quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Um fotógrafo em Paris

Olá Amigos
Eu sou o António Borga fui aluno da Escola em 1964, quando foi inaugurada pelo Almirante…..(Américo Tomaz).
Só fiz os dois primeiros anos e em Agosto de 1967 cheguei a Paris onde vivo actualmente.
Dos meus tempos de Escola lembro-me do Firmino Rodrigues, que vejo quando vou a Portugal, o Zé, filho do dono do Hotel Rosa, o Elias do azeite. Havia também a Graça, o Sena, o Vidal, e outros que já não me lembro, mas gostava de contactar.
Tenho um site na Net http://abphoto.free.fr/
E o meu mail é abphoto@free.fr
O meu vocabulário não é muito bom (Eu já dei uma ajuda) mas é o vocabulário de um puto que deixou as Caldas com 13 anos.
Um abraço
António Borga

Depois de uma pequena investigação encontrei a pauta de 1964/65 Turma E (Clica em cima para aumentar), quem sabe se os antigos companheiros ainda se lembram dele.
Com o Nº 121 lá está o nosso fotógrafo "Francês".


Comentários:

Quantos ex-alunos da nossa escola não estarão na situação do Borga no que o vocabulário concerne. O receio de serem criticados por alguns cujos vocábulos se limitam à maravilhosa e difícil lingua de Camões é muitas vezes uma razão mais que suficiente para criar inibições e assim diminuir o número de presenças neste blog que o Zé vai mantendo com imensa boa vontade.

Eu mesmo sinto por vezes, nas várias deslocações á terra onde nasci alguns comentários menos agradáveis. Vou contar um episódio que me aconteceu já há alguns anos com um ex-colega que revejo de vez em quando, e se ele por aqui aparecer talvez se recorde, ou talvez não, já que o momento terá sido mais importante para mim do que para ele.

Assim e acabadinho de chegar às Caldas, depois da travessia do Atlântico, dirijo-me de imediato ao balcão do meu banco (ainda não existia essa coisa maravilhosa que dá pelo nome de Multibanco) e ao ver o meu ex-colega da Bordalo, dirijo-me a ele para «encaixar» (para quem não sabe trata-se da tradução literal do termo correcto nos meus 2 mais usados idiomas, o Francês e o Inglês) o cheque que possuia.

Do outro lado do balcão o nosso amigo de farto bigode, não resistiu e comentou para uma linda colega funcionária que eu não conhecia de lado nenhum: olha lá ó Maria (seria este o nome?) aqui o nosso amigo Reboleira quer encaixar. Podes ajudá-lo?

É claro que não apreciei a piada, sobretudo por que não conhecia a fulana de lado nenhum, mas não reagi e fui servido.

São atitudes deste tipo que por vezes dão origem a mal entendidos entre os que por aí sempre se quedaram e outros que por imensas razões decidiram partir.

Hoje o caricato da situação faz-me rir, na altura não achei piada nenhuma.

Abraço do Canadá do J.L.Reboleira Alexandre......04-09-2009

Amigo Reboleira, sempre que eu ia e vou a Portugal e me dirigia ao banco a maior parte dos funcionários eram da Bordalo Pinheiro e mesmo naqueles dias em que o banco estava cheio de clientes se ouvia logo o Zé Maria ou o Xavier e outros , entao oh KAMONE ou oh Choninha ou oh Marsinga estás ca outra vez? Trouxeste a televisao portatil ao teu cunhado? (Vitor Corado). Eu como também gosto da brincadeira dizia-lhes: é pá cada vez estão mais atrasados. Por vezes um gracejo ficamos mais a vontade .
Hoje se Deus quizer lá parto eu para mais uma estadia de dois meses para a nossa santa terrinha.
Por favor não quero a charanga das Gaeiras à minha espera,

Chaves.............04-09-2009

Esta ligação à terrinha onde nasceu é sobretudo sentida por aqueles que partiram para longe...mas que mesmo lá nunca a esquecem...
Eu a única experiencia que tive desse género foi na minha ida para Moçambique, onde nas raras vezes que encontrava um conterrâneo, era como se voltasse a respirar o nosso arzinho do Oeste...
Esse problema de perder o treino do que se diz ou se escreve, acontece com muito boa gente...

E já agora, admiravamo-nos muito (alguns admiravam-se...) pelo facto de os nossos emigrantes que rumaram a França há já muitas dezenas de anos, referirem à chegada ...que vinham de "vacanças"...
Mas como poderiam eles referir que vinham de férias...se férias tinha sido coisa que nunca haviam conhecido nas suas vidas...?
Por isso o melhor que o amigo Borga tem a fazer...é continuar a escrever, mesmo se num português afrancesado, porque com o tempo e o treino vai melhorando...

A respeito desse treino da língua, posso contar uma experiencia...:
Faço parte de um Forum de Sportinguistas que tem centenas de membros (tudo gente boa e não seria de esperar outra coisa...: para os desatentos eu escrevi...:sportinguistas...!!), sendo vários das mais diversas partes do globo...
Entre eles e logo no início, chegou-nos um português de Loures, residente nos EUA há mais de 40 anos...
O nosso amigo Juvenal ao principio deixava alguns de nós mais "atrapalhados" para a tradução, do seu... nem português nem inglês...
Mas nunca desistiu, nem nós os deixámos desistir...hoje (e não fora o facto de o seu computador desconhecer os sinais auxiliares da escrita em português...)o Juvenal escreve muito melhor o português...e alguns de nós (eu...)até já entendo alguma coisa de inglês...

Por isso amigo Borga...só tem que continuar...e será sempre muito bem vindo, mesmo para alguns mais velhos como eu...que nos seus tempos de Escola...já andava a marcar passo...!!!

Um abraço
Maximino........04-09-2009

Às vezes não é necessário sair do país para ver como o português é uma língua traiçoeira que gosta de brincar com os múltiplos sentidos das palavras. Pergunte-se a uma vendedoura do Mercado do Bolhão se a «nêspera é boa» ou a uma outra no Mercado Municipal de Faro se a «amêndoa está chocha» e terão a surpresa da resposta. Curta-e-Grossa. É tudo uma questão de saber «encaixar» a ironia das ambiguidades da linguagem.

Artur R.Gonçalves......05-09-2009

2 comentários:

João pinto disse...

eu era o 129, João Duarte Pinto da Costa.
Gostava de me encontrar com os meus antigos colegas e confraternizar co eles.

Zé Ventura disse...

Olá meu amigo, o Encontro no próximo dia 2 Maio de 2015 é o indicado.