quarta-feira, 9 de março de 2011

Notícias da Mirton



No inicio de Fevereiro a propósito das “Lourinhas da nossa Escola”, o Orlando Santos comentava;

“Já agora e para me enquadrar no tema das loiras, essa turma tinha uma loirinha linda chamada Maria Mirton Leitão Fragata, que nunca mais vi e que julgo estar também pelas Américas. O local ao certo penso que nem o Manuel Vasconcelos sabe ...”


Pois é, o Blog tem na verdade uma força que por vezes me surpreende, e cá está a Mirton a dar sinais de vida através do Zé Alexandre Reboleira. Diz ele: Zé, Recebi estas fotos da minha vizinha, ali a 5 minutos de carro, Myrton Belo, que naquele tempo era Fragata, com o texto que segue.


«Se quiseres podes usar as fotografias no blog (podes fazer um concurso de reconhecimento). Eu não tenho muita pachorra para escrever em português, nunca foi o meu forte... então agora !!!»

Como não reconheço ninguém, e a Myrton só parece reconhecer o Vasconcelos....pudera... pede para o pessoal da altura, Orlando, Ana, Matilde e obrigatoriamente o Manuel Vasconcelos darem uma ajuda.


Comentário:

Sou leitora assidua do blogue, no entanto nunca fiz comentários mas hoje resolvi dar uma ajuda na identificação da ultima foto (que está muito reduzida) Cá vão os nomes dos colegas que reconheci De baixo para cima: Teresa Monterroso, Silva,Rosário Milhanas, Espirito Santo (eu),Esmeralda Vasques,Espadana, Isac,Fátima Vieira,Vasconcelos Mirton,Emilia Anabela,Adelaide Seixas,Dulce. Esta foto foi tirada numa visita de estudo à Abadia de Alcobaça em 1967 ou 68 Pode ser que mais algum colega reconheça os restantes

Maria do Espirito Santo .............10-03-2011

A Maria do Espírito Santo que diz ser leitora assídua do Blog, pela primeira vez faz aqui um comentário. Não tenho o prazer de a conhecer, mas, creio que não só o Zé Ventura como todos aqueles (poucos) que por aqui aparecem. gostariam de contar com mais uma colaboradora e não apenas comentadora. Cá ficamos à sua espera. Beijinhos para as senhoras e abraços para os senhores.

Fernando Santos. ........11-03-2011

Obrigada Maria do Espírito Santo pela ajuda de reconhecimento de colegas, essa foto tem uma nota no verso ‘’ Escola de Alcobaça - viagem de estudo 29.3.1966" as outras duas (Pic-nic do N.A.J. na quinta do Quim Vieira – Carrascas) Estas fotos saíram do baú depois do Alexandre ter-me tentado a ir espreitar o blog, daí a minha curiosidade, que continua em boa forma, quis associar nomes a caras...mas com pouco sucesso! Isto 40 e tal anos mais tarde é um pouco difícil! Mesmo o Alexandre que deveria reconhecer as lourinhas, a tarefa complica-se com imagens a preto e branco. Enfim... a situação dá-nos oportunidade de fazer uma ‘’ conversinha de café ’’graças à tecnologia que encurtou a distância. Um abraço fresquinho de Montreal

Myrton .....................14-03-2011

O Comentário do Fernando Santos parece que deu resultado. Possivelmente até nos conhecemos (como se costuma dizer de vista). È claro que também eu admiro muito o trabalho e a dedicação do Zé Ventura para que possamos reavivar memórias de tantos anos. Agora para ti Myrton Fiquei feliz por teres respondido e vou tentar dar uma ideia ao rosto individual de cada um Nas duas primeiras fotos julgo que a primeira de óculos é a Matilde,a da fita branca na cabeça acho que seja a Perpétua, a outra de óculos julgo ser a Leonor.
Não reconheço os outros. Na foto reduzida começo da esquerda para a direita na ultima fila 1º Não sei a seguir parece-me a Fernanda Saragoça (julgo estar nos Estados Unidos)3ªTeresa Monterroso 4ª não sei, 5ªo de óculos é o Silva a seguir a Rosário Milhanas (Mizá) 2ªfila- 1º sou eu,a seguir a Esmeralda Vasques (Foz do Arelho) ao lado da Esmeralda (de òculos e garvata) é o Espadana, depois não sei bem mas parece-me o Alpalhão, segue-se a Fátima Vieira, o que está de pé (não se vê o rosto) não sei. 3ªfila-É o Vasconcelos, és tu, o rosto masculino a seguir não sei a seguinte é a Emilia Anabela, logo a seguir não sei,depois é a Dulce e a de óculos escuros é a Adelaide Seixas.
Mas claro 4o e tal anos depois é dificil reconhecer todos. Um abraço para ti também e muita saude

Espirito Santo..........15-03-2011

Depois de ver os comentários da Espirito Santo, chego à conclusão de que nas minhas tentativas de acerto na identificação, se os exames de hoje fossem como dantes, era chumbo garantido. Não a menciono a ela nem ao Manel, mas esses são facilmente identificáveis. Nada melhor do que um copy/paste do mail que mandei à Myrton antes das fotos terem sido enviadas para o Blog.
«Carissima Dá-me impressão que não posso ajudar muito. LOL A única onde me parece reconhecer alguém é a que está identificada 1966. Na segunda fila, atrás dos ajoelhados o 3º da esquerda será o Espadana ? De joelhos o 3º a contar da Direita o Luis Fernandes, da loja David, que vive agora na Serra do Bouro e ao lado o Augusto Gonçalves. Das meninas, nada, niet. Manda na mesma, pois o pessoal aprecia»

J.L Reboleira Alexandre .............16-03-2011

Também possuo a 1ª e a 2ª fotografia e acho que sou capaz de identificar quase toda a gente. Foi um dia de convívio do NAJ - Núcleo de Amizade e Juventude, na Quinta das Carrascas. Vou procurar nos meus álbuns, onde poderei ver melhor, e depois deixarei aqui a identificação que conseguir fazer.

Matilde..........28-03-2011

A data destas fotografias é 20 de Setembro de 1968 e o acontecimento foi um Pic-nic do NAJ - Núcleo de Amizade e Juventude, na Quinta das Carrascas, como já foi referido.
Primeira foto - No topo: Fernanda Dinis. Fila de cima: Matilde, Mizá, Mirton, Teresa Constantino, Carmo Franco. 1ª Fila: Mercês Silva e Sousa, Perpétua, Antónia, Judite(?), Conceição(?), Graça Dinis. Em baixo: Helena Romão, familiar da Conceição (?).
Esta está!
Agora a mais difícil.
Segunda foto - Fila superior : Matilde, Alberto Lemos, Perpétua, Conceição(?), Carlos Salgado, ?, Orlando, Venda(?), Manuel Vasconcelos. Abaixo destes, à esquerda, até ao 1º plano: Helena Romão, Carmo Franco, Manuel Leite Gomes / Mercês Silva e Sousa, Tó Elias / Mirton / familiar da Conceição(?) / Graça Dinis (sentada à frente). Retomando a direita, abaixo da 1ª fila: ?, Judite(?), Teresa Constantino / Mizá, Quim Vieira, Antónia, Padre Chico. Ao centro: Fonseca.
Espero que não esteja muito confuso.
E vão lá mais de 40 anos!

Matilde ...............29-03-2011

Olá Matilde, estás de parabéns pela memória... já agora podes tentar a outra foto.
É sempre um prazer recordar as pessoas com quem partilhámos as brincadeiras, os risos, os choros, os ensinamentos, naquela idade em que todas as experiências são cruciais para o desenvolvimento de cada indivíduo.
Um abraço

Myrton.........29-03-2011

Olá, Myrton! Tu eras linda, simpática, alegre e divertida. E lembras-te da nossa turma?
A 3ª fotografia não sou capaz de fazer melhor do que já foi feito. É que nessa eu não estou. Nas outras, estou eu e as minhas memórias.
Quando por aqui passares, não te esqueças que gostava imenso de te rever.
Beijinhos.

Matilde...........02-04-2011

sábado, 5 de março de 2011

o Carnaval aí está

O Carnaval vai perdendo algum fulgor ou melhor dizendo, nós vamos perdendo algum fulgor para o Carnaval, mas em tempos que já lá vão era festa rija durante os 4 dias.

Os bailes do Lisbonense, dos Pimpões, da Columbófila e dos Bombeiros deram lugar a festas nos Bares e clubes nocturnos.

Na foto do lado o par de dançarinos são a Maria dos Anjos e o Zé Manuel, na foto em baixo um grupo prontinho para a folia e o Manuel Venda, que nos enviou a fotografia, estará certamente no grupo.





Comentários:

Olha que bem que ficaram os dançarinos nesta foto, a sempre bonita Maria dos Anjos e o Zé Manuel que era tão certinho, talvez por ser filho do Sr. Policia (ou estou a fazer confusão?) mas ao mesmo tempo sempre folião.

Zé Ventura tenho que confessar que há um tempo para cá estava decidido a tornar-me mais leitor e menos participante na parte da escrita, deixando essa parte para os amigos que têm a veia para o fazerem melhor do que eu.

Mas como nunca fui muito disciplinado resolvi então mais uma vez dar o meu contributo, depois de ver essas carinhas dos nossos tempos, embora o Zé Manuel ser uns dois anos mais velho do que eu e a Maria dos Anjos talvez um ano mais do que eu, por serem mais velhos eu tinha uma certa admiração por eles, por isso eu não me consegui conter e assim escrevi.
Porque até há pouco tempo parecia que só os ex colegas residentes no Canadá é que tinham as memórias afinadas e vontade de participar nos comentários. Deve ser derivado ao clima frigido em que vivemos que nos mantém as memórias frescas.
Bem como eu costumo dizer, terei que o fazer, se o Homem de lá de cima nos deu dois ouvidos e só uma boca por alguma razão foi, de certo para ouvirmos mais e falarmos menos, pois eu vou tentar no futuro fazer isso mesmo.

Desejando a todos um Carnaval cheio de folia e boa disposição.

Um abraço do Antonio Abílio ........07-03-2011

A Maria dos Anjos, por estar numa foto com o José Manuel, disse-me para ir ao blogue da escola, afim de ver a foto, como de ler alguns comentários. Depois de uma espreitadela, coisa que não faço com assiduidade (passo agora tanto tempo por lá, que já não tenho paciência para mais qualquer coisa que diga respeito à escola) e de ver algumas fotos, assim como alguns comentários de "alguma malta do meu tempo", dei comigo a responder a uns comentários que por aqui aparecem. Um dos comentários é feito pelo António Abílio, ora como eu tive um amigo chamado António Abílio, calculo que seja o mesmo. Umas futeboladas, uns bailes de garagem e outros divertimentos, foram momentos bons da nossa juventude. O A. Abílio foi para os USA nos anos sessenta e depois disso nunca mais o vi e calculando que seja o mesmo A. Abílio que imagino, envio-lhe um abraço como cumprimento. Para terminar, refiro que alguns nomes atrás referidos, como o M. Vasconcelos, Ventura, Xavier, Espanhol (Spa), Mirian, J. Manuel, M. Anjos, Odete, Reboleira e a Áurea, fazem parte do meu passado escolar. Um abraço para todos e até à próxima.

