domingo, 14 de outubro de 2012

Uma turma da Formação Feminina

O Parque foi e será sempre um local privilegiado para servir de cenário a umas fotografias.
Esta turma da Formação Feminina de 1963 não fugiu à regra como se documenta com estas fotos que vêm do álbum da Isabel Vicente.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Foi há 48 Anos

Em 7 de Outubro de 1964 a Escola (Nova) foi inaugurada com Pompa e circunstância que inclui-o a visita do Presidente da República Almirante Américo Tomaz, também não faltou a bênção como era praxe da época, aqui bem documentadas nestas fotos do álbum do Sr.Gouveia, Chefe da Secretaria, que chegam ao blog pela mão do seu filho, também aluno, Carlos Gouveia.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Alunos dos anos oitenta

O Blog e a página do facebook é muito mais do que um “cantinho dos velhos” e a prova são estas fotos, de um grupo de alunos dos anos oitenta, que chegam ao blog pela mão da Fernanda Faria.
Quanto aos nomes dos meninos e meninas ficamos à espera que alguém dê uma ajuda.




sábado, 29 de setembro de 2012

A música saiu à rua

Quem andou pelas Caldas na manhã de Sábado, teve oportunidade de ver e ouvir a Banda da Escola Bordalo Pinheiro.
Esta iniciativa tem por objectivo trazer a Escola para a Rua e mostrar aos Caldenses que a nossa Escola está viva e recomenda-se.
Parabéns aos músicos e fundamentalmente ao trabalho que tem sido desenvolvido ultimamente por Professores e pelo seu Responsável Prof. Veiga.
Aqui fica o video e algumas fotos dessa manhã.







quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Grupo do parque

Quem já participou nos nossos Encontros já reparou no grupo de “jovens” que costuma marcar presença nas nossas festas.
Pois bem esta “rapaziada” na casa dos setenta-oitenta, mostra uma jovialidade impressionante e mensalmente não dispensam os almoços com os “rapazes da mesma idade”.
Este “Grupo do Parque”, como são conhecidos, são um exemplo de que a vida vale a pena.
Aqui fica as fotos devidamente identificadas, num excelente trabalho do Amigo Joaquim Baptista.




Comentário:
 Gostei de ver esta jovial e alegre “rapaziada” dos setenta-oitenta na qual me incluo. É o exemplo vivo duma geração de aposentados ou pensionistas (não gosto do termo reformado) que já não admitem a ideia de serem aqueles “velhos” que passavam os dias sentados no banco do jardim a jogar às cartas ou no sofá frente à televisão. São idosos ativos, que fazem caminhadas, frequentam o ginásio, a piscina e a universidade sénior, para, entre outras matérias, aprenderem informática que aos mais interessados vai permitir chegar à Internet e comunicar com amigos e familiares. Diz o Zé Ventura que é o chamado “Grupo do Parque” e se reúnem mensalmente para degustar se possível, uma boa “almoçarada”. Sei que alguns estão bem na vida. Outros assim-assim. Todavia, existem amigos que nem uma coisa nem outra. Isto é: gostariam de aparecer na foto ao vosso lado mas a sua magra pensão não lhes permite tal veleidade. Assim, pensando neles, seria interessante o “Grupo do Parque” levar aos seus encontros mensais um ou outro amigo de menores recursos não lhe permitindo pagar a refeição, sendo o seu valor dividido pelo resto do grupo ou, até, porque não, um dos que se encontram bem na vida? Posto isto, fica ainda outra pergunta. Porquê a não presença de senhoras nos vossos almoços? Já vai o tempo em que havia tais preconceitos… hoje, os direitos são iguais… Levem as vossas mulheres e convidem solteiras, viúvas ou divorciadas. Elas (nem todas) hoje, sabem o que é a liberdade e gostam destes convívios.

Fernando Santos. ……….27-09-2012
 
Utilizando linguagem facebookiana, diria apenas sobre este comment do Fernando Santos: GOSTEI. Acrescento, sabes Fernando (trato-o por tu, como se usa lá na terra para onde volto daqui a 3 dias; esses que não têm posses para aparecer na foto, e a quem nem tiraram o 13º ou o 14º mês, não aparecem na foto como não aparecem em lado nenhum. NINGUEM FALA NELES. Solidariedade por onde andas?
 
J.L.Reboleira Alexandre............02-10-2012

domingo, 23 de setembro de 2012

Passeio a Leiria

Do baú de recordações da Fernanda Beatriz vem estas fotografias que nos levam até ao ano de 1962 quando estas meninas da Formação Feminina, foram numa excursão a Leiria.
Naturalmente os tempos mudaram muito, agora vamos a Leiria às compras, sinais dos tempos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Dia da Espiga

Fotografias sobre o Dia da Espiga são “às paletes”, esta vem do álbum da Fátima Valente e recorda a quinta feira de Ascensão de 1966.
Esta foto tem muita gente conhecida, mas a particularidade é a presença do Prof. Jorge Amaro junto à Ana Maria Gandaio que viria a casar com o Professor.

Comentário:

Caras lindas que é bom rever para lembrar bons velhos tempos.

José Louro

domingo, 16 de setembro de 2012

Meninas vamos ao Vira

Este é o grupo de dança da Escola, ou como se dizia “O Rancho”.
Esta é uma fotografia que faz parte dos arquivos da Escola e Julgo que será do ano de 1957.
Naturalmente não consigo identificar nenhuma das dançarinas e do local também tenho dúvidas. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Alunos/as de 1935

Estas fantásticas fotografias vêm do álbum da Professora Ermelinda, ( na primeira foto é a segunda do lado direito) e leva-nos para o ano de 1935 quando era então aluna da Escola. O facto de alguns professores terem sido alunos na mesma Escola onde mais tarde leccionaram, explica porque é que a Escola tinha referências que marcaram muitas gerações. Os tempos são diferentes e a deslocalização de professores e alunos não permitem que se criem muitos laços com a Escola, não sei se é melhor ou pior, mas lá que é diferente, não há dúvidas.

 
 
 

sábado, 8 de setembro de 2012

As cores dos anos setenta

As cores da fotografia leva-nos aos anos setenta, antes a grande maioria das fotos eram a preto e branco, e estas vêm do álbum de recordações da Celeste Duarte e claro o Parque foi o local escolhido para o passeio.
Agora é só esperar que os meninos e meninas retratados nos contem algumas “estórias” desta época.
 
Comentário:
 
Olá companheiros! Passados tantos dias, ainda estamos à espera que alguma menina ou menino se identifique. Não deixem este espaço em branco.

