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sábado, 25 de outubro de 2025

FALECEU O FERNANDO SANTOS

Perdemos mais um amigo que habitualmente nos fazia companhia nos Encontros dos Antigos Alunos. O Fernando Santos faleceu, a notícia chegou-nos via Luísa Pimenta.
Depois da Pandemia o Fernando Santos não voltou a participar nos nossos encontros porque com a sua idade a viagem de Olhão até às Caldas já provocava algum incómodo, mas continuava sempre muito atento a tudo o pulicávamos, e telefonava com alguma regularidade.
Paz à sua alma, condolências à família.
Vamos sentir a sua falta

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

ENCONTRO DE 2013

O Encontro dos Antigos Alunos de 2013, começou com uma concentração no Café Capristanos, onde o Rui da Bernarda nos presenteou com um cafezinho acompanhado dos seus tradicionais bolinhos e lagartos,  seguindo-se a festa em Óbidos, mais precisamente no Hotel Vila Óbidos.
O número de participantes foi de 246, não é que a quantidade seja o mais importante, mas é sempre agradável juntar muitos amigos que fizeram parte de um período marcante das nossas vidas




quarta-feira, 27 de novembro de 2024

EM 2015 VOLTÁMOS À ESCOLA

Em 2015 o ponto de encontro aconteceu na “Nossa Escola”, onde a Isabel Castanheira nos deu uma lição sobre Bordalo Pinheiro, como só ela sabe, e depois, como habitualmente, a “Lareira” foi o palco do resto da festa.




quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Encontro de 2019

O encontro de 2019 começou com uma visita às instalações da Fábrica Molde, com o Joaquim Beato a fazer as honras da casa, seguindo-se a festa do costume no restaurante “A Lareira”




quarta-feira, 24 de maio de 2023

22º Encontro

Em 2015 o ponto de Encontro aconteceu na “Nossa Escola”, onde a Isabel Castanheira nos deu uma lição sobre Bordalo Pinheiro, como só ela sabe, e depois, como habitualmente, a “Lareira” foi o palco do resto da festa.




quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Encontro de 2015

Em 2015 mais de duas centenas e meia de antigos alunos reuniram-se para festejar o 22º Encontro, que começou na “Escola Nova” onde foi descerrada uma placa alusiva à passagem dos 50 anos deste edifício.





quinta-feira, 20 de maio de 2021

A festa de 2014

Estes dois últimos anos ficarão marcados pela Pandemia que nos impediu de fazer a festa que tanto gostamos, esperamos que no próximo ano seja possível retomar os nossos encontros, até lá vamos recordando outros anos.






quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Encontro de 2011

Os medalhões aqui reproduzidos, nas cores de “Verde Caldas” e “Rosa Velho” são da autoria do nosso colega Mário Morgado, ceramista dos anos sessenta. O desenho da esfinge de Rafael Bordalo Pinheiro foi da autoria de Carlos Moreira.
Estas bonitas peças de cerâmica foram entregues aos participantes do 18º Encontro de Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha, que começou no CCC e como é hábito estendeu-se pela tarde e noite no Restaurante a Lareira






domingo, 3 de dezembro de 2017

Uma fotografia da Irene

Do Amigo Fernando Santos recebi esta fotografia com o seguinte texto:
A irene foi descobrir esta relíquia numa gaveta da casa de Caldas, e o que é curioso é que eu (Fernando Santos) apareço na foto.
Não faço a mínima ideia do local e do ano, mas, a verdade é que sou eu que lá apareço entre um aparente prato de cerâmica com a bandeira da Mocidade Portuguesa ao centro e uma jarra com flores. A Irene, tem esperança de haver alguém que possa recordar onde foi representada esta cena e eventualmente mais algumas informações.
Abraço.
Fernando.

quinta-feira, 26 de março de 2015

20º Encontro - 2013

O Encontro dos Antigos Alunos, voltou a Óbidos, em 2013, mais precisamente no Hotel Vila Óbidos.
O número de participantes foi de 246, não é que a quantidade seja o mais importante, mas é gratificante saber que o nosso esforço é correspondido 




domingo, 25 de maio de 2014

Encontro de Amigos

O Encontro dos Antigos alunos tem destas coisas, as conversas levam a recordações tão boas que até perdemos a noção do tempo, que depois é curto para abraçar tanta gente.
Repescando um comentário do Amigo Fernando Santos sobre o vídeo do Faustino do Rosário, aqui fica a foto dos dois Amigos que ainda não foi desta que se conheceram… e estiveram tão perto um do outro.
O Abraço fica marcado para o DIA 2 DE MAIO DE 2015

