domingo, 10 de fevereiro de 2013

O Pentágono

Hoje recuperamos um "post" que já foi publicado em 2009, mas que tem tudo a ver com a quadra de Carnaval.
Quem não se lembra dos Bailes de carnaval com o Pentagono?
O nosso amigo Luis Franco traz para o Blog mais umas daquelas pérolas que nos fazem recuar quarenta anos, mas o melhor é transcrever o mail que enviou.

Olá Ventura
Aqui vai alguma nostalgia do final da década de 60.
Muitos de nós certamente que ainda nos lembramos do conjunto Pentágono.
Aqui vão algumas fotos. Todos os elementos foram alunos da Bordalo Pinheiro com excepção do César Tempero.
Na foto 1, tirada no palco da sala antiga dos Pimpões, estão: o Luís Frutuoso, o Antero, o Chaves Cardoso, eu e em baixo o Sena.
Na foto 2, tirada num dos famosos bailes do Lisbonense, estão: o Chaves Cardoso, o Luís Frutuoso, o César Tempero, eu e o Antero.
Na foto 3, tirada na antiga FNAT no alto da Foz-do-Arelho, estão: o Chaves Cardoso, o Luís Frutuoso, o César Tempero, eu e o Antero.
Não sei do que é feito de todos estes antigos amigos e colegas, com excepção do César Tempero que é o Presidente da Junta dos Vidais.
Um abraço




Comentário:
 
Inconfundíveis as máscaras pintadas nas paredes da foto nº 2, no Hotel Lisbonense. Como é que eu poderia esquecer aquele traço tão familiar? Foi o meu pai que as pintou durante muitos anos, para embelezar as noites de Carnaval!
Obrigada ao colega da foto.Beijinhos.
 
Lurdes Peça..........18-02-2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Uma garraiada ao jeito do Carnaval

Este cartaz da Garraiada dos finalistas de 1968, não foi no Carnaval mas o estilo do cartaz era o mesmo usado nas brincadeiras taurinas de Carnaval.
Chamo a vossa particular atenção para as fotos dos garbosos forcados, capitaneados pelo Limpinho, e secundados pelo Sobral, Mafra, Seciliani, Caldas Pereira, e outros, conforme se pode ler no cartaz.   

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Carnaval de 1969

Esta fotografia da Matilde transporta-nos até ao Carnaval de 1969.(?)
A Sala parece o Casino do Parque ou será o Lisbonense? Em qualquer dos casos não deve ter faltado animação, apesar do ar solene dos dançarinos.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Lá vai a Camioneta

O Ano, suponho que seja 1966, o destino da excursão é que não sei. Talvez o Ramiro Ruas que nos enviou estas fotos possa acrescentar mais qualquer coisa.
Já agora acrescento que na primeira foto reconheço o Ramiro Ruas. o Nazaré Barbosa, o Mendonça, e mais não sei.
Comentário:
1ª Fotografia
Ermelinda, Glória , Fatima Valente, Fernando jorge.
Na segunda foto temos o José Vigia e a Mitá.


Ramiro Ruas .............27-01-2013

A excursão foi a dos finalistas de 1966 e não recordando o itinerário completo, sei que passou por Santiago de Compostela e Corunha, e por Espinho no regresso.

José Mendonça.........27-01-2013

Julgo que junto à Mitá está a Lena Silva.Para ela um beijinho.

Ana Bela Monteiro............06-02-2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Alunos de 1966

Do álbum do Quaresma vem esta fotografia de 1966, julgo que se trata de alunos das Secções, mas vamos esperar que o Quaresma nos dê uma ajuda, pois deste grupo só reconheço o Ramiro ruas o Quaresma e a Engrácia.

Comentários:
 
O Carlos Marques de Alcobaça está em baixo.

F Xavier.............26-01-2013

A primeira da esquerda em cima é a Solange da Dagorda.

Ana Bela Monteiro.........27-01-2013

domingo, 20 de janeiro de 2013

Serralheiros de 63

O cenário é a Escola Velha, a data é 22 de Novembro de 1963 a foto vem do álbum do Porfírio, e como ele escreveu foi obtida no intervalo das aulas de oficinas.  

 
Comentário:
 
Quem diria que se entretanto se passaram 50 anos após a data em foi tirada esta foto!
Tínhamos quase todos +ou- 17 anos.
Grande reforço de técnicos para Indústria. Era o que se precisava agora para incrementar o nosso desenvolvimento, não era?
 
Porfirio..................21-02-2013
 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mais um amigo que nos deixa

A vida na sua marcha não pára de nos levar alguns amigos.
Desta vez foi o Afonso Fidalgo que nos deixou.
Embora não tenha partilhado os mesmos anos de Escola do Afonso, conhecia-o bem, pois nos últimos anos sempre marcou presença nos nossos Encontros.
Descansa em paz companheiro.
 
Comentário:
 
ADEUS FIDALGO
Eras um grande homem e um ser humano fantástico. Que Deus te receba como mereces.
À tua Família sentidos pêsamos.
Saudades e até um dia:do amigo,colega de escola e profissão,

Mário Reis Capinha................17-04-2013
 
É sempre com tristeza que se vê um amigo partir, quem tivesse frequentado a escola nos anos 50 se lembrará do Afonso uma figura alegre e brincalhão e bastante popular entre a malta dessa época.
Á família as minhas sentidas condolências.
 
Chaves................20-01-2013
 
Sabia-o doente, mas foi uma surpresa para mim...
Pena não ter sabido do seu funeral, para o poder acompanhar à sua última morada cá na terra...
Que descanses em Paz amigo..."encontrar-nos-emos"...mais dia menos dia...!!
As minhas condolências à família...
 
