sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Uma foto no Largo da Rainha

Os dados sobre esta fotografia são muito vagos, provavelmente será de 1962 e mostra-nos um grupo de alunos durante um passeio, ou visita de estudo.
Esta fotografia que está no álbum de recordações do Artur, na imagem sentado na fila da frente, fica à espera de uma ajuda para identificar o resto da “malta”.

José Ventura

Comentários:

Cá vai uma ajuda: a foto é junto à Rainha, o 1ºdo lado direito é o Ventura que está nos EUA(Newark) e menina das tranças é a Eleonora e por baixo dela está a Lurdes Bernardes(?) (está no Canadá) é irmã do V-Corado. Um abraço.

Fernando Xavier..........14-10-2007

Pois bem, esta e a primeira vez que venho dar um dar da minha graça, apesar de ser uma assidua visitante deste blog desde que o meu irmao ( Coradinho ) me informou da sua existencia. Segundo a minha boa memoria ou nao fosse eu a cara metade do comandante Chaves. Na fila de cima Luisa Ramires, o menino ao lado nao me lembro, Isabel Lino, Maria do Ceu, Rosália Vital, Lourdes Bernardes, Ana ?? Artur ( Peru) e talvez Ventura. Talvez haja alguem que me queira corrigir.


Lurdes Bernardes.....14-10-2007

Trata-se de pessoal mais velho do que eu mas o nome de Rosália Vital traz-me à memória a minha explicadora de Inglês, (creio que era esta a disciplina pois as brincadeiras nas aulas do prof.Gouveia tinham consequências) teria eu 12 ou 13 anitos, na residência dos Vital ali para os lados do Bairro da Ponte. Mas antes de ir para lá na velha bicicleta que ainda guardo, depois das aulas tinha de passar pela taberna do Manuel Henriques (seria este o nome ?) ali na esquina da rua da Praça de Touros com a rua Herois da Grande Guerra, para beber uma laranjada comer uma sandes e ver a série televisiva Daniel Boone. É bom lembrar que lá no Chão da Parada nem luz eléctrica havia quanto mais televisão. Espero que a Rosália apesar dos anos continue esbelta e elegante como eu a via na altura. É realmente bom viver para ter memórias, e brevemente poder contar aos netos.

J. L. Reboleira Alexandre......14-10-2007

Meu caro Amigo. Naturalmente que não nos conhecemos porquanto sou de uma geração anterior á tua - Sai da Escola em 1962 se não estou em erro - Pelo conteudo da tua mensagem constato que resides no Chão da Parada. Na fase que precedeu a minha entrada para o Banco, trabalhei na Frami e criei laços de amizade nuito fortes com o Joaquim Contente - Pasteleiro de muita categoria - natural e residente no Chão da Parada. Passaram-se cerca de 45 anos e nunca mais o vi. Será possivel confirmar-mes se aquele meu amigo ainda reside na vossa aldeia? Obrigado. Em caso afirmativo visitá-lo-ei um dia destes.

Antonio Nobre.........16-10-2007

Amigo António Nobre, sou do Chão da Parada mas não moro lá há cerca de 40 anos (Lisboa, Angola -tropa- e Canadá) mas já providenciei para que obtenha resposta à sua pergunta.

J. L. Reboleira Alexandre ......17-10-2007

Caro António Nobre, em relação à pergunta feita ao meu primo sobre o Joaquim Contente, excelente pasteleiro do Chão da Parada, posso informá-lo que embora não more lá, numa das minhas idas para visitar a família há pouco tempo reparei que estava ao portão a falar com alguém. Fica a informação.

Reboleira Louro...........19-10-2007

Amigo Nobre
Estive com o Contente nas Festas de Sto António em S.Martinho. Foi-me apresentado pelo meu irmão que ao dizer-me o nome, Contente, "saltou a mola" e disse que tinha tido um colega na Escola com esse nome ao que ele respondeu. - Era eu. Fiquei, como calculas, feliz pois já não via o Contente há mais de 40 anos. Digo-te que se não mora no Chão da Parada mora por Alfeizerão ou perto. Um abraço.

A. Justiça........24-10-2007

Desculpa lá Justiça mas não me lembro que o Joaquim Adelino (Contente) pasteleiro, (assim é conhecido lá no Chão da Parada tenha andado na nossa escola. No entanto com o nome de Contente andaram por lá muitos da minha idade e do teu irmão, e alguns da tua. Penso não me equivocar, mas se tal fôr o caso de certeza que alguém vai corrigir. E o Nobre se passar na Estrada Principal não terá dificuldade em encontrar a casa dele.