Fernando Santos............16-09-2012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Atletas de 1966

Do Cardoso de Salir do Porto, chega esta fotografia que reporta ao ano de 1966, mais precisamente a Março desse ano.
Para ilustrar a foto fica também a reprodução do verso.

domingo, 2 de setembro de 2012

Quinta Feira de Espiga de 1963


Do álbum da Aurora vem esta fotografia que lembra a quinta feira de Ascensão, ou Dia da espiga, de 1963.
Suponho que o local será o Amial, onde habitualmente se faziam estas festas, até 1964, depois tinham lugar no pinhal atrás da Escola.
Agora só falta aparecer alguém que nos diga quem é esta rapaziada.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Faleceu o Escultor Eduardo Loureiro

O Escultor Eduardo Loureiro, faleceu hoje aos 84 anos de idade. (Nasceu no Rio de Janeiro -Brasil em 25 de Abril de 1928)
Eduardo Loureiro, casado com Nicole Loureiro, que conheceu nas Belas Artes do Porto, em 1965, sucedeu ao Dr. Leonel Sotto Mayor como director da Escola Industrial e Comercial Rafael Bordalo Pinheiro, onde esteve em funções até 1975.
 
Como não fui aluno do Professor, transcrevo aqui um comentário feito há uns meses pela Esmeralda Duarte.
 
Fui aluna do Escultor Eduardo Loureiro, na disciplina de Desenho, nos dois anos do C.Preparatório. Eu adorava este Mestre - pois ele dava uma grande atenção aos meus trabalhos de Desenho e sentia assim o meu trabalho reconhecido. No final desse período de 2 anos e na altura da escolha do curso a seguir, o nosso Escultor decidiu chamar os encarregados de educação de dois alunos da minha turma. Claro, um foi o meu. Quando meu pai chegou a casa (eu estava mesmo convencida que o professor o tinha convencido) disse-me peremptoriamente "nem pensar!" - só permitiria que escolhesse ou o Curso Comercial (G.Comércio) ou o Industrial (Formação Feminina). Claro nesse dia as lágrimas foram muitas.
Nos anos que se seguiram os sonhos foram ficando recalcados e de vez em quando lá me debruçava sobre o papel rabiscando algo que me vinha à memória - mas foram ficando esquecidos na gaveta. Agora no meu tempo livre de reformada dou azo a esse sonho e exponho-o aos olhos de quem quer - foi o meu professor, o nosso Escultor Eduardo Loureiro que um dia tive o prazer de reencontrar e que me aconselhou a nunca esquecer esse meu sonho.

Comentários:

Triste notícia ao abrir esta página! Olhei para a foto e lembro-me perfeitamente das aulas de desenho, 4 horas seguidas que eu adorava e que passavam ràpidamente... absorvia todo o ensinamento e conselhos que ele me dava ao meu traço, estou
triste pelo desaparecimento deste mestre em todo o sentido da palavra, gostei muito dele como professor e como pessoa! Ainda me recordo quando houve um concurso a nível escolar para elaborar um papel de rebuçados de marca "Seivomel"(penso que era este o nome) e o mais creativo ganhava um prémio, eu e a Aida Dias, fomos as escolhidas para tal projecto e não é que ganhámos!!! O prémio nunca vou esquecer, um saco enorme recheado de todas as qualidades de caramelos e rebuçados e uma valente dor de barriga no dia seguinte! Amanhã vou olhar o céu e ver se as nuvens têm outro contorno, mais ao estilo do mestre, o azul do céu esbatido como ele sabia fazer e talvez consiga ver entre as estrelas do céu, à noite, o olhar dele que nunca vou esquecer quando nos explicava a técnica do desenho! Descanso eterno mestre e faça daí, onde está, um pouquinho mais colorido este mundo cinzento! Até um dia!


Lurdes Peça..........02-09-2012

Que Descanse em Paz...! - Dele lembro-me de após o 25 de Abril num "Plenário" no Ginário da Escola, ter sido "como era hábito ao tempo"...ferozmente atacado por alguns...
Recordo especialmente o ataque de alguém que ao que se dizia tinha entrado para professor, inteiramente "pela mão" do então Director e que foi quem mais o atacou...
Eu ao tempo já era pai, e passei pela Escola no Curso Nocturno, para fazer umas disciplinas que me faltavam para terminar o Curso...
Já era adulto (e com ideias próprias) e com idade para "não correr atrás do foguetório"...
Não sei se o Director era ou não merecedor das tais críticas que lhe faziam os chamados individuos "de esquerda"...
Mas não se ataque ninguém daquele modo...as pessoas têm direito a manter a sua dignidade (enfim...: mais um excesso, dos muitos acontecidos)...
Certamente nunca mais se deve ter esquecido desse enxovalho...


Maximino..................02-09-2012

Fiquei tão triste com esta notícia! As pessoas que constam no album das nossas boas recordações ficam sempre na nossa memória como alguem que vamos eternizando... este Mestre ficará para sempre no meu Album de Vida!
Os meus sentidos pesamos à sua Família!


Esmeralda Duarte...............02-09-2012

Não conheci o escultor Eduardo Loureiro, por isso não me permito tecer qualquer juízo. Todavia, devo dizer que tanto o texto da Esmeralda como a homenagem que a Lurdes Peça lhe dedica me deixaram bastante sensibilizado. De certeza que este bom professor, lá no tal "profundo azul do céu esbatido" vai agradecer aos seus alunos o reconhecimento que neste lugar lhe prestam.
Até um dia, caro ESCULTOR, PROFESSOR, e DIRETOR. Descanse em paz!

Fernando Santos.................02-09-2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os alunos e o Mestre

Esta estátua do Pintor José Malhoa foi e continua a ser o cenário preferido para tirar umas fotos.
Estes alunos do princípio dos anos sessenta não fugiram à regra, só falta agora que o “Artur da Foz”, dono desta foto, nos ajude a identificar os alunos e já agora contar o que comemoravam estes “meninos” tão engravatados, ou se foi apenas um passeio pelo parque para ver as “miúdas”.

domingo, 26 de agosto de 2012

E que tal estes bronzes?

Agora que as férias estão a chegar ao fim, recordamos o verão de 1956 com esta foto que vem do álbum do António David.
Estes três jovens esbeltos e musculados são o Zé Oliveira, o António David e o José Santana Marques, o cenário julgo que é a praia de Salir do Porto.

Comentário:

Se bem me lembro o local é Portinho da Arrábida. Esse banho em águas geladas fez parte da excursão a Setúbal,da qual há muitas fotos com o saudoso Padre António Emílio.

José Santana Marques .............27-08-2012

Pois...Salir não é concertza...!!
Abraço do Max para todos os colegas doutros tempos...!


Maximino............02-09-2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O álbum da Ana Paula

Nos nossos tempos de Escola era frequente guardar fotos tipo passe dos amigos/as mais chegados, a Ana Paula Veiga não fugiu à regra e do seu álbum de recordações aqui ficam estas duas páginas.
Por mim confesso que tenho um especial fascínio por estas fotos “ à lá Minute”

Comentário:

Que bom ver todas estas caras, a minha mana Ana, a minha amiga São, fomos colegas desda a Escola da Praça do Peixe,a Judite,casada com o Fernando Perdigão, residentes nos Estados Unidos, a Anabela e a Lídia recordo-me muito bem delas mas que nunca mais vi.
......
Tive que voltar e comentar de novo, pensei ter voltado aos anos 70, dias felizes sem preocupações, ao ver todos estes amigos e colegas da minha infância e adolescência, o Zé Manel meu amigo de infância e vizinho,passei muitas tardes nas férias grandes, no terraço da minha casa ou no Café do Avô do Zé Manel o S.Jaime Cordoeiro, a minha priminha Ângela amigas insepararáveis e com quem partilhei em muitas aventuras, quantas vezes nos juntámos para ouvir os discos do Claude Francois em casa da Paula. As nossas férias de Verão em S. Martinho do Porto com a Cristina Duarte. Com a Teresa Velhinho, passei umas boas horas, ora em casa dela ou em minha casa, depois das aulas. O Fernando Perdigão a quem eu e a minha irmã adoptamos como irmão porque éramos só as duas e sempre idealizamos ter um irmão, o Fernando preencheu toda a critéria e assim foi adoptado. Tento recordar a Cristina Reis mas sem sucesso, quando chegar a saber quem é vou ficar muito envergonhada tenho a certeza. Os anos passam mas que bom recordar.