“Tenho a certeza que qualquer um de nós fica satisfeito por ver o seu trabalho elogiado pelos nossos amigos, como é o caso deste vídeo tecnicamente bem elaborado pelo Faustino do Rosário. Como tal, creio valer a pena recordar algo do que foi publicado no nosso Blogue a propósito do 18º encontro.

Com data de 09-05-2011, no nosso Blogue, o Faustino do Rosário assinava um interessante e longo comentário referente ao  encontro de 2011 onde, logo no início dizia o seguinte. “Foi com grande alegria e também muita emoção, que pela primeira vez participei num encontro dos antigos alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha. O facto de morar a milhares de quilómetros de distancia no outro lado do Atlântico, impediam-me de participar. Agora as condições estão criadas para poder estar presente, e enquanto Deus me der vida e saúde e os aviões funcionarem bem, não falharei mais nenhum encontro”.

Curiosamente, um dia antes, no mesmo Blogue escrevi  o seguinte:  
Creiam que não é fácil encontrar palavras que possam demonstrar as emoções sentidas e vividas neste magnífico encontro do dia sete de Maio de dois mil e onze.
O momento mais alto foi aquele em que tive a surpresa, a honra e o privilégio, de, na companhia da Fernanda oferecer uma ROSA a cada uma das senhoras presentes neste magnífico (para mim), inesquecível 18º encontro.

Caro Faustino do Rosário; como podemos constatar, ambos iniciámos a nossa “atividade” no 18º encontro em 2011. Então não valeu a pena? Daí para cá não falhei mais nenhum! Têm sido tantas as emoções, tantos os reencontros, tantas as novas amizades… Claro que valeu a pena! Claro que tem valido a pena!

Pena, é que, quatro anos já passaram e ainda não foi desta vez que nos conhecermos pessoalmente. Ou será que estivemos juntos e não demos por isso?

Com a esperança de um até para o ano, aqui vai o meu abraço ao Faustino do Rosário e a todos os que mais uma vez estiveram presentes no inesquecível dia três de Maio de dois mil e catorze.”

domingo, 26 de maio de 2013

Um olhar sobre o 20º Encontro

Olá Zé Ventura!
Já passaram mais de 15 dias, sobre o 20º encontro, que para mim, superou os anteriores. Por isso não me canso de falar constantemente desse memorável dia. Ontem estive a ver o vídeo no Blogue, e hoje escrevinhei aqui umas linhas acerca das conversas tidas com os amigos que estavam na minha mesa e na contígua. Dei-lhe o título de "Saudosismo". Como o Blogue tem andado muito vazio de comentários, se vires que isto tem algum interesse dá-lhe o caminho que entenderes.

