quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os alunos e o Mestre

Esta estátua do Pintor José Malhoa foi e continua a ser o cenário preferido para tirar umas fotos.
Estes alunos do princípio dos anos sessenta não fugiram à regra, só falta agora que o “Artur da Foz”, dono desta foto, nos ajude a identificar os alunos e já agora contar o que comemoravam estes “meninos” tão engravatados, ou se foi apenas um passeio pelo parque para ver as “miúdas”.

domingo, 26 de agosto de 2012

E que tal estes bronzes?

Agora que as férias estão a chegar ao fim, recordamos o verão de 1956 com esta foto que vem do álbum do António David.
Estes três jovens esbeltos e musculados são o Zé Oliveira, o António David e o José Santana Marques, o cenário julgo que é a praia de Salir do Porto.

Comentário:

Se bem me lembro o local é Portinho da Arrábida. Esse banho em águas geladas fez parte da excursão a Setúbal,da qual há muitas fotos com o saudoso Padre António Emílio.

José Santana Marques .............27-08-2012

Pois...Salir não é concertza...!!
Abraço do Max para todos os colegas doutros tempos...!


Maximino............02-09-2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O álbum da Ana Paula

Nos nossos tempos de Escola era frequente guardar fotos tipo passe dos amigos/as mais chegados, a Ana Paula Veiga não fugiu à regra e do seu álbum de recordações aqui ficam estas duas páginas.
Por mim confesso que tenho um especial fascínio por estas fotos “ à lá Minute”

Comentário:

Que bom ver todas estas caras, a minha mana Ana, a minha amiga São, fomos colegas desda a Escola da Praça do Peixe,a Judite,casada com o Fernando Perdigão, residentes nos Estados Unidos, a Anabela e a Lídia recordo-me muito bem delas mas que nunca mais vi.
......
Tive que voltar e comentar de novo, pensei ter voltado aos anos 70, dias felizes sem preocupações, ao ver todos estes amigos e colegas da minha infância e adolescência, o Zé Manel meu amigo de infância e vizinho,passei muitas tardes nas férias grandes, no terraço da minha casa ou no Café do Avô do Zé Manel o S.Jaime Cordoeiro, a minha priminha Ângela amigas insepararáveis e com quem partilhei em muitas aventuras, quantas vezes nos juntámos para ouvir os discos do Claude Francois em casa da Paula. As nossas férias de Verão em S. Martinho do Porto com a Cristina Duarte. Com a Teresa Velhinho, passei umas boas horas, ora em casa dela ou em minha casa, depois das aulas. O Fernando Perdigão a quem eu e a minha irmã adoptamos como irmão porque éramos só as duas e sempre idealizamos ter um irmão, o Fernando preencheu toda a critéria e assim foi adoptado. Tento recordar a Cristina Reis mas sem sucesso, quando chegar a saber quem é vou ficar muito envergonhada tenho a certeza. Os anos passam mas que bom recordar.

Isabel Alves............24-08-2012

domingo, 19 de agosto de 2012

1969 – 1º Ano do Ciclo

A Ana Paula Veiga foi ao seu baú de recordações e trouxe para o Blog algumas fotografias que iremos publicar.
Nesta foto que recorda a sua turma do 1º Ano do Ciclo podemos ver entre outras a Ana Paula, a Generosa, a Isabel Manta, a Alice, a Ana Paula Tavares, a Aida, a Aurora, a Gabriela Bonacho, a Helena Diniz e a Anabela (Pachá).
Estas são algumas das meninas, as restantes ficam a aguardar que alguém dê uma ajuda na identificação.  

domingo, 12 de agosto de 2012

As férias do Faustino Rosário - 2ª parte

Além do "comboio dos banhos" havia outros meios de transporte muito utilizados que eram a "camineta dos Capristanos" e os burros.
Antes de chegar à estação de São Martinho do Porto, o comboio parava também no apeadeiro de Salir do Porto. Esse apeadeiro não tinha condições nenhumas para as pessoas que saíam das carruagens pois o último degrau ficava muito alto em relação ao chão. Felizmente que as pessoas ajudavam-se umas às outras para evitar acidentes. Depois de sairem do comboio, as pessoas afastavam-se um pouco para que o comboio pudesse repartir, e então era ver todo aquele gentio a atravessar a linha, com os seus cestos de farneis sem esquecer os respectivos "palhinhas" que era um garrafão de 5 litros, normalmente cheio de vinho tinto. A maioria das pessoas que ficavam para a praia de Salir do Porto, tinham como objectivo principal irem até à "Pocinha" que era uma nascente de água doce que ficava junto às ruinas de uma antiga alfandega. Essa água tinha fama de ter propriedades medicinais, e quando a maré estava baixa formava uma poça de água, no meio das pedras, onde especialmente os homens com as ceroulas arregaçadas molhavam o corpo nesse pequeno espaço. Os "palhinnhas" depois de consumida a pinga, eram novamente cheios com essa água, para levarem para as respectivas moradias. Não sei se a bebiam, ou se era apenas para lavarem partes do corpo que estivesem doentes.
Quanto aos burros, o "parque de estacionamento" era nas pequenas dunas entre São Martinho do Porto e Salir.
Certa vez, o sr Jaime alfaiate (personagem já aqui recordado no tema os Prédios do Viola) que tinha a mania da pesca, sugeriu que fossemos acampar num local muito sossegado que ficava nas trazeiras das dunas de Salir, mas junto ao mar, ou seja em frente à praia de Santo António, que infelizmente hoje não existe porque depois de de passar o tunel, é só pedras.
Nós eramos 3 grupos incluindo o sr Jaime. Descemos no apeadeiro de Salir, e lá fomos nós com a "tralha" toda às costas, subimos a grande duna de Salir com certa dificuldade, e depois de descermos na outra encosta, chegámos ao nosso destino. De facto o local era muito bonito, até tinha umas pequenas árvores que faziam sombra. O problema é que de noite, se não fossem tomadas certas medidas, eramos comidos pelos inúmeros bandos de mosquitos que impestavam aquela zona. Mas o sr Jaime, tinha a solução para este caso.
Fomos ao "parque de estacionamento dos burros" e enchemos um saco com as "cagalhotas" desses animais. Quando a noite se aproximava, fizemos uma fogueira na frente de cada tenda e depois de bem ateadas, colocámos uma boa quantidade de "cagalhotas" que originava uma densa fumarada, afastando assim os mosquitos.
O cheiro não era muito agradável, mas posso garantir que nenhum mosquito entrou dentro das tendas.
Em resumo, posso afirmar que nessa época, as condições não eram talvez as melhores, mas ninguém tenha dúvidas... éramos muito felizes.
Um grande abraço com votos de boas férias.
Faustino Rosário


Comentário:

Na primeira parte de "As férias do Faustino do Rosário", o amigo Mário Capinha teceu um comentário com o qual estou totalmente de acordo. Finalizava, dizendo que não devemos ter vergonha do passado. Esperei pela 2ª parte e quero dar os parabéns ao Faustino pelas histórias que aqui nos trouxe. São memórias dum passado não muito longínquo que grande parte de nós viveu. “Os abastados e os tesos em S. Martinho, as criadas, a rua dos cafézes, as máquinas a vapor, o comboio dos banhos, a camineta dos Capristanos, o estacionamento dos burros, os palhinhas de 5 litros, e até a utilidade das cagalhotas”! Por tudo isto eu passei e não me envergonho de dizer que em 1948 vivia numa casa da rua da ilha situada num pátio que às segundas-feiras servia de “garagem” para burros, e que estes como é natural por lá deixavam muitas das tais “cagalhotas”.
A maioria de nós não nasceu em berço de ouro, mas éramos tão felizes… Não é verdade Faustino?
Um abraço, e venham daí mais histórias.


