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domingo, 18 de março de 2012

A Primária do Faustino, ou o meu primeiro Amor


Ainda sobre o tema das escolas primárias da praça do peixe, gostava de pedir a colaboração dos frequentadores do Blog da Escola Comercial para me ajudarem a identificar os restantes elementos da fotografia.
Se a minha memória não me atraiçoa foi tirada na época de 1956/57 (4ª classe)
Os alunos identificados são:
Com o numero 1 -Faustino  2- José Manuel Henriques  3- Silva  4- Luis Vidigal  5- Caetano  6- José Fernandes  7- José Manuel Silva  8- Constantino  9- (Russo)  10-Artur (cerâmico e pintor)  11 -Sergio Costa e Silva (médico)  12-Mario Lino  13-Penha  14-Batalha (falecido)
Claro que muitos anos passaram desde que esta foto foi tirada.
No entanto ficaram muitas e agradáveis recordações.
E desses tempos deixem que lhes conte como foi a minha primeira grande Paixão.

A Primeira Namorada

Tenho a certeza que todos nós, mesmo se o passado se encontra já a algumas luas de distância, temos na memória o nosso primeiro amor, ou melhor, aquilo que pensávamos ser qualquer coisa maravilhosa e eterna.  Quando eu era menino, Portugal era governado por uma ditadura, cujo primeiro ministro nessa época, era António de Oliveira Salazar.
Foi portanto a época salazarista.
Por decreto governamental, as escolas primárias eram de sexos separados, quer dizer, havia escolas só para rapazes, e outras só para as meninas.
Quando eu tinha a linda idade de 10 anos, frequentei uma escola a que vulgarmente se chamava a “escola da praça do peixe”.
Este nome devia-se ao facto de existir um grande mercado ao ar livre, cujo comércio era exclusivamente a venda de peixe.
No topo norte desse mercado havia um prédio, onde o rés-de-chão (térreo) era ocupado por uma drogaria, e no andar superior era a escola primária masculina.
No topo sul quase por detrás de um cine-teatro (Pinheiro Chagas) havia a escola feminina.
Geograficamente falando, cerca de 4 ruas para o nordeste, encontrava-se um outro mercado, também ao ar livre, onde se vendiam outro tipo de mercadorias, como por exemplo, hortaliças, batatas, feijão, ovos, flores, enfim tudo que ainda hoje as donas de casa (e não só) necessitam, para prepararem refeições com géneros frescos.
Voltando à minha história, durante a manhã, nós, os alunos tínhamos um intervalo entre as aulas que durava 15 minutos.
É normal que na nossa cabeça, apenas pensávamos em brincar, mas se a lei proibia os dois sexos de frequentar as mesmas salas de aulas, nada nos impedia, durante os intervalos, de nos encontrarmos na rua, e brincarmos juntos.
Foi então que arranjei uma namorada que frequentava a escola no topo sul.
Ela chamava-se Helena, mas para mim, era a “minha Lenita”
Acontece que um dos meus companheiros, também a queria namorar, e a Lenita, resolveu facilmente o problema; ela disse que aquele que lhe oferecesse uma flor, seria o namorado dela.
Como ia-mos nós arranjar flores para oferecer?
Nós éramos adversários, mas não inimigos, portanto combinamos um estratagema...
Iríamos ao mercado das flores e roubaríamos a que tivesse mais descuidada.
E assim fizemos, todos os dias, quando tocava a campainha anunciando o inicio do intervalo, nós saíamos correndo para ir até ao mercado roubar a melhor flor, e voltar para a escola da Lenita, onde ela nos esperava.  Então foi assim: certos dias era eu o namorado, outras vezes era o meu companheiro  (não me recordo bem o nome dele, penso que era Gil) aquele que chegasse primeiro,
seria o namorado naquele dia.
Tudo funcionava bem até que um dia, depois de termos uma flor cada um, corríamos o mais rápido possível, para chegar primeiro.
Claro que havia sempre um empurrão para cá, outro para lá com o objectivo de atrapalhar a corrida do adversário.
Quando corríamos no mercado do peixe, havia muitas caixas de madeira no chão, cheias de peixe, e quando eu estava mesmo ao lado de uma que continha pedaços de raia, que é um peixe coberto por uma camada gelatinosa, o meu companheiro, deu-me um encontrão, enviando-me todo inteiro, para dentro dessa caixa. No momento da queda, ainda consegui agarrar-me á camisola dele e retive-o para ele não chegar primeiro até á Lenita.
Consegui levantar-me e continuei a correr, chegando em primeiro lugar...
Mas ó desilusão das desilusões, quando quis oferecer a minha flor, ela estava toda estragada, além que eu estava num estado lastimoso, com a roupa toda suja do peixe, e cheirava mal.
A Lenita, fez uma cara muito feia, e disse-me, que nunca mais me queria para namorado, que era vergonhoso aparecer naquele estado á frente de uma donzela...
Aceitei a decisão dela, e fui-me embora, sentei-me nas escadas do cine-teatro Pinheiro Chagas
e aí chorei... e chorei... e chorei, aquilo que eu pensava ter sido um grande desgosto de Amor...!!!

