adolescência.

Um abraço a todos do António
Abilio............02-02-2011

O que eu me ri ao ler hoje os vossos comentários! Ah grande Ventura, pões a malta toda a reviver os amores e falhanços da meninice! Viva a tecnologia que nem os milhares de Km nos separam das nossas lembranças, parece que foi ontem! Abílio, eu sabia que tu andavas atrás de mim, mas não te ligava pois tinha outro em vista...e antes queria um bom amigo do que um amor passageiro.
Vê lá bem as voltas que a vida dá, se por acaso eu fosse vendida ao Circo, fiquei muito zangada na altura com os meus pais, pois embora já tivesse as malas feitas para ir com eles (circenses)sem conhecimento da minha mãe, estava talvez, quem sabe, a pertencer a alguma companhia de renome (talvez em Monte Carlo),não tinha sido pestezinha para o meu irmão nem estaria aqui a escrever no blogue ahahahah, não paro de rir pois estou a visionar as cenas todas!!!
Beijinhos a todos desta loirinha , Para completar envio uma foto minha e do meu irmão para comprovar os meus cabelinhos brilhantes e dourados... agora são substituídos por prateados! É a crise amigos!


Lurdes Peça.............02-02-2011

Bem haja Lurdes que sempre assim foste "frontex" e sincera, por isso eu gostava e ainda gosto da tua maneira de ser, mas ainda hoje somos capazes de lembrar tudo isto e rir saudável e amigavelmente.
Só tu Lurdes me fazias também rir assim como tu. Eu sabia que iria ter uma reacção destas ou parecida, mas muita gente não entende o grau de amizade que nós partilhamos desde crianças e acham que somos meios estarolas, mas tudo isto é com respeito e amizade pois somos muito amigos não é?
Pois com estas coisas o importante é que vamos envolvendo e mantendo o nosso blog vivo e bem disposto.

Beiinhos Lurdes e abraços para todos do Antonio Abilio . ........04-02-2011

Nem só de louras ou lourinhas, vive o homem. Nos meus tempos também, não muito longe do vosso haviam lindas morenas, assim como a Amália de Óbidos, a Ascenção Cipriano, a Laura Amável do Valado dos Frades, a Loudres Bernardes, enfim um sem acabar de belezas. Tudo isto começou com quem morava na "cerca do borlão" e alguns tiveram que ir ter com o "velho" para informações, mas digo-vos; o pai da Isabel (o Rafael Alves)e um outro senhor chamado Afonso Angélico que também morava para esses lados, ninguém os batia em saber quem era quem. No"ERO" também já foi falado sobre o Borlão e eu tive o conhecimento que a Eunice Munhós também habitou num dos prédios antes de ser famosa no teatro. Se por acaso o J.L. Reboleira não ter dado a informação ao Orlando Santos, sobre a Leitão Fragata, ela está em Montreal e ele já me falou dela. Numas casas do lado esquerdo de quem ia dos antigos Bombeiros para os prédios do "Viola" aí moravam duas famílias modestas, mas muito queridas das Caldas. Eram eles o "nosso" Pacheco das castanhas e gelados e o Ti Sebastião Bagageiro, que percorria as Caldas com a sua carroça a entregar a mercadoria vinda da Est. Caminho de ferro. Falando do Sr. Jaime Cordoeiro; ele sofria muito dos calos e então ia para a Foz andar com os pés quase de rojo sobre a areia e dizia ele que era o melhor remédio para desgastar os malditos calos .

Saudações Chaves........04-02-2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

Ainda a "Cerca do Burlão"

Olá Rapaziada.
A Isabel Alves fez despertar algumas recordações do Burlão.
Não sei se conheço a Isabel, mas tal como ela também vivi nesse local durante 5 anos mais, propriamente na Rua Engenheiro Duarte Pacheco que naquele tempo também fazia parte do Burlão, no prédio interior da D.Matilde Santa (Gama) não no da frente! e onde também viveram alguns nossos ex colegas assim com o Michael, mais tarde as irmãs Isabel e Lurdes que eram irmãs do Feliciano, pois este pessoal era mais pelas idades do Quim Chaves, Maximino etc. Talvez eles se lembrem de quem eu falo.
Mas voltando ás recordações desse local, quando lá vivi ainda se estavam a construir os prédios do Sr. Manuel J. Marques entre outros o Palácio da justiça (Tribunal) onde os presos passavam todos os dias em fila Indiana para a construção do Palácio, Já lá estava a Igreja, pois segunda a pesquisa que fiz á minha enciclopédia de 84 anos, o meu Pai! Diz-me que a Igreja foi concluída em 1950, porque foi no ano em que eu nasci e eu fui dos primeiros miúdos a ser Baptizado.
Quanto aos irmãos Blanc,não me recordo mas lembro-me dos irmãos Peças irem viver para as águas furtadas dos Prédios do Sr. M.J.Marques lembro os prédios do Sr. Batalha serem feitos, os do Sr. Manuel J. Branco.

E agora quem se lembra do Café Tadi? era um café muito pequenino que lá havia, cujo o proprietário era o Sr. Jaime Cordeiro o homem das Farturas e avô da nossa colega Mizá Milhanas.

Quanto á pergunta do amigo J.L.Reboleira de quantos ex colegas se encontram por esta bandas do Ontário, são muitos quase que de certeza já dava para fazer um mini encontro de colegas. Eu não serei das pessoas mais indicadas para conhecer ou saber de todos, porque como um verdadeiro emigrante e pioneiro, nunca estive muito tempo num sitio só, e por isso perdi o contacto de alguns dos colegas, ainda agora fiquei a saber que a colega Isabel está por aqui, ainda á bem pouco tempo vim a saber que está cá a Helena Romão agora (Amorim) na passada festa de fim de Ano vim finalmente a falar com um colega do nosso tempo que ainda tem qualquer grau de parentesco ao Zé Ventura ou sua esposa, que é o Jorge Ribeiro, uma figura com um certo relevo aqui na nossa comunidade, que eu nunca tive a oportunidade de contacto anteriormente, porém está combinado nós agora em breve nos encontrar-mos para falarmos e matar saudades dos nossos velhos tempos de juventude.

Mas contudo tenho sempre a agradecer a este meio de contacto oferecido pelo nosso caro Amigo Zé Ventura, que nos trás boas recordações e nos ajuda a exercitar e avivar as memórias.

Abraço forte para todos

Antonio Abilio

Comentários:

É pá, Abílio és muito antigo! Sabes essas coisas todas...já deves ser muito velhinho!!! Ahahahah... Agora falando sério, não me lembro de nada do que escreveste, pois eu fui para o Burlão já com 12 anos, onde os festejei com amigos da escola, ouvindo a grafonola do meu pai e onde estava o teu primo Fanoca (aquela foto que te mandei no terraço da minha mãe, sabes?) Agora uma pergunta se tu foste dos primeiros miúdos a serem batizados onde é que se batizavam antes? Estou a brincar! A tua sorte é que a tua enciclopédia tem uma boa memória, senão...Tens que cuidar dela muito bem por causa das humidades. Beijinhos a todas as enciclopédias deste blogue.