Fernando Santos……………..Olhão........13-08-2012

Fartei-me de rir com esta artigo do Faustino!!! Sào artigos como este que nos fazem bem à alma!! benditos os SIMPLES, pois deles será o reino dos céus!!!

Ana Reis.............14-08-2012

Reparem como o Faustino nos seus comentários, tão bem retrata o espírito de camaradagem na época.
Apesar de todos os condicionalismos, as pessoas viviam felizes. Nada melhor para darmos valor ao pouco que temos, do que pensar no muito que não tivemos.
Um abraço de boas férias:

Mário Reis Capinha, 15.08.2012

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

As férias da Lurdes Peça


Também eu! Passei muitas férias grandes em S. Martinho do Porto, primeiro lugar que eu me lembro de acampar com os meus pais e o meu irmão, com uma tenda feita pelo meu pai, grande impulsionador da vida ao ar livre e proporcionar aos seus familiares umas férias saudáveis e económicas, pois o dinheirinho não abundava por estes lados! Lembro-me que os bancos onde nos sentávamos eram feitos de lona, cozidos pela minha mãe e cheios de areia de praia. De uma persiana velha, meu pai fez um tampo de mesa, desdobrável e único. Mais tarde, passados muitos anos, vi numa loja “AKI” um tampo igual ao dele…pena de não se ter registado a patente!!! Meu pai era na altura muito engenhocas e de um pedaço de qualquer coisa saía uma obra de arte! A tenda, conforme diz o Abílio, serviu de molde para fazer mais, e assim chamar mais amigos para esta prática saudável!
Saíamos das Caldas na camioneta da carreira, cada um com a sua mochila às costas, meus pais e meu irmão. Como as férias grandes eram só para nós, os filhos, ficávamos com a minha mãe e o meu pai ia de bicicleta das Caldas até Peniche para nos ver, indo trabalhar no dia seguinte!
Quando se inaugurava um parque de campismo nacional, lá ia eu mais o meu pai de mochila às costas, para mais um fogo de campo!
No “panamá” os emblemas brilhavam, referentes a todas as inaugurações que tínhamos participado!
Lembro-me de escorregar nas dunas até cá abaixo, e era uma alegria de se ver!
Mais tarde começamos a acampar em Peniche, e foi aí que conheci o meu marido, também campista de ocasião com mais 5 amigos. Como eram só rapazes, no momento de lavar a loiça e a roupa, ofereci-me para os ajudar, pois a habilidade era escassa com o sabão e o esfregão! Após os agradecimentos, combinámos irmos todos juntos para a praia, mais o meu irmão claro, a servir de guarda!
E… até hoje, ele continua a agradecer aquele gesto tão ingénuo e sincero que o levou a pedir-me namoro ao pôr-do-sol na praia do molho leste de Peniche! Foi lindo e inesquecível!
Abílio, quando vieres para a água quentinha que já se faz sentir, não te esqueças que ficas obrigado a dar notícias e a visitar-me, pois eu e o Fernando Santos temos muito gosto de te receber para provares algumas especialidades algarvias, combinado?
Não é verdade Fernando?
Bom verão a todos!
Beijinhos,
Lurdes Peça

Comentário:

É verdade Lurdes! Cá ficamos à espera. Não só do António Abílio, mas de todos os nossos amigos de Caldas que ao passarem aqui pelo sotavento algarvio nos queiram dar o prazer da vossa visita.
Sobre as férias campistas da Lurdes em S. Martinho e Peniche, gostaria de acrescentar o pinhal à entrada da Foz do Arelho, e, mais tarde, a praia da lagoa em frente ao José Félix antes da existência do parque de campismo. Foram locais onde acampei com o meu grupo "0s pelintras" na segunda metade da década de 50 com tendas também copiadas duma outra. Era eu que cortava o tecido (lintex), e também cosidas pelas nossas mães ou outros familiares.
É curioso que tanto a Lurdes como os anteriores companheiros, não referem qualquer organização campista. Será que já não existia a secção de campismo do Sporting Clube das Caldas? Ao que parece o pai da Lurdes esteve presente no 2º Rali Ibérico realizado pela Federação Portuguesa de Campismo em 1957 no alto da Mata com a colaboração do S.C.C. e, em 1959 no Acampamento Nacional em Peniche.
É verdade Lurdes! Todos os campistas se orgulhavam de exibir nos seus panamás os tais emblemas "crachás", assim como os galhardetes dos acampamentos comemorativos, pendurados nos mastros das tendas. Bons tempos...
Já não faço campismo há bastantes anos, mas o gosto pelos bons grelhados permanece. Por isso como diz a Lurdes, está combinado! Cá os esperamos.
Um beijinho para ela, e um bom verão ou boas férias para todos.


Fernando Santos.................10-08-2012

Gostei imenso da tua recordação de férias em S.Martinho do Porto, eu mais os meus pais tambem passava-mos ferias fazendo como agora se diz campismo Selvagem no meio das Dunas entre Salir e S.Martinho, eram fins de semana agradáveis com poucos custos.Hoje é tudo diferente comecei por fazer campismo no parque de Albufeira com tenda , mais tarde com Relotte e agora com a idade só passo uma semana em Setembro no Clube de Albufeira, se lá chegar.

Carlos Nobre..............19-08-2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Memórias do J.L.Reboleira Alexandre

Revisitar o passado, o Bouro
Num dos dias mais quentes da passada semana, a querer fazer mentir todas as previsões dos meteorologistas, que previam para 2012, um Verão fresco e húmido, aquele que será afinal, um dos melhores Verões do Québec dos últimos anos, vínhamos calmamente para o trabalho, conduzindo a viatura familiar e ouvindo uma das estações de rádio de língua inglesa da nossa preferência. Para quem apenas conhece a confusão e a agressividade das estradas europeias em geral, ou pior ainda, das portuguesas em particular, é quase impossível entender quanto pode ser relaxante e agradável a condução matinal num dia quente de Julho, numa cidade como Montreal.
De repente, os nossos sentidos são interpelados pelo inconfundível tom de voz de um dos mais importantes cantores e compositores dos anos sessenta do século XX, e dos anos actuais afinal, com os quais crescemos e nos formámos. Estávamos perante a voz e a música de Neil Diamond, que através do tema bilingue, em castelhano e inglês, intitulado Canta Libre, nos transportava para estados de espírito de outras épocas.

Canta libre, canta vida, de mi madre y mi padre,
Canta mi corazón, para los niños y sus niños,
Canta libre.

