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domingo, 3 de julho de 2016

Cartões e autocolante dos anos 70

Olha que giros que estão, felizmente que há pessoal que guarda estas relíquias.




domingo, 13 de dezembro de 2015

Um jornal de Natal

Em tempo de Natal, nada melhor para lembrar esta quadra que a publicação do Jornal “Ensaio” editado no Natal de 1967.
Este exemplar que a Matilde guarda no seu baú de recordações, tem várias assinaturas sobre o cabeçalho. Quem sabe se a tua não está lá também.

domingo, 22 de junho de 2014

Escultor Alberto Morais do Valle

Nos anos trinta, quarenta, Alberto Morais do Valle, foi o Director da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha. Este magnífico escultor deixou uma obra vasta que pode ser apreciada em vários locais por onde passou.

Ontem Sábado, a convite da sua neta, Isabel do Valle, fui á Escola onde lhe foi prestada uma singela homenagem, com a apresentação de um livro que pretende ser uma viagem pela sua vida, curta, mas perpetuando a sua memória. Acompanhei de algum modo a feitura deste livro, por isso estou satisfeito que a Isabel tenha alcançado o seu sonho, com a sua publicação.    

Caldas da Rainha 1930/1945
Em 1930 a família constituída nessa altura por Lia com 3 anos de idade e Tatina
com menos de um mês, aluga uma casa na Rua da Cruz Nova, terceiro andar e muda-se  para as Caldas da Rainha.
Embora cidade de província, as Caldas era já desde o início do século, uma cidade de eleição e essa imagem de prestígio manteve-se no pós-guerra. Ali acolheram-se centenas de refugiados e espiões, gentes com usos e costumes liberais. A vida social e intelectual era intensa e também ela marca da por inúmeras tertúlias culturais mas ainda assim, o puritanismo, o espírito pouco aberto à modernidade e á mudança, não o impediram de implementar as suas ideias, que por demais avançadas para a época, foram bastante contestadas.
Fundamental, se não mesmo basilar, terá sido a marca indelével que a Casa Pia representou na sua vida, sobretudo, a académica. Essencialmente vocacionada para o acolhimento, educação, ensino e integração de crianças e jovens com carências sociais, toda a aprendizagem, incluía uma
diversidade de actividades lúdicas como o desporto, a Música, a Expressão Dramática, a par com a formação técnico profissional. Tudo leva a crer que terá sido lá que adquiriu e formou uma visão mais ampla e muito própria, não só do ensino mas sobretudo do papel que este representa na vida futura e real.
Assim, na Escola Comercial e Industrial Rafael Bordalo Pinheiro, ao acumular as funções de Professor e Director, deixou em ambas, o seu cunho. Como director, introduziu novas disciplinas, Puericultura, Economia Doméstica, História de Arte, Bordados e Costura, criou um coro e uma equipa de ginástica cujo equipamento incluía escandalosamente, calças!
Também de sua iniciativa, a realização no final dos anos lectivos, de exposições colectivas dos trabalhos realizados pelos alunos, bem como uma récita, coisas que
naquela época foram pioneiras.
Pelo que já se leu até aqui, um homem que vivia tão à frente do seu tempo não poderia nunca ser um professor (de Desenho e Modelagem) formal. Os alunos chamavam-lhe carinhosamente \\ Pés de Chumbo" por causa do seu andar arrastado, contudo, ainda hoje, existe lembrança sobre as aulas que dava ao ar livre, especialmente aquelas em que encabeçando o pelotão de alunos ciclistas, os conduzia a locais cuja bucólica beleza era inspiradora.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Quadro de Honra - 1967

Quadro de Honra do 1º Período do ano 1966/67, publicado no Diário Popular de 24-02-1967.
Esta foi uma relíquia que a Aurora descobriu no seu baú de recordações.








domingo, 3 de novembro de 2013

Quadro de prata de 1964

Não sei se ainda existe os quadros de honra e de Prata, mas nos anos sessenta no final de cada período havia esta distinção para os alunos mais aplicados.
Este recorte da Gazeta das Caldas de 1964 transcreve a lista do Quadro de Prata do 2º Período.
Será que eras um dos alunos mais aplicados?
(Esta foto já foi publicada no Blog em Agosto de 2006, mas via-se muito mal.)




quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Os Cartões

Todos nós tivemos os nossos cartões escolares, a diferença está em que nem todos os guardámos,
Ainda bem que há alguém que gosta de preservar estas relíquias, para nosso contentamento.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Uma Escola Secular