Isabel Alves............24-08-2012

domingo, 19 de agosto de 2012

1969 – 1º Ano do Ciclo

A Ana Paula Veiga foi ao seu baú de recordações e trouxe para o Blog algumas fotografias que iremos publicar.
Nesta foto que recorda a sua turma do 1º Ano do Ciclo podemos ver entre outras a Ana Paula, a Generosa, a Isabel Manta, a Alice, a Ana Paula Tavares, a Aida, a Aurora, a Gabriela Bonacho, a Helena Diniz e a Anabela (Pachá).
Estas são algumas das meninas, as restantes ficam a aguardar que alguém dê uma ajuda na identificação.  

domingo, 12 de agosto de 2012

As férias do Faustino Rosário - 2ª parte

Além do "comboio dos banhos" havia outros meios de transporte muito utilizados que eram a "camineta dos Capristanos" e os burros.
Antes de chegar à estação de São Martinho do Porto, o comboio parava também no apeadeiro de Salir do Porto. Esse apeadeiro não tinha condições nenhumas para as pessoas que saíam das carruagens pois o último degrau ficava muito alto em relação ao chão. Felizmente que as pessoas ajudavam-se umas às outras para evitar acidentes. Depois de sairem do comboio, as pessoas afastavam-se um pouco para que o comboio pudesse repartir, e então era ver todo aquele gentio a atravessar a linha, com os seus cestos de farneis sem esquecer os respectivos "palhinhas" que era um garrafão de 5 litros, normalmente cheio de vinho tinto. A maioria das pessoas que ficavam para a praia de Salir do Porto, tinham como objectivo principal irem até à "Pocinha" que era uma nascente de água doce que ficava junto às ruinas de uma antiga alfandega. Essa água tinha fama de ter propriedades medicinais, e quando a maré estava baixa formava uma poça de água, no meio das pedras, onde especialmente os homens com as ceroulas arregaçadas molhavam o corpo nesse pequeno espaço. Os "palhinnhas" depois de consumida a pinga, eram novamente cheios com essa água, para levarem para as respectivas moradias. Não sei se a bebiam, ou se era apenas para lavarem partes do corpo que estivesem doentes.
Quanto aos burros, o "parque de estacionamento" era nas pequenas dunas entre São Martinho do Porto e Salir.
Certa vez, o sr Jaime alfaiate (personagem já aqui recordado no tema os Prédios do Viola) que tinha a mania da pesca, sugeriu que fossemos acampar num local muito sossegado que ficava nas trazeiras das dunas de Salir, mas junto ao mar, ou seja em frente à praia de Santo António, que infelizmente hoje não existe porque depois de de passar o tunel, é só pedras.
Nós eramos 3 grupos incluindo o sr Jaime. Descemos no apeadeiro de Salir, e lá fomos nós com a "tralha" toda às costas, subimos a grande duna de Salir com certa dificuldade, e depois de descermos na outra encosta, chegámos ao nosso destino. De facto o local era muito bonito, até tinha umas pequenas árvores que faziam sombra. O problema é que de noite, se não fossem tomadas certas medidas, eramos comidos pelos inúmeros bandos de mosquitos que impestavam aquela zona. Mas o sr Jaime, tinha a solução para este caso.
Fomos ao "parque de estacionamento dos burros" e enchemos um saco com as "cagalhotas" desses animais. Quando a noite se aproximava, fizemos uma fogueira na frente de cada tenda e depois de bem ateadas, colocámos uma boa quantidade de "cagalhotas" que originava uma densa fumarada, afastando assim os mosquitos.
O cheiro não era muito agradável, mas posso garantir que nenhum mosquito entrou dentro das tendas.
Em resumo, posso afirmar que nessa época, as condições não eram talvez as melhores, mas ninguém tenha dúvidas... éramos muito felizes.
Um grande abraço com votos de boas férias.
Faustino Rosário


Comentário:

Na primeira parte de "As férias do Faustino do Rosário", o amigo Mário Capinha teceu um comentário com o qual estou totalmente de acordo. Finalizava, dizendo que não devemos ter vergonha do passado. Esperei pela 2ª parte e quero dar os parabéns ao Faustino pelas histórias que aqui nos trouxe. São memórias dum passado não muito longínquo que grande parte de nós viveu. “Os abastados e os tesos em S. Martinho, as criadas, a rua dos cafézes, as máquinas a vapor, o comboio dos banhos, a camineta dos Capristanos, o estacionamento dos burros, os palhinhas de 5 litros, e até a utilidade das cagalhotas”! Por tudo isto eu passei e não me envergonho de dizer que em 1948 vivia numa casa da rua da ilha situada num pátio que às segundas-feiras servia de “garagem” para burros, e que estes como é natural por lá deixavam muitas das tais “cagalhotas”.
A maioria de nós não nasceu em berço de ouro, mas éramos tão felizes… Não é verdade Faustino?
Um abraço, e venham daí mais histórias.


Fernando Santos……………..Olhão........13-08-2012

Fartei-me de rir com esta artigo do Faustino!!! Sào artigos como este que nos fazem bem à alma!! benditos os SIMPLES, pois deles será o reino dos céus!!!

Ana Reis.............14-08-2012

Reparem como o Faustino nos seus comentários, tão bem retrata o espírito de camaradagem na época.
Apesar de todos os condicionalismos, as pessoas viviam felizes. Nada melhor para darmos valor ao pouco que temos, do que pensar no muito que não tivemos.
Um abraço de boas férias:

Mário Reis Capinha, 15.08.2012

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

As férias da Lurdes Peça


Também eu! Passei muitas férias grandes em S. Martinho do Porto, primeiro lugar que eu me lembro de acampar com os meus pais e o meu irmão, com uma tenda feita pelo meu pai, grande impulsionador da vida ao ar livre e proporcionar aos seus familiares umas férias saudáveis e económicas, pois o dinheirinho não abundava por estes lados! Lembro-me que os bancos onde nos sentávamos eram feitos de lona, cozidos pela minha mãe e cheios de areia de praia. De uma persiana velha, meu pai fez um tampo de mesa, desdobrável e único. Mais tarde, passados muitos anos, vi numa loja “AKI” um tampo igual ao dele…pena de não se ter registado a patente!!! Meu pai era na altura muito engenhocas e de um pedaço de qualquer coisa saía uma obra de arte! A tenda, conforme diz o Abílio, serviu de molde para fazer mais, e assim chamar mais amigos para esta prática saudável!
Saíamos das Caldas na camioneta da carreira, cada um com a sua mochila às costas, meus pais e meu irmão. Como as férias grandes eram só para nós, os filhos, ficávamos com a minha mãe e o meu pai ia de bicicleta das Caldas até Peniche para nos ver, indo trabalhar no dia seguinte!
Quando se inaugurava um parque de campismo nacional, lá ia eu mais o meu pai de mochila às costas, para mais um fogo de campo!
No “panamá” os emblemas brilhavam, referentes a todas as inaugurações que tínhamos participado!
Lembro-me de escorregar nas dunas até cá abaixo, e era uma alegria de se ver!
Mais tarde começamos a acampar em Peniche, e foi aí que conheci o meu marido, também campista de ocasião com mais 5 amigos. Como eram só rapazes, no momento de lavar a loiça e a roupa, ofereci-me para os ajudar, pois a habilidade era escassa com o sabão e o esfregão! Após os agradecimentos, combinámos irmos todos juntos para a praia, mais o meu irmão claro, a servir de guarda!
E… até hoje, ele continua a agradecer aquele gesto tão ingénuo e sincero que o levou a pedir-me namoro ao pôr-do-sol na praia do molho leste de Peniche! Foi lindo e inesquecível!
Abílio, quando vieres para a água quentinha que já se faz sentir, não te esqueças que ficas obrigado a dar notícias e a visitar-me, pois eu e o Fernando Santos temos muito gosto de te receber para provares algumas especialidades algarvias, combinado?
Não é verdade Fernando?
Bom verão a todos!
Beijinhos,
Lurdes Peça

Comentário:

É verdade Lurdes! Cá ficamos à espera. Não só do António Abílio, mas de todos os nossos amigos de Caldas que ao passarem aqui pelo sotavento algarvio nos queiram dar o prazer da vossa visita.
Sobre as férias campistas da Lurdes em S. Martinho e Peniche, gostaria de acrescentar o pinhal à entrada da Foz do Arelho, e, mais tarde, a praia da lagoa em frente ao José Félix antes da existência do parque de campismo. Foram locais onde acampei com o meu grupo "0s pelintras" na segunda metade da década de 50 com tendas também copiadas duma outra. Era eu que cortava o tecido (lintex), e também cosidas pelas nossas mães ou outros familiares.
É curioso que tanto a Lurdes como os anteriores companheiros, não referem qualquer organização campista. Será que já não existia a secção de campismo do Sporting Clube das Caldas? Ao que parece o pai da Lurdes esteve presente no 2º Rali Ibérico realizado pela Federação Portuguesa de Campismo em 1957 no alto da Mata com a colaboração do S.C.C. e, em 1959 no Acampamento Nacional em Peniche.
É verdade Lurdes! Todos os campistas se orgulhavam de exibir nos seus panamás os tais emblemas "crachás", assim como os galhardetes dos acampamentos comemorativos, pendurados nos mastros das tendas. Bons tempos...
Já não faço campismo há bastantes anos, mas o gosto pelos bons grelhados permanece. Por isso como diz a Lurdes, está combinado! Cá os esperamos.
Um beijinho para ela, e um bom verão ou boas férias para todos.


Fernando Santos.................10-08-2012

Gostei imenso da tua recordação de férias em S.Martinho do Porto, eu mais os meus pais tambem passava-mos ferias fazendo como agora se diz campismo Selvagem no meio das Dunas entre Salir e S.Martinho, eram fins de semana agradáveis com poucos custos.Hoje é tudo diferente comecei por fazer campismo no parque de Albufeira com tenda , mais tarde com Relotte e agora com a idade só passo uma semana em Setembro no Clube de Albufeira, se lá chegar.

Carlos Nobre..............19-08-2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Memórias do J.L.Reboleira Alexandre

Revisitar o passado, o Bouro
Num dos dias mais quentes da passada semana, a querer fazer mentir todas as previsões dos meteorologistas, que previam para 2012, um Verão fresco e húmido, aquele que será afinal, um dos melhores Verões do Québec dos últimos anos, vínhamos calmamente para o trabalho, conduzindo a viatura familiar e ouvindo uma das estações de rádio de língua inglesa da nossa preferência. Para quem apenas conhece a confusão e a agressividade das estradas europeias em geral, ou pior ainda, das portuguesas em particular, é quase impossível entender quanto pode ser relaxante e agradável a condução matinal num dia quente de Julho, numa cidade como Montreal.
De repente, os nossos sentidos são interpelados pelo inconfundível tom de voz de um dos mais importantes cantores e compositores dos anos sessenta do século XX, e dos anos actuais afinal, com os quais crescemos e nos formámos. Estávamos perante a voz e a música de Neil Diamond, que através do tema bilingue, em castelhano e inglês, intitulado Canta Libre, nos transportava para estados de espírito de outras épocas.

Canta libre, canta vida, de mi madre y mi padre,
Canta mi corazón, para los niños y sus niños,
Canta libre.

I got music runnin' in my head,
Makes me feel like a young bird flyin',
Cross my mind and layin' on my bed,
Keeps me away from the thought of dyin'

Sob o efeito anestésico dos sons e das palavras deste hino à liberdade e à vida, e sem a mínima razão aparente, encontramo-nos a rever a imagem da velha estação de caminho de ferro do Bouro. Relemos mentalmente a reportagem que a Gazeta nos ofereceu há alguns dias sobre a sua congénere de São Martinho do Porto, salpicada pela sensibilidade que o C. Cipriano nos consegue transmitir, cada vez que escreve sobre transporte ferroviário. Voltávamos a ter de novo uma quinzena de anos e percorríamos despreocupadamente os interiores e os cuidados jardins da estação da aldeia da nossa infância. O chefe Rodrigues contava que antes de se instalar definitivamente e durante mais de trinta anos na bela vila da baía, tinha sido obrigado (não garantimos que o tivesse dito assim, mas foi isso que lemos e entendemos) a passar alguns anos na pequena e isolada estação, que servira durante várias gerações a população do Chão da Parada e as necessidades, em termos de transporte de pessoal e mercadorias da vizinha quinta do Talvay que se dedicava na altura à cultura intensiva do arroz de regadio, e recebia imensos trabalhadores sazonais, oriundos maioritariamente das pobres aldeias das planícies alentejanas. Eram os chamados, bimbos, e muitos acabavam por casar e constituir família na nossa aldeia.

Instalada em local ermo e isolado, entre pinhais e ricos terrenos agrícolas, a estação do Bouro, com o seu imponente e amplo armazém construído em madeira, para alguém que não tivesse ligações afectivas à zona, seria definitivamente o pior local do Mundo, que um jovem casal poderia escolher para iniciar a sua vida. No entanto, para todos os que nasceram naquelas paragens e diariamente se dirigiam para as fazendas dos Arneiros Pequenos, das Pôças, dos Brejos ou do Rechiéu, para as suas pequenas e dispersas parcelas de terreno que lhes davam batatas, feijões, milho, e todo o tipo de legumes frescos que respondiam às necessidades duma família normal da época, numa altura em que a palavra frigorífico não tinha para os habitantes da nossa aldeia qualquer significado, seria o oposto, pelo imaginário que oferecia, como cais de partida para mundos melhores, e pela qualidade de todos os terrenos envolventes.