J. Carlos Abegão.........11-03-2011

Enquanto o A. Abilio divaga sobre os olhos e os ouvidos, e como ontem só cairam mais 50 cms de brancura, vou dar mais uma ajuda. Não sei se o Zé Manel filho do policia é aquele que eu penso. O da foto andou na minha turma do 3º ano do Comércio em 67, e sempre o conheci pelo Silva ao quadrado pois o nome era/é José Manuel da Silva Almeida e Silva. Tal como para o A. Abilio, lembro-me pois apesar de estarmos na mesma turma o Zé Manel era uns anitos mais velho, mas bom rapaz, e ao contrário de outros não chateava os «miúdos».

J.L.Reboleira Alexandre..........11-03-2011

Ora cá está o blogue a fazer o que eu sempre espero, a trazer alguém a participar e a recordar a nossa juventude e o passado. Parece uma caixinha de surpresas, de vez em quando lá aparece mais um, desta vez foi o meu caro amigo Abegão graças á Maria dos Anjos que lhe disse que visitasse o blogue e assim o fez, o qual me sensibilizou profundamente saber que ao fim de 46 anos ainda se lembra de mim e dos bons bocadinhos que passamos juntos quando éramos miúdos, por isso os meus sinceros agradecimentos.

Amigo Abegão quando eu visitar as Caldas na próxima vez, farei questão do reencontro para relembrar velhos tempos.
Estás correcto na minha pessoa só eu vim para o Canadá, quem foi para USA foi o meu primo Fernando (Fanoca) isto só para teres melhor ideia que decerto também te deves recordar ele também era neto do (Tio Chico Frazão) em frente da tua e da casa da M. dos Anjos.
Foi verdadeiramente um prazer ler o teu comentário termino agradecendo á Maria dos Anjos de te espevitar a curiosidade e de tu o fazeres, um forte abraço aos dois e igual para todos os ex-colegas.

Quanto à fartura de brancura que o J.L.R.Alexandre fala deve de estar a findar, pois já as temperaturas começaram a subir e a chuva de certo vai derreter o que caiu.
J.Reboleira quanto ao Zé Manel não sei se foi seu colega de turma porque eu nesse ano Já cá estava, mas concordo consigo que ele era bom rapaz e que vivia na rua da Emenda perto do Bairro do Viola em frente de outro nosso colega o João Alcino (Azeiteiro) que também se encontra aqui por estas zonas de Toronto o qual já não vejo há muito tempo, pode ser que a nossa colega Isabel Alves saiba algo dele?
Isto é o que lhe posso ajudar com respeito ao Zé Manel Silva, sim filho do Sr.Policia.

Obrigado amigo J.L.Reboleira por sempre dar o seu contributo e continuidade ao nosso blogue, pois é bom ler os seus comentários.
Um abraço

Antonio Abilio.............13-03-2011

Sou leitura assídua do Blog mas confesso que nunca participei com comentários pois a minha especialidade é mais “números” do que letras, porém desta vez não resisti a comentar as palavras simpáticas do António Abilio, que me surpreende, como é que se lembra de mim passados mais de 40 anos.
Recorri a alguns amigos para me avivar a memória (que já não é o que era) dos tempos em que vivi nos prédios do Viola, já que é certamente desse tempo que o António Abilio se lembra de mim.
Eu, sinceramente, não me recordo muito bem, por isso amigo António Abilio fico à espera de algumas dicas para satisfazer a minha curiosidade.

E Já agora que vim ao blog aproveito para dar os parabéns ao Zé Ventura por manter vivo este nosso “cantinho” aqui na Net que nos têm permitido “viver de novo” momentos brincalhões, felizes e até amorosos que preencheram a nossa Juventude.

Um abraço grande a toda a “Rapaziada” que passa por aqui pelo blog.

Maria dos Anjos.........14-03-2011

Maria dos Anjos, já não és a primeira pessoa a comentar sobre a minha boa memória, mas digo-te que não faço nada de especial para a manter viva, simplesmente como saí de Portugal muito jovem sempre mantive vivo na mente o que de bom deixei para trás. Não sou saudosista de maneira nenhuma, pelo contrário sempre “Práfrentex”, mas também gosto de recordar aos tempos de felicidade da juventude.
Maria dos Anjos não sei que dicas te poderei dar para que te lembres de mim, mas vou tentar embora como citas já lá vão mais de quarenta anos, eu sou neto do Sr.Francisco (Chico) Frazão o Ceramista que morava em frente dos teus Pais, eu vivi nos Prédios ao lado do Arco na Cave (A Família Peça morava por cima) até á idade dos cinco anos, depois vivi no prédio da Matilde Gama (Santana) no Borlão e mais tarde na Avenida, perto do Grémio e Bombeiros, vim para o Canadá com 14 anos, porém durante o tempo que aí vivi ia todos os dias ás minhas raízes do Bairro Viola, brincar com a rapaziada, com o meu tio Chico Frazão o Abegão, Peças, Tónecas neto do Sr. Nogueira do Café, entre outros, que mais te posso eu dizer? Sou sobrinho da Antonieta sou primo do Narciso José que foi morar para a tua casa quando os teus Pais de lá saíram e agora tem uma casa de produtos de Natura no Beco das flores.
Enfim lembro me de todos os que fizeram de algum modo parte desses tempos, de ti a tua irmã, da Lena Limão, Helena Arroz, Fátima e do irmão Valente isto tudo pessoal que em algum tempo viveu no Prédio do Viola.
Para finalizar a minha Mãe Chama-se Otília era Modista e o meu Pai Abílio e era Carteiro.
Espero que te pudesse ter ajudado de alguma forma, mas não me admiro se não te conseguires lembrar, na realidade são muitos anos.
Fico Feliz para todo o efeito por ter conseguido envolver mais dois amigos no nosso Blog.
Para ti Maria dos Anjos um grande beijo e um forte abraço para todos os nossos colegas.

Antonio Abílio. ..............15-03-2011


Pois é!!! Jose Manuel da Silva(2).

Jorge Saldanha...........24-3-2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

Professor João Evangelista

A semana passada faleceu o Professor João Evangelista, confesso que não conhecia a dimensão humana deste homem, mas o comentário do Maximino despertou-me a curiosidade e com a ajuda do Joaquim Baptista, que é uma enciclopédia viva, aqui fica uma pequena homenagem.

João Evangelista, nasceu em A-dos-Negros, a 27 de Dezembro de 1920.
Após a conclusão dos estudos primários nas Caldas da Rainha, empregou-se como marçano num estabelecimento comercial, frequentando em simultâneo o curso nocturno da Escola Industrial e Comercial Rafael Bordalo Pinheiro.
No inicio da década de 50, o professor João Evangelista matricula-se na Faculdade de Letras de Lisboa, onde tira a licenciatura em Ciências Geográficas. Entretanto foi bolseiro no Instituto de Alta Cultura e na Fundação Calouste Gulbenkian e colaborador do Centro de Estudos Geográficos de Lisboa.
Ainda nesta altura inicia as suas actividades de assistente e professor na Faculdade de Letras de Lisboa e de colaborador da Enciclopédia Luso-Brasileira, até 1967. É nesta fase que João Evangelista escreve a obra “A-dos-Negros – Uma aldeia da Estremadura”.

Nesta foto do Encontro de antigos alunos de 1964, podemos ver da esquerda para a direita; Maria Fernanda Pardal, Helder Carvalho, Prof. António Tavares, Julião, Joaquim Baptista, Prof. João Evangelista, Luis Girão, Maria Estrela, José Serrano de Figueiredo, José Claro. Na frente; Adelino Mamede de Oliveira e António Monteiro.
Na Foto de baixo. O Professor João Evangelista é o que está de pé
Só hoje soube pela Gazeta das Caldas da morte de um ilustre antigo aluno da nossa Escola...
O Senhor Professor João Evangelista, natural da Freguesia de A dos Negros do Concelho de Óbidos e que residia ultimamente, após a morte da senhora sua esposa... no Lar do Montepio nas Caldas...
O senhor Professor João Evangelista, foi um dos mais importantes defensores da Ecologia em Portugal e Mestre de muitos dos actuais militantes ecológicos. Na nossa Região para além de ter sido o responsável da UAL nas Caldas, foi também um grande defensor da Lagoa de Óbidos e esteve nos últimos anos ligado a todos os esforços efectuados na defesa do Ambiente na nossa Região...
A Associação de Defesa do património do Concelho de Óbidos nas suas actividades "Descobrir Óbidos", contou algumas vezes com a sua disponibilidade e saber...

Deixa saudade o Professor e Amigo...

Que Deus o tenha recebido...Naquele Lugar, onde a poluição não faz estragos...

Obrigado Senhor Professor...não só pelo que aprendi consigo, mas também com o privilégio que tive, de poder ser seu amigo...

Maximino

terça-feira, 1 de março de 2011

Vencedores do Volei

Esta fotografia, um bocadinho em mau estado, vem do álbum do Hespanhol e tem escrito no verso “Equipa vencedora de Volei de 1963”.
O árbitro é o Fernando Xavier o Treinador o Prof. Silva Bastos, os jogadores são vários, entre eles na fila de cima o Júlio Calisto um ceramista que aqui se mistura com alunos do comércio.
Pormenor curioso ao fundo, o Hospital em fase de construção.

Comentário:

Da maneira que o meu amigo F. Xavier está "fardado" talvez tivesse ido pagar a "décima" á Camara. Para todos da foto e não só...que estejam de boa saúde são votos meus.

Essa mesma foto fez-me recuar aos fins dos anos 50 e à pequena festa da primeira pedra do hospital. Por lá apareceram a "fina flor das Caldas" e algumas altas personalidades da época. A Mocidade Portuguesa também esteve presente (Bernardo. Maia, J.Lopes,Hugo)e tantos outros mas de baixa patente. Eu penso que a Banda também lá esteve. Na altura também já havia o grupinho dos "malandros"...eu incluído nesse grupo que íamos munidos com um pequeno canudo e uns pequenos frutos duns arbustos que ainda existem na Mata e no Parque de cor alaranjada e não maiores que uma ervilha. No calor da festa esses frutos eram tirados sorrateiramente do bolso e introduzidos no tal canudo. Depois eram levados à boca e com um grande sopro, um de cada vez era projectado contra o alvo que tanto podia ser um outro aluno como outro "senhor" da alta. Enfim também já haviam brincalhões na altura. Agora são apenas saudosas lembranças, mas éramos todos bons rapazes.

