Hoje recuperamos uma fotografia já publicada em 26 de Dezembro de 2008, para juntar a outra que foi obtida no último encontro dos Antigos Alunos.
As meninas são as mesmas, apenas com o pequeno pormenor do hiato de tempo que as separam ser de 55 anos.
Estas fotos surgem no Blog pela mão da Luisa Pimenta que assim quer prestar homenagem à sua grande amiga desaparecida há poucos dias, Alda Marques.
Para registo, temos então na foto de cima a Luisa Pimenta a Belmira e Stela. Na frente a Alda Marques e a Irene.
Na foto de baixo, as mesmas “meninas”; Luisa, Belmira, Alda, Irene e Stela.
terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Amigas de longa data
sábado, 6 de Fevereiro de 2010
Adeus Alda Marques
Hoje Sábado chegou-me a noticia da morte da Alda Marques, não foi de todo uma surpresa, pois já algum tempo que se esperava este desenlace.
A Alda Marques era um pouco mais velha do que eu, e como é óbvio não convivi com ela nos tempos de Escola, porém nos últimos cinco anos, por causa dos nossos encontros anuais, tive o privilégio de descobrir a pessoa alegre e “pafrentex” que ela era.
Uma ou duas semanas antes do Natal, conversei longamente com ela, onde me deu conta da evolução da sua doença, que ela minimizava, mas a sua vontade de viver não foi suficiente para vencer esta luta.
Amanhã às 14H30, quando te acompanhar à última morada, vou-te dizer que no próximo encontro de Maio, vou-me lembrar de ti, pois como tu me dizias “É um dia de muita felicidade”.
...E tu fazes falta aquela festa.
Comentários:
Quase fico sem palavras, tal é a minha emoção neste momento amargo.
Direi apenas, que jamais esquecerei nossa amizade.
Até sempre Alda!
Letícia.......06-02-2010
O Fim do Inicio
Mesmo quando a morte está antecipadamente anunciada é sempre dolorosa a sua chegada e no entanto é a etapa da vida mais certa.
Dividindo a existência em três etapas: nascer, viver e morrer… nascer ainda é incerto, viver nem sempre se vive, vegeta-se, mas morrer é a única real.
Resta, aos que por cá ficam, e que foram teus companheiros e amigos de longa data, a saudade e as recordações da tua sã companhia.
Alda, descansa em Paz.
A. Justiça......07-02-2010
Que descanse em Paz...
Maximino......07-02-2010
Foi com surpresa que li a noticia triste da Alda. Paz à sua alma.
Manuel........08-02-2010
Foi com enorme surpresa que li a nolicia triste da morte da Alda. Paz à sua alma
Vitor Corado.........08-02-2008
Quem não se lembra da Alda da H. VAULTIER como por nós era conheçida. Descansa em paz
Chaves......08-02-2010
Não, não pode ser !
Há dias em que me sinto incapaz de acreditar, seja no que fôr !
Hoje, não acredito (ou não quero acreditar ?) que a Alda morreu !
Não ! Não !
Noronha Leal
quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
As meninas foram ao parque
As meninas do 2º Ano da Formação Feminina de 1963, foram até ao parque para tirar estas fotos que se publicam e vêm do álbum da São Venda.
Ao ver estas imagens das meninas todas “fardadas” com a bata branca, fico a pensar nas mudanças operadas nesta meia centena de anos.
Como reagiria a classe estudantil se as batas voltassem a ser uma obrigação?
É caso para perguntar…
Então São, quem são estas brancuras?
Só ficamos a saber, através das fotografias, que eram lindas, especialmente… hum, esta e, e, e, hum, hum… aquela, e… que certamente continuam a ser pois o que é belo dificilmente se transforma com o tempo.
A esta pergunta só a São Vendas e as outras meninas poderão responder com acerto. Embora sejamos do mesmo tempo a minha memória só fixou o que provoca uma emoção estética relegando para o esquecimento os nomes das “obras perfeitas”. É, a idade não perdoa!
Quanto à observação do Zé sobre o que diriam as estudantes de hoje sobre usarem batas?, não saberei responder porque já naquele tempo era discordante do seu uso.
O uso das batas poderia ter várias explicações tais como:
- Poupar os vestidos que eram usados por baixo;
- Esconder as belezas que se adivinhavam por sob a bata;
- Demonstrar que quem as usava eram estudantes e por isso superiores intelectualmente;
- Aberração dum sistema politico caduco;
- … e, eu sei lá que mais…
Mas que lhes ficavam muito bem, ai isso ficavam.
Que venham outras opiniões.
Um abraço
A. Justiça........05-02-2010
Ao ver estas lindas meninas todas de branco vestidas e depois de ler o comentário do Justiça há que fazer «justiça» às cabeças bem pensantes do anterior regime.
As batas brancas segundo eles, serviam para que ricos e pobres todos vestissem de igual, e as diferenças sociais não fossem visiveis à primeira vista. Se era esta a razão aplaude-se, mas então porque motivo as nossas colegas do ERO também tinham batas? Mais exóticas, diga-se.
Sinais dos tempos, por aqui está-se de novo a impôr lentamente o regresso ao uso de uniformes para todos os alunos do primário e secundário, seja ele público ou privado. O privado sempre exigiu os uniformes brancos, amarelos ou de outras côres,para toda a gente .
Como pai, os meus aplausos, como homem não tanto. É que ultimamente era um verdadeiro espectáculo admirar a indumentártia, e o pouco que ela escondia das jovens adolescentes.
Este voltar atrás será afinal retrocesso ou apenas um pouco de bom senso? Vou mais pela última hipótese!
J.L.Reboleira Alexandre......05-02-2010
terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Será que estamos velhos?
O que mais dói, relativamente às palermices praticadas na minha juventude, não é havê-las cometido... é sim não poder voltar a cometê-las.
E com esta conclusão ficamos com a certeza que estamos velhos, os anos passaram por nós e nem sequer demos por eles. No entanto nós "Bordalianos", através do que tenho lido no nosso Blog, temos muito orgulho do que fomos, do que fizemos, e… pelo Blog que tem sido desenvolvido e alimentado por todos nós, concluímos, que continuamos a fazer… e que para isso em muito contribuí o seu mentor Zé Ventura que o lançou e nos deu as asas para voar.
Sinto, no entanto, que alguns, muitos, não querem "voar" e não nos acompanham neste "vôo" sabendo, porque recordo, terem essa capacidade.
Será por causa desta nova tecnologia?... não acredito!… e não acredito porque nós pertencemos a uma geração inventiva… hoje compra-se tudo feito… mas naquele tempo pouco havia feito e muito para inventar e criar e desenvolver.
Todos desejamos chegar à velhice e todos negamos que tenhamos chegado, (Velhos? Velhos são os trapos e blá…blá…blá, disfarces!). Isto dos anos não entendo muito bem, todavia foi bom vivê-los, embora menos bom tê-los, e… feliz é quem foi jovem na sua juventude e feliz quem sábio é na sua velhice.
Não, não tenho a pretensão de ser sábio mas convenhamos que sou muito mais sábio do que era nesses tempos e isso já ninguém me tira… bem só se for esse tal alemão Alzheimer… Ora sendo a maturidade do homem (ou mulher) voltar a encontrar uma serenidade como a que tinha quando era muito pequenino, convém também saber que nada passa mais depressa que os anos e principalmente reconhecer, e saber, que envelhecer é passar da paixão para a compaixão e o único meio de viver muito tempo.
Quando se passa dos sessenta são poucas as coisas que nos parecem absurdas, mesmo quando os jovens pensam que os velhos são bobos, nós, pela experiência da vida, sabemos que eles é que o são.
Este Blog veio demonstrar que há sempre um menino em todos os homens.
Quanta alegria, quanta saudade, quanto sorriso de felicidade brotou do nosso ser ao reviver-mos e ver-mos, através de fotografias, cenas do passado.
Em jovem andamos e caminhamos em grupo, em adultos em pares e agora em velhos andamos sós. Assim sempre foi, assim sempre será porque agora temos todo o tempo do mundo e os jovens têm todo o mundo para descobrir, só precisamos saber, para sermos mais felizes, que as iniciativas dos jovens valem tanto quanto a nossa experiência da vida.
Quantas vezes ouvimos aos mais velhos, "quando chegares á minha idade logo verás", bem, já cheguei a essa idade e não vejo nada, a não ser que a idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, mas com muito mais esforço.
Tudo isto para concluir que afinal nunca se é velho…
A.Justiça
Comentários:
Bonito texto do Justiça, digno de uma aula de Sociologia. E no entanto quantas vezes ao ler noticias que me chegam do meu país apanho com frases deste tipo:
- O idoso teve isto ou aquilo...
Mais à frente noto que o fulano em questão tem mais ou menos 60 anos. Detesto dizer que isto aqui é que é bom, etc..etc..conhecem a canção tão bem como eu. Mas para os que não sabem, a geriatria aqui só se aplica bem depois dos 70 e mesmo isso...
Como exemplo, anualmente um dos jornais cá da praça tem um concurso cujo título é:
- Manequim, por um dia!
Sabem que tanto podem participar crianças com 4 anos, como adultos com 70 ? E as fotos de todos os participantes são publicadas sem qualquer tipo de descriminação.
Espero que numa das minhas próximas visitas à terrinha, nenhum desgraçado tenha o desplante de se dirigir à minha pessoa nesses termos, pois terá de me ouvir.
Mas a culpa é da sociedade em que se está inserido. Teria eu os meus 15 anos e numa boa futebolada na praia de Salir levei um encosto mais forte de um dos colegas mais velhos, que teria na altura cerca de 40. A reacção do miúdo que eu era foi esta: velho da porra!
É claro que levei um murro na cara, que na altura doeu, mas hoje acho que foi bem dado e até gostaria de saber quem mo deu, para lhe agradecer.
Isto tudo para concluir que vivo numa sociedade que tem um certo respeito pelas pessoas mais velhas, e que esse respeito passa muito pela forma como certos estereótipos são combatidos no dia a dia de cada um!
J.L.Reboleira Alexandre.........03-02-2010
AFINAL..........
SEMPRE HÁ JUSTIÇA EM PORTUGAL
Pelo menos no nosso blog, temos um A. JUSTIÇA, (que não tenho o prazer de conhecer), que com toda a justiça e propriedade, nos dá um conceito de velhice, de modo a chegarmos à conclusão que, estamos novos por estar vivos, e que a velhice....é uma grande "chatice".
Trocadilho à parte, amigo Justiça, estou de acordo consigo. Há velhos novos.... e novos velhos. Eu prefiro pertencer aos primeiros.
Quanto ao não haver muitos "velhotes" a acompanhar-nos, julgo ser justificável pelos contactos que tenho. Eis a razão:
O nosso blog tem poucos aderentes, mas os que aparecem a navegar, são marinheiros de alto mar. Navegam nas ondas maviosas de qualquer oceano, com vocabulário rico e bem sonante, pondo em sentido os que têm mais dificuldade em se expressar.
Faço um apelo aos colegas "escondidos". Estamos neste mundo para aprender uns com os outros, e é uma felicidade ter colegas que nos deliciam com a sua escrita.
Eu não tenho medo (nem vergonha) de aparecer, e como tal aqui estou. Cada um dá o que tem e a mais não é obrigado.
Um abração para a rapaziada do meu tempo, e não só.....
Mário Reis Capinha.....03-02-2010
Amigo Capinha
O que escrevo pouco ou nada tem de literário.
Definitivamente escrevo conforme falo. Talvez um pouco aos “arranques e paragens” … defeito meu mas também sei que não consigo ler Saramago, o homem escreve tudo de seguida, num fôlego e ás páginas tantas dou comigo a pensar… mas afinal o que está ele a dizer? É, é defeito meu. Não tenho intelectualidade suficiente para descortinar o conteúdo das palavras e muito menos das frases que elas formam.
Prefiro a escrita do Camilo. Terra a terra, sem sofismas e altos voos de performance literária. Sou assim, que se há-de fazer. Aturem-me se quiserem… se não quiserem, obrigadinho por este bocadinho e “by-by”.
E por outro lado, o homem também diz e escreve cada calinada que por vezes fico de boca aberta a tentar perceber como pode um “Prémio Nobel” meter-se em tamanhas alhadas. Feitios.
Já o Camilo e o Sousa Tavares e… outros, não são assim. Ainda bem. Que haja alguém a escrever para gente simples. Mas digam lá, sinceramente, a escrita para todos não é mais agradável?
Porquê lhaneza se o mesmo é simplicidade. A primeira só alguns sabem a segunda toda a gente sabe o que é. E convenhamos, é muito mais bonito e perceptível.
Gostei do seu apelo à escrita, lançado a todos e ouso fortalecer esse apelo através do que atrás escrevi. Simples... sem ser "simplex"...
Bem, bem, por outro lado quando estiverem fartos do que escrevo… aos repelões… digam e eu dou-vos o merecido descanso.
Que “chato” que o homem é!
Ai sou “chato”, então adeus, até ao meu regresso… aonde é que eu já ouvi isto?
A. Justiça.......03-02-2010
Uma boa prova de jovialidade de espírito é aceitar as inovações sem ficar amarrado ao consagrado. Há lugar para tudo e para todos: Camilo /Saramago e até o Sousa Tavares. Gostaria de acrescentar outros nomes, mas não saberia por onde começar nem por onde terminar. O passado e o futuro não são inconciliáveis. Passam sempre por um presente passageiro que, por vezes, até é o nosso. A principal qualidade da literatura é que não se impõe a ninguém. Só lê quem quer. Nada me impede de fechar um livro se o prazer de o folhear se me escapar. Os profissionais da crítica é que são obrigados a chegar até à última página. Só assim poderão tecer um juízo de valor justo. Com a escrita acontece o mesmo. Cada um escreve como sabe ou como lhe sai no momento. O segredo está em saber escolher o caminho mais agradável para uma actividade e para a outra. Tudo isto em plena liberdade. Espero que o Blog continue a funcionar sem constrangimentos de ninguém. O confronto de ideias e de estilos de o expressar só nos enriquecerá a todos. A leitura e a escrita não garantem a felicidade a ninguém mas dão uma satisfação imensa a quem as pratica sem preconceitos de espécie alguma.
Artur R. Gonçalves..........04-02-2010
Amigo Justiça, ser velho ou não ser, tudo depende dos olhos de quem nos vê. Quando me encontro com um colega "não digo colega do antigamente" porque assim estaria a dizer que sou antigo, mas sim colega dos meus tempos. Há sempre um ou outro que diz "eh pá estás com um aspecto porreiro, mas... há sempre um outro alguém que diz "eh pá os ares para onde foste deram cabo de ti e assim...por aí fora e esquecem-se que estão dentro do mesmo circulo, o que é bom pois assim ficam convencidos que ainda são ou estão jovens. Numa outra passagem do blogue pergunta-se a respeito do "aposentado, reformado, retirado, lá o que queiram chamar e isso é sinónimo da "ternura dos 60's " o que não quer dizer "velho". O amigo Reboleira diz que por estes lados do Atlântico só se é velho a partir dos 70's, mas eu embora não discordando, também não concordo 100% pois quando se trabalha numa empresa em que andam 100 "cães"a um osso levamos com o lindo "piropo", o que é que andas para aqui a fazer? Por vezes até são os jovens a quem nós demos toda a nossa sabedoria que já nos vêem como um entrave para a sua carreira. Para nós que já estamos nesta "ternura" é melhor seguir uma máxima de alguém que dizia " não contes os teus anos, mas sim faz com que os teus anos contem". Se reparar-mos bem, quando nos dizem para fazer algo, não será por vezes uma resposta da nossa parte "eh pá, já estou velho para isso"!. Eu por vezes não sei escrever simples ou complicado pois faltam-me certas palavras e tenho que fazer uma manobra para as substituir mas não quero dizer que não tente e o blogue tem sido uma grande ajuda. Eu venho muitas vezes ver o que há de novo, mas confesso estou sempre à espera que apareçam, alguns da minha geração e noto que há poucos e eu talvez saiba porquê. Durante muitos anos eu achava que não necessitava do computador pois era tudo em papel, até que um dia na empresa onde trabalhava, me foi dito que a partir de certa data tudo seria feito no computador e eu como encarregado teria que fazer ordens de material, ter as horas de todos que trabalhavam no departamento em dia e mais....Assim tive que aprender o mínimo para me desenrascar. Se não fosse isso e eu não estaria aqui neste momento a escrever . Certamente muitos dos meus colegas da época seguiram a lógica do não valer a pena e agora mesmo que queiram dizer algo não tenham essa facilidade. Sem mais podem saber que continuo a ser jovem de espírito e que viva o SPORTING mesmo depois da "cabazada" 5 a 2
Chaves .........05-02-2010
Nem mais amigo Chaves...: E que viva o Sporting...!!!
Acerca dessa ideia de que se é velho, eu devo dizer que me agrada mesmo muito ser velho e mais me agradará, poder dizer e ouvir...em cada ano que passa (se tiver essa sorte, que eu considero uma Graça de Deus...), que estou velho...
Pois estou, sorte a minha...outros que conheci e alguns foram colegas "dos nossos tempos..."...já cá não se encontram para dialogar connosco, resta-nos apenas, porque eramos seus amigos...mante-los vivos nas nossas memórias...!!
Um abraço para todos/as..
Maximino ............05-02-2010
domingo, 31 de Janeiro de 2010
Cada um com o seu par
…Cada um com o seu par, porque está o baile armado.
Não se sabe se os pares mostravam os seus dotes de dança ao som de Roberto Carlos, Nelson Ned ou Cliff Richard, o que é certo é que não eram “pés de chumbo”.
Estas fotos do Rogério Guimarães e do Quaresma, sobre bailes fazem-me recordar as diversas “matinés” que se faziam aos Sábados à tarde, nas mais variadas garagens.
Desse tempo em que o Vinil era rei e as cassetes faziam as primeiras aparições, fica a nostalgia daquelas tardes memoráveis.
No caso destas fotos julgo foram obtidas numa festa da Espiga, por alturas de 1967.
Artur R.Gonçalves.........01-02-2010
sábado, 30 de Janeiro de 2010
Corpo Docente - Recapitulando
Vamos lá pôr um ponto de ordem nestas memórias.A tabela que se segue é o resumo de alguns palpites incluindo os meus.
| Nº | Professor | Nº | Professor | ||
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Paulo Trindade (Na época Padre) | 29 | Isabel Correia | ||
| 2 | Flor da Silva | 30 | . | ||
| 3 | Lalanda Ribeiro | 31 | Bento Monteiro | ||
| 4 | Moniz Barreto | 32 | Elvira Bento Monteiro | ||
| 5 | . | 33 | Ermelinda | ||
| 6 | . | 34 | . | ||
| 7 | Ligia Realinho | 35 | . | ||
| 8 | Pinto Correia | 36 | Paiva | ||
| 9 | Mestre Mateus ?? | 37 | . | ||
| 10 | Mestre Raul | 38 | Joaquim Sarmento (Seringa) | ||
| 11 | Vieira Lino | 39 | . | ||
| 12 | Mestre Cadete | 40 | . | ||
| 13 | Eduardo Loureiro | 41 | Otilia | ||
| 14 | Sotto Mayor | 42 | Julieta Paiva | ||
| 15 | Maria Xavier | 43 | Eng. Vendas | ||
| 16 | Marilde | 44 | . | ||
| 17 | . | 45 | . | ||
| 18 | Margarida Ribeiro | 46 | Calheiros Viegas | ||
| 19 | Mestre Pólvora | 47 | Jorge Amaro | ||
| 20 | Silva Bastos | 48 | Eng. Piriquito | ||
| 21 | Apolinário Soares | 49 | Emidia | ||
| 22 | Realinho | 50 | Rosa Faria | ||
| 23 | Nicole Loureiro | 51 | . | ||
| 24 | Deolinda Ribeiro | 52 | . | ||
| 25 | Maria do Céu | 53 | Teresa | ||
| 26 | Alice Freitas | 54 | . | ||
| 27 | . | 55 | . | ||
| 28 | João Correia (Calmeirão) |
Por engano referia que a foto datava de 1969, efectivamente é de outubro de 1964, foi obtida durante a inauguração da Escola.
quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010
Corpo Docente - II
Julgo que seria interessante identificar todos mas, para isso, parece-me talvez fosse útil um esquema de numeração, para que não nos repetíssemos e fosse facilitada a identificação a quem visita o blog e não é desse tempo. Eu reconheço quase todos ...Deixo o desafio para o esquema, depois dou uma achega (grande).Alguns marcaram-me muito (Jorge Amaro, Elvira Bento Monteiro, Alice Carvalho Freitas, Maria do Céu, etc.).Fico à espera do esquema !!!O Orlando Santos pediu, e cá está, ficamos à espera da identificação de todos.
Comentários:
O meu contributo, com a ajuda do Elísio, e algumas dúvidas:
1 – Pe. Paulo Trindade Ferreira (falei há dois com ele);
3 – Prof. José Lalanda Ribeiro, querido Mestre e Amigo;
4 – Prof. Abílio Moniz Barreto, meu Professor, de minha Mãe e de meu Tio;
10 – Mestre Raul;
11 - Dr. Jovalino Vieira Lino;
13 – Escultor Eduardo Loureiro;
14 – Dr. Leonel Sotto Mayor;
15 – D. Maria Xavier;
16 – D. Marilde;
17 – Esposa do Dr. Paiva(?);
18 – Drª Margarida Ribeiro;
19 – Mestre Pólvora;
20 – Prof. Silva Bastos;
23 – Mme. Nicole Ballu-Loureiro;
24 – Drª Deolinda Ribeiro;
25 – D. Maria do Céu Sousa;
26 – Drª Alice Freitas;
28 – Dr. João Correia;
29 – Drª Isabel Correia;
31 – Dr. José Manuel Bento Monteiro;
32 – Drª Elvira Bento Monteiro;
36 – Dr. Paiva;
38 – Dr. Joaquim Sarmento;
43 – Eng. Venda;
47 – Dr. Jorge Amaro;
48 – Eng. Periquito.
Um abraço.
Matilde.........28-01-2010
Entre os presentes na foto além dos muitos que reconheço mas da memória já se vareram os nomes, e outros já não são do meu tempo lembro-me ainda
3-Prof.Lalanda
4-Prof.Barreto
1o-Mestre Raúl
11-Dr.Vieira Lino
14-Dr. Leonel Sotto Mayor
15-DrªMaria Xavier
21-Metre Apolinário
22-Mestre Realinho
31-Dr. Bento Monteiro
38 Dr-Sarmento
48 Eng.Piriquito
43-Eng.Vendas
Carlos Nobre.......28-01-2010
Complementando as identificações da Matilde Couto e do Carlos Nobre, aqui vão mais alguns:
7 - Drª. Lígia Realinho
12 - Mestre Cadete
33 - D. Ermelinda
41 - D. Otília
49 - Drª. Emídia
50 - D. Rosa Faria
Julgo que a Drª. Julieta Paiva está no lugar 42 e não no 17, como indica a Matilde.
Já faltam poucos ...
Orlando Sousa Santos.......28-01-2010
O Elísio julga que o 9 é o Mestre Mateus.
De facto, tinha identificado a D. Ermelinda no 33 e esqueci-me de a mencionar. Foi colega da minha Mãe na Escola e foi minha professora e do meu filho mais velho, Ricardo.
Matilde ..........28-01-2010
O 46 é o Dr. Calheiros Viegas. o 8 é o Eng. das disciplinas de electricidade, fisica e quimica que também era dos antigos serviços da antiga Seol, ? Correia. O 9 parece-me o Gabriel.
Chaves.......29-01-2010
Fiquei bastante surpreendida com a vossa memória, não identificaria metade destes nossos grandes professores!
No entanto, verifico que falta reconhecer o número 8.
Não tendo sido meu professor, conheci-o desde que nasci, pois era meu vizinho. Trata-se do Engº Pinto Correia, pai da "Leninha Arroz".
Creio não estar enganada.
Fátima Valente.......29-01-2010
Como vês, Zé
Este Blog está cheio de surpresas. Esta fotografia que publicaste e as respostas recebidas são prova. Após cerca de 50 anos volvidos sabemos os nomes dos nossos mestres bem como a matéria que ministraram.
Será que daqui a 50 anos, os que hoje recebem aulas, recordarão com tanta clareza os seus mestres? Não acredito, pois os políticos conseguiram transformar os professores em nómadas, quais “ciganos” saltitando de escola em escola, de cidade em cidade, onde nem sequer têm tempo para criar raízes e muito menos deixarem rastos de amizade.
Transformaram o ensino numa profissão industrial e comercial retirando-lhe o prazer de ensinar e aprender, conhecimento e dedicação, amor e prestígio.
“Aprende donde vens, antes de saberes quem és e para onde vais.”
È uma máxima há muito esquecida. Veremos… ou talvez não… que tais filhos estamos a deixar que o Estado crie para a Nação.
Um abraço
A. Justiça.......29-01-2010
Parece-me que o nº 2 é o Mestre (?) Silva que dava aulas oficinais ao 3º ano dos serralheiros.
Na fotografia publicada em 18 de Março de 2008 - terça-feira - que mostra uma aula de oficinas, na Escola-Nova, está o Mestre Silva.
Outros professores de que me lembro mas que não consigo reconhecer na fotografia são: Mestre Dordio, Dra. Maria Fernanda (esposa do Mestre Mateus) e aquele Senhor, não recordo o nome, que tinha um estabelecimento de produtos e máquinas para escritório ao lado da garagem dos Capristanos/Claras.
Um abraço
A. Justiça.......30-01-2010
Ná...a minha memória não me ajuda nesse exercício...!!!
Se eu estava convencido que ia fazer 66 este ano, quando afinal serão (graças a Deus...) 67...como me iria lembrar agora, desses nossos mestres doutros tempos...?
Abraço e parabéns...!!!
Muita cabecinha de fosforo vocês comem...!!!
Maximino.........30-01-2010
Caros AMIGOS
creio que o Nº2 seja o mestre Flor da Silva(serralharia)
Um abraço
A.Gandaio...........30-01-2010
Parece-me que o 37 é o Professor de Canto Coral que sucedeu ao Padre Renato; não consigo lembrar-me do nome.
Matilde........30-01-2010
(Não vou adiantar nada mas vou entrar)
O Colega e Amigo Maximino não se lembra? Vá lá, faça um esforço.
Mais uns anitos tenho eu (sou da colheita de 1938), e ainda me recordo de quase todos.
O Prof. Lalanda foi o meu 1º professor, na 1ª classe da Instrução Primária.
O Prof. Barreto, Dr. Leonel Sotto Mayor e Dr. Sarmento ainda foram meus professores na Escola Comercial. Que saudades destes HOMENS que marcaram tanto a nossa adolescência.
Quanto ao Mestre Raúl, é "rapaz" do meu tempo de Escola, pelo que seremos +/- da mesma "colheita".
A maioria dos outros Professores, foram do meu relacionamento em contactos diversos nas Caldas.
O tempo passa, mas as boas recordações ficam gravadas.
Cumprimentos para todos, e grato aos Colegas que colaboraram na identificação.
Mário Reis Capinha..........30-01-2010
Amigo Capinha o ser mais novo às vezes não ajuda muito...!!!
Mas já agora vou "desajudar"...
A colega Matilde pergunta se o nº37 não será o Professor de Canto Coral que substituiu o saudoso Padre Renato...
Eu creio não estar enganado, mas parece-me que nesse tempo o prof. de canto Coral era o Herminio Maçãs, que era muito mais novo do que o nº 37 aparenta...mas possivelmente sou eu que estou enganado...!!!
.......
(1 hora depois)
Não há mesmo quaisquer dúvidas de que em matéria de memória...vou ter que fazer muito mais exercício...