Lurdes Peça ................30-01-2011

Olá António

Recordo-me muito bem do Café Tadi, localizado ao lado da Papelaria Aúrea. Se não me engano a Sapataria Amador está presentemente na localidade do Café. Eu e a minha irmã fomos companheiras de infância, até á nossa partida para o Canadá, do Zé Manel, neto do Senhor Jaime Cordoeiro. O António refere a Cordeiro mas tenho a certeza que um de nós está errado, possívelmente eu. Como não havia Televisão em nossa casa, foi no Café Tadi que assistimos á visita de Papa Paulo VI a Portugal em 1967 e ao 1º Homem a pisar na Lua a 20 de Julho de 1969. Consultei também a minha enciclopédia de 83 anos, o meu pai, o Rafael Alves,conclusão; o seu pai era o carteiro e bem conhecido dele. Nós moramos na Rua Engenheiro Duarte Pacheco, Nº 18, nas aguás furtadas, vizinhos da família Peça, o senhor Peça e o meu pai trabalharam juntos na SEOL, nos bairros do Viola.
Beijinhos e feliz semana. Mais uma vez, agradecimentos para o Zé Ventura, a escolha da foto do Borlão é muito apropriada.

Isabel Alves.........30-01-2011

Olá Meninas do nosso tempo e todos colegas.
Sinto-me feliz por ter despertado vontade ás colegas para participarem no Blog e recordar o passado.

Lurdes, a idade dizem que é só um numero e eu só tenho um mais do que tu. Ha,Ha, quanto à pergunta onde se batizavam as crianças antes de haver a nova Igreja, acho que era na Nossa Senhora do Populo, mas isso era antes do meu tempo, sobre lembrar-me de tudo, acho que o nosso computador guarda todas essas memorias só que alguns apanham humidades e fazem o delete.

Amiga Isabel ainda bem que temos as nossas encicolpédias para consultar pois conheço muito bem o teu Pai, já não o vejo há alguns anos porque estive a viver em Kingston 15 anos só regressei à 10 e não tenho andado pela zona onde ele anda, mas é bom saber de voz. dá-lhe um abraço por mim e outro por o meu Pai!
Quanto ao Sr. Cordoeiro estás certa, eu ia pedir ao Zé V. que corrigisse o nome, pois tinha quase a certeza que não era Cordeiro, ainda bem que estavas atenta.
O neto do Sr. Cordoeiro é mais para a tua idade e a neta Mizá é um ano mais do que eu. Quando fui para o Burlão eu tinha 5 anos e recordo-me de muita coisa e gosto de as reviver, por isso acho este blog um lugar maravilhoso para o realizar graças ao Zé V. e ao seu bom trabalho que podemos encontrar amigos que já não se sabia deles ou delas e aqui se consegue reencontrar.
Continuem sempre a participar e divulguem aos que tem vergonha que afinal o blog não é um bicho da Era electronica, mas sim um meio de reviver o nosso tempo de miudos.

Abraço a todos

Antonio Abilio.............30-01-2011


Eu não queria de forma alguma "contrariar" as vossa enciclopédias, mas não estou a ver muito bem a inauguração da Igreja em 1950...
Eu explico..: nasci em 43 por isso tinha em 50, 7 anos...
Ora acontece que eu me parece que já teria pelo menos uns 9 quando foi a inauguração...
O facto de o nosso amigo ter nascido em 50 e ter sido o 1º a ser baptizado não quer dizer que o tenha sido logo no ano do nascimento, embora nesse tempo não fosse usual baptizar as crianças muito para além do ano de idade...
E pergunta o nosso colega onde baptizavam as crianças antes...pois eram baptizadas na Igreja Paroquial que era NªSª do Pópulo, junto ao Hospital Termal...
Aliás ainda hoje a Paróquia das Caldas tem como orago NªSª do Pópulo,cujo templo era a Igreja Matriz, mas a Igreja do Borlão, hoje sede da paróquia... é dedicada a NªSª da Conceição...

Mas vendo melhor, o ano de 1950 foi um ano de celebrações dedicadas a NªSenhora, daí que faça sentido que tenha sido 1950 o ano da sua inauguração...
Possivelmente eu tinha mesmo 7 anos a caminhar para os 8 e a "enciclopédia consultada" é mesmo mais certa do que ...a minha cabeça...!!!

Abraço do Maximino .............30-01-2011

Prontos já que está tudo a comentar o Burlão, aqui vou eu também.
Pois eu lembro-me perfeitamente de tudo aquilo que o António Abilio disse e acrescento o seguinte. Sou do tempo do inicio da construção do actual tribunal, pois ia brincar para junto da paliçada que havia em redor da construção, onde nos pendurávamos para ver os presos a partir pedra e fazendo a obra crescer.
Por trás do tribunal havia um ENORME descampado onde se realizavam espectáculos circenses. Recordo ter assistido uma vez á montagem de um espectáculo de trapezistas, se a memória não me engana "OS ARAMIS" ou coisa parecida. Nunca vista por estes lados. Diga-se para quem assistiu tal como eu e atendendo ás condições da época era um espectáculo imponente, ocupando quase toda a área então.
A minha irmã era mais pequena e na altura (tal como agora) tinha o cabelo loirinho muito brilhante e os donos do espectáculo queriam comprá-la aos meus pais. Foi uma pena de facto pois hoje era um tipo MUITO RICO e não tinha aturado aquela pestezinha!!! Estou a brincar claro. Lembro-me que o guarda dos presos era o pai da Lurdes Botelheiro que morava numa casa junto á obra. Obrigado por este bocado. Abraço a todos.

Vitor Pessa.........30-01-2011


Sim, sim Victor Pessa...também me recordo de ver esse espectáculo...
Parece-me que o nome era..: "Les Aramis" e consistia no atravessamento de um cabo a uma altitude bastante grande, creio que sem rede...e eles faziam uma variedade grande de malabarismos lá no alto...
Lembro-me de que andavam de bicicleta...que se sentavam numa cadeira em equilíbrio muito instável, que fingiam desequilíbrios...que nos tiravam a respiração...!!!
E também me lembro bem dessa "boa política" prisional, que colocava os presos a trabalhar (para pagarem a estadia no "hotel"...)...
Assim foi feito o Tribunal das Caldas, de Santarém e de muitos outros certamente, ao longo do País...
E agora boa noite e até amanhã...

Abraço do Maximino... ......30-01-2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Santo Antão

Afinal ainda há colegas que têm coragem para subir aquela encosta para prestar culto ao “Santo Chouriço”.
O Mário Lobato também lá esteve e enviou esta reportagem fotográfica onde podemos constatar a presença dos “alunos da Bordalo”.



Comentários:


Depois da chouriça assada e duma boa "pinga" será que não aparece ninguém para comentar e identificar os fotografados?
Parabéns a todos que ainda têm pernas e coragem para subir a ladeira!!!

