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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 15 de janeiro de 2025
A FESTA DE 2008
O Encontro de 2008 reuniu cerca de 300 antigos
alunos e alguns professores, nomeadamente o Dr. João Correia, a Dra. Isabel
Correia, a Dra. Maria do Céu, o Dr. Jorge Amaro, o Padre Borges e o Mestre
Raul.
O dia começou com uma concentração no Parque, ou melhor na esplanada, porque o “S.Pedro” não quis colaborar e assim lá ficaram por dar umas voltinhas de barco, a recordar tempos de outrora.
Por volta do meio-dia a “coluna” deslocou-se para “A Lareira” onde a “eficiência” do staff foi posto à prova para receber o “arame” da rapaziada ao mesmo tempo que eram servidos uns pastelinhos de bacalhau e uns “copos de três”.
A festa continuou pela tarde e noite dentro com muita comida, condimentada com muita alegria, emotividade e por vezes salpicada de paixões que o tempo deixou para trás.
O dia começou com uma concentração no Parque, ou melhor na esplanada, porque o “S.Pedro” não quis colaborar e assim lá ficaram por dar umas voltinhas de barco, a recordar tempos de outrora.
Por volta do meio-dia a “coluna” deslocou-se para “A Lareira” onde a “eficiência” do staff foi posto à prova para receber o “arame” da rapaziada ao mesmo tempo que eram servidos uns pastelinhos de bacalhau e uns “copos de três”.
A festa continuou pela tarde e noite dentro com muita comida, condimentada com muita alegria, emotividade e por vezes salpicada de paixões que o tempo deixou para trás.
domingo, 15 de setembro de 2024
Finalistas de 1968
Entram guizos, chocas e capotes
E mantilhas pretas
Entram espadas, chifres e derrotes
E alguns poetas
Entram bravos, cravos e dichotes
Porque tudo mais são tretas
E mantilhas pretas
Entram espadas, chifres e derrotes
E alguns poetas
Entram bravos, cravos e dichotes
Porque tudo mais são tretas
Sobre esta “imponente vacada” escreve o Jorge Sobral:
Corria o ano de 1968. Inicia-se aqui a acção dos finalistas da nossa Escola,
num terreno que ainda não tinha sido pisado.
Organização de bailes, de espectáculos de poesia e até de teatro, havia já uma
tradição, para alem de qualidade assinalável.
Agora organizar espectáculo a meias com vacas bravas, não tinha ainda sido
tentado.
Mas uma vez é a primeira.
Podemos dizer com segurança que as vacas ganharam.
Os aficionados também, porque riram a bom rir.
Os intervenientes para não ficarem também a rir levaram que contar.
Merece dizer que este tipo de espectáculos nunca deu dinheiro para os
finalistas irem passear, pelo contrário. Mas não vale a pena haver queixas, não
deu dinheiro, deu sopa de corno, boas recordações e muita amizade.
quarta-feira, 16 de agosto de 2023
Acampamento da Juventude
Estas fotografias do Jorge Sobral transportam-nos ao início
da década de setenta onde na Mata teve lugar um dos grandes eventos realizados
na nossa cidade.
Promovido pelo programa “Página 1” do Rádio Clube Português, este acampamento a nível Nacional, reuniu nas Caldas nomes como: Paulo de Carvalho, O Quarteto 1111 com José Cid, Manuel Freire, Carlos Mendes, José Afonso, José Jorge Letria, Adriano Correia de Oliveira, Fernando Tordo, Padre Fanhais e tantos outros.
Escusado será dizer que a juventude aderiu em massa a esta iniciativa que quebrava as normas rígidas imposta pelo regime, e de certa forma desafiava o poder constituído.
Promovido pelo programa “Página 1” do Rádio Clube Português, este acampamento a nível Nacional, reuniu nas Caldas nomes como: Paulo de Carvalho, O Quarteto 1111 com José Cid, Manuel Freire, Carlos Mendes, José Afonso, José Jorge Letria, Adriano Correia de Oliveira, Fernando Tordo, Padre Fanhais e tantos outros.
Escusado será dizer que a juventude aderiu em massa a esta iniciativa que quebrava as normas rígidas imposta pelo regime, e de certa forma desafiava o poder constituído.
terça-feira, 25 de abril de 2023
Estamos na recta final para o nosso Encontro
Não percas a oportunidade reencontrar “velhos companheiros
de viagem” de uma etapa da vida que certamente continua a ser marcante para
todos nós.