Para ilustrar estas fotos de um livro de registos das inscrições dos alunos de 1885, e assinado pelo director de então, Eduardo Gonçalves Neves, vem a propósito um texto publicado no jornal caldense «O PROGRESSO», propriedade do Dr. Leonel Sotto-Mayor e, direcção do Dr. João Vieira Pereira, na edição do dia 15 de Maio de 1947, da autoria de D. Ramos (?), que conta a história da «Escola Industrial e Comercial Rafael Bordalo Pinheiro». 
«... Por despacho de Emílio Navarro, datado de 1884, é criada na então Vila das Caldas da Rainha a “Escola de Desenho Industrial Rainha Dona Leonor”, com o fim de cooperar no desenvolvimento da indústria típica e tradicional da nossa terra, a cerâmica. Esta escola foi instalada nos baixos dos Paços do Concelho (no rés do chão da antiga Câmara) e foi frequentada por 64 alunos.
Por sugestão de Rafael Bordalo Pinheiro, em 1888, esta Escola é dotada de uma aula de química, provida de um dos melhores laboratórios do País, sendo a sua regência entregue ao Professor Von Bonhorst. No ano seguinte o próprio Bordalo Pinheiro rege a aula de pintor vidreiro, que veio a revolucionar a cerâmica caldense.
A reforma do Ensino Técnico de 1818, transforma a Escola de Desenho Industrial, em “Escola de Artes e Ofícios” que se mantém até 1924, data em que se faz a fusão com a “Escola Comercial” que existia desde 1919 e tivera como Directores, o Padre Oliveira Hasse até ao seu falecimento em 1921 e o Professor Moniz Barreto de 1921 a 1924.
Desta fusão surge a “Escola Industrial e Comercial Rafael Bordalo Pinheiro”. A sua população escolar, como descreve o seu autor: ... Distribui-se por três cursos: o de “Modelador Cerâmico”, o de “Costura e Bordados” e o “Comercial”, o primeiro para o sexo masculino, o segundo para o feminino e o último para ambos os sexos, tendo a sua frequência aumentado consideravelmente nos últimos dez anis, acentuadamente no “Curso Comercial”.
Pelas cadeiras do professorado, desfilaram além do Rafael Bordado Pinheiro e Von Bonhorst, Eduardo Gonçalves Neves, Cunha Ferraz, Mestre Francisco Elias, José Fuller, Eduardo Mafra Elias, etc..
Entre os alunos que se revelaram artistas e se notabilizaram nas artes, os escultores João Fragoso, António Duarte, Alexandre Angélico, Vasco da Conceição, o aguarelista António Vitorino, Manuel Rainho, técnicos como Avelino Soares Belo, José Carlos dos Santos, Eduardo Lopes e outros, cujas obras já enriquecem museus.
Desde a fundação, foi confiada a Direcção da “Escola Industrial e Comercial Rafael Bordalo Pinheiro” a: Eduardo Gonçalves Neves, Cunha Ferraz, Agostinho de Sousa, Morais do Vale e ao Dr. Leonel Sotto-Mayor».

Comentário:

Obrigado Zé por nos trazeres este escrito que acrescenta algum conhecimento sobre o inicio da nossa Escola bem como os  nomes de individos mais sonantes e de alto gabarito que fizeram parte e deram seguimento a algo que ainda hoje está a oferecer ensino á juventude da nossa cidade.
Gostei bem Haja.
Abraço.

Antonio Abilio.............26-10-2011

É por esta e por outras que cá o "velhote" anda sempre a vasculhar as gavetas lá de casa à procura de documentos e outras velharias que um dia possam dar a conhecer aos mais jovens a vivência dos nossos antepassados.
Obrigado Zé Ventura por te dares ao trabalho de colocar aqui no Blog preciosidades como esta. Penso que todos nós agradecemos.

Fernando Santos.   - Olhão.................26-10-2011

Eu sou um dos que, profundamente, agradece.
Obrigado caro José Ventura.

Jose Almeida Santos, USA..............28-10-2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Diploma de 1943


Do Fernando Santos recebi esta imagem com o seguinte texto:
Na minha última estadia em Caldas, andei a rebuscar algumas gavetas lá de casa, e no meio de muita "papelada", encontrei o diploma que anexo, na expectativa de o ver publicado no Blog da Escola, afim dos mais novos fazerem uma ideia de como eram os diplomas daqueles tempos, que o Diretor tinha de assinar sobre os obrigatórios selos fiscais . ( não se vê, mas está lá o selo em branco, e no verso mais dois selos).
Fernando Santos.       Olhão, 11-10-2011

terça-feira, 23 de março de 2010

A Capela da Escola

Lembro-me muito bem deste acontecimento. O lançamento da primeira pedra para a Capela da Escola. Curiosamente fez ontem 44 anos.
Enquanto aluno da época participei na campanha para adquirir alguns fundos que serviriam para a construção da capela, a campanha do tijolo, julgo que era assim que se chamava, consistia num peditório em que cada escudo oferecido preenchia um espaço no cartão, que uma vez cheio significava “missão cumprida”.
A tal Capela que estava planeada para o espaço entre o átrio e as Oficinas nunca viria ser construída.
Para recordar, fica aqui no Blog, este cartão que o Hespanhol Guarda nas suas memórias.

Comentário:

Também andei a vender tijolo uma série de tempo. Que bom cristão praticante que eu era na altura. Passado em muito o período de validade do lançamento da primeira (e única) pedra, bem gostava de saber onde é que foram parar. Por vezes dá-me uma de ingénuo.

Artur R.Gonçalves.......25-03-2010

domingo, 20 de dezembro de 2009

Quadra natalícia

Numa altura em que os presentes já estão junto à árvore de natal, e já se ultimam os últimos pormenores para a consoada, vale a pena recordar o Natal de 1967 através do “Ensaio”, Jornal da Escola.
Este exemplar vem do baú de recordações da Matilde.
Os autores dos poemas estão devidamente identificados.
Comentários:

Vou aproveitar esta deixa referente ao Natal para enviar a todos os alunos da Escola Indústrial e Comercial de Caldas da Rainha, um Feliz Natal e Próspero Ano Novo em Especial para os Finalistas do ano 1961.