No pequeno bairro da estação habitava um miúdo um pouco mais velho do que nós, que nos introduzia entre aquelas velhas paredes frente às linhas do comboio, e nos organizava tardes inteiras a jogar ao liques ou ao sete e meio, com todos os empregados dos Caminhos de Ferro que ali viviam de forma temporária. O pai daquele miúdo já na altura andava pelas Américas e quando vinha visitar a família contava-nos histórias maravilhosas destes amplos espaços. Obviamente, o filho, cedo partiu também, para o Novo Mundo, e cremos ter sido o único nativo do Chão da Parada, que lutou contra os comunistas na guerra do Vietnam. Nunca mais o vimos, nem atravessámos os seus terrenos, por um atalho, que nos permitia na altura chegar mais rapidamente ao Brejo, e aí cumprirmos, durante as longas férias de Verão, o que a nossa mãe nos impusera, para, após árduas negociações, obtermos a necessária autorização para partirmos a pé, de bicicleta, ou numa fase posterior, de motorizada, para a nossa praia favorita, a praia de Salir. Nesta praia começavam entretanto a aparecer umas miúdas que, ao contrário das da terra, já usavam uns fatos de banho «escandalosos», mas para nós muito elegantes, de duas peças separadas, bem pequeninas, e que, ou falavam francês ou então, um português algo distorcido, pois apenas por ali as víamos durante o mês de Agosto. No fim desse mês, inícios de Setembro, voltavam de novo para a terra distante, onde os seus pais ganhavam a vida e elas prosseguiam os estudos.

Hoje, sempre que voltamos ao Chão da Parada, a nossa companheira, uma dessas tais garotas que por ali apareciam todos os meses de Agosto, e que adorava subir e descer a grande duna de Salir um dia fixou uma das motas que era conduzida por um rapaz da aldeia que ela não conhecia, sabe que a pequena visita ao local onde estava a estação do Bouro, faz parte do nosso roteiro turístico obrigatório. Quando olhamos para a velha quintinha do miúdo que partiu para a América, para o pequeno casal que servia de residência secundária ao senhor Cruz, que cremos, vivia em Lisboa, ou para o local onde em tempos se transformaram produtos resinosos, e posteriormente funcionou um pequeno restaurante, e que continua guardado por um cão de aspecto nada acolhedor, não somos imunes a uma enorme, mas simultaneamente muito agradável melancolia, acompanhada por uma sensação de bem-estar que apenas os locais dos quais guardamos boas recordações nos podem dar. A estação do Bouro, é, para nós, um desses locais.

 Quanto á localização da nossa velha estação, não pode ficar situada na Serra do Bouro, pois esta não existe como aglomerado populacional. Dá apenas o nome à freguesia. Dizia-se então na altura, que se não ficava no Chão da Parada, ficaria localizada no...Bouro.

J.L. Reboleira Alexandre

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

As férias do Faustino do Rosário

Olá amigos(as)
Vou tentar dar o meu contributo ao tema que a Fatima Valente sugeriu aqui no blog.
Este assunto tem a particularidade de... se não se relaciona com a nossa escola, foi vivido por alunos que a frequentaram.
Eu já tenho 2 histórias publicadas no "Cantinho do Faustino" cujo link está neste blog, e podem acreditar que mesmo se elas são descritas de uma maneira cómica, são autenticas.
A Fatima Valente fala sobre as férias passadas em São Martinho do Porto.
No meu caso pessoal, não posso falar em férias, mas sim em épocas balneárias
Eu não sou muito velho, nasci em 1946, mas quando comparo esses tempos de praia com os dias de hoje, dá-me a nítida impressão que estamos a séculos de distancia.
Por exemplo, segundo a minha teoria da época, havia duas classes distintas de frequentadores:
Os "abastados" e os "tesos"
Os "abastados" iam para S. Martinho com as famílias e o pessoal de apoio, que eram as criadas.
Podiam ser 3 ou mais, em que uma era a cozinheira (sopeira) as outras eram para tomarem contas dos filhos, a quem não era permitido tratar por "tu" Tinham que se dirigir ás crianças ou adolescentes com muito respeito chamando-lhes de menino ou menina tal.
Eram estas famílias "abastadas" que mais se viam a passear na rua dos "cafézes", embora o acesso fosse permitido a todos os veraneantes.
Os "tesos" faziam campismo num terreno pertencente à Junta da Freguesia, que ficava mais ou menos entre a estação do caminho de ferro, e a praia.
A única infra estrutura existente era um chafariz que felizmente tinha sempre água.
Para as necessidades naturais, cada qual "desenrascava-se" como podia.
A certa hora do dia, especialmente de manhã, era ver as pessoas a saírem das tendas, dirigindo-se para as mini-dunas adjacentes ao acampamento.
Nesse momento havia um cenário cómico... de um lado as tendas, mais à frente os "agachados" com o seus bocados de papel, muitas vezes folhas de jornal, para limparem os respectivos "assobios"
A maioria das tendas eram montadas no princípio da época balnear e ali ficavam o tempo todo.
Enquanto não havia férias, as pessoas iam apenas aos fins de semana, mas existia uma coisa muito importante que era o respeito pela propriedade alheia.
Aos Domingos à noite, fechavam-se as tendas, deixando no seu interior os materiais de apoio, normalmente cadeiras de praia, uma mesa, um fogareiro (alguns a petróleo) colchões de ar que serviam de cama, etc.
No fim de semana seguinte, quando se voltava, estava lá tudo, ninguém tocava em nada.
O meio de transporte mais utilizado era o comboio.
Lembro-me que a determinados horários havia o "comboio dos banhos"
Havia carruagens de primeira, segunda e terceira classe.
Como eu fazia parte dos "tesos" ía sempre em terceira classe, cujos bancos no interior eram de madeira sem um mínimo de conforto.
As máquinas eram a vapor, e devido ao calor, as janelas das carruagens, iam abertas.
O fumo do comboio, misturado com o jacto de vapor que saía da máquina, impregnava os passageiros de tal maneira que eram obrigados a tomar banho e a mudar de roupa.
Se calhar era por isso que se chamava o "comboio dos banhos"
Caros amigos(as), o texto já vai longo e não pretendo aborrecer ninguém com estas minhas lembranças, no entanto se me permitirem voltarei de novo para a continuação deste tema.
Até breve.
Um grande abraço
Faustino Rosario
Foto gentilmente "roubada" na internet

Comentário:

Vai ser curta a minha participação neste espaço, porque muito já foi dito sobre o assunto, no entanto e como o Faustino disse, também recordo que se faziam longas esperas ao famigerado comboio dos banhos, que regularmente parava em Caldas da Rainha com destino a S. Martinho do Porto.
Nesta amálgama de sentidos, recordo esse comboio com alguma nostalgia, pois para um miúdo na casa dos 10 anos, era uma aventura equiparada às que costumávamos ver nos livros "Condor" onde as histórias de Cowboys eram predominantes. Na realidade pouca diferença havia nesse comboio com o das histórias. Era sempre uma festa até chegar ao destino, S. Martinho do Porto.
Também recordo que por vezes fazíamos o trajecto desde o chafariz existente, em burros que nos transportavam até às dunas próximas do rio de Salir do Porto (daqui a comparação com oa cowboys) onde acampávamos durante o fim de semana. Nestas incursões alguns amigos fizeram parte destas aventuras, o António Abílio e o Fanoca eram na época aqueles que geralmente faziam parte do grupo. Outros haverá mas a memória já não suporta esse esforço.
Abraço amigo

Victor Pessa..............02-08-2012

Caro Faustino do Rosário.
Possívelmente passamos pela rua, ombro a ombro mas, sinceramente, só pelo nome não vou lá. Sou um pouco mais velhote, ou seja da colheita de 1938. Digo-lhe, adorei ler o seu comentário de férias. Ve-se no texto honestidade e sinceridade, nada a ver com alguns novos ricos que passaram por isso ou muito pior mas...esqueceram. Por terem atualmente uma vida razoável varreu-se-lhe da memória. Não devemos ter vergonha do passado


Mário Capinha...................02-08-2012

domingo, 29 de julho de 2012

Encontro nas férias


Depois de uma semana de férias cá estou de novo para animar o nosso blog com novas publicações, e para começar nada melhor que a foto que a Luisa Calderon enviou a propósito de uma visita que me fez, onde tive o prazer de conhecer a sua filha, tão simpática como a mãe.
Falámos dos Encontros dos Antigos Alunos, dos amigos e claro, ficou a promessa que no próximo ano não falha, nem que para isso eu vá a Marbelha buscá-la.    

quinta-feira, 19 de julho de 2012

As Férias em S.Martinho do Porto


Olha, António, como parece que mais ninguém está interessado em relatar as suas férias, vamos nós continuando a promover a nossa praia favorita, porque, afinal, os nossos gostos coincidem neste aspecto.
Não disse na altura que, à época, tinha um grande grupo; ano após ano, e durante muitos anos, ali nos juntávamos até que a vida de cada um sofreu outro rumo e tudo acabou.
Eram oriundos de vários pontos do País: eu e o Luís Xavier (aluno do Externato Ramalho Ortigão e cuja irmã mais velha namorava o meu irmão, hoje casados há quase 50 anos) vínhamos de Caldas; o meu marido e irmã eram da Ponte de Sôr (para aqui vieram a conselho médico, porque esta praia era considerada a praia das crianças devido à tranquilidade das suas águas); os 2 irmãos Pires vinham do Bombarral; um casal de irmãos de Almada; um de Sintra, outra da Amadora; outro que vocês conhecem muito bem, talvez o aluno mais nómada e misterioso da nossa Escola, vindo do Cartaxo, o Fernando Nazaré Barbosa; outro, (que creio não estar enganada quando afirmo que também passou pela Bordalo), vindo de Alcobaça, com a sua guitarra sempre pronta a “dar-nos música”, o João Manuel (vi-o numa manhã de um domingo deste Inverno naquele passadiço entre S. Martinho e Salir, nas suas corridas atléticas e quantas saudades se mataram...); outro atingiu notoriedade pública e via-o durante alguns anos nos écrans da nossa TV, como pivot, até que desapareceu – era o José Cândido de Sousa, a quem nós chamávamos, para o diferenciar de outros “Josés”, o Zé dos Sinais, tal era a profusão dos mesmos que tinha na face; outro “jogava em casa”, conhecem-no “de ginjeira”- o sedutor Quaresma, que por lá ia aparecendo de vez em quando nos intervalos das suas conquistas; e, claro, para aí uma meia dúzia vinham da capital.
Alguns deles tinham aí raízes familiares, os seus antepassados nasceram ali. No entanto, a maioria arrendava casa que mantinha o ano inteiro, não apenas no Verão. Os tempos eram outros, as rendas acessíveis!
E ali convivíamos durante quase três meses, nunca menos; o chefe de família ausentava-se no cumprimento dos seus deveres e aparecia apenas ao fim de semana, a mãe ficava.
Entre uma época balnear e a seguinte, sobretudo as meninas, correspondíamo-nos por carta e lá íamos estando actualizadas sobre os estudos, os namoros e os problemas que nos afectavam
As diversões eram variadas – jogos de ringue; cartadas de King e de Sueca; longos passeios com a maré vazia até aos faróis e até às dunas de Salir, as quais, com a maior destreza, se subiam e melhor se desciam, rebolando com a algazarra própria da idade; também se atravessava o túnel que dá acesso à Praia de Santo António, coisa que os mais velhos não viam com muito bons olhos, não sei bem porquê....
Para quem não conheceu o S. Martinho da época, digo-vos que, ao contrário das outras praias, o ambiente nocturno era fantástico!
Passávamos, repassávamos vezes sem fim pela célebre “Rua dos Cafés”, quase pedindo licença para o fazer tal era a multidão que por ali vagueava ou se sentava nas esplanadas; ou, então, percorria-se a marginal e o cais.
Outra opção, era o velhinho cinema, que hoje já não existe!
Mas o passatempo preferido por todos eram os bailaricos. No terraço de uma amiga, ou no terraço do 1º andar da minha casa, ao som de velhos gira-discos, os ritmos sucediam-se: o rock, o twist, o slow, o bolero....bem afastados, pois a supervisão era cerrada e a moral de então não recomendava grandes avanços!
Eis as vedetas da época: os portugueses Sheiks e os Ecos, etc; os britânicos Cliff Richards e os seus Shadows, The Beatles, Tom Jones, os Rolling Stones, Engelbert Humperdinck,etc; os brasileiros Roberto Carlos, Nelson Ned, Nilton César, Cauby Peixoto, Chico Buarque,etc; os latino-americanos Alberto Cortez e António Prieto; os italianos Marino Marino, Renato Carosone, Rita Pavone, Bobby Solo, Gigliola Cinquetti, Gianny Morandi, etc; e, no auge da música francesa, Charles Aznavour, Adamo, Silvie Vartan, Françoise Hardy, Johnny Haliday, Alain Barrières, Michel Polnareff, Claude François, etc, etc, e tantos, tantos outros!
Tenho a certeza que cada uma de nós pensava para si própria: “Ce soir je serai la plus belle pour aller danser!”
E, como na vida, no seio deste grupo, aconteceram amores e desamores!
Daqui sairam 4 casamentos, entre eles o meu e, mais tarde, 3 divórcios.
Pelas contas, escusado será dizer que só o meu persiste!
Então, e as vossas férias, como foram?
Não será difícil imaginar que quase todos vocês viveram tempos inesquecíveis na linda praia da Foz do Arelho ou noutra qualquer. Então, partilhem connosco essas memórias!
Entretanto, boas férias para todos!