As inscrições vão chegando a bom ritmo e nós aqui vamos dando conta dos amigos que já confirmaram.
CONTAMOS CONTIGO, INSCREVE-TE
As inscrições vão chegando a bom ritmo e nós aqui vamos dando conta dos amigos que já confirmaram.
CONTAMOS CONTIGO, INSCREVE-TE
sábado, 10 de setembro de 2022
Viagem de Finalistas
O nosso álbum de fotografias é rico em recordações da década de 60, e estas fotografias do Jorge Sobral levam-nos até ao longinco ano de 1968, para recordar a viagem de Finalistas.
domingo, 14 de novembro de 2021
Recordações de 1968
Estas fotografias que vêm do baú de recordações da Anabela Cardoso, da Matilde, da Fernanda Campoto e do Jorge Sobral, fazem-nos recuar até 1968, ano de grandes transformações académicas.
domingo, 14 de março de 2021
Teatro na escola
Estas fotografias do Jorge Sobral, lembram-nos as
actividades circum-escolares, era este o nome que davam às actividades
paralelas ao ensino da matéria.
Neste caso o Teatro ganhou alguma dimensão devido a algumas
iniciativas do Dr. Bento Monteiro, em colaboração com o Dr. Mário Tavares.
Uma das peças levadas à cena com maior impacto foi a ANTÍGONA
de Jean Anouilh.
Quando estas fotografias foram publicadas no Blog em 2008, o
Artur R. Gonçalves, comentou assim:
“Sobre estas experiências teatrais, lembro-me com alguma precisão
das palavras premonitórias que dedicou à tragédia em apreço: «Um dia ainda
dirão ter assistido à representação da ANTÍGONA de Jean Anouilh». Na altura, o
autor e a obra faziam parte daquele punhado enorme de casos pouco queridos do
Estado Novo. Estreada na cidade de Paris em 1944, durante a ocupação alemã, o
antagonismo trágico protagonizado por Antígona e Creonte representava a
resistência francesa contra as leis despóticas do Marechal Pétain. As
semelhanças com a realidade portuguesa da época não podiam ser mais claras.
Passados 40 anos, aqui estamos nós a comentar o drama e dramaturgo. O dr. Bento
Monteiro tinha razão nesse distante ano de 1968.”
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Antígona
As actividades circum-escolares, era assim que se denominavam as actividades paralelas às aulas, neste caso representadas por iniciativas de índole cultural.
Estas fotografias representam a iniciativa que o Dr. Bento Monteiro, professor de História, naquele ano de 1968, entendeu levar por diante, com a colaboração do então mais jovem Dr. Mário Tavares, também ele professor da mesma disciplina.
A tarefa não era fácil, uma vez que a maioria esmagadora dos alunos nunca tinham participado em peças de teatro.
Por outro lado, este desejo de representar um clássico da tragédia Grega, tinha como intenção realizar um trabalho mais elaborado, fugindo assim ao que até ali se tinha feito, que eram pequenas recitas, normalmente parodiando os professores.
A empreitada não era fácil, mas o desejo de que tal se fizesse era enorme, nomeadamente por parte da docência.
Este projecto, como as fotografias documentam, tinham a participação dos alunos dos cursos do comércio e indústria.
A directoria da escola colocava grande entusiasmo nestas realizações.
Recordo-me de que era necessário transportar cerca de quinhentas cadeiras das salas de aula para o ginásio. Tarefa que os trabalhadores auxiliares nem sempre o faziam com grande entusiasmo.
Por outro lado o Professor Bastos, torcia sempre o nariz, uma vez que o verniz do pavilhão “estalava” com facilidade.
Mas esta peça foi representada com grande dedicação, tendo-se recebido do público presente, que eram algumas centenas, o devido prémio de reconhecimento, não só pela dedicação mas também por alguma qualidade cénica dos actores.
Este pontapé de saída, levou a que nos anos seguintes se mantivesse o espírito, sendo-se cada vez mais exigente, na escolha do reportório, e na elaboração das representações.
Ao olhar para o grupo participante, lembro as amizades que ficaram, os namoros que se fizeram e desfizeram e os que deram em casamento.
Fica a pena de não saber por andam alguns e a tristeza profunda de ter conhecimento que nem todos já estão entre nós.