Maximino............21-01-2013
 
É como diz o Mário: o Afonso era um ser humano fantástico. Tive oportunidade de constatar isso ao longo do tempo em que fomos colegas de turma, no Curso Geral de Comércio.
Apesar de algumas coisas menos boas que a vida inevitavelmente lhe trouxe, ainda há poucos meses me disse que só tinha razões para ser feliz.
Deixa-me muitas saudades. Era um colega por quem tinha uma grande, grande estima.
Aos filhos, de quem sempre me falava, as minhas condolências.
Luisa Pimenta.............21-01-2013
 

domingo, 13 de janeiro de 2013

O Santo Antão

Esta fotografia a lembrar o Santo Antão vem de Espanha e chega-nos pelo mail da Maria Luisa Calderon.
Esta nossa amiga que acompanha o Blog dos Antigos alunos, desde Marbelha,  já nos deu o prazer da sua presença dos nossos encontros por diversas vezes.
Aqui nesta foto, temos a Elisabete Gameiro, a Luisa, o Quaresma (o galã da época) e a Clara Viegas.
Como se recordam o Santo Antão comemora-se a 17 de Janeiro, este ano possivelmente não tenho oportunidade de lá ir, mas também já fiz a minha parte, ontem fui ao Santo Antão de Salir de Matos, e claro lá estava o Orlando Santos o Mestre Raul e outros, hoje já fui ao Santo Amaro de Alfeizerão. Julgo pois que estou dispensado de ir a Óbidos pois já cumpri o meu dever ao fazer esta volta dos velhos.
 
Comentário:
 
É HOJE. DIA DE SANTO ANTÃO.

Mantendo a tradição, vamos fazer greve à escola, formamos os nossos grupinhos, e aí vamos nós bairro Albano acima. Pé ligeiro pois a caminhada ainda é longa. Estamos quase a chegar às Caxinas e ao longe, já podemos avistar o monte. É malta, já cheira a chouriço assado. Vamos trepar e o último a chegar paga a despesa. O monte está apinhado e a maioria são jovens das Caldas que estão aqui para cumprir a tradição.
(pois, pois, para mim isto é o relato do que se passou na década de 50 do século XX. Que saudades)

Mário Reis Capinha 17/01/2013

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Notícias de Londres

O nosso amigo Fernando Rodrigues, que já em 2008 tinha dado noticias, dá-nos de novo o prazer da sua participação aqui no Blog.

Estou feliz porque nunca deixei de visitar o blog da escola e pouco e pouco vou-me lembrando de algumas caras, e recordar é viver.
Ao fim de quase 8 anos consegui tirar umas semanas de férias para poder passar completamente com a minha família, senti um enorme prazer foi como renascer.
Nessa minha deslocação soube da morte do Professor Coutinho, o que me entristeceu imenso porque tinha grande consideração por ele, ajudou-me a ser quem hoje sou, pois além de Professor foi também meu instrutor de Judo e conselheiro sobre os aspectos da vida, dando conselhos que se vieram a revelar muitos úteis.
Esta foto que envio, foi tirada com a minha família na praia da Vieira de Leiria em Julho 2012, o meu filho George, a minha filha Debora, eu e a minha esposa Adelaide.

Este nosso Amigo que reside em Londres trabalha no mercado das Investigações e VIP Segurança Pessoal, tendo adquirido duas novas secções nos ramos do CCTV e Sistema de Alarmes.
Já combinei com ele, e um dia destes vou lá beber uma Imperial e comer uns pastéis de bacalhau.

Comentário:

O prazer será todo meu e serão sempre bem vindos.
Tenho que confessar que isto de me tentar lembrar de muitas caras tem sido um puzzle para mim e um passatempo muito grande mas tenho que salientar que e muito produtivo e salutar.
Por vezes o meu tempo livre e tão curto que tento despender o mais que posso com a minha família, mas um dia eu vou ter que ir ao encontro dos meus antigos colegas e gente conhecida na minha adolescência.
Obrigado Ventura por este blog e por manter vivo o passado de todos nos.
Um abraço amigo.

Fernando Rodrigues..........09-01-2013

Ainda agora vou para Londres outra vez, mas este colega não conheço senão bebia antes um cházinho e um scone em Trafalgar Square...ele vem ao nosso almoço de Maio????

Aida Sousa Dias.............10-01-2013
 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Rapaziada de 62

Do álbum de recordações do Monteiro, vêm estas fotografias referentes a uma viagem com os seus companheiros dos Serralheiros de 1962.
Nas fotos de realçar a presença de professores, na primeira o Padre Borges e na segunda o Professor Joaquim Sarmento (Seringa).
Comentário:
 
Ao meu grande amigo Monteiro, que me trás de volta ao blogue.Eu já tinha visto fotos idênticas "Serralheiros",e existem lá figuras que se perderam no tempo, mas que deixaram marca;por exemplo o "Jaquim Tatuça o Vagos e outros". Eu já não estava na escola nessa altura, mas convivi com essa malta toda. Para ti Toino e todos um GRANDE 2013

Anónimo...........05-01-2013
 
Entre estas fotos e hoje vão mais de 50 anos. Alguns nunca mais os encontrei (Jorge Constantino, Joaquim Saragoça,Vagos, Aleixo) o Xico e Fernando Ferreira já não estão entre nós.O Mário,o Rui e eu pelo menos encontramo-nos no almoço.Quanto ao anónimo que faz o comentário é sem dúvida o nosso amigo Chaves. Para ele e para estes velhos amigos um grande abraço e bom ano.O mais tardar até ao próximo almoço.
 
