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domingo, 14 de março de 2021

Teatro na escola

Estas fotografias do Jorge Sobral, lembram-nos as actividades circum-escolares, era este o nome que davam às actividades paralelas ao ensino da matéria.
Neste caso o Teatro ganhou alguma dimensão devido a algumas iniciativas do Dr. Bento Monteiro, em colaboração com o Dr. Mário Tavares.
Uma das peças levadas à cena com maior impacto foi a ANTÍGONA de Jean Anouilh.
Quando estas fotografias foram publicadas no Blog em 2008, o Artur R. Gonçalves, comentou assim:
“Sobre estas experiências teatrais, lembro-me com alguma precisão das palavras premonitórias que dedicou à tragédia em apreço: «Um dia ainda dirão ter assistido à representação da ANTÍGONA de Jean Anouilh». Na altura, o autor e a obra faziam parte daquele punhado enorme de casos pouco queridos do Estado Novo. Estreada na cidade de Paris em 1944, durante a ocupação alemã, o antagonismo trágico protagonizado por Antígona e Creonte representava a resistência francesa contra as leis despóticas do Marechal Pétain. As semelhanças com a realidade portuguesa da época não podiam ser mais claras. Passados 40 anos, aqui estamos nós a comentar o drama e dramaturgo. O dr. Bento Monteiro tinha razão nesse distante ano de 1968.”






 

domingo, 17 de novembro de 2019

Uma assistência muito atenta

Não sei exactamente o que se estava a passar no palco mas devia de ser interessante porque além da sala (Ginásio) estar esgotado, a assistência estava atenta.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Auto de Mofina Mendes

Estas fotografias do Avelino, recordam o Auto de Mofina Mendes, que os Antigos Alunos levaram à cena em 1961.

domingo, 11 de junho de 2017

O Auto das Barcas

Hoje publicamos doze fotos todas do mesmo acontecimento e que nos foram enviadas, na sua maioria pelo Ramiro Ruas, e ainda algumas da Ermelinda Lopes e São Lopes.
Trata-se de uma peça de teatro inesquecível feita a partir do “Auto das Barcas” de Gil Vicente, onde vários alunos vestiam a pele de professores e parodiavam o seu desempenho, acabando regra geral na barca do inferno. O texto da peça, segundo julgo saber era da autoria de Carlos Tomás.
Esta peça foi integrada na festa de finalistas e subiu à cena em 26-03-1966











domingo, 11 de dezembro de 2016

1958 – Festa de Natal

Estas fotografias, segundo julgo saber, referem-se à festa de Natal da Escola do ano de 1958. Provavelmente alguns dos intervenientes vão dar uma ajuda para validar esta informação.




domingo, 22 de fevereiro de 2015

Antígona



As actividades circum-escolares, era assim que se denominavam as actividades paralelas às aulas, neste caso representadas por iniciativas de índole cultural.
Estas fotografias representam a iniciativa que o Dr. Bento Monteiro, professor de História, naquele ano de 1968, entendeu levar por diante, com a colaboração do então mais jovem Dr. Mário Tavares, também ele professor da mesma disciplina.
A tarefa não era fácil, uma vez que a maioria esmagadora dos alunos nunca tinham participado em peças de teatro.
Por outro lado, este desejo de representar um clássico da tragédia Grega, tinha como intenção realizar um trabalho mais elaborado, fugindo assim ao que até ali se tinha feito, que eram pequenas recitas, normalmente parodiando os professores.
A empreitada não era fácil, mas o desejo de que tal se fizesse era enorme, nomeadamente por parte da docência.
Este projecto, como as fotografias documentam, tinham a participação dos alunos dos cursos do comércio e indústria.
A directoria da escola colocava grande entusiasmo nestas realizações.
Recordo-me de que era necessário transportar cerca de quinhentas cadeiras das salas de aula para o ginásio. Tarefa que os trabalhadores auxiliares nem sempre o faziam com grande entusiasmo.
Por outro lado o Professor Bastos, torcia sempre o nariz, uma vez que o verniz do pavilhão “estalava” com facilidade.
Mas esta peça foi representada com grande dedicação, tendo-se recebido do público presente, que eram algumas centenas, o devido prémio de reconhecimento, não só pela dedicação mas também por alguma qualidade cénica dos actores.
Este pontapé de saída, levou a que nos anos seguintes se mantivesse o espírito, sendo-se cada vez mais exigente, na escolha do reportório, e na elaboração das representações.
Ao olhar para o grupo participante, lembro as amizades que ficaram, os namoros que se fizeram e desfizeram e os que deram em casamento.
Fica a pena de não saber por andam alguns e a tristeza profunda de ter conhecimento que nem todos já estão entre nós.

