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quarta-feira, 8 de julho de 2026

ENCONTRO DE 2008

O 15º Encontro que decorreu em 2008, começou com a concentração no Café do Parque seguindo-se uma visita ao Museu José Malhoa e continuou com uma tarde bem passa na “Lareira”.




sábado, 16 de novembro de 2024

MENINOS BEM COMPORTADOS

Nestas fotografias de 1967, da Matilde, do José Reboleira e do saudoso Luís Fernandes, podemos constatar como eram bem comportados os nossos “meninos” durante as aulas.




quarta-feira, 6 de julho de 2022

Encontro 2010

O 17º Encontro realizado em 2010, teve a particularidade de assinalar o record de presenças nestas festas, 302 foram as presenças, começou no Museu José Malhoa, onde a Matilde nos proporcionou uma visita guiada, pelas salas dos mestres da pintura e prolongou-se na “Lareira”, como tem sido hábito.




quarta-feira, 4 de novembro de 2020

O Encontro de 2008

O 15º Encontro que decorreu em 2008, foi mais uma festa de “arromba” como têm sido todas, começou com uma visita ao Museu José Malhoa e continuou com uma tarde bem passa na “Lareira”,mas para descrever um pouco o que são estes encontros, nada melhor do que recorrer ao que na altura escreveu o Orlando Santos.
“A Matilde, com o nível que lhe (re)conhecemos, refere o reatar da conversa interrompida há 40 anos e a naturalidade com que recomeça. E isto, acrescento eu, apesar das transformações que aconteceram em todos nós e na sociedade, dos caminhos diversos que percorremos, de muitos ocuparem posições de elevado destaque, de falarmos dos filhos e dos netos, dos achaques, das carecas e das cãs, das rugas e das adiposidades. No fim de tudo isto e de um dia cheio, sobra o carinho, ternurento, com que nos despedimos até para o ano”






domingo, 20 de maio de 2018

O encontro de 2010

Agora que o 25º Encontro já lá vai, voltamos aqui para desfilar algumas fotografias de outros momentos



domingo, 22 de janeiro de 2017

Recordando o Encontro de 2008

Estas fotografias recordam o Encontro de 2008. Nem parece que já passaram quase 9 anos, é que esta “rapaziada” está na mesma.




segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Memórias do J.L.Reboleira Alexandre

Revisitar o passado, o Bouro
Num dos dias mais quentes da passada semana, a querer fazer mentir todas as previsões dos meteorologistas, que previam para 2012, um Verão fresco e húmido, aquele que será afinal, um dos melhores Verões do Québec dos últimos anos, vínhamos calmamente para o trabalho, conduzindo a viatura familiar e ouvindo uma das estações de rádio de língua inglesa da nossa preferência. Para quem apenas conhece a confusão e a agressividade das estradas europeias em geral, ou pior ainda, das portuguesas em particular, é quase impossível entender quanto pode ser relaxante e agradável a condução matinal num dia quente de Julho, numa cidade como Montreal.
De repente, os nossos sentidos são interpelados pelo inconfundível tom de voz de um dos mais importantes cantores e compositores dos anos sessenta do século XX, e dos anos actuais afinal, com os quais crescemos e nos formámos. Estávamos perante a voz e a música de Neil Diamond, que através do tema bilingue, em castelhano e inglês, intitulado Canta Libre, nos transportava para estados de espírito de outras épocas.

Canta libre, canta vida, de mi madre y mi padre,
Canta mi corazón, para los niños y sus niños,
Canta libre.

I got music runnin' in my head,
Makes me feel like a young bird flyin',
Cross my mind and layin' on my bed,
Keeps me away from the thought of dyin'

Sob o efeito anestésico dos sons e das palavras deste hino à liberdade e à vida, e sem a mínima razão aparente, encontramo-nos a rever a imagem da velha estação de caminho de ferro do Bouro. Relemos mentalmente a reportagem que a Gazeta nos ofereceu há alguns dias sobre a sua congénere de São Martinho do Porto, salpicada pela sensibilidade que o C. Cipriano nos consegue transmitir, cada vez que escreve sobre transporte ferroviário. Voltávamos a ter de novo uma quinzena de anos e percorríamos despreocupadamente os interiores e os cuidados jardins da estação da aldeia da nossa infância. O chefe Rodrigues contava que antes de se instalar definitivamente e durante mais de trinta anos na bela vila da baía, tinha sido obrigado (não garantimos que o tivesse dito assim, mas foi isso que lemos e entendemos) a passar alguns anos na pequena e isolada estação, que servira durante várias gerações a população do Chão da Parada e as necessidades, em termos de transporte de pessoal e mercadorias da vizinha quinta do Talvay que se dedicava na altura à cultura intensiva do arroz de regadio, e recebia imensos trabalhadores sazonais, oriundos maioritariamente das pobres aldeias das planícies alentejanas. Eram os chamados, bimbos, e muitos acabavam por casar e constituir família na nossa aldeia.

Instalada em local ermo e isolado, entre pinhais e ricos terrenos agrícolas, a estação do Bouro, com o seu imponente e amplo armazém construído em madeira, para alguém que não tivesse ligações afectivas à zona, seria definitivamente o pior local do Mundo, que um jovem casal poderia escolher para iniciar a sua vida. No entanto, para todos os que nasceram naquelas paragens e diariamente se dirigiam para as fazendas dos Arneiros Pequenos, das Pôças, dos Brejos ou do Rechiéu, para as suas pequenas e dispersas parcelas de terreno que lhes davam batatas, feijões, milho, e todo o tipo de legumes frescos que respondiam às necessidades duma família normal da época, numa altura em que a palavra frigorífico não tinha para os habitantes da nossa aldeia qualquer significado, seria o oposto, pelo imaginário que oferecia, como cais de partida para mundos melhores, e pela qualidade de todos os terrenos envolventes.