Monteiro.................05-01-2013
 
É pá sou eu mesmo, só que me esqueci quando terminei de dizer Chaves Estou desculpado continuação de bom ano Para os Santo Antões, está na hora de começarem a fazer os seus preparativos...
 
Chaves...........06-01-2013
 
A referencia ao Aleixo, será do julio Aleixo...??
Se é esse está pelo Barreiro, há tempos teve uns problemas de saude, agora não tenho sabido nada dele, mas espero e desejo que esteja melhor...
Um abraço do Maximino que não era da "ferrugem", mas era aluno da mesma Escola e por isso..."é da família"...
 
Maximino.............06-01-2013
 
Pois o Aleixo que não tenho visto não é o meu amigo Júlio Aleixo que vejo e falo com frequência.É sim o que está de cócoras em frente ao padre Borges e penso que é Vilaverde Aleixo e seria do Nadadouro.
 
Monteiro..............10-01-2013
 
Pois dessa maneira "aposto" que é familiar do Júlio (e meu claro...que também sou da família...)...
Abraço do Max.............10-01-2013
 
O Aleixo que está na foto, não acabou o curso na Bordalo porque foi para o Canadá antes do serviço militar. Depois casou com uma moça da Foz "sua terra" e foi para os E.U. estando presentemente a viver na Foz, onde é proprietário dum café, que julgo era o antigo Caravela. Ele esteve num almoço da escola com o Félix "também da Foz" à dois ou três anos atrás. O Jorge que o Monteiro não vê à muitos anos e que também é da Foz é dono ou foi do Solar se a memória não me atraiçoar Bem hajam
 
Chaves.........10-01-2013
 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Bom Ano

Comentário:

Desejos de um Bom 2013 para todos...

Abraço do Maximino

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Uma Festa de Natal

Esta fotografia, que pertence ao espólio da Escola Rafael Bordalo Pinheiro, é provavelmente do final da década de cinquenta, e documenta uma festa de Natal.

Comentário:

O 4º da direita entre o Padre A. Emílio e o rapaz de barrete, parece a ser o Victor Corado, De notar,as raparigas eram muito mais espigadas que os rapazes que parece vinham da 1ª ou 2ª classe

Anónimo................02-01-2013

sábado, 22 de dezembro de 2012

Boas Festas

A todos os Antigos Alunos e Familiares um Natal com muita Saúde e já agora com uns trocos para os gastos

Comentário:

Um Santo Natal para todos os colegas e um Ano de 2013 o melhor que seja possível...
Abraço do Maximino e um obrigado ao Zé Ventura, pelo trabalho que tem feito de nos manter "vivos"...


Maximino...............22-12-2012

Um Santo e Feliz Natal a todos os colegas e que o Novo Ano de 2013 traga tudo de bom.
Já o tinha feito no Face Book o qual acho engracado e devertido, mas entendo porém que aqui torna-se oficial, o blog que o nosso Amigo Zé Ventura mantem com tanta ternura para todos nós.
Um forte e especial abraço para ti Zé de agradecimento e reconhecimento da tua devoção e dedicação com os renovados votos de Boas Festa.


António Abilio.............23-12-2012

A todos os companheiros e em particular ao Zé Ventura que me permitiu entrar neste espaço, desejo um feliz e santo Natal em companhia daqueles que mais lhe são queridos.
Quanto ao 2013... desejo muita saúde porque o resto, seja de bom ou de mau, virá por acréscimo não é verdade?
Um grande abraço para todos. Tá?

Fernando Santos.............24-12-2012

domingo, 16 de dezembro de 2012

A Escola Primária

O João Ricardo, ou Balé como era conhecido pela malta da Escola, não pára de nos surpreender.
Então não é que o Rapaz, além de bom Guarda-Redes, até escreve bem.
Pois bem o Ricardo conta-nos como foi a sua entrada para a Escola Primária.
Para ilustrar o texto vem a propósito uma imagem do diploma de outro amigo da Escola, o Gandaio, que lá no Montijo, onde reside, acompanha o Blog mas tem sido muito pouco participativo.


