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sábado, 21 de maio de 2011

Prédios do Viola – Fim do capítulo

Tudo o que se publicou sobre os Prédios do Viola despertou algumas recordações e a Lurdes Peça, aproveitando uma visita às Caldas, lá foi reviver um pouco as suas memórias do local onde morou e das pessoas com quem conviveu com destaque, na primeira foto,  para o Sr. Jaime.
Desta visita ficam estas fotos.





Comentários:

oi miúda, tu e a tua energia, e assim os "miudos" dos Prédios do Viola ficam todos contentes de reverem o local onde moraram e brincaram! O António Abilio também está sempre em cima do blogue e já me tinha falado da foto que enviou ao Zé, já te viste? estavas em todas, sua rapazona endiabrada!! as tuas fotos estão giras. eu não fiz parte ds moradores mas até me fazem inveja
...mas não foi por isso que não convivemos e recordar é viver. bj a tds

Odete Maçãs..........................22-05-2011

Como eu vejo os prédios do Viola. Primeiro eu nasci e vivi, até o serviço militar me chamar para terras africanas, (até sou mais africanista que o P. Coelho e o F. Nobre , penso eu,) no bairro da Feira Velha que vinha da velha Praça do Peixe até à linha do comboio e a Rua das Vacarias era a minha rua. Quanto aos prédios do Viola, nos anos quarenta e cinquenta quem vivesse em prédios havia logo a noção que era gente fina e não há duvida que os ditos prédios tinham algo de esplendor para a época. Como o meu falecido pai e o José Constantino (pai dos Eduardo Constantino e irmão, alunos da " B. Pinheiro) tinham uma pequena oficina de serralharia na Rua das Flores que é perto do bairro, logo eu tenho uma boa recordação do mesmo e até uma pequena estória relacionada com uma das unidades. Tinha eu talvez uns 14 ou 15 anos e ter ido á oficina, fazer algo que não recordo, lá estava apenas o Sr Zé Constantino, quando uma jovem moça (empregada domestica) vinha a correr pedir ajuda porque uma torneira de agua estava vertendo e não a conseguia fechar. Eu sem saber ao certo o que fazer,.o Sr Constantino disse-me: Quim vai tu, lá leva esta chave, fecha a torneira de segurança (vi-me àrasca para descobrir onde era a tal torneira) e tira a parte superior da torneira que está vertendo. Assim fiz, corri de volta à oficina para que uma nova borracha fosse instalada, Voltei ao prédio, instalei de volta a parte que tinha tirado, então abri a torneira de segurança e para meu espanto tudo ficou bem feito "já era esperto naquela altura", agora não tanto. Quem sabe se era uma das vossas unidades,

Saudações J. Chaves.............23-05-2011

Sou mais uma a recordar os bons tempos da meninice passados no Bairro do Viola.
Recorrendo à memória materna, que é superior à minha, aqui fica a descrição de alguns moradores do famosíssimo Bairro do Viola:
Na frente do Bairro, onde está o "arco" situava-se a SEOL do lado esquerdo (1º e 2º andar), no r/c morava o Sr. Nogueira, do café e a Junta Autónoma das Estradas, no 3º andar habitava um Sr. Gil, viajante com 2 filhas, Ana Maria e o nome da outra não sei e o filho Gil.
Mais à frente, na mesma direcção, perto do “arco”, no r/c havia uma taberna, no 1º andar morava o Kuartel, ( o terror da pequenada) administrador do prédio e chefe das oficinas da SEOL, pai da Estelita, e um viajante, pai da Anita, no 2º já não sei, no 3º morava o Jaime Ferreira, nosso colega bordaliano.
Depois do “arco”, no r/c direito morei eu, e o Sr. Vieira, avô da Anita, casada com o Engº Rolim.
Do lado esquerdo morava o Sr. Jaime, alfaiate, pai da Teresa e do Toneca, e uma Srª algarvia de Silves de nome D. Glória, que me dava fatias de pão caseiro com manteiga polvilhadas com açúcar quando vinha da escola e ia ter com a Teresa à casa dela, esperando pelo regresso de minha mãe.
Foi na casa do Sr. Jaime que eu aprendi a picar golas e bandas dos casacos e também os meus dedos.
No 1º andar mora ainda a Conceição, trabalhadora da SECLA, mãe da Jelica (Angelina), ao lado um trabalhador das oficinas da SEOL de apelido Formiga.
No 2º andar morava a Rosa, do António Duarte, trabalhadores da Secla, pais da Dolores e do Luís e o Sr. Eduardo Barbeiro (barbearia junto à mercearia Pena) que ainda lá vive e é pai da Maria do Rosário.
No 3º andar a Maria Bispo e marido (Júlio sapateiro) pais da Quina (Mª do Rosário) e José Frutuoso Bispo, empregado do Turita.
Ao lado morava a Celeste esposa do bate chapa , tia do Tonito, que quando o chamava da janela que dava para o saguão era assim: “Toniiiiiiiiiito”
Também morou uma senhora de nome Aurora que vivia com um viajante chamado Ruah (será família afastada da nossa artista Daniela Ruah?)
Quando estive de passagem pelas Caldas da Rainha, deu-me a curiosidade de ir ver e visitar o Bairro.