J. Chaves.........02-03-2011

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Mais “estórias” do Borlão

Olá amigos(as)
Se me permitem gostava de deixar aqui algumas lembranças sobre o tema "Borlão" sugerido pela nossa amiga Isabel Alves que tenho o prazer de encontrar de vez em quando.
Quando eu era rapazote morei nos prédios do Viola e por coincidência o apartamento ficava por baixo daquele onde morava a família Peça.
Nessa altura o Peça Pai trabalhava na Secla.
Só mais tarde trabalhámos juntos na Seol. O Peça como desenhador, eu como electricista.
Os meus pais tinham uma pequena fazenda num local onde hoje se encontra o Supermercado Modelo.
Existiam lá umas coelheiras onde eram criados animais para consumo próprio.
A minha mãe mandava-me muitas vezes ir apanhar erva para os coelhos.
O local que eu escolhia para apanhar erva era precisamente o "Borlão" porque junto com outra miudagem, aproveitávamos a ocasião para jogar o bola.
O problema é que nessa altura a polícia andava sempre de olho nos miúdos proibindo de jogar a bola.
Nós escolhíamos o terreno que ficava nas traseiras da igreja Nossa Senhora da Conceição porque sempre ficava mais escondido.
Enquanto alguns jogavam a bola, um ficava de guarda na frente da igreja, para avisar os outros que vinha aí a polícia.
O cenário era sempre o mesmo, quando a polícia aparecia de um lado da igreja, nós fugíamos pelo outro.
Acontece que a polícia resolveu mudar de táctica. Para nos apanhar apareceram 2, um de cada lado.
Mas nós também tínhamos tomado as nossas precauções.
As aulas de catequese eram dadas na sacristia, portanto nós conhecíamos bem o interior da igreja.
Quando um dos companheiros que estava de guarda dava sinal que vinha a “Bófia” para nos apanharem, entravamos pelas traseiras da igreja, e na sacristia misturávamos com outras pessoas que estavam em orações.
O saco da erva servia para colocar debaixo dos joelhos quando fingia que rezava.
De soslaio olhei para a entrada principal da igreja, e vi os 2 agentes tirarem o boné e entraram, mas não passaram da porta.
Só depois de eles se irem embora é que nós fomos saindo também.
A bola estava escondida dentro do saco da erva.
Outra recordação que tenho do "Borlão" além das feiras de S.João e do 15 de Agosto foi de um teatro desmontável que esteve instalado no lado esquerdo da igreja, durante cerca de 6 meses.
Foi aí que ganhei o gosto de ver teatro.
Recordo com saudade a peça "O Conde Monte Cristo" magistralmente interpretada, apesar das condições rudimentares.

Um grande abraço
Faustino Rosário - Montreal - Canadá

Comentário:

Teatro desmontável Rafael de Oliveira?

Anónimo..........27-02-2011


A propósito da história da estória, há uns tempos atrás decidi consultar o Dicionário´da Academia das Ciências de Lisboa, e na realidade a palavra "estória" não aparece por lá, embora já a tenha visto noutros dicionários. Há quem aceite as duas grafias e outros discordam. Neste Blogue têm aparecido as duas formas e eu próprio já as utilizei. Todavia como o Faustino Rosário veio aqui contar mais uma "estória" do Borlão, resolvi procurar de novo, e no Ciberdúvidas da Língua Portuguesa encontrei diversas interpretações. Acho que as duas formas estão correctas dependendo do contexto em que são utilizadas.
Um abraço.

Fernando Santos.......27-02-2011

Olá Faustino, estranhei ainda não ter visto as suas contribuições para o Blog do Zé, seja bem aparecido. A primeira vez que encontrei a palavra estória foi num email que o Faustino me enviou onde explicava que a palavra estória é uma história de carácter ficcional ou popular; conto, narração curta, história é o estudo do homem no tempo. Para todos os efeitos o importante são as estórias que aparecem para nos ajudar a lembrar o passado em especial para mim o tema do Borlão pois foi onde vivi.
Quero mais uma vez agradecer ao Zé a brilhante ideia deste Blog.
Para o Faustino um beijo e até quando me quizer voltar a visitar.

Isabel Alves...........28-07-2011


Li com prazer esta crónica sobre o passado do Borlão, onde vivo desde 1962.

Quanto a estória e História também no Blog do ERO adoptámos as duas grafias mas com significados diferentes (conforme alguns dicionários referem):

Estória : Narrativa de lendas, contos tradicionais de ficção.

História:Narração ordenada, escrita dos acontecimentos e actividades humanas ocorridas no passado.

De notar que “estória” é a grafia antiga de “história” que, entretanto, caiu em desuso no português falado em Portugal mas não no Brasil. Os anglo-saxónicos fazem a mesma distinção, usando History (História) e story (estória).

J.J................01-03-2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Alunas de 1973

Estas fotografias que a São Santos nos enviou ficarão sem legendas, salvo se algumas destas meninas nos derem uma ajuda.
Suponho que serão datadas de 1973 e a turma é do Comércio. Mas quem serão?
Vá lá São dá lá uma ajuda.

Comentário:

Vou ver se me consigo lembrar.
Para começar, na foto 1 em cima a 3ª a contar da esquerda: Rosário Gomes, a Graça, Gracinda, Amélia. Depois em baixo à esquerda: Isabel, Lurdes, eu ... e o resto não me lembro dos nomes.
Na 2ª foto, na 1ª fila, meio escondida: Fernanda, depois a Lurdes, Mariazinha? do Nadadouro, a Rosário Gomes, uma miúda do Bombarral, filha de um polícia graduado, na fila a seguir: a minha irmã Bela, s São do Bombarral, a Luisa do Painho. Em baixo, a seguir à minha irmã: a Elisete Isaac, a Maria José do Bombarral, a última em baixo à esquerda: a Gracinda... e já não me lembro dos nomes das outras meninas. Entretanto, vou falar com a Elisete, a Milinha, a minha irmã e algumas outras "meninas" daquela altura e logo encontraremos o resto...
Abraços,

São Santos..........23-02-2011

Não tem nada a ver com a notícia em causa, mas os colegas vão desculpar-me concerteza.
Só hoje soube pela Gazeta das Caldas da morte de um ilustre antigo aluno da nossa Escola...
O Senhor Professor João Evangelista, natural da Freguesia de A dos Negros do Concelho de Óbidos e que residia ultimamente, após a morte da senhora sua esposa... no Lar do Montepio nas Caldas...
O senhor Professor João Evangelista, foi um dos mais importantes defensores da Ecologia em Portugal e Mestre de muitos dos actuais militantes ecológicos. Na nossa Região para além de ter sido o responsável da UAL nas Caldas, foi também um grande defensor da Lagoa de Óbidos e esteve nos últimos anos ligado a todos os esforços efectuados na defesa do Ambiente na nossa Região...
A Associação de Defesa do património do Concelho de Óbidos nas suas actividades "Descobrir Óbidos", contou algumas vezes com a sua disponibilidade e saber...

Deixa saudade o Professor e Amigo...

Que Deus o tenha recebido...Naquele Lugar, onde a poluição não faz estragos...

Obrigado Senhor Professor...não só pelo que aprendi consigo, mas também com o privilégio que tive, de poder ser seu amigo...

Maximino .............25-02-2011


Exemplar e sentida homenagem que o Maximino dirige neste local ao "ilustre e antigo aluno da nossa Escola..." Tem a delicadeza de o tratar por "Senhor Professor João Evangelista" e mais adiante refere a "senhora sua esposa..." Depois... chama-lhe "Professor e amigo..." E, quase a a terminar, "Obrigado Senhor Professor..."
Acredita Maximino que estas tuas palavras me deixaram profundamente sensibilizado.
Perante tão alto sentido de educação e civismo aqui demonstrado, acredita que também eu gostava de ter o privilégio de ser teu amigo.
Um abraço.

Fernando Santos........27-02-2011


Obrigado amigo Fernando Santos...
Sabe, eu era muito amigo do Senhor Professor João Evangelista e sei que ele me tratava também, com muita consideração e amizade...
Era daquelas pessoas, por quem não podíamos deixar de ter um profundo respeito, muito embora ele nos desse uma liberdade na relação estabelecida, que nos permitia sentirmo-nos perfeitamente à vontade...
Aliás não era só ele, a senhora sua esposa era também ela duma afabilidade no trato, que nos deixava também, perfeitamente à vontade...

E quanto a nós meu amigo, um dia destes haveremos de nos encontrar para conversarmos e podermos aprofundar uma amizade...

Um abraço e muito obrigado pelas palavras simpáticas que me dedicou..

Maximino ..........27-02-2011


Olá,eu sou a Maria Helena Martins de São Mamede e estou na 2ª foto,que foi tirada no dia dos anos da Rosário,é uma turma do Geral do Comércio,mas do ano de 1971. Vou dar-vos o nome de todas as meninas,a começar de cima e da esquerda para a direita:
-Fernanda,Luzia,Fátima
-Mena,Lurdes Silva,Mariazinha, Rosário,Graça,Maria Augusta,Isabel Bajouco
-Bélinha,São Rosa,Luisa Ferreira
-Elizete,Helena Lourenço
-Gracinda,Maria José,eu e a Lurdes Dinis.
A filha do polícia graduado(como diz a São) é a Isabel Bajouco,o pai era sargento da G.N.R. no Bombarral,eu ando à anos a tentar saber dela,pois éramos muito amigas mas perdemos o contacto,se alguém souber dela,agradeço diga.

Maria Helena Martins..........07-03-2011

Pois é, Maria Helena, a vida acaba por afastar as pessoas… Depois dos anos maravilhosos da adolescência nas Caldas, voltei a Lisboa quando o meu pai acabou a comissão de serviço no Bombarral. Por cá me mantenho até hoje e também gostava de saber de ti, de quem me lembro muitas vezes. Se quiseres contactar-me o meu e-mail é: formim@hotmail.com
Fiquei espantada com a tua memória fantástica. Eu lembro-me de todas as caras, de alguns nomes e de pormenores (por ex. que a Luisa tinha um prodigioso jeito para desenhar e que metade das folhas dos cadernos eram preenchidos com os desenhos que ela ia fazendo nas aulas), mas saber os nomes e apelidos de todas é fenómeno…
Um abraço para ti e para todas as que virem estas fotos e se lembrarem de estes tempos.
Até sempre

Isabel Bajouco........28-03-2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A Escola Comercial e Industrial de Santarém

As Escolas Industriais e Comerciais tiveram uma importância muito significativa no meio laboral, foram elas que forneceram às empresas uma boa parte dos seus quadros.
Vem isto a propósito porque tive oportunidade de reforçar esta ideia durante um Encontro com os Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Santarém que nos deram o prazer de uma agradável visita.

Como estas reuniões de trabalho fazem-se sempre à mesa, esta não fugiu à regra e assim uma almoçarada na “Casa do João” foi um óptimo local para trocar algumas experiências sobre a organização dos Encontros Anuais que cada grupo leva a efeito.

O Encontro dos Antigos Alunos de Santarém vai decorrer no próximo 26 de Fevereiro num restaurante do CNEMA - espaço da Feira Nacional da Agricultura-Feira do Ribatejo e vale a pena dar uma olhadela ao Blog Alfageme Santarém

Comentário:

Dei uma espreitadela no "Alfageme" e parece que por lá também está muito "frio". Comentários???
Eu até gostaria de mandar alguma coisa para animar este Blog mas... Sou um "penetra" e, como tal, dou a prioridade aos Antigos Alunos.
Mesmo que sejam sempre os mesmos, apareçam! A "malta" agradece.