I got music runnin' in my head,
Makes me feel like a young bird flyin',
Cross my mind and layin' on my bed,
Keeps me away from the thought of dyin'

Sob o efeito anestésico dos sons e das palavras deste hino à liberdade e à vida, e sem a mínima razão aparente, encontramo-nos a rever a imagem da velha estação de caminho de ferro do Bouro. Relemos mentalmente a reportagem que a Gazeta nos ofereceu há alguns dias sobre a sua congénere de São Martinho do Porto, salpicada pela sensibilidade que o C. Cipriano nos consegue transmitir, cada vez que escreve sobre transporte ferroviário. Voltávamos a ter de novo uma quinzena de anos e percorríamos despreocupadamente os interiores e os cuidados jardins da estação da aldeia da nossa infância. O chefe Rodrigues contava que antes de se instalar definitivamente e durante mais de trinta anos na bela vila da baía, tinha sido obrigado (não garantimos que o tivesse dito assim, mas foi isso que lemos e entendemos) a passar alguns anos na pequena e isolada estação, que servira durante várias gerações a população do Chão da Parada e as necessidades, em termos de transporte de pessoal e mercadorias da vizinha quinta do Talvay que se dedicava na altura à cultura intensiva do arroz de regadio, e recebia imensos trabalhadores sazonais, oriundos maioritariamente das pobres aldeias das planícies alentejanas. Eram os chamados, bimbos, e muitos acabavam por casar e constituir família na nossa aldeia.

Instalada em local ermo e isolado, entre pinhais e ricos terrenos agrícolas, a estação do Bouro, com o seu imponente e amplo armazém construído em madeira, para alguém que não tivesse ligações afectivas à zona, seria definitivamente o pior local do Mundo, que um jovem casal poderia escolher para iniciar a sua vida. No entanto, para todos os que nasceram naquelas paragens e diariamente se dirigiam para as fazendas dos Arneiros Pequenos, das Pôças, dos Brejos ou do Rechiéu, para as suas pequenas e dispersas parcelas de terreno que lhes davam batatas, feijões, milho, e todo o tipo de legumes frescos que respondiam às necessidades duma família normal da época, numa altura em que a palavra frigorífico não tinha para os habitantes da nossa aldeia qualquer significado, seria o oposto, pelo imaginário que oferecia, como cais de partida para mundos melhores, e pela qualidade de todos os terrenos envolventes.

No pequeno bairro da estação habitava um miúdo um pouco mais velho do que nós, que nos introduzia entre aquelas velhas paredes frente às linhas do comboio, e nos organizava tardes inteiras a jogar ao liques ou ao sete e meio, com todos os empregados dos Caminhos de Ferro que ali viviam de forma temporária. O pai daquele miúdo já na altura andava pelas Américas e quando vinha visitar a família contava-nos histórias maravilhosas destes amplos espaços. Obviamente, o filho, cedo partiu também, para o Novo Mundo, e cremos ter sido o único nativo do Chão da Parada, que lutou contra os comunistas na guerra do Vietnam. Nunca mais o vimos, nem atravessámos os seus terrenos, por um atalho, que nos permitia na altura chegar mais rapidamente ao Brejo, e aí cumprirmos, durante as longas férias de Verão, o que a nossa mãe nos impusera, para, após árduas negociações, obtermos a necessária autorização para partirmos a pé, de bicicleta, ou numa fase posterior, de motorizada, para a nossa praia favorita, a praia de Salir. Nesta praia começavam entretanto a aparecer umas miúdas que, ao contrário das da terra, já usavam uns fatos de banho «escandalosos», mas para nós muito elegantes, de duas peças separadas, bem pequeninas, e que, ou falavam francês ou então, um português algo distorcido, pois apenas por ali as víamos durante o mês de Agosto. No fim desse mês, inícios de Setembro, voltavam de novo para a terra distante, onde os seus pais ganhavam a vida e elas prosseguiam os estudos.

Hoje, sempre que voltamos ao Chão da Parada, a nossa companheira, uma dessas tais garotas que por ali apareciam todos os meses de Agosto, e que adorava subir e descer a grande duna de Salir um dia fixou uma das motas que era conduzida por um rapaz da aldeia que ela não conhecia, sabe que a pequena visita ao local onde estava a estação do Bouro, faz parte do nosso roteiro turístico obrigatório. Quando olhamos para a velha quintinha do miúdo que partiu para a América, para o pequeno casal que servia de residência secundária ao senhor Cruz, que cremos, vivia em Lisboa, ou para o local onde em tempos se transformaram produtos resinosos, e posteriormente funcionou um pequeno restaurante, e que continua guardado por um cão de aspecto nada acolhedor, não somos imunes a uma enorme, mas simultaneamente muito agradável melancolia, acompanhada por uma sensação de bem-estar que apenas os locais dos quais guardamos boas recordações nos podem dar. A estação do Bouro, é, para nós, um desses locais.

 Quanto á localização da nossa velha estação, não pode ficar situada na Serra do Bouro, pois esta não existe como aglomerado populacional. Dá apenas o nome à freguesia. Dizia-se então na altura, que se não ficava no Chão da Parada, ficaria localizada no...Bouro.

J.L. Reboleira Alexandre

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

As férias do Faustino do Rosário

Olá amigos(as)
Vou tentar dar o meu contributo ao tema que a Fatima Valente sugeriu aqui no blog.
Este assunto tem a particularidade de... se não se relaciona com a nossa escola, foi vivido por alunos que a frequentaram.
Eu já tenho 2 histórias publicadas no "Cantinho do Faustino" cujo link está neste blog, e podem acreditar que mesmo se elas são descritas de uma maneira cómica, são autenticas.
A Fatima Valente fala sobre as férias passadas em São Martinho do Porto.
No meu caso pessoal, não posso falar em férias, mas sim em épocas balneárias
Eu não sou muito velho, nasci em 1946, mas quando comparo esses tempos de praia com os dias de hoje, dá-me a nítida impressão que estamos a séculos de distancia.
Por exemplo, segundo a minha teoria da época, havia duas classes distintas de frequentadores:
Os "abastados" e os "tesos"
Os "abastados" iam para S. Martinho com as famílias e o pessoal de apoio, que eram as criadas.
Podiam ser 3 ou mais, em que uma era a cozinheira (sopeira) as outras eram para tomarem contas dos filhos, a quem não era permitido tratar por "tu" Tinham que se dirigir ás crianças ou adolescentes com muito respeito chamando-lhes de menino ou menina tal.
Eram estas famílias "abastadas" que mais se viam a passear na rua dos "cafézes", embora o acesso fosse permitido a todos os veraneantes.
Os "tesos" faziam campismo num terreno pertencente à Junta da Freguesia, que ficava mais ou menos entre a estação do caminho de ferro, e a praia.
A única infra estrutura existente era um chafariz que felizmente tinha sempre água.
Para as necessidades naturais, cada qual "desenrascava-se" como podia.
A certa hora do dia, especialmente de manhã, era ver as pessoas a saírem das tendas, dirigindo-se para as mini-dunas adjacentes ao acampamento.
Nesse momento havia um cenário cómico... de um lado as tendas, mais à frente os "agachados" com o seus bocados de papel, muitas vezes folhas de jornal, para limparem os respectivos "assobios"
A maioria das tendas eram montadas no princípio da época balnear e ali ficavam o tempo todo.
Enquanto não havia férias, as pessoas iam apenas aos fins de semana, mas existia uma coisa muito importante que era o respeito pela propriedade alheia.
Aos Domingos à noite, fechavam-se as tendas, deixando no seu interior os materiais de apoio, normalmente cadeiras de praia, uma mesa, um fogareiro (alguns a petróleo) colchões de ar que serviam de cama, etc.
No fim de semana seguinte, quando se voltava, estava lá tudo, ninguém tocava em nada.
O meio de transporte mais utilizado era o comboio.
Lembro-me que a determinados horários havia o "comboio dos banhos"
Havia carruagens de primeira, segunda e terceira classe.
Como eu fazia parte dos "tesos" ía sempre em terceira classe, cujos bancos no interior eram de madeira sem um mínimo de conforto.
As máquinas eram a vapor, e devido ao calor, as janelas das carruagens, iam abertas.
O fumo do comboio, misturado com o jacto de vapor que saía da máquina, impregnava os passageiros de tal maneira que eram obrigados a tomar banho e a mudar de roupa.
Se calhar era por isso que se chamava o "comboio dos banhos"
Caros amigos(as), o texto já vai longo e não pretendo aborrecer ninguém com estas minhas lembranças, no entanto se me permitirem voltarei de novo para a continuação deste tema.
Até breve.
Um grande abraço
Faustino Rosario
Foto gentilmente "roubada" na internet