Fernando Santos.............27-01-2011

Eu só não estive lá, porque a saúde não ajudou...
De outro modo, mais uma vez teria estado junto do Santo Antão...é isso Santo Antão e não santo chouriço como aqui há 6 ou 7 anos alguém com falta de gosto pelas tradições, se lembrou de escrever como titulo de um livro...

Santo Antão, onde o petisco principal, continua e continuará a ser...: a chouriça assada...acompanhada do bom vinho da Região...!!!
Um abraço para todos e fica combinado...: para o ano, se Deus quiser...estaremos lá...

Combinado...?

Maximino ............28-01-2011

Eu não acredito que o meu amigo Lobato fosse lá ao cimo do morro, ele certamente mandou lá alguém tirar as fotos e comprar uns chouriços para levar para casa e então no seu quintal "praia da consolação", que é plano, lá fez as belas assadas. Isto é só para apertar contigo, amigo Lobato pra ver se começas novamente a dizer umas "dicas". Quanto ao Mr. Mogo que está na segunda foto de óculos escuros não terá mais a desculpa de não ir em Maio ao almoço por estar em baixo de forma como ele costuma dizer. Dessa malta toda julgo só conhecer o "gajo" da televisão que eu aqui nestas paragens vi na RTPI. FORÇA MAXIMINO O SANTO ANTÃO para o ano lá estará à tua espera. Saudações

Chaves ...............28-01-2011

Confirmo que o Mário subiu até ao cimo do monte para comer o chouriço assado, e ouvir o Tino tocar acordeão.
Esperava ter encontrado por lá mais colegas ...
Um grande abraço

Fernanda Violante........29-01-2011

Reconheço a minha colega Eugénia Falua na 4ª foto, e a senhora ao lado de casaco vermelho mas não me lembro do nome, talvez a Eugénia me acuda... e claro o repórter do "Portugal no coração" da RTP1 pois vi em directo o programa.
Beijinhos

Lurdes Peça ..............30-01-201

Pois é meu amigo Chaves eu ainda vou passear a estes locais, agora tu quando vens cá não sais de tua toca e é preciso eu ir-te visitar mais o Soares, senão não conseguia estar contigo.
Pois esqueci de mencionar que encontrei lá colegas o Nobre e seu amigo Queirós, o Mário e esposa o Manel Mogo e as colegas mais jovens na foto.
Para o ano continuo a ir lá se não chover e continuar bem fisicamente.
Esperava encontrar mais ex-colegas aposentados, porque os que trabalham é mais dificil, foi dia de semana
um abraço

Mário Lobato............01-02-2011

Amigo Lobato, posso dizer que é uma vitória minha fazer-te vir de novo ao blogue e para isso bastou pôr em dúvida as tuas condições físicas e não só...Eu sabia que mesmo empurrado lá conseguirias. Não fosses tu um alpinista nato.

Chaves...........02-02-2011


domingo, 23 de janeiro de 2011

Alunas de 1962


Enquanto não chegam mais “estórias” vamos continuando o nosso desfile de imagens de um passado, que embora aos nossos olhos não nos pareça muito distante, têm quase meio século.
Esta fotografia da São Venda, reporta a uma viagem de estudo das alunas da Formação Feminina.
Esta foto é de 1962. O local onde a foto foi obtida, bem como uma grande parte das retratadas, não sou capaz de identificar, por isso quem sabe se alguém dará uma ajuda.

Comentário:

Pois é Zé, o pessoal parece que anda meio adormecido, são sempre os mesmos a comentar, é pena, pois devia ser engraçado lermos aqui opiniões bem diferentes de outros amigos! Nem o frio os faz pegar no PC e teclar um pouco!A respeito da foto não conheço as alunas, pois nesse ano tinha eu 11 de idade, mas reconheço a professora D.Maria Xavier com o seu inseparável chapeuzinho na cabeça. Tambem reparei num pormenor engraçado, já reparaste que as alunas quase todas teem lenços na cabeça, devia ser moda na altura!
Beijinhos e boa semana,

Lurdes Peça........25-01-2011


Vou usar a palavra "parece" porque ao certo não tenho a certeza
Em baixo, lado esquerdo (já haveria I PAD'S ?), a segunda parece a filha mais velha do Ramiro dos óculos, a seguir a Ascensão Cipriano, a seguir a filha mais nova do Ramiro dos óculos. No meio a professora e a terceira do lado direito em pé parece a irmã da São e To Mané Lopes. Mais no topo também lado direito parece a Cremilde. .No último topo, lado esquerdo parece a Maria do Rosário. Nomes são difíceis de lembrar, façam um esforço e apareçam. Até à proxima

Anónimo............29-01-2011

Olá Zé ventura!
Pelo andar da carruagem, (Blog) penso que este ano vai ter dificuldade em convidar os antigos colegas e alunos para o almoço/convívio do costume.
Digo isto, porque, tal como diz a D. Lurdes Peça e o Chaves, são sempre os mesmos!
Depois dos belíssimos textos do falecido A. Justiça, já mais ninguém tem coragem de aparecer por aqui?
Que será feito do Artur Alves que há cerca de dois anos no Blog do E.R.O. prometeu vir ao Blog do Zé Ventura? Não para alimentar polémicas ou rivalidades doutros tempos, mas um pequeno texto ou um comentário não ficaria nada mal... Creio ser agradável para quem alimenta este espaço ouvir o eco da sua voz. (estou a cometer algum deslize Zé Ventura? Se for o caso, por favor não publique.)
A D.Lurdes Peça demonstrou grande coragem ao enviar um texto que achei muito interessante. Deve ter ficado muito desiludida e sem vontade de voltar! Será que dos quatrocentos e tal antigos alunos presentes no almoço do ano passado, apenas uma senhora leu a história, e teve a gentileza de enviar um comentário? Uma história tão bonita... E romântica!. Nem que fosse por solidariedade merecia o aplauso duma mão cheia de colegas. Sou um "penetra" e não devia a estar a ocupar o vosso espaço, todavia como já fui convidado para o próximo almoço, teria muito gosto em comparecer. Não só para conhecer os que habitualmente por aqui aparecem, mas muitos outros que, com um pouco de boa vontade poderiam evitar que o Z.V. um dia se aborreça de publicar fotografias e encerre a porta. Até a foto onde creio ser o Mestre Raul acompanhado dos seus alunos, e de quem todos gostavam, apenas mereceu um comentário! Ou eu me enganei e não era ele?
Um abraço a todos, muita saúde, pouco frio, e alguns €uros/dólare$ na algibeira/banco.

Fernando Santos. ....................27-01-2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Recordações do Borlão

Olá sou a Isabel, vivo em Mississauga na província do Ontário, já há algum tempo que não escrevo. Reparei que nos post anteriores um dos comentadores foi o Mário Capinha, que pelos vistos é primo do Tó-Zé Blanc.
O nome de Capinha levou as minhas recordações para os anos setenta.
Na minha adolescência eu estive enamorada pelo Tó-Zé Blanc (sem ele saber, claro) primo do Mário.
Antes de emigrar para o Canadá com os meus pais, em 1974, morei no Borlão e durante a hora do almoço sentava-me na minha varanda a ver os dois irmãos, o Tó-Zé e o Mário dirigirem-se para casa através do portão onde a antiga Câmara tinha arrecadações perto do Tribunal. Recordações que o Blog acordou....e me transportou até aos meus doze anos.

