quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Livros, cadernos e pontos

O Orlando e a Ana Cândido foram aos baús de recordações, e encontraram estas preciosidades.
Os livros de Leitura, Calculo Comercial e Contabilidade, com a particularidade de este último ser da autoria de Jorge Amaro, Professor da Escola, que nos deu o prazer da sua companhia no Encontro do ano passado.
A folha de teste de Contabilidade do 2º ano do Curso Geral de Comércio de 1965/66, (será que hoje ainda conseguiam positiva), o caderno de dactilografia e um exercício de Física e Química completam as imagens da época.

José Ventura





















Comentários:

As preciosidades fazem parte do espólio cá de casa e mantêm um bom estado de conservação. O ponto de Química é assinado pelo Dr. Sarmento (carinhosamente "O Seringa"); a rosa do caderno é da autoria da Ana que, já nessa altura, mostrava o jeito que ainda hoje permanece; O livro do Dr. Jorge Amado é um "mimo", que ainda hoje contém bases fundamentais da contabilidade. No prefácio, o Dr. Jorge Amaro agradece à Ana Maria (com quem viria a casar) o trabalho de dactilografia, à Drª. Julieta Paiva, a revisão das provas e dedica-o a todos nós, assim: "A ideia desta publicação nasceu, principalmente, das lições de Contabilidade dadas pelo A., como Professor do Ensino Técnico Profissional, e em que o impulso mais forte nasceu dos próprios Alunos da Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha. A eles eu dedico este livro."
Mais de Quarenta anos depois, sabe bem ler isto ...

Orlando Santos............05-02-2009

Uma delicia estas imagens. Quantas recordações passam por aqui ?
E ao ver o gráfico da capa do livro de Contabilidade (eram folhas soltas não?)dá para perceber que no tempo do mestre que nos iniciou nas ciências contabilisticas, que adorei rever em Maio 40 anos depois, ainda não existiam uns tais de Madoff & Cia.

J.Reboleira Alexandre.........05-02-2009

Às vezes lamento não ter também um baú cheio de documentos autênticos dos tempos das escolas: livros, cadernos, apontamentos… mas não tenho. A gestão de espaços cada vez mais exíguos para albergar o essencial da vida obriga-nos a seleccionar espólios, a libertar-nos sem complexos passadistas do aparentemente supérfluo. A memória transforma-se assim no único banco de dados disponível a tempo integral. As reproduções publicadas estimularam-me os neurónios das recordações e refrescaram-me o sistema operativo central e trouxeram-me ao presente imagens há muito esquecidas. Os gráficos contabilísticos, os cálculos comerciais e as fórmulas químicas não me fizeram disparar a adrenalina no circuito sanguíneo, mas fizeram-me regressar a um tempo em que essas matérias faziam parte do meu mundo de inquietações prementes. Os ensinamentos colhidos nesses manuais perderam-se completamente. Da dactilografia ficaram-me os rudimentos que me permitem digitalizar com alguma destreza o teclado dos actuais PC. É o que está a acontecer neste momento. Com dois dedos, por vezes três, raramente quatro, nunca mais do que isso. Que desperdício para os restantes dedos tornados compulsivamente ociosos. As imagens que voltei a visualizar da «Casa Lusitana» continuam muito cinzentas, muito pouco coloridas, muito pintadas da «cor» que melhor descrevia essa época histórica pretérita. Parabéns aos arquivistas dessas preciosidades dos nossos verdes anos escolares. Neste momento, apetecia-me abrir o manual de Língua História Pátria (o título sugere-me esta disciplina) e espreitar, pelo menos, para o índice. Será que o Orlando e a Ana o poderiam fazer por mim e mostrá-lo a todos nós? Quem sabe se não seria a ocasião perfeita para muitos outros comentários.

Artur R. Gonçalves...........06-02-2009

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