Fátima Valente

Comentário:

 Já no anterior post da Fatima V. lhe disse que muitos de nós andámos por aí. O ZV já me desafiou, mas «estas coisas» como tudo o resto aliás, exigem preparação. O filme segue dentro de momentos...

J.L.Alexandre Reboleira..............29-07-2012

Foi a praia que com a minha mulher escolhemos para que os nossos três filhos pudessem brincar sem estarmos com medo do mar (embora tivessemos como é normal, de estar sempre com olho neles...)...
Nesse tempo, alugávamos casa do outro lado da Estação...e enquanto o demo esfregava um olho...já tínhamos atravessado o campo de futebol e entrado praia adentro...
Os cachopos foram crescendo e mudámos para o Baleal...mais tarde para o Bom Sucesso...
E agora, vejam bem...
Há 15 anos que não ponho os pés na praia...
Mas ainda tenho fotografia tiradas com a então minha namorada, na Praia e para além do túnel em cima das muitas pedras junto ao Mar...
Não tenho as histórias que os colegas podem contar de uma vida "feita" em S.Martinho...mas tenho também boas recordações...!!

Um abraço para todos/as

Maximino..............29-07-2012

segunda-feira, 16 de julho de 2012

As recordações das férias do António Abilio

Ora bem amiga Fátima, um bom desafio para as memórias dos nossos colegas, e mais uma tentativa para atrair os seguidores do nosso blog e talvez quem sabe espevitar a vontade de outros que têm estórias interessantes, faltando apenas ousadia para as contar.
Era bom para dinamizar o blog que de tão parado que está até cheguei a pensar que a crise tinha desmoralizado os nossos confrades.

Fátima como sabes eu gosto de reviver essas coisas passadas no tempo da nossa meninice, e mantenho a minha memória que considero relativamente boa, com muitas dessas recordações.
São Martinho do Porto: Também eu lá passei muitos verões, talvez desde a idade dos 6-7 anitos em diante, embora não como tu numa casa alugada, mas sim em forma de campismo, começamos por acampar com umas barracas tipo da tropa, entre as dunas perto dos faróis, o que naquele tempo parecia muito longe da estação do caminho de ferro, pois tínhamos de transportar toda aquela tralha que se levava para se poder ficar até ao inicio do ano lectivo em Outubro. Mais tarde subimos de categoria, e começamos a fazer um campismo mais evoluído, com umas tendas mais modernas e confortáveis, conjuntamente com uns casais de Alcobaça.
O local era logo ali ao lado de uma casa grande que havia, não sei se ainda lá existe ou não, mas ao lado do antigo campo de futebol e em frente da estação, perto do chafariz onde enchíamos os garrafões.
Ainda me lembro que quando mudámos de lugar a minha mãe pediu ao casal “Peça” que a deixassem tirar o molde da tenda deles para fazer uma igual, já com dois quartos, e tecto duplo, porque naquele sito já tinha que ter uma tenda em condições, que as barracas ali parecia mal!  a família Peça  já faziam campismo  organizado há mais tempo, e até iam para o parque de campismo de Peniche, nós como principiantes é que ficávamos por mais perto, e também porque os homens ou digamos os pais iam trabalhar para as Caldas e vinham nas suas motoretas ( Famel-Zumdap) todos os dias dormir ao acampamento com a família, e ainda iam á pesca depois do jantar para ali perto da barra onde também se apanhava umas lapas. No lado da praia do túnel apanhava-se polvos, navalheiras e umas sarguetas, enfim bons tempos com pouco se gozava muito. 
Foi ali que nós os miúdos da nossa família, o Xico Eu e Fanoca aprendemos a nadar, porque na Foz era mais difícil e perigoso, na Lagoa tinha muita corrente e no Mar era muito bravo, embora os nossos pais terem tentado acampar lá, ali perto da casa do cabo de mar entre a lagoa e o mar,  mas com havia muito vento decidiram ir para S. Martinho, e ali sim era uma maravilha fez-se lá de tudo, conhecíamos a praia de ponta a ponta, duna por duna e a vila, a celebre rua dos cafés como era conhecida fazia-se como o passeio dos tristes todas as noites, ia-se apreciar como o resto da malta vivia, na época era muito frequentada peles gentes do “dinheiro”, principalmente vindos de Lisboa.
Tens razão Fátima, nós das Caldas somos privilegiados com muita coisa boa a seu redor, mas também gostamos do quentinho do Algarve.  Eu quando ai vou de visita para ter férias só no Algarve, porque ali ninguém me conhece e não tenho visitas obrigatórias a fazer, além do tempo ser mais quentinho.
Eu tenho pena e por isso peço desculpa aos seguidores deste Blog, da minha falta de jeito para escrever, mas mesmo assim faço questão de colaborar para manter esta chama acesa que une todos os antigos alunos da nossa Escola, e tenho um enorme prazer em acompanhar e ler todas estas estórias e fotos dos nossos colegas, assim como também admiro o trabalho do Zé Ventura em manter o blog sempre com novas mesmo que não haja quem dê continuidade a alguns dos comentários aqui postos.
Acredito que depois das férias haverá mais participação.
Votos de um bom Verão  com um forte abraço para todos.

António Abilio
 

Comentário:

Por absoluta falta de tempo, limito- me a subscrever o último parágrafo de "As recordações das férias do António Abílio" por virem ao encontro daquilo que já algumas vezes manifestei neste espaço.

"Eu tenho pena e por isso peço desculpa aos seguidores deste Blog, da minha falta de jeito para escrever, mas mesmo assim faço questão de colaborar para manter esta chama acesa que une todos os antigos alunos da nossa Escola, e tenho um enorme prazer em acompanhar e ler todas estas estórias e fotos dos nossos colegas, assim como também admiro o trabalho do Zé Ventura em manter o blog sempre com novas mesmo que não haja quem dê continuidade a alguns dos comentários aqui postos.
Acredito que depois das férias haverá mais participação".

Fernando Santos...........19-07-2012

As recordações das férias do António Abilio


Ora bem amiga Fátima, um bom desafio para as memórias dos nossos colegas, e mais uma tentativa para atrair os seguidores do nosso blog e talvez quem sabe espevitar a vontade de outros que têm estórias interessantes, faltando apenas ousadia para as contar.

Era bom para dinamizar o blog que de tão parado que está até cheguei a pensar que a crise tinha desmoralizado os nossos confrades.

Fátima como sabes eu gosto de reviver essas coisas passadas no tempo da nossa meninice, e mantenho a minha memória que considero relativamente boa, com muitas dessas recordações.

São Martinho do Porto: Também eu lá passei muitos verões, talvez desde a idade dos 6-7 anitos em diante, embora não como tu numa casa alugada, mas sim em forma de campismo, começamos por acampar com umas barracas tipo da tropa, entre as dunas perto dos faróis, o que naquele tempo parecia muito longe da estação do caminho de ferro, pois tínhamos de transportar toda aquela tralha que se levava para se poder ficar até ao inicio do ano lectivo em Outubro. Mais tarde subimos de categoria, e começamos a fazer um campismo mais evoluído, com umas tendas mais modernas e confortáveis, conjuntamente com uns casais de Alcobaça.