Carlos Nobre.......21-12-2009

Só mesmo a Matilde seria capaz de preservar para a posteridade estas peças de museu de prosa natalícia versificada. Como nunca tive muita habilidade para essas poéticas académicas, deixei sempre fugir a oportunidade efémera de celebrizar o meu nome nas páginas selectas do Jornal da Escola. Passados mais de quarenta natais, agradeço ao(s) editor(es) do «Ensaio» o favor que fizeram aos leitores.

As rimas em «–inho/a(s)» continuam a ajudar muito poeta principiante, pelo que o esforço dos jovens aprendizes de 67 até nem é para desprezar. Por vezes, eram transcritos para vistosos cartões de boas festas (desenhados e pintados nas aulas de desenho / litografados nas de trabalhos manuais) e enviados pelos CTT para os familiares mais próximos.

«Numa altura em que os presentes já estão junto à árvore de natal», como diz o Zé, é curioso recordar que à data da publicação do periódico, o «cheiro do pinheiro» ainda animava a consoada…

Artur R.Gonçalves.......21-12-2009

terça-feira, 20 de outubro de 2009

...E os desenhos da Lurdes Peça

Ora bem, estava eu a consultar o nosso blog e vi os desenhos da Lúcia e disse para comigo: "eu também tenho aquilo", e vai daí vasculhei as minhas pastas de arquivo e eis o resultado!
Alguns desenhos emoldurei-os para pendurar na minha sala, pois sou adepta de ter em exposição obras minhas e dos meus familiares.
O que é engraçado, é que nas aulas de desenho, ao primeiro tempo os motivos estavam fresquinhos para serem desenhados, mas no dia seguinte a configuração era totalmente diferente, como devem calcular...
Daí puxarmos pela ligeireza do nosso traço e no dia seguinte era só pintar e acabar.
O mais interessante é que no fim do desenho acabado, era estilizado e depois preparado para ser bordado nas nossas aulas de oficinas.
Tenho lençóis ainda do meu enxoval a comprovar este facto.
Beijinhos a todos.
Lurdes Peça





Comentário:

Numa altura em que ainda desconhecia a originalidade falsamente «naïve» do Van Gogh, atrevi-me a pintar o céu de amarelo numa paisagem de cores variadas que os meus olhos de daltónico viam como o supra-sumo do rigor naturalista. Não foi esse o entendimento da professora Fernanda Mateus que durante dois intermináveis anos me tentou industriar na arte do desenho e no respeito pelos cânones academicamente estabelecidos. Já esqueci os comentários algo mordazes com que então me mimoseou, mas recordo a linda «bicicleta» empinada (8) com que premiou aquela composição cromática em boa hora extraviada. A habilidade manifestada pela Lúcia & Lurdes nos trabalhos aqui expostos tê-las-á de certeza protegido de uma nega no final do período. Pela parte que me toca, só me resta felicitá-las a elas por terem salvaguardado para a posteridade o fruto da sua criatividade artística, e felicitar-me também a mim por ter tido o discernimento suficiente de não arquivar nada que um dia me pudesse vir a comprometer.

Artur R.Gonçalves.........23-10-2009


Olá Artur!
Obrigada pelo elogio, mas quero dizer-te que devias ter guardado o tal desenho com o céu pintado de amarelo,pois quem sabe,hoje serias um 2ºVincent van Gogh,pelas mesmas razões que o tornaram famoso.Mas alegra-te, pois cães e gatos não veêm em tonalidades de cinza, como pensamos. Eles conseguem ver as cores, mas não todas.Não te preocupes, vês o mundo de outra maneira, talvez mais bonito que na realidade, pois cada vez está mais cinzento...
Beijinhos a todos

Lurdes Peça............27-10-2009

terça-feira, 21 de julho de 2009

O Padre Renato

A correspondência trocada entre Armando Silva Carvalho e Maria Velho da Costa foi agora publicada em livro pela editora Caminho. “O Livro do Meio” foi galardoado pela Associação Portuguesa de Escritores /CTT, com o Grande Prémio de Poesia.
O autor faz inúmeras alusões às Caldas da Rainha e pessoas que povoaram a sua infância.

Aproveitando a "boleia" do Cavacos das Caldas, sempre com grande disponibilidade para colaborar no nosso Blog e que nos disponibilizou o livro, transcrevo um texto onde o autor recorda o Padre Renato, professor da nossa Escola.


…Mas estava eu a falar do meu padre Renato.
Ele tinha medo de tudo o fizesse barulho. Uma tarde, em plena festa de Agosto, hora da procissão, hora solene, o padre Renato dera o fora e ninguém sabia para onde. Os foguetes rebentavam no ar, as crianças sujavam as fatiotas novas, os festeiros suavam encasacados, os anjinhos mijavam no cetim barato das suas vestes celestes (não, não vou fazer literatura regional), só faltava o padre.
Fui eu e o meu pai, com a denúncia privada da Carlota, quem soube onde ele se escondia, enrolado no medo da tonitruante algazarra a vibrar num céu de pouca fé. Conseguimos trazê-lo, muito a custo. Suado, calado e quase a desmaiar, o homem percorreu, protegido sob o tecto do pálio, as três ou quatro ruas principais da povoação, com a cruz fantasiosa nas mãos trémulas e mais dois padres acólitos a agarrar-lhe os paramentos de luxo.
Mas sou eu que me lembro, porque fui só eu quem o viu transfigurado, tirando das teclas do piano, que não queria colaborar, os sons, numa explosão de amor sem freio, sabedor da sua natureza única, vibrante de vida cósmica, num orgasmo em delírio, para além do tempo.
Durante a semana, o padre não largava a batina e poupava nas vestes. Nenhum colega seu andava, como andam agora, de gravata, blusão ou traje de desporto. Deslocava-se numa velha moto que só lhe dava desgostos e custava a pegar nas manhãs frias…

….O padre Renato, que Deus tem certamente encostado à porta das oratórias mais arrebatadas, ensinava-me solfejo, pintura a óleo em tela natural e alguns conselhos práticos para evitar o pecado.
Dou-lhe hoje a grandeza que eu não sabia dar-lhe quando tinha só sete anos….