Um abraço para todos e participem porque o blog é muito interessante, e para quem está longe ganha uma dimensão ainda maior.

Isabel Alves



Comentários:

Lembro-me perfeitamente do Largo do Burlão assim...
E lembro-me da inauguração da Igreja de NªSª da Conceição, que deve ter sido inaugurada aí pelos anos de 1952 mais ou menos...
Não tenho bem a certeza, mas eu nasci em 1943 e ou 10 anos...!!!

Lembro-me perfeitamente do tempo em que se faziam as feiras nesse espaço e lembro-me de um acidente que aconteceu com uns aviões que rodavam presos por cabos de aço sensivelmente no local onde hoje é o Café Maratona...não morreu ninguém mas houve feridos...

Já lá vai um montão de tempo...!!!

E já agora alguém sabe porque se chama "burlão" aquele espaço...??

É que só muito mais tarde apareceram naquela zona algumas instituições bancárias...!!!

Era usó ma piada, claro...ou talvez não...!!!

Abraços do Maximino ................19-01-2011

Vou fugir um pouco do tema do post, até porque a última mensagem do Maximino (espero que brevemente possa voltar a subir a encosta do Santo Antão...) poderia encaminhar-nos para caminhos ínvios.

Não conheço a Isabel, pelas datas partiu daí «borrachinho pequenino» para o Ontário, mas demonstra lidar facilmente com a nossa lingua o que é sempre de louvar. E até aqui fala nos seus amores platónicos. Todos os tivemos e vão sair cá para fora mais alguns de certeza.
Meus caros vizinhos de Mississauga, considerando as mensagens que aparecem por aqui, os mais regulares A. Abilio e o Chaves mais alguns de vez em quando...Afinal quantos caldenses há por aí ? Muitos !

Abraço
J.L Reboleira Alexandre ..........19-01-2011

Nas minhas contas eu queria dizer 9 ou 10 anos...ninguém por aí sabe dizer a data da inauguração...?

E pensando melhor, para evitar que o amigo Reboleira entre por caminhos ínvios...
Talvez borlão venha de borla...e isso dá muito mais pano para mangas...
Mas quando comentei nem reparei nessa grafia...
E meu amigo no que respeita à minha saude, quase poderia dizer(forçando um pouco...) que quando um cão é danado...todos lhe atiram...!!!

Agora não me faltava mais nada do que uma constipação...
Desde que deixei de tomar a vacina bacilococovínica...estou muito mais fragilizado...!!!

Um abraço para todos os amigos e amigas...claro...!!!

Maximino .............20-01-2011

Maximino, se tens uma constipação, quer dizer que estás constipassado, de"moda"

Chaves ..............24-01-2011

Engraçado, andei a vasculhar no Google e deduzi que o nome de "Borlão" ou "Burlão" talvez nascesse por causa das feiras que se faziam por lá e os carteiristas abundavam naquele espaço cheio de turistas. Gostei de ler o sítio Mistura Grossa onde conta também o seu ponto de vista sobre o Borlão.
Beijinhos.

Lurdes Peça.........25-01-2011


Olá Lurdinhas

Uma analogia bastante interessante.

Isabel Alves.......... 27-01-2011


Olá Isabel tudo bem contigo? Parece mal dizer, mas já não me lembro da tua cara, seria pedir muito se entrasses em contato comigo, por email e assim talvez me recordaria pelas fotos que possivelmente vais enviar, pode ser? Pede ao Zé Ventura que ele tem. Beijinhos

Lurdes Peça .............30-01-2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Dia da Espiga

Ora cá está mais uma foto que não é fácil legendar.
O Grupo tem idades muito diferentes mas o ar de festa é evidente, presume que seja mais uma fotografia alusiva ao dia da espiga, talvez o Rogério Guimarães que a enviou possa ajudar.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Na barragem de Cabril

O “Mestre” Raul deu volta aos seus arquivos e descobriu esta foto datada de 17 de Abril de 1972, que recorda uma viagem à Barragem de Cabril.
O fotógrafo tremeu um bocadinho mas dá para reconhecer alguns alunos cujos nomes me escapam, vamos a ver se é desta que a “malta” destes anos dá uma ajuda e já agora conta algumas estórias.

Comentário:

Pela altura e pela passada larga estou mesmo a ver que o do meio é o meu amigo Raul Silva de Tornada.

Anónimo............11-01-2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vai de Roda sem parar…

Este magnífico “Rancho Folclórico” aqui retratado teve esta brilhante actuação durante a festa de finalistas de 1966.
Os dançarinos, com os trajes típicos dos pescadores da Nazaré, julgo que são o Ramiro Ruas o Zé Vigia e ??? , a menina é a Ermelinda.
No grupo de trás está a Mitá e a Carinhas.
Mas para melhor esclarecer estas dúvidas vamos esperar pelo comentário do Ramiro Ruas, pois foi ele que nos enviou esta foto, e quem sabe se não terá uma estória para contar sobre esta festa.

Comentários:

O "Nazareno" mais alto é o Carlos Feliciano Marques de Alcobaça, foi a nossa festa de finalistas.
Um abraço

Fernando Xavier..........07-01-2011


Ventura, venho novamente ao blog, para dizer que o sr. bem vestido, certamente o apresentador, se não erro, é o meu irmão Carlos Gomes. Sempre teve o gosto pela representação e embora trabalhador estudante, arranjava sempre tempo para participar nos eventos que a escola realizava.

Guilherme...........11-01-2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O meu primeiro beijo

"Vão-me desculpar, mas já agora volto a repetir um apelo feito por mim há muito tempo! Qual será o motivo das senhoras não aparecerem por aqui com mais frequência? Vergonha? Recuso-me a acreditar!?
D. Maria de Lurdes Ribeiro! (Lurdes Peça) Já em tempos lhe lancei um desafio! Não há nada para contar?
Um abraço para todos, e já que o 2011 não nos trás grandes esperanças, sou modesto e apenas peço que tenhamos saúde para continuar a nossa luta.

Fernando Santos...............03-01-2011

É coisa que não deixo para tràs é um desafio destes! Pois bem, despertou-me a curiosidade amigo Fernando Santos dessa do 1º beijo, e vai daí lembrei-me de partilhar convosco como foi o meu! Depois de um sábado a dançar numa garagem na rua Bordalo Pinheiro (penso que ainda existe),alugada, ao som do Adamo e outros, fomos para a casa da Mizá Venâncio com os respectivos namorados lanchar. Era coisa boa pois a mãe dela, a D.Lurdes era doceira e assim estávamos garantidos... ao som de uma música de Elvis, salvo erro "Love me tender", troquei o meu primeiro contacto labial com o meu marido num sofá que ficava atràs da porta da sala onde estávamos, e na ausência da Mizá quando foi buscar os sólidos e líquidos. Lembro-me de sentir um arrepio pela espinha e vontade de beijar outra vez... foi até hoje, ainda não parei!
E agora meninas do meu tempo, já que comecei porque não acrescentar as vossas histórias amorosas que acabaram em casamento com colegas de escola?! Vá lá Beta, vá lá Ana Maria Cândido? Contem...
BOM ANO PARA TODOS com muitos beijinhos.


