domingo, 3 de julho de 2016
domingo, 13 de dezembro de 2015
Um jornal de Natal
domingo, 22 de junho de 2014
Escultor Alberto Morais do Valle
com menos de um mês, aluga uma casa na Rua da Cruz Nova, terceiro andar e muda-se para as Caldas da Rainha.
diversidade de actividades lúdicas como o desporto, a Música, a Expressão Dramática, a par com a formação técnico profissional. Tudo leva a crer que terá sido lá que adquiriu e formou uma visão mais ampla e muito própria, não só do ensino mas sobretudo do papel que este representa na vida futura e real.
naquela época foram pioneiras. Pelo que já se leu até aqui, um homem que vivia tão à frente do seu tempo não poderia nunca ser um professor (de Desenho e Modelagem) formal. Os alunos chamavam-lhe carinhosamente \\ Pés de Chumbo" por causa do seu andar arrastado, contudo, ainda hoje, existe lembrança sobre as aulas que dava ao ar livre, especialmente aquelas em que encabeçando o pelotão de alunos ciclistas, os conduzia a locais cuja bucólica beleza era inspiradora.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Quadro de Honra - 1967
Esta foi uma relíquia que a Aurora descobriu no seu baú de recordações.
domingo, 3 de novembro de 2013
Quadro de prata de 1964
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Os Cartões
Ainda bem que há alguém que gosta de preservar estas relíquias, para nosso contentamento.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Uma Escola Secular
Gostei bem Haja.
Abraço.
Obrigado Zé Ventura por te dares ao trabalho de colocar aqui no Blog preciosidades como esta. Penso que todos nós agradecemos.
Obrigado caro José Ventura.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Diploma de 1943
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Excursão em 1938
A viagem teve lugar em 6 e 7 de Junho de 1938 e se pensam que foi a Benidorm ou coisa que o valha, desenganem-se. Vejam o itinerário:
Caldas, Alenquer, Vila franca da Xira, Alverca, Sacavém, Lisboa, Barreiro, Palmela, Setúbal, Outão, Lisboa, Parede, S.João do Estoril, Monte do Estoril, Cascais, Sintra, Ericeira, Mafra, Praia de Santa Cruz, Torres Vedras, Caldas.
Esta publicação chega ao Blog da escola graças à colaboração do Vitor Brito, proprietário do Café Creme.
Ou então ainda não conheciam a ginjinha...
Quer dizer ...vieram de Tores às Caldas e nem sairam da A8 para visitar Óbidos...!!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Poesia, Teatro e Ballet
terça-feira, 23 de março de 2010
A Capela da Escola
domingo, 20 de dezembro de 2009
Quadra natalícia
Numa altura em que os presentes já estão junto à árvore de natal, e já se ultimam os últimos pormenores para a consoada, vale a pena recordar o Natal de 1967 através do “Ensaio”, Jornal da Escola.
Este exemplar vem do baú de recordações da Matilde.
Os autores dos poemas estão devidamente identificados.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
...E os desenhos da Lurdes Peça

Comentário:
Numa altura em que ainda desconhecia a originalidade falsamente «naïve» do Van Gogh, atrevi-me a pintar o céu de amarelo numa paisagem de cores variadas que os meus olhos de daltónico viam como o supra-sumo do rigor naturalista. Não foi esse o entendimento da professora Fernanda Mateus que durante dois intermináveis anos me tentou industriar na arte do desenho e no respeito pelos cânones academicamente estabelecidos. Já esqueci os comentários algo mordazes com que então me mimoseou, mas recordo a linda «bicicleta» empinada (8) com que premiou aquela composição cromática em boa hora extraviada. A habilidade manifestada pela Lúcia & Lurdes nos trabalhos aqui expostos tê-las-á de certeza protegido de uma nega no final do período. Pela parte que me toca, só me resta felicitá-las a elas por terem salvaguardado para a posteridade o fruto da sua criatividade artística, e felicitar-me também a mim por ter tido o discernimento suficiente de não arquivar nada que um dia me pudesse vir a comprometer.
Artur R.Gonçalves.........23-10-2009
Olá Artur!
