Sou visitante regular do Blog na nossa Escola onde vou
mitigando saudades dos bons tempos da nossa vivência na Escola que nos anos
sessenta ajudou a preparar o nosso futuro.
Fiquei hoje com a triste sensação que a participação de
ex-alunos está cada vez mais escassa. O que é uma pena. Não tenho moral para
criticar porque nunca colaborei.
Entendo no entanto que nunca é tarde. Por isso aqui envio a
minha colaboração.
Uma da equipa de volei do 3º Serralheiros campeã inter-
turmas do ano letivo 69/70 e outra tirada no parque com o Xico Vital.
Envio também um texto que não tendo relação com a nossa
Escola tem no entanto a ver com o ensino atual.
Um grande abraço
Ricardo
Carta aberta ao Dr. Miguel Relvas
Exmo. Senhor,
Dirijo-me respeitosamente a V.ª Ex.ª a fim de lhe pedir
alguns conselhos.
Tenho 60 anos, estou desempregado e tenho como habilitações
literárias o Curso de Formação de Serralheiros, tirado na Escola Industrial e
Comercial de Caldas da Rainha, o que atualmente me dá a equivalência ao 11.º
ano. Esta situação de desemprego levou-me à frequência do RVCC Ensino
Secundário, no âmbito do Programa Novas Oportunidades, que o governo de V.ª
Ex.ª pretende extinguir. Tendo terminado este processo com sucesso, digo com
toda a justeza que possuo agora o 12.º ano.
Tendo, por acaso, tomado conhecimento através da comunicação
social de que o Senhor “frequentou” um programa idêntico para adquirir (ou
comprar?) o seu doutoramento, surgem-me algumas questões que gostaria de ver
esclarecidas. Será que o meu caso também reúne as condições necessárias para me
candidatar a um Curso Superior, nas mesmas condições? Ou será que já não vou a
tempo? Ou haverá ainda alguns amigos para se servirem da lei que o permite?
Tenho uma experiência de vida dez anos mais longa que a sua,
vários anos de cargos de direção de coletividades de cultura e recreio (não é
folclore) e até de uma coletividade de cariz religioso (provavelmente a
Católica dar-me-á mais uns créditos). Só que não sou maçom nem político nem
passei por JOTA de partido nenhum. Será que alguma destas condições é
prioritária?
Temos, porém, algo em comum. Ambos regressámos de Angola em
1974. Só que eu regressei de uma comissão de serviço militar, na qual servi o
meu País como Alferes Miliciano “COMANDO” (mais alguns créditos! ou
descréditos?).
Quando tenho o desgosto de o ver na TV, com o seu sorriso
cínico a dizer que no seu processo foi “tudo legal”, apetece-me perguntar-lhe:
e a sua moral onde fica? Será que consegue dormir de consciência tranquila?
É que se o senhor tivesse tido a hombridade de se demitir
assim que o caso foi tornado público, talvez o descrédito não tivesse passado
tanto para o estrangeiro e tivesse ficado mais por aqui, pelo nosso cantinho
Lusitano, que já estamos conscientes e insensíveis a mais um caso que nos
confirma a pobre qualidade de alguns novos políticos que nos governam.
Todos sabemos que o Senhor até nem precisa do ordenado que
aufere como Ministro, pois os 12 anos que trabalhou arduamente como deputado
(juiz em causa própria não será anticonstitucional?) na nossa triste A. R.
deram-lhe inquestionavelmente o direito a uma mísera pensão vitalícia de 2800 €
mensais, além de que, quando deixar o Governo, (esperamos que seja em breve) já
terá à sua espera um cargozito na administração de uma qualquer empresa
pública, ou numa dessas PPPs que os Senhores iam reavaliar para reduzir
despesas, mas que provavelmente por falta de tempo (ou haverá outros motivos?)
ainda não o fizeram.
Até porque o seu riquíssimo percurso universitário lhe
confere sapiência e competências para desempenhar com distinção qualquer cargo
em qualquer área.
Já agora permita-me uma sugestão! Por que não criar uma
dessas Fundações particulares subsidiadas pelo Estado? (todos nós). Também tem
esse direito! Será mais uma hipótese de continuar a servir (-se) honrosamente
(d)o País que tantas benesses lhe dá.
Aguardo, como milhões de Portugueses, uma resposta a esta
carta que, esperamos, seja no mínimo, a sua demissão.
Com desrespeito, subscrevo-me.
João Ricardo
P. S. – O seu amigo Doutor Pedro Passos Coelho não merece a
maldade que o Sr. lhe está a fazer! Ou merece?
Comentário:
Olá Ricardo!
Eu também ando triste pela falta de colaboração dos antigos alunos (vê o meu comentário do passado dia 11), pois foi neste blogue, que, não só reencontrei alguns amigos que andavam perdidos há largos anos, como também tem sido aqui que conheci e fiz novos amigos.
A tua carta aberta ao ministro poderá não ter nada a ver com a Escola, contudo, na minha perspetiva, ela demonstra que escreves bastante bem. Por isso creio que não seria difícil através do teu contributo, "repescares" alguns dos nossos amigos que se passaram para o Facebook.
Com um abraço, fica a esperança de um dia nos virmos a conhecer.
Fernando Santos..............22-11-2012
Normalmente visito o saite sem comentar mas, esta carta aberta de facto merece o meu aplauso. E que tal transformá-la num abaixo assinado? eu subscravo!
Anónimo..............28-11-2012
Que descanse em Paz
Maximino
Só me lembro vagamente dos tempos da rua onde morava com a família no bairro da ponte depois a vida nos afastou e vai reunir de novo quando chegar a minha hora ,até lá paz ao descanso eterno e muita saúde á Família ,e a todos os que cá ficaram pois a luta e melhoramento pela vida ´é a nossa missão mesmo que seja só até amanhã. sinto como mais uma perca, mas um bem haja por ser meu conterrâneo nessas Caldas que Amo.
Jony..............14-05-2013