Lurdes Ribeiro (Lurdes Peça)

Comentários:

Ora vê Lurdes Peça? (permite-me que a trate assim?) Afinal aceitou o desafio! Creio serem histórias como a sua e outras que hão-de vir que o blog vai tomando balanço. E logo havia de ser na Rua Bordalo Pinheiro onde morei tantos anos. Por acaso a Mizá de quem fala não seria uma mocinha que morava no rés do chão do prédio onde eu morei? Ela era uns anitos mais nova que eu, mas se calhar não é a mesma.
Então e as outras colegas não têm nada para contar? Estou muito admirado, porque hoje, e talvez sempre, as mulheres tomaram a iniciativa.
Cumprimentos a todos.

Fernando Santos.........05-01-2011


Foi fácil... não doeu nada o desafio! A Mizá que eu falo morava no último andar de um prédio perto da Garagem Caldas, mas o melhor é a própria comentar pois ela segue também o blogue. E já agora acrescento o nome dela, para contar também como foi o 1ºbeijo com o namorado, também ele aluno da escola... e há mais!!!
Zé adorei a ilustração no comentário, é linda!

Lurdes Peça ...........05-01-2011


A propósito do 1º beijo da Lurdes e do Vitor, foi preciso este blogue para eu ficar a saber que o mesmo foi dado em minha casa. Bons tempos esses! Mas não sou saudosista e confesso que há muita coisa desse tempo que não lembro. Do meu 1º beijo por exemplo, não lembro quando e onde foi. Imagino que talvez no Parque para onde íamos todos a seguir à missa de domingo e eu aproveitava para namorar. Lembro dos bailes nas garagens que a Lurdes referiu, sempre com a presença dos manos Peça, do Filipe e da Zé, do Quaresma, do Jaime...e das músicas românticas dessa altura. Ao Fernando Santos,que não conheço, a Lurdes já respondeu que não sou a mocinha do rés do chão do prédio dele. De facto morava na Rua Sangremam Henriques,junto à garagem Caldas. Curiosamente,Hoje, moro na Rafael Bordalo Pinheiro. Sobre as meninas do nosso tempo aparecerem pouco por aqui, talvez tenham mais ocupações que os cavalheiros! Ou será preguiça? No meu caso é também falta de jeito, até parece que esqueci do treino de tanta hora de dactilografia que tínhamos na Formação Feminina. Eu acho que só comentei quando descobri aqui o meu primo António Abílio e graças ao blogue já trocámos endereços e falamos mais vezes.Mas pronto,cá estou a responder ao desafio.Não prometo aparecer muitas vezes,porque apesar de aposentada, arranjei a ocupação gratificante de tomar conta de uma netinha de 5 meses.O tempo não vai sobrar. Mas de vez em quando venho espreitar o que todos vocês muito bem escrevem. Um abraço a todos.

Maria do Rosário Venâncio (Mizá).............08-01-2011

sábado, 1 de janeiro de 2011

De arco e gancheta

Olá amigos!
Comentários adequados às fotos não poderei fazer pelo facto de não conhecer os intervenientes. Contudo por mim o Blog não morre, e, respondendo ao apelo do Chaves, escolhi este recorte das memórias da minha infância onde descrevo algumas "tolices" duma época que não foi boa, mas que hoje me ajuda a aceitar com alguma descontracção a tempestade que se aproxima.

...Nesse tempo ainda acreditava no Pai Natal. Era ele quem pela calada da noite depois de todos irem para a cama descia pela chaminé e nos trazia os presentes. Digo presentes, porque brinquedos não havia. Normalmente na bota (não havia sapato) apareciam sempre coisas de vestir. Meias, cuecas, uma camisola de lã feita pela minha mãe às escondidas, e pouco mais. Uma vez é que uma tia “rica” mandou pôr no meu “sapatinho” um pequeno carro eléctrico de lata, pintado de amarelo. Porém, houve um Natal que apareceu na chaminé uma pequena carroça de madeira e me disseram que era para levar a minha irmã a passear. Fiquei desconfiado, não acreditei, e fartei-me de fazer perguntas aos meus pais porque aquilo era grande de mais para caber num buraco tão estreito. Tanto insisti que por fim me contaram a verdade e lá fiquei a saber quem era o Pai Natal.

Algumas vezes, naquele período a minha mãe levava-me a Lisboa para ver as montras enfeitadas, e eu ficava deslumbrado frente a uma montra dos Armazéns Grandela que todos os anos expunha um comboio eléctrico em miniatura atravessando rios, pontes, túneis e montanhas. Se eu pudesse ficava ali o dia todo contemplando aquele brinquedo que me era inacessível.

Com o passar do tempo fui crescendo, e já em idade escolar continuava a brincar com outras crianças da minha idade. Como não tínhamos um Pai Natal para nos oferecer brinquedos, fazíamo-los nós.
Latas de conserva ou de pomada de engraxar sapatos vazias, serviam para fazer carrinhos com rodas em arame. Duas latas de farinha Nestlé furadas no fundo e ligadas por um extenso cordel davam para fingir de telefone.

Naquela idade, à nossa maneira éramos felizes. Qualquer coisa servia para nos divertir. Apanhávamos canas num canavial próximo e fazíamos corridas de cavalos com uma cana entre as pernas. Brincávamos às guerras empunhando espadas de cana para combater o inimigo. Também com duas compridas canas (eram de borla) atadas nas pontas e duas atravessadas ao meio, fingíamos andar de barco. Até inventámos um escorrega que me ficou bem gravado na memória! Estávamos no Verão, e, por de trás da casa do Furriel Monteiro existia uma rampa bastante inclinada com muita erva seca. Começámos a escorregar por ali abaixo com rabo sobre a erva que se foi deitando, e assim conseguimos um novo divertimento. Contudo, depois de tanto escorregar, as ervas foram desaparecendo dando lugar a uma rampa de terra poeirenta. Não me recordo o que aconteceu aos outros, mas lembro-me que ao chegar a casa e a minha mãe me viu com os calções esfarrapados no rabo, levei uma tareia que me serviu de emenda.

Outro brinquedo, era arco de ferro. Todos os rapazes o tinham. Fazíamo-lo rodar com um arame grosso em forma de gancho, a que chamávamos gancheta, e quando íamos a algum lado, corríamos atrás dele e fazia de conta que era uma bicicleta.