O local era logo ali ao lado de uma casa grande que havia, não sei se ainda lá existe ou não, mas ao lado do antigo campo de futebol e em frente da estação, perto do chafariz onde enchíamos os garrafões.

Ainda me lembro que quando mudámos de lugar a minha mãe pediu ao casal “Peça” que a deixassem tirar o molde da tenda deles para fazer uma igual, já com dois quartos, e tecto duplo, porque naquele sito já tinha que ter uma tenda em condições, que as barracas ali parecia mal!  a família Peça  já faziam campismo  organizado há mais tempo, e até iam para o parque de campismo de Peniche, nós como principiantes é que ficávamos por mais perto, e também porque os homens ou digamos os pais iam trabalhar para as Caldas e vinham nas suas motoretas ( Famel-Zumdap) todos os dias dormir ao acampamento com a família, e ainda iam á pesca depois do jantar para ali perto da barra onde também se apanhava umas lapas. No lado da praia do túnel apanhava-se polvos, navalheiras e umas sarguetas, enfim bons tempos com pouco se gozava muito. 

Foi ali que nós os miúdos da nossa família, o Xico Eu e Fanoca aprendemos a nadar, porque na Foz era mais difícil e perigoso, na Lagoa tinha muita corrente e no Mar era muito bravo, embora os nossos pais terem tentado acampar lá, ali perto da casa do cabo de mar entre a lagoa e o mar,  mas com havia muito vento decidiram ir para S. Martinho, e ali sim era uma maravilha fez-se lá de tudo, conhecíamos a praia de ponta a ponta, duna por duna e a vila, a celebre rua dos cafés como era conhecida fazia-se como o passeio dos tristes todas as noites, ia-se apreciar como o resto da malta vivia, na época era muito frequentada peles gentes do “dinheiro”, principalmente vindos de Lisboa.

Tens razão Fátima, nós das Caldas somos privilegiados com muita coisa boa a seu redor, mas também gostamos do quentinho do Algarve.  Eu quando ai vou de visita para ter férias só no Algarve, porque ali ninguém me conhece e não tenho visitas obrigatórias a fazer, além do tempo ser mais quentinho.

Eu tenho pena e por isso peço desculpa aos seguidores deste Blog, da minha falta de jeito para escrever, mas mesmo assim faço questão de colaborar para manter esta chama acesa que une todos os antigos alunos da nossa Escola, e tenho um enorme prazer em acompanhar e ler todas estas estórias e fotos dos nossos colegas, assim como também admiro o trabalho do Zé Ventura em manter o blog sempre com novas mesmo que não haja quem dê continuidade a alguns dos comentários aqui postos.

Acredito que depois das férias haverá mais participação.

Votos de um bom Verão  com um forte abraço param todos.



Antonio Abilio

sexta-feira, 13 de julho de 2012

As Recordações das férias da Fátima Valente

Aqui está um óptimo mote para desenvolver o blog nestes meses de verão, as recordações das férias.
Iniciamos o tema com um texto da Fátima Valente. Ficamos á espera de outras “estórias”.


A inactividade do nosso blogue revela bem que bastantes colegas se encontram já de férias, apesar dos cortes impostos pelo Governo.
Podem os caldenses considerar-se uns privilegiados, pois a localização geográfica da nossa cidade permite-nos usufruir de campo e praia bem perto das nossas casas, podendo, assim, gozar umas férias mais económicas.
Hoje em dia, qualquer um de nós dificilmente resistirá aos encantos das praias algarvias - muda-se de ares, temperaturas mais elevadas, águas mais quentes...
O mesmo acontece comigo! No entanto, não consigo esquecer a minha praia, aquela que frequentei desde o dia em que nasci – S. Martinho do Porto!
Naquele tempo, só nós e mais duas ou três famílias caldenses (entre elas a da nossa colega Graça Jordão) passávamos ali o Verão; toda a restante cidade se deslocava para a Foz do Arelho.
Acabado o ano lectivo, lá íamos nós “de armas e bagagens”, regressando apenas nos primeiros dias de Outubro, diria que abríamos e fechávamos a época balnear.
A nossa casa não podia ter melhor situação – em plena “Rua dos Cafés”, mais correctamente Rua Vasco da Gama. Nas águas-furtadas, havia uma mini-sacada de onde a minha mãe (que detestava praia e nunca lá punha os pés) contemplava todo o intenso “formigueiro” que se vivia naquela rua; sobretudo de noite, a agitação e o barulho eram enormes.
Anos mais tarde, já velhota e abandonada pelos proprietários que preferiram outros cenários, acabou por ser vendida. Mas deixou saudades...
Nesse mesmo local, (desconheço os meandros do negócio), está agora instalado o elevador que dá acesso à parte superior da vila, aliviando o sacrifício de quem era obrigado a subir aquela ladeira demasiado íngreme quase ali ao lado.
Escusado será dizer que eu ia para a praia, atravessando aquelas ruas secundaríssimas que ali desembocavam, descalça e apenas de fatinho de banho, não valia a pena levar mais nada!
E, contam-me que, quando o meu pai chegava às barracas (alugadas sempre pelas mesmas pessoas que teimavam em conservar-se vizinhas) e perguntava:
__ “Onde está a minha Fátima?”
A resposta era invariável:
– “Ora, onde é que há-de ser? No cais!”
Não se enganavam! Ali andava eu horas infindas, naquela rampa escorregadia, subindo, descendo, mergulhando... Tomei banhos que me chegaram para a vida inteira, hoje nem os pés molho...
E foi daquela casa que, num certo dia de Agosto de um ano já distante, saí para me casar no lindo Mosteiro de Alcobaça, cerimónia gentilmente realizada pelo Padre Nobre, de S. Martinho, que, um ano depois, baptizou igualmente o meu primeiro filho, mas já na sua Igreja.
Como constatam, aquela praia esteve directamente ligada à minha vida; foi ali que conheci o meu marido alguns anos antes, foi naquelas dunas de Salir do Porto (que ainda hoje me atraem, mas que já não me atrevo a subir, por muitas promessas que faça aos meus netos) que....
Queriam saber o resto? Talvez num próximo capítulo, vão esperando!
Em troca do relato das vossas férias, que espero sejam também muito fascinantes, sim?
Mas, para remate, devo confessar que, apesar de agora frequentar outras paragens, não posso deixar de reconhecer que é verdadeiramente um sonho aquela baía de S. Martinho do Porto!
Fotos do suplemento da Gazeta das Caldas sobre S.Martinho do porto

Comentário:
Jose Luis Alexandre
Pois é Fatima Valente, foi naquelas dunas de Salir do Porto que...tantos de nós. Esta foto da estação de S. Martinho, com as estórias que o chefe contou ao CC da Gazeta, deu para saber que o jornalista não é de cá...Quem sabe se um dia sairão outras estórias passadas esntre os muros daquelas paredes, da antiga estação do Bouro, que não fica na Serra do mesmo nome, mas ali ao lado do Chão da Parada.