Jorge Sobral
Em 21 de Dezembro de 2007, já tínhamos publicado uma fotografia da representação da “Antígona” levada à cena em 14-06-1968. Hoje completamos a informação com mais estas fotos e texto que o Jorge Sobral nos enviou e lembramos os nomes dos intervenientes:
Da esquerda para a direita, Limpinho, Luzio, Jorge Sobral, Chico Cera, Dória, Amilcar, escondido atrás das duas meninas, a Cláudia e os três da direita: Cabé, Orlando Matias e Saturnino.
Da esquerda para a direita, Limpinho, Luzio, Jorge Sobral, Chico Cera, Dória, Amilcar, escondido atrás das duas meninas, a Cláudia e os três da direita: Cabé, Orlando Matias e Saturnino.
Comentário:
Actor trágico e de contos natalícios, forcado de garraiada, executante de bandolim e estudante de comércio. Este o palmarés invejável do jovem Jorge Sobral, agora também arquivista, jornalista e comentarista de serviço. Cá fico à espera que volte a abrir o baú de glórias da escola e nos brinde com mais uma reportagem fotográfica das actividades académicas dos anos 60. Estou-me a lembrar, por exemplo, de um concerto da Academia de Amadores de Música, onde já então sobressaía a viola de arco da Ana Bela Chaves.
Artur R. Gonçalves.........15-02-2008domingo, 14 de dezembro de 2014
Um conto de Natal
No Natal de 1968, no palco do ginásio da Escola, subiu à cena “Um conto de Natal” da autoria da Dra. Deolinda Ribeiro.
Esta fotografia do Jorge Sobral, dá-nos conta de uma passagem da peça, onde se pode observar o mesmo dialogando provavelmente com os Reis Magos, que devido à excelência da caracterização, tornou difícil a sua identificação, embora o do meio me pareça o Jaime Ferreira.
Esta fotografia do Jorge Sobral, dá-nos conta de uma passagem da peça, onde se pode observar o mesmo dialogando provavelmente com os Reis Magos, que devido à excelência da caracterização, tornou difícil a sua identificação, embora o do meio me pareça o Jaime Ferreira.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Uma garraiada ao jeito do Carnaval
Este cartaz da Garraiada dos finalistas de 1968, não foi no
Carnaval mas o estilo do cartaz era o mesmo usado nas brincadeiras taurinas de
Carnaval.
Chamo a vossa particular atenção para as fotos dos garbosos forcados, capitaneados pelo Limpinho, e secundados pelo Sobral, Mafra, Seciliani, Caldas Pereira, e outros, conforme se pode ler no cartaz.
Chamo a vossa particular atenção para as fotos dos garbosos forcados, capitaneados pelo Limpinho, e secundados pelo Sobral, Mafra, Seciliani, Caldas Pereira, e outros, conforme se pode ler no cartaz.
domingo, 30 de novembro de 2008
Núcleo de Teatro
Actividades Circum Escolares Escola Industrial e Comercial das Caldas da RainhaEste prospecto, anuncia a iniciativa do Núcleo de Teatro da Escola, dirigido pelo Professor J.M.Bento Monteiro, coadjuvado pelo então jovem professor Mário Tavares.
O mais importante deste tipo de acontecimentos, era o envolvimento dos alunos, fossem do Comercio ou da indústria.
Por outro lado as representações, traziam à Escola os pais , os familiares e muita gente que gostava de teatro e que via nestes acontecimentos culturais qualidade e entrega.
Os anos de 1967, 68, 69,70 foram sem duvida anos extraordinarios de iniciativas promovidas pelos alunos da Escola.
Tenho que vos confessar que este periodo que antecedeu o 25 de Abril, foi vivido com uma intensidade estonteante fazendo desse periodo o meu tempo de eleição.
Aos muitos colegas que neste nucleo de teatro participaram o meu abraço fraterno e o desejo de que um dia nos possamos encontrar todos, para matar saudades e rever-nos.