Saudosismo
Neste 20º encontro convívio, além dos companheiros de mesa de anos anteriores, desta vez juntaram-se outros amigos já conhecidos de longa data. Como o grupo era grande, ocupámos duas mesas contíguas. Todos nós, com pequenas diferenças de idade, vivemos a nossa juventude na segunda metade dos anos 50 ou início de 60. Assim, nesse sábado 4 de Maio, antes, durante, e depois do almoço, foi um nunca mais acabar de histórias vividas nesses anos. Cada um à sua maneira, todos nos considerámos felizes. Uns, mais do que outros, porque a felicidade, quer queiramos ou não, é indissociável dos meios económicos de cada um. Como se falou muito do passado, perguntei se eram saudosistas. Todos responderam que sim, que eram saudosistas porque tinham saudades dos bons momentos vividos na sua infância, adolescência e juventude. Também sou saudosista acrescentei. Sou saudosista porque tenho saudades do companheirismo vivido entre os dezoito e os vinte e poucos anos. Contudo, como é óbvio, não tenho saudades das vicissitudes  anteriores, o que não quer dizer que as tenha esquecido.
Tenho saudades dos companheiros de escola, da amizade dos vizinhos, do convívio entre as famílias que ao domingo frequentavam os cafés da nossa cidade. Tenho saudades do Invicta, do Central, do Bocage, do Lusitano, e da esplanada do Parque na época de verão. Tenho saudades do “picadeiro” no Parque durante o verão e na Praça da Fruta aos Domingos no inverno após a saída das matinés. Tenho saudades do Pinheiro Chagas e do Salão Ibéria. Tenho saudades dos barcos do Lago e da Banda Comércio e Indústria no Coreto do Parque. Tenho saudades daqueles domingos de verão, a viajar como “sardinha em lata” nas camionetas dos Capristanos para a Foz do Arelho, ou no comboio, para Salir e S. Martinho do Porto. Tenho saudades dos bailes no Lisbonense e das verbenas dos Santos Populares do Bairro da Ponte. Tenho saudades da Feira do 15 de Agosto no Borlão. Do Carrossel “A Selva” (uma voltinha para a menina Carolina, outra voltareta para a menina Julieta ou outra voltarela para a menina Gabriela) das pistas de automóveis elétricos, dos Circos Mariano e  Arriola Paramés e do Poço da Morte. Tenho saudades das Festas de Tornada, da Serra do Bouro, do Campo, do Imaginário, da Senhora da Luz, do Santo Antão de Óbidos, da Foz do Arelho, e do Nadadouro, onde o padre só permitia danças de homens com homens e mulheres com mulheres porque o Coreto onde tocava a música estava situado em frente da Igreja! Parece anedota mas não é, porque eu estive lá e vi. Tenho saudades do C.C.C Clube Cénico Caldense e do Sporting Clube das Caldas. Tenho saudades dos acampamentos no Pinhal da Foz, e nas Dunas de Salir ou S. Martinho do Porto Tenho saudades dos bailes de garagem e de aniversário em casa de amigos, onde se dançava  ao som dum gira-discos de 33 r.p.m. Tenho saudades daquele verão em que um grupo de moças da Foz organizou quatro ou cinco bailes em garagens emprestadas. Garagens cujas portas foram sucessivamente apedrejadas pelos rapazes da Foz, até ao dia (neste caso a noite), em que o baile terminou com uma cena de pancadaria, ficando a "malta" das Caldas muito mal no "filme"! Aquele final de verão ficou para a história!

Por isso, e por muito mais, ainda hoje tenho saudades das raparigas da Foz. Quando por lá passo, é com alguma nostalgia que os meus olhos se fixam naquela casa de cor azul bastante desbotado.

Era naquela casa que morava  a Gabriela!

Tenho saudades! Tenho saudades! Tenho saudades!

Fernando Santos

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Diploma de 1943


Do Fernando Santos recebi esta imagem com o seguinte texto:
Na minha última estadia em Caldas, andei a rebuscar algumas gavetas lá de casa, e no meio de muita "papelada", encontrei o diploma que anexo, na expectativa de o ver publicado no Blog da Escola, afim dos mais novos fazerem uma ideia de como eram os diplomas daqueles tempos, que o Diretor tinha de assinar sobre os obrigatórios selos fiscais . ( não se vê, mas está lá o selo em branco, e no verso mais dois selos).
Fernando Santos.       Olhão, 11-10-2011

domingo, 31 de julho de 2011

Encontros de Verão

A coisa já andava “apalavrada” há algum tempo, mas ainda não tinha sido possível levar a bom porto esta “reunião de trabalho”.
Calhou agora, o Fernando Santos coordenou as operações, a Lurdes Peça deu o aval e eu tive o trabalho de saborear um belíssimo arroz de marisco, que como se pode ver pela amostra junta, estava muito bom.
…ah o local onde decorreu este encontro de verão foi à saída de Olhão para Tavira e é conhecido pelo “Primo dos Caracóis” (junto aos segundos semáforos), esta indicação é valiosa pois a casa não tem nenhuma indicação do nome, mas vale a pena lá ir.

O blog é responsável por algumas coisas boas que me tem acontecido, e conhecer o Fernando Santos foi uma delas, não sou muito dado ao elogio fácil, nem às palmadinhas nas costas, mas aprecio muito uma boa amizade

Comentário:

Boas Vidas...gosto de vêr as pessoas amigas felizes!!!