No pequeno bairro da estação habitava um miúdo um pouco mais velho do que nós, que nos introduzia entre aquelas velhas paredes frente às linhas do comboio, e nos organizava tardes inteiras a jogar ao liques ou ao sete e meio, com todos os empregados dos Caminhos de Ferro que ali viviam de forma temporária. O pai daquele miúdo já na altura andava pelas Américas e quando vinha visitar a família contava-nos histórias maravilhosas destes amplos espaços. Obviamente, o filho, cedo partiu também, para o Novo Mundo, e cremos ter sido o único nativo do Chão da Parada, que lutou contra os comunistas na guerra do Vietnam. Nunca mais o vimos, nem atravessámos os seus terrenos, por um atalho, que nos permitia na altura chegar mais rapidamente ao Brejo, e aí cumprirmos, durante as longas férias de Verão, o que a nossa mãe nos impusera, para, após árduas negociações, obtermos a necessária autorização para partirmos a pé, de bicicleta, ou numa fase posterior, de motorizada, para a nossa praia favorita, a praia de Salir. Nesta praia começavam entretanto a aparecer umas miúdas que, ao contrário das da terra, já usavam uns fatos de banho «escandalosos», mas para nós muito elegantes, de duas peças separadas, bem pequeninas, e que, ou falavam francês ou então, um português algo distorcido, pois apenas por ali as víamos durante o mês de Agosto. No fim desse mês, inícios de Setembro, voltavam de novo para a terra distante, onde os seus pais ganhavam a vida e elas prosseguiam os estudos.

Hoje, sempre que voltamos ao Chão da Parada, a nossa companheira, uma dessas tais garotas que por ali apareciam todos os meses de Agosto, e que adorava subir e descer a grande duna de Salir um dia fixou uma das motas que era conduzida por um rapaz da aldeia que ela não conhecia, sabe que a pequena visita ao local onde estava a estação do Bouro, faz parte do nosso roteiro turístico obrigatório. Quando olhamos para a velha quintinha do miúdo que partiu para a América, para o pequeno casal que servia de residência secundária ao senhor Cruz, que cremos, vivia em Lisboa, ou para o local onde em tempos se transformaram produtos resinosos, e posteriormente funcionou um pequeno restaurante, e que continua guardado por um cão de aspecto nada acolhedor, não somos imunes a uma enorme, mas simultaneamente muito agradável melancolia, acompanhada por uma sensação de bem-estar que apenas os locais dos quais guardamos boas recordações nos podem dar. A estação do Bouro, é, para nós, um desses locais.

 Quanto á localização da nossa velha estação, não pode ficar situada na Serra do Bouro, pois esta não existe como aglomerado populacional. Dá apenas o nome à freguesia. Dizia-se então na altura, que se não ficava no Chão da Parada, ficaria localizada no...Bouro.