A possível "descoberta" que eu tinha feito de dar nome ao Professor de Música...esqueçam...
O Hermínio Maças por esse tempo já não era professor na Escola, mas já se encontrava no serviço militar...!!!
Decididamente...desisto...!!!
Maximino.........31-01-2010
E, lá em cima, o 51, talvez seja o Professor Vaz Fontes.
Matilde.....31-01-2010
Como pode o Professor Herminio Maçãs, em 1964 - data da fotografia - estar na tropa se em 1960/61/62 foi meu Prof. de Português?
Nessa altura ele era novo... mas não tão novo!
Fazendo contas...se assentou praça com 21 anos, o que era normal, em 1960 teria 17/18 anos!
Um abraço
A. Justiça..........01-02-2010
Meus amigos, vocês não têm memória, têm chips INTEL (dos melhores, claro...)na cabeça. Eu se reconheci dois ou três foi o máximo, por isso nem tive coragem de responder ao post. Nada de desencorajar Maximino, há quem esteja bem pior.
J.L.Reboleira Alexandre...........01-02-2010
Amigo Justiça...
É que eu como não confio totalmente na minha memória ram, nem tão pouco no meu processador...
Fui à fonte...isto é, falei mesmo com o dito...
E a verdade é que o Hermínio Maças, não chegou a estar na Escola Nova...não lhe foi dada espera no serviço militar e teve mesmo que alinhar...!!!
Maximino.......02-02-2010
terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
O Corpo Docente
Esta fotografia que o Mestre Raul trouxe para o Blog, dá-nos uma panorâmica do leque de professores que leccionavam na Escola no Ano de 1964.
Enquanto pensava na legenda a publicar, olhava para a foto dos professores colocados estrategicamente na escada que dá acesso ao ginásio, e curiosamente, eu que nem sou muito bom fisionomista, lembro-me dos nomes de quase todos.
Naquela altura os Professores “faziam parte da mobília”, alguns até tinham sido alunos na Escola, e o seu percurso como docentes era transversal a várias gerações.
Não resisto a recordar o Mestre Raul, com quem mantenho uma boa relação de amizade, o Silva Bastos, um homem que deixou frutos desportivos e bons hábitos de higiene, o polémico Mestre Pólvora, que sabia de electricidade como ninguém, o Calheiros Viegas, de uma humanidade comovedora, a D. Emilia, cuja aulas de física e química eram um hino ao ensino, e tantos outros.
Deixei para o fim o Eng. Vendas, pessoalmente foi um dos professores que mais me marcou, era um Homem de uma grandeza humana extraordinária.
…E pronto, hoje deu-me para esta “lamechice” mas também tenho direito aos meus 5 minutos de antena.
domingo, 24 de Janeiro de 2010
A Festa da espiga
Estas fotos reportam ao Dia da Espiga de 1967 e têm a particularidade de ambas pertencerem aos álbuns do Ramiro Ruas e da Fátima Valente
São muitos os colegas que consigo identificar, mas o que na verdade ressalta destas imagens é que as comemorações do Dia da Espiga eram uma festa de grande popularidade, não só entre alunos mas também professores, conforme se pode constatar nas fotos.
Comentário:
Participei uma vez, que me lembre, no Dia da Espiga. A romaria fez-se, esse ano, para os lados de Santa Catarina. O percurso traçou-se por caminhos de cabra e terminava num qualquer pinhal das redondezas. Os nomes exactos dos locais varreram-se-me por completo. A palavra Couto ainda me soa na memória. Cada um levava o seu farnel que em nada se assemelhava aos magníficos piqueniques que a Enid Blyton nos descrevia nas «Aventuras dos Cinco» e nos fazia crescer água na boca. Guardo a imagem de uma taça com morangos cobertos com chantilly. Alguma das se’toras/meninas terá querido dar um ar mais requintado à merenda. Os papossecos com chouriço ou queijo flamengo deveriam predominar. A presença do corpo docente também não permitiria grandes liberdades nas bebidas. Uns pirolitos ou laranjadas já não seria mau a alternar com a água da ribeira. Entretanto, ainda se apanharia uma espiga de trigo, um ramo de oliveira, malmequeres brancos e amarelos, a indispensável papoula vermelha e um cacho ainda verde de uva. Era uma razia por esses campos a fora. A «espiga», depois, lá ficava atrás de uma porta à espera do ano seguinte, quando tudo se voltava a repetir, inexoravelmente, a cumprir a tradição...
Artur R. Gonçalves...........26-01-2010
quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
O Senhor Director
Se bem se lembram.
Na Escola velha a cantina situava-se numa zona inferior à entrada principal, isto é, era necessário descer uma escadaria exterior ao edificado para se alcançar o nível da cantina.
Nesse mesmo nível havia uma zona ajardinada, relva, arbustos e o principal, uma ameixeira que dava umas ameixas pequenas e roxas.
Contornando essa área ajardinada um passeio em pedra portuguesa que dava acesso a uma pequena ponte de madeira e passando por ela entrava-se nas oficinas dos serralheiros onde “reinava” o Mestre Raul Silva.
Não, não vou contar “peripécias” do Sr. Mestre Raul, fica para outra ocasião, uma ocasião mais especial como especial era, e continua a ser, para nós que fomos seus educandos, esta personagem que se implantou no nosso imaginário como um “herói de um livro da terra do nunca”.
A cena que vou contar tem como adereço a dita ameixeira. Não recordo o ano mas já devia frequentar o primeiro ano dos serralheiros, portanto já seria um “rapazão”. Estava eu bem empoleirado na “dita cuja” comendo os seus frutos quando deixo de ouvir o bulício dos meus colegas que na galhofa me encorajavam a continuar e pedindo que deixasse cair uma ou outra. De repente o silêncio. Estranho e absoluto. Olho para baixo e vejo um Senhor de fatinho vestido, engravatado e chapéu na cabeça que me diz, com voz suave.
- Desça daí menino.
Desci e coloquei-me na sua frente, direito e submisso tal era a auréola que rodeava tão ilustre personagem. Surgiu a pergunta em voz mansinha e educada.
- Quantas ameixas comeu o menino.
Curioso. Não senti medo. Senti somente a magnitude que tal personagem me transmitia. Não sabia quem era. Nunca o tinha visto. Aquele sentimento paternal que dele emanava tranquilizava-me, dava-me paz e respondi submisso como quem se confessa aos pés da cruz.
- Duas, Senhor, só tive tempo de comer duas.
- Então vou dar-lhe duas bofetadas, uma por cada ameixa. E senti na cara dois “enxota moscas” que mais pareceram festas do que castigo e senti e compreendi também a repreensão a que fui sujeito. Estranho o sentimento que me ficou e o respeito, quase “endeusado”, por tal grandeza de personalidade.
Depois do Senhor se retirar, sem mais nada fazer ou dizer, fiquei especado a olhar para o infinito. Depois reapareceu a galhofa dos meus colegas e um deles perguntou-me, - Não sabes quem é? pela tua cara nem fazes a mínima ideia! Continuei em silêncio e fui esclarecido: - É o Senhor Director, o Dr. Leonel Sotto-Mayor.
Foi um momento sublime. Tinha acabado de receber um “castigo” ministrado pelo Director da Escola e o que ficou desse castigo? não foi azedume mas sim um respeito enorme, grandioso e significativo a tal ponto que o mesmo me acompanhou ao longo da vida.
Sim. Na verdade tive a sorte de ser educando na Escola Comercial e Industrial.
Um abraço,
A. Justiça
Comentários:
Pensava estar calado por uns tempos, mas...lá resolvi dizer algo. Não sei ao certo se acabei em 58/59 ou 59/60, o que me leva a crer que o Justiça iniciou o ciclo nos princípios de 60's e que nos meus anos de escola a árvore de ameixas era grande de deliciosos frutos de cor amarelada quando maduros e se muito maduros davam uma boa dor de barriga. O que me leva a responder ao Justiça é para lhe dizer que gosto do que ele escreve e à ajuda que dá à boa saúde do blogue mas...onde estarias que ao fim de 2 anos e tal ainda não teres conhecimento quem era o Director, figura por todos nós reconhecida para o bem ou para o mal. No recinto da Escola havia sempre paradas em dias de quaisquer manifestações pró regime e ele nunca faltava e era uma figura de bom porte que não passava despercebida.
Chaves..........22-01-2010
Amigo Chaves é que o Justiça, desde que decidiu aparecer por aqui com alguma regularidade, foi uma verdadeira lufada de ar fresco para o blog. E nós agradecemos.
A história dele não é como os livros do Saramago (que me perdoem os puristas...). É para ler até ao fim, e o prazer vai aumentando com o consumo.
Quanto ao pormenor de «não conhecer» o nosso respeitável director, sabes bem que às vezes a ficção sobrepôe-se à realidade para beneficio do relato!
Abraço para os dois.
J.L.Alexandre Reboleira........23-01-2010
Numa aula que eu creio ser do Dr. Seringa, alguém fez explodir uma bombinha de mau cheiro. Na altura dava-se-lhe um nome mais contundente. O reboliço esperado instalou-se mas acabou de forma inesperada. A turma foi toda recambiada para o gabinete do tal senhor educado e engravatado de voz suave e mão pesada. Como ninguém se acusou do acto bombista, o chefe máximo da escola nova distribuiu um par de bofetadas a cada um de nós. Depois mandou-nos sair como se nada tivesse acontecido. Ainda hoje sinto o impacte dos cinco dedos. Ainda hoje me interrogo sobre o sentido pedagógico/gratuito do estalo.
Num outro carnaval, a acção terrorista do explosivo malcheiroso deflagrou numa aula que julgo ser da Dra. Simplesmente Maria. A reacção foi diferente mas muito mais eficaz. A sô’tora não nos recambiou para as mãos punitivas do senhor da voz mansinha e educada. Obrigou-nos, apenas, a ficar na sala (anfiteatro de química) até ao toque de saída. Usou um único argumento: «Não se sintam obrigados a cheirar o que não é vosso!». Encerrou o assunto, aguentou estoicamente o suave perfume a couves podres a desvanecer-se vagarosamente no ar e continuou a debitar matéria. Mais tarde aprendi que é a este tipo de castigo que se dá o nome de bofetada com luvas de pelica.
Artur R.Gonçalves......23-01-2010
Estas históris poderiam sem grande esforço chamarem-se de...: "Histórias dos Bons Malandros..."
Que nada terão a ver com o mesmo tútulo do Mário Zambujal...pois estas são simplesmente nossas...!!!
Bom fim de semana para todo o pessoal...
Maximino.......23-01-2010
O Alfredo Justiça ao fim e ao cabo deve ter muitos episódios dos tempos de Escola para virem aqui para o blog! Dizia ele ainda há uns dias que não sabia o que havia de contar. Todavia traz-nos agora uma interessante estória sobre as ameixas e a ameixoeira onde foi surpreendido pelo senhor de chapéu e gravata.
Infelizmente não conheço o Alfredo. Justiça nem a esmagadora maioria dos que por aqui vão aparecendo. Sou duma geração anterior, e também infelizmente os "cotas" do meu tempo teimam em não querer ligar àquilo a que chamam "modernices"
Mestre Mateus e Fernanda Luísa, Mestre Raul Silva, Vasco de Oliveira, Roberto Lança, Paniágua Feteiro entre outros, são velhos amigos com quem costumo falar via telefone, mas que dizem todos o mesmo! Isto já não é para eles!
Apenas o meu amigo Carlos Luzio, aparece quase diariamente na Internet via messenger, mas quanto a vir ao blog não é com ele!
Sendo assim, desejo felicitar todos os que estão a responder ao apelo do Zé Ventura.
Os resultados estão à vista!
Pelo que me é dado observar, o blog vai tomar outro rumo deixando de ser um local onde apenas vejamos fotos dos velhos tempos acompanhadas de curtos comentários e algumas identificações.
Continuem a enviar fotografias, mas façam-nas acompanhar duma estória ou peripécia vivida nessa ocasião, uma vez que muitas fotos são de viagens de finalistas e visitas de estudo.
Numa viagem, seja ela onde for, tem de acontecer alguma coisa de relevante!
Ninguém pediu ao motorista se podia parar o Autocarro porque que estava aflito para fazer um chi-chi? Alguma vez o Autocarro empanou e tiveram que esperar horas até vir outro em substituição? Devido a um imprevisto alguma vez ficaram sem almoço ou jantar? E que dizer das noites nos Hotéis? Será que dormiam, ou levavam parte da noite a pregar umas boas partidas ao mais inocentes?
Vá... Percam a vergonha... Atirem cá para fora essas recordações!
Desculpem todo este blá, blá blá! Vou já despedir-me!!!
Um abraço para todos.
Fernando Santos.........23-01-2010
Amigo F. Santos, sou um dos que se aproximam da "tua" sua geração, pois dos nomes mencionados aqui ainda me recordo deles e até, embora mais moço, nos anos finais dessa geração já estava na escola. O Lúzio era bastante popular e a malta mais jovem tinha algum receio do seu pai, que na altura era encarregado dos serviços no parque e andava por vezes inspeccionando se havia algum vandalismo da nossa parte. O Roberto Lança, marido da Salomé, colega inseparável de minha irmã Natália (ambas antigas alunas da escola),são agora meus vizinhos nas Caldas e sempre falo com eles quando por lá estou. Do meu comentário ao A.Justiça que provavelmente eu conheço, não estava a duvidar das ameixas serem pretas ou amarelas ,só sei que na minha altura eram grandes e amareladas iguais aquelas que haviam na Rua dos Capristanos e que já não existem. Fernando eu pedi ao Mogo o endereço de mail mas ele não deu noticias
Chaves........24-01-2010
Ó meus amigos!!!
Eu sei lá se as ameixas em amarelas, roxas, pretas ou brancas. Só me lembro que era uma ameixeira e que após o castigo deveriam ter ficado negras e malcheirosas pois nunca mais voltei a trepá-la e muito menos a comê-las.
Quanto ao tempo em que a cena se passou também não recordo ao certo e muito menos se já frequentava as aulas do Mestre Raul. Até é muito provável que a cena se tivesse passado na hora do almoço - que para mim se resumia a uma sopa que custava 1$00 - em algum dos anos do Ciclo Preparatório – 60/61 ou 61/62. Os anos já vão longos mas… e a propósito da sopa baratinha… não pensem que ficava com fome pois na cantina reinava uma excelente Senhora de nome D. Olívia que voltava a encher o prato, quantas vezes as necessárias, até “matar” por completo a “larica”.
Como ficou por dito, vejam bem se foi ou não uma sorte ter estudado nesta Escola?
Um abraço,
A.Justiça.........25-01-2010
Historias do Dr. Sotto Mayor há muitas…. Mas esta que vou relatar é verídica e provavelmente ninguém do meu tempo se lembrará.
Com efeito, num período de recreio da manhã existiam alguns “habitués” que gostavam de dar uns toques na Bola na zona frontal da Escola. Numa manhã, eu próprio, conjuntamente com alguns colegas, entrevi na “pelada” e um dos cracks- penso que terá sido o Antonio Marques das Gaeiras- chutou e por azar nosso a bola bateu no vidro exterior do Gabinete do Dr. Leonel Sotto Mayor, partindo-o e introduziu-se no interior do espaço que por si era ocupado, caindo em plena secretaria. Grande bronca….. o Senhor Director de imediato mandou o continuo chamar todo o pessoal que intervinha na “pelada” e fomos todos ao seu Gabinete.
Durante a prelecção e reparos á postura por si considerada reprovável, um colega da altura, concrectamente o Victor Rijo do Bombarral começou a rir descaradamente á sua frente e quando confrontado pelo Director do “porquê do riso” o Victor, “ganda mangas”…… começou de uma forma inesperada a chorar .
O Dr. Leonel sentiu-se “gozado” e não perdeu tempo…… pregou-lhe dois valentes estalos e referiu que desta forma perceberia o porquê do choro……
Enfim historias do passado. Lá saímos todos no meio de uma brutal “galhofa”.. e fomos para a Mata jogar á Bola divertindo-nos de mais uma história protagonizada pelo incomparável Victor Rijo que nunca mais encontrei- passaram-se quase 50 anos
Saudações amigas para todos os “jovens” dos anos 60
Antonio Nobre......25-01-2010
Meu amigo Nobre...parece-me que estás confundido com a peripécia passada com o Rijo Soares...
Na verdade e creio que a minha velhice ainda me deixa recordar a cena como se fosse ontem...:
É verdade também que o Marques foi parceiro , mas a cena da bofetada (houve mesmo bofetada...)no Rijo, foi no seguimento de uma brincadeira tida no final de uma aula de Contabilidade com o Dr. Jorge Amaro, em que foi atravessado um banco no corredor e ao mesmo tempo a luz foi apagada e em que foram intervenientes nesta brincadeira o Lopes e o Conde...
Depois como ninguém se acusou foi a turma convocada para o Gabinete do sr. Director...
Ali, o Marques fez qualquer coisa ao Rijo e este desatou a rir (melhor...: a fungar...)...
O Director perguntou-lhe a razão do riso e ele logo se apressou a dizer que não estava a rir , mas sim a chorar pelo desenrolar da situação...
Levou uma lambada à Sotto Mayor e logo ripostou ...: Deixe lá sr. Director que ainda mas há-de pagar...!!!
Creio que a versão foi esta...possivelmente estás a fazer confusão com a outra...ou então foi uma grande coincidencia serem o Marques (que era um santo...) e o Rijo que lhe não ficava atrás...intervenientes em diversas peripécias, o que também me não admirava nada...
Maximino...........26-01.2010
Amigo Artur
Essa das bombinhas de carnaval está no horizonte das minhas memórias de traquinices na Escola e veio-me á memória uma aula do Eng.º Periquito que, como bem se lembram, andava sempre com um ar bastante cansado e sonolento.
Para além das aulas de desenho também recebi aulas de tecnologia ministradas pelo Sr. Eng.º - o que era uma valente estopada. Com o tempo fomos aprendendo os "tiques" e hábitos de cada um e um belo dia resolveu-se colocar a cadeira da secretária em posição de forma a que o Eng.º ao entrar para mais uma aula, e como era seu modo de se comportar, se a cadeira estivesse a jeito "atirava" o seu corpo "pequenino mas pesado", quase redondo, para o assento sem sequer a ajeitar. Só que naquele dia, perto do carnaval, alguém... não, não digo quem… tinha colocado um "estalinho" debaixo de cada uma das quatro pernas da cadeira. Bem, podem imaginar o salto que o utente da cadeira deu quando se deixou cair na cadeira e os "estalinhos" rebentaram em simultâneo. Riso e gargalhada uníssona mas... como se tratava do Sr. Eng.º Periquito... não houve queixas a superiores que, salvo erro, ainda esboçou um daqueles seus sorrisos de condescendência.
Um abraço
A. Justiça............26-01-2010
Já agora que se está na maré de falar em professores e sendo o Eng. Piriquito um dos meus heróis como professor, também vou dizer algo. Julgo que foi no meu ano que ele começou a dar aulas na B.P.,como professor de desenho (com o livro desenho de máquinas),já que as outras duas disciplinas "orçamemtos" e "tecnologia" não havia livro e era tudo ditado por ele com todo o tempo do mundo. Na altura a maior parte dos alunos de serralharia do meu ano (malta fixe) fomos aprender inglês em privado e então começamos a chamar-lhe Piriquitation. Como bom homem que era, ele próprio comprou as pranchetas e o esquadro em T para quem não tivesse meios de os comprar e então íamos pagando a soluços. Passado uns bons anos,eu e a minha mulher fomos à Nazaré visitá-lo ao "Mar Bravo" que era o seu restaurante e ele reconheceu-a imediatamente e até lhe disse que ela era irmã do Corado e que estava muito contente por me ver já com um filho e já não ser aquele malandreco que falava muito nas aulas Que esteja em PAZ
Chaves.......27-01-2010
quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
Visita ao Portinho da Arrábida
Estas fotos que a Quina guarda no seu álbum, relembram uma visita de estudo à zona do Portinho da Arrábida.
Na foto de cima obtida nas instalações da Cimenteira Secil, podemos ver o Mestre Mateus, o Prof. Joaquim Sarmento, a D. Rosa, o Dr. Bento Monteiro e outro Professor que não me ocorre o nome.
Em baixo, já na Escola de Setúbal, o numeroso grupo de alunos que fez esta viagem em Março de 1962.
Comentários:Embora eu já tivesse saído da velha Escola RBPinheiro na ocasião em que esta visita se realizou, quero só trazer uma achega:
Não me parece que seja a D. Rosa que aparece na foto de cima.
Em minha opinião, é a Dra. Mariana, que ensinava Cálculo Comercial aos 1º. e 2º. anos do Curso Geral de Comércio.
Noronha Leal......20-01-2010
A referência que o Noronha faz à Dra. Mariana (também julgo que é ela na foto)traz-me à memória uma coluna que existia no jornal "A Bola" (não sei se ainda existe)que se intitulava "Hoje jogo eu".Certo dia, há cerca de 50 anos,lembro-me de ter lido, grosso modo, o seguinte:
Professor: Sabes que é o Yaúca?
Aluno: É um jogador do Belenenses que foi para o Benfica.
Professor: E sabes de onde é natural o Yaúca?
Aluno: É de Moçambique.
Prof.: E em que continente se situa Moçambique?
Aluno: Em África.
Prof.: E o que é Moçambique em relação a Portugal?
Aluno: É uma Província Ultramarina.
Prof.: E sabes quem é o Serafim?
Aluno: Sei, é um jogador do Porto que também vai para o Benfica.
Prof.: O Serafim vai do Porto para Lisboa de combóio. Qual é a linha férrea que toma?
Aluno: É a linha do Norte.
E por aí adiante...
O colunista acabava a sua crónica dizendo que estas perguntas tinham sido feitas num exame de admissão à Escola Ind. e Comercial Pero de Santarém pelo Director daquele estabelecimento de ensino Dr. Luís Manuel Freitas da Silva Marques e elogiava fortemente o método utilizado dado que, falando sobre a actualidade futebolística o professor inteirava-se, com toda a naturalidade, dos conhecimentos do aluno.
Este professor, que até hoje não vi referenciado no nosso blog, é nem mais nem menos que o nosso verdadeiramente extraordinário professor de Francês que, com os seus métodos invulgares para a época nos colocou, ao cabo do 1º ano, a manter uma conversação naquela língua.
Lembrei-me dele pela referência feita à Dra. Mariana porquanto, se bem me lembro, namoriscaram.
Não sei que é feito dele, mas tenho a certeza de que jamais será esquecido por algum dos seus ex-alunos.
Sanches..........21-01-2010
Nos anos 50's, de vez enquanto lá pela B. Pinheiro e não só, aparecia um director do ensino escolar para analisar o grau de inteligência dos alunos. Eram-lhes entregue uma folha de papel em branco em que se escrevia o respectivo ano, turma e nome do aluno. Depois uma pergunta mais ou menos fácil ou... melhor parecendo fácil. Lembro-me de duas, mas não me lembro se errei ou acertei mas, julgo ter acertado...e eram assim "desenhe um avião visto por baixo". Bastava fazer uma cruz alongada dum lado e tinha a resposta certa. A outra era "desenhar um garrafão visto por cima", bastava fazer uma circunferência maior, com uma outra pequena no meio e um risco ligando as duas. Houve um aluno que não pôs o risco e disse que o garrafão já não tinha verga e passou.
Chaves.........22-01-2010
domingo, 17 de Janeiro de 2010
Rapazes do Chão da Parada
Várias vezes sou abordado por companheiros da escola, que acompanham o Blog com regularidade, e me perguntam quem é o J.L.Reboleira Alexandre que é bastante interventivo aqui no nosso espaço na Net.
Lá vou explicando o melhor que sei, que nos tempos de Escola vivia no Chão da Parada, foi para o Canadá,…blá, blá ….
Ora bem, para quem não se recorda, aqui está uma foto com uma rapaziada do Chão da Parada, que confesso, só reconheço o amigo Reboleira, precisamente ao centro da imagem.
Esta foto foi enviada pelo seu conterrâneo, José Santana Marques.
Ficamos à espera que o Reboleira nos dê conta de quem são estes jovens que posaram para o objectiva, juntamente com os seus “Ferraris”.
Comentários:
É um facto que fotos minhas no blog são poucas. Lembro-me de apenas duas relativas às Secçôes Comerciais. E depois eu era mais do tipo «Low profile». Devo dizer que 30 anos a vender sonhos, viagens, mudam uma pessoa. LOL. Mas parece que estou «na mesma» pois na festa de 2008 o colega Santiago de Freitas (aparece rapaz), pelo menos assim mo disse, tendo-me reconhecido após 40 anos. A situação inversa não se verificou. Isto tem no entanto mais a ver com a memória do que fisionomias. Ele é que está na mesma.
Mas vamos ao que interessa. Quem aparece na foto. Como os Reboleiras abundam lá na terra, estão presentes mais dois com este apelido.
Da esquerda, temos o Sr. Eng. (esta do Sr... é para o provocar, a ver se ele aparece)César Reboleira, das obras da Câmara aí da cidade. A seguir o ex guarda-redes da equipa de futebol da aldeia, o Toino Filipe. Depois o outro Reboleira, o Zé Manuel, também ex-Bordalo, no meio eu, depois o Joaquim Anisio, longos anos funcionário da ROL, internauta activo, depois mais dois ex-Bordalos o Fernando Marques e o Cesário de Barros.
Como a minha companheira, a tal que me atura há trinta anos, desde uma tarde de Agosto em Salir, vem muitas vezes à «baila» nos meus comentários, nada mais justo que juntar uma foto do casalinho numa recente viagem de carro de 2600 Kms, que é quanto nos separa de Montreal, para o Sol de Miami. Realmente estou mesmo na mesma. Pode ver-se claramente visto pelas duas fotos. J.L.Reboleira Alexandre..........18-01-2010
Amigos
Se alguns de vós conhecerem o meu grande amigo e ex-colega da Frami, Joaquim Adelino Contente, oriundo do Chão da Parada, transmitam-lhe o meu apreço pelo seu alto profissionalismo na industria de Confeitaria e um grande abraço do Antonio Nobre- provávelmente já nem se lembrará de mim-
António Nobre.........18-01-2010
Engraçado...
Não tem nada a ver com o assunto que de que se está a falar, mas apenas por curiosidade o relato...:
Como alguns de vocês sabem, em Óbidos havia ainda no "nosso tempo"
uma Ganadaria da Casa Gama...
Todos calculam como os toiros são perigosos e trago aqui este assunto apenas para relatar que na terriola onde nasci (Arelho do Concelho de Óbidos) vive ainda um individuo de nome José Alexandre Contente, cujo pai era maioral da Ganadaria Gama e morreu há muitos anos vítima da bravura de um toiro...
Certamente seria talvez da familia do colega Contente referido pelo Nobre...porque o falecido maioral era segundo creio. do Chão da Parada...
Desculpem trazer aqui um assunto que nada tem a ver com a Escola...mas que curiosamente acredito tenha a ver com o Contente...e quem sabe até...com o Reboleira Alexandre...
Um abraço
Maximino.......18-01-2010
Uma ajuda aos camaradas bordalos, António Nobre e Maximino. O Joaquim Adelino Contente, que mora à entrada do Chão da Parada lado esq. antes do cruzamento para a Mouraria, é primo drt. do José Alexandre Contente. Este, embora seja Alexandre, penso não ser da família do Reboleira Alexandre, só se há ligação em gerações mais antigas. Há essa probabilidade.
Santana Marques........18-01-2010
Então...acertei numa de duas probabilidades...
Obrigado e um abraço ao amigo Santana
Maximino........19-01-2010
Pensava perguntar hoje à noite ao meu pai, que da sabedoria dos seus 89 anos, deve lembrar-se (memória antiga óptima) da existência desse hipotético familiar. O Santana (espero que essa anca esteja como há 40 anos....) já respondeu em parte, e eu agradeço-lhe.