Odete Maçãs...................31-07-2011

Olá Ze Ventura
Foi pena não ter tido conhecimento desta "Reunião de Trabalho" porquanto encontrava-me em vilamoura e naturalmente estou sempre solidario para estas Jornadas de confraternização. Um abraço para todos vós do

Antonio Nobre..............31-07-2011

Tive alguma pena de não poder estar presente, pelos motivos que expliquei à minha irmã. Acho que teria sido uma boa oportunidade de conhecer o Fernando Santos, pois não tenho recordação de alguma vez ter falado com ele. Quanto aos restantes já os conheço de "ginjeira" e sei muito bem do que são capazes de fazer em termos gastronómicos, claro! Talvez numa outra ocasião nos encontremos todos.
Abraço a todos

Victor Pessa................31-07-2011

Achei a foto da mesa muito bonita, o arroz de marisco estava excepcional, contudo, o prazer que me deram neste cordial e alegre convívio, serviu para reforçar e dar continuidade à nossa amizade estabelecida através do Blog da Escola.
Embora sendo duma geração anterior à vossa, e mesmo não me conhecendo, a outros companheiros que passem por estas bandas, creiam que terei um enorme prazer em vos acompanhar numa almoçarada no "Primo dos Caracois".
Abraços e boas férias para todos vós.

Fernando Santos................01-08-2011

Olá Pessoal trabalhador.
Tenho pena de não ter sido efectuada esta sessão de trabalho quando por aí estive, embora a Lurdes ter tentado, mas por razões várias não nos foi possivel juntar a todos nessa altura.
Assim como o Victor diz também eu teria prazer em conhecer e estar com o amigo Fernando Santos e ter a oportunidade de trabalharmos juntos dessa forma, o qual penso que me seria fácil adaptar, segundo as fotos demonstram não seria dificil dar conta do trabalho.
A todos quero desejar um resto de Verão cheio de trabalho e amizade em sessões deste genero.

Um abraço a todos já com algumas saudades.

Antonio Abilio..................01-08-2011

Só hoje é que vim espreitar a esta janela. Tenho andado muito ocupada com a minha agenda social, porque isto viver no Algarve e ainda por cima estando cá nos meses de verão, é um autêntico corre-corre a fugir dos fotógrafos e dos jovens a pedirem-me autógrafos!
É uma canseira, acreditem! Estou a brincar…
Foi um almoço e tanto, além do arroz de marisco, com bastantes coentros frescos cortados, o Ventura esqueceu-se de mencionar o arroz de lingueirão que também estava um verdadeiro manjar. É verdade Ventura?
A foto da mesa está muito bonita… mas, falta cor nos vidros vazios, claro está que o copo que contém o delicioso néctar obtido no lagar alentejano, tinha que ser meu…uma vergonha!
Faço minhas as palavras do Fernando no último parágrafo, é um excelente conversador e um óptimo amigo.
Fica combinado Abílio, ficas inscrito na próxima reunião de trabalho deste género, número e grau (no mínimo 13º e fresquinho de preferência), pode ser?
Na foto alinha do lado esquerdo: o Fernando, seguido pela Cláudia (minha nora), a nossa Beta, eu, Ventura e o meu marido, debaixo de uma trombeteira muito bonita.
Só uma dica: de alguns compostos da flor fabrica-se remédios para mal de Parkinson, infecções urinárias, problemas cardíacos, síndrome pré-menstrual, overdose de colinérgicos.
Os cigarros das folhas secas, são óptimos para a bronquite, mas cuidado com os efeitos narcóticos.
Bom, beijinhos a todos!