A Escola Primária

No dia sete de Outubro como era regra nesse tempo, no ano de 1958, exactamente no dia em que fiz sete anos, iniciei o meu percurso escolar, na escola primária do Carvalhal, que distava cerca de cinquenta metros de minha casa. Era um privilegiado, pois os transportes escolares dessa época eram as pernas, morassem os alunos perto ou longe, chovesse ou fizesse sol.
Sem dúvida a Instrução Primária foi uma fase muito importante no meu percurso formativo. Não só pelos conhecimentos adquiridos, embora nesse tempo o grau de exigência fosse muito superior ao actual, mas essencialmente pela aprendizagem dos valores que devem nortear toda a nossa vida. É nesses quatro anos que, em complemento com a nossa vivência familiar, começamos a ser moldados, “formatados” e preparados (ou não), para enfrentar todos os desafios que a vida venha a colocar nos nossos caminhos. É aqui que começamos a saber o significado de muitas palavras cujo sentido devemos utilizar em muitas situações do nosso dia-a-dia. É aqui que começamos a conviver, a aprender, a fazer amigos, a partilhar, a aprender o significado de palavras tão simples como o sim e o não. 
Com um belo aspecto exterior, pois tinha sido inaugurada há meia dúzia de anos, a escola primária do Carvalhal, era como depois vim a saber igual a tantas outras, de norte a sul do país. Um quadro negro com giz e apagador, o mapa de Portugal Continental e das então províncias ultramarinas, os retratos de Salazar e de Américo Tomaz e um crucifixo símbolo da religião católica – não conhecia outra – eram decoração obrigatória das paredes. Carteiras duplas de tampo inclinado e com tinteiro encaixado que era para molhar os aparos das canetas então usadas, a secretária do professor/a e um globo com o mapa-mundo, completavam o mobiliário da sala de aula que era antecedida pelo vestiário onde ficavam as batas brancas usadas durante as aulas e os agasalhos (de quem os tinha) no inverno. Do material individual fazia parte uma lousa ou ardósia de xisto negro onde se escrevia (riscava) com um ponteiro do mesmo material e um apagador de tecido, uma caneta de aparo, lápis “Viarco”, uma borracha para apagar lápis outra para a tinta, que se manuseada com pouco cuidado furava o papel, e cadernos – entre os quais um de duas linhas – cujas capas eram aproveitadas pelo regime para fazer propaganda política, através de desenhos, exaltando a Mocidade Portuguesa, ou acontecimentos que o Estado Novo queria realçar.
A entrada na 1ª classe foi o primeiro, mas não o mais marcante choque da minha vida. Uma nova vivência, novos colegas, nova disciplina a convivência diária com rapazes bastante mais velhos, pois era frequente, devido aos chumbos, haver na quarta classe alunos com 14 e 15 anos e a sala era única para as quatro classes. Com raparigas é que não havia misturas embora a escola fosse mista. Rapazes de um lado, raparigas do outro.
Com uma acentuada exigência na aprendizagem mas também no comportamento e na disciplina – a régua, a palmatória e a cana-da-índia faziam parte do material pedagógico – o ensino, embora fosse apenas uma professora/educadora para as quatro classes, era tanto quanto possível individualizado dando a cada aluno a possibilidade de expressar o seu grau de aprendizagem. Claro que hoje é legítimo questionar o tipo de programa escolar então leccionado. Os rios e seus afluentes, as linhas de caminho-de-ferro, suas estações e apeadeiros, são apenas alguma matéria que pode ser considerada supérflua, mas que tinha de estar na ponta da língua. Mas também tinha que se escrever bom português, sem erros ortográficos, a tabuada tinha de ser “cantada” de cor e salteada de trás para a frente e da frente para trás, e tínhamos de resolver problemas já com elevado grau de dificuldade. Saíamos preparados para o patamar de ensino seguinte ou para a vida profissional que era o destino de muitos colegas quando acabavam o ensino obrigatório.
Havia dentro do recinto em frente à escola, um pequeno terreno onde eram feitos quatro canteiros. Cada um deles era destinado a uma das classes que tinha que o amanhar e decorar a seu gosto. Ou com flores, ou com hortícolas ou com ambas, ficava ao critério dos alunos. Já obrigava a um trabalho de grupo, com discussão e debate de opiniões até se chegar a consenso, ou na falta dele, a respeitar a vontade da maioria.
Em contraste com os tempos atuais era uma época em que os professores eram respeitados e a quem os pais na sua maioria entregavam com total confiança o ensino e como que delegavam a educação de seus filhos.
Aqui fiz o meu percurso escolar básico (4ª classe) e me preparei para o Exame de Admissão que me deu acesso ao patamar seguinte do ensino, que na altura tinha duas vias. O colégio que tinha um ensino mais abrangente, mais vocacionado para quem pretendia seguir o ensino superior, ou a escola preparatória e secundária que nos dava um ensino mais técnico e prático. Optei pela segunda hipótese, fazendo os dois anos de Ciclo Preparatório na Escola Rafael Bordalo Pinheiro (escola velha) a funcionar então por trás do chafariz das cinco bicas (onde se realizava a praxe com o baptismo dos caloiros), nas atuais instalações dos serviços administrativos do Hospital Central de Caldas da Rainha.

João Ricardo

Comentários:

Nos meus 2 anos de Ciclo havia um colega lá dos lados do Bombarral que se chamava João Manuel Gomes Ricardo. Não duvido que seja o mesmo, já a alcunha de Balé me era desconhecida. Penso ainda que tinha algum jeito para a bola e fez parte duma famosa (na zona claro)equipa de juniores do CSC. As memórias do Ricardo, são um pouco as nossas memórias. Só nunca recebi o meu diploma da Primária nem nunca plantei flores no recreio da escola. Havia coisas «mais interessantes» para fazer. Já o fiz no FB, mas acrescento aqui. Um belo texto, onde as memórias deste antigo colega, saiem com fluidez e aparente facilidade. Abraço do Canadá.

J.L.Reboleira Alexandre...........16-12-2012

Gostaria de agradecer ao João Ricardo este belo texto que reflete certamente as memórias de todos nós, quando entrámos pela primeira vez na escola primária, salvo raras excepções como por exemplo quem morava na cidade.
No meu caso pessoal, morava na rua Formosa, próximo dos prédios do Viola.
O meu pai levou-me na bicicleta até à escola do Bairro da Ponte.
Quando lá chegámos ele disse-me: Olha meu rapaz, é aqui que vais aprender a ser homem. Desenrásca-te porque a partir de amanhã começas a vir sózinho para a escola. E foi o que aconteceu, todos os dias ía a pé para a escola.
No entanto devo de esclarecer que eu já tinha quase 8 anos de idade.
Isto devido a uma lei estúpida do Salazar, que determinava que quem fizesse 7 anos depois de Setembro, só entraria para a escola no ano seguinte.
Como o meu aniversário é em Dezembro, não tive outro remédio senão andar mais um ano a brincar com uma bola de trapos antes de aprender o B+A=BA
Aproveito para deixar aqui um reconhecimento muito especial ao sr professor Albino (que mais tarde foi presidente da câmara de Óbidos) pois foi ele que me ensinou a ler, escrever e a compreender os algarismos.
Todos os outros professores que tive a seguir, apenas desenvolveram as sólidas bases que este professor conseguiu meter na minha cabeça.
Permitam-me que vos deseje um Santo e Feliz Natal a todos os frequentadores deste blog, em especial ao Zé Ventura, que tem feito um trabalho extraordinário para manter bem vivo o interesse destas páginas
Um grande abraço daqui do Canadá.