Faustino do Rosário

Comentários:

Bem que eu gostaria de dar uma ajuda, mas em 57 andava da 2º classe ainda na escola do Bairro da Ponte. Ainda faria aqui a 3ª e só depois éramos transferidos para a escola da "praça do peixe". Na realidade nunca soube o verdadeiro nome dessa escola, acho até que nunca foi aqui falado nele.
Em relação à canalhada que está na foto, reconheço alguns inevitavelmente, pois tive o privilégio de brincar com eles, apesar de serem mais velhos uns 2 a 3 anos.
Desse reconhecimento saliento o Sérgio Costa e Silva (irmão do Marco Libermann, também médico), do José Manuel Silva (filho do polícia, como era conhecido), o Artur e o Mário Lino. Deixei para último propositadamente o meu amigo Faustino, pois chegámos a morar no Bairro do Viola e por isso fizemos as nossas brincadeiras e jogos de rua que naquele tempo se praticavam. Apesar de me parecer reconhecer mais alguma caras, não sei dizer quem são.
Fico por. Abraço e boas recordações.


Victor Pessa.................18-03-2012

Acho este tema bastante interessante e como tal aqui vai o meu modesto contributo.
A minha escola primária não foi a da Praça do peixe, a do Bairro da Ponte ou qualquer outra das Caldas. A minha escola foi a de Caxias na linha de Cascais. Andei lá desde 1939 a 1943 e ainda me lembro de ver pendurados na parede atrás da professora os retratos de Salazar e Carmona. Contudo, embora a sala fosse pequena porque a escola era ao mesmo tempo residência da professora, as aulas eram mistas. Rapazes e raparigas desde a primeira à quarta classe tudo junto. O que não me lembro é de namoradas. Creio que naquele tempo os “putos” ainda não falavam nessas coisas. Todavia foi aí que surgiu a minha primeira paixão, e, como diz o Faustino, o primeiro amor nunca se esquece. Chamava-se Hermínia.

Fernando Santos....Olhão,19-03-2012


Olá amigos:
Uma pequena correção em relação aos elementos da fotografia
O número 13 é o Diamantino
O número 14 é o Penha
O número 15 é o Batalha
E já agora ao lado do Diamantino (13) é o João Arroja
Abraços

Faustino do Rosário............26-03-2012

domingo, 11 de março de 2012

A primária da Mizá


A Mizá também nos fez chegar a sua fotografia da 2ª Classe e desta vez acompanhada da respectiva “ficha Técnica”

Escola da Praça do Peixe – Porta do Pinheiro Chagas
Professora: Rute Madalena Soares Evangelista

Na Fila de baixo, sentadas perto da professora, eu (Mizá), a Amélia Monteiro e Ana Maria Rebelo…
2ª Fila, sentada mais para a direita, de camisola escura e chapéu branco, a Maria Antónia (Casada com o Delfim,…será?).
3ª Fila, sentada no muro, Maria do Carmo e mais adiante de trancinhas, a Olga.
Encostada à porta, de tranças e lacinhos brancos, a Natália, filha de um alfaiate, julgo do senhor Dias.
Conheço outras carinhas mas não me lembro do nome.
A foto é de 1958, lembro-me que logo a seguir deixámos esta Escola e mudámos para os Pavilhões do Parque, com a Professora Maria José Lemos.