Lurdes Peça............01-08-2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O meu primeiro beijo

"Vão-me desculpar, mas já agora volto a repetir um apelo feito por mim há muito tempo! Qual será o motivo das senhoras não aparecerem por aqui com mais frequência? Vergonha? Recuso-me a acreditar!? D. Maria de Lurdes Ribeiro! (Lurdes Peça) Já em tempos lhe lancei um desafio! Não há nada para contar? Um abraço para todos, e já que o 2011 não nos trás grandes esperanças, sou modesto e apenas peço que tenhamos saúde para continuar a nossa luta. Fernando Santos...............03-01-2011 É coisa que não deixo para tràs é um desafio destes! Pois bem, despertou-me a curiosidade amigo Fernando Santos dessa do 1º beijo, e vai daí lembrei-me de partilhar convosco como foi o meu! Depois de um sábado a dançar numa garagem na rua Bordalo Pinheiro (penso que ainda existe),alugada, ao som do Adamo e outros, fomos para a casa da Mizá Venâncio com os respectivos namorados lanchar. Era coisa boa pois a mãe dela, a D.Lurdes era doceira e assim estávamos garantidos... ao som de uma música de Elvis, salvo erro "Love me tender", troquei o meu primeiro contacto labial com o meu marido num sofá que ficava atràs da porta da sala onde estávamos, e na ausência da Mizá quando foi buscar os sólidos e líquidos. Lembro-me de sentir um arrepio pela espinha e vontade de beijar outra vez... foi até hoje, ainda não parei! E agora meninas do meu tempo, já que comecei porque não acrescentar as vossas histórias amorosas que acabaram em casamento com colegas de escola?! Vá lá Beta, vá lá Ana Maria Cândido? Contem... BOM ANO PARA TODOS com muitos beijinhos. Lurdes Ribeiro (Lurdes Peça) Comentários: Ora vê Lurdes Peça? (permite-me que a trate assim?) Afinal aceitou o desafio! Creio serem histórias como a sua e outras que hão-de vir que o blog vai tomando balanço. E logo havia de ser na Rua Bordalo Pinheiro onde morei tantos anos. Por acaso a Mizá de quem fala não seria uma mocinha que morava no rés do chão do prédio onde eu morei? Ela era uns anitos mais nova que eu, mas se calhar não é a mesma. Então e as outras colegas não têm nada para contar? Estou muito admirado, porque hoje, e talvez sempre, as mulheres tomaram a iniciativa. Cumprimentos a todos. Fernando Santos.........05-01-2011 Foi fácil... não doeu nada o desafio! A Mizá que eu falo morava no último andar de um prédio perto da Garagem Caldas, mas o melhor é a própria comentar pois ela segue também o blogue. E já agora acrescento o nome dela, para contar também como foi o 1ºbeijo com o namorado, também ele aluno da escola... e há mais!!! Zé adorei a ilustração no comentário, é linda! Lurdes Peça ...........05-01-2011 A propósito do 1º beijo da Lurdes e do Vitor, foi preciso este blogue para eu ficar a saber que o mesmo foi dado em minha casa. Bons tempos esses! Mas não sou saudosista e confesso que há muita coisa desse tempo que não lembro. Do meu 1º beijo por exemplo, não lembro quando e onde foi. Imagino que talvez no Parque para onde íamos todos a seguir à missa de domingo e eu aproveitava para namorar. Lembro dos bailes nas garagens que a Lurdes referiu, sempre com a presença dos manos Peça, do Filipe e da Zé, do Quaresma, do Jaime...e das músicas românticas dessa altura. Ao Fernando Santos,que não conheço, a Lurdes já respondeu que não sou a mocinha do rés do chão do prédio dele. De facto morava na Rua Sangremam Henriques,junto à garagem Caldas. Curiosamente,Hoje, moro na Rafael Bordalo Pinheiro. Sobre as meninas do nosso tempo aparecerem pouco por aqui, talvez tenham mais ocupações que os cavalheiros! Ou será preguiça? No meu caso é também falta de jeito, até parece que esqueci do treino de tanta hora de dactilografia que tínhamos na Formação Feminina. Eu acho que só comentei quando descobri aqui o meu primo António Abílio e graças ao blogue já trocámos endereços e falamos mais vezes.Mas pronto,cá estou a responder ao desafio.Não prometo aparecer muitas vezes,porque apesar de aposentada, arranjei a ocupação gratificante de tomar conta de uma netinha de 5 meses.O tempo não vai sobrar. Mas de vez em quando venho espreitar o que todos vocês muito bem escrevem. Um abraço a todos. Maria do Rosário Venâncio (Mizá).............08-01-2011