Morava em Caxias, e depois do exame da quarta classe feito em Oeiras tive de ir buscar o meu Diploma a Algés. A minha mãe não me deu dinheiro para o comboio, e eu, fingindo que não ia a pé, peguei no arco, e, de gancheta na mão, toca de correr pelo Passeio da Estrada Marginal. A Delegação Escolar situava-se no primeiro andar dum edifício no centro da localidade e, perante gente tão bem aperaltada é que me apercebi da figura ridícula com que me apresentei! Calções, Arco e Gancheta! Belos tempos...

Fernando Santos

Comentários:

Olá meus Amigos

Os meus sinceros e cordiais cumprimentos.

Depois destas festa passadas espero que as vossas baterias estejam recarregadas, para terem sempre boa disposição e alegria para participarem no blog.
Zé, li o texto do amigo Fernando Santos o qual não só gostei, com fez com que eu te mande uma foto minha, que tenho na minha secretária perto do computador para me recordar como as coisas eram e assim me faz manter focado no presente e no futuro com a esperança que as coisas não voltem para trás, ou melhor dizendo, não voltem, ao que era com pouca abundância de bens essenciais.
Como o amigo Santos diz e é certo com tão pouco havia muita felicidade, nós fazíamos os nossos próprios brinquedos e entretimentos para passar o tempo mais feliz. Embora este tema não fazer parte exactamente da nossa escola, mas também faz parte da infância de todos nós, que vivemos nessa mesma época e assistimos a tudo isto que o amigo Fernando Santos descreveu, uns com mais, outros com menos, mas todos passamos por esse tempo das nossas vidas, era o que tínhamos.
Envio esta foto que não tem a ver com os tempos da Escola mas é uma grande recordação de infância, foi tirada quando eu tinha 5 anos em frente da janela da casa onde vivi na cave do prédio do Viola, mesmo por de baixo dos “Pessas”, onde fomos muito felizes e amigos, que ainda dura essa amizade.
Tenho pena de não ter melhor veia para a escrita, mas gosto de ler todos os comentários escritos por ti e dos outros colegas também, vamos sentir a falta do falecido colega Alfredo Justiça, que escrevia tão bem, mas ainda temos o Maximino, o Fernando Santos, o Q. Chaves que também escrevem muito bem, mas há mais, têm é vergonha.

Zé desculpa eu ser tão chato e tentar escrever tanto e dizer tão pouco, mas sabes que sou um grande admirador e fã do teu trabalho e gostava de te dar mais apoio, mas falta me a instrução que deixei a meio, quando me ausentei para o estrangeiro.
ao contrário de vocês que têm e por isso vou ficando nas covas a apreciar o bom trabalho e dedicação dos outros.

Muita saúde e tudo de bom para ti e todos os Amigos

Antonio Abilio..........02-01-2011


Com os aros (era este o nome não ?) das rodas das bicicletas faziam-se corridas loucas, ladeira abaixo, ladeira acima. E, amigo A. Abilio, não sei se os sapatos foram só para a fotografia, ou era dia de festa, com meias pelo meio da perna e tudo. Muito chique mesmo. Devia ser mesmo dia de festa! Durante a semana não era assim lá no Chão da Parada.

O arco do F. Santos era mais dificil de obter e a guincheta então nem se fala. Para empurrar a roda do A. Abilio bastava um pequeno pau.

Bom Ano para todos com muita saúde e um pouco de neve pois já se está a ver de novo a relva nalgumas partes do quintal (esta é para o A. Abilio, e o Chaves, claro...)

J.L. Reboleira Alexandre ...........02-01-2011


Caro amigo J.L. Reboleira Alexandre, não me recordo se era dia de festa, mas para se tirar fotografias o mais provável ter sido, pois quanto á observação das botinhas (sapatos) eu até fui um felizardo naquele tempo, apesar de certas faltas que havia, o meu Pai foi Sapateiro antes de ser Carteiro e a minha Mãe era Costureira e por isso andava sempre, fortemente calçado com botas de sola grossa e cardadas, assim como a roupinha era a Mãe que a fazia calções normalmente para eu esfolar os joelhos e não rasgar as calças quando caia.
O J.L.R.A. tem razão, o meu Popó era um Aro um modelo especial de corrida, que era para aqueles que não tinham jeito para andar de gancheta, usavam um pau ou até uma cana curta e fina.
Tempos que já lá vão! Os filhos e os nossos netos perguntam agora que engenhoca é que aquela que o Pai ou o Avô tem na foto e assim temos assunto para um bocado instrutivo do tempo do Pé descalço, torna-se uma alegria mesmo assim.
Quanto ao tempo aqui, acho que vamos pagar esta falta de Neve, olhe o que aconteceu em Nova York e em toda a costa Este dos Estados Unidos, ela sabe o caminho está é em "back order"
Um abraço.

Antonio Abilio …….03-01-2011

Aqui mesmo ao lado, temos o blog do ERO e muitas vezes não são só as fotos que nele são publicadas, a darem azo a uma boa cavaqueira entre os seus ex- alunos e não só.
Nele já se falou sobre as aventuras dos carros que às escondidas esses mesmos alunos/as "tiravam" aos pais no sossego da noite e dos problemas que depois tiveram.
Das paixões pelas "motos",... Enfim um numero de "tolices" que agora recordam com saudades. Tudo isto foi nos anos 50/70, depois tudo se modificou e todas estas brincadeiras foram desaparecendo aos poucos no nosso mundo português. Possivelmente os ex-alunos da Bordalo e todos os outros que a não frequentaram e não tendo carros ou motos e até um simples brinquedo para brincar tiveram que recorrer à sua imaginação e digo que até fomos felizes. Quem não teve uma "fisga", a arma por nós idolatrada? O aro duma roda de bicicleta com o pau ou gancheta? (algo sofisticado) e lá íamos todos contentes com a mãe que ia lavar a roupa ao rio ou aos tanques que existiam em alguns lugares. É bom recordar todas estas coisas do passado para que não fiquem no esquecimento e os jovens do "agora" saibam como os seus pais mesmo sem grandes meios e uma guerra infeliz pelo meio resistiram para dar uma vida melhor a seus filhos (quando digo melhor, não quero dizer mais feliz), pois todos os dias o "deus dollar e agora o deus euro" perturbam a felicidade a muitos. Eu nasci na Rua das Vacarias, uma rua que era atravessada pela Calçada 5 de Outubro (Ladeira do Charuto) e do outro lado era a Rua da Ilha (rua de alcatrão de barro) que era o ponto de encontro da pequenada da área e apesar de por vezes se brincar (à pépilon), descalço, daí saíram grandes homens para o engrandecimento da nossa terra; "mecânicos, pedreiros, pintores, empresários, electricistas e tantas outras profissões. A Bordalo e o Colégio eram apenas parte da nossa cidade e arredores, mas além disso havia outro mundo que também deve de ser relembrado por todos nós.
Obrigado Fernando Santos por nos teres trazido algo que fez parte da nossa juventude.