Comentário:

Se eu tivesse de falar do «meu padre Renato», seria obrigado a regressar à escola velha, ao ciclo preparatório e às aulas de canto coral. A viagem levar-me-ia até 63 ou 64 e quedar-se-ia por aí. Mais do que o solfejo que nos terá tentado ensinar, ou das cantigas que nos terá posto a cantar, recordo-o de apito na boca à procura do tom adequado à execução da partitura. É que, como nos dizia, não tinha ouvido e só conseguia trautear uma melodia com a presença de uma pauta. Os risos eram constantes. As reprimendas de nulo efeito. Depois de falhadas as tentativas de nos pôr a cantar, ou nos intervalos, deliciava-nos com histórias incríveis da sua própria lavra ou obtidas em fontes singulares que a memória não registou. O sucesso estava sempre garantido. Não se ouvia uma mosca durante a função. Os pedidos de novos relatos eram constantes. A anuência era imediata, com a condição de se cantar mais uma cantiguinha. «Minhas botas velhas, cardadas, / palmilhando léguas sem fim, / quanto mais velhinhas e estragadas, / quanto mais vigor sinto eu em mim!...» (de repente, veio-me esta à memória). «As aventuras do Tonecas» (parece-me ser este o nome do herói) tinham sempre mais sucesso. Recordo a batina e a motoreta do padre Renato. Descobri neste espaço os quadros e o livro que nos deixou. Desconhecia a faceta revelada pelo Armando Silva Carvalho n’ «O Livro do Meio». Fiquei com curiosidade de ler essa correspondência. Sobretudo por contar com a participação da Maria Velho da Costa, uma escritora que há muitos anos leio e releio com muito proveito e prazer.

Artur R.Gonçalves............22-07-2009

domingo, 12 de julho de 2009

Os 15 anos da Fátima

A Escola não era só a casa onde se transmitia o conhecimento mas também o local onde a amizade se enraizava, em alguns casos, para o resto da vida.
Este pensamento “filosófico” vem a propósito deste pedaço de papel que a Fátima Valente nos fez chegar.
No dia em que completava os seus quinze anos, as colegas de turma ofereceram-lhe esta preciosidade devidamente ilustrada pelas mãos habilidosas da Teresa Santos e assinada por todas.
Este “papelinho” foi elaborado na aula de Francês, como se pode verificar pelo texto introdutório, e também está assinado pela professora da disciplina Maria Xavier.

Os anos vão passando mas ficam estas recordações dos amigos. A Fátima Valente já não é uma menina, mas continua como sempre a conhecemos.

José Ventura


Comentário:

Vê bem quem fez o desenhinho e escreveu a frase. Foram outras maos.

Anónimo.........22-07-2009

Fiquei verdadeiramente surpreendida com o comentário de um anónimo (ou anónima) sobre a autoria do desenho feito no cartão de parabéns, oferecido pelas minhas colegas por ocasião do meu 15º aniversário. Peço desculpa pelo erro cometido, pois estava convicta que o mesmo pertencia à Teresa Santos, pessoa com grandes capacidades para tal, contrastando comigo, que não nasci com grandes predicados para as artes!E, já agora, gostaria que se identificasse para, de novo, lhe apresentar as minhas desculpas.
A memória atraiçoou-me, já lá vão tantos anos, mas, como diz o povo, o seu a seu dono... Faça-se justiça!


Fátima Valente........24-07-2009

Nao descobris-te? Era quem te fazia os desenhos dos bordados. Até no exame de aptidão te ajudei, mas depois pouco tempo tive para mim. Tu tiras-te 14 e eu 12.Foi a Ermelinda que te fez este desenhinho, e quem primeiro assinou.Vê lá se a letra não é a mesma?

Ermelinda Lopes........10-08-2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Mestre David de Sousa

O Blog lá vai cumprindo a sua função de desinquietar as pessoas e com isso relembrar algumas pequenas histórias.
Desta fez o amigo João Franco, que embora não tenha sido aluno da Escola Comercial e Industrial, não deixa de ser um leitor atento do Blog, enviou uma colaboração que gostosamente publicamos.
O João Ramos Franco é também um entusiasta da blogosfera, por isso recomendo uma visita ao seu Blog “ Estar Presente