sábado, 1 de janeiro de 2011

De arco e gancheta

Olá amigos! Comentários adequados às fotos não poderei fazer pelo facto de não conhecer os intervenientes. Contudo por mim o Blog não morre, e, respondendo ao apelo do Chaves, escolhi este recorte das memórias da minha infância onde descrevo algumas "tolices" duma época que não foi boa, mas que hoje me ajuda a aceitar com alguma descontracção a tempestade que se aproxima. ...Nesse tempo ainda acreditava no Pai Natal. Era ele quem pela calada da noite depois de todos irem para a cama descia pela chaminé e nos trazia os presentes. Digo presentes, porque brinquedos não havia. Normalmente na bota (não havia sapato) apareciam sempre coisas de vestir. Meias, cuecas, uma camisola de lã feita pela minha mãe às escondidas, e pouco mais. Uma vez é que uma tia “rica” mandou pôr no meu “sapatinho” um pequeno carro eléctrico de lata, pintado de amarelo. Porém, houve um Natal que apareceu na chaminé uma pequena carroça de madeira e me disseram que era para levar a minha irmã a passear. Fiquei desconfiado, não acreditei, e fartei-me de fazer perguntas aos meus pais porque aquilo era grande de mais para caber num buraco tão estreito. Tanto insisti que por fim me contaram a verdade e lá fiquei a saber quem era o Pai Natal. Algumas vezes, naquele período a minha mãe levava-me a Lisboa para ver as montras enfeitadas, e eu ficava deslumbrado frente a uma montra dos Armazéns Grandela que todos os anos expunha um comboio eléctrico em miniatura atravessando rios, pontes, túneis e montanhas. Se eu pudesse ficava ali o dia todo contemplando aquele brinquedo que me era inacessível. Com o passar do tempo fui crescendo, e já em idade escolar continuava a brincar com outras crianças da minha idade. Como não tínhamos um Pai Natal para nos oferecer brinquedos, fazíamo-los nós. Latas de conserva ou de pomada de engraxar sapatos vazias, serviam para fazer carrinhos com rodas em arame. Duas latas de farinha Nestlé furadas no fundo e ligadas por um extenso cordel davam para fingir de telefone. Naquela idade, à nossa maneira éramos felizes. Qualquer coisa servia para nos divertir. Apanhávamos canas num canavial próximo e fazíamos corridas de cavalos com uma cana entre as pernas. Brincávamos às guerras empunhando espadas de cana para combater o inimigo. Também com duas compridas canas (eram de borla) atadas nas pontas e duas atravessadas ao meio, fingíamos andar de barco. Até inventámos um escorrega que me ficou bem gravado na memória! Estávamos no Verão, e, por de trás da casa do Furriel Monteiro existia uma rampa bastante inclinada com muita erva seca. Começámos a escorregar por ali abaixo com rabo sobre a erva que se foi deitando, e assim conseguimos um novo divertimento. Contudo, depois de tanto escorregar, as ervas foram desaparecendo dando lugar a uma rampa de terra poeirenta. Não me recordo o que aconteceu aos outros, mas lembro-me que ao chegar a casa e a minha mãe me viu com os calções esfarrapados no rabo, levei uma tareia que me serviu de emenda. Outro brinquedo, era arco de ferro. Todos os rapazes o tinham. Fazíamo-lo rodar com um arame grosso em forma de gancho, a que chamávamos gancheta, e quando íamos a algum lado, corríamos atrás dele e fazia de conta que era uma bicicleta. Morava em Caxias, e depois do exame da quarta classe feito em Oeiras tive de ir buscar o meu Diploma a Algés. A minha mãe não me deu dinheiro para o comboio, e eu, fingindo que não ia a pé, peguei no arco, e, de gancheta na mão, toca de correr pelo Passeio da Estrada Marginal. A Delegação Escolar situava-se no primeiro andar dum edifício no centro da localidade e, perante gente tão bem aperaltada é que me apercebi da figura ridícula com que me apresentei! Calções, Arco e Gancheta! Belos tempos... Fernando Santos Comentários: Olá meus Amigos Os meus sinceros e cordiais cumprimentos. Depois destas festa passadas espero que as vossas baterias estejam recarregadas, para terem sempre boa disposição e alegria para participarem no