Estive com o Sr. Jaime e quando lhe perguntei se sabia quem eu era, respondeu: “É a menina dos Censos?” O jogo das cartas foi interrompido, um dos parceiros era o Eduardo barbeiro.
Identifiquei-me e a partir daquele momento foi um desenrolar de memórias incríveis!
E, graças à Jelica (do 1º andar) cá vai a letra famosa das marchas do nosso Bairro do Viola:


Bairro do Viola
Bairro do Viola
Alegre e sempre a cantar
São as maravilhas das festas
De Santo António
Para toda a gente apreciar.

Bairro do Viola
Bairro do Viola
Vamos começar o nosso bailinho
Em frente de toda a gente
E viva o nosso presidente!

1ª foto: O Sr. Jaime, alfaiate e ensaiador de marchas populares infantis!
2ª foto: "Saguão" onde brincávamos, ensaiávamos as marchas e se um tinha uma bicicleta ela era de todos!
Hoje cheio de flores, pareceu-me pequeno, mas na meninice era enorme!
3ª foto: Entrada para quem morava nas caves
4ª foto: Entrada principal
5ª foto: Arco onde nós brincávamos

Pois é Odete, era uma autêntica Maria Rapaz, ainda hoje tenho cicatrizes nos joelhos.

Vamos lá a ver se com este relato, desperto alguém do silêncio e que entre em contacto com o blogue, não é verdade Sr. Fernando?
Beijinhos a todos

Lurdes Peça...................25-05-2011

Ainda ontem à noite espreitei aquele portão que não fazendo parte das minhas recordações,não me deixou no entanto indiferente tantos os ex-colegas que por lá andaram. Se os comércios não abrissem tão tarde depois do almoço (é que lá pelo país que é o do Chaves, do A. Abilio, da Myrton, com quem atravessei o oceano no dia 14 à noite, o meu, e doutros colegas, isso de almoçar e fechar a loja, é muito complicado), a Electro Lider (passe a publicidade, mas o ZV merece...)teria feito parte do meu circuito turistico. O computador tem estado por norma fechado, mas hoje não resisti a dar aqui uma espreitadela. Dia 30 volto para as minhas latitudes.

Abraço
J.L. Reboleira Alexandre .......................27-05-2011

Quanto a mim o teu relato foi excelente Lurdes.
No entanto o prédio tem três frentes qual delas a principal?
Acho porém que nós por haver sempre mais rapaziada no lado do arco onde tambem havia mais espaço vazio para se brincar e para que as Mães nos pudessem vigiár ou chamar com mais facilidade.
Todas as familias que relataste eu recordo-me bem, mas gostava de adicionar algumas quais eu me lembro e que moravam nas caves um deles era eu, que até uma duas das fotos mostram o local e outra as janelas era 1A ao nosso lado a familia do Sr. Hilario e D. Zulmira que tinha uma filha qual não me recordo do nome, havia também uma familia Cigana que ás vezes cantavam no café do tio Nogueira as cantigas deles, que para nós eram Espanholadas, morava por debaixo da D. Gloria Mãe do Zé João. No outro lado também nas caves habitavam os meus tios Hortense e Fernando,filhos Fanoca e Lena Tiago a seguir os meus primos Otávia e Zé Escusa com os filhos João e Ana Maria Escusa, por cima a D. Sofia Costureira, havia também o Rui que o Pai vendia relogios numa caixinha atráz da sua Zundap, os Parreiras entre outros que a memória já não atinge, depois de eu sair o nosso colega Faustino Rosário que teve presente no encontro deste ano.