Mizá

Comentários:

Na realidade, só quem tem preguiça é que não participa. Isto até é fácil e divertido. De repente uma frase, uma foto, ou mesmo uma data, faz renascer em nós memórias que algumas já tínhamos dado como perdidas.
Esta das fotografias da escola primária, tem essa particularidade de puxar pela memória de alguns, daqueles que ainda se dão ao trabalho de pensar, digo eu.
É que uma foto pode até não nos dizer nada em especial, mas só o simples facto de alguém a partilhar connosco, demonstra que esse alguém ainda sente por nós alguma amizade.
Essa amizade, a meu ver claro, não está a ser aproveitada por muitos, mas aí já não se pode fazer nada, pois é a opção de cada um que prevalece.
Nesta foto em especial não reconheço ninguém apesar de ser amigo de algumas, pois a identificação feita pela Mizá, assim deixou claro.
Beijocas para as meninas.


Victor Pessa.................11-03-2012

A Mizá com a sua inseparável franjinha! Estás o máximo! Não reconheço ninguém, na foto, talvez conheça alguma se fosse identificada, mas assim é um pouco difícil! Beijinhos para ti.
Lurdes Peça.................12-03-2012

Sem duvida que estas fotos nos faz puxar  pela memoria e esta foto eu não posso deixar passar pois faço parte.
Eu sou a que está de pé junto à professora, a seguir a Teresa (não sei o outro nome) na 2ª fila por cima da Lurdes das tranças(filha do Galinheiro)  está a Mirandolina e ao lado da Olga a Alice.
Penso que estou certa, se assim não for peço desculpa.
Beijinhos

Maria dos Anjos................14-03-2012

Sentada no chão a segunda a contar da direita com casaco preto é a deolinda lopes ,minha irmã .

Ermelinda Lopes.............26-03-2012

domingo, 4 de março de 2012

A primária da Matilde




Os anos da primária da Matilde estão documentados nestas fotos que correspondem aos anos lectivos de 1959/60 a 1962/63.
São fotografias tiradas pelo Senhor José Neto Pereira, creio, mas a da 3ª classe, no recreio, é tirada pelo Sargento José da Costa, pai da Mena (Filomena), que pertencia à turma.
Desse ano, não possuo a foto junto ao Pinheiro Chagas, pois, quando foi feita, eu estava doente, o que me estava sempre a acontecer e me roubava estes pequenos prazeres.
Lembro-me do nome de muitas das colegas. Surpreende-me não saber de toda a gente e haver caras que não reconheço. Parece que nunca mais na vida nos vamos esquecer e depois... a memória trai.
Um abraço.
Matilde

Comentários:

Reconheço na 1ªfoto a Lurdes Norte, na 2ªfoto a Assunção, a Lurdes Norte e será a Ana Maria Cândido a menina do chapéuzinho branco? Na 3ªfoto a Lurdes Norte, a Maria de Jesus, que foi sempre a mais alta da turma, e a Assunção, e na 4ªfoto só a Lurdes Norte e a Assunção. Espero por ajuda!Beijinhos.

Lurdes Peça ..............07-03-2012

A Ana Cândido não fez parte desta turma. A do chapéu de palha sou eu.

Matilde..............09-03-2012

Ahahah! Peço desculpa Matilde, mas é tal e qual, para mim, a carinha da Ana.Beijinhos.

Lurdes Peça................23-03-2012

Fotografia da 1ª classe, datada de 24 de Maio de 1960.
Há meninas de quem já não me recordo, de outras não me ocorrem os nomes.
Aquelas das quais me lembro dos nomes são as seguintes: Ema Vaquinhas, Helena Fonseca, Filomena (Mena) Fonseca, Maria José Henriques, Elisabete Gameiro, Lígia, Alice, Matilde, Cecília, Teresa Vieira Lino, Clara(?), Isabel Fino Ramalho, Maria do Rosário, Ana Maria Beja, Amélia, Joana Neves, Isabel Tavares, Lurdes Norte Isabel.
As duas meninas de igual, ao lado direito, não pertenciam à turma.
A nossa Professora era a D. Olímpia Carvalho Lalanda Ribeiro, esposa do Professor Lalanda, que acompanhou a turma da 1ª à 2ª classe, na Escola da Praça do Peixe.