blog. Zé, li o texto do amigo Fernando Santos o qual não só gostei, com fez com que eu te mande uma foto minha, que tenho na minha secretária perto do computador para me recordar como as coisas eram e assim me faz manter focado no presente e no futuro com a esperança que as coisas não voltem para trás, ou melhor dizendo, não voltem, ao que era com pouca abundância de bens essenciais. Como o amigo Santos diz e é certo com tão pouco havia muita felicidade, nós fazíamos os nossos próprios brinquedos e entretimentos para passar o tempo mais feliz. Embora este tema não fazer parte exactamente da nossa escola, mas também faz parte da infância de todos nós, que vivemos nessa mesma época e assistimos a tudo isto que o amigo Fernando Santos descreveu, uns com mais, outros com menos, mas todos passamos por esse tempo das nossas vidas, era o que tínhamos. Envio esta foto que não tem a ver com os tempos da Escola mas é uma grande recordação de infância, foi tirada quando eu tinha 5 anos em frente da janela da casa onde vivi na cave do prédio do Viola, mesmo por de baixo dos “Pessas”, onde fomos muito felizes e amigos, que ainda dura essa amizade. Tenho pena de não ter melhor veia para a escrita, mas gosto de ler todos os comentários escritos por ti e dos outros colegas também, vamos sentir a falta do falecido colega Alfredo Justiça, que escrevia tão bem, mas ainda temos o Maximino, o Fernando Santos, o Q. Chaves que também escrevem muito bem, mas há mais, têm é vergonha. Zé desculpa eu ser tão chato e tentar escrever tanto e dizer tão pouco, mas sabes que sou um grande admirador e fã do teu trabalho e gostava de te dar mais apoio, mas falta me a instrução que deixei a meio, quando me ausentei para o estrangeiro. ao contrário de vocês que têm e por isso vou ficando nas covas a apreciar o bom trabalho e dedicação dos outros. Muita saúde e tudo de bom para ti e todos os Amigos Antonio Abilio..........02-01-2011 Com os aros (era este o nome não ?) das rodas das bicicletas faziam-se corridas loucas, ladeira abaixo, ladeira acima. E, amigo A. Abilio, não sei se os sapatos foram só para a fotografia, ou era dia de festa, com meias pelo meio da perna e tudo. Muito chique mesmo. Devia ser mesmo dia de festa! Durante a semana não era assim lá no Chão da Parada. O arco do F. Santos era mais dificil de obter e a guincheta então nem se fala. Para empurrar a roda do A. Abilio bastava um pequeno pau. Bom Ano para todos com muita saúde e um pouco de neve pois já se está a ver de novo a relva nalgumas partes do quintal (esta é para o A. Abilio, e o Chaves, claro...) J.L. Reboleira Alexandre ...........02-01-2011 Caro amigo J.L. Reboleira Alexandre, não me recordo se era dia de festa, mas para se tirar fotografias o mais provável ter sido, pois quanto á observação das botinhas (sapatos) eu até fui um felizardo naquele tempo, apesar de certas faltas que havia, o meu Pai foi Sapateiro antes de ser Carteiro e a minha Mãe era Costureira e por isso andava sempre, fortemente calçado com botas de sola grossa e cardadas, assim como a roupinha era a Mãe que a fazia calções normalmente para eu esfolar os joelhos e não rasgar as calças quando caia. O J.L.R.A. tem razão, o meu Popó era um Aro um modelo especial de corrida, que era para aqueles que não tinham jeito para andar de gancheta, usavam um pau ou até uma cana curta e fina. Tempos que já lá vão! Os filhos e os nossos netos perguntam agora que engenhoca é que aquela que o Pai ou o Avô tem na foto e assim temos assunto para um bocado instrutivo do tempo do Pé descalço, torna-se uma alegria mesmo assim. Quanto ao tempo aqui, acho que vamos pagar esta falta de Neve, olhe o que aconteceu em Nova York e em toda a costa Este dos Estados Unidos, ela sabe o caminho está é em "back order" Um abraço. Antonio Abilio …….03-01-2011 Aqui mesmo ao lado, temos o blog do ERO e muitas vezes não são só as fotos que nele são publicadas, a darem azo a uma boa cavaqueira entre os seus ex- alunos e não só. Nele já se falou sobre as