Virando-nos para o lado da Rua Fonte Pinheiro, morou lá o campeão de salto á vara pelo Benfica o qual não me recordo do nome mas era conhecido por o "Leca" se a memória não me atraiçoa, depois as familias Arroz, Valente, Barbosa, Limão, Amaro, Abegão, a loja e familia da D. Rosa e Sr.Pires, Havia um casal de Ingleses que o Sr. era Pastor de uma igreja Protestante.
Penso que deve estar muito perto de completo, talvez um dos colegas que lá moraram mais tempo queira completar o que falta assim como o Abegão ou a M. dos Anjos ou a Fernanda,ou a Fátima, para então findar o ultimo capitulo.

Obrigado Lurdes por o teu interesse e desponibilidade de teres ido ao local e nos dares fotos e avivar a memória da nossa meninice.

Um forte Abraço a todos cá de longe.

Antonio Abilio .................29-05-2011

Recorrendo, tal como a Lurdes, à já fraca memória materna, além de todos os outros nomes que muitos colegas referiram, permitam-me que acrescente a família Marques.
Para quem não a identifica, basta dizer-vos que dela fazia parte a nossa querida Aldinha, que,
infelizmente, já nos deixou o ano passado.
E não me recordo de mais ninguém!

Beijinhos a todos!

Fátima Valente...............29-05-2011

A Fátima tem razão embora eu tenha acompanhado pouco tempo a Alda e sua familia no bairro, mas é verdade eles viveram lá antes de se mudarem para o prédio de esquina para o Montepio e para os Correios e tinha um estabelicimento de vender malhas chamava-se Querido.
Acompanhei muito a falecida Alda e as suas colega quando tinha que acompanhar a minha tia Antonieta as quais eram muito amigas já do tempo do Bairro do Viola.
Obrigado Fátima continua a dar-nos mais dicas.

Um abraço para todos

Antonio Abilio ............30-05-2011


Ora viva! Abílio se eu contasse tudo e indicasse todos os nomes das pessoas que moraram no Viola, tu não tinhas assunto, já reparaste? Claro que me lembro das pessoas que mencionaste (ia-me esquecer dos meus amigos das caves? Nem pensar!) mas assim tem mais interesse em seres tu ou outra pessoa a relatar os nomes! Claro que tinha o resto da nota escrita, caso passasse despercebido...
Um dia, ainda existia a praça do peixe, perto do Teatro Pinheiro Chagas, encontrei a ciganita, (agora mulher) não me recordo o nome, a vender como a família dela, peúgas, lenços, cuecas, etc. Abraçamo-nos e foi muito bonito recordar!
Um beijinho a todos.

Lurdes Peça...............31-05-2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

…E voltamos aos Prédios do Viola


O encontro da “Malta” já ficou para traz, e voltamos de novo às pequenas “estórias” do Blog.
Ainda sobre os “Prédios do Viola” recebemos do António Abilio a seguinte Foto com este pequeno texto

Aqui envio uma graça que encontrei no velho álbum, já que alguém dizia quem é que não morou nos Prédios do Viola?
Pois bem aqui estão alguns rapazes e raparigas que lá moraram e grande parte foram nossos colegas de escola na R.B.P.
Vou tentar dar os nomes que me lembro, espero ajuda para identificar os restantes.
De pé, da esquerda para a direita; Fanoca, a menina era filha de Sr. Barbeiro não me recordo do nome, Pinto, Jalica e Antonio Leitão, outra menina que não me recordo, José Luis Parreira, Lurdes Peça, Augusto Lixa de Lisboa e Chico Frazão que era o guarda-redes.
Em baixo; Gloria irmã da Jalica, Eu o Vasco que não morou lá mas fez parte do grupo, depois só consigo identificar mais o Victor Pessa.
Esta foto foi tirada lá para entre 1958 a 60 e devia ter sido um jogo com o Bairro da Ponte ou rua 31 de Janeiro.
Mais alguns amigos e ex residentes do Bairro do Viola.
Um abraço para todos.