A data da Caricatura é 1951, isto faz-me recuar no tempo até aos meus 9 anos de idade e recordar uma pequena tertúlia (onde ás vezes, pela mão do meu Pai, eu estava) no Café Lusitano, que reunia, segundo me lembro, o meu Pai, o mestre David de Sousa (Prof. de Desenho na Escola Comercial e Industrial), Mestre Rainho (Prof. de Português na Escola Comercial e Industrial), o Maestro Carlos Silva (Prof. de Canto Coral na Escola Comercial e Industrial e no ERO), o Padre Manuel (padre da Misericórdia) e o Tenente Ferreira (comandante da GNR), se esqueço de alguém, que me desculpe…
O ambiente entre eles era saudável, amena cavaqueira sobre o dia a dia, da qual normalmente resultava, risadas…
A Caricatura nasce, de umas chapinhas de cobre pintadas, antigas, com umas santas pintadas, mas em muito mau estado de conservação, que o meu Pai tinha comprado numa Aldeia e que estavam a fazer de corredor para tirar milho de arcas.
- Mostrou-as ao mestre David de Sousa, que prontamente se ofereceu para as restaurar, gratuitamente… O tempo que demorou o restauro, levou a esta caricatura. Mas vendo hoje como ficaram após restauro, penso que o tempo foi pouco para a qualidade do trabalho…

Colando-vos perante tantas personagens da nossa cidade, contar só este assunto, é pouco, há caricaturas feitas por mim, do que ouvia e que me parecem completar esta história:

- Do tenente Ferreira, quando alguém dizia estar cansado, por ter trabalhado durante muito tempo seguido, ouvia-se logo:
- Ora, eu quando estive S. Tomé e Príncipe, trabalha 25 horas por dia…
- Ó Tenente, como é que fazia isso!?... Perguntava o meu Pai.
- Levantava-me uma hora mais cedo… Resposta do tenente

- O Padre Manuel, (já com os setenta anos) que constava tinha três “afilhados”, comentava um acontecimento passado com padre novo, numa aldeia ali do Concelho, e que se dizia andar metido com uma mulher: Estes padres de agora, com uma batina tão grande e não sabem onde as esconder…

Estaria, de bom grado, a contar-vos as palavras que ouvia e ficaram na memória. Muitas das minhas caricaturas são palavras “ditas pelas pessoas” simples e puras compunham-nas…

João Ramos Franco

Comentário:

O João Ramos Franco está um verdadeiro entusiasta da blogosfera! Colaborador do Blog do ERO, comentador frequente em "oqueeuandei" de João Bonifácio Serra, lançou recentemente o seu próprio espaço e agora aparece aqui a escrever no blogue da Escola!
Uma vida cheia de estórias que, pelos vistos, dão para encher uma mão cheia de blogues.
Um abraço.

JJ............11-02-2009

Acabei agora mesmo de «dar uma volta» pelo blog do ERO e pasmei com a lição que o JJ nos dá sobre um dos nossos ícones dos anos 60, José Cid e os 1111. Caro João, se isso saiu assim mesmo de improviso (o que não duvido), só posso aproveitar este espaço para um enorme aplauso para a tua memória e conhecimentos sobre a matéria. Se é o resultado duma aturada pesquisa, a Audiomanias (passe a publicidade...afinal nem és concorrente do ZV) que se cuide !!!Abraço amigo cá de longe.

J.L.Reboleira Alexandre.........11-02-2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Livros, cadernos e pontos

O Orlando e a Ana Cândido foram aos baús de recordações, e encontraram estas preciosidades.
Os livros de Leitura, Calculo Comercial e Contabilidade, com a particularidade de este último ser da autoria de Jorge Amaro, Professor da Escola, que nos deu o prazer da sua companhia no Encontro do ano passado.
A folha de teste de Contabilidade do 2º ano do Curso Geral de Comércio de 1965/66, (será que hoje ainda conseguiam positiva), o caderno de dactilografia e um exercício de Física e Química completam as imagens da época.

José Ventura





















Comentários:

As preciosidades fazem parte do espólio cá de casa e mantêm um bom estado de conservação. O ponto de Química é assinado pelo Dr. Sarmento (carinhosamente "O Seringa"); a rosa do caderno é da autoria da Ana que, já nessa altura, mostrava o jeito que ainda hoje permanece; O livro do Dr. Jorge Amado é um "mimo", que ainda hoje contém bases fundamentais da contabilidade. No prefácio, o Dr. Jorge Amaro agradece à Ana Maria (com quem viria a casar) o trabalho de dactilografia, à Drª. Julieta Paiva, a revisão das provas e dedica-o a todos nós, assim: "A ideia desta publicação nasceu, principalmente, das lições de Contabilidade dadas pelo A., como Professor do Ensino Técnico Profissional, e em que o impulso mais forte nasceu dos próprios Alunos da Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha. A eles eu dedico este livro."
Mais de Quarenta anos depois, sabe bem ler isto ...

Orlando Santos............05-02-2009

Uma delicia estas imagens. Quantas recordações passam por aqui ?
E ao ver o gráfico da capa do livro de Contabilidade (eram folhas soltas não?)dá para perceber que no tempo do mestre que nos iniciou nas ciências contabilisticas, que adorei rever em Maio 40 anos depois, ainda não existiam uns tais de Madoff & Cia.