Matilde....................14-03-2012

Estive aqui a olhar para estas fotografias e quero rectificar o meu comentário de resposta à Lurdes Peça. Quando a Lurdes refere a menina do chapeuzinho branco na 2ª foto, essa é a Teresa Vieira Lino; quando eu respondo quanto à menina do chapéu de palha, refiro-me à 1ª foto.
Matilde................15-04-2013

domingo, 19 de fevereiro de 2012

...E mais fotos da Primária


Olá Zé!
Envio-te estas fotos para colocares no blogue, caso entendas que o devas fazer, pois as fotos da escola primária são uma relíquia!
Foram tiradas na escola da praça do peixe, como era hábito, e o cenário era sempre a porta do Teatro Pinheiro Chagas.
Na 1ª foto (cima) está a professora que nos acompanhou da 1ª classe até à 4ª classe a Professora Maria da Conceição Saraiva, na altura era terrível, mas uma belíssima profissional, nenhum dos alunos dela chumbou e eram diferenciados dos outros todos na altura das provas.
Vê-se bem a nossa amiga e colega Teresa Fonseca, de trancinhas douradas, já partiu deste mundo há muito tempo; ao lado dela de franjinha e a sorrir está a Áurea, que também andou na Bordalo; eu estou do lado direito, em pé de vestido aos quadrados e de gola branca, ao meu lado, de braços cruzados, está a São, que tinha uma casa de cavacas no fim da rua das cavacas que dava para o parque; a menina que tem trancinhas escuras é a Beta Fortunato, hoje mulher do Xavier; ajoelhada junto aos pés da professora, está a Benilde Saramago, que foi para o Externato Ramalho Ortigão; a pequenina que tem uma camisola às riscas, junto de outra com vestido às flores, é a Elisabete Pinto, tua mulher. Esta foto foi tirada quando andei na 3ª classe, em 1960.
A outra foto mais abaixo, são praticamente as mesmas, só com a diferença que a Ana Maria Cândido está ao pé da Teresa Fonseca, a Fernanda  Silva, de pés esticados no chão junto a Benilde e eu de chapéu branco na cabeça com um vestido aos folhos.
Lembro-me de todas elas, mas os nomes já perdi alguns, talvez os nossos amigos, em especial a Beta e a Ana Cândido saibam completar o resto.
Beijinhos
Lurdes


Comentários:



Ora cá vamos nós à descoberta.
È sempre interessante fazer exercicios de memória, quanto mais não seja, para combater essa terrível doença que os alemães inventaram e contaminaram a população mundial (alzheimer).
Na primeira foto (a de cima) é fácil conhecer algumas caras (até da professora me recordo), no entanto os nomes é que é mais difícil.
Por exemplo a de trancinhas (em cima), eu conheço. Na mesma fila mais à direita está a "Lurdecas", minha mana.
Depois já não conheço mais nenhuma.
Na foto de baixo acho que a classe era a mesma, mas de ano anterior.
Aqui volto a reconhecer as trancinhas (em cima), logo à frente dela está uma cara bastante conhecida, já aqui falada à pouco tempo, também de tranças e depois cá em baixo à direita sentada com o seu angélico de chapéuzinho, volta a estar a "Lurdecas".
Reparem nas malas que eram usadas naquele tempo. Uma maravilha.
Tenho pena mas esta é a colaboração possível. Estou certo que outras vozes se levantarão no intuito de esclarecer a restante rapaziada.
Abraço a todos.

Vitor Pessa.............19-02-2012

Maninho não leste o meu comentário! Então não conheces a Elisabete Pinto? A Ana Maria Cândido? A Elisabete Fortunato que andava sempre com a Mizá e hoje é esposa do Xavier? A Fernanda Silva? Troca lá de lentes e vê bem as personagens deste filme...
Beijinhos.


Lurdes Peça.................19-02-2012

Vamos lá pôr ordem na conversa e identificar as meninas da foto de cima:
Na fila de cima; Fernanda, Graça Ramires, Luisa Pereira, Ana Candido, Edite Cravide, ?, Teresa Fonseca, Aurea, Maria do Rosário, Maria de Jesus, ? e Lurdes Peça.
Na fila do meio: Elisabete Fortunato, Maria José, Ricardina, Esmeralda, Antónia, ?, Angelina, Eugénia, Fernanda Silva,?.?.
Na fila de baixo: Benilde Saramago, ?, Gracinda, Teresa Martins, Dolores, Natércia, ?, Elisabete Pinto e Luisa Castanheira.
Na primeira fila da frente: Ana Rocha, Belmira, Francelina,  Fernanda, Graça e a Mena.
Com se pode ver a memória não está nada má, mesmo passados 52 anos.