Jorge Sobral

Comentários:
É espantoso como algumas pessoas têm a capacidade de preservar memórias do esquecimento e de as transformar em documentos históricos de valor inestimável. O JS é um desses privilegiados. O programa do «Serão de Convívio» guardado tantos anos é elucidativo da dinâmica do Núcleo de Teatro da Escola, dirigido pelo Prof. Bento Monteiro. Só é pena que seja omisso na indicação do ano a que se refere esse 13 de Março. A minha intuição analítica leva-me a apontar o início da década de 70, já que o lançamento nacional do Manuel Freire no panorama musical português só se deu com a sua interpretação da «Pedra Filosofal» no Zip-Zip, programa que RTP transmitiu entre Maio e Dezembro de 1969. Na altura em que terá estado na Escola, já eu tinha saído das CdR, pelo que terei perdido um óptimo espectáculo. Felizmente que no dia 29 de Março de 1974 não deixei fugir a oportunidade de o ver ao vivo no Coliseu de Lisboa. Eu e mais uns bons milhares de companheiros no «1.º Encontro de Música Portuguesa», organizado pela Casa da Imprensa. O 16 de Março tinha sido há pouco, o 25 de Abril estava já a caminho.
Artur R. Gonçalves.......01-12-2008
Este meu comentário tem o propósito de esclarecer a data do cartaz. No canto inferior direito está inscrita a data de 1971.
Jorge Sobral............22-12-2008
domingo, 9 de novembro de 2008
O grande acampamento da Juventude

Através do Jorge Sobral, já foi referenciado neste blog o Grande Acampamento da Juventude.
Muita gente da minha geração lembra-se bem do programa "Página 1", que José Manuel Nunes fazia na Rádio Renascença em finais da década de 60 e inícios da de 70, era um programa predominantemente musical, em que surgia por vezes alguma informação ao longo
da emissão.O programa "Página 1" constituiu uma imagem de marca da Renascença naquela altura e influenciou a maneira de fazer rádio, tanto em Portugal como nas colónias. Mesmo nas pequenas rádios dos confins de África se faziam programas confessadamente influenciados pelo "Página 1", como era o caso do programa "África 1", do Rádio Clube do Moxico, no Leste de Angola.
Muita gente da minha geração lembra-se bem do programa "Página 1", que José Manuel Nunes fazia na Rádio Renascença em finais da década de 60 e inícios da de 70, era um programa predominantemente musical, em que surgia por vezes alguma informação ao longo
da emissão.O programa "Página 1" constituiu uma imagem de marca da Renascença naquela altura e influenciou a maneira de fazer rádio, tanto em Portugal como nas colónias. Mesmo nas pequenas rádios dos confins de África se faziam programas confessadamente influenciados pelo "Página 1", como era o caso do programa "África 1", do Rádio Clube do Moxico, no Leste de Angola.
Vem esta recordação a propósito, pois o Manuel Vasconcelos foi descobrir nas suas “velharias” o crachá e o Autocolante do Acampamento realizado em 1970 nas Caldas da Rainha
José Ventura
José Ventura
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Imponente vacada
Já aqui trouxemos fotografias da garraiada dos finalistas de 1967, mas a Adelaide Seixas no seu álbum tinha lá mais esta, onde aparece montada no burro, com um magnifico sombrero.

Sobre esta “imponente vacada” escreve o Jorge Sobral:
Corria o ano de 1967. Inicia-se aqui a acção dos finalistas da nossa Escola, num terreno que ainda não tinha sido pisado.
Organização de bailes, de espectáculos de poesia e até de teatro, havia já uma tradição, para alem de qualidade assinalável.
Agora organizar espectáculo a meias com vacas bravas, não tinha ainda sido tentado.
Mas uma vez é a primeira.
Podemos dizer com segurança que as vacas ganharam.
Os aficionados também, porque riram a bom rir.
Os intervenientes para não ficarem também a rir levaram que contar.
Merece dizer que este tipo de espectáculos nunca deu dinheiro para os finalistas irem passear, pelo contrário. Mas não vale a pena haver queixas, não deu dinheiro, deu sopa de corno, boas recordações e muita amizade.
Jorge Sobral

Sobre esta “imponente vacada” escreve o Jorge Sobral:
Corria o ano de 1967. Inicia-se aqui a acção dos finalistas da nossa Escola, num terreno que ainda não tinha sido pisado.
Organização de bailes, de espectáculos de poesia e até de teatro, havia já uma tradição, para alem de qualidade assinalável.
Agora organizar espectáculo a meias com vacas bravas, não tinha ainda sido tentado.
Mas uma vez é a primeira.
Podemos dizer com segurança que as vacas ganharam.