Comentário:

Vai ser curta a minha participação neste espaço, porque muito já foi dito sobre o assunto, no entanto e como o Faustino disse, também recordo que se faziam longas esperas ao famigerado comboio dos banhos, que regularmente parava em Caldas da Rainha com destino a S. Martinho do Porto.
Nesta amálgama de sentidos, recordo esse comboio com alguma nostalgia, pois para um miúdo na casa dos 10 anos, era uma aventura equiparada às que costumávamos ver nos livros "Condor" onde as histórias de Cowboys eram predominantes. Na realidade pouca diferença havia nesse comboio com o das histórias. Era sempre uma festa até chegar ao destino, S. Martinho do Porto.
Também recordo que por vezes fazíamos o trajecto desde o chafariz existente, em burros que nos transportavam até às dunas próximas do rio de Salir do Porto (daqui a comparação com oa cowboys) onde acampávamos durante o fim de semana. Nestas incursões alguns amigos fizeram parte destas aventuras, o António Abílio e o Fanoca eram na época aqueles que geralmente faziam parte do grupo. Outros haverá mas a memória já não suporta esse esforço.
Abraço amigo

Victor Pessa..............02-08-2012

Caro Faustino do Rosário.
Possívelmente passamos pela rua, ombro a ombro mas, sinceramente, só pelo nome não vou lá. Sou um pouco mais velhote, ou seja da colheita de 1938. Digo-lhe, adorei ler o seu comentário de férias. Ve-se no texto honestidade e sinceridade, nada a ver com alguns novos ricos que passaram por isso ou muito pior mas...esqueceram. Por terem atualmente uma vida razoável varreu-se-lhe da memória. Não devemos ter vergonha do passado


Mário Capinha...................02-08-2012

domingo, 29 de julho de 2012

Encontro nas férias


Depois de uma semana de férias cá estou de novo para animar o nosso blog com novas publicações, e para começar nada melhor que a foto que a Luisa Calderon enviou a propósito de uma visita que me fez, onde tive o prazer de conhecer a sua filha, tão simpática como a mãe.
Falámos dos Encontros dos Antigos Alunos, dos amigos e claro, ficou a promessa que no próximo ano não falha, nem que para isso eu vá a Marbelha buscá-la.    

quinta-feira, 19 de julho de 2012

As Férias em S.Martinho do Porto


Olha, António, como parece que mais ninguém está interessado em relatar as suas férias, vamos nós continuando a promover a nossa praia favorita, porque, afinal, os nossos gostos coincidem neste aspecto.
Não disse na altura que, à época, tinha um grande grupo; ano após ano, e durante muitos anos, ali nos juntávamos até que a vida de cada um sofreu outro rumo e tudo acabou.
Eram oriundos de vários pontos do País: eu e o Luís Xavier (aluno do Externato Ramalho Ortigão e cuja irmã mais velha namorava o meu irmão, hoje casados há quase 50 anos) vínhamos de Caldas; o meu marido e irmã eram da Ponte de Sôr (para aqui vieram a conselho médico, porque esta praia era considerada a praia das crianças devido à tranquilidade das suas águas); os 2 irmãos Pires vinham do Bombarral; um casal de irmãos de Almada; um de Sintra, outra da Amadora; outro que vocês conhecem muito bem, talvez o aluno mais nómada e misterioso da nossa Escola, vindo do Cartaxo, o Fernando Nazaré Barbosa; outro, (que creio não estar enganada quando afirmo que também passou pela Bordalo), vindo de Alcobaça, com a sua guitarra sempre pronta a “dar-nos música”, o João Manuel (vi-o numa manhã de um domingo deste Inverno naquele passadiço entre S. Martinho e Salir, nas suas corridas atléticas e quantas saudades se mataram...); outro atingiu notoriedade pública e via-o durante alguns anos nos écrans da nossa TV, como pivot, até que desapareceu – era o José Cândido de Sousa, a quem nós chamávamos, para o diferenciar de outros “Josés”, o Zé dos Sinais, tal era a profusão dos mesmos que tinha na face; outro “jogava em casa”, conhecem-no “de ginjeira”- o sedutor Quaresma, que por lá ia aparecendo de vez em quando nos intervalos das suas conquistas; e, claro, para aí uma meia dúzia vinham da capital.
Alguns deles tinham aí raízes familiares, os seus antepassados nasceram ali. No entanto, a maioria arrendava casa que mantinha o ano inteiro, não apenas no Verão. Os tempos eram outros, as rendas acessíveis!
E ali convivíamos durante quase três meses, nunca menos; o chefe de família ausentava-se no cumprimento dos seus deveres e aparecia apenas ao fim de semana, a mãe ficava.
Entre uma época balnear e a seguinte, sobretudo as meninas, correspondíamo-nos por carta e lá íamos estando actualizadas sobre os estudos, os namoros e os problemas que nos afectavam
As diversões eram variadas – jogos de ringue; cartadas de King e de Sueca; longos passeios com a maré vazia até aos faróis e até às dunas de Salir, as quais, com a maior destreza, se subiam e melhor se desciam, rebolando com a algazarra própria da idade; também se atravessava o túnel que dá acesso à Praia de Santo António, coisa que os mais velhos não viam com muito bons olhos, não sei bem porquê....
Para quem não conheceu o S. Martinho da época, digo-vos que, ao contrário das outras praias, o ambiente nocturno era fantástico!
Passávamos, repassávamos vezes sem fim pela célebre “Rua dos Cafés”, quase pedindo licença para o fazer tal era a multidão que por ali vagueava ou se sentava nas esplanadas; ou, então, percorria-se a marginal e o cais.
Outra opção, era o velhinho cinema, que hoje já não existe!
Mas o passatempo preferido por todos eram os bailaricos. No terraço de uma amiga, ou no terraço do 1º andar da minha casa, ao som de velhos gira-discos, os ritmos sucediam-se: o rock, o twist, o slow, o bolero....bem afastados, pois a supervisão era cerrada e a moral de então não recomendava grandes avanços!
Eis as vedetas da época: os portugueses Sheiks e os Ecos, etc; os britânicos Cliff Richards e os seus Shadows, The Beatles, Tom Jones, os Rolling Stones, Engelbert Humperdinck,etc; os brasileiros Roberto Carlos, Nelson Ned, Nilton César, Cauby Peixoto, Chico Buarque,etc; os latino-americanos Alberto Cortez e António Prieto; os italianos Marino Marino, Renato Carosone, Rita Pavone, Bobby Solo, Gigliola Cinquetti, Gianny Morandi, etc; e, no auge da música francesa, Charles Aznavour, Adamo, Silvie Vartan, Françoise Hardy, Johnny Haliday, Alain Barrières, Michel Polnareff, Claude François, etc, etc, e tantos, tantos outros!
Tenho a certeza que cada uma de nós pensava para si própria: “Ce soir je serai la plus belle pour aller danser!”
E, como na vida, no seio deste grupo, aconteceram amores e desamores!
Daqui sairam 4 casamentos, entre eles o meu e, mais tarde, 3 divórcios.
Pelas contas, escusado será dizer que só o meu persiste!
Então, e as vossas férias, como foram?
Não será difícil imaginar que quase todos vocês viveram tempos inesquecíveis na linda praia da Foz do Arelho ou noutra qualquer. Então, partilhem connosco essas memórias!
Entretanto, boas férias para todos!