Elisabete Pinto…………..19-02-2012

Ver a Lurdinhas de chapelinho na cabeça, recordou-me o seu dia de casamento, muito linda e de chapelinho também.

Isabel Alves................20-02-2012

Obrigada Isabel! É verdade naquela altura era moda e eu sempre gostei de chapéus! Manias...
Beijinhos.

Lurdes.............12-03-2012

domingo, 12 de fevereiro de 2012

As fotos da primária

Caros Amigos:
Indo um pouco tambem na onda das fotos da primária, resolvi vasculhar o meu Baú das Memórias tentando encontrar alguma foto ligada à escola.
E foi esta que encontrei, tirada numa porta lateral do Pinheiro Chagas. O professor era, e é, porque felizmente ainda está entre nós, o Prof.Lemos, dono da Papelaria Pelicano.
Alguns dos colegas infelizmente já partiram, outros, e dado que o "meu software" já é um pouco antigo, pura e simplesmente já se apagou. No entanto ainda há um ou outro que dá para recordar, como é o caso do Forneri, e Elisio, os irmãos Baianas, o Lourenço das bicicletas, o Filipe que está nos Pimpões, eu, que estou em baixo ao meio, e pouco mais. Deixo um desafio para quem se lembre , o comente, ok?
Aquele abraço
Adelino Almeida

Comentários:

Apesar desta maltinha ser um pouco mais nova, julgo conhecer um amigo comum. O Emídio, marido da nossa colega Matilde Tomáz do Couto. Fico com algumas dúvidas pois tenho que o Emídio andou comigo. No entanto e para a hipótese de eu estar enganado aqui deixo a identificação.
Ao cimo da esquerda para a direita o terceiro. A carinha é a dele.
Abraço


Victor Pessa............12-02-2012

Obrigado Adelino por te lembrares desta foto, além dos nomes referidos reconheço o Américo Bernardino do Quiosque 1º da 2ªfila direita para a esquerda, o José Luis do Montepio 2º da fila sentados no chão da direita para a esquerda, o Teixeira 1º da mesma fila esquerda para a direita e muitos mais que agora não recordo o nome,  o 3º da primeira fila da esquerda para a direita é o Elisio

António Filipe............12-02-2012

Caro amigo Pessa:
Olha que esta maltinha, como dizes, não é mais nova! Pois somos mais ou menos da mesma idade.
Quanto à indicação que dás, está correcta, só que ele é o Elisio Couto e não Emidio como dizes.
Aqui fica a rectificação, com um abraço.


Adelino.............12-02-2012

Dou a mão à palmatória. Na realidade eu não tinha a certeza do nome apesar de estar convencido que era Emídio. O tempo por vezes prega-nos estas partidas. No entanto tinha acertado com o facto dele ser casado com a Matilde. Digamos que acertei 50%.
Sabes que ainda hoje recordo o nome completo de alguns companheiros de carteira. Acho isso fantástico, pois demonstra que acima de tudo nunca nos esquecemos daqueles que partilharam connosco aqueles tempos de meninice e traquinice. Abraço


Victor Pessa..............12-02-2012

Uma tentativa:
Carlos Coutinho (Lita), Vítor Pimenta, Elísio Couto, ?, Lourenço, Armindo Barros, Prof. Lemos, ?, José Manuel Dória, Zeca, Frazão.
João Castanheira, António Henriques, António Castanheira, Vítor, ?, Hernâni, António de Carvalho, António Bento, António Filipe, Américo Bernardino.
Baiana, José Luís Ferreira, Maximino, António Joaquim Ribeiro (Papagaio), Fernando (Forneri), Carvalho.
Teixeira, Gesteiro, Vítor Firminiano, Baiana, Adelino Ferreira de Almeida, Belmiro, ?, José João Henriques, Vasco Silva.