Os aficionados também, porque riram a bom rir.
Os intervenientes para não ficarem também a rir levaram que contar.
Merece dizer que este tipo de espectáculos nunca deu dinheiro para os finalistas irem passear, pelo contrário. Mas não vale a pena haver queixas, não deu dinheiro, deu sopa de corno, boas recordações e muita amizade.
Jorge Sobral
domingo, 21 de setembro de 2008
Grande Acampamento da Juventude - 1970

Foi dos acontecimentos mais extraordinários que foram realizados na nossa cidade, mais propriamente na Mata, nos dias 13 e 14 de Junho.
"Pagina 1" Grande programa de rádio, que salvo erro, era transmitido pelo Rádio Clube Português, e onde imperavam grandes locutores como Joaquim Furtado, entre outros.
Este programa de grande qualidade, transmitia sobretudo e promovia a nova música portuguesa e os seus novos interpretes.
Foi este programa, que era ouvido pela grande parte dos jovens portugueses, que promoveu este grande acampamento nacional, trazendo a nele actuar nomes como, Paulo de Carvalho, Os 1111, com José Cid, Manuel Freire, Carlos Mendes, José Afonso, José Jorge Letria, Adriano Correia de Oliveira, Fernando Tordo, Padre Fanhais e tantos outros.
A Juventude aderiu em massa. Jovens de todo o país vieram ate cá.
As fotografias mostram um fotógrafo (?) trajado à época (Jorge Sobral), podendo ver-se ainda várias caras da nossa escola dançando ao som do conjunto Pop Five. Pedro Freitas, Ela, David filho, Luísa Pimenta, Teresa Robim.
Escusado será dizer que este tipo de encontros enquadrava na necessidade que os jovens tinham de encontrar alternativas às formas tradicionais e controladas de convívios onde imperavam rígidas normas instituídas pelo Ministério da educação do Estado Novo.
A verdade é que os jovens acabavam também eles por encontrar novos conceitos de convívio e de elevar o que de progressista havia em Portugal, nomeadamente na música.
Foi uma jornada inesquecível.
Nada voltou a ser igual para os jovens que neste acampamento participaram.
As Caldas voltavam a estar no topo das iniciativas culturais nacionais, desafiando o poder instituído.
Jorge Sobral
De volta depois de umas mini-férias na Peninsula de Gaspé, apenas a 1000 Kms de Montreal,
José L. Alexandre ......28-09-2009
Era o Adelino Gomes e o José Manuel Nunes.
Anónimo.......06-10-2008
Este foi um acontecimento importantíssimo e mostra que as Caldas estavam, nessa altura, na rota desses acontecimentos. Obrigado ao Jorge Sobral pela evocação.
Quanto ao Página 1 era efectivamente na Renascença das 19h30m às 21h com o José Manuel Nunes, não me lembro do Adelino Gomes fazer programas musicais na Renascença nessa altura.
Eu ouvia pouco o Página 1 porque entre as 19 e as 21 horas, de 1965 a 1972, o Rádio Clube em FM apresentava o que foi, sem concorrência, o melhor programa de Rock e Pop de sempre na rádio portuguesa. Chamava-se "Em Órbita" e era apresentado pelo Cândido Mota.
J.J..........14-10-2008
sábado, 6 de setembro de 2008
Representação da Peça de Jean Anouilh
As actividades circum-escolares.Era assim que se denominavam as actividades paralelas às aulas, neste caso representadas por iniciativas de índole cultural.
Estas fotografias representam a iniciativa que o Dr. Bento Monteiro, professor de História, naquele ano de 1968, entendeu levar por diante, com a colaboração do então mais jovem Dr. Mário Tavares, também ele professor da mesma disciplina.
A tarefa não era fácil, uma vez que a maioria esmagadora dos alunos nunca tinham participado em peças de teatro.
Por outro lado, este desejo de representar um clássico da tragédia Grega, tinha como intenção realizar um trabalho mais elaborado, fugindo assim ao que até ali se tinha feito, que eram pequenas récitas, normalmente parodiando os professores.
A empreitada não era fácil, mas o desejo de que tal se fizesse era enorme, nomeadamente por parte da docência.
Este projecto, como as fotografias documentam, tinham a participação dos alunos dos cursos do comércio e indústria.
A directoria da escola colocava grande entusiasmo nestas realizações.
