sábado, 14 de novembro de 2009

Encontro de Amigos

Quando estive em Portugal em Setembro tive a oportunidade de me encontrar com alguns amigos, esta foto que envio tirada na casa do Montez em Óbidos é um exemplo disso.
Estou eu com a minha esposa e o Zé Manuel Dória com a Milú.
Foi muito bom o encontro, revivemos os tempos de escola no local de paragem obrigatória para ouvir o velho Montez a contar estorias.

Bom fim de semana e tudo de bom para todos

Antonio Abilio

Comentários:

Olá Abílio, parece que estavas assustado... ou foi da ginjinha! Por curiosidade andei a vasculhar e encontrei um texto num blog que achei muito curioso, que vou transcrever:"A tradição da ginjinha de Óbidos nasceu no típico bar de seu nome "Ibn Errick Rex", o que equivale dizer, "filho do rei Henrique". Criado em 1957, este espaço deve a sua origem a uma história de amor entre José Montez, natural de Santarém, e Corália, uma jovem obidense.

Inicialmente, o Ibn Errick Rex era uma casa de antiguidades, negócio montado por Montez com o intuito de chamar a atenção da sua amada. Corália tinha também um antiquário nesta vila e assim, decerto notaria a presença de Montez. O negócio floresceu, atraindo diversos clientes, e Montez oferecia a todos os que apareciam na sua casa, um cálice do licor de ginja.

O sucesso foi tal que, a certa altura, as pessoas visitavam-no não para comprar antiguidades mas para beber uma ginjinha. Em 1975, o antiquário vendeu o "Ibn Errick Rex" ao actual dono, António Tavares, que preservou e promoveu as características do espaço e da famosa bebida. Sobre a história de amor, resta dizer que José Montez e Corália viveram felizes para sempre!".

Toda a juventude daquela época,onde eu estou incluída, sabe bem quantas noites interessantes foram passadas a ouvir o velho e saudoso Montez a contar as suas vitórias, levava por vezes,alguns a visitar as "caves da ginjinha" e nunca revelar o seu segredo, claro! Lembro-me de uma vez ele dizer a uma estrangeira que para a bebida ter aquele sabor punha um naco de carne crua e só tirava quando estava branca, cozida pelo álcool!
Imaginem a cara da dita senhora... mas nunca deixou de beber!!!

Não é interessante?
Beijinhos a todos

Lurdes Peça........16-11-2009

Olá Lurdes, não foi susto, já não estou abituado à ginginha e quando a bebo sabe tão bem que até fico com o cabelo no ar. Lurdes é curioso que neste bocadinho que lá passamos o senhor Tavares esteve no grupo, aliás foi ele que tirou a foto, e contou essa mesma lenda que tu também escreveste eu própriamente não fui tão previligiado pelas estorias do velho Montez mas quando visito Portugal os amigos levam-me á lá para matar o bicho, já se tornou um hábito.

António Abilio........17-11-2009

É interessante sim senhor...!!!

O Montez era uma bom contador de histórias e um mentiroso engraçado e compulsivo...

Conta-se que na sua loja de antiguidades, existiam duas caveiras...: uma de criança e outra de adulto...
Um dia, explicava ele a um visitante que a caveira do adulto era do Napoleão (o Montez nunca faria a coisa por menos...!)...depois, chegados à caveira de criança o Montez voltou a explicar, tratar-se da caveira do Napoleão...
O ouvinte naturalmente estranhou e perguntou...: mas como pode o Napoleão ter duas caveiras...?
Então meu amigo, responde o Montez com aquele ar que lhe conhecíamos...: esta... era do Napoleão quando criança...e aquela... era do Napoleão já adulto...!!

Mas o melhor...era mesmo a ginjinha...!!!

Maximino........17-11-2009


Possivelmente estarei aí em Portugal a partir de Março e irei a esse tal café do senhor Tavares e talvez entre em contacto com o Maximino para bebermos uma ginjinha. Gosto imenso dessa estoria que a Lurdes contou e que até pode ser verdade pois também ouvi que no fabrico do Vinho do Porto punham uma vaca (limpa), inteira no lagar junta com as uvas em fermentação para dar mais fortaleza ao vinho. Será verdade?

Chaves.........19--11-2009


OK amigo Chaves é só marcar...!!!

Eu não bebo ginja porque (com pena minha não posso beber...), mas posso sempre acompanhar um amigo (e pagar a ginja, claro...!!!)...
Agora essa história do naco de carne na ginja...essa era mais uma do amigo Montez...!!!
O tal que mandava fazer espadas e escudos, os enterrava no quintal e depois comidos pela ferrugem os vendia na sua Loja de Antiguidades,como sendo do tempo do Afonso Henriques...!!!

Ah ganda Montez...nem ele alguma vez imaginou como a sua maneira simpática de contar mentiras se prolongaria no tempo...!!!

Uma boa dele também, foi um dia ter vendido a um diplomata brasileiro, uma NªSª de Fátima do Séc. XVII...
O pior foi o facto de o diplomata ao chegar à Embaixada e contar a boa compra que tinha feito...lhe terem chamado a atenção para a impossibilidade de poder comprar do Sec. XVII, uma imagem de NªSª aparecida em Fátima nos inícios do Séc. XX...
Se fosse vivo hoje...o Montez teria grande futuro...como político...!!!

Um abraço

Maximino ..........20-11-2009

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