Elísio................28-02-2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

As escolas da Praça do Peixe ou as fotos da primária


Da Isabel Alves vem o fascínio das fotografias da Escola Primária, diz ela:

Vou tomar esta onda das fotos pré EICCR, para enviar esta foto  tirada no dia 12 de Maio de 1966. Frequentava eu a 1º classe, na famosa escola primária da Praça do Peixe, tenho bastantes memórias desta escola, recordo-me da Nespereira que havia no recreio, recordo-me também das casas de banho, muito antiquadas e parece que até consigo cheirar o giz e ouvir o rangido do soalho. A foto foi tirada na porta de trás do Cine Pinheiro Chagas. Na fila de trás está a Menina Prudência, a nossa contínua, lembro-me de ela ir para a escola de bicicleta, estarei errada? Recorda-me também de alguns nomes, na fila de baixo a segunda a contar da direita está a Ana Martins com as suas lindas tranças, os pais da Ana tinham uma loja perto do Elias do Sal, a trás da  Ana está a São Valério, por trás da São está a já falecida, Teresa Carvalho que se não me engano, era Polícia, na segunda fila, a quarta a contar da esquerda é a Maria do Carmo, que morava na Rua Fonte do Pinheiro um pouco para baixo dos Bairros dos Viola, no lado esquerdo da Menina Prudência está a Mizá, eu estou sentada no lado esquerdo, na ultima fila reconheço a Nazaré, segunda a contar da esquerda. Reconheço mais carinhas, penso que uma delas é a da Adelaide Ferreira, a vasta maioria das meninas nesta foto incluindo eu, frequentaram a nossa EICCR,  mas a memória atraiçoa-me com respeito a nomes. Seria interessante saber se alguém se recorda.  

Beijinho,

Isabel

Comentários:

Pode ser que desta forma os nossos antigos colegas nos tragam à lembrança os tesourinhos que certamente ainda conservam escondidos bem lá no fundo da sua caixa de recordações.
Quando andei na 4ª classe na antiga escola da Praça do Peixe, como não havia espaço para recreio dentro da escola, o mesmo era efectuado no tabuleiro da praça, onde todos os dias, se realizava a venda de peixe.
Era aqui que a rapaziada aprendia o outro lado da vida. Foi neste local que vi pela primeira vez uma peixeira, com todo aquele infindável número de saias, a urinar de pé. Foi uma imagem, com todo o quê de intrigante para um garoto assistir a tal. Marcou-me e sempre que observo uma peixeira recordo aquela cena. Depois, mais tarde, percebi que naquele espaço, onde muitos dos intervenientes, peixeiras, pescadores, público em geral, não existiam instalações sanitárias públicas.
A existência de outra escola, feminina, no mesmo local, levava a que muitas vezes nos deslocássemos até junto do enorme muro que servia de vedação ao recreio das meninas, no intuito de ver alguma coisa. Claro que era completamente ver o que quer que seja pois a altura do muro não nada para ver nada. No entanto, pelas risadas e os sons naturais das brincadeiras, percebíamos que havia ali vida para além do muro.
Na foto, já em 1966, segundo a Isabel, já eu andava a frequentar as Secções Preparatórias, pelo que mesmo que quisesse não conseguia reconhecer quem quer que seja. A predominância das trancinhas naquela época era uma constante e diga-se que dava um ar angelical às meninas. Recordo a Esmeralda que já aqui contou a sua versão sobre o facto de ter de andar de tranças. Recordo também a minha companheira de infância a Alzira, que sempre me acompanhou na escola e que todos os dias fazia de despertador, chamando por mim debaixo da janela no Bairro Viola, pois já eram horas de irmos para a escola. São estas recordações de vida que nos alegram e aquecem a alma.


Victor Pessa...............09-02-2012

Recordo-me da menina Prudencia que realmente andava sempre de bicicleta é que também eu andei na escola primaria da antiga praça do peixe.
Das minhas colegas só me lembro de duas ou três mas recordo de duas professoras
a D.Olímpia e a D.Cãndida que era uma professora muito querida


Anónimo..............09-02-2012

Olhem no permenor da mala de cartão......
um espetáculo, e era um luxo!!!!porque parte delas eram de serapilheira.Apesar de tudo eram bons tempos.