Jorge Sobral
Em 21 de Dezembro de 2007, já tínhamos publicado uma fotografia da representação da “Antígona” levada à cena em 14-06-1968. Hoje completamos a informação com mais estas fotos e texto que o Jorge Sobral nos enviou e lembramos os nomes dos intervenientes:
Da esquerda para a direita, Limpinho, Luzio, Jorge Sobral, Chico Cera, Dória, Amilcar, escondido atrás das duas meninas, a Cláudia e os três da direita: Cabé, Orlando Matias e Saturnino.

Comentário:
Actor trágico e de contos natalícios, forcado de garraiada, executante de bandolim e estudante de comércio. Este o palmarés invejável do jovem Jorge Sobral, agora também arquivista, jornalista e comentarista de serviço. Cá fico à espera que volte a abrir o baú de glórias da escola e nos brinde com mais uma reportagem fotográfica das actividades académicas dos anos 60. Estou-me a lembrar, por exemplo, de um concerto da Academia de Amadores de Música, onde já então sobressaía a viola de arco da Ana Bela Chaves.
Artur R. Gonçalves.........15-02-2008

domingo, 14 de dezembro de 2014

Um conto de Natal


No Natal de 1968, no palco do ginásio da Escola, subiu à cena “Um conto de Natal” da autoria da Dra. Deolinda Ribeiro.
Esta fotografia do Jorge Sobral, dá-nos conta de uma passagem da peça, onde se pode observar o mesmo dialogando provavelmente com os Reis Magos, que devido à excelência da caracterização, tornou difícil a sua identificação, embora o do meio me pareça o Jaime Ferreira.



domingo, 4 de novembro de 2012

O Auto de Mofina Mendes

Numa iniciativa conjunta da Escola e do Externato Ramalho Ortigão, em Maio de 1961 subiu à cena o Auto de Mofina Mendes.
Esta fotografia da Lucilia Borges lembra esta festa que teve também a participação do Orfeão do Liceu Camões.


domingo, 27 de junho de 2010

Acabou a Guerra

O titulo deste post pode parecer despropositado, mas na verdade tem muito a ver com a fotografia que se publica. Esta preciosidade que o Carlos Sousa foi descobrir nas suas memórias recorda o fim da Segunda Guerra Mundial. A fotografia foi tirada a 8 de Maio de 1945, precisamente o dia em que a Alemanha se rende incondicionalmente, acto que marcou o final desta tragédia que varreu a Europa. O pormenor das bandeiras que as alunas empunham é significativo. Um mês depois, os alunos organizaram o seu tradicional espectáculo de fim de aulas. Como se pode constatar pelo cartaz os artistas eram do melhor.
Comentário: Como ao tempo eu ainda tinha apenas 2 aninhos... Fica-me a saudade do Pinheiro Chagas...!!! Maximino.......27-06-10

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Poesia, Teatro e Ballet

Da arca de recordações do Xico Cera, chega-nos estas preciosidades das actividades circum- escolares de 1969/70, mais precisamente da festa de 18 de Dezembro de 1969. Para recordar fica aqui o programa completo com a indicação dos/as respectivos/as artistas.

domingo, 30 de novembro de 2008

Núcleo de Teatro

Actividades Circum Escolares Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha

Este prospecto, anuncia a iniciativa do Núcleo de Teatro da Escola, dirigido pelo Professor J.M.Bento Monteiro, coadjuvado pelo então jovem professor Mário Tavares.