J.L. Reboleira Alexandre

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

As lourinhas da nossa escola

Num dos últimos posts a minha vizinha de cerca de 600 Kms, a Isabel Alves, fala dum dos seus amores platónicos e desde logo comentei que outros poderiam falar dos deles, no que entendo ser uma actividade salutar, e que, de forma alguma poderá causar danos nos actuais consortes. Claro que estava também a pensar no meu caso pessoal, só não esperava era que a oportunidade se me deparasse tão rapidamente. Ao ler a sequência, do interessante diálogo a três entre a «algarvia» Lurdes Peça, o meu outro vizinho o António Abilio e a Isabel, o mote estava dado. Falavam eles do café Tadi, o Victor Pessa dizia que a sua irmã Lurdes era tão bonita e lourinha que os tipos do Circo até a queriam comprar. Pudera, é que miúdas louras não era coisa que abundasse na região naquela altura, e quantos garotos não tiveram uma «paixão» por uma lourinha de 12 ou 13 anos. Mencionou-se também a Papelaria Áurea onde muitos de nós comprávamos os livros e material escolar nesse tempo. Quando o Victor se referiu à irmã ainda pensei se teria sido ela a garota que eu gostaria de ter comprado se para tal tivesse os escudos suficientes, mas rapidamente fiquei mais descansado pois pelas informações que guardo arquivadas, a garota que me tirava o sono na altura, pelo que alguns amigos da escola ou do Chão da Parada me diziam, estava ligada sim, à tal papelaria. Depois de ter conhecimento deste facto muitos mais livros e cadernos passei a comprar, sempre na esperança de alguma vez a ver por lá. Não fui bafejado pela sorte e nunca pude ver a minha «amada» a ajudar a vendedora do local, que imagino, seria a sua mãe. Como os poucos escudos que a minha mãe me dava tinham também de servir para pagar a senha do almoço na cantina, e pagar ao senhor Castanheira a repararação de algum furo nas câmaras de ar da bicicleta que diariamente me transportava, e para não evitar qualquer tipo de desconfiança da parte da senhora que nos vendia os artigos escolares, em determinado momento deixei pura e simplesmente de fazer as compras na Áurea e passei a fazê-las na Papelaria Académica em frente da nossa Escola. O pequeno comércio perdeu assim um, até aí fiel cliente, por causa dos «amores» nunca declarados àquela que seria eventualmente a menina loura da Áurea. Esta aventura foi por mim «vivida» quando teria 12 ou 13 anos, logo no primeiro ano de actividade da escola nova, para onde transitámos depois do encerramento do local do Chafariz das Cinco Bicas, e onde iniciei o Curso Geral do Comércio em 1964, que acabei por terminar em 1967, num percurso até aí imaculado. Quero com isto dizer que afinal a «Áurea», vou chamá-la assim por via do nome da Papelaria, ao contrário do que muitas vezes acontece, em nada afectou o meu percurso académico. Na altura, a minha falta de jeito para lidar com o belo sexo era tal, que nem sequer alguma vez lhe dirigi um tímido sorriso, uma boa tarde, bom dia, ou qualquer tipo de piropo a propósito da forma como se vestia, da maneira como se ocupava dos lindos cabelos louros ondulados, ou dos resultados dos seus exames. A mim bastava-me olhar para aquela figura frágil e franzina, que pela particularidade de possuir cabelos diferentes dos da maioria das outras garotas, representava tudo o que o miúdo da aldeia que eu era poderia desejar possuir. Durante algum tempo, sempre que via aquela colega loura, dum lourado brilhante e puro como só as jovens louras dessa idade podem ter, o bater do meu coração partia para ritmos descontrolados, mas como muitas vezes nestes casos acontece, foi o que se chama uma aventura a dois, mas da qual, a heroína foi parte integrante sem dela ter conhecimento. Durante o Curso Geral do Comércio, e em nome dos bons usos e costumes da época, ainda as turmas de rapazes e raparigas eram separadas. Nos dois anos seguintes de frequência (deveria ter sido apenas um, mas o primeiro ano de tentativa de entrada em Lisboa foi uma catástrofe em termos de resultados) das Secções Comerciais, agora já com turmas mistas e com adolescentes que eram quase mulheres, através do convivio diário nas salas de aulas, o garoto tímido e reservado da aldeia que eu era, começou pouco a pouco a ganhar alguma confiança na aproximação àquilo que de mais belo existe sobre o planeta Terra. E afinal, uns anos mais tarde provou-se que nem sempre as louras são as mais belas. J.L.Reboleira Alexandre Comentários: Como tenho andado muito arredado daqui (apenas da escrita, que as visitas são diárias), uma pequena incursão para corrigir o Zé Reboleira. As turmas mistas começaram, pelo menos, em 1965 e eu fiz parte de uma delas - 4º. ano do Geral do Comércio. O Zé não teve esse privilégio porque não esperou por mim e pela resolução de um problema de saúde que me fez perder um ano. Já agora e para me enquadrar no tema das loiras, essa turma tinha uma loirinha linda chamada Maria Mirton Leitão Fragata, que nunca mais vi e que julgo estar também pelas Américas. O local ao certo penso que nem o Manuel Vasconcelos sabe ... Orlando Sousa Santos........01-02-2011 Não tem nada uma coisa com a outra, nesta que vou lembrar, até havia era um empregado com um guarda-pó...estou a lembrar-me de uma papelaria onde havia sempre tudo, pelo menos...no dia seguinte...!!! Lembram-se da Silva Santos...? - Creio que era assim que se chamava... Agora quanto às turmas mistas, isso era anterior à década de 60, pois já na década de 50, não sei quando isso passou a ser assim...mas já havia turmas mistas...!!! Andam por aqui colegas desse tempo, por exemplo o Noronha Leal, eu claro...e outros que não aparecendo por aqui, habitualmente estão nos nosso almoços...e outros que infelizmente já nos deixaram e lembro-me assim de repente, dos nossos saudosos colegas e amigos... Zé Maria e Zé Agostinho...!! Um abraço do Maximino ............01-02-2011 Pois lembro-me bem dessa menina lourinha da papelaria Áurea como o J.L.Reboleira relata, sim era muito bonita. Mas eu tinha os meus olhares para outra que o Circo queria, mas ela foi sempre uma menina que sabia o que queria, eu sendo muito envergonhado e assim nunca nada se concretizou, porque também éramos muito amigos e somos, como família. No entanto quando me mudei para o 2º Andar do nº7 da Avenida, prédio que ainda lá se encontra, enamorei-me por uma menina também lourinha que morava no prédio ao lado, que já lá não se encontra e tinha uma sala de religião "Protestante" no R/C, ela era sobrinha de um senhor que tinha estado na América e como não tinha filhos, criou esta menina, eles tinham um cão grande Pastor Alemão que ela passeava todos os dias mas eu nunca me chegava a ela, porque tinha medo do cão, pois era mesmo grande. Esta menina também andava na nossa Escola mas eu nunca falei para ela mas lembro-me que o Té, de vez em quando fazia-lhe companhia no caminho da escola para casa e isso cortava-me o coração, acho que ele não tinha medo do cão, depois ela mudou-se para a Encosta do Sol, eu vim para o Canadá, nunca mais a vi. Tudo isto quando também namoriscava com a Odete Maçãs. As raparigas que trabalhavam para a minha Mãe, que eram umas doze, sabiam das minhas paixonetas, estavam sempre no gozo comigo e diziam, o menino tem um coração que parece um Hotel. Era eu envergonhado! O que não seria se não o fosse, Pois acho que todos nós tivemos paixonetas deste género que nunca se realizaram, mas hoje servem para dar umas risadas e reviver a nossa adolescência. Um abraço a todos do António Abilio............02-02-2011 O que eu me ri ao ler hoje os vossos comentários! Ah grande Ventura, pões a malta toda a reviver os amores e falhanços da meninice! Viva a tecnologia que nem os milhares de Km nos separam das nossas lembranças, parece que foi ontem! Abílio, eu sabia que tu andavas atrás de mim, mas não te ligava pois tinha outro em vista...e antes queria um bom amigo do que um amor passageiro. Vê lá bem as voltas que a vida dá, se por acaso eu fosse vendida ao Circo, fiquei muito zangada na altura com os meus pais, pois embora já tivesse as malas feitas para ir com eles (circenses)sem conhecimento da minha mãe, estava talvez, quem sabe, a pertencer a alguma companhia de renome (talvez em Monte Carlo),não tinha sido pestezinha para o meu irmão nem estaria aqui a escrever no blogue ahahahah, não paro de rir pois estou a visionar as cenas todas!!! Beijinhos a todos desta loirinha , Para completar envio uma foto minha e do meu irmão para comprovar os meus cabelinhos brilhantes e dourados... agora são substituídos por prateados! É a crise amigos! Lurdes Peça.............02-02-2011 Bem haja Lurdes que sempre assim foste "frontex" e sincera, por isso eu gostava e ainda gosto da tua maneira de ser, mas ainda hoje somos capazes de lembrar tudo isto e rir saudável e amigavelmente. Só tu Lurdes me fazias também rir assim como tu. Eu sabia que iria ter uma reacção destas ou parecida, mas muita gente não entende o grau de amizade que nós partilhamos desde crianças e acham que somos meios estarolas, mas tudo isto é com respeito e amizade pois somos muito amigos não é? Pois com estas coisas o importante é que vamos envolvendo e mantendo o nosso blog vivo e bem disposto. Beiinhos Lurdes e abraços para todos do Antonio Abilio . ........04-02-2011 Nem só de louras ou lourinhas, vive o homem. Nos meus tempos também, não muito longe do vosso haviam lindas morenas, assim como a Amália de Óbidos, a Ascenção Cipriano, a Laura Amável do Valado dos Frades, a Loudres Bernardes, enfim um sem acabar de belezas. Tudo isto começou com quem morava na "cerca do borlão" e alguns tiveram que ir ter com o "velho" para informações, mas digo-vos; o pai da Isabel (o Rafael Alves)e um outro senhor chamado Afonso Angélico que também morava para esses lados, ninguém os batia em saber quem era quem. No"ERO" também já foi falado sobre o Borlão e eu tive o conhecimento que a Eunice Munhós também habitou num dos prédios antes de ser famosa no teatro. Se por acaso o J.L. Reboleira não ter dado a informação ao Orlando Santos, sobre a Leitão Fragata, ela está em Montreal e ele já me falou dela. Numas casas do lado esquerdo de quem ia dos antigos Bombeiros para os prédios do "Viola" aí moravam duas famílias modestas, mas muito queridas das Caldas. Eram eles o "nosso" Pacheco das castanhas e gelados e o Ti Sebastião Bagageiro, que percorria as Caldas com a sua carroça a entregar a mercadoria vinda da Est. Caminho de ferro. Falando do Sr. Jaime Cordoeiro; ele sofria muito dos calos e então ia para a Foz andar com os pés quase de rojo sobre a areia e dizia ele que era o melhor remédio para desgastar os malditos calos . Saudações Chaves........04-02-2011