Antonio Abilio

Comentários:

Então?!
Que se passa? Não aparece mais ninguém para contar uma daquelas histórias dos vossos tempos passados nos Prédios do Viola? Já passaram dois dias! O António Abílio está à espera! Tanta "malta" que ali morou e ninguém diz nada...!?
A Fernanda Amaro perguntava há dias onde estava a malta do tempo dela.
O que direi eu da malta do meu tempo!
Dos prédios do Viola apenas me recordo que em 1948 ainda não estavam terminados mas já por lá haviam alguns moradores.
Ouvia dizer que eram os primeiros Prédios que se estavam a construir com blocos de cimento porque ficava mais barato que o tradicional tijolo. Creio até, ser a primeira vez que se fazia tal género de construção em Portugal mas não sei se era verdade.
Nessa altura eu tinha iniciado a minha actividade profissional na Central Eléctrica, e lembro-me de ter ido muitas vezes a esses Prédios ajudar o Tavares electricista da Câmara na montagem dos contadores de electricidade.
Além disso, também durante algum tempo andei num vai e vem pela Rua da Fonte do Pinheiro tentando conquistar uma "garota" que nunca me passou "cartão".
De momento é o que me ocorre sobre os Prédios do Viola, mas, se me avivarem a memória talvez haja mais alguma coisa para contar.
Na foto que o António Abílio enviou, contei 15 jovens. A Lurdes Peça, que o António Abílio diz lá estar, já em tempos deu a sua contribuição. Então onde param os outros?
Não necessitamos copiar ou imitar, mas vejam o que se passa aqui: http://oscosteletas.blogspot.com/

Olhão, 20-05-2011
Fernando Santos.

Olá amigos!
Tenho andado afastada por razões familiares, mas agora que tudo voltou ao normal cá vai o meu contributo para encher este espaço!
Já tinha esta foto que o Abílio me tinha enviado e gostei de a rever, lembro-me dos tempos que jogávamos todos à bola no terreno em frente do Bairro.
Eu entrava sempre, pois quando a bola saltava para a serração e carpintaria “Oliveiras”, era um problema, se fosse um rapaz buscar a bola, os empregados não a davam e se fosse eu, o regresso da bola era garantido!
A menina que está ao pé do Fanoca, é a Maria do Rosário, filha do Eduardo barbeiro que tive o prazer de falar com ele quando tirei a foto com o Sr. Jaime, na Associação de Diabéticos numa alegre jogatana de cartas.
A Jelica (Maria Angelina) estive com ela no mês de Março, quando estive nas Caldas, a mãe dela (D. Conceição, ainda residente lá) fez-nos essa surpresa, foi uma alegria, o reencontro! Trocámos endereços e telefones, foi muito bom revê-la!
A menina que está a seguir ao Leitão, não é a Lena? Irmã do Fanoca? Diz lá Abílio o teu veredicto…
O Bairro naquela altura era residência de trabalhadores que vinham de outras terras, e também de caldenses.
Beijinhos a todos

Lurdes Peça...........25-05-2011

Reconheço que o tema foi dado como encerrado, mas como tive fora por uns dias e agora que estou de volta não queria de perder a deixa de agradecer aos participantes os seus comentários assim como também responder á Lurdes que não tenho a certeza se a menia ao lado do Leitão será a Lena Fanoca? Estava também á espera que alguém nos ajudasse a resolver a situação.

Assim como o nosso amigo Fernando Santos faz a pergunta e bem eu também a faço, onde está a malta desse tempo?
Será vergonha ou simplesmente não se recordam desses tempos menos complicados.