aventuras dos carros que às escondidas esses mesmos alunos/as "tiravam" aos pais no sossego da noite e dos problemas que depois tiveram. Das paixões pelas "motos",... Enfim um numero de "tolices" que agora recordam com saudades. Tudo isto foi nos anos 50/70, depois tudo se modificou e todas estas brincadeiras foram desaparecendo aos poucos no nosso mundo português. Possivelmente os ex-alunos da Bordalo e todos os outros que a não frequentaram e não tendo carros ou motos e até um simples brinquedo para brincar tiveram que recorrer à sua imaginação e digo que até fomos felizes. Quem não teve uma "fisga", a arma por nós idolatrada? O aro duma roda de bicicleta com o pau ou gancheta? (algo sofisticado) e lá íamos todos contentes com a mãe que ia lavar a roupa ao rio ou aos tanques que existiam em alguns lugares. É bom recordar todas estas coisas do passado para que não fiquem no esquecimento e os jovens do "agora" saibam como os seus pais mesmo sem grandes meios e uma guerra infeliz pelo meio resistiram para dar uma vida melhor a seus filhos (quando digo melhor, não quero dizer mais feliz), pois todos os dias o "deus dollar e agora o deus euro" perturbam a felicidade a muitos. Eu nasci na Rua das Vacarias, uma rua que era atravessada pela Calçada 5 de Outubro (Ladeira do Charuto) e do outro lado era a Rua da Ilha (rua de alcatrão de barro) que era o ponto de encontro da pequenada da área e apesar de por vezes se brincar (à pépilon), descalço, daí saíram grandes homens para o engrandecimento da nossa terra; "mecânicos, pedreiros, pintores, empresários, electricistas e tantas outras profissões. A Bordalo e o Colégio eram apenas parte da nossa cidade e arredores, mas além disso havia outro mundo que também deve de ser relembrado por todos nós. Obrigado Fernando Santos por nos teres trazido algo que fez parte da nossa juventude. J. Chaves ………………..03-01-2011 Meus amigos. Ao que parece a minha gancheta ajudou a dar um pequeno empurrão no Blog. O Mário Capinha sugeriu umas "tolices", eu peguei no arco, o Zé Ventura acrescentou a foto, e com as vossas ganchetas o blog ganhou velocidade. António Abílio! Não tem instrução? Não se preocupe com isso homem! Venham mas é mais estórias (ou histórias)? que o pessoal de certeza vai gostar. Todos sabemos que J. L. Reboleira escreve muito bem. Quem não recorda os extraordinários textos de A. Justiça? Sabemos não possuir o talento destes dois colegas, contudo julgo não ser vergonha vir aqui lembrar algumas peripécias do nosso passado, e ainda menos ocultar que vivemos na Rua das Vacarias ou na rua da Ilha. Foi nesta Rua, no Pátio do Ti Aníbal que às Segundas Feiras (dia de Mercado) servia de "garagem" para Burros, os meus pais alugaram uma pequena habitação quando fomos viver para Caldas. Esperando não magoar os restantes intervenientes, devo salientar os textos de António Abílio e Joaquim Chaves que me fizeram recordar o tempo em que de calções esfarrapados e botas cardadas corríamos de Arco e Gancheta. Fernando Santos............05-01-2011

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Cadernos de 1939

O nosso amigo Fernando Santos, que vive em terras do Algarve, embora não tenha sido aluno da nossa Escola, é um assíduo leitor do Blog e sempre pronto a colaborar. Amigo Zé Ventura. No Sótão lá de casa encontrei sete cadernos de caligrafia que pertenceram à minha cunhada. O primeiro é de 1939, e último de 1941. Escolhi a capa do primeiro, a primeira página, e o regulamento para uma caixa de excursões. Há outras páginas interessantes. Um abraço. Fernando Santos. Como se pode constatar pelo nome a cunhada era a Maria Alexandrina que foi funcionária dos CTT.
Comentário: O Fernando Santos é um poço de memórias ... e surpresas (como esta). Temos tido o prazer da sua colaboração no Blog do ERO, é com prazer que acompanho as suas "aparições" aqui. Fiquei sobretudo impressionado pela caligrafia. Algum aluno das nossas escolas actuais será capaz de escrever assim? Abraço. JJ..............01-11-2010