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O Rogério Coelho

O Rogério nunca frequentou a Bordalo, mas se o Portugal do fim dos anos 50 e inicio de 60, fosse menos cinzento e todas as crianças tivessem direito às mesmas oportunidades não se teria ficado pela antiga 4ª classe. Comecei a conhecê-lo, quando, criança, ia com os meus pais para uma propriedade agrícola que possuíamos perto da pequena casa onde ele vivia com a mãe, a que chamávamos «as pedreiras» (aquilo realmente eram só pedras, silvas e barro). A casa seria na altura a casa mais pobre da aldeia, e a mãe não representaria o tipo de mãe que todos os meninos gostariam de ter, ou porque para tal era incapaz ou porque a vida disso a impedia. Sempre que passava frente aquela casa, era com imensa tristeza que os meus olhos para ela se dirigiam. Fui crescendo até que antes de perfazer os 7 anos, iniciei a instrução primária. Para surpresa minha, aquele menino que eu sabia ser mais velho um ano do que eu, sentava-se na nossa fila. Na altura, e como na escola apenas havia, e continua a haver, 2 salas de aulas, os alunos da 1ª e da 3ª classe, estavam numa sala e os da 2ª e da 4ª classe, noutra. A nossa professora, a Dona Augusta (houve outras, mas foi esta a que mais me marcou), senhora de uma bondade e paciência ilimitadas como que se tornou numa segunda mãe para o Rogério. Se no primeiro ano de escolaridade não tinha conseguido passar de imediato para a 2ª classe, a partir daquele mês de Outubro de 1958, nunca mais este meu colega de ano chumbou e fazia parte normalmente dos alunos com melhores resultados. Tal não impedia no entanto que a famosa régua por vezes apenas parasse depois de encontrar as palmas das suas mãos. Junho de 1962, enquanto nós esperávamos ansiosamente pela chegada do dia do exame final da 4ª classe, a realizar na grande cidade, as nossas mães tinham outros problemas. É que o Rogério andava normalmente descalço, e as camisas nem se lhes reconhecia a côr original, e seria impensável ir assim com ele para exame. Rapidamente se organiza uma comissão, que seria responsável pela compra da roupa adequada a tal acontecimento, e não menos importante, o indispensável banho de forma a que as gentes da cidade não se apercebessem da real condição do nosso colega. O banho foi dado numa das casas dos mais afortunados, e uma vez os sapatos, e o completo de fato e gravata comprados estava em condições para entrar num dos táxis contratados para a grande viagem. Automóveis particulares não os havia, se exceptuarmos os das tia e sobrinha Ribeiro, que já na altura eram professoras no ERO e na Bordalo, mas a aldeia nunca contou muito com elas. Elas que nem se dignavam dar-nos uma boleia quando por nós passavam na nossa caminhada diária a pé para Tornada, onde frente à igreja esperávamos a camioneta dos Capristanos . No exame final, numa escola ali ao lado do posto da Policia de Viação e Trânsito perto do Parque, o nosso amigo não teve qualquer problema e no fim ainda nos acompanhou a beber uma gasosa, ou seria uma Canada Dry, que os nossos pais nos ofereceram na Esplanada do Parque. A mim até cerveja me propuseram mas com 10 anos apenas, achei o sabor amargo e não gostei. Terminada a festa, depois dumas voltas nas bicicletas de aluguer do Parque, o nosso conterrâneo teria que procurar trabalho e, claro, no dia seguinte já estava numa oficina de bicicletas que existia perto da Garagem Caldas, na rua que ia para a Bordalo Pinheiro e depois disso ainda andou por outras oficinas do ramo. No entanto apenas trabalhou por conta de outrem até partir para a tropa. Neste tempo já nós entre os 13 e 15 anos íamos sozinhos para a praia de Salir, onde havia meninos mais afortunados que nós que se passeavam nuns barcos que possuíam uns motores atrás, os tais fora de borda. Faziam corridas e tudo. Aí começamos a pensar porque não construirmos um barco parecido com aqueles. Para tal faltava-nos no entanto o engenho, quando alguém se lembra do nome do Rogério, que por vezes aparecia por ali numa maravilhosa V5 que, creio já andava a mais de 60 Kms por hora. Uma velocidade impressionante. Explicamos-lhe o que pretendíamos e ele, de imediato meteu mãos à obra. Aconselhou-nos a comprar um barco de alumínio com cerca de 2 metros de comprimento, que o problema do motor seria por ele resolvido. Alguns dias depois eis que atrelado à sua V5 chega o famoso barco. Só que o motor, não funcionava a gasolina, mas sim através de um engenhoso sistema de pedais com uma corrente, copiado das bicicletas, que accionava uma hélice no exterior, na popa e fazia navegar o barco. Não sei se algum dia competimos com os fora de borda da baia, mas no rio de Salir e com a maré cheia fazia a inveja de todos aqueles que não possuíam barco nenhum. Nunca esqueci este episódio da minha meninice. Sim que não teria mais que 13 anos na altura. O Rogério entretanto continuava no seu trabalho nas bicicletas até que foi chamado para a tropa. Voltou, casou e de imediato abriu uma pequena oficina numa rua da aldeia, que ainda lá está. Perdi um pouco o contacto com ele, e quando por vezes por lá passava, tendo-lhe até lhe chegado a comprar uma bicicleta para o meu filho mais velho, parecia-me que o negócio funcionava, agora até já tinha um tractor com que arredondava os fins de mês em pequenos trabalhos agrícolas para clientes eventuais. Notava-lhe no entanto uma certa dureza no olhar por vezes quando nos cumprimentávamos. Contou-me que se dedicava à caça, e ia trabalhando. Até que um dia vejo na Gazeta a noticia que não me surpreendeu. Numa das caçadas e com um ou dois copos a mais, a sua arma matara o seu habitual companheiro daquelas andanças. Pagou a dívida à sociedade com a respectiva perda de liberdade, e voltou a instalar-se na pequena oficina da aldeia. Mas se a reinserção de um ex-prisioneiro é difícil numa grande cidade, numa aldeia como o Chão da Parada, é impossível. O Rogério nunca mais foi o mesmo e há alguns meses, decidiu acabar com todos os seus problemas. Ainda não teria 60 anos. Eu lembro-me sobretudo do meu colega da Primária e do barco a motor movido a pedais. Até um dia! J.L Reboleira Alexandre Comentários: Vamos lembrando recordações do passado e embora nesses tempos não tivessemos a maior parte das coisas hoje acessíveis, a verdade é que o fazemos, mesmo assim...com saudade... Quantos Rogérios não conhecemos, quantos amigos de infancia não recordamos... Vida dificil a desses tempos, mais para uns do que para outros, mas para a maioria não deixam de ser boas recordações... Abraço do Maximino........31-07-2010 O Rogério Zé Luís, passaram mais de 50 anos sobre a tua estória. Infelizmente também conheci, nessa altura, alguns Rogérios que me ficaram como amigos durante todo este tempo já decorrido. Mas o lamentável, meu amigo, é