Faustino Rosário............23-12-2012

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Os Professores


O álbum da Matilde é na verdade impressionante na documentação fotográfica dos nossos tempos de Escola, mais precisamente dos anos 60
Estas fotos dos Professores têm a particularidade de terem sido tiradas todas no mesmo dia, 13 de Junho de 1969.
Nas duas primeiras temos o Professor João Correia ou o “Calmeirão” como era conhecido, na terceira
foto a Professora Elvira Bento Monteiro e por último a Professora de Física e Química e que lamentavelmente não me recordo do nome.



Comentário:

Professor Correia, foi ele, meu professor de Mática!!

Que BOM recorda-lo!!!!

BOM PROFESSOR!!


Branca Caldeira..............16-12-2012

domingo, 9 de dezembro de 2012

Viagem de Finalistas de 1970

Do álbum da Maria José Henriques vem esta fotografia que recorda a viagem de Finalistas dos alunos do ano lectivo de 1969/70.
Se a memória não me falha julgo que na frente está a Graça Diniz, em cima à esquerda a Celeste, que nunca nos deu o prazer de participar nos Encontros dos Antigos Alunos, e depois  a Maria José. 
Ao centro a Isabel, depois parece a Luisa Ramires e a Rosa.
O “cavalheiro” não sei quem é.

Comentário:
 
 Já tinha enviado um comentário mas perdeu-se, certamente.
O "cavalheiro" é o António Soares, nosso professor de português, o melhor que por lá passou naqueles anos.
Há poucos anos encontrei-o perto do Ministério da Educação, onde estava destacado. Ainda com um pouquinho do seu sotaque açoriano e SIMPÁTICO como o conhecemos. Era um daqueles profs que deixam saudades e nos entusiasmam a continuar...


Rosa Claro...............02-01-2013

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Um jogo de Voleibol

Realmente a nossa Escola é uma fonte inesgotável de assunto. Descobri hoje, por acaso, um “cartaz” a divulgar o grandioso jogo de Voley Boll da final do campeonato inter-turmas da época de 1964/65, (o primeiro ano da Escola Nova). Não faço ideia de quem o tenha feito. Não me parece letra de serralheiros, mas creio que será um “documento” a registar.
E já que falo em voleibol na nossa Escola veio-me à memória um nosso colega contemporâneo que eu muito apreciava ver jogar e com quem tive o privilégio de partilhar muitas viagens de comboio entre Bombarral e Caldas e vice-versa. Dois ou três anitos mais velho, (fazia toda a diferença) com a sua gaguez divertida, o Armando (gago) Rosado era um amigo sempre pronto a colaborar nas brincadeiras enquanto esperávamos o comboio. O seu “c’lá, c’lá, c’lá vai alho” ainda perdura com saudades na minha mente.
Partiu muito cedo. Pode ser que lá no sítio onde há muitos anos nos espera, tenha encontrado alguns colegas que também já nos deixaram e vão fazendo umas jogatanas. Mas com a pontuação à antiga.

João Ricardo

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Até um dia Tomé da Costa Borges


Hoje o Blog é portador de más notícias, um amigo de longa data e antigo aluno, Serralheiro de 1970, partiu para o seu eterno descanso.
Durante meia dúzia de anos lutou com todas as suas forças contra um tumor cerebral que nunca lhe deu tréguas.
Em determinada altura ainda se acreditou no milagre, mas a vida é como é e a luta foi inglória.
Tive oportunidade de apreciar de perto o seu trabalho na Escola do Maxial e da grande divulgação que fez do Ténis de Mesa no Concelho de Torres Vedras.
Fica a recordação dos tempos bons que partilhamos, e do excelente trabalho desenvolvido em Torres Vedras na área da Educação e do Desporto chegando a fazer parte da vereação da Câmara Municipal.


Victor Pessa
Não tenho ideia de o conhecer, mas lamento esta partida tão prematura. As minhas condolências à família.
José Martins
Sentidos pesâmes, é sempre com tristeza que vamos sabendo destas noticias.
Lúcia Vital

As minhas condolências à família. Um amigo da minha infância e do meu irmão.
Faustino do Rpsário

Também não me lembro deste sr, mas fazia parte da nossa Escola.
Sentidos pesâmes à familia
Vitor Lucio
O Tomé foi meu colega de turma no último ano do curso em 1970... era um bom companheiro que não vi mais desde essa altura e lembro do Ricardo que foi guarda-redes nos juniores do Caldas, do Zé Manel, do Jacinto, do Luis Serrenho, do Abílio... uma pena!

JCarlos Abegao
Pois, o blogue serve para boas e más, notícias como todos já perceberam. Sentidas condolências, hoje perdi um amigo.

Teresa Morgado
Sentidos pesames à familia.