J.Reboleira Alexandre.........05-02-2009

Às vezes lamento não ter também um baú cheio de documentos autênticos dos tempos das escolas: livros, cadernos, apontamentos… mas não tenho. A gestão de espaços cada vez mais exíguos para albergar o essencial da vida obriga-nos a seleccionar espólios, a libertar-nos sem complexos passadistas do aparentemente supérfluo. A memória transforma-se assim no único banco de dados disponível a tempo integral. As reproduções publicadas estimularam-me os neurónios das recordações e refrescaram-me o sistema operativo central e trouxeram-me ao presente imagens há muito esquecidas. Os gráficos contabilísticos, os cálculos comerciais e as fórmulas químicas não me fizeram disparar a adrenalina no circuito sanguíneo, mas fizeram-me regressar a um tempo em que essas matérias faziam parte do meu mundo de inquietações prementes. Os ensinamentos colhidos nesses manuais perderam-se completamente. Da dactilografia ficaram-me os rudimentos que me permitem digitalizar com alguma destreza o teclado dos actuais PC. É o que está a acontecer neste momento. Com dois dedos, por vezes três, raramente quatro, nunca mais do que isso. Que desperdício para os restantes dedos tornados compulsivamente ociosos. As imagens que voltei a visualizar da «Casa Lusitana» continuam muito cinzentas, muito pouco coloridas, muito pintadas da «cor» que melhor descrevia essa época histórica pretérita. Parabéns aos arquivistas dessas preciosidades dos nossos verdes anos escolares. Neste momento, apetecia-me abrir o manual de Língua História Pátria (o título sugere-me esta disciplina) e espreitar, pelo menos, para o índice. Será que o Orlando e a Ana o poderiam fazer por mim e mostrá-lo a todos nós? Quem sabe se não seria a ocasião perfeita para muitos outros comentários.

Artur R. Gonçalves...........06-02-2009

sábado, 20 de dezembro de 2008

A Escola do meu tempo

Um destes dias o Mário Capinha, um antigo aluno agora reformado da Banca, trouxe para o Blog o seu Cartão Escolar do Ano Lectivo de 52/53.
Esta preciosidade que agora se publica serviu de mote para cinco minutos de conversa para ficarmos a saber mais coisas sobre a Escola dos anos 50.

Este nosso amigo que foi aluno de 1951 a 56, frequentou inicialmente o curso diurno, passando depois para um curso de Comércio - criado por iniciativa do então director Sotto Mayor - que funcionava das 17H30 às 19h30.
Esta situação abriu as portas aos alunos que já trabalhavam e que não tinham ainda 15 anos, pois só a partir desta idade é que podiam inscrever-se na escola nocturna.

Falar dos tempos de Escola é recordar alguns colegas como por exemplo o António David, o Carlos Figueiredo, o Florindo da Silva Lemos, o Ricardo Contente, o Marques Silva, o Ilídio Prata, a Laura Subtil, a Luísa Pimenta, a Celeste Idalina Bernardino (filha do proprietário da residencial dos Olhos Pretos) e tantos outros.

Dos professores recorda a figura de Manuel José António a quem carinhosamente chamavam de Ti Tóino. O Dr. Sarmento, a D. Vitúria, que dava estenografia, o Prof. Barreto, o Dr. Sotto Mayor que dava uma pomposa disciplina de Economia Politica e a D. Alice que era também conhecida pela paixão que tinha pelos bichos-da-seda.

Fiquei também a saber que naqueles anos não havia a disciplina de Educação Física, apenas algumas actividades desportivas pontuais levadas a cabo sob a égide da Mocidade Portuguesa. Dizia o Capinha com alguma graça que Educação Física era alugar por um escudo uma bola de futebol, em frente no Albertino, e ir para a mata jogar.

Falámos ainda do Pacheco, vendedor ambulante de guloseimas, do seu primeiro emprego, na loja do Zé Duarte, (na praça da Fruta onde foi o Monteiro e hoje loja da EDP), e do seu primeiro vencimento: 80 escudos, uma fazenda para um par de calças e uma gravata.

Estas recordações fazem muito bem à alma; pessoalmente sinto-me muito bem por o Blog contribuir para estes momentos.

Ainda sobre os professores, uma revelação que eu desconhecia: que a poetisa Matilde Rosa Araújo também passou pela escola onde deu aulas de Português durante dois anos.
E nada melhor para fechar este pequeno apontamento que uma poesia alusiva ao natal da antiga professora.

Presentinho de Natal

Eu queria ter um cestinho cheio de Flores
Para tecer um xaile de muita cor, muito lindo!
E um retalhinho do Céu
Para fazer um vestido azul tão lindo!
E mais sete estrelas das mais brilhantes
Para armar um chapeuzinho de Luz!
E mais ainda dois quartinhos de Lua
Que chegassem para uns sapatos de saltos muito altos
E tudo isto, depois
Eu dava a minha Mãe
De dentro do meu coração
Neste dia de natal:
O Xailezinho de muita cor,
O Vestido azul,
O chapelinho de Luz,
Os Sapatos de saltos muito altos…
Minha Mãe! Minha Mãe!
E hoje é dia de Natal
E só posso dizer
Minha Mãe! Minha Mãe!

Matilde Rosa Araújo – O livro da Tila
Livros Horizonte,1986

Comentários:

O Mário Capinha veio mostrar-nos com muito orgulho o seu precioso Cartão Escolar, e recordar colegas e professores do seu tempo.
Menciona alguns nomes de pessoas que eu conheci e com quem convivi.( Alguns até têm Internet mas não aparecem)
Na minha modesta opinião, o blog está indo por bom caminho, e seria interessante que outros colegas da época perdessem a vergonha, e por aqui aparecessem com temas semelhantes. Como sabem eu não fui aluno da Escola mas alegra-me imenso ler estórias contadas por pessoas do meu tempo. Parece-me, é que o pessoal tem medo dos computadores. Não tenham medo que isto não é nenhum bicho de sete cabeças, e os computadores agora até estão baratos. Eu sou mais velho que o Capinha, e como vêem cá ando metido nisto, sempre na esperança de encontrar alguém conhecido que me faça recordar os bons tempos da juventude.
Obrigado Mário!