que parece não ser só devido ao cinzento da politica de outrora pois esta cor se mantém e o País, infelizmente, continua a conter demasiados Rogérios no seu seio apesar dos políticos actuais lançarem o absurdo das novas regras de não haver chumbos. Será que não percebem que o que estão a fazer é só fachada para UE ver e que com isto estão a comprometer o futuro. Enfim passou-se do 8 para o 80 e se lutamos para alcançar as virtudes da meritocracia assim dificilmente a vamos alcançar. Esta tua estória vem reforçar aquilo que tanta vez saliento, mesmo nos meus escritos, vivemos a nossa meninice e juventude numa época em que, os que não podiam comprar feito, o que era a grande maioria, tínhamos de inventar os nossos próprios brinquedos, brincadeiras e outras distracções. Foi realmente uma época rica em imaginação e criatividade e, se calhar, por isso mesmo o surgimento do que de melhor se fez em música, cinema e literatura. Concordo contigo quando concluis: “Eu lembro-me sobretudo do meu colega da Primária e do barco a motor movido a pedais”, é realmente os bons momentos que devem ficar nas nossas memórias sendo no entanto salutar que os menos bons, ou mesmo maus, não sejam apagados definitivamente. Apesar de tudo e o seu final drástico foi, é, uma estória de vida bem contada demonstrativa que os maus começos dão quase sempre maus fins e por isso o meu receio quanto ao futuro deste nosso País abusador do facilitismo que vive. Um abraço A.Justiça.........01-08-2010 Pegando "na denuncia" do amigo Justiça... dizer que tenho andado a ouvir nas notícias e nem sei o que dizer...por favor alguém me explique...!!! Então agora vai-se para a Escola...e nunca se chumba, mesmo que nada se saiba...??? Não há dúvida de que Portugal se está a tornar num país do faz de conta...!!! O meu neto, agora quase com nove anos...quando saiu do jardim escola, teve festa de "fim de curso"... A minha neta, com dez anos passou agora para o 5º ano e teve festa de despedida, com direito a capa e tudo...como se se tratasse de um fim de curso universitário...!!! Também...estou para aqui a admirar-me ...quando até temos um 1º ministro que tirou o seu licenciamento ao Domingo...!!!(Já nem sei se tirou...ou se não chumbou numa 1ª experiencia do que há-de vir...) Portugal...tu és fantástico...ou será que é fantasmagórico...??? Querem ver que não tarda... as crianças vão sair da maternidade...já licenciadas...??? Valha.me um burro aos coices...(de longe...não vá o diabo tecê-las...) Um abraço Maximino .........01-07-2010 Ao amigo J.L. Reboleira Alexandre um agradecimento e os parabéns por esta boa estória sobre o seu colega de infância. Gostei do seu texto e também me fez lembrar duas coisas, da escola do bairro Albano (foto), que eu frequentei até á quarta classe. Quando cheguei a essa mesma escola encontrei alguém como o seu amigo Rogério, que na primeira classe não tinha sapatos para calçar, até por vezes não tinha nada para comer, embora naquele tempo havia a cantina na estrada da Foz perto do matadouro, que servia refeições para os menos privilegiados. Eu também senti pena por este colega e um dia sem avisar os meus Pais, levei para casa para lhe dar de almoço, quando lá cheguei os meus Pais não tiveram outra alternativa se não dar algo para o rapaz comer, pois nós também não éramos dos mais abonados, mas sempre havia uma coisita para ajudar quem precisasse, e assim foi, o rapaz comeu do nosso almoço como fosse parte da família. Infelizmente nunca mais soube nada desse colega mas de facto era mais um dos Rogérios do nosso tempo. Ainda bem que os Rogérios de hoje já não andam descalços nem têm tanta fome. Mais uma vez obrigado por a sua estória J.L.R.Alexandre. Trouxe-nos memórias de como os nossos tempos eram. Bem-haja para a fartura de hoje. Um abraço Antonio Abilio...........06-08-2010 O António Abilio anda um pouco a Leste da realidade de hoje, e repare que também me esforço por convencer-me que já não há Rogérios no nosso País, mas eles mudaram de local. No nosso tempo de crianças, á 50 anos, ou mais, os Rogérios encontravam-se nas aldeias e lugares recondidos do País onde agora é raro vê-los e mudaram-se para as grandes metrópoles, capitais do nosso pequeno cantinho português. Sugiro umas voltas pela capital depois da uma da manhã e então aí é vê-los na repescagem dos caixotes do lixo dos grandes super-mercados e centros comerciais. Agora, amigo António, existe uma pobreza mais dificil de enfrentar, a dos nossos novos pobres porque é uma pobreza envergonhada. É a pobreza daqueles que durante toda a vida trabalharam, fizeram uma vida honrada embora apertada, mas digna e louvável e que de um momento para o outro ficaram sem nada, sem emprego, sem meios de ganhar o dia a dia, e com vergonha, porque nunca precisaram, de pedir ajuda, menos ainda de pedir nas ruas, de frequentarem as casas da sopa. Muitos deles apenas choram e a nossa sociedade materialista não quer admitir que existam e, até alguns que por enquanto ainda têm a sorte de poder colocar o comer na mesa, se refugia no "vão trabalhar calinas", maldade de todos aqueles que no fundo, bem lá no fundo, têm é receio de lhes vir a entrar pela porta situação idêntica. Por isso, António, procure bem pois encontrará muitos Rogérios. Um abraço A.Justiça.........06-08-2010 Amigo Justiça tem toda a razão! Eu felizmente não estou a par de quantos Rogérios, há hoje no nosso cantinho, pois quando ai vou, procuro sempre matar as saudades do bom que deixei, por isso talvez não ter encontrado os mais necessitados por onde ando. Não tenho dúvida do que o Justiça diz, que eles existem nas grandes metrópoles e que existam mais do que no nosso tempo, pois a população é muito mais numerosa, a dita crise tem dado muitos mais rebentos e frutos a esse problema. O amigo justiça já de certo reparou que eu tenho alguma dificuldade em me expressar na escrita, pois já são muitos anos sem escrever em Português. É este blog que me está ajudar a recuperar e a desenvolver o pouco que eu trouxe com 14 anos de idade. Talvez o que eu deveria ter dito era que hoje a fartura é tanta, que até temos também mais Rogérios na nossa sociedade. Agradeço ao amigo Justiça por me chamar á atenção, mas espero não ter de encontrar muitos desses novos e envergonhados Rogérios. Pois prefiro manter a minha (ideia)ou digamos memória, nas coisas que temos de bom no nosso cantinho. Eu vivo num País farto e rico onde também tem muitos Rogérios, causados de várias razões, pois não fogem à regra das grandes metrópoles como citou. Esta sociedade de capitalismo suporta, e de certo modo causa a existência de estes novos Rogérios que também temos em Portugal. Obrigado amigo justiça por a sua ajuda, pois gosto de ler o que escreve, força e continue. Um abraço do Antonio Abilio.......09-08-2010