Um abraço amigo para todos

Antonio Abilio ...............27-06-2011


Olá Abílio, eu morei na Rua Fonte do Pinheiro antes de mudar para o Borlão, tenho muitos conhecimentos e familiares residentes no Bairro dos Viola. Sou prima da Jélica, Glória e Lena. O meu tio Carlos irmão da minha mãe que trabalhou na Secla com o primo Arnaldo pai da Jélica, residíu também no Bairro durante muitos anos.
Os meus pais eram muito amigos do Snr. António Paulo,(Bombeiro) Menina Noémia, esposa e filhos, Teresa e Eduardo Jorge. Lembro-m também do Chico (Puxa a Calça) também residente do Bairro que trabalhou com o meu pai na SEOL e no Cine Teatro Pinheiro Chagas.
Mais uma vez parabéns ao Zé e obrigado.
Adeus por agora.


Isabel Alves................07-06-2011

Olá Isabel estamos tão perto mas mesmo assim tão longe, pois já vai á uns anos que não vejo o teu Pai Rafael ou a ti ou tua Mãe, mas isto é a vida do Emigrante num vasto Pais como o Canadá, podemos estar perto mas nunca nos vimos.
Falaste que moravas na Fonte Pinheiro pois eu lembro-me muito bem era numa casa na esquina oposta da loja do Zé da Mer... assim se chamava, ao lado do portão que dava para outras morarias que ficavam no quintal um pouco acima da oficina dos Oliveiras.
Falaste também no Chico Puxa a Calça, bom Homen: Era também um doido por futebol, era dirigente do Futebol Club das Caldas, ele andava sempre a recrutar e mobilizar os rapazes para irem para lá jogar, foi onde eu jogei uma epoca naquele tempo se chamava Principiantes nos quais faziam parte o Leitão, Lucio, Mentira,Vala, Simões, Moura entre outros colegas da nossa Escola.
Obrigado Isabel por apareceres por aqui de vez em quando
Dá cumprimentos aos teus Pais.
Até um dia.

Antonio Abilio.............08-06-2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Os Prédios do Viola

O António Abílio deu o mote sobre os Prédios do Viola, e os comentários têm sido vários, aliás parece que o difícil é encontrar alguém que não tenha morado lá.

Pois bem para ilustrar os comentários da Fátima Valente e do Carlos Abegão, aqui fica duas fotos do Prédio em questão que para quem não sabe faz gaveto com a Rua Mestre Francisco Elias e Rua Dr. Carlos Manuel Saudade e Silva e foi inaugurado em 1948.

Acompanho regularmente o nosso blog e deparei há dias com um diálogo entre a Maria dos Anjos e o António Abílio.
E, de repente, surge o meu nome e o do meu irmão, Zé Valente, como residentes nos Prédios do Viola, o que corresponde à verdade.
Lá nasci num 1º andar e lá vivi até aos meus 10 anos!
Que saudades tenho daqueles edifícios cor-de-rosa, que, apesar de muito deteriorados, (afinal, têm mais de 60 anos), nos recordam as nossas brincadeiras ao fim da tarde, tranquilas e despreocupadas, em plena Rua Fonte do Pinheiro, até soar a voz materna chamando para o jantar.
Além dos nomes mencionados, permitam-me acrescentar também os irmãos Barbosa - Alberto e Jorge, vulgarmente conhecidos por Manecas e Jójó e cujos pais foram quase também meus pais, uma vez que, vizinhos "Esquerdo/Direito", foram das primeiras pessoas a conhecerem-me quando nasci. A nossa ligação afectiva foi tão intensa que vivi lado a lado com eles praticamente até casar, embora noutro ponto da cidade.
Quanto ao António Abílio, lembro-me bem dele, a sua mãe era uma excelente modista.
E, ao longo da minha vida, privei sempre de perto com a Tia Palmira (que já lá vai) e com a sua filha, Eduarda, que vive no Seixal, recordas-te?
E, a propósito da Maria dos Anjos, e corroborando com comentários anteriores, devo confessar-vos que, sendo eu extremamente ciumenta, tenho que aceitar e concordar com aquilo que o meu marido afirma - que, daquela idade,
ela é a rapariga mais bonita das Caldas!
O que uma pessoa tem que ouvir...
Mas ele tem muita razão, aliás, não só ela, mas também a mana Fernandinha, são ainda muito mais bonitas interiormente!
O texto vai longo mas não resisti a evocar com muita saudade e emoção os nossos queridos "Prédios do Viola", onde vivi uma meninice bem feliz!
Beijos para todos e até Maio!