Fernando Santos........21-12-2008

A escola do meu tempo não é precisamente a dos anos 50. No início da década, nem sequer tinha nascido. Dos nomes referidos, só reconheço os dos Drs. Barreto e Sarmento, meus professores de Matemática e Físico-Química, o primeiro no edifício velho, o segundo já no novo. Lembro-me do Dr. Sotto Mayor como director da escola, mas pouco mais. Sobre a Matilde Rosa Araújo, é com verdadeira surpresa que tenho conhecimento da sua passagem pelas CdR. As vezes em que nos encontrámos, noutras paragens, nunca se proporcionou falar desses tempos tão pretéritos. Nem sequer imaginámos que tivéssemos essa partilha de espaço em comum. Estou de acordo com os comentários que o Fernando Santos nos tem concedido ultimamente. A comunicação virtual é um pouco isto. Não nos conhecemos e já estamos a conversar. Os computadores não mordem mas continuam a intimidar. Sobretudo quem aprendeu a escrever (como eu / como nós) nas «ardósias», nos «cadernos de duas linhas», com as «canetas de aparo» que molhávamos nos «tinteiros» das «carteiras» e, muitas vezes, disfarçávamos as nódoas indiscretas com um precioso «mata borrão». A escola do meu tempo ainda era assim. Parece que foi há uma eternidade, mas continua a acompanhar-nos inexoravelmente até ao presente, que continua a ser o nosso tempo.

Artur R. Gonçalves.......22-12-2008

A curiosidacde deste Bilhete de Identidade do Aluno, emitido tinha eu nascido há pouco mais de 4 meses, reside no facto, para mim novo, de o Professor Barreto aparecer a assinar como Chefe da Secretaria e, dez anos depois, ter sido, no rés do chão da Escola velha, meu Professor de Matemática e imaginativo "Júlio Verne" das viagens à Lua que viriam a acontecer no final dessa década.
Se a passagem de Matilde Rosa Araújo pela Escola não me era desconhecida, a ignorância era completa sobre o desempenho do cargo que, no meu tempo, foi sempre do Sr. Gouveia.

Orlando Sousa Santos.........22-12-2008

O meu pai deve ter começado o trabalhar na escola em 1953, pois eu nasci em 1955, e o chefe da secretaria anterior era o Prof. Barreto. Ele disse-me isso várias vezes. Quando eu era muito pequeno lembro-me de ir á secretaria da escola velha e tinha 3 funcionários, o meu pai, o Pereira que depois foi para Vila Real de Santo António e o Adalberto, cuja filha que foi do nosso tempo na escola se cruzou há dias comigo nas Caldas. O Adalberto era tanto quanto me lembro filho de uma senhora que também trabalhava na escola. Quanto á Matilde Rosa Araújo ter sido professora na escola eu sabia disso também pelo meu pai mas muito antes de nós por lá andarmos. Há poucos dias estive a jantar com um grupo de amigos aqui nas Caldas e lá estava como sempre o Mário Capinha ou não fosse ele o principal organizador da logística desse jantar, e ele disse-me que tinha falado contigo e perguntou-me várias coisas do nosso almoço. Já lhe disse que deve contar com o 2º sábado de Maio (09-05-2009). Nesse mesmo jantar estava ao meu lado o Chico Leal que costuma vir especialmente para o efeito de Paris e já me disse que está a contar voltar novamente no próximo ano. Um abraço de Boas Festas para todos e um ano com saúde.

Carlos Gouveia.............23-12-2008

Sim, o Adalberto era filho da D.Olívia, funcionária também na Escola e que era de ascendencia obidense e prima da criadora do Bordado de Óbidos, a D.Maria Adelaide Ribeirete, falecida recentemente já centenária.
O Bordado de Óbidos era ensinado às meninas da Formação Feminina e foi levado para a Escola, precisamente pela Sra D.Olívia que pediu para isso permissão à sua prima.
Desculpem lá esta achega de bairrismo obidense...

Boas Festas para todos/as os companheiro/as e um abraço muito especial ao Zè Ventura que continua a alimentar o Blog...!!!

Maximino.........23-12-2008

Boas Festas para todos !
Aproveito esta "vitrine" para, nesta quadra, recordar algumas dos Homens e das Mulheres que, tendo já deixado este Mundo terreno, formam parte do meu (e de muitos outros) universo.
São eles (sem preocupação de ser exaustivo), o Professor Barreto (e a "decimalização do esterlino" que pouca gente já se lembra do que era ...), a Dona Maria Xavier (e os períodos gramaticais, complexos, para construir), a Dona Vitúria, de quem fui aluno de Caligrafia (com 19, passe a vaidade), o Senhor Gouveia da Secretaria, que bem insistiu comigo para eu ir leccionar na "nossa" nova Escola (mas a quem eu nunca dei esse gosto, tendo previlegiado a carreira na Cidade Grande...), a Dona Olívia, contínua e mãe do Adalberto, o Adalberto, ele mesmo grande e bonacheirão, o Professor Celestino Alves (que nos distribuía pela cidade, fazendo desenhos inspirados nos monumentos caldenses em folhas de Papel Cavalinho que custavam 5 tostões cada duas), o nosso bom "Mocho" Doutor Sotto Mayor, temido, disciplinador mas bondoso, e tantos outros que povoam a minha mente, fazendo parte do elenco a quem devo grande parte do que, muito ou pouco, fui capaz de ser na vida!