Mais um àparte. Como os Gamas também tinham uma propriedade na nossa aldeia, na zona do Talvai (cultura intensiva de arroz)os empregados tinham bastante mobilidade. É que a CGTP do tempo era muito, mas mesmo muito fraquinha, e os Gamas eram o maior empregador na nossa pobre aldeia dos anos 30 e 40. Tempos duros dos quais ouço histórias de arrepiar!
A nossa única (dos nossos pais) saída era o mar. O meu e o do Santana como muitos outros abalaram.
J.L.Alexandre Reboleira........19-01-2010
É verdade sim, os Gamas eram proprietários da Quinta do Talvai, para onde ia às vezes o gado bravo em transumancia, se não me engano no período das cheias...
Recordo-me ainda de quando miudo, ver passar a manada devidamente enquadrada pelos maiorais...espreitando claro está, da parte de dentro da porta pelo postigo entreaberto...e já agora confesso...com algum medo á mistura...!
Sim era duro esse tempo e para além do pessoal da zona do Chão da Parada também muita gente da minha aldeia e das aldeias limitrofes trabalhava para a Casa Gama e como se calcula...com salários mesmo muito baixos...!!!
Mas mesmo assim, para as necessidades da cultura do arroz com as respectivas mondas e as mondas similares nos campos de trigo da Varzea da Rainha, vinham dezenas de trabalhadores de ambos os sexos, da região de Pombal, que eram alcunhados por aqui de "bimbos"...
Era gente muito simples de que alguns poucos acabaram por ficar na região Oeste...
Uma moçoila desses "ranchos" de mulheres, acabou casada com um primo meu em 2º grau também trabalhador da Casa Gama (com quem eu habitualmente via as tentas...para quem não sabe era a escolha dos novilhos para mostrarem a sua bravura, que mais tarde os levaria às Praças de Toiros ...)e que não sabia ler nem escrever...
E era o Maximino miudo dos seus 8/9 anos que "lhe namorava" a cachopa escrevendo e lendo também a correspondencia recebida...
Claro que os mais velhos me presionavam depois para contar o que ele dizia e as respostas que recebia (cuscas...)mas a boca do gaiato jamais se abriu para contar fosse o que fosse...!!!
Pronto...e mais uma historieta que nos obriga pelo menos...a remexer o bau das recordações...!!!
Um abraço do
Maximino.......19-01-2010
Temas: 1967
A Ida ao Santo Antão
A primeira e única vez que fui ao Sto. Antão a Óbidos foi em 1962. Hoje, 17 de Janeiro de 2010, passados que foram 48 anos voltei a subir até à Capela. Da estrada, olhei para aquela rampa e disse para os meus botões... serás capaz? Tenho de ser, homem é homem, bicho é bicho... e coloquei-me ao caminho. A rampa já não é tão grande como era pois, não sei quando, construíram mais degraus. Após 3 ou 4 paragens, sentado nos bancos de pedra que estão estratégicamente colocados para recuperar fôlego lá cheguei ao cimo, tirei a espada da cinta, ergui-a acima da cabeça preparado para o grito de conquista mas... fiquei triste pois esqueci-me do Padrão que sempre deve acompanhar o descobridor de novos Mundos. Se algum de vocês lá foi, hoje claro, não os vi, ou se vi, já não vos conheço e vice-versa.
Alfredo Justiça
quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
Hoje escrevo eu: Alfredo Justiça
Enfim.
Na presunção de que escrevo alguma coisa de jeito… ou será… de jeito nenhum? e esta “coisa”, no que toca a presunção faz-me lembrar o ditado “presunção toma a que quer” e há falta de outras opiniões lá vou presumindo que o que escrevo vai… pelo menos divertindo alguém. Alguém que seja simples como eu, sem ser simplório claro está, que isto de simplório tem mais que se lhe diga e é mais ofensivo.
Ás vezes, quando alguém tenta enfiar-me uma carapuça, dou comigo a pensar… será que tenho um letreiro na testa a dizer “simplório”… não, não tenho senão eu dava por isso… tenho é cara de labrego, daqueles saloios, que não existem só nas “berças” mas em todo o lado e ainda bem pois é deles “o Reino dos Céus”, dos simples claro!
Mas vem isto tudo a propósito de quê? Ah, pois. A propósito de que é indispensável - ainda bem que esta nova, bem bem, semi-nova - tecnologia vai corrigindo as calinadas ortográficas, mas dizia eu… é indispensável que os meus amigos e amigas vão escrevendo alguma coisa para o blog.
Não sabem o quê? bom, eu também não, mas acreditem que faz bem ao nosso eu e – lá vamos voltar ao presumo – que também a vocemecês (esta foi de propósito) passem um bocadinho mais entretidos a consultarem o blog em vez de estarem, esta é para os reformados ou como agora se diz para os aposentados, a verem filmes menos próprios para crianças, tais como, as Sessões do Parlamento ou do Quadro Parlamentar da Assembleia da Republica. Qualquer dia teremos de ouvi-los com uma “bolinha” no canto superior do plasma. Mas por enquanto vão só nos cornos e nos palhaços.
Bom, se eles se lembram de tornar publicas as escutas telefónicas, como o outro queria, e a sem vergonha do palavreado que usam entre eles… porreiro pá… aí é que vamos ter vergonha de termos tais filhos na Nação.
Não me apetece escrever mais. Adeus.
A. Justiça
Comentário:
Finalmente o nosso amigo Justiça, foi lá cima ao alto do Facho (está cada vez mais baixo...como nós com os anos) e com a inspiração no zénite, por efeito do bater das alterosas vagas numa tarde brumosa de Janeiro, mandou-nos este post para nos provocar a todos. Como quem diz, vamos lá a escrever pessoal !
Vou apenas pegar numa das suas divagações sobre reformados ou aposentados, como ele diz que se diz agora. É que por estas latitudes cada vez mais, se fala em trabalhar até quanto mais tarde melhor. Tudo bem se se trata de esforço intelectual (parece que faz bem aos neurónios), mas se esse mesmo trabalho exigir esforço físico, qualquer dia teremos o pessoal a trabalhar de bengala. Vem todo este arrazoado a propósito dos «famosos» aposentados que o Justiça menciona.
No último Verão estava a minha companheira dos últimos 30 anos lá na aldeia à espera que passasse a procissão (por aqui só se fôr a do Senhor Santo Cristo, do pessoal vindo de Rabo de Peixe, simpática vila de S. Miguel) quando se dirige a ela um velho companheiro de lutas de outros tempos, de respeitável barba e muitos cabelos brancos apesar de bem mais jovem do que eu. Este eu, que ainda, e até quando não sei !, tem de vir para a «oficina», como dizem os latinos (aqui igual a Sul Americano, mas não brasileiro) seis dias por semana (não, não estou só a trabalhar, por vezes venho aos nossos blogs), pois como ia dizendo, inicia-se a conversa, sobre os netos, o trabalho de cada um, etc, etc.
Após algumas frases de circunstância o nosso amigo lá explica cheio de orgulho que estava na aposentação. Agora tenho de explicar que a minha companheira saiu daí aos 9 anos e apesar de voltar muitas, muitas vezes, não dispõe do nosso vocabulário na lingua de Camões. Mas inteligente que é, não se deu por achada e disse que isso de aposentação era muito bom e ia falar-me sobre essa possibilidade para nós aqui em Montreal.
Chegada cá, de imediato me perguntou que raio de profissão era essa da qual nunca tinha ouvido falar. Logo lhe disse que aqui não existia, e que infelizmente nunca poderiamos escrever no nosso CV, que éramos, ou fôramos, aposentados. Como ela continuava a não perceber, disse-lhe que ele estava reformado! O quê, já, mas ele é tão novo. Pois é, disse eu.
Da próxima vez que alguém lhe diga que está aposentado, ela responderá que isso são luxos apenas para alguns. Para terminar uma máxima en francês: travailler c'est la santé, rien faire, la conserver!
J.L.Reboleira Alexandre......15-01-2010
A mensagem do Alfredo Justiça (com presunção e sem água benta) parece que passou. O Zé Luís tomou a que quis, identificou um tema de conversa electrónica e contou-nos uma história exemplar. Com toda a simplicidade não simplória de quem partilha uma história de vida vivida.
Tanto um como outro recorreram à sabedoria popular (a portuguesa e francesa) para ilustrarem o seu pensamento. Apeteceu-me, também, meter uma colherada provocatória e registar uma dessas máximas criadas ao sabor da imaginação colectiva e confirmada de geração para geração. Pedi-a emprestada ao património cultural brasileiro. Reza assim: «o trabalho é do maribondo que quer fazer a casa no cu do boi».
Dispenso-me de tecer juízos de valor sobre as lições do texto. Ou de acrescentar outros provérbios elucidativos. O Orlando é que é o especialista encartado. Adiantarei, mesmo assim, que a aposentação adiantada não é para quem quer, mas sim para quem pode. Pessoalmente, cá ficarei à espera dos 65 regulamentares para a reforma ou dos 70 para a jubilação. Na altura decidirei
NB. Amigo Zé Ventura, aqui está um bom tema de debate a propor aos bordalianos reformados. Expliquem-nos como é essa vida de não cumprir horários e de ter todo o tempo do mundo para navegar nas ondas virtuais das novas tecnologias feitas blogs. Nós cá ficamos atentos para aprender e para comentar, «se a tanto» nos «ajudar o engenho e a arte». O épico que me perdoe o abuso.
Artur R.Gonçalves.........16-01-2010
Então eu posso já dar uma ajudinha nessa explicação...:
Aposentado há cerca de 13 anos (se vou dizer que me fartei de trabalhar, poucos vão acreditar...é um azar a má fama que todos os funcionários públicos têm e de que só alguns conseguem ou conseguiram proveito...!!!).
Mas depois de aposentado nunca fiquei encostado às box's, primeiro porque de há muito me dediquei à defesa do Ambiente tendo como joia a defender a nossa Lagoa de Óbidos...e de outras actividades (a minha mulher dizia a propósito desta minha apetencia para entrar em quase tudo...: ó homem, tu tens uma pontaria...que só te metes em coisas onde gastas dinheiro...!!!)e depois porque abracei quase de tempo inteiro, após a morte de minha mulher, uma actividade ao serviço dos outros como Diácono da Igreja Católica.
Daí que tenha em muitos dias uma ocupação de tempo superior ao tempo de serviço quando no activo (antes que me venham dizer que dantes não fazia nada, já tive o cuidado de dar a conveniente explicação logo no início...).
Uma coisa posso dizer aos meus amigos...: os anos vão continuando graças a Deus a passar, mas à parte a natural velhice de quem já vai fazer muito proximamente 67 anos, sinto-me util, activo qb e desejando fazer em cada ano...mais um...!
Já agora, para aqueles que estão pensando em reformar-se e para os que o fizeram mais recentemente, deixo-lhes aqui um conselho...: mantenham-se activos após o ficarem desligados do serviço...
É a melhor receita para não morrer mais cedo e nem chegarem a gozar da merecida (pelo menos eu acredito que seja merecida...)aposentação...!!
Não parem...pois parar é...
Nem digo... para não vos assustar...!!
Um abraço do
Maximino.........16-01-2010
Diz o Alfredo Justiça ser indispensável que os amigos e as amigas vão escrevendo alguma coisa para o blog, e pergunta: Não sabem o quê? E acrescenta que ele também não sabe!!!
Ora bem! Agora eu pergunto: Não há por aí umas estórias do tempo da Escola para contar? Aventuras na Mata, passeios e jogos do matas com o ringue ( não sei se é assim que se escreve) no Parque, Alcunhas de alunos e o seu porquê, namoricos sem ser necessário dizer nomes, peripécias de viagens de finalistas; etc. etc. etc....
Ou será que as memórias são assim tão curtas e apenas restam fotografias?
O Rebolira Alexandre que já por várias vezes nos tem dado o seu contributo, agora aparece com uma bem humorada estória sobre a sua companheira e os "aposentados". Pena é que eu não saiba francês, mas de vez em quando o tradutor do Google dá uma ajuda.
Amigos! Vamos em frente para ver se o Zé Ventura não desanima.
Não é preciso ser intelectual ou saber escrever bem, o importante é trazer para aqui uma estória tal como ela foi vivida na respectiva época!
Um abraço para todos.
Fernando Santos.........16-01-2010
O Zé é demasiado modesto, mas eu não posso deixar de dizer que me agradou bastante as referencias positivas que li na Gazeta das Caldas ao Blog do Ze Ventura "Águas Mornas"... e faço referencia so "blog dele", porque este...embora seja ele a mantê-lo..."é nosso"...!!!
Obrigado Ze pelo teu esforço, dedicação e saber...!!!
Um abraço do Maximino . ..........17-01-2010
terça-feira, 12 de Janeiro de 2010
Um Domingo no parque
Esta foto do Quaresma leva-nos até ao parque onde os meninos e as meninas foram fazer o seu passeio dominical.
Captados pela objectiva do fotógrafo, temos; o Quaresma, a Lurdes Peça, o Jaime Ferreira, o Mizá, a Maria José e o Vitor Peça devidamente engravatado como se fosse “pagar a décima”.
Em baixo a Elisabete Fortunato.
Enquanto escrevia esta legenda, olhava para a foto e comparava os intervenientes como os conhecemos hoje
…como podem observar, estão na mesma.
...bem… com mais quarenta anos em cima.
Mas estão muito bem
Comentários:
Eu diria que as meninas até estão melhores. Agora eles... francamente...
Alfredo Justiça......13-01-2010
Dizer que estão todos na mesma é um eufemismo piedoso. Digamos que estão reconhecíveis e com todo o «charme» dos 50.
Artur R.Gonçalves......13-01-2010
Que carinhas tão ingénuas!Como é bom recordar estes passeios de Domingo!Gostava de ter esta foto. Acho que nessa altura tinha um "fraquinho" pelo Jaime,aliás,como todas as miúdas da escola, porque ele era um "borracho". És simpático quando dizes que estamos muito bem mesmo com mais quarenta. Mesmo que não seja verdade, ficamos vaidosas e ELES também de certeza.
Um abraço!
MIZÁ......13-01-2010
Eu também diria que todo o grupo está muito bom para as nossas idades, acho que se me cruzar com qualquer deles hoje só teria alguma dificuldade em conhecer o Jaime ou Quaresma e a Maria José mas só porque tive menos convivio com eles,fora isso todos eles estão na realidade com boa aparência e charmosos como diz o amigo Artur Gonçalves.
Não se dá por terem grandes panças os rapazes e as meninas continuam com as suas carinhas larocas e bonitas, como eu me recordo delas no tempo de escola.Um abraço para os rapazes e um beijinho para as meninas gostei de os ver a todos
Antonio Abilio.......14-01-2010
Olá a todos! Bom Ano recheado de coisas boas e fofinhas! Depois de uma virose que afectou o meu "companheiro" electrónico, de que já está recuperado, cá estou eu a dar o meu ar de graça...
Que linda foto esta, nem me reconhecia, só disse para mim "eu tive uns sapatos iguais àqueles" e só depois de ler o comentário é que vi que era eu! Ai a idade que não perdoa! Esta foto foi tirada em 1967, pois tenho a continuação deste dia registado. Era muito engraçado o Quaresma armado em galã perante as meninas, o Jaime para mim era um maninho emprestado pois éramos vizinhos, a Mizá aquela amiga muito certinha igualzinha à franja dela, tudo no sítio... a Zé era muito parecida comigo na maneira de ser e andava com troca de olhares com o meu irmão a Beta sempre foi a mais caladinha do grupo. É bom recordar este tempo e como não tinha esta foto no meu álbum, foi fácil com esta nova tecnologia de "copiar" e "colar" e já a tenho ao pé das outras, obrigada Quaresma e Zé Ventura. Um obrigada também pelas simpáticas palavras do Justiça e porque não... fez justiça sim senhor! Deixemo-nos de modéstias. O Artur que tive o prazer de conhecer mais a sua esposa, no tal encontro marcado aqui no blogue, também foi muito cavalheiro bem como o Abílio que já andamos a trocar fotos de família e novidades familiares. Bem hajam a todos!
O Zé Ventura foi muito generoso com as meninas e os meninos ao colocar só as fotos de meio corpo e escondendo as tais "panças" que o Abílio fala, só tu para te lembrares disto. Beijinhos a todos e continuem a escrever e dar trabalho ao Zé.
Lurdes Peça..........18-01-2010
domingo, 10 de Janeiro de 2010
As nossas artistas: Aida Sousa Dias
No mês passado dei conta de uma exposição da Esmeralda Duarte, hoje trago para o Blog o grupo escultórico ‘Linda a Pastora’, da autoria da escultora Aida Sousa Dias, uma colega que não falha aos nossos Encontros.
Pois bem a “nossa menina” é a autora deste conjunto escultórico inaugurado numa rotunda de Linda-A-Pastora, que é composto por uma pastora acompanhada de ovelhas e de um carneiro, dispersos em seu redor. A pastora é em betão revestido a pedra e os animais são esculpidos em pedra maciça com os pés em bronze.
Para a integração deste conjunto foi realizada uma modelação do terreno, onde a pastora assume uma posição de destaque, encontrando-se numa posição mais elevada e sobre um “monte rochoso”. Para a criação desta obra, a escultora inspirou-se na

Lenda do Romanceiro de Almeida Garrett.
– Linda pastorinha, que fazeis aqui?
– Procuro o meu gado que por aí perdi.
– Tão gentil senhora a guardar o gado!
– Senhor, já nascemos para esse fado.
– Por estas montanhas em tão grande p’rigo!
Diga me, ó menina, se quer vir comigo.
– Um senhor tão guapo dar tão mau conselho
Querer que se perca o gado alheio!
– Não tenha esse medo que o gado se perca
Por aqui passarmos uma hora de sesta.
– Tal razão como essa eu não na ouvirei:
Já dirão meus amos que de mais tardei,
– Diga–lhe, menina, que se demorou
Co’esta nuvem de água que tudo molhou.
– Falarei verdade, que mentir não sei:
À volta do gado eu me descuidei.
– Pastorinha, escute, que oiço balar gado... 
– Serão as ovelhas que me têm faltado.
– Eu lhas vou buscar já muito depressa,
Mas que me espedace por essa chaneca.
– Ai como vai grave de meias de seda!
Olhe não as rompa por essa resteva.
– Meias e sapatos, tudo romperei
Só por lhe dar gosto, minha alma, meu bem.
– Ei–lo aqui vem; é todo o meu gado.
– Meu destino foi ser vosso criado.
– Senhor, vá–se embora, não me dê mais pena,
– Que há–de vir meu amo trazer–me a merenda.
– Se vier seu amo, venha muito embora;
Diremos, menina, que cheguei agora.
– Senhor, vá–se, vá–se, não me dê tormento:
Já não quero vê–lo nem por pensamento.
– Pois adeus, ingrata da Linda–a–Pastora!
Fica–te, eu me vou pela serra fora.
– Venha cá, Senhor, torne atrás correndo...
Que o amor é cego, já me está rendendo.
Sentaram–se à sombra... tudo estava ardendo...
Quando elas não querem, então ‘stão querendo.
Linda a Pastora, in Romanceiro de Almeida Garrett
Comentários:
Quantas (os) artistas da nossa escola andarão por aí perdidos do rebanho, de que todos fazemos parte. Um muito obrigado à Aida Dias por partilhar connosco esta obra do Almeida Gerret (e o seu trabalho escultório, claro) que não conhecia.O carneiro da obra (seria ele o tal senhor «guapo» ?) com tantas ovelhas à volta, claro que só poderia perder a cabeça.
Venham mais posts como este
J.L.Reboleira Alexandre..........10-01-2010
Muitos parabéns á colega...!!!
Maximino .........11-01-2010
Uma associação bem arquitectada entre a arte de contar histórias com palavras e com imagens.
Artur R. Gonçalves........12-01-2010
Parabéns Aida! Nunca duvidei das tuas capacidades de utilização de material pesado, pois se bem me lembro andávamos as duas nas aulas do professor escultor Eduardo Loureiro, quando ele nos propôs um trabalho para concurso de uns rebuçados, salvo erro, de nome "Sol vida" e a tarefa era desenhar o papel de embrulhar os ditos. Foi a nível nacional e quando começámos a desenhar as primeiras linhas do nosso esboço tu viras-te para mim e dizes "é pá, isto é muito fraquinho e levezinho,o que achas?" Lá fizemos o esboço que foi aprovado pelo professor e enviámos a concurso, ganhando o 1º prémio. Resultado: andámos a comer rebuçados durante muito tempo e a distribuí-los pela turma toda. Já te contei este episódio num encontro, lembras-te Aida? Beijinhos para ti e para a Cecília.
Lurdes Peça ........19-01-2010
quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010
Hoje escrevo eu: Fernando Santos
Tal como muitos do meu tempo, e embora contra a vontade do meu pai, também fui da Mocidade Portuguesa.
Se entender que o texto tem cabimento no espírito do blog, pode publicar.
Um abraço do Fernando Santos.
ACAMPAMENTO DA MOCIDADE PORTUGUESA NO CASTELO DE
ÓBIDOS
Em 1945 andava eu na Escola Industrial do Marquês de Pombal ( a velha Marquês) em Alcântara, quando pelas férias da Páscoa, a Mocidade Portuguesa organizou um acampamento no Castelo de Óbidos, onde participaram filiados de várias escolas de Lisboa. A concentração deu-se na Estação do Rossio, e à hora marcada lá estavam os "piolhos verdes" devidamente equipados. Calção de caqui, camisa verde, bivaque na cabeça e mochila às costas.
A partida estava marcada para o comboio das quatro da tarde, porém, como não havia lugar para tanta gente, tivemos de esperar por outro que só partiria por volta das seis.
Ora com duas horas de atraso, certamente o programa já não iria correr conforme o previsto, e alguma coisa iria falhar. Assim, chegámos à estação de Óbidos cerca da nove da noite. A vila, que eu ainda não conhecia, ficava longe, no alto dum monte sobranceiro à Estação. Para lá chegar, tivemos de subir uma enorme ladeira que nos deixou estafados. O material de apoio já estava todo instalado pela organização num terreno do lado norte do Castelo, mas dentro das muralhas, onde nós desajeitadamente e muito à pressa montámos as nossas tendas. Só faltava jantar e dormir. Todavia, não me recordo a razão, sei que não houve comida para ninguém. Todos estávamos esfomeados, e o que nos valeu, foram as sandes que alguns de nós tinham levado.
Durante a noite levantou-se um enorme temporal de chuva e vento que aos poucos foi derrubando todas as tendas. Com a pouca luz que tínhamos ainda tentávamos por várias vezes prender as estacas, mas com o terreno encharcado estas não se agarravam ao chão. A partir daí já ninguém conseguiu dormir, e pela manhã com o pessoal todo molhado, o cozinheiro, também debaixo de chuva ainda nos conseguiu arranjar um ligeiro pequeno almoço.
Como o temporal não abrandava tivemos que deixar o acampamento e fomos encaminhados para uma velha igreja em ruínas que ainda tinha cobertura. ( Soube mais tarde que era a igreja de São Tiago hoje já restaurada). Depois trouxeram-nos para almoço uma ligeira refeição, e como esta igreja não tinha condições de segurança, ao fim do dia mandaram-nos para a igreja de Santa Maria onde instalámos as nossas camas feitas com palha de fardo, e ao jantar houve comida com fartura para todos.
Devido ao mau tempo as actividades que estavam programadas não se efectuaram, mas ainda houve um dia que fizemos uma marcha a pé às Caldas da Rainha com a promessa dum passeio de camioneta à Foz do Arelho. Porém, tal não aconteceu devido à falta de organização dos nossos dirigentes que não conseguiram alugar a horas o meio de transporte prometido.
Voltámos de novo a pé para Óbidos, e nos restantes dias conforme o tempo permitia vagueámos pelas ruas da Vila procurando aventuras. Demos a volta completa pelo cimo da muralha, e do lado de fora, na encosta que dá para a estação, descobrimos uma capela em ruínas sem telhado onde se encontravam diversas sepulturas abertas, e restos de ossos humanos dispersos por todo o lado.
Escusado será dizer que perante a macabra descoberta, alguns de nós inconscientemente, pegámos em tíbias e caveiras, escondemo-nos por detrás dos montes de entulho e fomos pregando umas valentes partidas àqueles que chegavam mais atrasados. Ao quarto dia terminou o acampamento e regressámos a Lisboa.
Quando saí na Estação do Rossio estava de novo a chover, mas não tive outro remédio senão ir a pé, debaixo de água até à estação do Cais do Sodré apanhar o comboio que me levaria a Caxias, localidade onde nessa época eu morava.
A minha figura devia ser um tanto ou quanto ridícula, pois no caminho ouvi comentários que não me agradaram.
Como já referi, ia vestido com a farda da Mocidade, mochila ás costas, e pendurada nesta, uma picareta de razoável tamanho que fazia parte do equipamento. Em dada altura reparei que atrás de mim vinham umas pessoas a comentar: Coitado do miúdo! Com um tempo destes e a fazer campismo!
Tinham razão!
Eles bem agasalhados, chapéu de chuva na mão, e eu naquela figura todo encharcado!
Senti-me envergonhado, humilhado e ridicularizado.
Olhão, 22 de Dezembro de 2009
Fernando Santos.
Comentários:
Já me expressei mais de uma vez a minha opinião sobre a MP, pelo que me dispenso de voltar a fazê-lo. Seria uma repetição desnecessária. Gostava, todavia, de saudar o Fernando Santos (que vou começando a conhecer por este meio cibernético que a modernidade pôs à disposição de todos) pela iniciativa de revitalizar o Blog da Escola que até nem foi a sua. O ano novo, de facto, começou bem. Assim se lhe sigam outros exemplos semelhantes.
Artur R.Gonçalves.......08-01-2010
Amigo Fernando Santos
(Que eu julgo não conhecer)
Realmente o Amigo tem toda a razão. O Colega Zé Ventura, merece muito mais apoio no seu trabalho e dedicação por todos nós.
1947 ACAMPAMENTO DA MOCIDADE PORTUGUESA NO CASTELO DE ÓBIDOS
Precisamente dois anos mais tarde, participei também num fim de semana, num acampamento da Mocidade Portuguesa. E, caros amigos, naquele tempo, com a nossa inocência e ignorância, usar a farda e participar nas actividades da Mocidade Portuguesa era excepcional.
Não tenho vergonha de dizer que, quando pela primeira vez vesti a farda da M.P., me senti um General de 5 estrelas, em ponto pequeno bem entendido.
Quanto ao acampamento no Castelo de Óbidos com que comecei o meu texto, foi evidentemente uma paródia. Dormir naquela noite julgo que ninguém conseguiu. E no que respeita à alimentação, como o cozinheiro ficou de férias, aquelas "sandocas" bem duras, até souberam a pão de ló de Alfeizerão fresquinho. O transporte....´Caldas-Óbidos-Caldas, está-se mesmo a ver... foi evidentemente à "la pata".
Bons tempos que recordo com saudade.