sábado, 17 de abril de 2010

O Encontro está em marcha - Mensagens III

Cerca de uma centena de amigos já formalizaram a sua inscrição. Se ainda não o fizeste, não te atrases, pois por uma questão de logística é importante. Amigo Ventura: Agradeço o e-mail e aproveito para fazer a minha inscrição para o almoço. Posteriormente irei fazer a transferência dos 30,00€ para o NIB indicado. Um abraço Joaquim Pereira Já agora, e se os aviões não caírem, como diz o F. Ferreira, de Toronto, (serão pelo menos dois «long-haul flights», até aí chegar, com uma paragem quase de certeza na Cidade Luz), junta lá mais 4 nomes à lista! o meu e da minha esposa bem como o do meu primo Jose Alberto Reboleira Louro e da esposa Judite Santo Louro. Abraço e até breve J.L.Reboleira Alexandre Inapá!!!!!!!!!!! Já passou um ano? LOL 12 meses? 52 semanas? 365 dias? 8,760 horas? Já não vou aos minutos e segundos pa não me chatear! LOL Bolas pá! Não é justo! Mas enfim, olha, haja saúde! Que há, não há? Óptimo! Então assim sendo, aponta aí o meu nome, e toma lá beijinhos que vais repartir com a Beta, e eu depois faço a transferência da massa, tá bem? Inté meus linduuuuuuuuuuuus! Ana M. Reis Este ano não falho, aqui vai o comprovativo da transferência para pagamento da minha inscrição Se não for antes até dia 8. Joaquim Marques Boa tarde, Zé! Faltam poucos minutos para começar o jogo(Benfica-Sporting)... tem calma que o Sporting vai vencer! Mando-te o comprovativo do pagamento do meu almoço e do meu marido. A Manuela Alferes logo fará o dela. Beijinhos e força Sporting! Lurdes Peça Olá amigo Zé VENTURA, Contem comigo e com minha esposa = 2; Fernando Porfírio Ferreira e -Maria Joaquina Ferreira; Um grande abraço do Porfirio, Comentário: Olá Lurdes foi óptimo ver-te, tenho andado à tua procura no facebook e por todo lado, perdi o teu contacto manda noticias. Beijos Helena Romão...........19-04-2010 Olá, Lena! Desculpa... mas só agora foi possível falar contigo. Para não ser longa a conversa escreve ao Zé Ventura e pede-lhe o meu mail e assim temos a possibilidade de contar uma à outra as novidades de tanto tempo passado. Beijinhos e até breve. Lurdes Peça........29-04-2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