Ermelinda Lopes.................14-02-2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Quem é Quem ou memórias do Victor Pessa

Nos tempos que vão correndo, é por demais evidente, que as instituições e até mesmo nós próprios, vão perdendo alguns (bons) hábitos ou tradições, que hoje fazem as delícias de quem as recorda.

Trata-se naturalmente das recordações de tempos idos e que queremos recordar com satisfação. Por vezes temos alguma dificuldade em saber quem é quem, mas temos sempre, para nos ajudar, os nossos amigos e companheiros de vida, aqueles que sobreviveram às intempéries da vida e que continuam do nosso lado. Esses são os nossos AMIGOS. Podemos passar tempos sem nos vermos ou falar mas sabemos SEMPRE que eles estão lá.

Toda esta conversa, para dizer o seguinte, acabei de publicar no FaceBook esta fotografia, que hoje partilho com todos vós, porque sei que alguns mais preguiçosos, em escrever, não virão aqui a este espaço, vão certamente dizer GOSTO ou nem por isso.

Quando entrei para a 1ª classe da Primária, por volta de 1956, já com 7 anos, porque não se podia entrar com 6, mal sabia eu que ia passar os melhores anos da minha vida, com uma turma de rapazes (não havia misturas), com os quais acabaria de conviver durante alguns anos.

Alguns ainda hoje fazem parte do meu grupo de amigos. Outros nem tanto, porque a vida dá muitas voltas e por vezes acabamos por perder o contacto, mas nem por isso os esquecemos.

Esta foto, tirada na Escola Primária do Bairro da Ponte, por volta de 1957, mostra a turma dos rapazes do professor Antero.

Muitas caras conhecidas, que vou deixar ao vosso cuidado a tarefa de as descobrirem. Perguntam vocês, mas a que propósito?

Certamente que ao analisarem melhor as carinhas dos meninos, vão encontrar alguns que posteriormente andaram na Escola Industrial e Comercial (a nossa

escola) e alguns no Liceu Ramalho Ortigão.

A fotografia de turma era obrigatória ser tirada, na época. Não tenho de memória o fotógrafo, mas sei que ele com a sua câmara "à lá minuta", lá ia fazendo os preparativos e compondo o cenário de modo a que a fotografia ficasse como deve ser. Tenho outras fotografias de turma que foram tiradas ao longo de toda a minha instrução primária, e posteriormente já na Escola Industrial e Comercial.

Ao contrário de hoje, julgo não haver um registo fotográfico das turmas, que vão passando pelas escolas, o que me deixa uma desilusão. Valores que se vão perdendo, neste País tão pobre em preservar as tradições.

Abraço a todos.
Victor Pessa

Comentários:

O Victor Pessa é um "rapaz" feliz porque ainda tem uma fotografia (ou talvez mais) para juntar às suas memórias, tirada com os seus colegas da Escola Primária acompanhados do professor Antero.
Também entrei para a primária só depois dos 7 pelo mesmo motivo do Victor, e lembro-me de ter sido a minha mãe que me levou e entregou à professora com esta recomendação: "se ele se portar mal, chegue-lhe nas orelhas e se for preciso lá em casa leva mais". Mal estava a D. Maria das Dores (era assim que se chamava), se fosse nos tempos que correm! Senhora dos seus quarenta e tantos anos, dona do seu nariz, e cara de Coronel de Cavalaria, não se coibia de, diariamente distribuir reguadas às dúzias que deixavam as palmas das mãos vermelhas a quem não soubesse a lição, e umas boas "ponteiradas" com uma comprida cana-da-índia, na cabeça de todo aquele que estivesse distraído na aula, ou, na pior das hipóteses mandar um ou outro para a janela com umas orelhas de burro enfiadas na cabeça.
Entrei para a escola em 1940 mas, ao contrário do que era habitual (não sei se era assim noutras escolas), desde a 1ª à 4ª classe tive sempre a mesma professora e as aulas mistas. A Hermínia, a Maria Emília, a Armanda, a Odete, a Zilda, a Arminda, a Lena, são alguns nomes que ainda guardo na memória.
Fotografias de escola é que nem da primária nem da secundária, e, dessas a la minute, só me recordo de algumas tiradas na romaria da Senhora da Rocha em Carnaxide onde na minha infância fui com os meus pais algumas vezes.
Amigo Victor, como podes ver, quem vem por aqui como eu, não se fica só por um "GOSTO". Nestas tuas memórias da primária não posso comentar QUEM É QUEM, mas por mim podes continuar porque estou em crer que além desta minha "lengalenga" outros AMIGOS aqui virão para que não fiques sentado à espera do GOSTO habitual do Facebook.
Um abraço para ti e para todos aqueles que tenham ou não, vergonha de aparecer neste local de encontro.