Fernando Santos..........22-01-2011


Caro Amigo Zé Ventura
Com grande abraço, e em nome dos Colegas da Equipa de Organização do nosso Encontro-Convívio de 2011, aqui estou a saudar-vos, vós que sois companheiros de experiências tão enriquecedoras, aquelas que viveram os alunos das antigas escolas industriais e comerciais, como nós bem sabemos.
O nosso convívio decorreu em ambiente de grande animação e alegria, com todos os "ingredientes" do costume, o que é sempre de saudar. Tivemos 231 participantes, o que constitui o nosso record. Ainda não chegámos aos trezentos e... muitos, que Vocês já conseguem... Parabéns!
Foi muito positivo o nosso encontro e almoço, aí nas Caldas da Rainha, agradecendo nós o acolhimento que nos prestaram.
Para o ano, com mais tempo e sem as sempre incómodas maleitas dos tempos de inverno, será possível termos a vossa presença no nosso convívio.
E, da próxima vez, o nosso encontro-almoço de representantes será em santarém, ou arredores.
Saudações Fraternas.

Manuel Sá ..........01-03-2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Alunos de 1954

A Stela enviou estas fotos ao amigo Pimenta, e nada melhor para legendar que juntar as notas que ela mesmo escreveu.
Comentário:

Aqui está um bom teste para as nossas memórias. Será no parque, será na mata ou será em quaisquer outro sitio? É uma pergunta tanto para os mais velhos, como para os mais novos. Eu não estou certo, mas parece-me que a primeira foto é na mata. Quem vinha da Igreja N.S Do Pópulo e entrava no grande portão de ferro, logo um pouco mais acima no alto "lado direito" havia um pequeno jardim muito bonito e que era um bom lugar para tirar fotos. Ainda lá estará? Lembram-se?

J.Chaves............22-02-2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Les Petits Chanteurs de Chaillot

A história de uma Instituição como a Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha não é fácil de fazer porque a própria Escola não tem um Arquivo vocacionado para o efeito, mas para contrabalançar há sempre antigos alunos que valorizavam as pequenas coisas e as guardavam. É o caso destes panfletos, que a Matilde trouxe para o nosso BLOG, que sem falsas modéstias julgo que tem contribuído para manter uma memória viva deste passado que nos marcou.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

...E o Carnaval no Borlão

Não é própriamente uma fotografia da Escola mas faz todo o sentido quando o largo do Borlão tem sido o tema dos últimos post. A nossa colega Isabel Alves, residente no Canadá, deu volta ao baú e lá descobriu esta preciosidade.


Como prometi tenho mais uma foto, espero que mais colegas da minha época participem no Blog da nossa Escola.
Quem não se lembra também do Corso Carnavalesco no Borlão? Dos carros alegóricos e das brincadeiras? Dias felizes da minha infância e adoslescência. Depois dos desfiles vinham os bailes no Hotel Lisbonense até de manhã. A caminho de casa a mãe ía á padaria Teixeira comprar o pãozinho ainda quente que comíamos com leite e café antes de irmos descansar para recomeçar e repetir até terça-feira Gorda quando a folia acabava e o periodo solene da Quaresma chegava. Não me recordo do ano da fotogrfia mais sei que o Rei e a Rainha do Carnaval neste ano foram o Carlos Mariano e a esposa, quem se lembra?

Um abraço,

Isabel


Comentário:

Amiga Isabel, desculpa porque só hoje me deu para ler este comentario escrito por ti, passado mais de um ano,mas sempre ouvi dizer ,vale mais tarde que nunca, e como hoje não está lá muito bom para ir até a praia, estou entretido no meu novo passatempo, e tudo no que diz respeito ao Carnaval desde que começou eu estou presente,tenho lido todos os comentários ,conheço quase toda a malta, e foi o meu melhor tempo de jovem, por isso estou á altura de te dizer e informar os leitores dste blog , que quando o grande amigo Carlos Mariano foi Rei,eu fiz parte da comotiva como sempre, a Rainha , não podia ser a sua esposa ,porque nunca existiu uma senhora a fazer de Rainha, até á data que eu lá estava, mais tarde acho que veio uma Merche Romero, mas isso já era outras pessoas, náo é do meu tempo, quem fez de Rainha com o Carlos foi um grande amigo que toda a gente o conhecia como o Farinha Nestlé, penso que já faleceu, junto vou enviar umas fotos desse Carnaval que não me lembro a data certa, anos 70 de certo. A foto que eu como da comitiva lá estou com o chapelinho de braço dado com uma farda. um amigo tambem muito conhecido do nosso Bairro



José G.Santos............09-03-2012

sábado, 5 de fevereiro de 2011

As Colegas da Solange

Na verdade é uma pena que as fotografias que chegam até nós, não venham mais documentadas, mas é o que temos.
Estas imagens, de bonitas jovens, vêm do álbum de recordações da Solange e julgo que serão datadas de 1959.
Ficamos todos à espera de mais esclarecimentos.


Comentário:

Estou sempre à espera que apareça o Sanches, o Noronha e mais...a dizer quem é quem e que embora fossem mais novos, um ou dois anos,ainda conviveram com estas alunas.A Solange entrega as fotos mas nunca diz nada, mas eu vou tentar dizer o nome de algumas/os. Na primeira e terceira fotos está a Solange no meio com a sua falecida prima (a Manuela) e a Lena também já falecida. Na outra foto está a Nobre (já falecida)que morava um pouco acima do chafariz das 5 bicas e com a ´Manuela a seu lado. A de óculos escuros não me lembro o nome,depois a Solange e a seguir julgo ser a Pilar (já falecida). Faltam duas que eu não recordo o nome. Dos rapazes em baixo o Rodolfo (não Valentino)e em cima julgo ser o Roque de Óbidos que se tornou farmacêutico. Ele dizia;

O meu avô é farmacêutico
Passa o dia a fazer "pírulas"
Eu só para o chatear
Vou lá à noite e "tirulas"

Saudações J. Chaves ...........05-02-2011

Amigo Chaves, não é a saudosa Pilar
mas sim a Maria José Saramago da Usseira se bem me lembro.

Santana ..........06-02-2011

Benvindo, amigo Santana. Admito o engano, mas não disseste o nome da outras três. Se perguntares à tua "boss" talvez ela saiba. Aparece sempre, Fiquem em bem

J. Chaves..........08-02-2011


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

As lourinhas da nossa escola

Num dos últimos posts a minha vizinha de cerca de 600 Kms, a Isabel Alves, fala dum dos seus amores platónicos e desde logo comentei que outros poderiam falar dos deles, no que entendo ser uma actividade salutar, e que, de forma alguma poderá causar danos nos actuais consortes. Claro que estava também a pensar no meu caso pessoal, só não esperava era que a oportunidade se me deparasse tão rapidamente. Ao ler a sequência, do interessante diálogo a três entre a «algarvia» Lurdes Peça, o meu outro vizinho o António Abilio e a Isabel, o mote estava dado.
Falavam eles do café Tadi, o Victor Pessa dizia que a sua irmã Lurdes era tão bonita e lourinha que os tipos do Circo até a queriam comprar. Pudera, é que miúdas louras não era coisa que abundasse na região naquela altura, e quantos garotos não tiveram uma «paixão» por uma lourinha de 12 ou 13 anos. Mencionou-se também a Papelaria Áurea onde muitos de nós comprávamos os livros e material escolar nesse tempo.
Quando o Victor se referiu à irmã ainda pensei se teria sido ela a garota que eu gostaria de ter comprado se para tal tivesse os escudos suficientes, mas rapidamente fiquei mais descansado pois pelas informações que guardo arquivadas, a garota que me tirava o sono na altura, pelo que alguns amigos da escola ou do Chão da Parada me diziam, estava ligada sim, à tal papelaria. Depois de ter conhecimento deste facto muitos mais livros e cadernos passei a comprar, sempre na esperança de alguma vez a ver por lá. Não fui bafejado pela sorte e nunca pude ver a minha «amada» a ajudar a vendedora do local, que imagino, seria a sua mãe.
Como os poucos escudos que a minha mãe me dava tinham também de servir para pagar a senha do almoço na cantina, e pagar ao senhor Castanheira a repararação de algum furo nas câmaras de ar da bicicleta que diariamente me transportava, e para não evitar qualquer tipo de desconfiança da parte da senhora que nos vendia os artigos escolares, em determinado momento deixei pura e simplesmente de fazer as compras na Áurea e passei a fazê-las na Papelaria Académica em frente da nossa Escola. O pequeno comércio perdeu assim um, até aí fiel cliente, por causa dos «amores» nunca declarados àquela que seria eventualmente a menina loura da Áurea.
Esta aventura foi por mim «vivida» quando teria 12 ou 13 anos, logo no primeiro ano de actividade da escola nova, para onde transitámos depois do encerramento do local do Chafariz das Cinco Bicas, e onde iniciei o Curso Geral do Comércio em 1964, que acabei por terminar em 1967, num percurso até aí imaculado. Quero com isto dizer que afinal a «Áurea», vou chamá-la assim por via do nome da Papelaria, ao contrário do que muitas vezes acontece, em nada afectou o meu percurso académico.
Na altura, a minha falta de jeito para lidar com o belo sexo era tal, que nem sequer alguma vez lhe dirigi um tímido sorriso, uma boa tarde, bom dia, ou qualquer tipo de piropo a propósito da forma como se vestia, da maneira como se ocupava dos lindos cabelos louros ondulados, ou dos resultados dos seus exames. A mim bastava-me olhar para aquela figura frágil e franzina, que pela particularidade de possuir cabelos diferentes dos da maioria das outras garotas, representava tudo o que o miúdo da aldeia que eu era poderia desejar possuir.
Durante algum tempo, sempre que via aquela colega loura, dum lourado brilhante e puro como só as jovens louras dessa idade podem ter, o bater do meu coração partia para ritmos descontrolados, mas como muitas vezes nestes casos acontece, foi o que se chama uma aventura a dois, mas da qual, a heroína foi parte integrante sem dela ter conhecimento.
Durante o Curso Geral do Comércio, e em nome dos bons usos e costumes da época, ainda as turmas de rapazes e raparigas eram separadas. Nos dois anos seguintes de frequência (deveria ter sido apenas um, mas o primeiro ano de tentativa de entrada em Lisboa foi uma catástrofe em termos de resultados) das Secções Comerciais, agora já com turmas mistas e com adolescentes que eram quase mulheres, através do convivio diário nas salas de aulas, o garoto tímido e reservado da aldeia que eu era, começou pouco a pouco a ganhar alguma confiança na aproximação àquilo que de mais belo existe sobre o planeta Terra. E afinal, uns anos mais tarde provou-se que nem sempre as louras são as mais belas.

J.L.Reboleira Alexandre

Comentários:

Como tenho andado muito arredado daqui (apenas da escrita, que as visitas são diárias), uma pequena incursão para corrigir o Zé Reboleira. As turmas mistas começaram, pelo menos, em 1965 e eu fiz parte de uma delas - 4º. ano do Geral do Comércio. O Zé não teve esse privilégio porque não esperou por mim e pela resolução de um problema de saúde que me fez perder um ano. Já agora e para me enquadrar no tema das loiras, essa turma tinha uma loirinha linda chamada Maria Mirton Leitão Fragata, que nunca mais vi e que julgo estar também pelas Américas. O local ao certo penso que nem o Manuel Vasconcelos sabe ...