Fátima Valente

Comentário:

 Já no anterior post da Fatima V. lhe disse que muitos de nós andámos por aí. O ZV já me desafiou, mas «estas coisas» como tudo o resto aliás, exigem preparação. O filme segue dentro de momentos...

J.L.Alexandre Reboleira..............29-07-2012

Foi a praia que com a minha mulher escolhemos para que os nossos três filhos pudessem brincar sem estarmos com medo do mar (embora tivessemos como é normal, de estar sempre com olho neles...)...
Nesse tempo, alugávamos casa do outro lado da Estação...e enquanto o demo esfregava um olho...já tínhamos atravessado o campo de futebol e entrado praia adentro...
Os cachopos foram crescendo e mudámos para o Baleal...mais tarde para o Bom Sucesso...
E agora, vejam bem...
Há 15 anos que não ponho os pés na praia...
Mas ainda tenho fotografia tiradas com a então minha namorada, na Praia e para além do túnel em cima das muitas pedras junto ao Mar...
Não tenho as histórias que os colegas podem contar de uma vida "feita" em S.Martinho...mas tenho também boas recordações...!!

Um abraço para todos/as

Maximino..............29-07-2012

segunda-feira, 16 de julho de 2012

As recordações das férias do António Abilio

Ora bem amiga Fátima, um bom desafio para as memórias dos nossos colegas, e mais uma tentativa para atrair os seguidores do nosso blog e talvez quem sabe espevitar a vontade de outros que têm estórias interessantes, faltando apenas ousadia para as contar.
Era bom para dinamizar o blog que de tão parado que está até cheguei a pensar que a crise tinha desmoralizado os nossos confrades.

Fátima como sabes eu gosto de reviver essas coisas passadas no tempo da nossa meninice, e mantenho a minha memória que considero relativamente boa, com muitas dessas recordações.
São Martinho do Porto: Também eu lá passei muitos verões, talvez desde a idade dos 6-7 anitos em diante, embora não como tu numa casa alugada, mas sim em forma de campismo, começamos por acampar com umas barracas tipo da tropa, entre as dunas perto dos faróis, o que naquele tempo parecia muito longe da estação do caminho de ferro, pois tínhamos de transportar toda aquela tralha que se levava para se poder ficar até ao inicio do ano lectivo em Outubro. Mais tarde subimos de categoria, e começamos a fazer um campismo mais evoluído, com umas tendas mais modernas e confortáveis, conjuntamente com uns casais de Alcobaça.
O local era logo ali ao lado de uma casa grande que havia, não sei se ainda lá existe ou não, mas ao lado do antigo campo de futebol e em frente da estação, perto do chafariz onde enchíamos os garrafões.
Ainda me lembro que quando mudámos de lugar a minha mãe pediu ao casal “Peça” que a deixassem tirar o molde da tenda deles para fazer uma igual, já com dois quartos, e tecto duplo, porque naquele sito já tinha que ter uma tenda em condições, que as barracas ali parecia mal!  a família Peça  já faziam campismo  organizado há mais tempo, e até iam para o parque de campismo de Peniche, nós como principiantes é que ficávamos por mais perto, e também porque os homens ou digamos os pais iam trabalhar para as Caldas e vinham nas suas motoretas ( Famel-Zumdap) todos os dias dormir ao acampamento com a família, e ainda iam á pesca depois do jantar para ali perto da barra onde também se apanhava umas lapas. No lado da praia do túnel apanhava-se polvos, navalheiras e umas sarguetas, enfim bons tempos com pouco se gozava muito. 
Foi ali que nós os miúdos da nossa família, o Xico Eu e Fanoca aprendemos a nadar, porque na Foz era mais difícil e perigoso, na Lagoa tinha muita corrente e no Mar era muito bravo, embora os nossos pais terem tentado acampar lá, ali perto da casa do cabo de mar entre a lagoa e o mar,  mas com havia muito vento decidiram ir para S. Martinho, e ali sim era uma maravilha fez-se lá de tudo, conhecíamos a praia de ponta a ponta, duna por duna e a vila, a celebre rua dos cafés como era conhecida fazia-se como o passeio dos tristes todas as noites, ia-se apreciar como o resto da malta vivia, na época era muito frequentada peles gentes do “dinheiro”, principalmente vindos de Lisboa.
Tens razão Fátima, nós das Caldas somos privilegiados com muita coisa boa a seu redor, mas também gostamos do quentinho do Algarve.  Eu quando ai vou de visita para ter férias só no Algarve, porque ali ninguém me conhece e não tenho visitas obrigatórias a fazer, além do tempo ser mais quentinho.
Eu tenho pena e por isso peço desculpa aos seguidores deste Blog, da minha falta de jeito para escrever, mas mesmo assim faço questão de colaborar para manter esta chama acesa que une todos os antigos alunos da nossa Escola, e tenho um enorme prazer em acompanhar e ler todas estas estórias e fotos dos nossos colegas, assim como também admiro o trabalho do Zé Ventura em manter o blog sempre com novas mesmo que não haja quem dê continuidade a alguns dos comentários aqui postos.
Acredito que depois das férias haverá mais participação.
Votos de um bom Verão  com um forte abraço para todos.

António Abilio
 

Comentário:

Por absoluta falta de tempo, limito- me a subscrever o último parágrafo de "As recordações das férias do António Abílio" por virem ao encontro daquilo que já algumas vezes manifestei neste espaço.

"Eu tenho pena e por isso peço desculpa aos seguidores deste Blog, da minha falta de jeito para escrever, mas mesmo assim faço questão de colaborar para manter esta chama acesa que une todos os antigos alunos da nossa Escola, e tenho um enorme prazer em acompanhar e ler todas estas estórias e fotos dos nossos colegas, assim como também admiro o trabalho do Zé Ventura em manter o blog sempre com novas mesmo que não haja quem dê continuidade a alguns dos comentários aqui postos.
Acredito que depois das férias haverá mais participação".