Mário Reis Capinha .....08-01-2010
Eu tenho reparado que este tema da M.P. se torna de algum modo sensível para certos comentadores deste blog ou será impressão minha? Os amigos Fernando Santos e Mário R. Capinha têm estórias relacionadas com os acampamentos da M.P. É curioso que sendo eu nascido em 1950 obviamente mais novo que eles, também me lembro de um acampamento da M.P. em Óbidos e tal com o grupo do amigo Fernando nós também tivemos chuva e mau tempo. Talvez que este meu comentário sirva para alguns dos colegas daquele tempo se entusiasmarem e se lembrem melhore do que eu para dar o seu contributo, também a comentar esta aventura que foi no ano de ano 1961 (ou seria 62). Lembro-me que nos juntámos na escola velha e partimos para Óbidos , à pata, sob do comando do Mestre Mateus. Quando lá chegamos começámos a armar as tendas e ainda não tínhamos acabado de o fazer começou a chover com alguma intensidade, entretanto também se fez noite e a malta ficou toda molhada, tenho uma vaga ideia que a chuva era tanta que voltámos para casa na mesma noite, mas penso que foi de comboio, não me tenho a certeza, por isso faço o desafio para alguém do meu tempo que me avive a memória e ao mesmo tempo fazer a correcção necessária do ano e do regresso a casa de certeza que o Batista, jaime Neves, o Luis "Pingas", Edgar ou outro que se lembra desta passagem que foi antes do acampamento de Aljubarrota, do qual já vi fotos neste blog.
Antonio Abilio.......09-01-2010
Também eu me lembro do acampamento de 1947. Andava na 3ªclasse. O meu grupo não foi acampar, foi só no próprio dia de manhã. A pé claro.O único detalhe que me lembro foi a fome que passei. Só a meio da tarde a minha irmã, que tinha começado naquele ano a dar aulas (felizmente para mim à 4ªclasse na Praça do peixe) me arranjou um pão com manteiga e uma laranja. Foi a única vez que fui a um acampamento.
Anónimo........10-01-2010
Pelo que me é dado observar nos comentários já enviados, a fome, a chuva e o andar a "la pata" foram comuns nos acampamentos da MP em Óbidos!
Olá Mário Reis Capinha! O meu amigo esteve lá em 1947, deve ter poucos anos menos que eu, e talvez até nos tivéssemos conhecido, por isso veja se anima o blog com mais umas estórias do seu tempo de Escola. Olhe que eu tenho por cá mais algumas, mas há que dar a vez a outros!
Um abraço para todos
P.S. Olá comentarista anónimo! Pode saber-se a razão porque não se identifica? É sempre agradável saber quem são as pessoas que falam connosco mesmo para uma crítica,(que não foi ocaso).Apareça e conte alguma estória que será sempre bem recebido!
Fernando Santos .....Olhão, 11-01-2010
O meu registo ficou anónimo porque me esqueci de assinar. O meu nome é João Martins. Não andei na Escola. Andei no Ramalho Ortigao. Mas não deixo de acompanhar os dois blogues com alguma regularidade.Sou um "caldense degenerado" visto que raramente vou à minha terra. cumprimentos a todos.
João Martins.......11-01-2009
Boa noite, Sr.Fernando,como vê cá estou eu a dar a minha opinião. Gostei de ler o seu comentário e não me lembro de ter feito qualquer acampamento da M.P., mas lembro-me e muito bem do dia 13/05/1965, em Fátima, quando o Papa Paulo VI doou e abençoou a "Rosa de Ouro" à Basílica de Fátima. Dia terrívelmente quente, abrasador mesmo, e nós todas fardadas, com aquelas saias de fazenda quentíssimas, mas impecavelmente em sentido. De vez em quando lá caía uma pessoa ao nosso lado, não aguentando mais o calor e a sede, só víamos rapazes da Cruz Vermelha a socorrer e dando cantis de água a beber. Como vêem não era só de vento, chuva e frio que nos lembramos mas também se passava e muito com o calor!
Lembrei-me desta, agora!
Durmam bem e com anjinhos.
Lurdes Peça.........19-01-2010
terça-feira, 5 de Janeiro de 2010
No portão da Escola
A foto que hoje se publica tem a particularidade de ter sido obtida no portão da Escola, o que é uma raridade nas cerca de 1400 fotografias que tenho digitalizadas.Os “meninos” do 1º C do Comércio de 1959, estão perfeitamente identificados no mail que o Noronha Leal enviou.
Com votos de um Feliz 2010, aqui estou a enviar uma foto tirada em 20 de Julho de 1959, em que consigo identificar, além de mim próprio (!), o “Inhas” de São Martinho, o Zé Leal Pinto, o Marcolino (de Rio Maior), o Rogério Pescada (de Fanhais) e o Parracho (de Peniche).
Estávamos, então, a terminar o 1º. Ano do Curso Geral de Comércio (seria, actualmente, o 7º. Ano); decidimos “posar” para a eternidade (?) junto ao portão do pátio da velha Escola Rafael Bordalo Pinheiro, junto à taberninha da viúva do Baltazar, poucos metros abaixo do Chafariz das 5 Bicas !
À excepção do Zé Leal Pinto, não creio ter encontrado nunca (depois de “crescido”), nenhum destes amigos. Por onde andarão?
Um abraço e redobrados Votos de Bom Ano.
Noronha
Para relembrar esta turma aqui fica a pauta da mesma (Clicar em cima para aumentar)
Comentários:Pois era...era a minha turma e são alguns dos meus colegas...!!!
Também não os voltei a ver, a não ser o Noronha...!!!
Já tenho perguntado muitas vezes a pessoas de Peniche pelo Parracho (creio que o pai tinha um taxi...), mas nunca ninguém me soube dizer nada sobre ele..."é desconhecido"...!!!
Um abraço e continuação de Bom Ano também...!!!
E já agora um convite também ao Noronha...: no dia 17 de Janeiro teremos se Deus quiser o Santo Antão...
Não sei se alguma vez o Noronha foi ao S.Antão, na verdade ele era "demasiado certinho" para se desviar nessas andanças...!!!
Um abraço do
Maximino.........06-01-2010
É claro que não reconheço nenhum dos rapazinhos(em 59 ainda andava na primária), mas se o Noronha é o «senhor» engravatado, o 4º a contar da Esq., tenho aqui algo para descobrir. As semelhanças fisionómicas com o outro Noronha do qual vou falar são mais que muitas!
Quando entrei no Ciclo em 62 havia na minha turma um menino de Alvorninha, que era Noronha Leal,mas não era propriamente o paradigma do aluno ideal, se a memória não falha.
Poderá o aluno exemplar (segundo os mais velhos) presente na foto informar-me de uma possivel relação familiar entre os dois.
Nunca mais vi o meu velho colega de turma.
J.L.Reboleira Alexandre.......06-01-2010
Eu hoje também comento para ajudar o meu amigo J.L.Reboleira Alexandre.
O Noronha Leal, julgo não estar enganado, é o 1º do lado direito, e segundo sei foi um dos alunos mais brilhantes do seu tempo. O tal Noronha que referes julgo que deve ser António Noronha.
Como o Orlando Santos tem uma memória de elefante, e também fazia parte da turma, certamente vai dar uma ajuda.
Um abraço
Zé Ventura
(Clicar em cima para ampliar)Amigo Z.L. Reboleira,o Noronha Leal é o primeiro da direita, o "menino" de gravata é o Rogério Pescada, o do meio é o Marcolino que segundo me parece faleceu em França, pois quis-me parecer que há uns anos na Gazeta das Caldas eu li que ele tinha falecido. O outro Leal da foto era também aluno muito intelegente e é o segundo da esquerda "da última vez que eu o vi foi no encontro em Obidos em 2003" onde ele nos deliciou com uns lindos poemas, nos intervalos para ajudar a disgestão.
Certamente o Noronha esclarece
Bom ano para todos
Joaquim Chaves........07-01-2010
Que turma, este 2º. F!
E como eu me recordo bem de todos e os revejo na "fotografia" daquele tempo. Alguns há que nunca mais vi ou, se calhar, por eles passei sem os reconhecer.
O Noronha era, salvo erro, da Moita de Alvorninha, e usava uns óculos muitos grossos, tipo "fundo de garrafa".
O Chão da Parada era quem fornecia mais elementos: Fernando Marques, Fernando Reboleira, José Contente, José Luís Reboleira e José Reboleira Manuel.
Algumas particularidades permanecem, claríssimas, na minha memória: a gaguez do António Maria Santos; o cantar alentejano do António Barradas; a beleza, segundo as colegas, do José Luís Mota Salvador que, na linguagem de hoje, seria um "pão"; o domínio de bola do Mário Ventura e a velocidade do Manuel Espadana;a subtileza do jogador de volei que era o José Carlos Dionísio e a forma como o Victorino "bolava" "à balanceiro"; os ciúmes que o Fernando Conde provocava no Luís Monterroso, perante a preferência da "paixão" comum.
Muitos estão hoje bem instalados na vida e com grande sucesso profissional. Houve quem mudasse de nome e quem se esfumasse: que será feito do Franclim Eugénio e do Jorge Machado, que protagonizaram, julgo que no ano seguinte, um episódio numa aula do Engº. Piriquito, a que o Zé Ventura assistiu, ao qual alude muitas vezes e que me dispenso de contar, por não querer baixar o nível do blog.
É melhor parar por aqui, para não correr o risco de ser "chato". Ou já fui?
Orlando Sousa Santos......07-01-2010
Orlando, estavas inspirado. Saiu lindo o teu texto. Também eu revejo todo este pessoal e os óculos do Noronha.
Antes de terminar e porque não: notaste que dos 5 elementos do Chão da Parada, na mesma turma, 3 são Reboleira ? Para quem não sabe este apelido é exclusivo da nossa zona.
No Canadá, pela dificuldade de pronuncia deixei de o usar, salvo no meu hotmail: reboleira@hotmail.com, mas aí ainda sou Reboleira para muitos.
J.L.Reboleira Alexandre.........08-01-2010
Só para esclarecer...como sugerido pelo Chaves:
O António do Rosário Noronha é, de facto, meu primo, embora afastado.
Não conheço os alunos da outra turma, o que não admira, quando essa rapaziada entrou, eu já andava no ICL, em Lisboa. É que eu sou já muito velho !
Não somos, Maximino (ed altri...)?
"By the way", esse repto de ir ao Santo Antão este ano, não caíu em saco roto, caro Maximino. Tenho é de arranjar motorista...não vá a GNR aparecer...
Noronha...........08-01-2010
O "Inhas" referido na foto refere o Mário Manuel Félix Martins Pedro, de S. Martinho do Porto e ainda por lá anda. Foi durante muitos anos Presidente da Junta de Freguesia ao qual se seguiram mandatos na Fundação Manuel Francisco Clérigo, Clube Recreativo e provavelmente outros mais, que os anos já são muitos e a memória cada vez mais escassa. Pelo que sei está bem e recomenda-se.
Um abraço a todos e... espero, até ao dia 17 de Janeiro. Ainda havemos de alugar um comboio para recordar velhos tempos.
A.Justiça........08-01-2010
Amigo Noronha...quanto a motorista não tenhas problemas...!!!
Eu se necessário, irei levar-te a casa e podes estar descansado, porque eu só posso mesmo beber água...!!!
Mas será que estamos mesmo velhos como dizes...?
Um abraço
Maximino .............08-01-2010
Por vezes sinto-me indeciso se devo entrar ou não no blogue da Escola pois raramente lá vem alunos dos anos 50's, principios de 60 a dizer algo dos nossos anos de escola. Se bem me lembro os cursos eram de 5 anos, quem desse entrada no Ciclo em 52 iria encontrar com os do 3º, 4º ou 5ºdo curso anterior e assim sucessivamente, por isso mesmo sendo mais velho que o Noronha Leal e os da foto ainda convivi com eles e com os dos cursos antecedentes e deles guardo uma boa memória e até amizades. Como nunca frequentei a Escola Nova, não sei ao certo como era a convívência entre os alunos dos diferentes anos, diferentes cursos e até das turmas dessa mesma "nossa escola". Da Escola Velha sei que por se encontrar num recinto onde a entrada para as aulas era uma obrigação desde o Portão de ferro da Rua Diário de Notícias até à velha porta da escola onde entravamos, incluíndo director, professores e a "malta" e a "rivalidade " (no bom termo da palavra) entre turma B e a turma C, com o campo de futebol na Mata ali mesmo ao lado parece que todos nós nos conheciamos. Como já foi dito anteriormente noutros comentários por vezes "pareciamos um bando de pardais à solta ..os putos ..os putos" a irmos dar "rábia" ao (Sapo),que era o zeloso guarda da mata e nisso eram de turmas e anos diferentes onde o mais "traquina" e o mais "anjinho" se juntavam e talvez daí houvesse algo que nos unia talvez até o saudoso Pacheco dentro daquele pequeno recinto com as castanhas, os gelados, as pinhas e os chupa-chupas. Talvez o Tenente Ferreira da GNR que não conseguia "parkear" o carro no quintal da mesma polícia que ficava no recinto da Escola e por vezes nós vinhamos assistir às manobras, o que fazia o pobre homem mais nervoso e não conseguia pôr o carro na garagem, tinha que vir um guarda que à primeira lá estacionava o carro, tudo isto se passava num espaço relativamente pequeno em que todos tinhamos que conviver. Se não aparecer mais pessoal da minha época penso que vou desistir.
Chaves........08-01-2010
O amigo Chaves queria que por aqui passassem...: O Afonso da Serra d'El-Rei...o Zamor de Óbidos...o Rabaça Martins do Bomarral e outros assim ,não era...?
Mas essa malta não é malta de andar pela Net...
Estamos cá nós amigo Chaves...eu também sou desse tempo...e todos os outros que passaram pela Escola...somos todos "desse tempo"...desistir é que não...!!!
Um abraço
Maximino.......12-01-2009
Chaves.........13-01-2009
Tudo de bom para ti amigo e até ao verão...!!!
Abraço
Maximino........14-01-2010
domingo, 3 de Janeiro de 2010
70.000 Visitantes
2010 aí está, e curiosamente no dia 1 de Janeiro o blog registou o visitante número 70000.
Já agora aproveito para fazer um “briefing” da situação.
| Blog | Dados |
|---|---|
| Visitantes | 70000 |
| Visitas | 263900 |
| Tempo de vida | 1334 dias |
| Média de visitantes diários | 81,42 |
| Média de visitas diárias | 238,84 |
| Record de um só dia | 157 Visitantes, 382 Visitas |
| (11 de Maio de 2009) | |
| Fotos publicadas | 709 |
| Fotos provenientes de | 153 Ex-alunos |
| “Post” publicados | 555 |
| Comentários feitos | 1231 |
| Acessos com regularidade ao Blog em Portugal | Cerca de 210 Locais |
| Acessos com regularidade ao Blog no Estrangeiro | Cerca de 27 Países |
| (Acessos dos E.U.A e Canadá) | Mais de 30 Locais |
É com estes dados animadores que se inicia o novo ano, que como é sabido irá ter o seu ponto alto no dia 8 de Maio, (faltam só quatro meses).
Comentário:
E o Zé Ventura que me perdoe...mas estamos todos de parabéns...!!!
Um abraço Zé, por nos manteres "mais vivos" e mais unidos...!!!
Mais uma vez um Bom Ano de 2010
Maximino.......03-01-2010
Há aqui um detalhe nas estatísticas que me faz pensar: Canadá e USA representam 15% do total dos locais com acesso ao blog. Mas em termos de participantes activos não iremos além do 1 ou 2%.
Não fosse o receio das calinadas na lingua de Camôes, e muito mais estórias apareceriam.
No entanto esse receio compreende-se sabendo quanto os nossos amigos do outro lado do mar são de crítica fácil.
Mas lá dizia um conceituado linguista (russo ? como não lembro o nome, deixo isso para o meu amigo Artur G.)que, bem falar, é a gente entender-se, nada mais que isso.
Bom Ano para todos!
J.L.Reboleira Alexandre.......04-01-2010
Vá lá companheiros/as...
Não tenham receio das possíveis calinadas (agora com o acordo ortográfico...nem se notará...!!!)
Mas também pode ser um benefício...:faço parte de um Forum (de sportinguistas claro...!!!)onde entre as muitas centenas (de pessoas com bom gosto...!) temos um amigo natural de Loures, mas nos Estados Unidos desde miudo e já lá vão cerca de 50 anos...
Pois o amigo "Juve" ao principio... "era quase uma desgraça"...
Agora...??
Nós nem reparamos e todos os dias entra na conversa...!!!
Por isso...não façam cerimónia...!!!
Um abraço
Maximino.......05-01-2010
Temas: Blog
domingo, 27 de Dezembro de 2009
Bom Ano
Para todos estes amigos, que já participaram na nossa grande festa de Maio, e para os outros que nunca foram, mas têm pena, UM ANO COM MUITA SAÚDE, e já agora uns cobres para os gastos.
Este painel feito de quatrocentas fotografias é um bom exercício para as noites de insónia, eu sei o nome de todos. E TU ?
O Sanches oferece uma “grade de minis” como prémio às suas perguntas, eu não sou tão modesto e se alguém souber o nome de todos ganha uma viagem à Madeira com estadia em hotel de 5 estrelas.
Bem...então aproveitando o desafio...
Aqui fica um outro...:
Quantos destes amigos que estão nas fotos...vão ter coragem para ir ao Santo Antão de 2010...???
É que no próximo ano o dia de Santo Antão é ao Domingo, o que não deixa de ser uma boa oportunidade para relembrar (muitos...)velhos bons tempos...!!!
Eu conto estar lá, se Deus quiser...!!!
Um abraço do
Maximino........28-12-2009
Meu Caro Zé, este trabalho está excelente. Espírito de empreendedor, continua, parabéns. Bom Ano de 2010.
José Louro.........28-12-2009
Festa do "chouriço" e chá do "Poceirão". Lá estarei. Vou tentar levar o grupo do "Central".
É importante um "ensaio" antes do almoço de Maio.
Santana.......29-12-2009
ABAIXO O 2009
VIVA O 2010
À viagem à Madeira
Sou p'ra já um concorrente.
E vou arranjar naneira
Do VENTURA ficar contente.
Para os Colegas menos novos, mais novos e assim-assim, votos de um "bué" BOM ANO
Mário Reis Capinha.......30-12-2009
Olá Mário Capinha!
estás com força pra ires ao S.Antão?
Valente.
Mas tens de ir a pé como nos velhos tempos.
Alda Capinha......02-01-2010
Excelente Trabalho sem duvida.
Não venho comentar com o intuito de ganhar as Minis nem a viagem á Madeira porque já conheço, mas sim para lançar um desfio a todos os colegas das fotos e aos outros que visitam este blog, mas têm vergonha de se mostrarem ou de comunicar com os seus antigos colegas e amigos.
Eu infelizmente ainda não tive o prazer de assistir a nenhum almoço dos antigos alunos, mas desde que frequento o blog, estou mais perto de alguns amigos que não vejo há muito tempo, e continuo sempre á espera de outros que hão-de aparecer é uma questão de tempo. Portanto o desafio está feito, espero que este novo ano traga força de vontade e curiosidade a todos os antigos colegas.
Felicidades e saúde para todos neste 2010,
Antonio Abilio........02-01-2010
Um Bom Ano para todos, é o desejo do vosso amigo
João Ramos Franco.......05-01-2010
(com o devido conhecimento do Colega e Amigo Ventura)
Estimada prima Alda
Dirijo-me assim pois julgo tratar-se da pessoa que eu penso.Fico satisfeito por finalmente aderires ao blog dos antigo alunos.
Como podes verificar isto são "conversas" de várias épocas em que ninguém se sente deslocado.
Quanto à ida ao S.Antão (que ainda fica ao pé de òbidos) agora só carro, ou vá lá, quando muito de bicicleta.
Contacta-me pelo meu email e até lá um BOM ANO para todos vós, um abraço ao Lemos, beijocas para ti e restante família do primo.
Mário Reis Capinha.....05-01-2010
Temas: Blog
terça-feira, 22 de Dezembro de 2009
Boas Festas
Comentários:
Boas Festas e que em 2010 este continue a ser um local de encontro de velhos amigos.
Um abraço a todos.
JJ.........23-12-2009
Desejo a todos um Santo Natal e um BOM ANO de 2010.
Ao Zé Ventura um abraço forte. Muita força e paciência para continuar, muitas vezes sentido-se só,com o Blog.
Carlos Esgaio......24-12-2009
Aproveitando o post expressamente aberto para o efeito...
Desejo a todos os colegas um Santo Natal e um Bom Ano Novo...
Com saude em primeiro lugar...!!!
E obrigado ao Zé Ventura por manter este espaço de ligação entre todos nós...!!!
Maximino.......24-12-2009
domingo, 20 de Dezembro de 2009
Quadra natalícia
Numa altura em que os presentes já estão junto à árvore de natal, e já se ultimam os últimos pormenores para a consoada, vale a pena recordar o Natal de 1967 através do “Ensaio”, Jornal da Escola.Este exemplar vem do baú de recordações da Matilde.
Os autores dos poemas estão devidamente identificados.
Vou aproveitar esta deixa referente ao Natal para enviar a todos os alunos da Escola Indústrial e Comercial de Caldas da Rainha, um Feliz Natal e Próspero Ano Novo em Especial para os Finalistas do ano 1961.
Carlos Nobre.......21-12-2009
Só mesmo a Matilde seria capaz de preservar para a posteridade estas peças de museu de prosa natalícia versificada. Como nunca tive muita habilidade para essas poéticas académicas, deixei sempre fugir a oportunidade efémera de celebrizar o meu nome nas páginas selectas do Jornal da Escola. Passados mais de quarenta natais, agradeço ao(s) editor(es) do «Ensaio» o favor que fizeram aos leitores.
As rimas em «–inho/a(s)» continuam a ajudar muito poeta principiante, pelo que o esforço dos jovens aprendizes de 67 até nem é para desprezar. Por vezes, eram transcritos para vistosos cartões de boas festas (desenhados e pintados nas aulas de desenho / litografados nas de trabalhos manuais) e enviados pelos CTT para os familiares mais próximos.
«Numa altura em que os presentes já estão junto à árvore de natal», como diz o Zé, é curioso recordar que à data da publicação do periódico, o «cheiro do pinheiro» ainda animava a consoada…
Artur R.Gonçalves.......21-12-2009
quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
3º Ano do Comércio de 1969
Com pena minha o Blog tornou-se simplesmente num “ álbum de fotografias”, a “rapaziada” da escola é pouco dada a comentários e opiniões e prefere dar uma vista de olhos sem “fazer ondas”.
Mas não desisto e vou continuando esta publicação das fotos que me vão chegando. Esta vem do álbum da Paula Pina que recorda aqui a turma B do 3º Ano do Comércio de 1969, esta foto não é muito diferente de uma já aqui publicada.
Se a memória não me falha, temos, em cima; a Isaura, a Fátima, a Esmeralda, a Paula Pina, a Anabela Abreu, a Zélia, a Ana Reis, a Adélia, a Conceição, a Natália e a Ana Paula Duarte.
Em Baixo; a Beatriz, a Cidália, o Vasco Castelhano, a Fernanda Violante e a Cesarina.
Comentários:
Meu caro ZV, o inicio do teu texto diz um pouco do teu estado de espírito depois de publicar estas fotos todas, que sem sumo,e como dizia o nosso amigo Artur G., são um pouco o convite ao silêncio. Silêncio sepulcral, se continuarmos nesta via.
E no entanto quantas estórias poderiam estas «meninas» contar-nos!
E não me venham dizer que é por falta de tempo. Será que lá no emprego (aquelas que ainda o têm) não há maneira de tirar uns momentos para espreitar no PC e sem o «chefe» saber vir aqui mandar umas «bocas» saborosas? Isto para as que não são elas mesmas as chefes. É que estamos á porta de uma fase da nossa vida em que devemos realizar que a sacro-santa produtividade deve começar a ser problema dos nossos filhos.
Ou será que a nossa educação judaico-cristã continua a produzir inibiçÕes que nos seguem permanentemente.
Vá lá Zélia. E a tua amiga Ana que está muito mais elegante 40 anos depois. Os anos não passaram por vocês. Umas rugazitas,,, isso não é nada. Cesarina, que esperas para dizeres «umas coisas»? E o que faria o Vasco das fotografias ali no meio destas beldades todas?
Allez les belles, laissez vos peurs de coté!
PS: não resisti ao apelo do ZV e fiz isto entre dois telefones, quando lá fora o termómetro marca -20 Cº.
J.L.Reboleira Alexandre........18-12-2009
Meu caro ZV,
Ao entrar, hoje no nosso blog, senti o teu desassombro pela forma como ele continua a viver, muito recordar – o que tem sido salutar, sem a mínima dúvida – mas pouco literário.
Creio, tal como tu transcreves, que somos capazes de mais. Aqui à dias enviei-te um e-mail informando-te e, dando a conhecer o teor, que tinha enviado um e-mail para o ERO aquando foi sentido, pelo seu mentor, que o blog estaria a finalizar.
Nesse email lancei uma ideia que, provavelmente, deveria ser por nós analisada e colocada em prática. Essa ideia tem como principal teor as nossas vivências decorrentes entre, como escrevi na altura, a “belle époque” dos tempos de escola e o presente, isto é, o que fizemos nestes anos, que são já representativos de “uma vida”… as alegrias, as tristezas, os êxitos e não-êxitos, se, como era lema nesses idos tempos, chegámos a plantar uma árvore, procriámos e escrevemos um livro.
Como recordarás eram essas as principais metas para chegarmos a ser gente de bem, plantar uma árvore, termos um filho e escrever um livro… depois de tudo isto feito, parece que na altura nada mais era necessário fazer!!!
Aos rapazes de mais ou menos 60 anos, a grande maioria terá muitas estórias e histórias de guerra, e não só, para contarem mas pelo que me apercebi as raparigas, desta mesma idade, jovens, terão também muita coisa a partilhar e tomo como exemplo a Esmeralda que tem dotado a nossa sociedade com excelentes pinturas e porque não a Zélia, que ao que sei foi enfermeira num dos principais hospitais deste nosso cantinho à “beira-mar plantado” terá com toda a certeza, estarei enganado? muitas experiências para partilhar com os ex-colegas e amigos de sempre.
Debruça-te sobre este assunto, debruça-te mas não caias, e vê se isto tem pernas para andar.
Parece-me à partida que sim. É sempre uma curiosidade saber o que fizeram os nossos amigos em todos estes anos… claro que… só o que se pode saber deve saber-se, todo o resto é tabu, ninguém tem nada com isso.
E a ideia surgiu através do blog quando, ao ler sobre determinados ex-colegas exclamava de mim para mim… ahhh, por isso é que nunca mais vi este “gajo” afinal ele foi para o Canadá, ou para os EUA, etc. etc. e fomos grandes amigos. Como foi possível perder-mos os contactos com essas que foram, e continuam a ser, grandes amizades de outrora.
O blog que criaste serviu, em muito, para colmatar essa falha da nossa parte e hoje sentimos, através do almoço anual, onde nos encontramos, que esses encontros são como que “o retomar de conversas” que começaram “à uma vida atrás” e nunca chegaram ao fim.
Meu amigo e meus amigos, há muito para dizer e escrever, há muito para contar e recordar, venham de lá essas histórias e estórias.
A todos e principalmente a ti, ZV, um bom Natal e Próspero Ano Novo.
A. Justiça ............18-12-2009
O que o Z.V. diz é uma verdade mandam-se umas fotos e muitas vezes fica-se por aí, pois há muito pouca réplica a certos assuntos ou alguma "estória adequada ao texto" como um antigo professor de Portuguès dizia.
Quando eu vim para o Canadá em 1966 ainda escrevia para os meus pais e irmã e um pouco mais tarde para a namorada com quem viria a casar. Depois disso o meu escrever tornou-se quase nulo, mas desde que eu tive conheçimento do blogue tento dar o meu contributo, (com bastantes erros ortográficos...é claro) mas aos poucos noto que todos os que colaboravam foram desapareçendo.