Obrigada pelo elogio, mas quero dizer-te que devias ter guardado o tal desenho com o céu pintado de amarelo,pois quem sabe,hoje serias um 2ºVincent van Gogh,pelas mesmas razões que o tornaram famoso.Mas alegra-te, pois cães e gatos não veêm em tonalidades de cinza, como pensamos. Eles conseguem ver as cores, mas não todas.Não te preocupes, vês o mundo de outra maneira, talvez mais bonito que na realidade, pois cada vez está mais cinzento...
Beijinhos a todos
Lurdes Peça............27-10-2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
O Padre Renato
A correspondência trocada entre Armando Silva Carvalho e Maria Velho da Costa foi agora publicada em livro pela editora Caminho. “O Livro do Meio” foi galardoado pela Associação Portuguesa de Escritores /CTT, com o Grande Prémio de Poesia.
O autor faz inúmeras alusões às Caldas da Rainha e pessoas que povoaram a sua infância.
Aproveitando a "boleia" do Cavacos das Caldas, sempre com grande disponibilidade para colaborar no nosso Blog e que nos disponibilizou o livro, transcrevo um texto onde o autor recorda o Padre Renato, professor da nossa Escola.
…Mas estava eu a falar do meu padre Renato.
Ele tinha medo de tudo o fizesse barulho. Uma tarde, em plena festa de Agosto, hora da procissão, hora solene, o padre Renato dera o fora e ninguém sabia para onde. Os foguetes rebentavam no ar, as crianças sujavam as fatiotas novas, os festeiros suavam encasacados, os anjinhos mijavam no cetim barato das suas vestes celestes (não, não vou fazer literatura regional), só faltava o padre.
Fui eu e o meu pai, com a denúncia privada da Carlota, quem soube onde ele se escondia, enrolado no medo da tonitruante algazarra a vibrar num céu de pouca fé. Conseguimos trazê-lo, muito a custo. Suado, calado e quase a desmaiar, o homem percorreu, protegido sob o tecto do pálio, as três ou quatro ruas principais da povoação, com a cruz fantasiosa nas mãos trémulas e mais dois padres acólitos a agarrar-lhe os paramentos de luxo.
Mas sou eu que me lembro, porque fui só eu quem o viu transfigurado, tirando das teclas do piano, que não queria colaborar, os sons, numa explosão de amor sem freio, sabedor da sua natureza única, vibrante de vida cósmica, num orgasmo em delírio, para além do tempo.
Durante a semana, o padre não largava a batina e poupava nas vestes. Nenhum colega seu andava, como andam agora, de gravata, blusão ou traje de desporto. Deslocava-se numa velha moto que só lhe dava desgostos e custava a pegar nas manhãs frias…
….O padre Renato, que Deus tem certamente encostado à porta das oratórias mais arrebatadas, ensinava-me solfejo, pintura a óleo em tela natural e alguns conselhos práticos para evitar o pecado.
Dou-lhe hoje a grandeza que eu não sabia dar-lhe quando tinha só sete anos….
Comentário:
Se eu tivesse de falar do «meu padre Renato», seria obrigado a regressar à escola velha, ao ciclo preparatório e às aulas de canto coral. A viagem levar-me-ia até 63 ou 64 e quedar-se-ia por aí. Mais do que o solfejo que nos terá tentado ensinar, ou das cantigas que nos terá posto a cantar, recordo-o de apito na boca à procura do tom adequado à execução da partitura. É que, como nos dizia, não tinha ouvido e só conseguia trautear uma melodia com a presença de uma pauta. Os risos eram constantes. As reprimendas de nulo efeito. Depois de falhadas as tentativas de nos pôr a cantar, ou nos intervalos, deliciava-nos com histórias incríveis da sua própria lavra ou obtidas em fontes singulares que a memória não registou. O sucesso estava sempre garantido. Não se ouvia uma mosca durante a função. Os pedidos de novos relatos eram constantes. A anuência era imediata, com a condição de se cantar mais uma cantiguinha. «Minhas botas velhas, cardadas, / palmilhando léguas sem fim, / quanto mais velhinhas e estragadas, / quanto mais vigor sinto eu em mim!...» (de repente, veio-me esta à memória). «As aventuras do Tonecas» (parece-me ser este o nome do herói) tinham sempre mais sucesso. Recordo a batina e a motoreta do padre Renato. Descobri neste espaço os quadros e o livro que nos deixou. Desconhecia a faceta revelada pelo Armando Silva Carvalho n’ «O Livro do Meio». Fiquei com curiosidade de ler essa correspondência. Sobretudo por contar com a participação da Maria Velho da Costa, uma escritora que há muitos anos leio e releio com muito proveito e prazer.