Fernando Santos...........19-07-2012

As recordações das férias do António Abilio


Ora bem amiga Fátima, um bom desafio para as memórias dos nossos colegas, e mais uma tentativa para atrair os seguidores do nosso blog e talvez quem sabe espevitar a vontade de outros que têm estórias interessantes, faltando apenas ousadia para as contar.

Era bom para dinamizar o blog que de tão parado que está até cheguei a pensar que a crise tinha desmoralizado os nossos confrades.

Fátima como sabes eu gosto de reviver essas coisas passadas no tempo da nossa meninice, e mantenho a minha memória que considero relativamente boa, com muitas dessas recordações.

São Martinho do Porto: Também eu lá passei muitos verões, talvez desde a idade dos 6-7 anitos em diante, embora não como tu numa casa alugada, mas sim em forma de campismo, começamos por acampar com umas barracas tipo da tropa, entre as dunas perto dos faróis, o que naquele tempo parecia muito longe da estação do caminho de ferro, pois tínhamos de transportar toda aquela tralha que se levava para se poder ficar até ao inicio do ano lectivo em Outubro. Mais tarde subimos de categoria, e começamos a fazer um campismo mais evoluído, com umas tendas mais modernas e confortáveis, conjuntamente com uns casais de Alcobaça.

O local era logo ali ao lado de uma casa grande que havia, não sei se ainda lá existe ou não, mas ao lado do antigo campo de futebol e em frente da estação, perto do chafariz onde enchíamos os garrafões.

Ainda me lembro que quando mudámos de lugar a minha mãe pediu ao casal “Peça” que a deixassem tirar o molde da tenda deles para fazer uma igual, já com dois quartos, e tecto duplo, porque naquele sito já tinha que ter uma tenda em condições, que as barracas ali parecia mal!  a família Peça  já faziam campismo  organizado há mais tempo, e até iam para o parque de campismo de Peniche, nós como principiantes é que ficávamos por mais perto, e também porque os homens ou digamos os pais iam trabalhar para as Caldas e vinham nas suas motoretas ( Famel-Zumdap) todos os dias dormir ao acampamento com a família, e ainda iam á pesca depois do jantar para ali perto da barra onde também se apanhava umas lapas. No lado da praia do túnel apanhava-se polvos, navalheiras e umas sarguetas, enfim bons tempos com pouco se gozava muito. 

Foi ali que nós os miúdos da nossa família, o Xico Eu e Fanoca aprendemos a nadar, porque na Foz era mais difícil e perigoso, na Lagoa tinha muita corrente e no Mar era muito bravo, embora os nossos pais terem tentado acampar lá, ali perto da casa do cabo de mar entre a lagoa e o mar,  mas com havia muito vento decidiram ir para S. Martinho, e ali sim era uma maravilha fez-se lá de tudo, conhecíamos a praia de ponta a ponta, duna por duna e a vila, a celebre rua dos cafés como era conhecida fazia-se como o passeio dos tristes todas as noites, ia-se apreciar como o resto da malta vivia, na época era muito frequentada peles gentes do “dinheiro”, principalmente vindos de Lisboa.

Tens razão Fátima, nós das Caldas somos privilegiados com muita coisa boa a seu redor, mas também gostamos do quentinho do Algarve.  Eu quando ai vou de visita para ter férias só no Algarve, porque ali ninguém me conhece e não tenho visitas obrigatórias a fazer, além do tempo ser mais quentinho.

Eu tenho pena e por isso peço desculpa aos seguidores deste Blog, da minha falta de jeito para escrever, mas mesmo assim faço questão de colaborar para manter esta chama acesa que une todos os antigos alunos da nossa Escola, e tenho um enorme prazer em acompanhar e ler todas estas estórias e fotos dos nossos colegas, assim como também admiro o trabalho do Zé Ventura em manter o blog sempre com novas mesmo que não haja quem dê continuidade a alguns dos comentários aqui postos.

Acredito que depois das férias haverá mais participação.

Votos de um bom Verão  com um forte abraço param todos.



Antonio Abilio

sexta-feira, 13 de julho de 2012

As Recordações das férias da Fátima Valente

Aqui está um óptimo mote para desenvolver o blog nestes meses de verão, as recordações das férias.
Iniciamos o tema com um texto da Fátima Valente. Ficamos á espera de outras “estórias”.


A inactividade do nosso blogue revela bem que bastantes colegas se encontram já de férias, apesar dos cortes impostos pelo Governo.
Podem os caldenses considerar-se uns privilegiados, pois a localização geográfica da nossa cidade permite-nos usufruir de campo e praia bem perto das nossas casas, podendo, assim, gozar umas férias mais económicas.
Hoje em dia, qualquer um de nós dificilmente resistirá aos encantos das praias algarvias - muda-se de ares, temperaturas mais elevadas, águas mais quentes...
O mesmo acontece comigo! No entanto, não consigo esquecer a minha praia, aquela que frequentei desde o dia em que nasci – S. Martinho do Porto!
Naquele tempo, só nós e mais duas ou três famílias caldenses (entre elas a da nossa colega Graça Jordão) passávamos ali o Verão; toda a restante cidade se deslocava para a Foz do Arelho.
Acabado o ano lectivo, lá íamos nós “de armas e bagagens”, regressando apenas nos primeiros dias de Outubro, diria que abríamos e fechávamos a época balnear.
A nossa casa não podia ter melhor situação – em plena “Rua dos Cafés”, mais correctamente Rua Vasco da Gama. Nas águas-furtadas, havia uma mini-sacada de onde a minha mãe (que detestava praia e nunca lá punha os pés) contemplava todo o intenso “formigueiro” que se vivia naquela rua; sobretudo de noite, a agitação e o barulho eram enormes.
Anos mais tarde, já velhota e abandonada pelos proprietários que preferiram outros cenários, acabou por ser vendida. Mas deixou saudades...
Nesse mesmo local, (desconheço os meandros do negócio), está agora instalado o elevador que dá acesso à parte superior da vila, aliviando o sacrifício de quem era obrigado a subir aquela ladeira demasiado íngreme quase ali ao lado.
Escusado será dizer que eu ia para a praia, atravessando aquelas ruas secundaríssimas que ali desembocavam, descalça e apenas de fatinho de banho, não valia a pena levar mais nada!
E, contam-me que, quando o meu pai chegava às barracas (alugadas sempre pelas mesmas pessoas que teimavam em conservar-se vizinhas) e perguntava:
__ “Onde está a minha Fátima?”
A resposta era invariável:
– “Ora, onde é que há-de ser? No cais!”
Não se enganavam! Ali andava eu horas infindas, naquela rampa escorregadia, subindo, descendo, mergulhando... Tomei banhos que me chegaram para a vida inteira, hoje nem os pés molho...
E foi daquela casa que, num certo dia de Agosto de um ano já distante, saí para me casar no lindo Mosteiro de Alcobaça, cerimónia gentilmente realizada pelo Padre Nobre, de S. Martinho, que, um ano depois, baptizou igualmente o meu primeiro filho, mas já na sua Igreja.
Como constatam, aquela praia esteve directamente ligada à minha vida; foi ali que conheci o meu marido alguns anos antes, foi naquelas dunas de Salir do Porto (que ainda hoje me atraem, mas que já não me atrevo a subir, por muitas promessas que faça aos meus netos) que....
Queriam saber o resto? Talvez num próximo capítulo, vão esperando!
Em troca do relato das vossas férias, que espero sejam também muito fascinantes, sim?
Mas, para remate, devo confessar que, apesar de agora frequentar outras paragens, não posso deixar de reconhecer que é verdadeiramente um sonho aquela baía de S. Martinho do Porto!
Fotos do suplemento da Gazeta das Caldas sobre S.Martinho do porto