Dos anos 50's não apareçem muitos e quando o fazem é só de fúgida. Então para fugir só aos fotos, mas sem pretensões a escritor ou poeta e sem querer ferir os sentimentos de algum emigrante que não esteja dentro desta pequena análise
A CONDUÇÃO quem vem do outro lado do Atlantico "norte" (E.Unidos ou Canadá") é mais ou menos assim. Vou apenas falar ou talvez contar o que se passou comigo e quantos outros condutores de automoveis que vêem de férias a Portugal e alugam um carro no aeroporto.
Penso que uma grande percentagem dos portugueses sabe que os carros em Norte América são automaticos enquanto que na Europa são de mudanças e que há uma grande diferença de preços no aluguer dos mesmos. Por isso se adopta pelo carro europeu que é de mudanças manuais e que é mais barato. Na chegada ao aeroporto lá está um ou uma agente da companhia de carros de aluguer com o dito nome do passageiro em LETRAS GRANDES a quem o carro vai ser entregue, Depois de todos os requesitos preenchidos lá vem o agente com o carro ; explica tim por tim o que é importante no mesmo e geralmente tem de volta a resposta Ó I Á,Ó I Á., mas o pior é quando se entra no carro e se começa a conduzir, e...aí vêem os problemas pois pareçe que se esqueçeu de tudo que o agente explicou. Ora quem vem para as Caldas toma a A8 ou a antiga A1 e quando se entra na cidade começam os problemas com as rotundas
Ai que barafunda
ai que barafunda
mais uma rotunda
mais uma rotunda
ai que barafunda
ai que barafunda
volto para a esquerda
volto prá direita
lá ponho o travão
ai que barafunda
ai que confusão...
Meto uma primeira
meto uma segunda
mais uma rotunda
mais uma rotunda
ai que barafunda
ai que barafunda
logo sigo em frente
travo de repente
lá está um peão
em forma de gente
meto uma primeira
vai prá terceira
o carro aos saltos
eu aos sobressaltos
ai que barafunda
ai que barafunda
mais uma rotunda
mais uma rotunda
lá dou uma volta
lá pela rotunda
volto à direita
ai que barafunda
o carro da esquerda
corta-me o direito
ó coisa sem jeito
volto à esquerda
volto à direita
volto à direita
volto à esquerda
ai que confusão
ai que barafunda
ò que grande mêê.....a
o chaufeur do lado
entra na rotunda
com cara ruim
olha para mim
levo a mão à cara
dou-lhe a saudação
mas ele retribui
com o dedo grande
lá da sua mão...
...meu deus
lá vem mais uma rotunda
ai que confusão
ai que barafunda
(nota importante) agora já não tenho problemas... comprei um carro, sei os mecanismos do mesmo e até já chamo azelhas aos outros...ah ,,,ah...ah...
Joaquim Chaves........18-12-2009
Contra factos não há argumentos. Como não tenho nenhuma foto para enviar, não irei engrossar o álbum. Se houver vontade de inverter o rumo ao blog, de iniciar uma nova fase, estou disposto a oferecer um contributo feito de palavras. Aquelas que o tal tempo me permitir encontrar. Venham os TEMAS para desenvolver e cá estarei a tentar responder dentro das minhas possibilidades. E, se perder o último autocarro (como me parece que vai acontecer hoje), regresso a casa a pé. Depois, as temperaturas nestas latitudes ainda estão acima do ponto de congelação da água, o que me permitirá uma caminhada revigurante e sem percalços de percurso.
Bom Natal a todos e que o Ano Novo traga mais inspiração.
Artur R. Gonçalves.............18-12-2009
Caro amigo Z.V.
Depois de já ter dado um lamiré sobre esta possível situação de cansaço ou saturação embora eu seja um "caloiro" neste Blog sinto uma grande satisfação e orgulho em o visitar diariamente, várias vezes inclusivamente tenho colegas Canadianos no escritório onde trabalho que ás vezes já me perguntam então como estão as coisa com a tua escola lá em Portugal? Isto é porque eu lhes mostro as fotos e começo a explicar quem são, se os conheço claro.
Com isto te posso dizer que as fotos para pessoas que se encontram fora de Portugal á volta de Quarenta anos como eu, são uma boa forma de nós revivermos e ver as caras que deixamos na nossa juventude que por causa do Sr. Antonio O. Salazar, nos obrigou a procurar outras vidas.
Esta foto onde está o meu amigo Vasco, que está muito bem no meio de todas as colegas, mas quem já não o vejo desde que parti, estou sempre esperançado que através do blog talvez o consiga encontrar, assim como outros e outras colegas e amigos que eu me recordo mas derivado á longínqua ausência os nomes e as caras e o contacto vai fugindo, mas sempre esperançado.
Embora tenha tido algumas desilusões quando vou visitar Portugal e encontro alguém que devia de conhecer-me e quando me dirijo a eles a a resposta é "ó pá já lá vão muitos anos não me recordo desse tempo" é curioso que eu lembro-me deles mas eles perderam me a mim da memória e dos tempos de escola que de certeza foram os melhores tempos da vida deles.
Enfim nem todos partilham da mesma maneira de pensar, portanto tem que se ter paciência e continuar o nosso percurso, que até não é tão longo como se pensa, porque até houve alguns dos nossos amigos e colegas que já partiram, por isso eu digo que a viagem não é assim tão longa. Vamos lá a colaborarmos um bocadinho mais e se possível melhor, pois até não custa nada se houver boa vontade.
Para todos, desejos de um Feliz Natal e que o novo Ano lhes traga mais vontade de escreverem no blog e darem forças ao incansável
Zé Ventura.
Boas Festas
Antonio Abilio.......20-12-2009
terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Visita a Évora
A foto de cima recorda uma viagem de estudo a Évora, e foi tirada à entrada da Capela dos Ossos, durante o ano lectivo de 69/70.
Dos intervenientes apenas consigo descortinar o nome da Natércia e da Lurdes Couto, que estão também na foto do lado.
Comentário:
Antes de ir para Angola "vida militar",estive uns meses em Évora, mas nunca entrei na Capela dos ossos,nem sei explicar o porquê. Embora seja uns dez aos mais velho,penso que a menina da frente é a São Lopes.
Joaquim Chaves.........18-12-2009
Cá está um exemplo que apesar de um mar que nos separa podemos continuar uma boa relação. No caso destas meninas julgo saber que são grandes amigas e continuam a cultivar a sua forte amizade que travaram em jovens, contradizendo o velho ditado, “Longe da vista longe do Coração”, mas quando se é amigo é para sempre.
Pois na minha opinião é também para isto que o que o blog deve servir, para reviver os nossos tempos de juventude, como também para encurtar as distâncias entre velhos amigos, em que se possam apertar mais os tais laços de amizade. Embora não tenha convivido muito com a Lurdes ou com a Natércia, porque também era um tanto ou quanto envergonhado, mas hoje mesmo estando longe mantenho uma forte e respeitosa amizade com a "Milu" e seu Marido.
Com isto aproveito para desejar um Feliz Natal e que o novo Ano lhes traga tudo de bom, felicidades e Boas Festas para todos os antigos alunos da nossa Escola
Antonio Abilio........20-12-2009
domingo, 13 de Dezembro de 2009
Dr. Bento Monteiro
Esta semana recebi um mail de um coleccionador de Leiria, o Sr. Pires Conceição, que dizia:…Aqui há uns tempos atrás no meio de uns papeis recentemente comprados, entre eles alguns diplomas de curso superior, descobri um Diploma de Licenciatura em História e Filosofia, passado pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em nome do Dr. José Manuel Ramos Bento Monteiro, descobri depois de várias pesquisas que o Dr. Bento Monteiro, foi uma pessoa importante e querida nas Caldas da Rainha…
…O documento está em excelente estado de conservação é feito na habitual pele de cabra e redigido à mão em Latim, está completo tem o selo e as fitas originais e a caixa do selo em prata maciça…
Este documento foi posto hoje à venda num leilão por um valor base de 300€.
Com a permissão deste amigo, publico hoje algumas imagens do referido diploma.
Muito interessante...!!!
Que Deus o tenha no seu Eterno Descanso...era um bom amigo, o Dr. Bento Monteiro...
Maximino........13-12-2009
É sempre bom recordar o Mestre, quer pelos conhecimentos transmitidos quer pelos bons momentos vividos nas suas aulas.
Descanse em Paz.
Carlos Esgaio.......14-12-2009
Mais um canudo que terá ficado perdido pelas caves da FL-UL e que alguém terá oportunamente encontrado e posto mercado. Uma história interessante a desvendar pelos mais propensos a este tipo de investigação.
Artur R.Gonçalves.......14-12-2009
Há aqui um pormenor que me chamou a atenção. Só de sêlos fiscais o nosso saudoso mestre pagou a «bagatela» de 300$00. É que em 1950 isto era muito mais que o salário mensal da maioria dos chefes de familia do Portugal da altura.
Mais um exemplo que prova como a vida era «fácil» para a grande maioria, nesses longos anos de escuridão do ancião de Santa Comba.
Que descanse em paz (muita paz)- o ancião claro - e não volte nunca mais!
J.L.Reboleira Alexandre.......14-12-2009
quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Apadrinhados pelo Malhoa
Há locais no Parque onde tirar uma foto é obrigatório, e um deles é junto à estátua do pintor José Malhoa.Os Serralheiros de 1962 não foram excepção, como se pode ver nas fotos que o Monteiro nos fez chegar.
Para uma melhor identificação fica aqui também o verso da foto, devidamente carimbada pela papelaria Tália.
Na segunda foto os intervenientes são os mesmos.
Aos meus amigos e Serralheiros digo-vos que quando estão com os vossos fatos de macacos até pareçem "outros". Estão muito bem e já agora cumprimentos ao Toino Monteiro, Lobato, Raínho e aos outros dois, Leonel e Fernando que nunca mais os vi. Feliz Natal
Chaves.........12-12-2009
terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Palavras para quê. São artistas Portugueses.
Se julgam que as grandes poses Hollyoodescas nasceram em terras do Tio Sam, estão enganados, se não vejam bem aqui estes quatro “Artistas” na foto, que a objectiva do Rogério Guimarães captou.
Em cima o Lemos e o Constantino, e em baixo o Dias e o Moiteiro.
Esta foto está datada de Maio de 1964 e foi enviada pelo Amilcar Moiteiro que nos diz “esta foto representa a forma singela de prestar homenagem ao nosso saudoso colega e amigo ( já falecido ) Alberto da Silva Lemos.”
Comentário:
Um verdadeiro «pas de quatre» masculino ao ar livre e em grande estilo.
Artur R. Gonçalves.......10-12-2009
domingo, 6 de Dezembro de 2009
2º Ano do Comércio de 67
Estas fotografias têm várias coisas em comum. Foram tiradas em 14-06-1967, foram reveladas na Fotografia Pereira e vêm todas do álbum da Matilde.
A 1ª Foto, que tem escrito no verso “ Na alegria e sinceridade toda a vida serei feliz”, tem como protagonistas; a Eugénia Falua, a Matilde e a Fernanda Violante.
Na 2ª Foto, tirada na escadaria da Escola com mais duas meninas que não consigo identificar, tem também uma mensagem, "Quantas recordações deixadas pela vida de estudante"
Na 3ª Foto, junta-se ao trio a Isabel Dinis. e a mensagem no verso é " a união faz a força".
Na 2ª fotografia estão: o Padre Naia, a Matilde, a Isabel Dinis, a Fernanda Violante e a Eugénia Falua. Foi tirada no final do nosso 2º ano do Comércio. Éramos quatro inseparáveis, com uma amizade que deixou raízes e perdura bem firme e fresca. A quinta menina um pouco encoberta é a Teresa Monterroso, outra querida amiga de quem há muito nada sei.
Matilde..........06-12-2009
Olá Matilde
Se porventura tiveres interesse em saber algo da Teresa Monterosso, fala com o Jose Manuel Monterroso, distinto Advogado ai da Praça, irmão da Teresa e que naturalmente facultar-te-á as informações que pretendes.
Cumprimentos
Antonio Nobre.........07-12-2009
quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Craques do Andebol
Estas fotografias da equipa do Comércio do ano de 1965, chegam ao Blog vindas do álbum do José Luis.
Destes atletas só consigo identificar o José Luis, o Vitor Silva e o Zé Rosa, que já nos deixou.
Na foto de baixo, os atletas são os mesmos, mas estão muito bem acompanhados pela Fernanda César, a Zélia e outras meninas que o decorrer dos anos já varreu da memória.
Comentários:
Na foto de cima temos o Jorge Barreto, Silvino Mendes (das Cruzes), Zé Luis, Zé Faustino e Artur Coelho.
Em baixo, Zé Rosa (que infelizmente já nos deixou há uns anos), Jaime Costa, Micael e Vitor Silva. Tratava-se da equipa do 3º ano do Comércio.
Vitor Silva......03-12-2009
Eu diria que a "então" a menina no meio da foto em pé é a Lurdes Bernardes.
Chaves.........06-12-2009
terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Trabalhadores estudantes
Já me aconteceu muitas vezes ser abordado por antigos alunos da noite que se interrogam se também podem ir ao encontro anual. Mas é claro que podem, diria mesmo, é fundamental a sua presença, pois só assim se cumpre o objectivo de juntar todos os “ramos” da Escola. Pena é que em matéria de fotos dos alunos da noite, estas sejam escassas, mas é o que temos.
Hoje publicamos algumas relativas a uma viagem à Serra da Estrela com passagem por Castelo Branco, onde os intervenientes eram todos alunos das aulas em regime pós-laboral, como agora se diz.
Os trabalhadores estudantes são o Mário Morgado, o Helder, o Justino e o José Fernando que como bom coleccionador que é, guarda religiosamente estas fotografias no seu álbum.
domingo, 29 de Novembro de 2009
De malas aviadas
Este grupo de turistas, de malas aviadas, eram, nem mais nem menos, alguns dos finalistas de 1970, que escolheram a pátria do “El corte inglês” para passear.
Na foto de cima temos o Zé Manel Dória, ?, a Maria José, a quem pertence estas fotos, a Celeste e ?.
Na foto de baixo; ?, Dória e a Luisa Ramires.
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
Fui ao jardim da Celeste girofé, giroflá…
Olha que bem comportadas que estão as nossas meninas.
A foto deve remontar a 1963, porque se não me engano foi tirada na “Escola Velha”.
Na roda estão as seguintes meninas da formação Feminina:
Saõ Lopes, a Natália, a Alzira Carinhas, Maria do Carmo Soares, e….
A fotografia foi enviada de Lisboa pela Maria do Carmo Soares.
Chaves........30-11-2009
Eu penso que este local é o chamado recreio das meninas que ficava ali logo quando se descia as escadas. Até me lembro uma vez haver um monte de areia lá, que seria para fazer obras e o pessoal começou a fazer apostas para ver quem se aventurava a saltar lá para baixo e eu como nunca tive medo de nada e tinha a mania de ser pára-quedista, pimba, lancei-me com um chapéu, guarda-chuva aberto, que nem era dos grandes e lá fui eu.
Julgo que a foto reporta ao sitio que referi, se não for olha pelo menos ficam a saber da minha aventura.
Valos lá dar ânimo ao blog para que não chegue ao ponto que o ERO está a viver. Bem haja Z.V. e todos os outros colaboradores
António Abilio........06-12-2009
Olá antigas colegas. Sou a Alda Capinha, Venho desejar-vos umas BOAS FESTAS E UM PROSPERO ANO NOVO. Tenho visto imensas fotos do nosso tempo de escola e que saudades.. muitas das colegas ja nao me recordo, mas e sempre agradavel recordar
Alda Capinha.......19-12-2009
Casualmente, tirei esta tarde para fazer "umas pesquisas" e esta foi uma delas...A melhor deste "meu dia"...
A minha turma! Ver estas "caras amigas". Algumas (poucas) vou vendo,,,,
Ausentei-me de Caldas, aos 20 anos, para casar e regressei, à 2 anos às Caldas!!!
Neste dia da foto, onde estaria eu metida???
Que SAUDADES!!!
Bem, ver este Blog, e recordar "professores e colegas", ver todas esta fotos, foi muito emocionante!!!!
Obrigada a todos!
Agora vou identificar-me: Branca Pereira e irmã da Teresa Pereira - (filhas do Ramiro dos Óculos) Alguém se lembra?
Um abraço a todas as minhas LINDAS AMIGAS!!!
Branca Pereira Caldeira..........02-02-2010
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Aqui nasceu Portugal
Os finalistas de 1968 foram até Guimarães, e sob a esfinge de D. Afonso Henriques posaram para a fotografia que chega ao blog pela mão da Maria dos Anjos, aqui retratada no lado direito.
Os restantes elementos são o Francisco Coutinho, a Fernanda Campoto e a Dulce.
Não sei se será de bom-tom o comentário que vou fazer, mas já ouvi de alguns companheiros que aquelas “botas brancas” deixaram muita gente a suspirar.
Comentário:
Zé, o teu comentário sobre as botas brancas justifica-se sempre, e até é pena, que passados estes anos todos ainda haja um certo retraimento no relembrar, o que certas colegas transmitiam, como se ainda tivessemos apenas 16 anos! «Franchement», somos todos avôs e avós, ou pelo menos poderiamos ser. A pergunta que deixo é: os suspiros seriam apenas pelas botas brancas ? Como não me lembro nada, niet, zero (não fui portanto um dos afectados) da Maria dos Anjos estou à vontade para fazer a pergunta. Lembro-me mais da Dulce mas no ano seguinte, já nas Secçôes Comerciais, onde andava como assistente.
Mas, e voltando às botas, porque não dizê-lo, já as vira numa outra foto do blog, e achei que transmitiam um não sei quê de especial. Seria quem sabe, o espirito do Maio 68 que andava por aqui ? De entre todos os, no masculino claro, finalistas desse ano, e atendendo a que vários entram regularmente no blog, de certeza que alguém me irá elucidar.
J.L.Reboleira Alexandre.........24-11-2009
domingo, 22 de Novembro de 2009
As nossas artistas
Pois é… as nossas meninas tornaram-se pessoas de sucesso, elas são escultoras, pintoras, quadros superiores, eu sei lá…
Desta vez o destaque vai para uma exposição que a Esmeralda Duarte, a menina das trancinhas, vai levar a cabo na cidade de Leiria.
No próximo Sábado, dia 28 de Novembro, vai inaugurar uma exposição de pintura (óleos e aguarelas), na Galeria da Biblioteca Municipal de Leiria.
“Teria muito gosto que os meus Colegas pudessem estar comigo, neste meu "regresso" às terras do Oeste, para verem uma exposição que designei de "Percursos 2", precisamente por retratar alguns dos meus percursos de vida.
Estarei na Galeria, para vos receber, a partir das 16,00 h de Sábado.”
Fica aqui também uma imagem de um dos quadros expostos, e pessoalmente fico a “torcer” pelo sucesso da exposição.
Comentários:
Olá Esmeralda
Apesar de não me recordar de ti, estarei naturalmente a visitar a exposição tanto mais que resido em Leiria há cerca de 30 anos.
Fui oriundo do Comercio e finalista em 1963 salvo erro.Falar-te-ei e provávelmente até nos conhecemos.
Cumprimentos
Antonio Nobre............23-11-2009
Parabéns menina das tranças do Largo do Turismo.
Não poderei visitar a tua exposição por motivo de compromissos já assumidos mas podes crer que acompanharei o evento desejando-te os melhores momentos que mereces.
A.Justiça........28-11-2009
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Noticias da Pensylvania
Dos Estados Unidos vem um mail de um antigo aluno. Diz ele:
Olá Amigos
Eu sou o José Almeida Santos, fui aluno da Escola onde terminei o Curso de contabilidade em 1949, julgo que não estou enganado no ano.
Nasci em 1934 e resido actualmente nos Estados Unidos (Pensylvania).
Nas Caldas da Rainha cheguei a ter um escritório de contabilidade com o nome de SORECO
Reparei que se chama Ventura, não será por acaso o José Faria Ventura, um amigo de infância com quem gostaria de entrar em contacto para recordar velhos tempos.
j.almeida_santos@yahoo.com
Jose Almeida Santos
Foto de 1957 - Funcionários da firma Thomaz dos Santos
Fiz algumas pesquisas e para nos ajudar a perceber quem é este amigo, foi preciosa a ajuda do Joaquim Baptista.
Em resposta ao que se refere acerca de José Almeida Santos, antigo aluno da nossa Escola, informo que conheci um José Almeida que não sei se será o mesmo.
Como era mais novo julgo que não nos devemos ter cruzado na escola.
Do que eu conheci posso dar as seguintes referências:
Trabalhou no escritório da Thomaz dos Santos e está na foto de 1957, que se publica. (O José Almeida Santos é o terceiro da direita, e está com a cabeça inclinada)
Em 1952, quando registei o meu filho, era funcionário do Registo Civil.
A mulher era filha do Sr. Domingos que trabalhou na carvoaria Teodoro Monteiro da Rua do Parque e, mais tarde, foi negociante de madeiras. Parece-me que morou no Coto.
Julgo que também teve um escritório de contabilidade.
Espero que estes elementos lhe sirvam para a sua pesquisa.
J.L.Baptista
Comentário:
A pessoa a que se refere é a mesma , José de Almeida Santos casado c/Maria Helena filha de Domingos e Nazaré residentes no Vale do Couto, e que tinha o Escritório com a designação SORECO, que ficava salvo erro por cima da casa de móveis da Traviata, mais tarde o Escritório do Sr. Miranda que pertencia á NOVIPAL.
Carlos Nobre..........20-11-2009
Era para não comentar pois há sempre alguém que me diz que só falamos no passado. Mas o passado faz parte do que somos agora e o futuro talvez nem exista.Falando do amigo J.A.Santos algures nos E.U.,apesar de eu ser mais novo 10 anos lembro-me dele e do colega ao lado o José Manuel Clerigo ( ja faleçido)e a seguir o Carlos Parente de Sousa. No meio o rapaz que aparenta 17 ou 18 anos de idade é o Campino Alves que escreve sobre desporto num dos nossos jornais e por detrás dele um meu colega de escola o Artur Estanislau Reis Pimentel filho dum antigo chefe de estação, que ao cair da tarde, ele e a sua esposa assim como o Sr. Joaquim Baptista e esposa davam a volta a pé ao parque em bom andamento e ainda não se falava muito em exercícios fisicos. O segundo da esquerda é uma figura bastante conhecida das Caldas, o Sr, Mário Duarte que trabalhou largos anos aos balcões do T.dos Santos.
Chaves..........30-11-2009
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Espiga de 1959
A Manuela Pedreiro participa no blog com esta fotografia do dia da espiga de 1959, onde se pode ver o “Calinhas”, a Elisabete Ramiro a Manuela e sentada na relva a Inês.
A julgar pelas casas que são visíveis, julgo que esta festa decorreu na quinta de Santo António, será?
Comentários:
Não vejo a Elisabete há cerca de 50 anos. Tenho a informação, contudo, de que é proprietária da Farmácia de S. Pedro da Cadeira, concelho de Torres Vedras.
Um abraço.
Sanches........18-11-2009
Embora ainda não fosse aluno da nossa escola nesta altura lembro-me desta festa da Espiga, foi fantástica eu tinha 9 anos mas como já disse noutros comentários acompanhava a minha tia e a malta da época dela por isso recordo-me de todos os que estão na foto assim como me recordo de andar a escorregar em tábuas na ribanceira que era bastante íngreme. A festa foi na quinta de Santo António onde mais tarde houve uma “boite” ou coisa no género na estrada de Tornada, mas deve haver colegas dessa época que visitam o blog que se lembram.
O vosso contributo é importante e exercita a memoria.
Um abraço para todos.
António Abilio.........22-11-2009
sábado, 14 de Novembro de 2009
Encontro de Amigos
Quando estive em Portugal em Setembro tive a oportunidade de me encontrar com alguns amigos, esta foto que envio tirada na casa do Montez em Óbidos é um exemplo disso.
Estou eu com a minha esposa e o Zé Manuel Dória com a Milú.
Foi muito bom o encontro, revivemos os tempos de escola no local de paragem obrigatória para ouvir o velho Montez a contar estorias.
Bom fim de semana e tudo de bom para todos
Antonio Abilio
Comentários:
Olá Abílio, parece que estavas assustado... ou foi da ginjinha! Por curiosidade andei a vasculhar e encontrei um texto num blog que achei muito curioso, que vou transcrever:"A tradição da ginjinha de Óbidos nasceu no típico bar de seu nome "Ibn Errick Rex", o que equivale dizer, "filho do rei Henrique". Criado em 1957, este espaço deve a sua origem a uma história de amor entre José Montez, natural de Santarém, e Corália, uma jovem obidense.
Inicialmente, o Ibn Errick Rex era uma casa de antiguidades, negócio montado por Montez com o intuito de chamar a atenção da sua amada. Corália tinha também um antiquário nesta vila e assim, decerto notaria a presença de Montez. O negócio floresceu, atraindo diversos clientes, e Montez oferecia a todos os que apareciam na sua casa, um cálice do licor de ginja.
O sucesso foi tal que, a certa altura, as pessoas visitavam-no não para comprar antiguidades mas para beber uma ginjinha. Em 1975, o antiquário vendeu o "Ibn Errick Rex" ao actual dono, António Tavares, que preservou e promoveu as características do espaço e da famosa bebida. Sobre a história de amor, resta dizer que José Montez e Corália viveram felizes para sempre!".
Toda a juventude daquela época,onde eu estou incluída, sabe bem quantas noites interessantes foram passadas a ouvir o velho e saudoso Montez a contar as suas vitórias, levava por vezes,alguns a visitar as "caves da ginjinha" e nunca revelar o seu segredo, claro! Lembro-me de uma vez ele dizer a uma estrangeira que para a bebida ter aquele sabor punha um naco de carne crua e só tirava quando estava branca, cozida pelo álcool!
Imaginem a cara da dita senhora... mas nunca deixou de beber!!!
Não é interessante?
Beijinhos a todos
Lurdes Peça........16-11-2009
Olá Lurdes, não foi susto, já não estou abituado à ginginha e quando a bebo sabe tão bem que até fico com o cabelo no ar. Lurdes é curioso que neste bocadinho que lá passamos o senhor Tavares esteve no grupo, aliás foi ele que tirou a foto, e contou essa mesma lenda que tu também escreveste eu própriamente não fui tão previligiado pelas estorias do velho Montez mas quando visito Portugal os amigos levam-me á lá para matar o bicho, já se tornou um hábito.
António Abilio........17-11-2009
É interessante sim senhor...!!!
O Montez era uma bom contador de histórias e um mentiroso engraçado e compulsivo...
Conta-se que na sua loja de antiguidades, existiam duas caveiras...: uma de criança e outra de adulto...
Um dia, explicava ele a um visitante que a caveira do adulto era do Napoleão (o Montez nunca faria a coisa por menos...!)...depois, chegados à caveira de criança o Montez voltou a explicar, tratar-se da caveira do Napoleão...
O ouvinte naturalmente estranhou e perguntou...: mas como pode o Napoleão ter duas caveiras...?
Então meu amigo, responde o Montez com aquele ar que lhe conhecíamos...: esta... era do Napoleão quando criança...e aquela... era do Napoleão já adulto...!!
Mas o melhor...era mesmo a ginjinha...!!!
Maximino........17-11-2009
Possivelmente estarei aí em Portugal a partir de Março e irei a esse tal café do senhor Tavares e talvez entre em contacto com o Maximino para bebermos uma ginjinha. Gosto imenso dessa estoria que a Lurdes contou e que até pode ser verdade pois também ouvi que no fabrico do Vinho do Porto punham uma vaca (limpa), inteira no lagar junta com as uvas em fermentação para dar mais fortaleza ao vinho. Será verdade?
Chaves.........19--11-2009
OK amigo Chaves é só marcar...!!!
Eu não bebo ginja porque (com pena minha não posso beber...), mas posso sempre acompanhar um amigo (e pagar a ginja, claro...!!!)...