Orlando Sousa Santos........01-02-2011


Não tem nada uma coisa com a outra, nesta que vou lembrar, até havia era um empregado com um guarda-pó...estou a lembrar-me de uma papelaria onde havia sempre tudo, pelo menos...no dia seguinte...!!!
Lembram-se da Silva Santos...? - Creio que era assim que se chamava...
Agora quanto às turmas mistas, isso era anterior à década de 60, pois já na década de 50, não sei quando isso passou a ser assim...mas já havia turmas mistas...!!!
Andam por aqui colegas desse tempo, por exemplo o Noronha Leal, eu claro...e outros que não aparecendo por aqui, habitualmente estão nos nosso almoços...e outros que infelizmente já nos deixaram e lembro-me assim de repente, dos nossos saudosos colegas e amigos... Zé Maria e Zé Agostinho...!!

Um abraço do Maximino ............01-02-2011


Pois lembro-me bem dessa menina lourinha da papelaria Áurea como o J.L.Reboleira relata, sim era muito bonita. Mas eu tinha os meus olhares para outra que o Circo queria, mas ela foi sempre uma menina que sabia o que queria, eu sendo muito envergonhado e assim nunca nada se concretizou, porque também éramos muito amigos e somos, como família.

No entanto quando me mudei para o 2º Andar do nº7 da Avenida, prédio que ainda lá se encontra, enamorei-me por uma menina também lourinha que morava no prédio ao lado, que já lá não se encontra e tinha uma sala de religião "Protestante" no R/C, ela era sobrinha de um senhor que tinha estado na América e como não tinha filhos, criou esta menina, eles tinham um cão grande Pastor Alemão que ela passeava todos os dias mas eu nunca me chegava a ela, porque tinha medo do cão, pois era mesmo grande.
Esta menina também andava na nossa Escola mas eu nunca falei para ela mas lembro-me que o Té, de vez em quando fazia-lhe companhia no caminho da escola para casa e isso cortava-me o coração, acho que ele não tinha medo do cão, depois ela mudou-se para a Encosta do Sol, eu vim para o Canadá, nunca mais a vi.
Tudo isto quando também namoriscava com a Odete Maçãs.
As raparigas que trabalhavam para a minha Mãe, que eram umas doze, sabiam das minhas paixonetas, estavam sempre no gozo comigo e diziam, o menino tem um coração que parece um Hotel.
Era eu envergonhado! O que não seria se não o fosse, Pois acho que todos nós tivemos paixonetas deste género que nunca se realizaram, mas hoje servem para dar umas risadas e reviver a nossa adolescência.

Um abraço a todos do António
Abilio............02-02-2011

O que eu me ri ao ler hoje os vossos comentários! Ah grande Ventura, pões a malta toda a reviver os amores e falhanços da meninice! Viva a tecnologia que nem os milhares de Km nos separam das nossas lembranças, parece que foi ontem! Abílio, eu sabia que tu andavas atrás de mim, mas não te ligava pois tinha outro em vista...e antes queria um bom amigo do que um amor passageiro.
Vê lá bem as voltas que a vida dá, se por acaso eu fosse vendida ao Circo, fiquei muito zangada na altura com os meus pais, pois embora já tivesse as malas feitas para ir com eles (circenses)sem conhecimento da minha mãe, estava talvez, quem sabe, a pertencer a alguma companhia de renome (talvez em Monte Carlo),não tinha sido pestezinha para o meu irmão nem estaria aqui a escrever no blogue ahahahah, não paro de rir pois estou a visionar as cenas todas!!!
Beijinhos a todos desta loirinha , Para completar envio uma foto minha e do meu irmão para comprovar os meus cabelinhos brilhantes e dourados... agora são substituídos por prateados! É a crise amigos!


Lurdes Peça.............02-02-2011

Bem haja Lurdes que sempre assim foste "frontex" e sincera, por isso eu gostava e ainda gosto da tua maneira de ser, mas ainda hoje somos capazes de lembrar tudo isto e rir saudável e amigavelmente.
Só tu Lurdes me fazias também rir assim como tu. Eu sabia que iria ter uma reacção destas ou parecida, mas muita gente não entende o grau de amizade que nós partilhamos desde crianças e acham que somos meios estarolas, mas tudo isto é com respeito e amizade pois somos muito amigos não é?
Pois com estas coisas o importante é que vamos envolvendo e mantendo o nosso blog vivo e bem disposto.

Beiinhos Lurdes e abraços para todos do Antonio Abilio . ........04-02-2011

Nem só de louras ou lourinhas, vive o homem. Nos meus tempos também, não muito longe do vosso haviam lindas morenas, assim como a Amália de Óbidos, a Ascenção Cipriano, a Laura Amável do Valado dos Frades, a Loudres Bernardes, enfim um sem acabar de belezas. Tudo isto começou com quem morava na "cerca do borlão" e alguns tiveram que ir ter com o "velho" para informações, mas digo-vos; o pai da Isabel (o Rafael Alves)e um outro senhor chamado Afonso Angélico que também morava para esses lados, ninguém os batia em saber quem era quem. No"ERO" também já foi falado sobre o Borlão e eu tive o conhecimento que a Eunice Munhós também habitou num dos prédios antes de ser famosa no teatro. Se por acaso o J.L. Reboleira não ter dado a informação ao Orlando Santos, sobre a Leitão Fragata, ela está em Montreal e ele já me falou dela. Numas casas do lado esquerdo de quem ia dos antigos Bombeiros para os prédios do "Viola" aí moravam duas famílias modestas, mas muito queridas das Caldas. Eram eles o "nosso" Pacheco das castanhas e gelados e o Ti Sebastião Bagageiro, que percorria as Caldas com a sua carroça a entregar a mercadoria vinda da Est. Caminho de ferro. Falando do Sr. Jaime Cordoeiro; ele sofria muito dos calos e então ia para a Foz andar com os pés quase de rojo sobre a areia e dizia ele que era o melhor remédio para desgastar os malditos calos .

Saudações Chaves........04-02-2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

Ainda a "Cerca do Burlão"

Olá Rapaziada.
A Isabel Alves fez despertar algumas recordações do Burlão.
Não sei se conheço a Isabel, mas tal como ela também vivi nesse local durante 5 anos mais, propriamente na Rua Engenheiro Duarte Pacheco que naquele tempo também fazia parte do Burlão, no prédio interior da D.Matilde Santa (Gama) não no da frente! e onde também viveram alguns nossos ex colegas assim com o Michael, mais tarde as irmãs Isabel e Lurdes que eram irmãs do Feliciano, pois este pessoal era mais pelas idades do Quim Chaves, Maximino etc. Talvez eles se lembrem de quem eu falo.
Mas voltando ás recordações desse local, quando lá vivi ainda se estavam a construir os prédios do Sr. Manuel J. Marques entre outros o Palácio da justiça (Tribunal) onde os presos passavam todos os dias em fila Indiana para a construção do Palácio, Já lá estava a Igreja, pois segunda a pesquisa que fiz á minha enciclopédia de 84 anos, o meu Pai! Diz-me que a Igreja foi concluída em 1950, porque foi no ano em que eu nasci e eu fui dos primeiros miúdos a ser Baptizado.
Quanto aos irmãos Blanc,não me recordo mas lembro-me dos irmãos Peças irem viver para as águas furtadas dos Prédios do Sr. M.J.Marques lembro os prédios do Sr. Batalha serem feitos, os do Sr. Manuel J. Branco.

E agora quem se lembra do Café Tadi? era um café muito pequenino que lá havia, cujo o proprietário era o Sr. Jaime Cordeiro o homem das Farturas e avô da nossa colega Mizá Milhanas.

Quanto á pergunta do amigo J.L.Reboleira de quantos ex colegas se encontram por esta bandas do Ontário, são muitos quase que de certeza já dava para fazer um mini encontro de colegas. Eu não serei das pessoas mais indicadas para conhecer ou saber de todos, porque como um verdadeiro emigrante e pioneiro, nunca estive muito tempo num sitio só, e por isso perdi o contacto de alguns dos colegas, ainda agora fiquei a saber que a colega Isabel está por aqui, ainda á bem pouco tempo vim a saber que está cá a Helena Romão agora (Amorim) na passada festa de fim de Ano vim finalmente a falar com um colega do nosso tempo que ainda tem qualquer grau de parentesco ao Zé Ventura ou sua esposa, que é o Jorge Ribeiro, uma figura com um certo relevo aqui na nossa comunidade, que eu nunca tive a oportunidade de contacto anteriormente, porém está combinado nós agora em breve nos encontrar-mos para falarmos e matar saudades dos nossos velhos tempos de juventude.

Mas contudo tenho sempre a agradecer a este meio de contacto oferecido pelo nosso caro Amigo Zé Ventura, que nos trás boas recordações e nos ajuda a exercitar e avivar as memórias.

Abraço forte para todos

Antonio Abilio

Comentários:

É pá, Abílio és muito antigo! Sabes essas coisas todas...já deves ser muito velhinho!!! Ahahahah... Agora falando sério, não me lembro de nada do que escreveste, pois eu fui para o Burlão já com 12 anos, onde os festejei com amigos da escola, ouvindo a grafonola do meu pai e onde estava o teu primo Fanoca (aquela foto que te mandei no terraço da minha mãe, sabes?) Agora uma pergunta se tu foste dos primeiros miúdos a serem batizados onde é que se batizavam antes? Estou a brincar! A tua sorte é que a tua enciclopédia tem uma boa memória, senão...Tens que cuidar dela muito bem por causa das humidades. Beijinhos a todas as enciclopédias deste blogue.

Lurdes Peça ................30-01-2011

Olá António

Recordo-me muito bem do Café Tadi, localizado ao lado da Papelaria Aúrea. Se não me engano a Sapataria Amador está presentemente na localidade do Café. Eu e a minha irmã fomos companheiras de infância, até á nossa partida para o Canadá, do Zé Manel, neto do Senhor Jaime Cordoeiro. O António refere a Cordeiro mas tenho a certeza que um de nós está errado, possívelmente eu. Como não havia Televisão em nossa casa, foi no Café Tadi que assistimos á visita de Papa Paulo VI a Portugal em 1967 e ao 1º Homem a pisar na Lua a 20 de Julho de 1969. Consultei também a minha enciclopédia de 83 anos, o meu pai, o Rafael Alves,conclusão; o seu pai era o carteiro e bem conhecido dele. Nós moramos na Rua Engenheiro Duarte Pacheco, Nº 18, nas aguás furtadas, vizinhos da família Peça, o senhor Peça e o meu pai trabalharam juntos na SEOL, nos bairros do Viola.
Beijinhos e feliz semana. Mais uma vez, agradecimentos para o Zé Ventura, a escolha da foto do Borlão é muito apropriada.

Isabel Alves.........30-01-2011

Olá Meninas do nosso tempo e todos colegas.
Sinto-me feliz por ter despertado vontade ás colegas para participarem no Blog e recordar o passado.

Lurdes, a idade dizem que é só um numero e eu só tenho um mais do que tu. Ha,Ha, quanto à pergunta onde se batizavam as crianças antes de haver a nova Igreja, acho que era na Nossa Senhora do Populo, mas isso era antes do meu tempo, sobre lembrar-me de tudo, acho que o nosso computador guarda todas essas memorias só que alguns apanham humidades e fazem o delete.