Comentário:
Jose Luis Alexandre
Pois é Fatima Valente, foi naquelas dunas de Salir do Porto que...tantos de nós. Esta foto da estação de S. Martinho, com as estórias que o chefe contou ao CC da Gazeta, deu para saber que o jornalista não é de cá...Quem sabe se um dia sairão outras estórias passadas esntre os muros daquelas paredes, da antiga estação do Bouro, que não fica na Serra do mesmo nome, mas ali ao lado do Chão da Parada.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Exposição Herculano Elias

Até ao dia 13 está patente na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha uma exposição de peças do mestre Herculano Elias que foi aluno e Professor na Escola.

“Faço cerâmica desde os cinco anos. Passei como ouvinte por esta escola aos onze, porque não se podia matricular com menos de catorze anos, e assistia às aulas. Ao mesmo tempo trabalhava na fábrica Bordalo Pinheiro com o meu parente José Elias. Também fui docente de cerâmica nesta escola”
Herculano Elias nasceu em Caldas da Rainha a 8 de julho de 1932, no seio de uma família de ceramistas, a destacar o seu avô Herculano Elias, o seu tio-avô Francisco Elias, discípulo de Rafael Bordalo Pinheiro, e seu primo Eduardo Mafra Elias.
Na sua obra, para além da miniatura, encontra-se simultaneamente escultura cerâmica, mural cerâmico, retratos, cerâmica de autor e, mais recentemente, pintura.
Concluiu as suas primeiras estatuetas de barro em 1937 e iniciou a produção de cerâmica de autor em 1957.
Em 1975 deu início ao ciclo de murais cerâmicos – arte pública: fachada da casa dos óculos na Rua José Malhoa, fachada da Novipal na Rua das Montras e interior do Banco Millenium na Praça da Fruta. Em 1980 fez o mural na sede dos bombeiros.

sábado, 7 de julho de 2012

Formação Feminina de 1969

As fotos que vêm do álbum da Ana Cândido recordam a turma da Formação Feminina.
A foto de cima foi tirada no parque em 1 de Agosto de 1969, no dia em que as finalistas fizeram o seu exame de aptidão, são elas;
Em cima da esquerda para a direita, a Dolores, a Helena, a Clarisse, a Lurdes Norte, a Maria de Jesus, a Lurdes Peça e a Elisa.
Em baixo; a Elisabete, a Irene e a Ana.
A foto de baixo é a mesma turma do Ano anterior.

domingo, 1 de julho de 2012

A turma do José Manuel Cardoso


De um conjunto de fotografias da Anabela Cardoso, vinha também esta que tinha escrito no verso “ No meio à frente está o José Manuel Cardoso.”
E quem são os restantes companheiros da sua turma? Confesso que não sei, mas alguém dará uma ajuda.
Comentário:
 José Manuel Oliveira Cardoso
Foto que gostaria de ter.
Posso identificar alguns e lembro-me de todos com alguma saudade, desde já as minhas desculpas por não me recordar do nome de todos;
em baixo da esqª/direita; Victor Palatino,José Manuel Cardoso e Sancheira. em cima e no mesmo sentido;Filipe Guerra, Moio.....
Alguém sabe o que sucedeu horas depois da foto?

.........
Mais dois que identifico, a seguir ao Moio de mãos nos bolsos é o Caldeira e o da direita é o Susano.
Abraço.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

As fotos “tipo passe”

As fotografias “tipo passe” quando vistas a esta distância, têm uma ternura especial. Estas vêm do álbum da Anabela Monteiro, são as suas amigas da época e o escrito do verso dispensa mais comentários.







Comentário:

Eu e a Engrácia fomos colegas de carteira no curso Geral do Comércio. É interessante porque me lembro muitas vezes dela e nunca mais a tornei a ver. Ela vivia na Columbeira. A Júlia foi minha colega no Ciclo Preparatório. Depois disso encontrei-a há uns três anos aqui em Caldas na CGD. Foi engraçado porque olhámos uma para a outra e ela disse logo o meu nome e eu o dela.Apesar de breve gostei muito daquele encontro.

Maria do Espírito Santo...............28-06-2012

domingo, 24 de junho de 2012

Passeio na Mata

Estas fotografias datadas de 13 de Junho de 1960 foram tiradas durante um passeio à Mata Rainha D. Leonor, que as alunas da Formação Feminina, na companhia da Professora Heliodora Lamy, fizeram.
Só falta identificar estas lindíssimas meninas, para tal fico à espera de uma ajudazinha.

Comentário:

Então ninguém reconhece as meninas ou está tudo de férias?!
Na foto de baixo estão a Alda, a Fernanda Marcelino e a Ana Maria Carneiro.
Na foto de cima, além da Alda e da Fernanda Marcelino, está também, em plano destacado, em baixo, a Amália, de Óbidos, irmã do Germano.

Sanches...............26-06-2012

Sim senhor...: meninas do meu tempo de rapaz...
E aluno da Escola...!!

Maximino.............26-06-2012

Das irmãs, Carneiro,vizinhas do Sanches, a Trindade era talvez a mais conhecida, mas todas bonitas. Também tinham um irmão que frequentou o Liceu. o pai da Amália era guarda republicano em Óbidos. Na foto (topo) à direita está a viúva do irmão do Gabriel,não me lembro do seu nome

Anónimo..............27-06-2012

Maria José, a Zézinha, que na pensão dos pais do Sérgio, comia lá dentro do balcão - para estar a coberto das graçolas da rapaziada que comia numa mesa comprida, na sala principal !...
Noronha Leal ..................11-07-2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Visita a Coimbra

Estas duas fotografias relembram uma viagem a Coimbra no ano de 1962 e foram disponibilizadas por um Amigo que foi fundamental na organização dos primeiros encontros dos antigos alunos, estou a falar do Zé Agostinho, um amigo que já não está entre nós, mas que vale a pena recordar porque simbolizava o espirito dos encontros.

sábado, 16 de junho de 2012

Visita a Setúbal

Do álbum de recordações do Porfírio, chegam estas fotografias que relembram uma vista de estudo a Setúbal em 19 de Março de 1964.
Entre Electricistas e Serralheiros, reconheço algumas caras mas deixo a identificação para quem souber.
 Jose Ribeiro......A foto foi tirada ao lado do estadio do Bonfim. Eis os nomes do maravilhoso sexteto. De pe Aires da Amoreira de Obidos , Mario do Leao da Foz do Arelho e Olivio Barardo da Delgada. Em baixo Porfirio,Henrique de Ferrel e eu Jose Ribeiro (Zagalo) de Tornada.
Daqui de milhares de Kms de distancia abracos a todos eles.


domingo, 10 de junho de 2012

Electricistas de 1972

Esta fotografia que vem do álbum de Carlos Filipe, (Carlos da Proelcor), foi tirada no Parque e é datada de 5 de Maio de 1972.
Os brilhantes electricistas são, em cima da esquerda para a direita; o Carlos Filipe, o Vitor, o Frade Marques, o Januário e o Zé Maria.
Em baixo; o Mário, o Hernâni, o Emídio e o Silvano.

domingo, 3 de junho de 2012

Um Passeio a Vila Viçosa



Do nosso colega Mário Gaspar Filipe, um ceramista dos anos cinquenta, chega-nos estas fotografias que ilustram uma viagem de estudo a Vila Viçosa.