Agora essa história do naco de carne na ginja...essa era mais uma do amigo Montez...!!!
O tal que mandava fazer espadas e escudos, os enterrava no quintal e depois comidos pela ferrugem os vendia na sua Loja de Antiguidades,como sendo do tempo do Afonso Henriques...!!!
Ah ganda Montez...nem ele alguma vez imaginou como a sua maneira simpática de contar mentiras se prolongaria no tempo...!!!
Uma boa dele também, foi um dia ter vendido a um diplomata brasileiro, uma NªSª de Fátima do Séc. XVII...
O pior foi o facto de o diplomata ao chegar à Embaixada e contar a boa compra que tinha feito...lhe terem chamado a atenção para a impossibilidade de poder comprar do Sec. XVII, uma imagem de NªSª aparecida em Fátima nos inícios do Séc. XX...
Se fosse vivo hoje...o Montez teria grande futuro...como político...!!!
Um abraço
Maximino ..........20-11-2009
quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
O “Comércio” de 1956
Do colega Manuel Patuleia, um “rapaz” dos anos cinquenta, recebemos esta fotografia que recorda a viagem de finalistas do Curso Geral do Comércio de 1956.
O local não foi identificado, mas os “meninos” são; o Quim, o Manuel Patuleia, ambos do Bombarral e o Duarte Ferreira.
Zé Ventura
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Batas brancas no Parque
Esta magnifica fotografia, enquadrada com o fundo dos Pavilhões do Parque e do Salão Ibéria, vem do álbum da Lurdes Peça, finalista da Formação Feminina em 1969.
As meninas devidamente “equipadas” com a bata branca são; em pé, a Graça Várzea, a Helena, a Clarisse, a Irene, a Maria de Jesus e a Elisa.
Em baixo, A Dolores, a Lurdes Peça, a Graça Bento, a Elisabete Pinto, a Victória e a Lurdes Norte.
Por detrás da “objectiva” estaria provavelmente a Ana Cândido pois é a que falta na turma.
Zé Ventura
J.L.Reboleira Alexandre...........10-11-2009
Geralmente não comento fotos dos anos 62 ou 63 para a frente, apesar de ter casado com uma aluna que acabou o Comercio em 67, porque fui para Angola e em 66 para o Canadá. A Lurdes Peça e também o Z.V. mencionam o Salão Ibéria como sendo o edifício atrás da foto, o que eu penso que não, pois ele parece estar um pouco encoberto com a vegetação por detrás da Irene e da Maria de Jesus na direcção do coqueiro. A casa maior que se vê era o principio do edifício que continha a vida de Jesus a caminho do Calvário tudo em cerâmica e que agora se encontra no Museu e a outra mais pequena do lado esquerdo, tinha sido uma arrecadação do Sporting clube das Caldas (hoquei), pois o ringue de patinagem era quase em frente.
Por detrás desse edifício morava um dos guardas do parque com a esposa e que se chamava Celestino, que caminhava com uma bengala. Ainda do vosso tempo, mas talvez não se lembrem, quase em frente da entrada da ponte da ilha havia uma casa redonda muito bonita e que também servia para arrecadar os patos. Os guardas na altura eram o Chico Cesar e o Enxuto mais tarde o Frederico que por ser mais novo corria muito atrás de nos que íamos (desviar as ameixas vermelhas que haviam em abundância no parque). Se a memoria não me atraiçoa o nome da dita casa redonda era (o casal Seromenho).Se houver alguém dos 50's que diga algo pois eu posso estar errado.
Chaves..........11-11-2009
O edifício referido por mim e pela Lurdes Peça como sendo o salão Ibéria é o que se vê (mal) ao lado dos pavilhões do parque.O Chaves refere o que fica no lado direito.
Aproveiro para inserir dois postais do mesmo local, de épocas diferentes como se pode observar pela fachada do Salão Ibéria.

Amigo ZV e L.Pessa,como era mencionado que o Salão Ibéria ficava por detras da Graca Varzea eu olhava e não o via, mas hoje com a minha lupa,lá esta ele. De qualquer maneira valeu a pena pois o Zé, mostra-nos estas duas belezas de fotografias que provavelmente muitos de nós não viamos há muito tempo. Zé já agora talvez encontres ai no teu album alguma fotografia da tal casa redonda em frente à ilha e o tal pequeno lago perto dos campos de ténis conhecido por lago das rãs.Obrigado
Chaves........11-11-2009
O Joaquim Chaves fala na casa redonda que eu não me recordo, mas das outras coisas lembro, das ameixas vermelhas mesmo onde as meninas de batas brancas estão na foto, eu até penso que a razão da Lurdes e as outras meninas estarem sentadas na foto é só para disfarçar para que o Celestino ( Perna Macouca) não dar com elas a comer as ameixas que ele sempre guardava.
Quanto ao ring de patinagem tenho boas recordações dele uma que eu quando era “novito” aprendi a patinar com uns patins que eram do Michael e depois os meus pais viram que eu gostava de patinar compraram-me uns patins e naquele tempo não havia muitos que os tivessem, ainda cheguei a treinar os guarda redes do S.C.das Caldas, também me recordo de ver a equipa do Futebol Clube do Porto jogar contra a equipa das Caldas para a taça de Portugal. Tudo isso acabou, agora a casa de arrecadar os patos não me lembro, mas isto até é um bom exercício á nossa memória. Um abraço a todos.
António Abilio………13-11-2009
A "namorada" confirma que era ela que estava por detrás da "câmara". Uma máquina enorme, de qualidade bem boa, para a época, e uns olhos vivos, que ainda hoje mantêm o gosto pela fotografia.
Orlando Sousa Santos.......13-11-2009
É só um reparo sem pretensões educativas, desculpa amigo Chaves, mas sou Lurdes Peça, com "c" e com cedilha, pois é o apelido do meu pai e consta nos registos de família.
Cumprimentos
Lurdes Peça........16-11-2009

Penso ser este o lago das rãs, referido no blog dos alunos da escola B.Pinheiro.Não fui aluna da v/escola, mas visito sempre com prazer o v/cantinho, cheio de recordações
da juventude.
O lago das rãs, com a tal casa redonda, á direita; nessa casa havia alguns, brinquedos, deixados pelos refugiados da II guerra, lembro-me especialmente, dum automóvel a pedais
Cumprimentos
(fotos publicadas em
http://www.prof2000.pt/users/avcultur/Postais2/CaldasRainha/105CaldasRainha.jpg )
Maria Fernanda Batalha...........16-11-2009
Obrigado à M.F.Batalha pelas duas fotos do parque antigo, que eu me lembrava e que foi (em minha opinião) um erro terem sido demolidos pois eram lindos e faziam parte da historia do nosso parque. Á colega Lurdes Peca (outra vez sem cedilha) as minhas desculpas mas é que eu comprei ai no Zé um teclado português e mesmo carregando nos devidos botões dão-me sempre sinais errados, talvez eu tenha que pagar um bilhete ao Zé para ele vir cã arranjar isto. Agora essa dos dois SS, é um erro se calhar devido ao nome do locutor Fernando Pessa. Podem-me corrigir a vontade, pois agora já nem sei português nem inglês e ate agradeço não se esqueçam de visitar o Blogue “Águas Mornas” há lindas fotos antigas e modernas Bem hajam.
Joaquim Chaves.......19-11-2009
Olá Quim, depois de ler o teu comentário e ver o teu dilema talvez tenhas uma alternativa antes de trazeres cá o Z.V. o que daria muito prazer.
Há uma maneira de pôr todos os acentos em português mesmo na nosso teclado Canadiano se visitares o site
http://www.scribd.com/doc/2151854/Quick-Reference-Guide-Computer-Shortcuts-Special-Characters
lá encontras todas as combinações desejadas, por exemplo se carregares nas teclas Alt,zero,2,3,1 sempre a carregar no Alt enquanto teclas os números verificas que escreve ç assim como Alt 0227 =ã, etc, experimenta, isto claro sem tirar a oportunidade do amigo Z.V. vir ao Canadá.
Se te puder ajudar estou sempre às ordens. (905-457-6235) ou trluz@rogers.com
um abraço amigo.
Antonio Abilio........20-11-2009
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Excursão à Covilhã
Do álbum da Luisa Pimenta seleccionámos esta fotografia para ilustrar o Blog.
Reporta a uma excursão, dos alunos dos anos cinquenta, à Serra da Estrela.
Esta foto é curiosa pois no verso tem a assinatura de alguns dos participantes bem como o carimbo da Tália, onde se fazia as revelações destas preciosidades.
Meu caro Chaves
O Zé Filipe que dizes, é o Luis Filipe dos Santos Gonçalves e a Silva é a que foi sua mulher, Belmira Araújo da Silva.
E os outros, quem se lembra deles?
Luisa Pimenta.........08-11-2009
Reconheço nesta foto em pé do lado esquerdo o Dr.Varela Pinto antigo professor da Escola.A seguir ao motorista parece-me o malogrado Duarte do Bombarral. A seguir ao Vasco Simões estão a Stela a Belmira a Julieta e o Pepe.
Em baixo ao meio reconheço o Quim de Alcanena. Enfim todos bons colegas do meu tempo que muito recordo.
Pimenta.......08-11-2009
Saudacões à Luisa e ao Pimenta que deram mais vida a este grupo dos 50"s e me fizeram lembrar o Prof.Varela Pinto,que foi meu professor de matemática e também um pouco mauzinho ou talvez eu e outros tivessemos a culpa. Já agora não será o Neves o que está ao lado do J. Raimundo que casou com a Teresa Morgado e o que está atrás da Julieta, o marido dela, ambos trabalharam com a Luisa na Camara?
Chaves.......08-11-2009
Então vou identificar os restantes: entre mim e a Irente está o Carlos José Vicente Rosa (vulgo FABELA). Atrás da Julieta está o Joaquim Ribeiro Pereira, do Bombarral e à frente do Luís Filipe está a Cremilda Gil, actriz, que por ser amiga da Julieta nos acompanhou na excursão.
Luisa Pimenta.......08-11-2009
Isto do blog leva-nos ao passado e a relembrar certos nomes ou melhor dizendo (alcunha)que por vezes se perdem no tempo até que alguém e neste caso a Luisa nos avive a memoria.
O Carlos José, quando moço de escola primaria, era meu vizinho pois morava na Calçada 5 de Outubro e eu na rua das Vacarias, depois seus pais abriram uma casa de pasto quase em frente aos armazens do Tomaz dos Santos. Seu tio, o Sr. Virgilio (taxista na praca),ja falecido,tinha uma grande vaidade no seu sobrinho pois ele formou-se ou como se diz, doutorou-se em algo,(nao me lembro).Esta lenga a lenga tem a ver com o nome FABELA e pode-se dizer que foi um nome muito popular na epoca...
Chaves..........09-11-2009
E o meu pai sabia que a minha irmã foi com estes gandulos todos para a Serra da Estrela?
Sanches........09-11-2009
Sanches. Para tua informação estes
gandulos a que tu te referes, posso eu confirmar, que eram todos meus colegas que estavam no "QUADRO DE HONRA" da Escola.
Bem se vê que não ligavas nada ao "Quadro de Honra".
Pimenta.......11-12-2009
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Visita a Coimbra
Estas fotografias datadas de 26 de Abril de 1972 trazem para o blog a recordação da viagem de estudo dos alunos finalistas, desse mesmo ano, a Coimbra.
Estas imagens estão guardadas no álbum da Anabela Cardoso, que se junta ao numeroso grupo de antigos alunos que têm dado vida ao nosso “cantinho” da Blogosfera.
Zé Ventura
domingo, 1 de Novembro de 2009
A visita dos amigos
Com alguma frequência tenho o prazer da visita de antigos alunos da Escola, uns porque descobriram o Blog outros porque algum amigo falou deste “movimento de unificação” dos Antigos Alunos.
Não imaginam o meu “drama” quando sou confrontado com pessoas que não sei o nome e não consigo relacionar as feições actuais com as do tempo de Escola.
Com alguma “mestria” tento apanhar alguma indicação até conseguir uma identificação que me possibilite um diálogo com algum sentido.
Foi o caso do José Carlos Tomás Marques que vive em Famalicão da Nazaré, que não via há muitos anos. Em determinada altura da conversa perguntou-me: Não me estás a conhecer, pois não?
Claro que não, porque quem eu conhecia bem, era o atleta da foto da escola, tenho lá a culpa que tenha mais quarenta anos em cima.
Zé Ventura
Comentários:
Realmente a espécie humana é um ser com características muito especiais. O ZV não tem que se sentir mal por não conhecer o respeitável senhor da esquerda.
Há um nome da minha turma do 1º ano do Ciclo (turma B?)que nunca mais esqueci. O nome é José Carlos Tomás Marques que ainda me lembro como sendo da zona de Alfeizerão. No entanto a personagem a quem pertence o dito nome desapareceu completamente da minha memória creio que no final desse mesmo ano.
Também me lembro que era um dos bons alunos da turma. Depois disso o vazio é total. Só o nome se mantém bem presente.
Como vive em Famalicão, quantas vezes nos teriamos cruzado nas minhas inúmeras visitas à praia do Salgado que frequento desde, creio, 1967 ou 68, quando os acessos até de moto eram dificeis.
Por isso Zé, se conheces o atleta da foto, eu nem isso, lembro-me que esta foto já fora publicada no passado e nela além do Silva Bastos, só reconheço o meu primo Louro e os «selireiros» Daniel e Cardoso.
Abraço
J.L.Reboleira Alexandre.........02-11-2009
Isto não tem nada a ver com a foto agora publicada, mas é curioso que o ano passado em Junho foi publicada uma foto pelo amigo Z.V. com dois amigos de escola e um deles era o Joao Alcino Carvalho. Ora estando eu no aeroporto de Lisboa no autocarro que me levaria ao avião, olho para o lado e de repente vejo naquela pessoa algo que eu ja teria visto antes. Não muito a vontade perguntei-lhe se ele era das Caldas e a resposta foi sim mas como iamos para o avião a conversa ficou por aí.
Ja sobre o Atlantico voltámos a falar e agora sei que ele é meu vizinho em Mississauga e que veio para o Canadá em 1975 e eu em 1966.
Nunca me lembro de o ter visto antes e foi apenas a foto do nosso blog que me chamou a atencao.
A minha memoria tem dessas coisas, por vezes esqueco minutos atrás, outras vezes navego no passado com facilidade.
Chaves..........04-11-2009
Olá Quim
Será que estou certo em dizer que já regressaste de todo para Portugal?
Por aquilo que li fiquei com essa ideia.
Com respeito a teu comentário, olha como é que são as coisa, há uns anos atrás também me aconteceu exactamente a mesma coisa, estou na bicha para entrar no avião de regresso ao Canadá e encontro o João Alcino que nós conhecíamos mais por o João Azeiteiro no bairro do Viola.
E é da minha idade e tu és um pouco mais velho. Eu conheci-o logo porque brincamos juntos quando éramos miúdos, Não há dúvida que o mundo na realidade é muito pequeno.
Quim, é um gosto ler os teus comentários assim como de todos os outros colegas participantes.
Espero que saibas quem sou, embora não nos vejamos muitas vezes eu sou o Abilio
Um abraço
António Abilio.........04-11-2009
E um prazer, aparecer mais um e tu o Toino és benvindo, pois já deste mais um pouco de vida e ate trouxeste a tua prima ao blog. A ultima vez que nos vimos foi no clube de Mississauga quando da vinda da Alexandra ( fadista), ao clube.
Nós por cá no Canadá por vezes só nos vimos numa festa no aeroporto ou então quando alguém dos nossos conhecimentos se vai embora deste mundo. Eu ainda continuo no Canadá só que agora passo mais tempo em Portugal, mas aqui estão os filhos e os netos e eu gosto de passar o Natal com eles.
Chaves............05-11-2009
É verdade Quim! neste pais não estamos cá para fazer turismo, isto tambem é uma terra tão grande que dificilmente nos encontramos muitas vezes só em festas ou em funerais.
Quim bem haja para ti que já chegaste ao tempo em que passas mais tempo em Portugal, do que aqui, eu ainda não cheguei a esta nova etapa da vida, mas tal como tu, os filhos e os netos, estão cá.
Desejo que passes um feliz Natal e prospero Ano, na companhia de toda a tua familia.
Um abraço.do amigo
Toino Abilio.........06-11-2009
quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Alunos de 1970
No melhor estilo “hollywoodesco” este quinteto de alunos posou para a foto guardada religiosamente pelo Luis Inácio.
Estes alunos de 1970 são o Zé Manuel, o Purificação Pereira, o Antero, também conhecido por Asterix, o Luis Inácio e o Luis Silvério, que nos deixou prematuramente.
Curiosamente estes colegas nunca participaram nos encontros anuais dos antigos alunos, quem sabe se no próximo ano em 8 de Maio lá estarão.
Zé Ventura
Temas: 1970
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Viagem de finalistas 1972
O Luis Henriques enviou estas fotografias que recordam a viagem de finalistas de 1972 que teve o seu ponto alto em Espanha.
Os intervenientes são vários, julgo reconhecer o Clérigo, a Cristina, o Luis e….mais não sei.
Talvez algum dos participantes possa dar uma ajuda.
Zé Ventura
domingo, 25 de Outubro de 2009
Futebol engravatado
Aqui está uma brilhante equipa de futebol que a julgar pelo ar engravatado dos atletas acabavam de chegar ao estádio vindo da concentração a decorrer no Hotel Marriot, onde a selecção costuma estagiar.
Tenho alguma dificuldade em identificar os atletas, mas segundo o Lúcio, portador desta fotografia, trata-se do Branco, do Fialho das Cruzes, do João Paulo de Alfeizerão, e em baixo o Mário da Foz, do Restaurante o Leão, o Lúcio e o Carreira.
O ano deste evento é provavelmente 1962.
Zé Ventura
sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
Classe de Ginástica
Depois de dar tanta volta encontrei esta foto que talvez tenha interesse para o blog.
Trata-se da classe de ginástica do Silva Bastos. Esta foto foi-me enviada pelo Vasco, em grande plano na foto, suponho que no ano 1967, já não estava em Portugal.
Olha eu não me lembro do ultimo nome dele, mas penso que é (Castelhano) sei porém que é filho da D.Irene da Foto Paris.
Zé não me quero tornar chato, mas tenho muito gosto em participar em algo que me trás boas memorias.
Antonio Abilio Frazão da Luz
Meu Amigo António Abilio, não és nada chato, antes pelo contrário, é sempre um prazer publicar qualquer participação sobre a nossa Escola, manda sempre.
O Atleta é efectivamente o Vasco Castelhano, que já não vejo há uns trinta anos, Julgo saber que tem um estúdio de fotografia em Loures?
A foto Paris já fechou há uns anitos.
Um Abraço
Zé Ventura
Comentários:
Obrigado amigo Zé Ventura.
O facto de estar fora e não haver contacto com a rapaziada dos nossos tempos, vai-se perdendo de vista as pessoas e por vezes a memória.
Nunca são de mais os elogios sobre o trabalho que tu executas com este, para mim magnifico meio de comunicação com o nosso passado, bem haja e força para continuares.Um abraço amigo.
Antonio Abilio...........24-10-2009
Olá
De vez em quando "visito" o blog e dou os parabéns ao Zé Ventura. Só há poucos anos comecei a ir aos "Encontros" e felicito também os organizadores. Gosto de ler os comentários que por aqui aparecem, mas nunca me atrevi a comentar, porque me sinto "crua" na utilização deste meio de comunicação. Mas agora,encontrei aqui uma pessoa que não vejo há muitos anos,o António Abílio Frazão da Luz, que é meu primo, o que me deu "alento" para me iniciar nestas "coisas" da net. Tás a ver Zé Ventura que vale a pena o teu esforço?
Então agora se me permitem,o meu discurso vai ser direccionado para esse meu primo que se calhar já nem se lembra de mim.
Eu sou a Mizá (diminutivo, pelo qual era conhecida na família e na escola),filha de um primo da tua Mãe (a prima Otília), o António Venâncio. Na verdade telefonei à minha Tia Esmeralda para me avivar a memória àcerca dos parentescos, porque também ela é da tua família,da parte Frazão. Mas lembro-me dos teus pais, tias e Fanoca e das festas de aniversário em tua casa. Será que te lembras? Ainda tenho postais que toda a tua família me escreveu, quando do meu casamento, (que por acaso já terminou) em 1971. Espero que a partir de agora possamos falar mais vezes. Temos amigos comuns,a Lurdes e o Victor Pessa, será fácil o nosso contacto.
Beijinhos a todos aí. Fala de mim à tua Mãe. Para 1ºcomentário, já vai longo! Peço desculpa a todos...
Mª do Rosário C.Venâncio S.N.Barbosa(Mizá)..........28-10-2009
Mizá minha prima!
Como são as coisas, tens toda a razão, todos os elogios são poucos para o Zé Ventura e companhia, se não fosse por este meio, quando é que nós iríamos ter contacto, de facto este blog é algo que mexe connosco.Mizá, tantas saudades eu tenho de ti e da minha juventude, principalmente da que deixei tão longe e de todos os bons bocadinhos que passamos juntos e com outros colegas, éramos na realidade amigos e todos muito felizes.Mizá por aquilo que eu li no teu comentário sinto vibração e alegria, pois eu também tenho tido tanta emoção desde que comecei a visitar o blog, que não tem explicação, eu sei que escrevo com erros mas não quero saber, nunca me julguei ser o(Saramago) por isso só ter o prazer de comunicar com pessoas que eu pensava que já não se lembravam de mim, tem sido um consolo. Eu vejo nomes de certos comentadores que eu me lembro mas por vezes tenho vergonha e não escrevo porque também não quero ser abusador nem me quero tornar chato, porque o blog é para todos.Mizá sem mais foi um gosto ler o teu comentário de verdade, tinha no entanto gosto de continuar em contacto contigo se assim o quiseres, o meu endereço de email é o seguinte trluz@rogers.com Ficando á espera de noticias tuas com saudades, beijinhos para ti do primo amigo e abraços para todos.
António Abilio..........28-10-2009
Não me lembro do António Abilio, mas como ele diz e se vê pelo email que publica, dá para perceber que é vizinho, e só fala Inglês. Ele percebe !
Num outro comentário que faz sobre o portão da escola, refere-se ao Calheiros Viegas. Ora o João Calheiros nunca foi aluno da escola, e como o mundo é realmente pequeno neste momento encontra-se aqui bem perto de nós e ainda ontem estivemos em amena cavaqueira.
Quanto ao facto do A. Abilio dizer que escreve com erros (meu caro, até os jovens que nunca sairam de Portugal os fazem hoje em dia) ainda bem que não é por isso que deixa de escrever. O mais importante é a emoção que transpira dos seus comentários.
Por isso, continua !
Abraço
J.L.Reboleira Alexandre..........29-10-2009
Amigo, J.L Reboleira Alexandre:
Com muito gosto tenho lido certos comentários seus, já deu para entender que também se encontra neste imenso pais, que é o Canadá, mas não sei em que parte? Eu nesta altura estou em Brampton, mas vivi 27 anos em Toronto onde os meus pais ainda vivem e também vivi quinze anos em Kingston Ontário, como vê sou um legitimo aventureiro, no bom sentido da palavra.
Caro amigo com respeito ao meu comentário sobre o J. Calheiros Viegas é simples eu convivi com ele quando acompanhava com a malta mais velha do que eu assim como o já falecido Luis Piaçá (?) e com a malta do tempo da minha tia Antonieta, enfim eu era um puto, mas lembro-me de certa gente desse tempo, se calhar não há muitos que se lembrem da rivalidade entre o E.R.Ortigão e a nossa escola, por exemplo recordo do Arlindo Rosendo, e outros envolveram-se à pancada porque um menino do colégio piscou o olho à sua Cremilde. Embora eu seja mais novo acompanhava certos acontecimentos, derivado a ter que andar a fazer de "chaparon" á minha tia porque a minha avó me obrigava.
Enfim eu também sei que o João esteve durante alguns anos em Montreal eu nunca tive a sorte de estar com ele, mas sei de outros amigos que estiveram.
Amigo Reboleira tinha muito gosto em o encontrar, se tiver de perto assim como em Toronto ou Mississauga, pode ser que calhe eu já deixei o meu email no comentário anterior se tiver interesse eu estarei ao seu dispor. Eu por exemplo vou várias vezes ao Miss. Club ( Cultural Centre) ver a bola o (Sporting) ou ás danças, se for um dos sítios de sua frequência pudemos lá beber um copo á saúde dos nossos velhos tempos.
Um abraço de amigo.
Antonio Abilio ..............30-10-2009
Temas: 1967
terça-feira, 20 de Outubro de 2009
...E os desenhos da Lurdes Peça
Ora bem, estava eu a consultar o nosso blog e vi os desenhos da Lúcia e disse para comigo: "eu também tenho aquilo", e vai daí vasculhei as minhas pastas de arquivo e eis o resultado!
Alguns desenhos emoldurei-os para pendurar na minha sala, pois sou adepta de ter em exposição obras minhas e dos meus familiares.
O que é engraçado, é que nas aulas de desenho, ao primeiro tempo os motivos estavam fresquinhos para serem desenhados, mas no dia seguinte a configuração era totalmente diferente, como devem calcular...
Daí puxarmos pela ligeireza do nosso traço e no dia seguinte era só pintar e acabar.
O mais interessante é que no fim do desenho acabado, era estilizado e depois preparado para ser bordado nas nossas aulas de oficinas.
Tenho lençóis ainda do meu enxoval a comprovar este facto.
Beijinhos a todos.
Lurdes Peça

Comentário:
Numa altura em que ainda desconhecia a originalidade falsamente «naïve» do Van Gogh, atrevi-me a pintar o céu de amarelo numa paisagem de cores variadas que os meus olhos de daltónico viam como o supra-sumo do rigor naturalista. Não foi esse o entendimento da professora Fernanda Mateus que durante dois intermináveis anos me tentou industriar na arte do desenho e no respeito pelos cânones academicamente estabelecidos. Já esqueci os comentários algo mordazes com que então me mimoseou, mas recordo a linda «bicicleta» empinada (8) com que premiou aquela composição cromática em boa hora extraviada. A habilidade manifestada pela Lúcia & Lurdes nos trabalhos aqui expostos tê-las-á de certeza protegido de uma nega no final do período. Pela parte que me toca, só me resta felicitá-las a elas por terem salvaguardado para a posteridade o fruto da sua criatividade artística, e felicitar-me também a mim por ter tido o discernimento suficiente de não arquivar nada que um dia me pudesse vir a comprometer.
Artur R.Gonçalves.........23-10-2009
Olá Artur!
Obrigada pelo elogio, mas quero dizer-te que devias ter guardado o tal desenho com o céu pintado de amarelo,pois quem sabe,hoje serias um 2ºVincent van Gogh,pelas mesmas razões que o tornaram famoso.Mas alegra-te, pois cães e gatos não veêm em tonalidades de cinza, como pensamos. Eles conseguem ver as cores, mas não todas.Não te preocupes, vês o mundo de outra maneira, talvez mais bonito que na realidade, pois cada vez está mais cinzento...
Beijinhos a todos
Lurdes Peça............27-10-2009
domingo, 18 de Outubro de 2009
A Escola Velha ou "Noticias do Canadá"
Quando esta fotografia foi publicada em 16 de Novembro do ano passado, suscitou uma quantidade enorme de comentários a propósito da entrada da escola e localização das oficinas do ginásio, etc…
Hoje recuperamos de novo esta foto para a “cabeça do Blog” porque o mail que nos chegou, mais do que um comentário ao “post” é sinal que os antigos alunos mantêm bem vivas as recordações da época
Olá caros colegas
Depois do Zé Manuel Dória, me falar no blog dos antigos alunos da nossa velha Escola, resolvi dar uma vista de olhos e fiquei bastante feliz em reviver os anos da minha infância.