Recordo-me de que era necessário transportar cerca de quinhentas cadeiras das salas de aula para o ginásio. Tarefa que os trabalhadores auxiliares nem sempre o faziam com grande
entusiasmo.Por outro lado o Professor Bastos, torcia sempre o nariz, uma vez que o verniz do pavilhão “estalava” com facilidade.
Mas esta peça foi representada com grande dedicação, tendo-se recebido do público presente, que eram algumas centenas, o devido prémio de reconhecimento, não só pela dedicação mas também por alguma qualidade cénica dos actores.
Este pontapé de saída, levou a que nos anos seguintes se mantivesse o espírito, sendo-se cada vez mais exigente, na escolha do reportório, e na elaboração das representações.
Ao olhar para o grupo participante, lembro as amizades que ficaram, os namoros que se fizeram e desfizeram e os que deram em casamento.
Fica a pena de não saber por andam alguns e a tristeza profunda de ter conhecimento que nem todos já estão entre nós.
Jorge Sobral

Comentário:
O dr. Bento Monteiro era, de facto, o grande dinamizador cultural dos anos 60 na Escola, designadamente na divulgação quase sempre polémica dos grandes heróis da imaginação literária, musical e artística em geral. Tudo começava nas aulas de Português e História, prolongando-se depois nas actividades de ampliação extra curricular. Uma das vezes, organizou uma expedição de recolha de artefactos pré-históricos na Serra do Bouro. Como os transportes não abundavam, lá partimos quase todos de bicicleta atrás do automóvel do mestre arqueólogo. No regresso, trouxemos, com grande satisfação de missão cumprida, um punhado de coups de poing e raspadeiras primitivas em pedra lascada. Creio que chegaram a estar expostas no Museu da Escola. No caso concreto das experiências teatrais, lembro-me com alguma precisão das palavras premonitórias que dedicou à tragédia em apreço: «Um dia ainda dirão ter assistido à representação da ANTÍGONA de Jean Anouilh». Na altura, o autor e a obra faziam parte daquele punhado enorme de casos pouco queridos do Estado Novo. Estreada na cidade de Paris em 1944, durante a ocupação alemã, o antagonismo trágico protagonizado por Antígona e Creonte representava a resistência francesa contra as leis despóticas do Marechal Pétain. As semelhanças com a realidade portuguesa da época não podiam ser mais claras. Passados 40 anos, aqui estamos nós a comentar o drama e dramaturgo. O dr. Bento Monteiro tinha razão nesse distante ano de 1968.
Artur R.Gonçalves.........07-09-2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
1973 - Ano de todas as inquietações
O cartaz chama a atenção para uma exposição - feira do Livro e dizia querer também que os jovens não ficassem indiferentes. Indiferentes a quê?Ao que se passava na Escola, em casa, na rua e para muitos no trabalho.
O Conselho Cultural da Escola, pretendia chamar a atenção para os alunos que aquele lugar era também a sua casa. Então é necessário dela tratar, de tudo fazer para que o ambiente fosse de aprendizagem, de tolerância, de intervenção, mas sobretudo de procura do conhecimento, mas tambem da verdade, pois só ela pode revelar o que é a liberdade.
A liberdade de ler, de abertamente se interrogar, de questionar os outros, sem medos, com frontalidade e respeito pelas opiniões contrarias.
É verdade que estas iniciativas tinham sempre à partida um conjunto de constrangimentos impostas pelo regime de então. As editoras, não podiam fazer chegar ás bancas livros que a censura tinha proibido de serem impressos, mas que sabíamos muitos que eles existiam, pois passavam de mão em mão, contrariando assim o desejo do poder que a ignorância lhes seria util. O espírito do provérbio de "quem não sabe não sente".
O Conselho Cultural da Escola, questionou os alunos sobre a importância da leitura. Chamou a atenção dos alunos para a importância do livro como instrumento do conhecimento. Ler como dizia a aluna Luísa Runa "Um livro é veiculo de cultura que pode enriquecer um país instruindo o seu Povo".Que profundo contraste entre este pensamento de uma jovem aluna com a do poder de então que defendia que bastava saber ler escrever e contar, ou seja chegar à quarta classe.