Destas fotos gosto do pormenor do grupo de 4 alunos a fazer a pose mostrando as garrafas e garrafões de “Águas Medicinais”, e o fascínio da última foto com um belíssimo autocarro dos Capristanos.

Comentário:

O Gaspar que entregou as fotos é o que está sentado no solo, no meio. Na outra foto com a agua milagrosa é o João Afonso, aluno com uma boa voz de tenor e que participava em alguns espectaculos.

Anónimo..............07-06-2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Geral do Comércio de 1969

 A Ana Reis enviou esta fotografia que recorda a turma finalista do Curso Geral do Comércio de 1969.
Como são meninas do meu tempo, vou dar uma ajuda na identificação das alunas da Turma B.
As meninas são, em cima da esquerda para a direita:  
Adélia, Natália, Fátima, Zeca, Fernanda Violante, Conceição, ?, Anabela Abreu, Paula e Cristina.
Em baixo: Esmeralda Duarte, Cidália, Beatriz, Zélia e Ana Reis.
Falta identificar duas. Alguém dá uma ajuda? E já agora onde foi esta viagem de estudo?
Julgo que não me enganei, mas pelo sim pelo não aqui fica também a pauta de Turma.  

domingo, 27 de maio de 2012

O Ceramista Armando Correia

No dia 2 de Junho de 2012, pelas 17 horas, vai ter lugar no Casal da Eira
(Infantes - Salir de Matos) uma homenagem a Armando Correia, onde se pretende relembrar a sua obra de ceramista, desenhador, pintor, escultor e poeta.

Tive oportunidade de conversar algumas vezes com o Armando Correia, a propósito da sua passagem pela Escola Industrial e Comercial e do seu curso de cerâmica que conclui-o em 1955.
A última vez que o encontrei falámos sobre esta fotografia, onde ele aparece com outro colega de Escola que ele recordou com alguma saudade tratar-se de José Paulo Ramos dos Santos e que segundo ele vivia nas Canárias.


Armando foi um grande ceramista, um grande artista que nos deixou uma
obra digna de ser apreciada, pensada e falada. Por isso, alguns amigos
vão dizer e falar da ARTE POÉTICA DE ARMANDO na tarde do dia 2 de
Junho, com júbilo e com gratidão pelo que nos deixou.
Para quem nunca se cruzou com a sua obra, pode ver alguns exemplares
em espaços públicos das Caldas da Rainha, como piscina dos bombeiros,
Salão nobre da câmara e café Gato Preto.
Também será inaugurada uma exposição de fotografias sobre Armando Correia de Margarida Araújo.
Armando Correia (Armando José da Silva Correia)
(Caldas da Rainha, 1936 – 2008)

Armando Correia nasceu em Caldas da Rainha em 1936. Seu pai, Avelino Correia, devia o seu nome ao facto de ser sobrinho e afilhado de Avelino Belo, grande ceramista caldense, discípulo de Bordalo Pinheiro.
Aí, no ano de 1955, completa o Curso Técnico de Cerâmica. Curiosamente, o seu primeiro emprego, quando terminado o curso, não foi na cerâmica mas na nascente indústria do plástico, na Marinha Grande, onde, cerca de 30 anos depois, veio a leccionar um curso intensivo de cerâmica, muito concorrido, promovido pela recém-fundada Galeria de Arte Roca.
De 1960 a 1969 lecciona na Escola de Olaria e Cerâmica de Viana do Alentejo.
Expõe nos Salões da Primavera e Outono do Estoril onde obtém três primeiros prémios de cerâmica, medalhas de prata (1963 e 1965) e um 1º prémio de Salão (1967).
Em 1970 funda, com Leão Lopes, em Condeixa, o Grupo “Z-Atelier de Cerâmica” Em 1974 expõe em Coimbra.
Em 1975 trabalha no Departamento de Criatividade de uma fábrica de cerâmica em Espanha, tendo exposto
em Talavera de La Reina.
Em 1980 regressa definitivamente à sua terra natal.
Em 1984 expõe em Óbidos e Caldas da Rainha (GAT), seguindo-se, posteriormente, Marinha Grande (Galeria Roca), Coimbra (Teatro Gil Vicente) e outras localidades.
Em 2002 foi homenageado com a Medalha de Mérito, Grau Ouro, pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha, pela sua obra cerâmica. Também possui vasta produção artística no domínio da pintura.
A sua obra está representada no Museu do Azulejo e faz parte de colecções privadas quer no país, quer no exterior, onde expôs por diversas vezes, quer a título individual, quer integrado em colectivas.


Comentário:

Não posso afirmar, porque já passaram muitos anos, mas penso ter conhecido o Armando nos anos 59/60 quando nos tempos áureos do C.C.C. ele pintava os cenários para os espetáculos, e eu colaborava na iluminação e som.
A postagem que estou a comentar foi publicada no dia 27-05-2012. Amanhã dia 2 de Junho, em Salir de Matos, o artista e a sua obra vão ser lembrados. Para que este espaço não fique em branco e mesmo sem estar certo de ser este o Armando dos cenários, daqui presto a minha homenagem ao brilhante artista caldense.

Fernando Santos..........Olhão,,,,,,,,,,,27-05-2012


segunda-feira, 21 de maio de 2012

As fotos do Daniel Ferreira

Este conjunto de fotografias já passaram pelo Facebook, mas como muitos dos seguidores do Blog não são clientes das Redes Sociais, aqui ficam para que os nossos colegas possam partilhar e até ajudar na identificação destes alunos de 1977-78.
As fotos são provenientes do álbum de recordações do Daniel Ferreira que actualmente reside em Carnaxide.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Visita a Óbidos


Do álbum de recordações da Odete Maçãs vem estas fotografias tiradas em anos diferentes.

A primeira de 1966, refere uma visita a Óbidos da turma de 2º ano da Formação Feminina, a segunda é de 1971, e palavras para quê?
O que acham destas garotas?   

domingo, 13 de maio de 2012

…É pá … Estás na mesma

Este deve ser o lugar comum mais repetido durante os nossos Encontros, claro está que isto é certamente um problema oftalmológico, porque como se pode ver pela amostra junta não estão propriamente na mesma, mas continuam lindas.
As meninas em causa são a Ana Reis e a Elisabete Pinto.

Nota: fica registado que fui obrigado a escrever que “continuam lindas” para evitar uma acção de divórcio.