Amiga Isabel ainda bem que temos as nossas encicolpédias para consultar pois conheço muito bem o teu Pai, já não o vejo há alguns anos porque estive a viver em Kingston 15 anos só regressei à 10 e não tenho andado pela zona onde ele anda, mas é bom saber de voz. dá-lhe um abraço por mim e outro por o meu Pai!
Quanto ao Sr. Cordoeiro estás certa, eu ia pedir ao Zé V. que corrigisse o nome, pois tinha quase a certeza que não era Cordeiro, ainda bem que estavas atenta.
O neto do Sr. Cordoeiro é mais para a tua idade e a neta Mizá é um ano mais do que eu. Quando fui para o Burlão eu tinha 5 anos e recordo-me de muita coisa e gosto de as reviver, por isso acho este blog um lugar maravilhoso para o realizar graças ao Zé V. e ao seu bom trabalho que podemos encontrar amigos que já não se sabia deles ou delas e aqui se consegue reencontrar.
Continuem sempre a participar e divulguem aos que tem vergonha que afinal o blog não é um bicho da Era electronica, mas sim um meio de reviver o nosso tempo de miudos.

Abraço a todos

Antonio Abilio.............30-01-2011


Eu não queria de forma alguma "contrariar" as vossa enciclopédias, mas não estou a ver muito bem a inauguração da Igreja em 1950...
Eu explico..: nasci em 43 por isso tinha em 50, 7 anos...
Ora acontece que eu me parece que já teria pelo menos uns 9 quando foi a inauguração...
O facto de o nosso amigo ter nascido em 50 e ter sido o 1º a ser baptizado não quer dizer que o tenha sido logo no ano do nascimento, embora nesse tempo não fosse usual baptizar as crianças muito para além do ano de idade...
E pergunta o nosso colega onde baptizavam as crianças antes...pois eram baptizadas na Igreja Paroquial que era NªSª do Pópulo, junto ao Hospital Termal...
Aliás ainda hoje a Paróquia das Caldas tem como orago NªSª do Pópulo,cujo templo era a Igreja Matriz, mas a Igreja do Borlão, hoje sede da paróquia... é dedicada a NªSª da Conceição...

Mas vendo melhor, o ano de 1950 foi um ano de celebrações dedicadas a NªSenhora, daí que faça sentido que tenha sido 1950 o ano da sua inauguração...
Possivelmente eu tinha mesmo 7 anos a caminhar para os 8 e a "enciclopédia consultada" é mesmo mais certa do que ...a minha cabeça...!!!

Abraço do Maximino .............30-01-2011

Prontos já que está tudo a comentar o Burlão, aqui vou eu também.
Pois eu lembro-me perfeitamente de tudo aquilo que o António Abilio disse e acrescento o seguinte. Sou do tempo do inicio da construção do actual tribunal, pois ia brincar para junto da paliçada que havia em redor da construção, onde nos pendurávamos para ver os presos a partir pedra e fazendo a obra crescer.
Por trás do tribunal havia um ENORME descampado onde se realizavam espectáculos circenses. Recordo ter assistido uma vez á montagem de um espectáculo de trapezistas, se a memória não me engana "OS ARAMIS" ou coisa parecida. Nunca vista por estes lados. Diga-se para quem assistiu tal como eu e atendendo ás condições da época era um espectáculo imponente, ocupando quase toda a área então.
A minha irmã era mais pequena e na altura (tal como agora) tinha o cabelo loirinho muito brilhante e os donos do espectáculo queriam comprá-la aos meus pais. Foi uma pena de facto pois hoje era um tipo MUITO RICO e não tinha aturado aquela pestezinha!!! Estou a brincar claro. Lembro-me que o guarda dos presos era o pai da Lurdes Botelheiro que morava numa casa junto á obra. Obrigado por este bocado. Abraço a todos.

Vitor Pessa.........30-01-2011


Sim, sim Victor Pessa...também me recordo de ver esse espectáculo...
Parece-me que o nome era..: "Les Aramis" e consistia no atravessamento de um cabo a uma altitude bastante grande, creio que sem rede...e eles faziam uma variedade grande de malabarismos lá no alto...
Lembro-me de que andavam de bicicleta...que se sentavam numa cadeira em equilíbrio muito instável, que fingiam desequilíbrios...que nos tiravam a respiração...!!!
E também me lembro bem dessa "boa política" prisional, que colocava os presos a trabalhar (para pagarem a estadia no "hotel"...)...
Assim foi feito o Tribunal das Caldas, de Santarém e de muitos outros certamente, ao longo do País...
E agora boa noite e até amanhã...

Abraço do Maximino... ......30-01-2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Santo Antão

Afinal ainda há colegas que têm coragem para subir aquela encosta para prestar culto ao “Santo Chouriço”.
O Mário Lobato também lá esteve e enviou esta reportagem fotográfica onde podemos constatar a presença dos “alunos da Bordalo”.



Comentários:


Depois da chouriça assada e duma boa "pinga" será que não aparece ninguém para comentar e identificar os fotografados?
Parabéns a todos que ainda têm pernas e coragem para subir a ladeira!!!

Fernando Santos.............27-01-2011

Eu só não estive lá, porque a saúde não ajudou...
De outro modo, mais uma vez teria estado junto do Santo Antão...é isso Santo Antão e não santo chouriço como aqui há 6 ou 7 anos alguém com falta de gosto pelas tradições, se lembrou de escrever como titulo de um livro...

Santo Antão, onde o petisco principal, continua e continuará a ser...: a chouriça assada...acompanhada do bom vinho da Região...!!!
Um abraço para todos e fica combinado...: para o ano, se Deus quiser...estaremos lá...

Combinado...?

Maximino ............28-01-2011

Eu não acredito que o meu amigo Lobato fosse lá ao cimo do morro, ele certamente mandou lá alguém tirar as fotos e comprar uns chouriços para levar para casa e então no seu quintal "praia da consolação", que é plano, lá fez as belas assadas. Isto é só para apertar contigo, amigo Lobato pra ver se começas novamente a dizer umas "dicas". Quanto ao Mr. Mogo que está na segunda foto de óculos escuros não terá mais a desculpa de não ir em Maio ao almoço por estar em baixo de forma como ele costuma dizer. Dessa malta toda julgo só conhecer o "gajo" da televisão que eu aqui nestas paragens vi na RTPI. FORÇA MAXIMINO O SANTO ANTÃO para o ano lá estará à tua espera. Saudações

Chaves ...............28-01-2011

Confirmo que o Mário subiu até ao cimo do monte para comer o chouriço assado, e ouvir o Tino tocar acordeão.
Esperava ter encontrado por lá mais colegas ...
Um grande abraço

Fernanda Violante........29-01-2011

Reconheço a minha colega Eugénia Falua na 4ª foto, e a senhora ao lado de casaco vermelho mas não me lembro do nome, talvez a Eugénia me acuda... e claro o repórter do "Portugal no coração" da RTP1 pois vi em directo o programa.
Beijinhos

Lurdes Peça ..............30-01-201

Pois é meu amigo Chaves eu ainda vou passear a estes locais, agora tu quando vens cá não sais de tua toca e é preciso eu ir-te visitar mais o Soares, senão não conseguia estar contigo.
Pois esqueci de mencionar que encontrei lá colegas o Nobre e seu amigo Queirós, o Mário e esposa o Manel Mogo e as colegas mais jovens na foto.
Para o ano continuo a ir lá se não chover e continuar bem fisicamente.
Esperava encontrar mais ex-colegas aposentados, porque os que trabalham é mais dificil, foi dia de semana
um abraço

Mário Lobato............01-02-2011

Amigo Lobato, posso dizer que é uma vitória minha fazer-te vir de novo ao blogue e para isso bastou pôr em dúvida as tuas condições físicas e não só...Eu sabia que mesmo empurrado lá conseguirias. Não fosses tu um alpinista nato.

Chaves...........02-02-2011


domingo, 23 de janeiro de 2011

Alunas de 1962


Enquanto não chegam mais “estórias” vamos continuando o nosso desfile de imagens de um passado, que embora aos nossos olhos não nos pareça muito distante, têm quase meio século.
Esta fotografia da São Venda, reporta a uma viagem de estudo das alunas da Formação Feminina.
Esta foto é de 1962. O local onde a foto foi obtida, bem como uma grande parte das retratadas, não sou capaz de identificar, por isso quem sabe se alguém dará uma ajuda.

Comentário:

Pois é Zé, o pessoal parece que anda meio adormecido, são sempre os mesmos a comentar, é pena, pois devia ser engraçado lermos aqui opiniões bem diferentes de outros amigos! Nem o frio os faz pegar no PC e teclar um pouco!A respeito da foto não conheço as alunas, pois nesse ano tinha eu 11 de idade, mas reconheço a professora D.Maria Xavier com o seu inseparável chapeuzinho na cabeça. Tambem reparei num pormenor engraçado, já reparaste que as alunas quase todas teem lenços na cabeça, devia ser moda na altura!
Beijinhos e boa semana,

Lurdes Peça........25-01-2011


Vou usar a palavra "parece" porque ao certo não tenho a certeza
Em baixo, lado esquerdo (já haveria I PAD'S ?), a segunda parece a filha mais velha do Ramiro dos óculos, a seguir a Ascensão Cipriano, a seguir a filha mais nova do Ramiro dos óculos. No meio a professora e a terceira do lado direito em pé parece a irmã da São e To Mané Lopes. Mais no topo também lado direito parece a Cremilde. .No último topo, lado esquerdo parece a Maria do Rosário. Nomes são difíceis de lembrar, façam um esforço e apareçam. Até à proxima

Anónimo............29-01-2011

Olá Zé ventura!
Pelo andar da carruagem, (Blog) penso que este ano vai ter dificuldade em convidar os antigos colegas e alunos para o almoço/convívio do costume.
Digo isto, porque, tal como diz a D. Lurdes Peça e o Chaves, são sempre os mesmos!
Depois dos belíssimos textos do falecido A. Justiça, já mais ninguém tem coragem de aparecer por aqui?
Que será feito do Artur Alves que há cerca de dois anos no Blog do E.R.O. prometeu vir ao Blog do Zé Ventura? Não para alimentar polémicas ou rivalidades doutros tempos, mas um pequeno texto ou um comentário não ficaria nada mal... Creio ser agradável para quem alimenta este espaço ouvir o eco da sua voz. (estou a cometer algum deslize Zé Ventura? Se for o caso, por favor não publique.)
A D.Lurdes Peça demonstrou grande coragem ao enviar um texto que achei muito interessante. Deve ter ficado muito desiludida e sem vontade de voltar! Será que dos quatrocentos e tal antigos alunos presentes no almoço do ano passado, apenas uma senhora leu a história, e teve a gentileza de enviar um comentário? Uma história tão bonita... E romântica!. Nem que fosse por solidariedade merecia o aplauso duma mão cheia de colegas. Sou um "penetra" e não devia a estar a ocupar o vosso espaço, todavia como já fui convidado para o próximo almoço, teria muito gosto em comparecer. Não só para conhecer os que habitualmente por aqui aparecem, mas muitos outros que, com um pouco de boa vontade poderiam evitar que o Z.V. um dia se aborreça de publicar fotografias e encerre a porta. Até a foto onde creio ser o Mestre Raul acompanhado dos seus alunos, e de quem todos gostavam, apenas mereceu um comentário! Ou eu me enganei e não era ele?
Um abraço a todos, muita saúde, pouco frio, e alguns €uros/dólare$ na algibeira/banco.