Mas talvez ainda mais directa a frase da aluna Isabel Bajouco que exortava "Lê, informa-te - comunica"Ao encontrar este panfleto guardado no meu bau de recordações, veio-me à memória tanta gente, tanta iniciativa, que parecendo serem demasiadamente pequenas ajudaram a consciencializar tantos de nós, empurrando-nos para a saída das nossas vidas.
Jorge Sobral
Comentário:
Amigo Zé Ventura.
Como sabe, não fui aluno da Escola nem do Colégio, mas todos os dias visito os dois Blogs. Por isso foi com satisfação que hoje vi (creio) a primeira intervenção escrita correspondendo ao apelo feito há uns dias atrás.Tal como no Blog do Colégio aparecem intervenientes recordando o passado contando as suas estórias, o amigo deve continuar a incentivar os intervenientes do seu Blog para que mandem mais material escrito, e não só fotografias, pois se isso for possível, certamente haverá mais animação e mais comentários sobre o que cada um vai escrevendo.
As minhas desculpas pela intromissão em seara alheia, mas é o que se me oferece dizer.
Um abraço.
Fernando Santos. ...........28-08-2008
domingo, 17 de agosto de 2008
Finalistas de 1968
Esta fotografia que nos chega através do Jorge Sobral leva-nos até 1968 para recordar a viagem de Finalistas.Os alunos em pose à beira rio são: Jorge Sobral, Francisco Coutinho, Fernando Caldeano e Manuel Vasconcelos.
José Ventura
Comentários:
Tudo boa gente...!!
E o rio...onde fica...???
Nestes tempos...cá o velhote estava também perto de um rio... de seu nome Rovuma...!!!
Onde fica este...???
Para os mais desatentos à geografia: No norte de Moçambique e faz fronteira com o Tanganica (Tanzania)
Maximino........17-08-2008
Ora viva meu caro Maximino.
Aproveitando o teu comentário acerca do rio, do Rovuma é claro, tenho a dizer-te que também andei lá por perto, mais propriamente na zona de Mueda. Estive numa Companhia em Muidumbe, que fazia parte de um Batalhão sediado em Nangololo, isto entre l967 e 1968. Saudades, não é? Pois é!Aqueles cheiros, os entardeceres o cheiro do chão molhado depois de uma chuvada. Ficou tudo bem cá marcado. Aquele abraço
Aires Macela.........19-08-2008
Olá amigo Macela...
Nunca estive na tua zona, embora dela ouvisse falar...
Passei por Mueda a caminho da Sagal, Diaca, Mocímboa da Praia, Palma e estive sediado em Pundanhar...pertencia ao Comando de Mocímboa do Rovuma...por aqui andei 8 meses...
Depois Marrupa (Vila cabral)mais 11 meses...chegou bem...!!
Depois 6 meses de autenticas férias...em Lourenço Marques...!!!
Mas é como dizes: quem sentiu o cheiro da terra molhada pela chuva...não esquece mais..!!!
E tantas outras coisas boas...que quem teve a sorte de não voltar "encaixotado" tem para recordar...
Ahh... e já me esquecia: cheguei a Mueda na vespera do Natal de 1965...e vim passar o Natal de 1967 a Óbidos, graças a Deus...
Mas ainda gostava de voltar às margens do Índico...
Um abraço
Maximino...........20-08-2008
Amigos Max. e Maçela se tivessem ido para Angola eu diria que eram massaricos, pois nessa altura eu ja estava quase de volta. Regressei a 10 de Fev.1966, estando os primeiros doze meses em Nambuangongo e como tal tambem tinha um rio bastante perto ,o rio Onzo. O pessoal moderno nao compreende bem que nos tiraram dois anos em plena juventude,mas no fim aprendemos algo e Angola, Moçambique e Guiné ficarão para sempre em nossas mentes
Adeus camaradas
Chaves.........26-08-2008
Depois de ter estado com o Chaves na Lareira, reitero o convite para que ele venha até ao lindo país do Québec.O único canto da Velha Europa na América do Norte. Isto é só para o provocar. Pois imagina que vim para o Canadá como tu, alguns anos depois e também andei por Nambuangongo como tu, alguns anos depois, entre Outubro e Dezembro de 1974. Durante esse tempo passei mais tempo no Quixico e Quipedro, e à cidade só vinha de vez em quando buscar a comida para o pessoal. Depois em Dezembro desci para Luanda onde fiquei até Outubro de 1975. Aqui as «férias», no largo da Sagrada Familia, não foram a 100% porque vim encontrar as dificuldades com que lutavam alguns dos meus conterrâneos, os Retornados, lá da aldeia e que me marcaram até hoje. No entanto graças ao pessoal de Abril apenas andei por lá 12 meses.