Desde 1965 que estou no Canadá, ausente há muito tempo, mas mesmo assim vou tentar dar o meu contributo das memórias.
Eu tive a sorte de frequentar a escola em duas épocas, a primeira como visitante a fazer companhia á minha tia Antonieta e suas colegas, Luisa Barros, Teresa Morgado, Cremilde, Teresa Carinhas entre outras e os rapazes de que me lembro da mesma época eram o Galrão, Arlindo, Xavier (Cenoura) o Ramiro, Lobato, Calheiros Viegas e outros.
No tempo em que se jogava ao ring com as raparigas no parque.
Para mim a entrada é considerada o portão ao lado do chafariz das cinco bicas, onde os caloiros eram iniciados por os alunos mais velhos, punham-se uma fila de cada lado da entrada e ai se dava os caldos e pontapés nos novatos. Neste tempo as oficinas de trabalhos manuais eram no primeiro edifício a seguir ao portão que na foto mostra que vai para a mata.
O Saudoso Mestre Adelino Mamede, dava então as suas aulas antes de ir para Peniche.
Já no meu tempo em que frequentei a escola em 1961 as oficinas de trabalhos manuais eram na antiga cadeia onde também começou as oficinas do curso de electricistas, que era a primeira sala quando se entrava depois de passar a pequena ponte que dava o acesso aos salões.
Na de trabalhos manuais tive nessa altura o Mestre Mateus e o Mestre Cadete (Algarvio) mais tarde veio o Mestre Vasco Oliveira irmão do M.Mamede.
São estas as minhas recordações as quais são sempre boas de reviver.
Obrigado por o bom trabalho feito neste blog. Bem-haja aos autores e participantes é saudável manter a memória do nosso passado.
Sou também um antigo aluno da Velha Escola
António Abilio Frazão da Luz
Comentários:
Ora viva António Abílio!
Até que enfim que deste notícias!
Como vais, cada vez mais "cheiinho"
ou é só impressão minha ao ver as fotos do casamento da tua filhota!
Teus pais, vão bem? Estão aí contigo ou nas Caldas? Espero que estejam bons de saúde.
Gostei de ler o teu comentário e saber que andas a acompanhar o "nosso" blog. Vê lá se vens ao almoço para o ano que vem, era engraçado vires com o Fanoca, claro está com as esposas ao lado!
Beijinhos para ti e para os teus pais.
Lurdes Peça...........19-10-2009
Em relação ao mestre de Trabalhos Manuais, eu frequentei a escola desde 1955 a 1961 e não era o Mestre Vasco Oliveira mas sim o Mestre Inácio Oliveira também irmão de ambos os Oliveiras.
Carlos Nobre.............19-10-2009
Viva Lurdes!
Como é bom ter alguém que se lembra de mim depois destes anos todos foi uma grande satisfação saber de ti.
Lurdes, quanto aos meus pais eles estão aqui porque a minha mãe não se encontra bem de saúde, no entanto eu fiz uma visita relâmpago a Portugal mas foi dividida entre Aveiro, Monte Gordo e dois dias nas Caldas.
Tive pouco tempo para visitar amigos, as únicas pessoas com quem eu tive e adorei, foi o Zé Manuel Doria e sua esposa Milu porque eles é que olham lá pela casa dos meus Pais.
No Algarve estive doente com febre, eu que ia com tanta ansiedade para tomar uns banhinhos no nosso mar não tive sorte, no entanto podes pensar que eu estou a inventar, mas também pensei em ti enquanto lá estive mas não tinha o teu contacto.
Prometo que agora que já sei como te encontrar, na próxima vez já não me vais escapar.
Lurdes falas da minha figura, deixa que te diga que as fotos só mostravam que eu estava muito inchado de orgulho de levar a minha filha ao altar. ah,ah.
Quanto a ir ao encontro dos antigos alunos isso era algo que eu adorava vamos lá ver se vai calhar num ano destes, também vou entusiasmar o Fanoca pode ser que ele queira.
Olha Lurdes foi um gosto comunicar contigo continua.
Um abraço para ti e todos os teus deste sempre Amigo.
Antonio Abilio Frazão da Luz ...........20-10-2009
Olá Carlos, talvez não te recordes de mim porque sou mais novo do que tu, mas eu lembro bem de ti desde que eu era miúdo e que brincava por de baixo da janela da tua tia Sofia, mas enfim quanto á tua observação dos Mestres Oliveiras, olha é muito possível que o Inácio também tenham dado aulas, mas eu não tenho memórias disso. Sei que o saudoso Adelino Mamede foi de certeza porque ele veio ao Canadá quando a sua irmã Beatriz cá vivia, até nós revivemos algumas passagens desse tempo. Quanto ao Vasco tambem sei porque eu tive aulas com ele, tambem sei que o proprio irmão Zé que deve de ser para a tua idade mais ou menos, que também deu aulas não de trabalhos Manuais, mas doutra coisa, esse já na escola nova depois de vir do Ultramar (Moçambique).
Um abraço Carlos.
António Abilio Frazão Luz............21-10-2009
Não ficava bem comigo se não mandasse umas bocas. Nunca mais te vi e olha que faz muitos anos. A ultima vez estavas para o lados de Viseu. Ainda falámos mas depois desapareces-te. Tenho estado em contacto com o Fanoca e também estive em casa dos teus pais no Algarve um verão passado. Pois isto é engraçado, é como estar á pesca! Quando menos se espera lá aparece mais um que não dava sinal. Só quero de momento felicitar-te e enviar daqui um grande abraço.
Victor Pessa...........22-10-2009
Caro amigo Vitor.
Pois é verdade Já vai muito tempo nós não tínhamos contacto ou nos víamos pois como tu dizes este maravilhoso meio moderno é fantástico e também concordo com o tua comparação da pesca. Eu desde que comecei a visitar o blog tenho tido tantas e boas emoções, que até me sinto mais novo e rejuvenescido depois de ler e ver tantas caras do nosso tempo de escola, fico contente e saudoso desse tempo.
Vitor quanto á ultima vez que nos vimos em 1978/79 durante a minha estadia em Portugal entre Caldas e Aveiro, apanhei um susto que me fez regressar ao Canadá outra vez. Quando verifiquei que só tinha pago uma parte da licença militar aos 18 anos, porque a burocracia não deixava pagar tudo de uma vez pensei em me apresentar no quartel onde pertencia que era Santarém fui lá para regularizar a situação, qual não foi o meu espanto quando depois do Alferes de serviço ter os papeis todos feitos era só o chefe neste caso um Sr. Coronel assinar e eu estava despachado este mesmo embirrou e não assinou os papeis, pois entendia que a tropa é para se cumprir e não se pagar com dinheiro, assim fez que eu tivesse que ir á inspecção Militar com 30 anos, já depois do 25 de Abril, livrei-me porque não fazia sentido nenhum mas só á custa de umas cunhas que ainda existem. Esta a razão da falta de contacto, depois fiquei alguns anos outra vez sem ir a Portugal mas continue com muitas saudades da nossa terra. Acho que é o mal de muitos Emigrantes.Espero que tu e o resto dos colegas tivessem gostado desta história que foi passada por mim.
Um abraço Vitor do que será sempre amigo.
Antonio Abilio............24-10-2009
quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
Os desenhos da Lúcia
Quem não se lembra destes desenhos que eram tarefa obrigatória no ciclo preparatório, pelo menos nos anos sessenta.
A Lúcia Vasconcelos foi ao sótão e desencantou estas preciosidades que como se pode constatar pela legenda no rodapé datam de 1968.
Temas: 1968
terça-feira, 13 de Outubro de 2009
O Livro de matemática
Olá amigos
Eu sou o José Brás dos Santos, nasci nas Caldas, mas actualmente vivo no Barreiro. A minha família, pelo lado materno, é 100% Bairro da Ponte. Cheguei ao blog por indicação do meu pai que é o Fernando Santos que escreve para o blog da Escola desde o Algarve.
Não vejo pelas páginas do blogue pessoal da minha geração de ciclo preparatório. Tão pouco factos ou eventos dessa época (1972 a 1974). Desses tempos tento avivar algumas coisas que residem na minha memória, mas ocorre que não tenho nem fotos nem outros materiais comigo. Todavia, encontrei este fim-de-semana o livro de matemática do 1.º Ano do Ciclo.
A curiosidade deste livro é que ele surge no pós-revolução do ensino da matemática pelas mãos do prestigiado Matemático e Professor Doutor José Sebastião e Silva. Começa o livro pelo ensino dos conceitos base sobre conjuntos e números. Aparentemente nada de extraordinário, mas na verdade foi uma verdadeira revolução pedagógica e didáctica, já que a matéria «Teoria de Conjuntos» era uma matéria anteriormente ensinada apenas nos programas do Ensino Universitário.
A releitura do livro após tantos anos apresenta algumas agradáveis surpresas. A propósito de Medição de Velocidades, para introduzir o conceito de velocidade média, o aluno era confrontado com frases como «o caracol desloca-se devagar, mas o rato anda depressa» ou «o boi é vagaroso, mas o cavalo é veloz» e descobria coisas espantosas como «Há aviões – os supersónicos – mais rápidos do que o som.», ou que «o conta-quilómetros indica a distância percorrida que, dividida pelo tempo gasto, dá a velocidade média do veículo». Algo muito importante, que nos levava a ambicionar ter uma bicicleta com conta-quilómetros… só para testar na prática os conhecimentos aprendidos nas aulas (pelo menos para alguns).
Na verdade, após tantos anos, o que me surpreende neste livro é a simplicidade e subtileza na introdução dos conceitos, entre eles, conceitos de cinemática ou de dinâmica, os quais são matérias aprendidas mais tarde, no âmbito da disciplina de físico-química.
Um abraço
José Brás dos Santos
Comentário:
Na passagem da década de sessenta para a de setenta, a «Matemática Moderna» estava na moda. Depois, os inventores desse modismo passageiro aperceberam-se que essa forma de encarar a realidade quantificável era tão ou mais idosa do que a até então tida como «Antiga». Aquela que se leccionava nos diversos graus de ensino. A designação perdeu a força e acabou por cair em desuso. Em 72/74, o meu universo de referências já não se construía nas CdR. O meu baptismo na moderníssima teoria dos conjuntos ocorreu no ICL, lá para os lados da Rua das Chagas. Seria incapaz de reconstituir toda a cultura matemática que ao longo dos anos se me foi atravessando no caminho. Ignorei quase sempre os acenos que me foi dando. Só retive uma parcela ínfima dessa arte de fazer contas que o dia-a-dia me obriga a debitar. Em grande parte, a que o Professor Barreto me ofereceu nos dois anos do ciclo preparatório. É que os tais «Cálculos Comerciais» dos anos seguintes partiram há muito de viagem sem deixar rasto visível atrás de si.
Artur R.Gonçalves........15-10-2009
domingo, 11 de Outubro de 2009
Visita a Torres Vedras
Esta foto que o Lobato nos enviou recorda uma visita de estudo à Casa Hipólito em 1962, na altura a maior indústria do Concelho de Torres Vedras.
Não consigo identificar os meninos que aqui se apresentam numa esplanada de Torres Vedras, mas para a “rapaziada” da época não será difícil.
Esta visita traz também à memória a Casa Hipólito, famosa pela produção de candeeiros a petróleo e pulverizadores, entre outros artigos, que no seu auge teve cerca de mil trabalhadores.
Em 2004 teve a sua morte anunciada pois desde 1999, tinha salários em atraso aos restantes 664 trabalhadores e deixou dividas na ordem dos setenta milhões de euros.

Comentários:
Ainda me lembro desta fábrica que se quedava altiva e de chaminés fumegantes(primeiro saiu cheminé... e eu sei porquê)em Torres, no tempo das viagens semanais que fazia de comboio entre Caldas e Lisboa entre 69 e 73, mas ao ver a foto de baixo à esquerda a minha memória não foi buscar as «lanternas de incandescência a petróleo» como na realidade deveriam ser chamadas, mas sim os saudosos «Petromax», que nos últimos anos da minha permanência no Chão da Parada, representavam já um avanço enorme em relação aos paupérrimos candeeiros a petróleo da nossa infância. O problema maior era que, a camisa era tão sensível que ao mais pequeno movimento mais brusco, e como não estava no vácuo, desfazia-se toda.
Sei que os menino ricos e menos ricos da zona urbana do concelho não conheceram estas maravilhas tecnológicas, mas todos aqueles que começaram as destruir os olhos em noites (curtas, no meu caso) de estudo à luz do petróleo, para sair de uma situação de pobreza que parecia irreversível, não podem de forma nenhuma ficar insensíveis a imagens e «souvenirs» deste tipo.
Felizmente que depois de 1973, já nós tinhamos partido, tudo mudou, e passou a bastar accionar um pequeno botão na extremidade de um fio, que percorria sem beleza nem graça, o exterior da parede de pedra ou adôbe para se fazer luz.
Mas como a vida não é só passado, e aqui por estes lados, as folhas das árvores (uma das maiores e mais conhecidas belezas do Canadá) estão em plena mudança de cor e textura, e o termómetro não vai além dos 6 graus C, amanhâ a esta hora deverei estar nas estradas dos vizinhos do Sul devorando os 2600 Kms que neste momento me separam do sempre quente e aprazível Sunshine State (para o pessoal daí, Florida)e das suas maravilhosas praias, onde nem sequer são necessários os típicos corta-vento da Foz ou São Martinho.
Só vão faltar as sardinhas assadas e o pão de milho. É que segundo muito boa gente o cheiro que delas emana é repelente. Enfim, manias...
Abraço.
J.L.Reboleira Alexandre........11-10-2009
As minhas recordações não são tão nítidas como as do meu amigo JL. A imagem que terei tido da fábrica esvaiu-se por completo. Nem o nome me diz nada. Em contrapartida, tenho bem presente o cheiro a petróleo queimado dos velhos fogões de cozinha e das lanternas de campismo. O ruído ensurdecedor que faziam completa um pouco o quadro desses tempos cinzentos em que a realidade virtual ainda não tomara conta das nossas vidas num simples piscar de olhos. As experiências de vida, por vezes, têm pontos em comum muito fortes. As circunstâncias que os desencadearam é que podem variar. Para quem nunca lidou nem de longe com essas tais «maravilhas tecnológicas», o mundo é de facto encarado de um modo bem distinto.
Artur R. Gonçalves..........11-10-2009
A Casa Hipólito, que chegou a ser o maior empregador do Oeste, é um exemplo flagrante de que as empresas são como as pessoas, isto é, nascem, vivem e morrem. E a Casa Hipólito morreu por manifesta incapacidade de se adaptar ao desenvolvimento e à modernização. Efectivamente, com o advento do gás e enquanto crescia a sua utilização, primeiro pelas famílias mais abastadas e depois, progressivamente, pela classes mais pobres, a Casa Hipólito continuava, paulatinamente, a fabricar fogareiros a petróleo! E quando já ninguém os comprava em Portugal e nos países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, a Casa Hipólito começou a exportá-los para países do terceiro mundo cujos bancos centrais não possuíam as divisas necessárias para fazer face ao pagamento das suas importações.E assim se finou uma das empresas mais emblemáticas da nossa região.Moral da história: empresa ou organização que não seja capaz de se modernizar constantemente acompanhando o desenvolvimento natural das sociedades estará, irremediavelmente, condenada à morte!
Sanches............12-10-2009
Nascido no ano da fotografia, nem por isso deixei de conviver com essas maravilhas tecnológicas. Para um miúdo de seis anos, o sistema de funcionamento do fogão a petróleo representado na imagem era muito curioso e algo intrigante. A Casa Hipólito também faz parte do meu imaginário infantil pelo cavalo-marinho utilizado como insígnia da empresa. Creio que na minha geração eram muitos os que pensavam que existia na natureza um animal marinho chamado hipólito. Só muito mais tarde alguns descobriram que Hipólito significa um género de crustáceos.
Discordo do escriba Sanches no que concerne ao conteúdo da sua «moral da história». No meu entender não é uma questão de modernização, antes uma questão de adaptação a realidades emergentes. Os Banqueiros e os Senhores de Wall Street foram extremamente”modernos” e “criativos”… ora vejam no que deu!
José Brás dos Santos...........12-10-2009
Com o intuito exclusivo de merecer o acordo do José Brás dos Santos queria apenas dizer que, para mim,em termos semânticos, modernização e adaptação a realidades emergentes são, rigorosamente, a mesma coisa!
Não foi, pois, a modernização dos banqueiros de Wall Street que provocou o enorme terramoto financeiro que vivemos mas sim (estaremos de acordo)a enorme criatividade que a indexação das suas remunerações variáveis aos resultados das suas instituições lhes veio a incutir.
Sanches.........13-10-2009
terça-feira, 6 de Outubro de 2009
O Andebol do Comércio
O Limpinho, um Nazareno a viver em Valado de Frades e uma presença sempre bem disposta nos nossos encontros, enviou esta fotografia que recorda a equipa de Andebol da sua turma do Geral do Comércio.
O facto de os atletas terem o nome bordado no blusão facilita a identificação.
Assim, em pé: o Avelino, o Limpinho, o Armando e o Machado.
Em baixo; o Sérgio, o Manuel Isac , o Espadana e o ?
Das meninas que apoiavam esta equipa julgo que uma delas, em baixo, é a Engrácia e ao lado direito o Prof. Fernando a quem carinhosamente apelidávamos de “Fernandinho das Garotas”.
Dois destes companheiros, o Avelino e o Armando, já terminaram a sua viagem pelo mundo dos vivos.
Ficam as boas recordações.
Zé Ventura
Comentário:
O seu a seu dono. As outras duas são; ao centro, a Lurdes Bernardes e a da extrema direita a Saragosa, algures nos Estados Unidos
Chaves............06-11-2009
domingo, 4 de Outubro de 2009
Passeio a Setúbal
Com as suas saias compridas e plissadas, eram assim as meninas de 1958, posaram para a posteridade neste passeio a Setúbal.
A Letícia que nos enviou a fotografia recorda os participantes.
Na fila da frente a começar pela Esq.: Matos, Oliveira, Isaltina, Solange, Padre António Emílio, Isabel Morgado, Fátima Marcelino e Leonor Martins.
Na fila de trás não consigo recordar os nomes.
Zé Ventura
quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
Dra. Maria Xavier
Foi no dia 1 de Outubro de 1954 que iniciei a minha carreira de aluno da Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha. Era minha professora de Português uma senhora, de seu nome Maria de Xavier Loureiro, que gostava que os seus alunos, em vez da a tratarem por "Setora", a tratassem por Sra. D. Maria. A senhora adorava poesia e, por essa razão, impunha exercícios poéticos a todos os alunos com alguma frequência. Nesse tempo e porque o ano lectivo no ensino secundário se iníciava a 1 de Outubroio a Sra. D. Maria, para se aperceber da qualidade dos seus novos alunos (presumo eu), mandou fazer uma poesia alusiva ao primeiro dia de aulas.
Porque hoje é dia 1 de Outubro, aqui vai o poema que fiz na altura e que contribuiu para que, durante o tempo em que fui aluno da Dra. Maria de Xavier, ter sido um dos seus discípulos preferidos embora a alguma distância do Noronha Leal e do Leal Pinto (que é feito dele?):
Dia primeiro de Outubro
Um dia que se esvaíu
Ou talvez, a grata recordação
De um dia que já partiu
Nesse dia sem igual
Ao raiar da manhãzinha
O estudante aplicado
Corre p'ra a escola apressado
Como uma leve andorinha
Um sonho leva na mente
Que o faz sorrir ao pensar:
- Como será a escola?
Também lá posso brincar?
- Certamente e porque não?
A escola é o coração
De todos - um querubim!
O preciso é trabalhar
Para podermos mostrar
Quanto valemos, em fim!
Um abraço
Sanches
Comentários:
Evocar o início das aulas equivale a ter, por uns instantes, a ilusão de que somos meninos de 11, 12 anos, que estamos vestidos de calções e de coração apertado...
Evocar também o nome da D. Maria Xavier, para além duma prova de carinho, é para mim, ainda, ocasião de relembrar o quanto, nesse tempo, significava, na Escola, a Língua Pátria que ela ensinava.
É bom, amigo Sanches, voltar a ser, nem que seja só por uns instantes, menino de calções, de coração ansioso, livros novos, lápis afiados e borracha nova ...
Um abraço do
Noronha
P.S. - O Zé Leal Pinto, que encontrei há uns tempos atrás - e que, com a minha mulher, visitei na sua casa de Tornada - foi, durante largos anos, elemento de vulto no campo cultural, na Cãmara Municipal do Porto.
Faz um tempo que o não vejo e gostaria muito de voltar a vê-lo.
Eram dele - que os herdara do Pai - os livrinhos do Capitão Morgan que li, deliciado. Não tinham ilustrações mas eram interessantíssimos. Gráficamente, pareciam o Borda d'Água...
Noronha.............02-10-2009
"...que gostava que os seus alunos, em vez da a tratarem por "Setora", a tratassem por Sra. D. Maria..."
Então meu amigo Sanches...desfaz-me lá uma dúvida...:
Sou eu que estou esquecido ...ou tu já estás influenciado pelos tempos modernos...?
"Setora"...??
Naquele tempo...???
Um abraço do
Maximino.........02-10-2009
Que emoção senti hoje ao consultar o blog e deparar com esta homenagem justíssima à Drª Maria Xavier! Além de sua aluna, em Português e Francês, fui igualmente sua explicanda, em sua casa, ali para o Bairro da Ponte! Foi ela que me preparou maravilhosamente em Latim , a fim de me submeter ao exame do antigo 7º Ano do Liceu.
Como recordo ainda hoje os seus preciosos ensinamentos nas aulas que nos ministrava, sobretudo na disciplina de Português e que tão úteis me têm sido ao longo da vida para bem escrever a nossa Língua!Já casada, estive na "tropa" em Moçambique e trocámos sempre correspondência. Ainda tive aoportunidade de lhe dar a conhecer o meu primeiro filho, numa tarde em que a visitei e em que estava acompanhada pela Drª Matilde Rosa Araújo, sua grande amiga.Nunca me esqueci que fazia anos no dia 1 de Abril, dia das mentiras!
Por tudo o que nos transmitiu e pela sua amizade, Drª Maria Xavier,OBRIGADA!
Fátima valente.........03-10-2009
terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Visita a Coimbra

A Lena Silva guarda estas fotos que registaram uma visita à zona de Coimbra no ano de 1965.
Das alunas, da Formação Feminina, que participaram nesta visita de estudo identifico a Teresa Santos, a Fátima Valente, a São Lopes, a Lena Silva e em baixo a Celeste.
As Professoras; A Margarida Ribeiro, a Ermelinda, Maria Xavier e Deolinda Ribeiro.
Nas fotos em baixo as fotografadas são mais ou menos as mesmas.

Comentário:
Além dos nomes já mencionados, identifico aqui também a Elisabete e a Beatriz, cujo paradeiro desconheço há bastante tempo.
Alguém saberá por onde andam e o que fazem?
Fátima Valente..........29-09-2009
domingo, 27 de Setembro de 2009
Um jogo de Basquetebol
Se pensam que os “craques” do Basquete só estão na NBA, desenganem-se, aqui estão as equipas que participaram num emocionante jogo que deve ter acabado 10 a 10 ou coisa parecida.
Os participantes são do curso do Comercio de 1967, e identifico na fila de cima; O Olímpio Leitão, o Vitor, o Luzio e o Espadana.
Em baixo; o Espanhol, o Mateus, o Alpalhão e o Alexandre.
Como o tempo passa, ao ver esta foto lembrei-me das aventuras vividas com os meus amigos Luzio e Alexandre, que a morte já levou há mais de 30 anos.
Estas fotos estão no álbum do Olímpio Leitão.
Comentário:
Zé, falas em 10 a 10, e penso que estás a pecar por excesso.
É que ao ver a segunda foto, realmente o Cesto estava lá tão alto, que dificilmente a bola entrava.
Nunca entendi o porquê do Silva Bastos nos obrigar a fazer desportos que detestávamos e nos impedir de jogar uma boa futebolada. Enfim, manias..., se calhar já era obra do sistema.
Claro que me refiro ao sistema da época, que não tem nada a ver com aquele de que agora tanto se fala.
Fui colega de alguns destes atletas, mas se as caras já não estão lá na memória, os nomes que mencionas, esses sim, todos bem vivinhos. Até que um dia, todos nos juntemos ao Alexandre e ao Luzio.
J.L.Reboleira Alexandre..........28-09-2009
O Silva Bastos odiava futebol. O meu amigo Miguel Bento Monteiro, que o conhecia bem, foi seu aluno no Colégio e nos Bombeiros, conta dois episódios que o ilustram bem em dois posts que ecreveu no Blog do ERO. Nós também não apreciávamos Basquetebol no colégio, lembro-me de um jogo que terminou 4-2 perante a fúria impotente do professor...
J.J...........28-09-2009
Consigo identificar mais alguns, para não arriscar os que não tenho a certeza: na fila de cima, precisamente ao meio, está o Arnaldo Custódio, hoje distinto advogado nesta praça; entre o Luís Luzio e o Manuel Espadana aparece o Orlando Paulo; na fila de baixo, protegido pelo João Espanhol e pelo Fernando Mateus, está o Luís Botelho José que, para nós, foi sempre e ainda é o Lica.
O Prof. Silva Bastos não gostava mesmo nada de futebol, modalidade que apelidava de coicebol.
Orlando Sousa Santos............30-09-2009
quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
10 de Junho de 1958
Nos anos 50/60 o 10 de Junho, Dia de Portugal, era festejado com toda a pompa e circunstância. Ao nível escolar organizava-se diversas manifestações desportivas, com alguns discursos pelo meio a exaltar o regime.
Mas politicas à parte, os “meninos” da Escola, estão devidamente perfilados e equipados para dar inicio ao acontecimento desportivo que não se sabe muito bem qual era, mas o José Santana Marques, que nos enviou esta foto, certamente num próximo comentário, vai esclarecer e ajudar a identificar os atletas
Comentário:
já não consigo recordar o nome de todos, posso até "trocar" alguns, mas não há problema que o nosso amigo Chaves vai ajudar melhor que ninguém. A começar pela esq. temos o Pimenta,?, Lino, Apolinário,?, Rabaça, Santana,?, Oliveira,?, Marques, Caetano, Xico de Bombarral, Maia, a seguir ao Maia creio ser um moço de Valado de Frades, a partir daqui a memória já não funciona. Recordo que o evento desportivo foi Ginástica, Saltos e um jogo de Vóleibol a fechar.
Santana.........25-09-2009
O meu amigo Santana Marques,disse que eu talvez desse uma ajuda nesta foto o que vou tentar.
Ao lado do Apolinario (o cramalheira),está o Chico Coutinho, cujo pai tinha a taberna na rua que vai para a Santa Rita, o outro ao lado do Marques,também conhecido por (Joaquim Moina) é o Amandio Vicente (ja falecido) aluno muito inteligente,o outro é o Eduardo João (o peidinha) já falecido.
Se por vezes ponho a alcunha é para uma melhor identificação, pois no meu tempo havia o hábito do baptismo extra.
Chaves.......03-12-2009
terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Uma tarde na Mata
O Nosso colega Jorge Pimenta, um aluno de 1956, trouxe para o Blog algumas fotografias suas e da Ausenda, quase todas elas acompanhadas de descrição que identifica os locais e pessoas.
Esta foi a única que não tinha qualquer indicação, suponho que se trata de um dia da Espiga, mas o nosso Amigo Jorge Pimenta, sempre atento a estas coisas, certamente nos dará uma ajuda.