Fernando Santos........Olhão


Como eu gostava que tivesses razão. Infelizmente parece que cada vez mais, se gosta de não escrever.
O nosso amigo Justiça se fosse vivo certamente iria fazer jus às tuas palavras. Mas enfim, como se costuma dizer, mais valem poucos e bons do que muitos sem nada para dizer.
Isto claro é a minha opinião.
Na realidade quando enviei esta foto ao Zé Ventura foi com a única intenção de que alguém, que por aqui ande se reconhecesse na mesma, mas parece que não é assim. Quase que posso afirmar sem qualquer receio que aquela turma da 2ª classe do professor Antero por volta de 1957, foi certamente a turma mais representativa da rapaziada de então.
Senão vejamos, e vou citar alietóriamente alguns dos 42 elementos que fazem parte da mesma:
O Nobre (do talho), Queiróz (fotógrafo), Louro (fábrica das camisas), Alcino, João "Torto", Caldeira", Vitor Alberto, Venda, Branco, Glória, António Vidigal, António Pedro, Adelino Leitão, Chaves, Tavares, Cardoso (falecido), Marco Liebermann (médico) e Eu claro. Por acaso não estava com a bata branca, porque como só tinha uma, certamente estava para lavar.
Existem alguns de quem não me recordo o nome, apesar de ainda hoje os encontrar por vezes nas Caldas.
Quase todos os elementos citados, vieram anos mais tarde a fazer parte da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha. Claro que alguns foram para o Colégio na altura Externato Ramalho Ortigão.
Uma análise mais detalhada à fotografia deixa ver claramente que apesar de haverem alguns elementos mais desfavorecidos, nomeadamente em calçado (os tempos eram difíceis), a franca camaradagem que existia, não nos deixava ver esses pormenores, nem ninguém ligava muito ao facto, ao contrário de hoje onde a cachupada sabe dizer de cor a marca da roupa e afins.
Realmente a vida era madrásta para muitos. Alguns vindos de longe, traziam na sua sacola um único pedaço de pão para "adormecer" o estômago, durante todo o dia. Recordo que cheguei a partilhar a minha merenda com alguns.
Foi exactamente nesta turma, que o João "Torto" (era filho do polícia), num dos muitos jogos que fazíamos no recreio, veio a partir uma perna, que tempos mais tarde veio a partir novamente pela mesma razão. Infelizmente a perna nunca mais ficou como era e daí a miudagem lhe ter começado a chamar João "Torto".
Enfim memórias de um passado... muito feliz.


Victor Pessa................30-01-2012

Que linda recordação Victor, com tantas carinhas conhecidas, embora alguma os nomes já não me consigo recordar, a mente já não dá para mais, porém olho para elas e reconheço as quase todas, aqueles que tu mencionaste (no Facebook) eu reconheci a todos, mesmo sem tu ajudares, no entanto não frequentei essa escola do Bairro da Ponte, mas com alguém já disse noutro comentário que as Caldas nessa altura era uma Aldeia grande onde nós nos conheciamos a todos. Eram outros tempos, outras mentalidades, e tudo o tempo levou! Grandes amizades foram feitas nesse tempo, entre ricos e pobres, uns calçados e outros não, mas não havia cag... Peneiras, todos sabiam os seus limites e os seus lugares, e vivia-se em muita harmonia eramos simplesmente amigos.
A maioria desses teus colegas andaram na nossa escola, que eu recordo-me deles lá também, ai depois já se nos misturavamos mais, era onde se juntava a malta de todos os lados perto das Caldas, e se faziamos uns rapazes e senhorinhas para a vida laboral,ou continuar para cursos superiores.
Gostei dessa foto Victor fez-me voltar ao tempo do pé descalço e da simplicidade de todos nós.
Aquele abraço.

Antonio Abilio................04-02-2012