J. Chaves ………………..03-01-2011

Meus amigos.
Ao que parece a minha gancheta ajudou a dar um pequeno empurrão no Blog.
O Mário Capinha sugeriu umas "tolices", eu peguei no arco, o Zé Ventura acrescentou a foto, e com as vossas ganchetas o blog ganhou velocidade.
António Abílio! Não tem instrução? Não se preocupe com isso homem! Venham mas é mais estórias (ou histórias)? que o pessoal de certeza vai gostar.
Todos sabemos que J. L. Reboleira escreve muito bem. Quem não recorda os extraordinários textos de A. Justiça? Sabemos não possuir o talento destes dois colegas, contudo julgo não ser vergonha vir aqui lembrar algumas peripécias do nosso passado, e ainda menos ocultar que vivemos na Rua das Vacarias ou na rua da Ilha. Foi nesta Rua, no Pátio do Ti Aníbal que às Segundas Feiras (dia de Mercado) servia de "garagem" para Burros, os meus pais alugaram uma pequena habitação quando fomos viver para Caldas.
Esperando não magoar os restantes intervenientes, devo salientar os textos de António Abílio e Joaquim Chaves que me fizeram recordar o tempo em que de calções esfarrapados e botas cardadas corríamos de Arco e Gancheta.

Fernando Santos............05-01-2011

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Bom Ano de 2011

Comentários:

Bem, vou tentar não fazer como o Chaves aconselha e vou ver se não digo nenhuma tolice...!!!

Aproveito a deixa do ZV, para deixar aqui os desejos de uma Ano Novo com muita Saude, muita Paz e muita Alegria para todos os colegas...

Deixo um abraço e faço votos para que possa voltar a deixar os mesmos desejos daqui a um ano...!!!

Maximino ..............30-12-2010


Amigo Chaves este blog está a ficar um pouco à imagem do País, acomodadíssimo.

As pessoas continuam todas por aqui, mas seja a falta de tempo (isto das Festas ocupa muita gente), seja a preguiça ou outras razões, o facto é que tenho que te dar razão, meu caro. A memória do Justiça ainda está bem viva em todos nós e creio que o que lhe aconteceu deixou mossas. Falo por mim!

Tenho ido regularmente ao blog do ERO e lá continua a nota enviada por uma das filhas, mas a seguir, o vácuo....

Poderão dizer-me que não o conheciam pessoalmente. Não serve como desculpa. Faleceu uma professora, que foi a esposa do meu director e a directora do Museu da Matilde. Senhora de proveta idade, mas naturalmente lá tem os pêsames todos, de conhecidos e desconhecidos. Para o Justiça, nada, será por que não fora aluno do ERO? Não acredito e o JJ vai dar-me razão!

Afinal até era engenheiro e isso em Portugal ainda conta, não?

Vou também um pouco ao FB que vale pela possibilidade que dá às pessoas de se re-encontrarem algures durante esta longa caminhada que é a vida, mas mesmo aí, salvo raras excepções as mensagens são do tipo delico-doce. (quando tinha 22 anos adorava esta expressão....)

É um facto que estamos em época de doçuras, mas diabeticamente falando, não se deve exagerar até por causa da dentição.

Bom Ano para todos os leitores, colaboradores e e outros «ores» do blog.

Obrigado ZV e vai mantendo a «chama» que a gente continua por aqui!

J.L.Reboleira Alexandre .............30-12-2010


Amigo Maximino, tudo do melhor para ti e para toda esta Família Bordalo para o Novo Ano que se irá enfrentar. Agora só entre a gente (em segredo), quando deixar-mos de dizer uma ou outra palermice ou tolice é sinal que estamos mais ou menos "arrumados". Repara nos encontros anuais e não só.... não vem à nossa memória e talvez até com saudades de não as fazer-mos outra vez? Os genes estão lá e é bom trazê-los à vida de vez enquanto. Vai ao Central à segunda feira e talvez encontres o teu amigo Elmano

Chaves .............30-12-2010

CAROS COLEGAS

Julgo que estão dentro da razão. Muitos Colegas que tenho contactado, dizem ter receio de virem para aqui com "tolices" e serem censurados por outros Colegas que nos deliciam com a sua "escrita". Para mim, nada mais errado. Cada um dá o que tem e a mais não é obrigado. Com "tolice" ou sem "tolice" aqui vão os meus VOTOS DE FELIZ ANO NOVO, primeiro para o meu vizinho Zé Ventura e Família, que vai tendo a "pachorra" para aturar estas "tolices". Depois, e muito sinceramente, para todos os COLEGAS da minha idade, mais velhos, mais novos, meninos e meninas.
BOM ANO 2011

Caldas, 31/12/2010
Mário Reis Capinha

Obrigado pelo aviso amigo Chaves...
Sou capaz de passar um dia por lá para rever o Elmano que não vejo há muitos anos...
Recordo uma vez que o vi nas praias de Lourenço Marques em 1967, estava eu com umas amigas na praia quando de repente me apareceu o Elmano...
Teve uma saída das dele...e eu fiquei cá com uma vergonhaça que nem queiras saber...

Um Ano Novo com muita Saúde também para ti, que o resto há-de vir por acréscimo...

Abraço do Maximino
Neste virar de página - altura que nos faz pensar mais no que andamos cá a fazer ao cimo da Terra - também quero aqui deixar ao Zé Ventura, alma deste blog, bem como a todos os que por aqui deambulam, os Votos de um Bom 2011 - que nos traga, de novo, o gosto de ter nascido nesta faixa, estreita, pobre, mas nossa, à beira mar encostada.
Para o Maximino, que passou recentemente por um "sobressalto" (li a tua carta à Ministra da Saúde...), um abraço especial.
E, para todos os outros (e outras), um abraço amigo do

Noronha............31-12-2010

BOM ANO NOVO !!!
Olá sou a Isabel já há algum tempo que não escrevo. Reparei que um dos comentadores foi o Mário Capinha, será o Mario irmão do Tó-Zé Blanc? Já passaram tantos anos mas será que se recordam de mim? Talvez vendo a foto que enviei de 1974 traga recordações.

Bom Ano de 2011

Maria Isabel Alves................31-12-2010

Pelo que tenho lido, creio que o Mário Reis Capinha deve ser "rapaz" com idade próxima da minha. Estou inteiramente de acordo com o comentário que faz e até gostaria de tomar contacto directo com ele.
Porque razão havemos de ter vergonha de vir aqui ao Blog contar as nossas vivências?
Infância, juventude, Escola, aventuras na Mata, namoros, passeios românticos nos barcos do Lago, disputas de namorados/as, o primeiro namorico ou o primeiro beijo... Sabem que a minha primeira namorada me deixou porque ao fim de três meses ainda não a tinha beijado? E pensam que tenho vergonha de o dizer? Até serei capaz de contar como tudo aconteceu!
Olhem meus amigos; eu nunca tinha escrito nada além das minhas memórias. Iniciei-me aqui no Blog, e, com mais ou menos "palermices", foi através deste e do E.R.O. que consegui reencontrar alguns amigos da minha juventude. Não só reencontrei como também conheci outros com quem mantenho contacto.
O Alfredo Justiça foi um deles. As intervenções nos dois Blogues despertaram a minha curiosidade e levaram-me a pedir ao Zé Ventura o encaminhamento dum E-mail. Passados dias o A. Justiça contactou-me, e durante cerca de quatro meses trocámos muita correspondência.
Infelizmente o Alfredo deixou-nos prematuramente, mas creio que o J. L. Reboleira Alexandre além das crónicas que semanalmente envia para a "Gazeta" também vai arranjar um pouco de tempo para nos dar o prazer da sua presença aqui no Blog com mais frequência.
Vão-me desculpar, mas já agora volto a repetir um apelo feito por mim há muito tempo! Qual será o motivo das senhoras não aparecerem por aqui com mais frequência? Vergonha? Recuso-me a acreditar!?
D. Maria de Lurdes Ribeiro! (Lurdes Peça) Já em tempos lhe lancei um desafio! Não há nada para contar?
Um abraço para todos, e já que o 2011 não nos trás grandes esperanças, sou modesto e apenas peço que tenhamos saúde para continuar a nossa luta.