Fátima Valente

Olá Abílio.
Não é a Mª dos Anjos a responder, mas o JC Abegão. Gostei imenso da tua perfeita e completa descrição de toda a malta do nosso tempo do Bairro do Viola. Todos aqueles de quem falaste, ainda andam por cá. O teu primo "Fanoca", visitou-nos no final dos anos 90, talvez 1997 ou 98. Na altura, o seu pai (teu tio) ainda estava vivo e morava na casa que era do Chico, como penso que deves saber. Depois da morte do seu pai, a sua mãe deixou de novo as Caldas e parece-me que foi viver com ele para os USA. Tive um ou dois breves, muito breves encontros com ele, pois o "Fanoca" da nossa juventude, não era o mesmo que eu vim a encontrar 30 anos depois. A mãe dele (tua tia), foi sempre de uma simpatia extrema, assim como o seu pai, desde que regressaram dos USA, no entanto o teu primo revelou-se uma pessoa que eu não conhecia. Encontrei-o primeiramente no Algarve, em vez de ser nas Caldas e depois de tantos anos de afastamento, limitou-se a dizer: "Olá, como estás, eu estou bem lá pelos “States”, tenho ali a minha filha e ali os meus pais, nós ainda nos vamos ver por aí". Pois foi mais ou menos isto, que foi o nosso encontro. Com isto quero dizer, que quando vieres cá, conto que o nosso seja um pouco mais animado. Para finalizar, uma brincadeira, a Odete, ainda mora cá.
Um abraço

J. Carlos Abegão
Comentários:

Ora cá está o nosso blog a funcionar na perfeição:
A reencontrar velhas amizades e da mesma forma a fazer reviver boas memórias dos nossos tempos de miúdos. Primeiro quero agradecer as simpáticas palavras e saudar a Fátima se me permite para mim era (Fátinha) com todo o respeito.•
Eu estou muito feliz por várias razões, uma é saber que pessoas como a Fátima que já não convivem comigo há quarenta anos, ainda se recordam de mim, outra é conseguir reviver em conjunto com eles a nossa juventude, como a Fátima dizia deixa tantas saudades e tudo era mais simples.
É verdade os Barbosas embora mais velhos do que eu,foram alguém com uma certa relevância no Bairro, éramos todos amigos. A Maria dos Anjos era bonita e muito simpática, mas deixa que te diga tu Fátima, sempre foste também simpática mesmo depois de saíres do Bairro, tu e o teu irmão Zé falavam e cumprimentavam o pessoal que lá ficou e os que de lá saíram como eu, isso não se esquece é um sinal de humildade e forte personalidade.
Eu já tinha tido vontade de me meter contigo noutro comentário, mas pensava que não te lembravas de mim e para não fazer má figura abstive-me, agora só me resta agradecer de teres dado continuidade ao comentário, continua a escrever pois gosto de saber de vós e de ler as vossas estórias (historias) e comentários.

Um beijinho para ti e dá cumprimentos ao teu irmão.

Quanto a ti, Abegão, tive também muito gosto nas tuas palavras sobre as nossas recordações e brincadeiras.
Tenho pena que tivesses uma experiencia menos boa com o meu primo, mas sei à partida que eu te irei procurar quando ai for na próxima vez, pois gosto de cultivar amizades, acho que os amigos assim como a família são coisas fundamentais na felicidade e na vida de uma pessoa.
Abegão quanto á tua brincadeira só te digo estás sempre na mesma brincalhão!

Até breve um forte abraço para ti e outro para todos os colegas.