Fernando Santos. ....................27-01-2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Recordações do Borlão

Olá sou a Isabel, vivo em Mississauga na província do Ontário, já há algum tempo que não escrevo. Reparei que nos post anteriores um dos comentadores foi o Mário Capinha, que pelos vistos é primo do Tó-Zé Blanc.
O nome de Capinha levou as minhas recordações para os anos setenta.
Na minha adolescência eu estive enamorada pelo Tó-Zé Blanc (sem ele saber, claro) primo do Mário.
Antes de emigrar para o Canadá com os meus pais, em 1974, morei no Borlão e durante a hora do almoço sentava-me na minha varanda a ver os dois irmãos, o Tó-Zé e o Mário dirigirem-se para casa através do portão onde a antiga Câmara tinha arrecadações perto do Tribunal. Recordações que o Blog acordou....e me transportou até aos meus doze anos.

Um abraço para todos e participem porque o blog é muito interessante, e para quem está longe ganha uma dimensão ainda maior.

Isabel Alves



Comentários:

Lembro-me perfeitamente do Largo do Burlão assim...
E lembro-me da inauguração da Igreja de NªSª da Conceição, que deve ter sido inaugurada aí pelos anos de 1952 mais ou menos...
Não tenho bem a certeza, mas eu nasci em 1943 e ou 10 anos...!!!

Lembro-me perfeitamente do tempo em que se faziam as feiras nesse espaço e lembro-me de um acidente que aconteceu com uns aviões que rodavam presos por cabos de aço sensivelmente no local onde hoje é o Café Maratona...não morreu ninguém mas houve feridos...

Já lá vai um montão de tempo...!!!

E já agora alguém sabe porque se chama "burlão" aquele espaço...??

É que só muito mais tarde apareceram naquela zona algumas instituições bancárias...!!!

Era usó ma piada, claro...ou talvez não...!!!

Abraços do Maximino ................19-01-2011

Vou fugir um pouco do tema do post, até porque a última mensagem do Maximino (espero que brevemente possa voltar a subir a encosta do Santo Antão...) poderia encaminhar-nos para caminhos ínvios.

Não conheço a Isabel, pelas datas partiu daí «borrachinho pequenino» para o Ontário, mas demonstra lidar facilmente com a nossa lingua o que é sempre de louvar. E até aqui fala nos seus amores platónicos. Todos os tivemos e vão sair cá para fora mais alguns de certeza.
Meus caros vizinhos de Mississauga, considerando as mensagens que aparecem por aqui, os mais regulares A. Abilio e o Chaves mais alguns de vez em quando...Afinal quantos caldenses há por aí ? Muitos !

Abraço
J.L Reboleira Alexandre ..........19-01-2011

Nas minhas contas eu queria dizer 9 ou 10 anos...ninguém por aí sabe dizer a data da inauguração...?

E pensando melhor, para evitar que o amigo Reboleira entre por caminhos ínvios...
Talvez borlão venha de borla...e isso dá muito mais pano para mangas...
Mas quando comentei nem reparei nessa grafia...
E meu amigo no que respeita à minha saude, quase poderia dizer(forçando um pouco...) que quando um cão é danado...todos lhe atiram...!!!

Agora não me faltava mais nada do que uma constipação...
Desde que deixei de tomar a vacina bacilococovínica...estou muito mais fragilizado...!!!

Um abraço para todos os amigos e amigas...claro...!!!

Maximino .............20-01-2011

Maximino, se tens uma constipação, quer dizer que estás constipassado, de"moda"

Chaves ..............24-01-2011

Engraçado, andei a vasculhar no Google e deduzi que o nome de "Borlão" ou "Burlão" talvez nascesse por causa das feiras que se faziam por lá e os carteiristas abundavam naquele espaço cheio de turistas. Gostei de ler o sítio Mistura Grossa onde conta também o seu ponto de vista sobre o Borlão.
Beijinhos.

Lurdes Peça.........25-01-2011


Olá Lurdinhas

Uma analogia bastante interessante.

Isabel Alves.......... 27-01-2011


Olá Isabel tudo bem contigo? Parece mal dizer, mas já não me lembro da tua cara, seria pedir muito se entrasses em contato comigo, por email e assim talvez me recordaria pelas fotos que possivelmente vais enviar, pode ser? Pede ao Zé Ventura que ele tem. Beijinhos

Lurdes Peça .............30-01-2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Dia da Espiga

Ora cá está mais uma foto que não é fácil legendar.
O Grupo tem idades muito diferentes mas o ar de festa é evidente, presume que seja mais uma fotografia alusiva ao dia da espiga, talvez o Rogério Guimarães que a enviou possa ajudar.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Na barragem de Cabril

O “Mestre” Raul deu volta aos seus arquivos e descobriu esta foto datada de 17 de Abril de 1972, que recorda uma viagem à Barragem de Cabril.
O fotógrafo tremeu um bocadinho mas dá para reconhecer alguns alunos cujos nomes me escapam, vamos a ver se é desta que a “malta” destes anos dá uma ajuda e já agora conta algumas estórias.

Comentário:

Pela altura e pela passada larga estou mesmo a ver que o do meio é o meu amigo Raul Silva de Tornada.

Anónimo............11-01-2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vai de Roda sem parar…

Este magnífico “Rancho Folclórico” aqui retratado teve esta brilhante actuação durante a festa de finalistas de 1966.
Os dançarinos, com os trajes típicos dos pescadores da Nazaré, julgo que são o Ramiro Ruas o Zé Vigia e ??? , a menina é a Ermelinda.
No grupo de trás está a Mitá e a Carinhas.
Mas para melhor esclarecer estas dúvidas vamos esperar pelo comentário do Ramiro Ruas, pois foi ele que nos enviou esta foto, e quem sabe se não terá uma estória para contar sobre esta festa.

Comentários:

O "Nazareno" mais alto é o Carlos Feliciano Marques de Alcobaça, foi a nossa festa de finalistas.
Um abraço

Fernando Xavier..........07-01-2011


Ventura, venho novamente ao blog, para dizer que o sr. bem vestido, certamente o apresentador, se não erro, é o meu irmão Carlos Gomes. Sempre teve o gosto pela representação e embora trabalhador estudante, arranjava sempre tempo para participar nos eventos que a escola realizava.

Guilherme...........11-01-2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O meu primeiro beijo

"Vão-me desculpar, mas já agora volto a repetir um apelo feito por mim há muito tempo! Qual será o motivo das senhoras não aparecerem por aqui com mais frequência? Vergonha? Recuso-me a acreditar!?
D. Maria de Lurdes Ribeiro! (Lurdes Peça) Já em tempos lhe lancei um desafio! Não há nada para contar?
Um abraço para todos, e já que o 2011 não nos trás grandes esperanças, sou modesto e apenas peço que tenhamos saúde para continuar a nossa luta.

Fernando Santos...............03-01-2011

É coisa que não deixo para tràs é um desafio destes! Pois bem, despertou-me a curiosidade amigo Fernando Santos dessa do 1º beijo, e vai daí lembrei-me de partilhar convosco como foi o meu! Depois de um sábado a dançar numa garagem na rua Bordalo Pinheiro (penso que ainda existe),alugada, ao som do Adamo e outros, fomos para a casa da Mizá Venâncio com os respectivos namorados lanchar. Era coisa boa pois a mãe dela, a D.Lurdes era doceira e assim estávamos garantidos... ao som de uma música de Elvis, salvo erro "Love me tender", troquei o meu primeiro contacto labial com o meu marido num sofá que ficava atràs da porta da sala onde estávamos, e na ausência da Mizá quando foi buscar os sólidos e líquidos. Lembro-me de sentir um arrepio pela espinha e vontade de beijar outra vez... foi até hoje, ainda não parei!
E agora meninas do meu tempo, já que comecei porque não acrescentar as vossas histórias amorosas que acabaram em casamento com colegas de escola?! Vá lá Beta, vá lá Ana Maria Cândido? Contem...
BOM ANO PARA TODOS com muitos beijinhos.


Lurdes Ribeiro (Lurdes Peça)

Comentários:

Ora vê Lurdes Peça? (permite-me que a trate assim?) Afinal aceitou o desafio! Creio serem histórias como a sua e outras que hão-de vir que o blog vai tomando balanço. E logo havia de ser na Rua Bordalo Pinheiro onde morei tantos anos. Por acaso a Mizá de quem fala não seria uma mocinha que morava no rés do chão do prédio onde eu morei? Ela era uns anitos mais nova que eu, mas se calhar não é a mesma.
Então e as outras colegas não têm nada para contar? Estou muito admirado, porque hoje, e talvez sempre, as mulheres tomaram a iniciativa.
Cumprimentos a todos.

Fernando Santos.........05-01-2011


Foi fácil... não doeu nada o desafio! A Mizá que eu falo morava no último andar de um prédio perto da Garagem Caldas, mas o melhor é a própria comentar pois ela segue também o blogue. E já agora acrescento o nome dela, para contar também como foi o 1ºbeijo com o namorado, também ele aluno da escola... e há mais!!!
Zé adorei a ilustração no comentário, é linda!

Lurdes Peça ...........05-01-2011


A propósito do 1º beijo da Lurdes e do Vitor, foi preciso este blogue para eu ficar a saber que o mesmo foi dado em minha casa. Bons tempos esses! Mas não sou saudosista e confesso que há muita coisa desse tempo que não lembro. Do meu 1º beijo por exemplo, não lembro quando e onde foi. Imagino que talvez no Parque para onde íamos todos a seguir à missa de domingo e eu aproveitava para namorar. Lembro dos bailes nas garagens que a Lurdes referiu, sempre com a presença dos manos Peça, do Filipe e da Zé, do Quaresma, do Jaime...e das músicas românticas dessa altura. Ao Fernando Santos,que não conheço, a Lurdes já respondeu que não sou a mocinha do rés do chão do prédio dele. De facto morava na Rua Sangremam Henriques,junto à garagem Caldas. Curiosamente,Hoje, moro na Rafael Bordalo Pinheiro. Sobre as meninas do nosso tempo aparecerem pouco por aqui, talvez tenham mais ocupações que os cavalheiros! Ou será preguiça? No meu caso é também falta de jeito, até parece que esqueci do treino de tanta hora de dactilografia que tínhamos na Formação Feminina. Eu acho que só comentei quando descobri aqui o meu primo António Abílio e graças ao blogue já trocámos endereços e falamos mais vezes.Mas pronto,cá estou a responder ao desafio.Não prometo aparecer muitas vezes,porque apesar de aposentada, arranjei a ocupação gratificante de tomar conta de uma netinha de 5 meses.O tempo não vai sobrar. Mas de vez em quando venho espreitar o que todos vocês muito bem escrevem. Um abraço a todos.

Maria do Rosário Venâncio (Mizá).............08-01-2011

sábado, 1 de janeiro de 2011

De arco e gancheta

Olá amigos!
Comentários adequados às fotos não poderei fazer pelo facto de não conhecer os intervenientes. Contudo por mim o Blog não morre, e, respondendo ao apelo do Chaves, escolhi este recorte das memórias da minha infância onde descrevo algumas "tolices" duma época que não foi boa, mas que hoje me ajuda a aceitar com alguma descontracção a tempestade que se aproxima.