Rapazes do Chão da Parada

Várias vezes sou abordado por companheiros da escola, que acompanham o Blog com regularidade, e me perguntam quem é o J.L.Reboleira Alexandre que é bastante interventivo aqui no nosso espaço na Net. Lá vou explicando o melhor que sei, que nos tempos de Escola vivia no Chão da Parada, foi para o Canadá,…blá, blá …. Ora bem, para quem não se recorda, aqui está uma foto com uma rapaziada do Chão da Parada, que confesso, só reconheço o amigo Reboleira, precisamente ao centro da imagem. Esta foto foi enviada pelo seu conterrâneo, José Santana Marques. Ficamos à espera que o Reboleira nos dê conta de quem são estes jovens que posaram para o objectiva, juntamente com os seus “Ferraris”. Comentários: É um facto que fotos minhas no blog são poucas. Lembro-me de apenas duas relativas às Secçôes Comerciais. E depois eu era mais do tipo «Low profile». Devo dizer que 30 anos a vender sonhos, viagens, mudam uma pessoa. LOL. Mas parece que estou «na mesma» pois na festa de 2008 o colega Santiago de Freitas (aparece rapaz), pelo menos assim mo disse, tendo-me reconhecido após 40 anos. A situação inversa não se verificou. Isto tem no entanto mais a ver com a memória do que fisionomias. Ele é que está na mesma. Mas vamos ao que interessa. Quem aparece na foto. Como os Reboleiras abundam lá na terra, estão presentes mais dois com este apelido. Da esquerda, temos o Sr. Eng. (esta do Sr... é para o provocar, a ver se ele aparece)César Reboleira, das obras da Câmara aí da cidade. A seguir o ex guarda-redes da equipa de futebol da aldeia, o Toino Filipe. Depois o outro Reboleira, o Zé Manuel, também ex-Bordalo, no meio eu, depois o Joaquim Anisio, longos anos funcionário da ROL, internauta activo, depois mais dois ex-Bordalos o Fernando Marques e o Cesário de Barros. Como a minha companheira, a tal que me atura há trinta anos, desde uma tarde de Agosto em Salir, vem muitas vezes à «baila» nos meus comentários, nada mais justo que juntar uma foto do casalinho numa recente viagem de carro de 2600 Kms, que é quanto nos separa de Montreal, para o Sol de Miami. Realmente estou mesmo na mesma. Pode ver-se claramente visto pelas duas fotos. J.L.Reboleira Alexandre..........18-01-2010 Amigos Se alguns de vós conhecerem o meu grande amigo e ex-colega da Frami, Joaquim Adelino Contente, oriundo do Chão da Parada, transmitam-lhe o meu apreço pelo seu alto profissionalismo na industria de Confeitaria e um grande abraço do Antonio Nobre- provávelmente já nem se lembrará de mim- António Nobre.........18-01-2010 Engraçado... Não tem nada a ver com o assunto que de que se está a falar, mas apenas por curiosidade o relato...: Como alguns de vocês sabem, em Óbidos havia ainda no "nosso tempo" uma Ganadaria da Casa Gama... Todos calculam como os toiros são perigosos e trago aqui este assunto apenas para relatar que na terriola onde nasci (Arelho do Concelho de Óbidos) vive ainda um individuo de nome José Alexandre Contente, cujo pai era maioral da Ganadaria Gama e morreu há muitos anos vítima da bravura de um toiro... Certamente seria talvez da familia do colega Contente referido pelo Nobre...porque o falecido maioral era segundo creio. do Chão da Parada... Desculpem trazer aqui um assunto que nada tem a ver com a Escola...mas que curiosamente acredito tenha a ver com o Contente...e quem sabe até...com o Reboleira Alexandre... Um abraço Maximino.......18-01-2010 Uma ajuda aos camaradas bordalos, António Nobre e Maximino. O Joaquim Adelino Contente, que mora à entrada do Chão da Parada lado esq. antes do cruzamento para a Mouraria, é primo drt. do José Alexandre Contente. Este, embora seja Alexandre, penso não ser da família do Reboleira Alexandre, só se há ligação em gerações mais antigas. Há essa probabilidade. Santana Marques........18-01-2010 Então...acertei numa de duas probabilidades... Obrigado e um abraço ao amigo Santana Maximino........19-01-2010 Pensava perguntar hoje à noite ao meu pai, que da sabedoria dos seus 89 anos, deve lembrar-se (memória antiga óptima) da existência desse hipotético familiar. O Santana (espero que essa anca esteja como há 40 anos....) já respondeu em parte, e eu agradeço-lhe. Mais um àparte. Como os Gamas também tinham uma propriedade na nossa aldeia, na zona do Talvai (cultura intensiva de arroz)os empregados tinham bastante mobilidade. É que a CGTP do tempo era muito, mas mesmo muito fraquinha, e os Gamas eram o maior empregador na nossa pobre aldeia dos anos 30 e 40. Tempos duros dos quais ouço histórias de arrepiar! A nossa única (dos nossos pais) saída era o mar. O meu e o do Santana como muitos outros abalaram. J.L.Alexandre Reboleira........19-01-2010 É verdade sim, os Gamas eram proprietários da Quinta do Talvai, para onde ia às vezes o gado bravo em transumancia, se não me engano no período das cheias... Recordo-me ainda de quando miudo, ver passar a manada devidamente enquadrada pelos maiorais...espreitando claro está, da parte de dentro da porta pelo postigo entreaberto...e já agora confesso...com algum medo á mistura...! Sim era duro esse tempo e para além do pessoal da zona do Chão da Parada também muita gente da minha aldeia e das aldeias limitrofes trabalhava para a Casa Gama e como se calcula...com salários mesmo muito baixos...!!! Mas mesmo assim, para as necessidades da cultura do arroz com as respectivas mondas e as mondas similares nos campos de trigo da Varzea da Rainha, vinham dezenas de trabalhadores de ambos os sexos, da região de Pombal, que eram alcunhados por aqui de "bimbos"... Era gente muito simples de que alguns poucos acabaram por ficar na região Oeste... Uma moçoila desses "ranchos" de mulheres, acabou casada com um primo meu em 2º grau também trabalhador da Casa Gama (com quem eu habitualmente via as tentas...para quem não sabe era a escolha dos novilhos para mostrarem a sua bravura, que mais tarde os levaria às Praças de Toiros ...)e que não sabia ler nem escrever... E era o Maximino miudo dos seus 8/9 anos que "lhe namorava" a cachopa escrevendo e lendo também a correspondencia recebida... Claro que os mais velhos me presionavam depois para contar o que ele dizia e as respostas que recebia (cuscas...)mas a boca do gaiato jamais se abriu para contar fosse o que fosse...!!! Pronto...e mais uma historieta que nos obriga pelo menos...a remexer o bau das recordações...!!! Um abraço do Maximino.......19-01-2010