Na altura era bem mais novo que o Chaves, agora como pude ver em Maio, somos quase da mesma idade. Abraço
Na altura era bem mais novo que o Chaves, agora como pude ver em Maio, somos quase da mesma idade. Abraço
J.L.Reboleira Alexandre.......26-08-2008
Amigo Reboleira na verdade eu não sou muito de viajar. Fui uma vez a Montreal, fiquei lá um ou dois dias e chegou. A Cuba fui cinco vezes e a S.Martin uma, porque fui de avião e depois foi só descansar,mas obrigado pelo convite.Possivelmente irei em Outubro para Portugal outra vez, pois agora ja mando trabalhar os outros e e lá na minha Caldas e arredores e que eu me sinto bem. Falando na vida militar fui para Angola em 63 ao passar por Cicabo tive logo uma má notiçia, o Daniel Szabo tinha sido morto nas sete curvas em Cicabo (o Daniel era filho do treinador do Grande Sporting e depois do Caldas, além de ter sido junior do Caldas)na altura foi considerado um heroi,mas agora passou ao esqueçimento, assim como todos os outros militares não interessa ao país a nao ser que mais tarde se queira ser presidente como aqui na America. No dia dez Fev.66 cheguei a Lisboa no India e no dia 7 Set.do mesmo ano cheguei a Toronto, mas continuo a ter um certo amor por Luanda e Angola. Ja chega.
Chaves.........03-09-2008
domingo, 6 de julho de 2008
Vamos à bola
Como é sabido o futebol não era propriamente uma modalidade muito acarinhada na Escola, por isso mesmo os amantes da modalidade procuravam as equipas locais, para dar largas aos seus dotes futebolísticos.
Numa altura em que as equipas estão a iniciar a época 2008/2009, trazemos também para o Blog equipas da época constituídas na sua maioria por antigos alunos e onde não faltam outros artistas da bola.
Numa altura em que as equipas estão a iniciar a época 2008/2009, trazemos também para o Blog equipas da época constituídas na sua maioria por antigos alunos e onde não faltam outros artistas da bola.
Selecção da Escola de jogou na Marinha GrandeFotografia de Valentino Subtil de 1953
Eles, os de 53, foram os meus idolos. Quando entrei para o Ciclo o Subtil, Joao Afonso,Vasco Oliveira, Henrique, Jose Fernando (ja falecido),o Benardo, o Jaques (ja falecido),o Jorge e outros.Que bem jogavam,Talvez a melhor equipa de sempre da escola.Bem hajam
Chaves
O Jaques era natural da Freguesia do Olho Marinho do Concelho de Óbidos - chegou a jogar no Sporting Clube de Portugal.
Maximino.......14-07-2008
Selecção da Escola que jogou com o Externato Ramalho OrtigãoFotografia do Lobato e Rogério Guimarães de 1962
Em cima: Marques, Zamor, Lino, Parreira, Ramiro e Lua
Em baixo: Sena, Zé Maria, Galrão, Lobato, Vidigal e Xavier
Equipa Juniores do F.C.CaldasFotografia de Jorge Sobral dos anos sessenta
Em cima: ?, Valadas, ?, Manuel do Viveiro, ?, Sobral
Em baixo: Severiano, Vitor Silva, Nuno, ? e Coelho
Equipa Principiantes do F.C.CaldasFotografia de Jorge Sobral dos anos sessenta
Em cima: Costa Faro, Jorge Ventura, Carlos, Sobral, ? e Rui
Em baixo: ?, Forneri, Artur, Manuel do Viveiro, ?
Equipa Juniores do Caldas S.C.Fotografia de Rogério Guimarães dos anos sessenta
Em cima: o Ferreira Louro e o Coutinho a Guarda-Redes
Em baixo: Mário Lino, João, Alpalhão e Zé Manuel
Equipa Juniores do Caldas S.C.Fotografia do Artur dos anos sessenta
Temas:
1953,
1962,
1963,
Artur Domingos,
Futebol,
Jorge Sobral,
Lobato,
Rogério Guimarães,
Subtil
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