Em mais esta Natal, em que eles já nos não acompanham (estou a ouvir, "in the back of my mind", David Mourão Ferreira na sua Ode (?) ao Último Natal...), recordá-los é um acto de agradecimento e de amor cristão. Faço-o com gosto e emoção.

Bem hajam e que, lá onde Deus entendeu recebê-los e instalá-los, tenham muitos presentes...

Bom Ano Novo para vocês todos, com o ZV à cabeça!

Noronha............23-12-2008

A estória do Mário Capinha deu origem a muitos comentários. Coisa que desde há muito não se via no blog.
O Artur R. Gonçalves diz que no início da década de 50 ainda não tinha nascido? E quando foi para a escola se usavam ardósias, tinteiros e canetas de aparo? Eu apanhei tudo isso na Escola Primária, e aprendi a ler pela Cartilha Maternal de João de Deus. (Alguém se lembra ou aprendeu a ler por este pequeno livrinho?)
Contudo, penso que quando fui para a Escola Industrial em 41/42 já usava caneta de tinta permanente. (Ou será que estarei errado?) O tempo passa e há coisas que já não recordamos.
O Carlos Gouveia no seu comentário cita os nomes dos três funcionários da Secretaria, e eu lembro-me muito bem do Pereira. Fui amigo dele aí em Caldas, e mais tarde quando vim para o Algarve encontrámo-nos algumas vezes em Vila Real de Santo António.
Espero que os computadores deixem de morder nos mais (velhotes) para eles poderem aparecer aqui pelo BLOG., e por fim desejar um feliz Natal ao Zé Ventura que me tem permitido agradáveis momentos, bem como a todos os intervenientes deste blog.
Um Abraço a todos.

Fernando Santos...........23-12-2008

Ainda bem que o pessoal senior tambem já começou a entrar no blog assim já estou mais novo.
Lembro-me do Mário antigo colega do tenis de mesa do Sporting das Caldas e com ele por vezes me cruzo nas Caldas e gosto em saber certas coisas escritas aqui que desconhecia.
É bom o pessoal ir divulgando um pouco de cultura que nunca fez mal a ninguem.E com isto quero desejar Bom Natal e Festas Felizes a todos os bloguistas e suas familias e restantes ex-colegas da escola.

Um abraço, Lobato............24-12-2008

As «canetas-de-aparo» são uma imagem de marca da Escola Primária que eu frequentei na passagem da década de 50 para a de 60. Depois do Exame da 4.ª Classe, entrava-se no reinado da prestigiante «caneta-de-tinta-permanente», logo destronada pelo império da revolucionária «esferográfica-descartável-de-plástico». Contudo, para quem seguiu a vertente Comercial do Ensino Secundário, a velha «caneta-de-madeira» continuava a presidir às aulas de Caligrafia e, por arrastamento, às de Contabilidade. As letras inglesa, francesa e gótica, registadas em aparos adequados aos diversos estilos ainda resistia nos primeiros anos da década de 70 no ICL. Os Cravos de Abril é que vieram modificar essas tradicionais técnicas de escrita. Gradualmente, os mastodônticos «cérebros electrónicos» foram cedendo o passo aos maneirinhos «computadores individuais» tão populares e indispensáveis nos nossos dias. Toda uma história feita de muitas histórias (ou «estórias», como alguns começam a preferir), que a NET se encarrega de distribuir um pouco por todo o lado e ao domicílio, neste «Admirável Mundo Novo».

Artur R. Gonçalves.........30-12-2008

Depois desta breve «história cronológica» da arte de escrever do Artur, porque não relembrar as aulas do ICL onde no mesmo início de 70 aprendíamos (?) Programação Cobol (seria esta a linguagem ?) sem nunca termos à nossa frente a pequena caixinha quadrada que mudou o mundo. É claro que, no meu caso pessoal pelo menos, foi tempo perdido. Apenas a partir de 82 comecei a lidar diáriamente com estas coisas e a contribuir para os milhões do Bill e dos companheiros «mal vestidos» da altura. Já lá vão afinal 26 anos. Uma eternidade.
Outra forma particular de escrever era a Estenografia. O oposto da Caligrafia. Não sei se algumas das nossas ex-colegas guardou alguma coisa e continua a usá-la, mas também neste caso para mim, foi tempo perdido. Falo em ex-colegas, no feminino, pois lá em casa a minha esposa, que muito cedo deixou as escolas do nosso cantinho à beira-mar plantado, quando precisa de gravar rapidamente qualquer coisa, prefere o uso daqueles riscos esquisitos, ao sofisticado gravador digital.
Nós que escrevíamos ininterruptamente horas seguidas, hoje se devemos alinhavar mais de 5 linhas seguidas, sentimos o braço a dar sinais de cansaço. Deve ser apenas falta de hábito, pois a idade não terá nada a ver com o caso. Espero.

J.L.Reboleira Alexandre........30-12-2008