Jose Luis Almeida Silva

Os meus sentimentos para a família. É a lógica da vida, mas é triste.
Maria do Rosário
 SENTIDOS PESAMOS

Teresa Ribeiro
sentidos pesames

Filipe Pedroso de LimaDomingos

Um amigo que partiu. Eu, ele e o Ângelo que também já partiu. passámos muitas tardes em minha casa a fazermos umas gravações num gravador Sony de fita, como se estivéssemos a fazer rádio. Coisas de jovens, mas era com estas e outras coisas que o nosso tempo livre era ocupado. Os meus sentimentos à familia.
Jose Feliciano

Os torneios de ténis de mesa da Fisica a acabarem em casa dele no petisco, que saudades, descansa em paz e obrigado por teres sido meu amigo.
Carlos Gaspar

Descansa em paz rapaz.
Fernando Xavier

Faleceu um GRANDE AMIGO E UM HOMEM COM H GRANDE.
Que descanse em paz.
Virginia Freire

Recordo o Tomé. À familia envio os meus sentidos pesames.
Luísa Barbosa

Saudades para um Amigo.
Luis Santos

Até um dia Tomé! Sentidos Pêsames a toda a sua Família!

Que descanse este paz este nosso amigo e companheiro. Até sempre Tomé.
Fernando Xavier

Recordo-me do nome mas tive pouca convivencia.Que descanse em paz,e sentidas codolências á familia.

Antonio Abilio

Já não é do meu tempo, mas não deixo de lamentar a sua partida...

domingo, 2 de dezembro de 2012

Visita ao Diário de Coimbra

Como são diferentes as viagens de finalistas, hoje a malta vai para uma estância balnear no sul de Espanha ou para Varadero ou qualquer outro destino mais cosmopolita.
Em 1969, os alunos na sua viagem de finalistas foram até ao Porto com paragem em Coimbra para uma visita à Fábrica de Cerveja e ao Diário de Coimbra, que registou o acontecimento nas suas páginas, guardadas religiosamente pela Lurdes Peça.
Acrescenta ainda a crónica que os 39 alunos eram acompanhados pelos Professores, Sra. Dr. D. Maria Julieta Craveiro Paiva e dos Senhores Dr. José Amilcar Craveiro Paiva, Dr. Jorge Gonçalves Amaro e Dr. Joaquim Vasconcelos Sarmento.
.....
Depois de publicar este post, um amigo sempre atento a estas recordações que por aqui vão passasdo, enviou esta fotografia sobre a visita à Fábrica das Cervejas.

domingo, 25 de novembro de 2012

A camioneta vai partir

Aqui estão umas fotografias que carecem de uma explicação mais detalhada da Luisa Pimenta, porque são suas estas imagens que hoje se publicam.
Pelo que está escrito no verso de uma delas, apenas se sabe que foi tirada em 1954 no jardim da Guarda Republicana (?).
Já agora, para quem gosta de fotografia, fica a curiosidade do carimbo da “Fotografia Pereira” bem como a chancela do tipo de papel, “Ilford”.  


Comentário:

A primeira fotografia foi tirada numa camioneta que tinha trazido às Caldas estudantes de uma escola de Lisboa e fomos com eles passear à Foz do Arelho. Na foto, atrás, está a Irene e eu. À frente estão a Eunice Valdez Faria (irmã da Marina), a Odete Barros Quaresma, sobrinha do Sr. Monteiro da loja e a muito saudosa Maria Helena Arroja dos Reis, infelizmente já falecida.
A segunda fotografia foi realmente tirada no Jardim da G.N.R. a que tivemos acesso pelo facto de meu Pai fazer parte da corporação e nos ter facilitado isso. A 1ª da esquerda é a Irene, seguindo-se a Stela, eu e a Maria Teresa da Luz, actualmente viúva do Sr. Miranda da Novipal e que era neta do "Trinta".

Luisa Pimenta.............27-11-2012


Quando vi estas fotos conheci imediatamente a Irene e a Helena Arroja. As outras, embora sejam do "meu tempo", não as reconheci. Por isso fiquei à espera que alguém confirmasse. Obrigado Luísa.
Fernando Santos.............30-11-2012

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ricardo finalista de 1970

Sou visitante regular do Blog na nossa Escola onde vou mitigando saudades dos bons tempos da nossa vivência na Escola que nos anos sessenta ajudou a preparar o nosso futuro.
Fiquei hoje com a triste sensação que a participação de ex-alunos está cada vez mais escassa. O que é uma pena. Não tenho moral para criticar porque nunca colaborei.
Entendo no entanto que nunca é tarde. Por isso aqui envio a minha colaboração.
Uma da equipa de volei do 3º Serralheiros campeã inter- turmas do ano letivo 69/70 e outra tirada no parque com o Xico Vital.
Envio também um texto que não tendo relação com a nossa Escola tem no entanto a ver com o ensino atual.
Um grande abraço
Ricardo