...Nesse tempo ainda acreditava no Pai Natal. Era ele quem pela calada da noite depois de todos irem para a cama descia pela chaminé e nos trazia os presentes. Digo presentes, porque brinquedos não havia. Normalmente na bota (não havia sapato) apareciam sempre coisas de vestir. Meias, cuecas, uma camisola de lã feita pela minha mãe às escondidas, e pouco mais. Uma vez é que uma tia “rica” mandou pôr no meu “sapatinho” um pequeno carro eléctrico de lata, pintado de amarelo. Porém, houve um Natal que apareceu na chaminé uma pequena carroça de madeira e me disseram que era para levar a minha irmã a passear. Fiquei desconfiado, não acreditei, e fartei-me de fazer perguntas aos meus pais porque aquilo era grande de mais para caber num buraco tão estreito. Tanto insisti que por fim me contaram a verdade e lá fiquei a saber quem era o Pai Natal.

Algumas vezes, naquele período a minha mãe levava-me a Lisboa para ver as montras enfeitadas, e eu ficava deslumbrado frente a uma montra dos Armazéns Grandela que todos os anos expunha um comboio eléctrico em miniatura atravessando rios, pontes, túneis e montanhas. Se eu pudesse ficava ali o dia todo contemplando aquele brinquedo que me era inacessível.

Com o passar do tempo fui crescendo, e já em idade escolar continuava a brincar com outras crianças da minha idade. Como não tínhamos um Pai Natal para nos oferecer brinquedos, fazíamo-los nós.
Latas de conserva ou de pomada de engraxar sapatos vazias, serviam para fazer carrinhos com rodas em arame. Duas latas de farinha Nestlé furadas no fundo e ligadas por um extenso cordel davam para fingir de telefone.

Naquela idade, à nossa maneira éramos felizes. Qualquer coisa servia para nos divertir. Apanhávamos canas num canavial próximo e fazíamos corridas de cavalos com uma cana entre as pernas. Brincávamos às guerras empunhando espadas de cana para combater o inimigo. Também com duas compridas canas (eram de borla) atadas nas pontas e duas atravessadas ao meio, fingíamos andar de barco. Até inventámos um escorrega que me ficou bem gravado na memória! Estávamos no Verão, e, por de trás da casa do Furriel Monteiro existia uma rampa bastante inclinada com muita erva seca. Começámos a escorregar por ali abaixo com rabo sobre a erva que se foi deitando, e assim conseguimos um novo divertimento. Contudo, depois de tanto escorregar, as ervas foram desaparecendo dando lugar a uma rampa de terra poeirenta. Não me recordo o que aconteceu aos outros, mas lembro-me que ao chegar a casa e a minha mãe me viu com os calções esfarrapados no rabo, levei uma tareia que me serviu de emenda.

Outro brinquedo, era arco de ferro. Todos os rapazes o tinham. Fazíamo-lo rodar com um arame grosso em forma de gancho, a que chamávamos gancheta, e quando íamos a algum lado, corríamos atrás dele e fazia de conta que era uma bicicleta.

Morava em Caxias, e depois do exame da quarta classe feito em Oeiras tive de ir buscar o meu Diploma a Algés. A minha mãe não me deu dinheiro para o comboio, e eu, fingindo que não ia a pé, peguei no arco, e, de gancheta na mão, toca de correr pelo Passeio da Estrada Marginal. A Delegação Escolar situava-se no primeiro andar dum edifício no centro da localidade e, perante gente tão bem aperaltada é que me apercebi da figura ridícula com que me apresentei! Calções, Arco e Gancheta! Belos tempos...

Fernando Santos

Comentários:

Olá meus Amigos

Os meus sinceros e cordiais cumprimentos.

Depois destas festa passadas espero que as vossas baterias estejam recarregadas, para terem sempre boa disposição e alegria para participarem no blog.
Zé, li o texto do amigo Fernando Santos o qual não só gostei, com fez com que eu te mande uma foto minha, que tenho na minha secretária perto do computador para me recordar como as coisas eram e assim me faz manter focado no presente e no futuro com a esperança que as coisas não voltem para trás, ou melhor dizendo, não voltem, ao que era com pouca abundância de bens essenciais.
Como o amigo Santos diz e é certo com tão pouco havia muita felicidade, nós fazíamos os nossos próprios brinquedos e entretimentos para passar o tempo mais feliz. Embora este tema não fazer parte exactamente da nossa escola, mas também faz parte da infância de todos nós, que vivemos nessa mesma época e assistimos a tudo isto que o amigo Fernando Santos descreveu, uns com mais, outros com menos, mas todos passamos por esse tempo das nossas vidas, era o que tínhamos.
Envio esta foto que não tem a ver com os tempos da Escola mas é uma grande recordação de infância, foi tirada quando eu tinha 5 anos em frente da janela da casa onde vivi na cave do prédio do Viola, mesmo por de baixo dos “Pessas”, onde fomos muito felizes e amigos, que ainda dura essa amizade.
Tenho pena de não ter melhor veia para a escrita, mas gosto de ler todos os comentários escritos por ti e dos outros colegas também, vamos sentir a falta do falecido colega Alfredo Justiça, que escrevia tão bem, mas ainda temos o Maximino, o Fernando Santos, o Q. Chaves que também escrevem muito bem, mas há mais, têm é vergonha.

Zé desculpa eu ser tão chato e tentar escrever tanto e dizer tão pouco, mas sabes que sou um grande admirador e fã do teu trabalho e gostava de te dar mais apoio, mas falta me a instrução que deixei a meio, quando me ausentei para o estrangeiro.
ao contrário de vocês que têm e por isso vou ficando nas covas a apreciar o bom trabalho e dedicação dos outros.

Muita saúde e tudo de bom para ti e todos os Amigos

Antonio Abilio..........02-01-2011


Com os aros (era este o nome não ?) das rodas das bicicletas faziam-se corridas loucas, ladeira abaixo, ladeira acima. E, amigo A. Abilio, não sei se os sapatos foram só para a fotografia, ou era dia de festa, com meias pelo meio da perna e tudo. Muito chique mesmo. Devia ser mesmo dia de festa! Durante a semana não era assim lá no Chão da Parada.

O arco do F. Santos era mais dificil de obter e a guincheta então nem se fala. Para empurrar a roda do A. Abilio bastava um pequeno pau.

Bom Ano para todos com muita saúde e um pouco de neve pois já se está a ver de novo a relva nalgumas partes do quintal (esta é para o A. Abilio, e o Chaves, claro...)

J.L. Reboleira Alexandre ...........02-01-2011


Caro amigo J.L. Reboleira Alexandre, não me recordo se era dia de festa, mas para se tirar fotografias o mais provável ter sido, pois quanto á observação das botinhas (sapatos) eu até fui um felizardo naquele tempo, apesar de certas faltas que havia, o meu Pai foi Sapateiro antes de ser Carteiro e a minha Mãe era Costureira e por isso andava sempre, fortemente calçado com botas de sola grossa e cardadas, assim como a roupinha era a Mãe que a fazia calções normalmente para eu esfolar os joelhos e não rasgar as calças quando caia.
O J.L.R.A. tem razão, o meu Popó era um Aro um modelo especial de corrida, que era para aqueles que não tinham jeito para andar de gancheta, usavam um pau ou até uma cana curta e fina.
Tempos que já lá vão! Os filhos e os nossos netos perguntam agora que engenhoca é que aquela que o Pai ou o Avô tem na foto e assim temos assunto para um bocado instrutivo do tempo do Pé descalço, torna-se uma alegria mesmo assim.
Quanto ao tempo aqui, acho que vamos pagar esta falta de Neve, olhe o que aconteceu em Nova York e em toda a costa Este dos Estados Unidos, ela sabe o caminho está é em "back order"
Um abraço.

Antonio Abilio …….03-01-2011

Aqui mesmo ao lado, temos o blog do ERO e muitas vezes não são só as fotos que nele são publicadas, a darem azo a uma boa cavaqueira entre os seus ex- alunos e não só.
Nele já se falou sobre as aventuras dos carros que às escondidas esses mesmos alunos/as "tiravam" aos pais no sossego da noite e dos problemas que depois tiveram.
Das paixões pelas "motos",... Enfim um numero de "tolices" que agora recordam com saudades. Tudo isto foi nos anos 50/70, depois tudo se modificou e todas estas brincadeiras foram desaparecendo aos poucos no nosso mundo português. Possivelmente os ex-alunos da Bordalo e todos os outros que a não frequentaram e não tendo carros ou motos e até um simples brinquedo para brincar tiveram que recorrer à sua imaginação e digo que até fomos felizes. Quem não teve uma "fisga", a arma por nós idolatrada? O aro duma roda de bicicleta com o pau ou gancheta? (algo sofisticado) e lá íamos todos contentes com a mãe que ia lavar a roupa ao rio ou aos tanques que existiam em alguns lugares. É bom recordar todas estas coisas do passado para que não fiquem no esquecimento e os jovens do "agora" saibam como os seus pais mesmo sem grandes meios e uma guerra infeliz pelo meio resistiram para dar uma vida melhor a seus filhos (quando digo melhor, não quero dizer mais feliz), pois todos os dias o "deus dollar e agora o deus euro" perturbam a felicidade a muitos. Eu nasci na Rua das Vacarias, uma rua que era atravessada pela Calçada 5 de Outubro (Ladeira do Charuto) e do outro lado era a Rua da Ilha (rua de alcatrão de barro) que era o ponto de encontro da pequenada da área e apesar de por vezes se brincar (à pépilon), descalço, daí saíram grandes homens para o engrandecimento da nossa terra; "mecânicos, pedreiros, pintores, empresários, electricistas e tantas outras profissões. A Bordalo e o Colégio eram apenas parte da nossa cidade e arredores, mas além disso havia outro mundo que também deve de ser relembrado por todos nós.
Obrigado Fernando Santos por nos teres trazido algo que fez parte da nossa juventude.

J. Chaves ………………..03-01-2011

Meus amigos.
Ao que parece a minha gancheta ajudou a dar um pequeno empurrão no Blog.
O Mário Capinha sugeriu umas "tolices", eu peguei no arco, o Zé Ventura acrescentou a foto, e com as vossas ganchetas o blog ganhou velocidade.
António Abílio! Não tem instrução? Não se preocupe com isso homem! Venham mas é mais estórias (ou histórias)? que o pessoal de certeza vai gostar.
Todos sabemos que J. L. Reboleira escreve muito bem. Quem não recorda os extraordinários textos de A. Justiça? Sabemos não possuir o talento destes dois colegas, contudo julgo não ser vergonha vir aqui lembrar algumas peripécias do nosso passado, e ainda menos ocultar que vivemos na Rua das Vacarias ou na rua da Ilha. Foi nesta Rua, no Pátio do Ti Aníbal que às Segundas Feiras (dia de Mercado) servia de "garagem" para Burros, os meus pais alugaram uma pequena habitação quando fomos viver para Caldas.
Esperando não magoar os restantes intervenientes, devo salientar os textos de António Abílio e Joaquim Chaves que me fizeram recordar o tempo em que de calções esfarrapados e botas cardadas corríamos de Arco e Gancheta.

Fernando Santos............05-01-2011