Fernando Santos...............03-01-2011


Que me desculpe o Zé Ventura de eu utilizar este "correio" para responder à Colega Maria Isabel Alves. Caríssima, julgo que não nos conhecemos, mas quero informá-la que, eu sou um pouco mais "velhote", porque o Mário e o Tó-Zé Blanc são meus segundos primos. Pelo que sei, residem na aldeia de À-dos-Negros, concelho de Óbidos. Julgo ter satisfeito a sua curiosidade. Cumpts.

Caldas, 02/01/2011
Mário Reis Capinha
Colega FERNANDO SANTOS

Vou de seguida satisfazer a sua curiosidade, o que faço com prazer.

Nasci em mil novecentos trinta tal
Mas lá muito p´ró final
Há tempos que estou nos "enta".
Já tenho setenta e dois
Mas velho serei depois
Quando passar dos 90.

Isto é que é esperança de vida.
Cumprimentos:

Mário Reis Capinha.............03-01-2011

Olá amigos...cheguei recentemente de mais uma estadia no Hospital (trataram-me lá bem da outra vez e tomei-lhe o gosto...)...
Na madrugada de 30/12 com dores muitos fortes na zona torácica dei entrada na Urgência...
Ao que parece um pericardite (esta mania de me virar para doenças esquisitas...) estava tornar-me a vida difícil...
Passei 31 no SO e hoje embora não restabelecido, mas segundo os médicos capaz de continuar tratamento em casa (pois as camas são preciosas para outros em piores condições...), cá me encontro com esperanças de restabelecimento completo a seu tempo...
Agora meus amigos, fiquei um pouco chocado na noite de 31 a altas horas da madrugada (ainda com muita dor...), ao ouvir os berros de quem não sabe controlar-se a mandar palavrões e ameaças de agressão, aos profissionais de saúde que em vez de estarem com os respectivos familiares a amigos...se deslocaram para o Hospital a cumprir a sua obrigação de minorar ou curar quem estava a sofrer...
Confesso (maldade minha...)que apesar das dores dei comigo a pensar...: sorte a desses tipos não ser eu a mandar, porque se o fosse... o primeiro tratamento que lhes aplicaria seria um banho de agulheta gelada no exterior antes de posterior tratamento clínico...!!!

Um abraço para todos os colegas e desejos de um Ano de 2011 mesmo bom...
Prometo que eu irei fazer os possíveis por não repetir 2010 no que ele teve de mais desagradável...

Maximino ........................05-01-2011

domingo, 26 de dezembro de 2010

Fernando Pessoa - Dedicatória aos Amigos

Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Até que os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo.... Um dia os nossos filhos vão ver as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto! "
Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrimas abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes desde aquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida te passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

Comentários:

Parece que da maneira que vai indo o "nosso blogue" com o aproximar do fim de ano,vai indo de mal a pior. Será que F. Pessoa tinha razão quando escreveu isto? Haverá entre nós outro já saudoso ALFREDO JUSTIÇA para dar um outro tempero à vida com as suas estórias e contos? Por onde andará o Z. L. Reboleira, o F. Santos. o Capinha e tantos outros. Mesmo tolices digam quaisquer coisas adequadas ás fotos, lembrem-se das redacções que geralmente começavam por "façam um resumo adequado ao texto". Há muito tempo para parar


Chaves ..........29-12-2010

Olá,
Meu nome é Maria Filipe, vivi até aos 11 anos nas Caldas da Rainha, andei na Escola Primária da Encosta do Sol, melhor dizendo, fui estreá-la! Numa pesquisa, procurando a minha professora primária, Drª Helena Berjano, cheguei até aqui, mas não encontrei nada sobre ela!! Será que me pode ajudar??
Obrigada

Milu........29-12-2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Boas Festas

Comentários:

Desejo para todos os colegas e suas famílias...
Um Santo Natal, sobretudo com muita saúde, pois o resto acabará sempre por aparecer...

Um abraço do

Maximino


Para todos os Colegas e Familiares

VOTOS DE NATAL FELIZ

PRÓSPERO ANO NOVO

Caldas,22.12.2010
Mário Reis Capinha

Cá de longe com neve a sério e um verdadeiro ambiente de Natal, envio Votos de Muita Saúde. O resto virá por acréscimo, para toda a familia do Blog e de uma forma muito particular para o ZE VENTURA.

Abraço
J.L.Reboleira Alexandre

Aqui do outro lado do Atlântico e com pouca neve, VOTOS DE FELIZ NATAL E O MELHOR PARA O PRÓXIMO ANO

Chaves

Também daqui a 10 kilometros a Norte do Quim Chaves, sem ou pouca neve, envio Votos de muita e boa Saúde, um Santo e Feliz Natal e que o Ano Novo traga mais colaboradores ou seja participantes a "este o nosso blog"

Um abraço especial ao nosso incansável amigo Zé Ventura

Antonio Abilio

Cá do Algarve e com menos frio, também eu desejo um bom Natal ao Zé Ventura e a todos os colaboradores do Blog.

Fernando Santos.


Debaixo de uma manta bem quentinha (temos que poupar energia)e numa mão uma valente caneca de chá bem aromatizado trincando uma valente filhó, daqui da capital do Algarve, umas Boas Festas e um Santo Natal para todos e especialmente para o nosso amigo Zé. Bem Hajas!

Lurdes Peça

sábado, 18 de dezembro de 2010

Na outra margem

Nesta fotografia da Quina, datada de 9 de Março de 1962, está documentada uma viagem das alunas do Comércio ao outro lado do Tejo.
Embora esta foto tenha sido obtida em Março, o frio ainda apertava, pelo menos a julgar pelas indumentárias que as meninas envergavam.

Comentário:

"Meninas" do meu tempo e colegas de turma.Reconheço, entre outras, a Madalena,a Antonieta, a Quina, a Teresa Carinhas e a Manuela Pedreiro.
Para todos os(as) colegas dos anos 60 aqui vão os meus cumprimentos

Antonio Nobre .........19-12-2010