Carta aberta ao Dr. Miguel Relvas

Exmo. Senhor,
Dirijo-me respeitosamente a V.ª Ex.ª a fim de lhe pedir alguns conselhos.
Tenho 60 anos, estou desempregado e tenho como habilitações literárias o Curso de Formação de Serralheiros, tirado na Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha, o que atualmente me dá a equivalência ao 11.º ano. Esta situação de desemprego levou-me à frequência do RVCC Ensino Secundário, no âmbito do Programa Novas Oportunidades, que o governo de V.ª Ex.ª pretende extinguir. Tendo terminado este processo com sucesso, digo com toda a justeza que possuo agora o 12.º ano. 
Tendo, por acaso, tomado conhecimento através da comunicação social de que o Senhor “frequentou” um programa idêntico para adquirir (ou comprar?) o seu doutoramento, surgem-me algumas questões que gostaria de ver esclarecidas. Será que o meu caso também reúne as condições necessárias para me candidatar a um Curso Superior, nas mesmas condições? Ou será que já não vou a tempo? Ou haverá ainda alguns amigos para se servirem da lei que o permite?
Tenho uma experiência de vida dez anos mais longa que a sua, vários anos de cargos de direção de coletividades de cultura e recreio (não é folclore) e até de uma coletividade de cariz religioso (provavelmente a Católica dar-me-á mais uns créditos). Só que não sou maçom nem político nem passei por JOTA de partido nenhum. Será que alguma destas condições é prioritária?
Temos, porém, algo em comum. Ambos regressámos de Angola em 1974. Só que eu regressei de uma comissão de serviço militar, na qual servi o meu País como Alferes Miliciano “COMANDO” (mais alguns créditos! ou descréditos?).
Quando tenho o desgosto de o ver na TV, com o seu sorriso cínico a dizer que no seu processo foi “tudo legal”, apetece-me perguntar-lhe: e a sua moral onde fica? Será que consegue dormir de consciência tranquila?
É que se o senhor tivesse tido a hombridade de se demitir assim que o caso foi tornado público, talvez o descrédito não tivesse passado tanto para o estrangeiro e tivesse ficado mais por aqui, pelo nosso cantinho Lusitano, que já estamos conscientes e insensíveis a mais um caso que nos confirma a pobre qualidade de alguns novos políticos que nos governam.
Todos sabemos que o Senhor até nem precisa do ordenado que aufere como Ministro, pois os 12 anos que trabalhou arduamente como deputado (juiz em causa própria não será anticonstitucional?) na nossa triste A. R. deram-lhe inquestionavelmente o direito a uma mísera pensão vitalícia de 2800 € mensais, além de que, quando deixar o Governo, (esperamos que seja em breve) já terá à sua espera um cargozito na administração de uma qualquer empresa pública, ou numa dessas PPPs que os Senhores iam reavaliar para reduzir despesas, mas que provavelmente por falta de tempo (ou haverá outros motivos?) ainda não o fizeram.
Até porque o seu riquíssimo percurso universitário lhe confere sapiência e competências para desempenhar com distinção qualquer cargo em qualquer área.
Já agora permita-me uma sugestão! Por que não criar uma dessas Fundações particulares subsidiadas pelo Estado? (todos nós). Também tem esse direito! Será mais uma hipótese de continuar a servir (-se) honrosamente (d)o País que tantas benesses lhe dá. 
Aguardo, como milhões de Portugueses, uma resposta a esta carta que, esperamos, seja no mínimo, a sua demissão.

Com desrespeito, subscrevo-me.

João Ricardo

P. S. – O seu amigo Doutor Pedro Passos Coelho não merece a maldade que o Sr. lhe está a fazer! Ou merece?

Comentário:

Olá Ricardo!
Eu também ando triste pela falta de colaboração dos antigos alunos (vê o meu comentário do passado dia 11), pois foi neste blogue, que, não só reencontrei alguns amigos que andavam perdidos há largos anos, como também tem sido aqui que conheci e fiz novos amigos.
A tua carta aberta ao ministro poderá não ter nada a ver com a Escola, contudo, na minha perspetiva, ela demonstra que escreves bastante bem. Por isso creio que não seria difícil através do teu contributo, "repescares" alguns dos nossos amigos que se passaram para o Facebook.
Com um abraço, fica a esperança de um dia nos virmos a conhecer.


Fernando Santos..............22-11-2012

Normalmente visito o saite sem comentar mas, esta carta aberta de facto merece o meu aplauso. E que tal transformá-la num abaixo assinado? eu subscravo!

Anónimo..............28-11-2012
 

domingo, 18 de novembro de 2012

Alunos de 1972

Esta fotografia do álbum de recordações do Luis Henriques foi tirada em 1972. Onde e quem são estes “meninos”? A esta pergunta confesso que tenho alguma dificuldade em responder, mas estou esperançado que alguns dos retratados possam dar uma ajuda.

domingo, 11 de novembro de 2012

Quem se lembra do Prof. Luís Manuel Freitas da Silva Marques

A propósito de uma fotografia publicada no Blog em 2010, um comentário do Sanches referia o Prof. Luis Manuel Freitas da Silva Marques com esta pequena “estória”

...A referência que o Noronha faz à Dra. Mariana (também julgo que é ela na foto)traz-me à memória uma coluna que existia no jornal "A Bola" (não sei se ainda existe)que se intitulava "Hoje jogo eu". Certo dia, há cerca de 50 anos, lembro-me de ter lido, grosso modo, o seguinte:

Professor: Sabes que é o Yaúca?
Aluno: É um jogador do Belenenses que foi para o Benfica.
Professor: E sabes de onde é natural o Yaúca?
Aluno: É de Moçambique.
Prof.: E em que continente se situa Moçambique?
Aluno: Em África.
Prof.: E o que é Moçambique em relação a Portugal?
Aluno: É uma Província Ultramarina.
Prof.: E sabes quem é o Serafim?
Aluno: Sei, é um jogador do Porto que também vai para o Benfica.
Prof.: O Serafim vai do Porto para Lisboa de combóio. Qual é a linha férrea que toma?
Aluno: É a linha do Norte.
E por aí adiante...
O colunista acabava a sua crónica dizendo que estas perguntas tinham sido feitas num exame de admissão à Escola Ind. e Comercial Pero de Santarém pelo Director daquele estabelecimento de ensino Dr. Luís Manuel Freitas da Silva Marques e elogiava fortemente o método utilizado dado que, falando sobre a actualidade futebolística o professor inteirava-se, com toda a naturalidade, dos conhecimentos do aluno.
Este professor, que até hoje não vi referenciado no nosso blog, é nem mais nem menos que o nosso verdadeiramente extraordinário professor de Francês que, com os seus métodos invulgares para a época nos colocou, ao cabo do 1º ano, a manter uma conversação naquela língua.
Lembrei-me dele pela referência feita à Dra. Mariana porquanto, se bem me lembro, namoriscaram.
Não sei que é feito dele, mas tenho a certeza de que jamais será esquecido por algum dos seus ex-alunos.