Artur R.Gonçalves............22-07-2009
domingo, 12 de julho de 2009
Os 15 anos da Fátima
A Escola não era só a casa onde se transmitia o conhecimento mas também o local onde a amizade se enraizava, em alguns casos, para o resto da vida.
Este pensamento “filosófico” vem a propósito deste pedaço de papel que a Fátima Valente nos fez chegar.
No dia em que completava os seus quinze anos, as colegas de turma ofereceram-lhe esta preciosidade devidamente ilustrada pelas mãos habilidosas da Teresa Santos e assinada por todas.
Este “papelinho” foi elaborado na aula de Francês, como se pode verificar pelo texto introdutório, e também está assinado pela professora da disciplina Maria Xavier.
Os anos vão passando mas ficam estas recordações dos amigos. A Fátima Valente já não é uma menina, mas continua como sempre a conhecemos.
José Ventura
Comentário:
Vê bem quem fez o desenhinho e escreveu a frase. Foram outras maos.
Anónimo.........22-07-2009
Fiquei verdadeiramente surpreendida com o comentário de um anónimo (ou anónima) sobre a autoria do desenho feito no cartão de parabéns, oferecido pelas minhas colegas por ocasião do meu 15º aniversário. Peço desculpa pelo erro cometido, pois estava convicta que o mesmo pertencia à Teresa Santos, pessoa com grandes capacidades para tal, contrastando comigo, que não nasci com grandes predicados para as artes!E, já agora, gostaria que se identificasse para, de novo, lhe apresentar as minhas desculpas. A memória atraiçoou-me, já lá vão tantos anos, mas, como diz o povo, o seu a seu dono... Faça-se justiça!
Fátima Valente........24-07-2009
Nao descobris-te? Era quem te fazia os desenhos dos bordados. Até no exame de aptidão te ajudei, mas depois pouco tempo tive para mim. Tu tiras-te 14 e eu 12.Foi a Ermelinda que te fez este desenhinho, e quem primeiro assinou.Vê lá se a letra não é a mesma?
Ermelinda Lopes........10-08-2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
O exame da bicicleta
Ao dar mais uma limpeza á minha papelada antiga olhem só o que encontrei?O tão comentado “exame da bicicleta”, ponto de exame creio que do meu 5º ano do Curso Comercial, 1969.
Como já vai sendo tempo de dar o meu contributo para o blogue aqui estão as imagens que digitalizei e que incluem a correcção, para assim reavivar a cultura geral da rapaziada da época.
Cultura geral que alguém definiu como sendo “o que nos resta depois de termos esquecido tudo aquilo que aprendemos”.
Nessa época, a nossa, não se formavam Engenheiros ao domingo… nem haviam as “novas oportunidades”… da autoria desses mesmos engenheiros, que não servem para mais do que melhorar as estatísticas
Será que esses engenheiros conseguem resolver algum dos problemas ali colocados?
Creio que a malta daquele tempo vai achar piada e mais uma vez reviver o passado.
Humberto Fidalgo
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Comentários:
O mês dos santos populares é também o mês dos santos exames. A quadra é assim propícia ao confronto de provas dos tempos da outra senhora e das provas da senhora dos tempos actuais. Em 1969 já me tinha libertado das Ciências Físico-Naturais. Escapei então ao tal «exame da bicicleta» e escapo agora. Não terei, com certeza, nenhuma «bicicleta» a manchar-me a reputação. Sou incapaz de ler seja o que for no enunciado tão providencialmente preservado para a posteridade. Nem as lentes progressivas nem zoom activado ao máximo me livra do nevoeiro que teima em toldar todo o enunciado escrito...