Antonio Abilio .........17-03-2011
Foi com imensa alegria que vi as imagens dos prédios do Viola, e li os comentários.
É verdade que moram ali para sempre muitas das nossas recordações de meninos.
Uma das histórias que publiquei sobre as minhas memórias "O meu primeiro filme" descreve precisamente o medo que eu tive ao passar pelo arco dos prédios do Viola para entrar em casa.
No prédio morava também o sr. Jaime que era alfaiate.
Um dia ele lembrou-se de organizar num terreno em frente ao prédio, umas verbenas por ocasião dos Santos Populares.
Simultaneamente, formou também um rancho folcórico infantil, cujos elementos eram os miúdos que moravam no prédio, ou que residiam próximo do mesmo.
Penso que isto aconteceu em 1958 ou talvez 1959, e eu fiz parte desse rancho.
Esta fotografia é uma recordação de uma das nossas actuações em frente aos prédios do Viola.
Eu sou o último com o arco a esconder uma parte do rosto.
O meu par é a Emilia
Na minha frente está ö "Xico Frazão"
Não me lembro do nome do par dele.
Na frente do "Xico" é o Fanoca, segundo uma identificação feita pelo António Abilio, a quem enviei também esta foto.
Foi uma ideia genial o Zé Ventura ter criado este Blog que nos permite reviver e recordar momentos tão agradáveis da nossa juventude.
Abraços

Faustino Rosário............19-03-2011


Antes que o próprio veja a foto e dizer que eu estou errado, gostava de pedir desculpa ao Faustino se lhe fiz pensar que na foto estava o Fanoca, porque ele não é, mas sim parece-me ser o Tonito que vivia no terceiro andar em casa da tia Celeste se me lembro bem o marido era bate-chapa, por sinal ao lado do par do Chico que é a Maria irmã do Zé do Turita, pois não me recordo dos últimos nomes.
Espero ter feito bem a correcção com as pessoas certas, se não espero que algum dos nossos colegas os identifique correctamente.
Um abraço a todos do

Antonio Abílio.......20-03-2011


Curiosamente tenho uma história engraçada passada no bairro Viola.

Nunca lá vivi, mas na véspera de um exame de Francês fui para lá estudar com os meus colegas de turma das Secções , Vitor Rego, Carlos Marques e José Lopes.

A senhora da casa tinha já uma certa idade, e tratava-nos como se fossemos os seus netos preferidos.

Bem durante a tarde lá fomos estudando e estávamos preparados para fazer uma directa pois as dificuldades eram mais que muitas.

Eu era o pior da turma a Francês, e a ansiedade apertava um bocado, pois enquanto os meus colegas posicionavam-se para os 14 ou mais eu sinceramente pensava que tanto poderia ser 8 ou 12.

Já lá para o final da tarde começou a haver algum barulho e para nossa surpresa, estavam a preparar um bailarico lá na rua.

Musica e umas carinhas todas bonitas a olhar para a nossa janela foi uma tragédia para o nosso Francês !!.

E lá fizemos um intervalo que seria curto conforme o previamente combinado e lá fomos nós escada a baixo.

Bem o pequeno intervalo acabou numa noitada que durou até de madrugada.

Ainda hoje recordamos com gargalhadas os comentários que íamos fazendo a caminho do exame,danados, sem pregar olho, e nem ter estudado o que devíamos.
Não íamos nada contentes com o nosso comportamento.

Só me lembro de uma frase entre outras, dita por um de nós, "Somos uns desgraçados", em vez de estar a estudar toda a noite ainda acabamos por nos espalhar.
Mas não foi assim, todos nós passamos e até com notas razoáveis e eu continuei a ser o pior de todos, mas lá passei com um 11 que para mim não foi nada mau.

Perdemos alguns pontos no Francês mas tivemos uma bailação toda catita.
Tempos difíceis !!

Ramiro Ruas ............21-03-2011

Pelo andar da carruagem vejo que ainda faltam entrar muitos passageiros, e os Prédios do Viola têm dado motivo à entrada de novos "Estoriadores". Vêem como o Blog se vai animando? Da minha parte apenas me recordo que em 1948 quando fui viver para Caldas, os prédios ainda não estavam concluídos, e também me lembro de ouvir dizer ter sido o Viola quem introduziu o novo sistema de construção utilizando blocos de cimento em vez dos habituais tijolos.
Há uns anos atrás, numa das minhas idas a Caldas deu-me para ir ver se os prédios do Viola ainda existiam. Andei por ali à volta perdido naquele emaranhado de novas construções, e depois de encontrar a Rua da Fonte Pinheiro foi-me fácil a sua localização.
Nessa altura reparei que o ano de 1948 não era comum em todas as frentes do Empreendimento.