Trago este post à “baila” porque um amigo, que não tenho o prazer de conhecer, hoje adicionou o seguinte comentário:

Tenho por hábito escrever na net nomes de amigos, pessoas conhecidas, na esperança de saber por andarão, se ainda vivem... e às vezes tenho sorte. Como agora, ao inscrever o nome de um antigo professor que tive no ciclo preparatório, e fui então enviado para este blog onde aqui li o nome desse professor, um dos poucos que me ocorrem, pessoa de excepcional classe como professor. Trata-se de Luis Manuel Freitas da Silva Marques. Foi meu professor de português na Escola Pedro de Santarém em Sete Rios, Lisboa, perto do Jardim Zoológico. Decerto já faleceu, mas se tal não sucedeu, gostaria de lhe dizer que se pela violência exercida contra crianças muitos professores que tive sempre desejei que ficassem um dia debaixo de um tractor, outro como Luís Manuel fica guardado para sempre pela gentileza que teve em compreender que os seus alunos eram seres humanos e não cães em quem habitualmente e ainda hoje muitos cães que não são humanos descarregam as suas iras.
Se souberem que Luis Manuel Freitas da Silva Marques está vivo, dêem-lhe um abraço por mim, hei-de lembrá-lo sempre.

Jorge Resende, Madeira-jbgresende@gmail.com

Comentários:

Fiquei muito contente por ter lido o comentário de Jorge Resende. O Dr. Luís Manuel Freitas da Silva Marques foi um professor absolutamente único. Para aqueles que, sendo meus contemporâneos, não se recordem do seu nome, direi que era o nosso professor de francês a quem, carinhosamente, apelidávamos de "macaquinho".
Gostaria de ler o Noronha e outros que ainda tenham memória dos seus excepcionais métodos de ensino.
Ao Jorge Resende prometo que vou tentar encontrá-lo.

Sanches................11-11-2012

Caros amigos.
Desde o dia 29 de outubro deste ano, e até há momentos atrás, graças à boa vontade do Zé Ventura foram publicados 12 posts com fotografias de antigos alunos. Com muita pena minha e certamente doutros curiosos, nenhum deles mereceu uma palavrinha de ânimo ou conforto para quem ao longo de quase 13 anos tem vindo a proporcionar não só o reencontro de antigos alunos espalhados por esse mundo fora, que de outro modo provavelmente jamais teriam oportunidade dum reencontro, como ainda o reavivar de memórias através das muitas histórias que aqui têm sido publicadas. Assim, espero que o comentário do Sanches publicado em 2010, permita satisfazer o pedido feito por Jorge Resende e ao mesmo tempo dar uma “forcinha” para que ao nosso blogue voltem aquelas histórias com que nos brindavam antes do aparecimento do Facebook.

Fernando Santos.........11-11-2012

De facto, achei interessante à referência no vosso blog ao professor Luis Manuel Freitas da Silva Marques. Hoje tenho 65 anos, e em 1958, ano em que fui aluno no ciclo preparatório, o professor seria pessoa para os seus 39, 40 anos, decerto já faleceu.

Não era um bom aluno, mas por o ter tido como professor de português, sinto que ajudou bastante a minha formação. Ele seria das Caldas da Rainha? Aguardo que algum leitor e seu amigo me dê mais alguma informação para matar a minha curiosidade. Um abraço, desculpem a ousadia de os maçar, mas foi uma coincidência interessante
Da Madeira ao vosso dispôr,

Jorge Resende………….12-11-2012

Não! O Dr. Luís Manuel não era das Caldas. Aliás, só cá esteve 1 ano lectivo (1956/1957).
Estou profundamente admirado com o silêncio dos meus colegas da época pois foi um professor que não é possível esquecer!
Vou tentar saber, junto da Escola Pedro de Santarém, se sabem do seu paradeiro!
Um abraço.

Sanches...................14-11-2012

Não é importante para o tema mas, o falecido António Fernandes, Iaúca no futebol, nasceu em Benguela em Angola.

Anónimo...........17-11-2012

 
O Dr.Luis Manuel Freitas da Silva Marques, veio da escola da Figueira da Foz com a Dra. Mariana e segundo se dizia na altura, eram namorados e também tive o previlégio de ter ambos como professores.
 O 1º, irrequieto,tinha um método de ensino que nos dias que correm, serviria como magnifico manual de aprendizagem. Era mais ao menos assim: "...amanhã o tema é a fruta...". No dia seguinte dividia a turma e era vêr quem vinha melhor preparado para a aula, porque. no "debate", ninguém queria perder. Na semana seguinte a turma ganhadora ía para a praça da fruta servir de " tradutor/a" entre os turistas e os vendedores. Para além de incentivar o francês, enchia o ego aos alunos!.Os que perdiam ficavam a estudar para pedirem a "desforra".
Da Dra. Mariana, obrigava a que os alunos fizessem calculo mental, com uma técnia que ainda não esqueci, como por exemplo: 150x150...utilizando o método do Dr. Freitas da Silva Marques. Estes sim, dignos de uma belissima homenagem.

Luisa Barbosa.......18-11-2012