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Aula de Matemática, ano lectivo 1968/69

Foto tirada por altura do fim de ano. Dos presentes está cá o rapaz, ao lado do amigo Raimundo todos sorridentes lá no fundo, e bem à frente o ar sempre sério e compenetrado do Justo. Encostado à parede, o professor, do qual honestamente não lembro o nome, mas certamente que alguèm se vai lembrar ràpidamente.

Um abraço
J.L. Reboleira Alexandre

Comentários:

O José Alexandre, residente em Montreal – Canadá, tem sido um leitor atento deste Blog, e finalmente abriu o Baú das fotografias para participar também com imagens, que nos levam até aos anos 60. Quanto à Foto o Professor em causa é o Dr. João Correia, a quem nós carinhosamente chamávamos de “Calmeirão”. A última vez que o vi foi no Jantar de despedida do Eng. Sá Lopes e Prof. Berjano.

José Ventura .............23-11-2006

Na 1ª fila, vemos ainda a São, a Matilde, o Leitão, a Mavilde e a Ana Meireles; voltada para trás, a Dulce; meio encoberto, o Artur. Ecostado ao pilar está o António Augusto e, ao fundo, de óculos, o Carlos Raminhos, que agora está no Luxemburgo.

Matilde Tomaz do Couto..........24-11-2006
Grande Dr. João Correia! Lembro-me dele, vestido com ombreiras e caneleiras do futebol americano no campo do Caldense, preparado para dar o pontapé de saída no jogo que ali se realizou para comemorar o fim de ano 70/71(ou 71/72?, Nunca fui aluna dele mas aquela figura era incontornável. A mulher dele (cujo nome não me lembro) era professora de inglês lá na escola, não era? Alguém se lembra?
Isabel (atg aluna entre 68 e 72)........24-11-2006
Entre o Justo e a Matilde a Anália de Torres Vedras. Vi-a a última vez no ano de 1973 quando éramos finalistas do ICL. Que será feito de todo este pessoal de Torres que passou fugazmente pela nossa escola ?
J. L. Reboleira Alexandre ..........24-11-2006
A mulher do Prof. João Correia era professora de Inglês e chamava-se Isabel Correia.Fui seu aluno no 2º. ano do Geral do Comércio, depois de ter tido, no 1º., aulas com um homem a quem fizemos a vida negra, Gouveia de seu nome, das bandas da Guarda e a quem chamavamos de "velho".
Orlando Sousa Santos...........25-11-2006
O «pobre» do prof. Gouveia também me aturou. Eu sentava-me sempre na última fila pois tinha receio que ele me perguntasse algo, e claro dava logo bronca. Junto a mim tinha outros nabos em Inglês que não esqueci, Monterroso, Limpinho, e outros que não lembro. No entanto eu que todos os anos reprovava em inglês, fui ao exame final, pois podiamos passar de ano, chumbando a uma cadeira. É claro que quando o Gouveia me viu na oral, ficou parvo. O que é que este LAZY BOY (disse isto bem alto, toda a gente ficou a saber que eu era nabo em Inglês) está aqui a fazer? No entanto não me enervou e claro passei na oral. Como, não sei. O sistema não era perfeito. Para surpreesa minha chumbei em francês, que hoje é a minha primeira lingua, só depois o Português e o Inglês. Claro que o chumbo de francês foi igualmente um acidente, e em Outubro lá resolvi o problema. Pobre do prof Gouveia que não merecia, ninguém merece, o que nós lhe faziamos. Lembro-me que até bocados de giz lhe mandavam para a careca. Onde quer que ele esteja peço-lhe desculpa.
J. L. Reboleira Alexandre..........26-11-2006

No comentário anterior o José Alexandre cita o Limpinho, que era um aluno de “referência” na Escola. Conforme se pode ver pela foto (Encontro de 2005), o nosso Companheiro (à esquerda) continua sempre bem disposto.
Zé Ventura...........26-11-2006
Que saudades daquele tempo... Os anos correm céleres e passar cerca de 40 anos sem ver "a malta da Escola", incluindo Professores e encontrar um blog connosco... arrepia. O mesmo me aconteceu na semana passada num restaurante perto de Torres Vedras, quando vejo entrar o Dr. João Correia e a sua esposa para almoçar. Já velhinhos, mas com a mesma postura que todos conhecemos.Não resisti, falei com ele. Emocionou-se. Revivemos rapidamente a sua dureza nas aulas controlada com os "seus safardanas!!!" e os seus austeros "Bijagós ordinários!!!" entre outros mimos com que nos presenteava. Sorriu. Recordamos esse tempo com ternura. Foi um momento raro, de regresso delicioso ao passado da nossa juventude. Muito idêntico aos momentos que acabei de ter com este BLOG. Parabéns Zé Ventura.Vou também procurar lá no meu sótão (dos Estrelas da Juventude)fotos do nosso tempo.
Tomé Borges. .........25-12-2006

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Um quadro do Padre Renato

Dando resposta ao meu primo Zé Luis quando pergunta por andarão as telas do saudoso Padre Renato, posso dizer que sou um dos felizes comtemplados, pois o Amigo Padre Renato deu-me como prenda de casamento em Setembro de 1974, precisamente uma que guardo religiosamente. Digo ainda que foi o Padre que me casou. Quanto ao que o meu primo diz no seu texto eu posso confirmar sem rasuras.

José Reboleira Louro