Artur R.Gonçalves.........15-06-2009
Caro Humberto Fidalgo, nos anos 50's, não se faziam exames aos Domingos, mas... lá se conseguia apanhar o teste do mesmo exame o que iria dar no mesmo. Eu tive um professor de Português "Matos" que nos permitia copiar e até levar o dicionário ou algo mais, pois segundo o seu critério quem fosse "burro" nem sequer sabia copiar. Já agora,os bancos também estão fechados aos domingos e aplicando a canção antiga do marinheiro, loiro estrangeiro que levou todo o dinheiro, para a outra costa do mar.Eu sei fazer o problema da bicicleta, mas como só ando de carro não digo.
Chaves............20-06-2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Mestre David de Sousa
Desta fez o amigo João Franco, que embora não tenha sido aluno da Escola Comercial e Industrial, não deixa de ser um leitor atento do Blog, enviou uma colaboração que gostosamente publicamos.
O João Ramos Franco é também um entusiasta da blogosfera, por isso recomendo uma visita ao seu Blog “ Estar Presente”
A data da Caricatura é 1951, isto faz-me recuar no tempo até aos meus 9 anos de idade e recordar uma pequena tertúlia (onde ás vezes, pela mão do meu Pai, eu estava) no Café Lusitano, que reunia, segundo me lembro, o meu Pai, o mestre David de Sousa (Prof. de Desenho na Escola Comercial e Industrial), Mestre Rainho (Prof. de Português na Escola Comercial e Industrial), o Maestro Carlos Silva (Prof. de Canto Coral na Escola Comercial e Industrial e no ERO), o Padre Manuel (padre da Misericórdia) e o Tenente Ferreira (comandante da GNR), se esqueço de alguém, que me desculpe…O ambiente entre eles era saudável, amena cavaqueira sobre o dia a dia, da qual normalmente resultava, risadas…
A Caricatura nasce, de umas chapinhas de cobre pintadas, antigas, com umas santas pintadas, mas em muito mau estado de conservação, que o meu Pai tinha comprado numa Aldeia e que estavam a fazer de corredor para tirar milho de arcas.
- Mostrou-as ao mestre David de Sousa, que prontamente se ofereceu para as restaurar, gratuitamente… O tempo que demorou o restauro, levou a esta caricatura. Mas vendo hoje como ficaram após restauro, penso que o tempo foi pouco para a qualidade do trabalho…
Colando-vos perante tantas personagens da nossa cidade, contar só este assunto, é pouco, há caricaturas feitas por mim, do que ouvia e que me parecem completar esta história:
- Do tenente Ferreira, quando alguém dizia estar cansado, por ter trabalhado durante muito tempo seguido, ouvia-se logo:
- Ora, eu quando estive S. Tomé e Príncipe, trabalha 25 horas por dia…
- Ó Tenente, como é que fazia isso!?... Perguntava o meu Pai.
- Levantava-me uma hora mais cedo… Resposta do tenente
- O Padre Manuel, (já com os setenta anos) que constava tinha três “afilhados”, comentava um acontecimento passado com padre novo, numa aldeia ali do Concelho, e que se dizia andar metido com uma mulher: Estes padres de agora, com uma batina tão grande e não sabem onde as esconder…
Estaria, de bom grado, a contar-vos as palavras que ouvia e ficaram na memória. Muitas das minhas caricaturas são palavras “ditas pelas pessoas” simples e puras compunham-nas…
João Ramos Franco
Comentário:
O João Ramos Franco está um verdadeiro entusiasta da blogosfera! Colaborador do Blog do ERO, comentador frequente em "oqueeuandei" de João Bonifácio Serra, lançou recentemente o seu próprio espaço e agora aparece aqui a escrever no blogue da Escola!
Uma vida cheia de estórias que, pelos vistos, dão para encher uma mão cheia de blogues.
Um abraço.
JJ............11-02-2009
Acabei agora mesmo de «dar uma volta» pelo blog do ERO e pasmei com a lição que o JJ nos dá sobre um dos nossos ícones dos anos 60, José Cid e os 1111. Caro João, se isso saiu assim mesmo de improviso (o que não duvido), só posso aproveitar este espaço para um enorme aplauso para a tua memória e conhecimentos sobre a matéria. Se é o resultado duma aturada pesquisa, a Audiomanias (passe a publicidade...afinal nem és concorrente do ZV) que se cuide !!!Abraço amigo cá de longe.
J.L.Reboleira Alexandre.........11-02-2009
