Fernando Santos........21-03-2011

Olá Abílio
Peço desculpa, mas só hoje tive possibilidade de responder, mas devo dizer que com ajuda da tua “Explendida memória” foi fácil recordar muitas pessoas que fizeram parte da minha meninice.

Um caso curioso que faço questão em salientar, é que me recordo perfeitamente do café do Sr Nogueira, que na altura foi um dos primeiros a ter televisão, e permitia aos miúdos do Bairro (caso nos portássemos bem) ir ver televisão para o seu café em troca de um gelado feito com água e groselha na couvete do congelador do frigorifico, que custava 5 Tostões, e dizia o Sr Nogueira que era para ajudar a pagar a taxa da televisão.

Ainda bem que existem momentos guardados num cantinho especial das nossa memórias, que os “ANOS” não conseguem apagar .

Um Xi coração para todos que viveram nos prédios do Viola.
Um grande abraço para ti.

M. dos Anjos ..........25-03-2011

António Abilio tens toda a razão o par da frente é realmente o Tonito,
hoje António Barreto, que vivia com os meus tios Celeste e Artur Nobre.

Carlos Nobre........27-03-2011

Olá!
Eu nasci nos prédios do Viola, em Junho de 1964...
bem hajam!

Di..........02-04-2011

Não morei nos prédios do viola, ms também faço parte de um grupo de miúdos agora já um pouco (cotas) e saudosistas que anualmente se encontram para extravasar as saudades!
O Abegão foi muito incisivo na observação ao António Abilio !...
Claro que sou a Odete e recordo-me bem dele ,mas a vida levou-nos por outros caminhos e só desejo que sejas muito feliz junto da tua familia, eu tambem tenho dois filhos e duas netinhas que me dão muita felicidade! de qualquer modo fico contente por saber que nos lembras ao fim de tanto tempo e distancia!

Odete Macãs.........03-04-2011

Olá Carlos Nobre obrigado pelo tua clarificão do nome correcto do Tonito e dos teus tios os quais me lembro perfeitamente, assim como o (Tonito)também tinha um irmão que vivia com o Pai, o Sr. Barreto relejoeiro que tinha uma oficina ao lado da papelaria Aurea no Burlão. Penso que o nome do irmão é Victor Barreto se não for faz o favor de me corrigir.

Não posso deixar de saudar a minha amiga Odete Maçãs e lhe agradecer as palavras que me enviou.
Sim a vida levou-nos por diferentes caminhos,mas agora depois de tantos anos e de já sermos então "cotas" conseguimos travar contacto coisa que nenhum de nós já mais esperava, mas as novas technologias teem destas coisas e o nosso Blog de certo tem ajudado muito a muitos colegas a saber algo de quem já não se sabia nada.
Olha foi bom saber de ti e continua a participar por aqui é sempre bom saber dos nossos amigo e ex colegas do tempo de Escola.
Felicidades para ti e todos os teus.
Um abraço do amigo.


Antonio Abilio..........06-04-2011
E eu, não podia, obviamente, deixar de me juntar a todos vós, para fazer uma referência aos vários anos que diariamente caminhava para a SEOL, meu primeiro emprego, e cujos serviços administrativos funcionavam exactamente no primeiro andar desse prédio. Lembro-me muito bem de muitas pessoas que lá moravam nessa data, inclusivé alguns colegas como o Sr. Kuartel e o Senhor Pessa. Do café do Sr. Nogueira lembro-me das saborosas bifanas e cachorros que eu e muitos colegas mandavamos vir a meio da tarde, através do nosso contínuo Fernando Margarido. Foi muito bom ter visto esta fotografia e saber que o prédio ainda existe, pois há muitos, muitos anos, que não passo lá, apesar de ir frequentemente às Caldas. Cheguei até a pensar que já tinha sido demolido para novas construções. Felizmente ainda está vivo e fico feliz por isso.

Gracinda Vidigal..........19-11-2011