Comentário:
Efectivamente trata-se de um piquenique do dia da espiga. Terá ocorrido talvez no ano de 1956 mas o lugar não me ocorre. Quanto aos fotografados passo a descreve-los da esquerda para a direita: Eu, o Maia, a Gertrudes Vidigal, o Ricardo, a Alda Marques, a Fernanda e o seu irmão Marques da Silva e a Cremilde Vasconcelos. Os que estão de costas não consigo identificar.
Talvez mais alguem possa dar uma ajuda.
Pimenta.........23-09-2009
Temas: 1956
domingo, 20 de Setembro de 2009
Um jogo de Futebol
O Joaquim Lopes, um Caldense em Canas de Senhorim, junta-se ao grupo de participantes, neste espaço com estas fotografias.
Trata-se de um jogo de futebol que a selecção da Escola, realizou em 1957, com a equipa da Escola de Rio Maior.
Conforme se pode constatar o encontro já decorreu em campo “relvado” embora pouco aparado, mais parecendo cardos.
Quanto aos participantes não consigo identificar, sei no entanto que o Marques da Silva também fazia parte desta equipa maravilha.
Comentário:
A foto do grupo foi publicada em 29 de julho de 2007. Ver Desporto/Futebol.
Santana............21-09-2009
sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
Maio de 1961
O Parque sempre foi um lugar de encontro dos alunos da Escola, julgo mesmo que não haverá um ex-aluno que não tenha pelo menos uma foto tirada naquele magnifico espaço.
As fotos de hoje fazem parte das recordações do João Galrão e são datadas de Maio de 1961.
Os intervenientes, muito bem dispostos, são: o Rodolfo, o João Galrão, o Fernando Martins, a Carolina, a Teresa Morgado e a Helena Honório.
quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Acampamento em Aljubarrota
domingo, 13 de Setembro de 2009
Formação Feminina de 1965
Esta fotografia da Isabel Vicente recorda a turma da Formação Feminina de 64/65.
O local onde a foto foi obtida não é identificável, mas o grupo das meninas é composto pela Salomé, a Fernanda Galveias, a Assunção, a Fátima Soares, a Maria da Luz, a Manuela Branco, a Ederlinda, a Elisabete Horta, a Teresa, a Isabel Mota, a Isabel Arroja, a Isabel Engenheiro, a Fernanda Salomé e a Isabel
quinta-feira, 10 de Setembro de 2009
Noticias da Alemanha
Olá Zé VenturaMando-te umas fotos que encontrei há dias no álbum do meu pai.
A primeira penso que seja do meu primeiro ano do ciclo em 1969 ou do segundo em 1970.
A segunda Foto, penso que seja de um passeio de finalistas entre 1961 e 1972 pois meu pai foi motorista nos Claras e ele fez muitos passeios com os finalistas.
O Meu Pai é o António de Jesus Santos que era conhecido na altura pelo “destravado” ou o “maluco das caminetes”. Na foto ele é o primeiro em baixo do lado direito.
Um abraço
Filipe Santos
Comentário:
As fotografias de grupo com o tempo acabam todas por se confundir umas com as outras. Sobretudo quando os protagonistas se transformaram em meros figurantes de uma encenação perdida. O que se pudesse dizer de uma delas em particular acaba por se poder aplicar às restantes em geral. Os próprios cenários parecem perpetuar-se de pose em pose. Então, o silêncio ensurdecedor do «déjà vu» instala-se. No caso concreto do tal «passeio de finalistas», consigo identificar com segurança os professores Isabel e João Correia, grandes organizadores destes eventos anuais, e com algumas reticências o professor Joaquim Sarmento. As escadarias e igreja de Santa Luzia lá estão a recordar-me que em 1968 lá estive igualmente a celebrar a conclusão do curso. Os Se’tores de Inglês e Matemática faziam parte dos excursionistas, mas não o de Física e Química. E a imagem já começou a falar, a desvendar alguns dos seus mistérios. Não foi tirada seguramente nesse ano. Todavia, o motorista talvez fosse o «destravado/maluco das caminetas». Quem souber que o diga.
Artur R. Gonçalves........12-09-2009
terça-feira, 8 de Setembro de 2009
O Pentágono
O nosso amigo Luis Franco traz para o Blog mais umas daquelas pérolas que nos fazem recuar quarenta anos, mas o melhor é transcrever o mail que enviou.
Olá Ventura
Aqui vai alguma nostalgia do final da década de 60.
Muitos de nós certamente que ainda nos lembramos do conjunto Pentágono.
Aqui vão algumas fotos. Todos os elementos foram alunos da Bordalo Pinheiro com excepção do César Tempero.
Na foto 1, tirada no palco da sala antiga dos Pimpões, estão: o Luís Frutuoso, o Antero, o Chaves Cardoso, eu e em baixo o Sena.
Na foto 2, tirada num dos famosos bailes do Lisbonense, estão: o Chaves Cardoso, o Luís Frutuoso, o César Tempero, eu e o Antero.
Na foto 3, tirada na antiga FNAT no alto da Foz-do-Arelho, estão: o Chaves Cardoso, o Luís Frutuoso, o César Tempero, eu e o Antero.
Não sei do que é feito de todos estes antigos amigos e colegas, com excepção do César Tempero que é o Presidente da Junta dos Vidais.
Um abraço
domingo, 6 de Setembro de 2009
Fim de semana na neve
Para os “novos-ricos” que julgam que é moda ir para a “neve”, desiludam-se, pois os alunos de 1969 já faziam estas viagens com toda a pompa. Bem sei que não iam vestidos a rigor, alguns até de gravata iam, os esquis eram os sapatos ou para os mais engenhosos um saco de plástico, mas seguramente, divertiam-se muitíssimo, conforme nos contou o Guilherme, à frente na direita, que nos trouxe esta foto de uma viagem à Serra da Estrela.
Fazem ainda parte dos esquiadores: o Justino Abreu, o José Fernando, o Mário Morgado e outros amigos que não consigo identificar.
Comentário:
4o anos já passados, é verdade, e como tudo é tão atual. já se faziam excursões para esquiar como se comprova. É extraordinário estarem alguns "desportistas" de fato e gravata, na neve. Tal a postura dos alunos em representação digna da escola Bordalo Pinheiro. Hoje reparamos que o "in"é nos colégios os meninos pequeninos andarem de gravata novamente.Como naquele tempo faltava tudo, á boa maneira portuguesa inventámos métodos de esquiar, talvez os percursores do actual snowboard.recordo-me dum episódio muito pitoresco. Eu e o meu amigo Sousa Santos (1ºda esqr.na foto)encontrámos em plena serra um caixote em madeira de média dimensão que era mesmo na n/ medida para nele esquiarmos e dentro dele aí vimos nós serra abaixo, tal velocidade tomou que dele perdemos o controle só parando quando fomos embater violentamente num dos poucos esquiadores devidamente equipado com esquis que faziam a coisa a sério. bem, a coisa foi grave, partimos os esquis ao senhor, isto acompanhado com uma dose de cambalhotas que por milagre não provocou ferimentos. o senhor queria que pagássemos os esquis(meteu professores e escola)enfim foi uma situação difícil de resolver. mas e agora voltando novamente à actualidade, talvez aqui tivesse havido tobogan pela 1ª vez na serra.Como costumo dizer está tudo inventado só se vão sempre aperfeiçoando até atingir o perfeito.um abraço.
Guilherme ............09-09-09
quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Um fotógrafo em Paris
Eu sou o António Borga fui aluno da Escola em 1964, quando foi inaugurada pelo Almirante…..(Américo Tomaz).
Só fiz os dois primeiros anos e em Agosto de 1967 cheguei a Paris onde vivo actualmente.
Dos meus tempos de Escola lembro-me do Firmino Rodrigues, que vejo quando vou a Portugal, o Zé, filho do dono do Hotel Rosa, o Elias do azeite. Havia também a Graça, o Sena, o Vidal, e outros que já não me lembro, mas gostava de contactar.
Tenho um site na Net http://abphoto.free.fr/

E o meu mail é abphoto@free.fr
O meu vocabulário não é muito bom (Eu já dei uma ajuda) mas é o vocabulário de um puto que deixou as Caldas com 13 anos.
Um abraço
António Borga
Depois de uma pequena investigação encontrei a pauta de 1964/65 Turma E (Clica em cima para aumentar), quem sabe se os antigos companheiros ainda se lembram dele.
Com o Nº 121 lá está o nosso fotógrafo "Francês".
Comentários:
Quantos ex-alunos da nossa escola não estarão na situação do Borga no que o vocabulário concerne. O receio de serem criticados por alguns cujos vocábulos se limitam à maravilhosa e difícil lingua de Camões é muitas vezes uma razão mais que suficiente para criar inibições e assim diminuir o número de presenças neste blog que o Zé vai mantendo com imensa boa vontade.
Eu mesmo sinto por vezes, nas várias deslocações á terra onde nasci alguns comentários menos agradáveis. Vou contar um episódio que me aconteceu já há alguns anos com um ex-colega que revejo de vez em quando, e se ele por aqui aparecer talvez se recorde, ou talvez não, já que o momento terá sido mais importante para mim do que para ele.
Assim e acabadinho de chegar às Caldas, depois da travessia do Atlântico, dirijo-me de imediato ao balcão do meu banco (ainda não existia essa coisa maravilhosa que dá pelo nome de Multibanco) e ao ver o meu ex-colega da Bordalo, dirijo-me a ele para «encaixar» (para quem não sabe trata-se da tradução literal do termo correcto nos meus 2 mais usados idiomas, o Francês e o Inglês) o cheque que possuia.
Do outro lado do balcão o nosso amigo de farto bigode, não resistiu e comentou para uma linda colega funcionária que eu não conhecia de lado nenhum: olha lá ó Maria (seria este o nome?) aqui o nosso amigo Reboleira quer encaixar. Podes ajudá-lo?
É claro que não apreciei a piada, sobretudo por que não conhecia a fulana de lado nenhum, mas não reagi e fui servido.
São atitudes deste tipo que por vezes dão origem a mal entendidos entre os que por aí sempre se quedaram e outros que por imensas razões decidiram partir.
Hoje o caricato da situação faz-me rir, na altura não achei piada nenhuma.
Abraço do Canadá do J.L.Reboleira Alexandre......04-09-2009
Amigo Reboleira, sempre que eu ia e vou a Portugal e me dirigia ao banco a maior parte dos funcionários eram da Bordalo Pinheiro e mesmo naqueles dias em que o banco estava cheio de clientes se ouvia logo o Zé Maria ou o Xavier e outros , entao oh KAMONE ou oh Choninha ou oh Marsinga estás ca outra vez? Trouxeste a televisao portatil ao teu cunhado? (Vitor Corado). Eu como também gosto da brincadeira dizia-lhes: é pá cada vez estão mais atrasados. Por vezes um gracejo ficamos mais a vontade .
Hoje se Deus quizer lá parto eu para mais uma estadia de dois meses para a nossa santa terrinha.
Por favor não quero a charanga das Gaeiras à minha espera,
Chaves.............04-09-2009
Eu a única experiencia que tive desse género foi na minha ida para Moçambique, onde nas raras vezes que encontrava um conterrâneo, era como se voltasse a respirar o nosso arzinho do Oeste...
Esse problema de perder o treino do que se diz ou se escreve, acontece com muito boa gente...
E já agora, admiravamo-nos muito (alguns admiravam-se...) pelo facto de os nossos emigrantes que rumaram a França há já muitas dezenas de anos, referirem à chegada ...que vinham de "vacanças"...
Mas como poderiam eles referir que vinham de férias...se férias tinha sido coisa que nunca haviam conhecido nas suas vidas...?
Por isso o melhor que o amigo Borga tem a fazer...é continuar a escrever, mesmo se num português afrancesado, porque com o tempo e o treino vai melhorando...
A respeito desse treino da língua, posso contar uma experiencia...:
Faço parte de um Forum de Sportinguistas que tem centenas de membros (tudo gente boa e não seria de esperar outra coisa...: para os desatentos eu escrevi...:sportinguistas...!!), sendo vários das mais diversas partes do globo...
Entre eles e logo no início, chegou-nos um português de Loures, residente nos EUA há mais de 40 anos...
O nosso amigo Juvenal ao principio deixava alguns de nós mais "atrapalhados" para a tradução, do seu... nem português nem inglês...
Mas nunca desistiu, nem nós os deixámos desistir...hoje (e não fora o facto de o seu computador desconhecer os sinais auxiliares da escrita em português...)o Juvenal escreve muito melhor o português...e alguns de nós (eu...)até já entendo alguma coisa de inglês...
Por isso amigo Borga...só tem que continuar...e será sempre muito bem vindo, mesmo para alguns mais velhos como eu...que nos seus tempos de Escola...já andava a marcar passo...!!!
Um abraço
Maximino........04-09-2009
Às vezes não é necessário sair do país para ver como o português é uma língua traiçoeira que gosta de brincar com os múltiplos sentidos das palavras. Pergunte-se a uma vendedoura do Mercado do Bolhão se a «nêspera é boa» ou a uma outra no Mercado Municipal de Faro se a «amêndoa está chocha» e terão a surpresa da resposta. Curta-e-Grossa. É tudo uma questão de saber «encaixar» a ironia das ambiguidades da linguagem.
Artur R.Gonçalves......05-09-2009
terça-feira, 1 de Setembro de 2009
Viagem a Évora
Do álbum da D. Helena Gouveia retirámos estas fotografias que reportam a uma viagem de estudo a Évora.
As fotos datadas de 5 de Março de 1973 retratam os alunos do 1º Ano do Curso geral do Comércio que teriam sido finalistas em 1975, último ano da Escola com o nome de “Comercial e Industrial”.
domingo, 30 de Agosto de 2009
Os Cadernos da Matilde
Vou descrever como as coisas se passaram no primeiro dia que entrei nesta escola (Nova) porque já não me lembro bem quando fui para a Escola velha pela primeira vez.
Quando entrei nesta escola pela primeira vez fiquei deveras deslumbrada pela grandiosidade e beleza.
Ao chegar mandaram-nos para os átrios, assim como às minhas colegas e ali houve muitos cumprimentos, pois algumas já não nos víamos há quase quatro meses.
Andámos quase duas horas a subir e a descer escadas, chegávamos ao rés-do-chão mandavam-nos para o primeiro andar, chegávamos ao primeiro andar e mandavam-nos para o rés-do chão, sempre assim até que vieram chamar o 2º B, pareceu-nos um sonho, já andávamos cansadas de subir e descer escadas e de receber pisadelas.
Deram-nos o horário e mandaram-nos vir no dia seguinte.
Um dia perdi-me cá e ainda não sei onde foi, o que eu sei é que não dava com a porta de saída.
Matilde 04-01-1965
Conservar 20 cadernos diários no sótão por mais de quatro décadas é verdadeiramente notável. O espanto é tanto maior, quando é sentido por alguém que não guardou desses tempos o mais leve resquício de material escolar. Nos dias que correm, em que os apartamentos mal chegam para abrigar quem os habita, os sótãos mais não são do que a imagem algo idílica de um passado remoto com contornos cada vez mais esbatidos ou de dimensão meramente utópica. Depois, por essa altura, havia ainda o hábito purificador de fazer uma «queima» solene das sebentas e testes no final do ano lectivo. Por vezes nos recreios da própria escola e nas barbas dos professores. Alguns dos meus apontamentos tiveram esse destino nas vésperas das férias grandes de verão que sempre considerei como verdadeiramente merecidas. Ao invés da Matilde, que em 1965 já não se lembrava bem do primeiro dia em que entrara na escola velha, recordo com muita clareza o primeiro dia em que ali entrei. Nem podia ser doutro modo. Levava calções e fui mimoseado com umas valentes verdascadas nas pernas. O crime académico residia em ter ido para as aulas de «cuecas». As marcas ficaram-me registadas na pele por mais de uma semana. A experiência serviu-me de lição. Outras praxes menos dolorosas ocorriam, como diria o Trindade Coelho, «in illo tempore» de caloiro. Escapei ao «baptismo» no chafariz das cinco bicas, mas fui obrigado ao respeitoso inclinar da cabeça aos veteranos, quando estes me obrigavam a «baixar». Sinais dos tempos, afinal tão longínquos e próximos daqueles que vivemos nos dias de hoje. Recordações presentes de tempos passados que nenhum de nós terá registado nos cadernos escolares e que nenhum baú poderia arrecadar. Moram connosco o tempo todo, até que a capacidade de armazenamento se esgote e que a nossa memória, sabiamente, as expulse definitivamente de dentro de nós e nos dirija os pensamentos para outros lugares mais agradáveis de (re)visitar.
Artur R. Gonçalves........31-08-2009
Os cadernos da Matilde, conservados com o mesmo carinho com que hoje mantém o acervo do Museu José Malhoa, e os comentários do Artur, fizeram abrir a "caixinha" que permanece a maior parte do tempo bem arrumada nos baús da memória.
E as recordações brotaram ...
O "calduço", muitas vezes com demasiada violência, para marcar o poder;
A ameaça do "baptismo" no chafariz (fui várias vezes testemunha obrigatória, embora nunca me calhasse ser réu);
A medição do campo de andebol com um fósforo, sempre com erro na contagem final;
A finta feita ao mais velho, na futebolada jogada às escondidas do Prof. Silva Bastos, que resultava sempre em estatelanço;
O pastel de nata que desaparecia como por milagre, quando ia cumprir a função de terminar a salivação;
O lugar na fila do almoço, sempre perdido a favor do "matulão".
Ficou a memória de um braço partido, uma perna quase sem pele e alguns "ódios" de estimação, que o tempo se encarregou de limpar.
Orlando Sousa Santos........31-08-2009
Por falarem em calduços.... lembro-me num ano "não muito longe", creio que era o Veludo que num inicio de periodo confundiu os casacos do Carreira com o do Dr. Jorge Amaro.......imaginem quem levou o calduço e a atrapalhação do Veludo.
Poderá haver aqui algumas falhas de memoria, que ontem esqueci-me de tomar o fosforo ferrero, tomei o Roche.
Xiveve..........29-09-2009
Temas: 1965
quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
Vida e obra do Padre Borges
Por intermédio do Sanches, chegou até ao Blog um Livro sobre a vida e Obra do Padre Borges.
Editado em Maio de 2009 por um grupo de Amigos, tem por finalidade dar a conhecer a obra notável que o Padre Borges tem levado a cabo em Santarém.
Diz a autora, Maria Ivone Duarte Carrolo, que “o modo de ser e de estar do Sr. Padre Manuel Francisco Borges, faz dele uma Personalidade ímpar que temos agora ocasião de enaltecer”
A curiosidade do Livro chega-nos nas páginas 172 a 176, onde se faz referências ao Blog da Escola com a reprodução do post publicado em Janeiro de 2008, e lá estão os comentários do António Nobre, do Noronha leal, do Maximino, do Artur R. Gonçalves, do Guilherme Santos, da São Morgado, do Joaquim Chaves e do Duarte Lopes.
Como as eventuais receitas da venda do livro revertem para a Obra Social do Padre Borges, aceitei o desafio de vender alguns pelo valor de 5 € cada. Será o nosso contributo para a obra do nosso antigo Professor.
Para os interessados os exemplares encontram-se à venda na minha loja, Electro Líder, ou contactar com o Sanches no Montepio Rainha D. Leonor.
Reserve aí, por favor, um exemplar para o Noronha.Não poderia perder esta oportunidade de me associar a mais uma merecida homenagem ao nosso amigo Padre Borges !Abraço
F. Noronha Leal...........28-08-2009
Tambem eu te peço que reserves um livro para mim inerente á vida do Padre Borges, HOMEM BOM, e já na altura com uma postura com os seus alunos acima da vulgaridade.
Na proxima semana deslocar-me-ei ás Caldas e levantarei o Livro. Um abraço
Antonio Nobre.........29-08-2009
terça-feira, 25 de Agosto de 2009
Na Barragem do Cabril
Melhor do que qualquer legenda o verso da fotografia que a Gina nos trouxe fala por si.
Comentário:
Se os nomes das meninas da foto foram escritas passado muitos anos vá lá, houve um esquecimento, quem era aquela do ponto de interrogacão, a de mais ou menos branco penso eu.Nao seria a Trinta que veio para os E.U,ainda nova e que vivia numa quinta perto do Ameal que era conhecida a Quinta dos Trinta?
Chaves.........29-08-2009
domingo, 23 de Agosto de 2009
O Diploma
Esta Cópia aqui reproduzida embora não seja da Escola Comercial e Industrial, é porém de um colega nosso.
O Álvaro Gandaio, que acompanha este Blog no Montijo, enviou o seu diploma da Escola primária e o que me impressionou foi na verdade a “força” que o regime dava à Mocidade Portuguesa, fazendo constar em tudo o que era papel a sua bandeira.
Sempre que se escreve no Blog sobre a Mocidade Portuguesa, causa algum “frissom” pois a instituição
defendia os valores de um Estado onde a hipocrisia era dominante, mas por outro lado significou para muitos a oportunidade de praticar desporto.
Fica para a história um documento interessante.
José Ventura
Comentário:
Os «frissons» são sempre úteis quando têm o condão de despertar o ânimo a quem se deixou adormecer comodamente pela letargia provocada por um verão quente e sem enredos verdadeiramente dignos de registo. Nem sequer os alcançados pelas cores nacionais nos campeonatos mundiais de atletismo que estão a decorrer em Berlim. Mesmo assim, seria curioso comparar as marcas que lá vamos obtendo com aquelas que a bandeira das quinas, dos castelos e das flores-de-lis nos proporcionaram entre 1936 e 1974.
Artur R.Gonçalves..............23-08-2009
quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
Alunos de 72
O Francisco Inácio deixou esta fotografia para publicar no Blog mas não nos deu nenhuma indicação sobre a mesma.
Julgo não estar enganado que se trata de uma viagem estudo dos alunos de 1972, quanto aos participantes parece-me reconhecer a Zita, a Madalena, o Francisco Inácio, o Eduardo Fatal, a Professora Elisabete.
Em baixo o Edmundo.
José Ventura
domingo, 16 de Agosto de 2009
Electricistas na “Espiga”
Nesta fotografia que o Filipe Silva e o Vitor Santos guardam nos seus respectivos álbuns, temos um numeroso grupo de Electricistas a comemorar o dia da Espiga.
A servir de guarda de honra ao “palhinhas” estão o Zé Manuel, o Jaime Ferreira, o Nazaré Barbosa, o Beja, o Vitor Peça, Filipe Silva e Vitor Santos.
A velar pelo bom “funcionamento” do grupo o Engenheiro Piriquito e o Mestre Raul
José Ventura
As minhas felicitações para o Mário Reis Capinha por ser o único que aqui aparece a comentar fotos ou assuntos dos anos 50/60.
Conheço muito bem o Raul Silva, fui amigo da família, e já tive oportunidade de falar telefonicamente com ele graças à intervenção do Zé Ventura. Pena é que o Raul tal como muitos dessa época não estejam interessados em aderir às novas tecnologias.
Um abraço ao Mário Capinha desejando que apareça mais vezes a desafiar o pessoal da "velha" guarda para perderem o medo e a vergonha aparecendo por aqui a contar as suas histórias e identificar pessoas que provavelmente eu conheci.
Fernando Santos - (Olhão).....21-08-2009
quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
A “Escola” foi à praia
Em tempo de verão vem a propósito estas fotografias, a de cima enviada pelo Fernando Pacheco de Lisboa, onde recorda o verão de 70.
Não reconheço muita gente mas o Filipe Domingos, em baixo 2º da direita, de certo dará uma ajuda em identificar os banhistas e até as circunstâncias em que esta foto foi obtida.
A outra fotografia, em baixo, é dos anos sessenta e vem do álbum do João Galrão e a dificuldade de identificar os veraneantes é a mesma.
José Ventura
Comentário:Basta ver estas duas fotos para compreender como as mudanças aconteceram rápidamente de 60 para 70.
Na de baixo o jovem com a T-Shirt estilo Capitão Fiúza, marinheiro lusitano da série do Cavaleiro Andante, a quem só falta mesmo o boné, ( quem se lembra deste herói dos mares?) será certamente o namorado da bela garota a seu lado. Por baixo deles pode apreciar-se a presença de elementos, certamente da mesma familia.
Na foto de cima, passados apenas 10 anos, qual sacrilégio, as miúdas iam sòzinhas para a praia com os rapazes, pese no entanto o facto de para a posteridade terem ficado bem separadas deles.
A indumentária também se pode ver que mudou radicalmente, para melhor evidentemente.
A influência dos anos sessenta passa toda por aqui.
J.L.Reboleira Alexandre.........13-08-2009
Só posso comentar em relação à foto de cima.
As circunstâncias da foto, para ser franco já não me lembro, embora fosse do tempo em que andei a tirar o 7º ano de praia, namoriscando aqui, namoriscando ali, aquilo que fazíamos à época na idade que tínhamos.
Na fila de baixo da esquerda para a direita temos: Luís Frutuoso, Alonso, Pacheco, O Je e o Ramalho.
Em cima e pela mesma ordem: Mulher do Marques da Silva, A irmã do Camané, Elisabete, Anita (uma grande amiga infelizmente já falecida) e a Mila.
Filipe Domingos......15-08-2009
domingo, 9 de Agosto de 2009
Os livros de Autógrafos
Os livros de autógrafos onde se colava as fotos dos colegas com dedicatórias ou dos namorados com juras de amor eterno, é uma das peças da época que pessoalmente me fascina.
As fotos tipo “Lá-minute” com dedicatórias no verso, são representativas de uma época.
Estas que aqui se reproduzem vêm do álbum da Fernanda Silva.
José Ventura
E os famosos inquéritos? Será que alguém ainda guarda um desses exemplares constituídos por cadernos em que cada página continha uma pergunta cuja resposta revelava, discretamente, um segredo íntimo dado, muitas vezes, de forma codificada para ser entendível apenas por uma pessoa?
Sanches........11-08-2009
Amigo Mário Reis..."alinhe-se" pelas modernices...não se deixe abater...!!!
Qual velhos, qual quê...nós temos é uma capacidade de adaptação enorme...!!!
Um abraço
Maximino.........11-08-2009
Os livros de autógrafos!
Quando a imaginação ajudava e a destinatária mais chegada, a dedicatória era bem pensada e escrita com as palavras sentidas e rebuscadas no melhor vocabulário disponível. Outras vezes, o cuidado não era tanto e saía uma quadra mais brejeira, uma frase banal, sempre de forma carinhosa e amiga.
Quaisquer que fossem as circunstâncias, só o ter sido escolhido para escrever no "livrinho" já era motivo para que o peito "inchasse" de vaidade!
PS - Por onde andarão a Fernanda Maçãs e a Micá?
Orlando Sousa Santos.........11-08-2009
A quarta vinheta da série é, porventura, aquela que mais se aproxima da filosofia dos tais «livros de autógrafos» em que a imaginação falhava e a quadra-de-pé-quebrado ajudava. A lição presente na sentença «(...) não dizer o que se faz / e não fazer o que se diz» não andará muito longe da documentada no conhecido ditado popular «Bem pregava frei Tomás, / faz o que ele diz, mas não faças o que ele faz».Já agora, aí vai um outro conjunto de quatro versos que em tempos li num desses «livrinhos» (como anota o Orlando) e que me ficou gravado na memória até hoje, tal a profundidade do conselho académico: «Larga os livros, estudante, / esses velhos calhamaços, / que a ciência dos homens / está nos beijos e abraços».
Artur R.Gonçalves..........13-08-2009
Temas: 1966





















