J.L.Reboleira Alexandre.....24-10-2007

Meu caro Reboleira Alexandre. De facto tens toda a razão. O Joaquim Contente, pasteleiro de grande nivel, nao andou na nossa Escola, tanto mais que é um pouco mais velho do que eu- Presumo que andará nos 65 68 anos- A nossa amizade "apareceu" nos tempos em que trabalhei na Frami, meu primeiro emprego- O nosso amigo e colega Daniel Sanches tambem ai prestava serviço -e de facto tratava-se de pessoa de grande carácter, de uma honestidade profissional notável, particularidades estas que naturalmente na época "marcavam". Espero em breve, numa deslocação ás Caldas, poder visitá-lo no Chão da Parada. Para ti um obrigado pela informaão. Até sempre

Antonio Nobre........24-10-2007

O Chão da Parada tem dado pessoas de grande nível. O clã Contente está espalhado pelos quatro cantos do mundo. Nos Estados Unidos, com esse apelido, existem advogados e políticos bem introduzidos na vida americana. O Joaquim Adelino Contente foi um profissional de elevado gabarito na área da pastelaria. De vez em quando vejo-o por aí. Tive o privilégio de ter sido seu colega no meu primeiro emprego (F. A. Caiado)na mesma altura que o Nobre.Como diz o Alexandre, alguns Contentes frequentaram a nossa Escola. Aquele que me parece ter feito o percurso mais meritório foi o Dr. Amílcar Neto Contente que, de empregado da firma Thomaz dos Santos, SA chegou a Presidente do Conselho de Gestão do Banco Espírito Santo quando o Dr. Salgado Zenha era Ministro das Finanças.Fará, no próximo dia 14 de Dezembro, 70 anos. Tenho a honra de o ter no leque dos meus melhores amigos.Parabens para o Chão da Parada.Um abraço.

Sanches......29-10-2007

Aproveito o facto do Sanches mencionar o habitante mais ilustre do Chão da Parada, para juntar algo mais. Para o pessoal da terra o Amilcar, era o filho do Zé da Quinta e o irmão do Jorge. Assim era conhecido lá na aldeia. Porque isso de ser Sô Tôr, ou Sô Tôra, só para aqueles que eram professores numa escola qualquer, independentemente da formação académica ou profissional que tivessem. Pior ainda, penso que ele nem sequer era reconhecido por ter o «curso do Salazar», outro dos atributos que defeniam aqueles que iam além da escola primária. Isto era o Chão da Parada, e Portugal no seu todo afinal, ao findar os anos 60. Voltando ao meu digno e ilustre conterrâneo que tem cerca de 14 anos a mais que eu, lembro-me da sua forma totalmente segura de ser e estar. Aparecia lá na aldeia, mas era como se não fizesse parte dela. E já agora (os anos permitem-nos certas veleidades), eu e os meus contemporâneos paradenses, lembramo-nos sobretudo do gosto que ele tinha na forma como escolhia as suas jovens empregadas (ainda se dizia criadas, outra aberração da época), que nós admirávamos e devorávamos com os olhos , quando as mesmas passavam para ir fazer as compras à taberna do Zé Polónia. Era o inicío da moda da mini-saia, e que mini-saias! Ele vai perdoar-me a irreverência, mas não resisti. Se O Dr Amilcar Neto Contente não aparecer por aqui o Sanches vai dar-lhe a mensagem, estou seguro.Um Abraço

J.L.Reboleira....03-11-2007

Olá, só agora é que visitei ao pormenor a nossa Escola e para informar que o Contente que o meu irmão viu nas festas de S. Martinho é o José Contente dos electricistas e não o Joaquim porque esse não me recordo (não é do meu tempo).

José Justiça.......06-01-2008

2 comentários:

KONTENTE disse...

o meu Pai, Amilcar Contente sempre teve consciência das suas raízes, sempre gostou do Chão da Parada e sempre nos levava aldeia para conviver com a família..

KONTENTE disse...

Aparecia lá na aldeia, mas era como se não fizesse parte dela
ESTA OBSERVAÇAO É FEIA...o meu Pai adorava a aldeia