O mais importante deste tipo de acontecimentos, era o envolvimento dos alunos, fossem do Comercio ou da indústria.
Por outro lado as representações, traziam à Escola os pais , os familiares e muita gente que gostava de teatro e que via nestes acontecimentos culturais qualidade e entrega.
Os anos de 1967, 68, 69,70 foram sem duvida anos extraordinarios de iniciativas promovidas pelos alunos da Escola.
Tenho que vos confessar que este periodo que antecedeu o 25 de Abril, foi vivido com uma intensidade estonteante fazendo desse periodo o meu tempo de eleição.
Aos muitos colegas que neste nucleo de teatro participaram o meu abraço fraterno e o desejo de que um dia nos possamos encontrar todos, para matar saudades e rever-nos.

Jorge Sobral

Comentários:
É espantoso como algumas pessoas têm a capacidade de preservar memórias do esquecimento e de as transformar em documentos históricos de valor inestimável. O JS é um desses privilegiados. O programa do «Serão de Convívio» guardado tantos anos é elucidativo da dinâmica do Núcleo de Teatro da Escola, dirigido pelo Prof. Bento Monteiro. Só é pena que seja omisso na indicação do ano a que se refere esse 13 de Março. A minha intuição analítica leva-me a apontar o início da década de 70, já que o lançamento nacional do Manuel Freire no panorama musical português só se deu com a sua interpretação da «Pedra Filosofal» no Zip-Zip, programa que RTP transmitiu entre Maio e Dezembro de 1969. Na altura em que terá estado na Escola, já eu tinha saído das CdR, pelo que terei perdido um óptimo espectáculo. Felizmente que no dia 29 de Março de 1974 não deixei fugir a oportunidade de o ver ao vivo no Coliseu de Lisboa. Eu e mais uns bons milhares de companheiros no «1.º Encontro de Música Portuguesa», organizado pela Casa da Imprensa. O 16 de Março tinha sido há pouco, o 25 de Abril estava já a caminho.
Artur R. Gonçalves.......01-12-2008
Este meu comentário tem o propósito de esclarecer a data do cartaz. No canto inferior direito está inscrita a data de 1971.
Jorge Sobral............22-12-2008

sábado, 6 de setembro de 2008

Representação da Peça de Jean Anouilh

As actividades circum-escolares.
Era assim que se denominavam as actividades paralelas às aulas, neste caso representadas por iniciativas de índole cultural.
Estas fotografias representam a iniciativa que o Dr. Bento Monteiro, professor de História, naquele ano de 1968, entendeu levar por diante, com a colaboração do então mais jovem Dr. Mário Tavares, também ele professor da mesma disciplina.
A tarefa não era fácil, uma vez que a maioria esmagadora dos alunos nunca tinham participado em peças de teatro.
Por outro lado, este desejo de representar um clássico da tragédia Grega, tinha como intenção realizar um trabalho mais elaborado, fugindo assim ao que até ali se tinha feito, que eram pequenas récitas, normalmente parodiando os professores.
A empreitada não era fácil, mas o desejo de que tal se fizesse era enorme, nomeadamente por parte da docência.
Este projecto, como as fotografias documentam, tinham a participação dos alunos dos cursos do comércio e indústria.
A directoria da escola colocava grande entusiasmo nestas realizações.
Recordo-me de que era necessário transportar cerca de quinhentas cadeiras das salas de aula para o ginásio. Tarefa que os trabalhadores auxiliares nem sempre o faziam com grande entusiasmo.
Por outro lado o Professor Bastos, torcia sempre o nariz, uma vez que o verniz do pavilhão “estalava” com facilidade.
Mas esta peça foi representada com grande dedicação, tendo-se recebido do público presente, que eram algumas centenas, o devido prémio de reconhecimento, não só pela dedicação mas também por alguma qualidade cénica dos actores.
Este pontapé de saída, levou a que nos anos seguintes se mantivesse o espírito, sendo-se cada vez mais exigente, na escolha do reportório, e na elaboração das representações.
Ao olhar para o grupo participante, lembro as amizades que ficaram, os namoros que se fizeram e desfizeram e os que deram em casamento.
Fica a pena de não saber por andam alguns e a tristeza profunda de ter conhecimento que nem todos já estão entre nós.

Jorge Sobral



Comentário:
O dr. Bento Monteiro era, de facto, o grande dinamizador cultural dos anos 60 na Escola, designadamente na divulgação quase sempre polémica dos grandes heróis da imaginação literária, musical e artística em geral. Tudo começava nas aulas de Português e História, prolongando-se depois nas actividades de ampliação extra curricular. Uma das vezes, organizou uma expedição de recolha de artefactos pré-históricos na Serra do Bouro. Como os transportes não abundavam, lá partimos quase todos de bicicleta atrás do automóvel do mestre arqueólogo. No regresso, trouxemos, com grande satisfação de missão cumprida, um punhado de coups de poing e raspadeiras primitivas em pedra lascada. Creio que chegaram a estar expostas no Museu da Escola. No caso concreto das experiências teatrais, lembro-me com alguma precisão das palavras premonitórias que dedicou à tragédia em apreço: «Um dia ainda dirão ter assistido à representação da ANTÍGONA de Jean Anouilh». Na altura, o autor e a obra faziam parte daquele punhado enorme de casos pouco queridos do Estado Novo. Estreada na cidade de Paris em 1944, durante a ocupação alemã, o antagonismo trágico protagonizado por Antígona e Creonte representava a resistência francesa contra as leis despóticas do Marechal Pétain. As semelhanças com a realidade portuguesa da época não podiam ser mais claras. Passados 40 anos, aqui estamos nós a comentar o drama e dramaturgo. O dr. Bento Monteiro tinha razão nesse distante ano de 1968.
Artur R.Gonçalves.........07-09-2008

domingo, 25 de maio de 2008

Um “Auto das Barcas” inesquecível

Hoje publicamos dez fotos todas do mesmo acontecimento e que nos foram enviadas, na sua maioria pelo Ramiro Ruas e também pela Ermelinda Lopes e São Lopes.

Trata-se de uma peça de teatro inesquecível feita a partir do “Auto das Barcas” de Gil Vicente, onde vários alunos vestiam a pele de professores e parodiavam o seu desempenho, acabando regra geral na barca do inferno. O texto da peça, segundo julgo saber, foi escrito pelo Carlos Tomás, que este ano nos deu o prazer da sua companhia no Encontro do passado dia 10.

Esta peça foi integrada na festa de finalistas e subiu à cena em 26-03-1966
Nesta foto temos a Ermelinda numa magnifica interpretação da “Dra. Lígia”

.... Quem será este “Dr. Bento Monteiro” ?

....e este "Dr. Jorge Amaro"?










Comentário:
Reportagem fotográfica completíssima de umas «Barcas» muito especiais. O semblante do público confirma plenamente o sucesso da representação. A expressividade dos actores é manifesta. A identidade dos embarcados teima em manter-se imune aos efeitos do tempo. O elenco lá está todo a pousar para a posteridade. Todavia, a caracterização forte e expressiva acaba por esconder um pouco o verdadeiro rosto dos artistas, remetendo-os para um anonimato forçado e injusto. Se de facto o autor do «Auto» é conhecido, só nos falta pedir-lhe que o faça renascer do letargo em que repousa e o disponibilize aqui neste espaço. Ficaríamos todos a ganhar.
Artur R.Gonçalves........25-05-2008
Que tempos aqueles... o Tomazinho fez uma adaptação sensacional do Auto da Barca do Inferno, alguns artistas são: Carlos Feliciano Marques de Alcobaça (Drº Bento Monteiro), Olavo Gomes(DrºLeonel Sotto Mayor) o José Vigia da Nazaré (vive em Lamego) está de Bata Branca e cachecol (não sei qual o Professor), eu também lá estou mas não me lembro da personagem que representei (é da idade).
Um abraço do Fernando Xavier........25-05-2008
O José Vigia representava o papel do Dr. Sarmento( Seringa ).Foi talvez o papel melhor conseguido pois parodiava as aulas do Dr. Sarmento com um realismo tal, que o próprio Dr, Sarmento veio cumprimentar os actores no final da representação.O diabo era o Victor Rego de Alcobaça, o Anjo era a Mitá das caldas e ainda se pode ver a Lena de S. Martinho já na barca do Inferno. Eu penso que a adaptação foi obra de 3 elementos , um deles penso que foi também o Vitor Rego e creio que uma colega nossa que não me lembro o nome.
Ramiro Ruas ........08-06-2008