quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Hoje escrevo eu: Alfredo Justiça

Enfim.
Na presunção de que escrevo alguma coisa de jeito… ou será… de jeito nenhum? e esta “coisa”, no que toca a presunção faz-me lembrar o ditado “presunção toma a que quer” e há falta de outras opiniões lá vou presumindo que o que escrevo vai… pelo menos divertindo alguém. Alguém que seja simples como eu, sem ser simplório claro está, que isto de simplório tem mais que se lhe diga e é mais ofensivo.
Ás vezes, quando alguém tenta enfiar-me uma carapuça, dou comigo a pensar… será que tenho um letreiro na testa a dizer “simplório”… não, não tenho senão eu dava por isso… tenho é cara de labrego, daqueles saloios, que não existem só nas “berças” mas em todo o lado e ainda bem pois é deles “o Reino dos Céus”, dos simples claro!
Mas vem isto tudo a propósito de quê? Ah, pois. A propósito de que é indispensável - ainda bem que esta nova, bem bem, semi-nova - tecnologia vai corrigindo as calinadas ortográficas, mas dizia eu… é indispensável que os meus amigos e amigas vão escrevendo alguma coisa para o blog.
Não sabem o quê? bom, eu também não, mas acreditem que faz bem ao nosso eu e – lá vamos voltar ao presumo – que também a vocemecês (esta foi de propósito) passem um bocadinho mais entretidos a consultarem o blog em vez de estarem, esta é para os reformados ou como agora se diz para os aposentados, a verem filmes menos próprios para crianças, tais como, as Sessões do Parlamento ou do Quadro Parlamentar da Assembleia da Republica. Qualquer dia teremos de ouvi-los com uma “bolinha” no canto superior do plasma. Mas por enquanto vão só nos cornos e nos palhaços.
Bom, se eles se lembram de tornar publicas as escutas telefónicas, como o outro queria, e a sem vergonha do palavreado que usam entre eles… porreiro pá… aí é que vamos ter vergonha de termos tais filhos na Nação.
Não me apetece escrever mais. Adeus.
A. Justiça

Comentário:

Finalmente o nosso amigo Justiça, foi lá cima ao alto do Facho (está cada vez mais baixo...como nós com os anos) e com a inspiração no zénite, por efeito do bater das alterosas vagas numa tarde brumosa de Janeiro, mandou-nos este post para nos provocar a todos. Como quem diz, vamos lá a escrever pessoal !

Vou apenas pegar numa das suas divagações sobre reformados ou aposentados, como ele diz que se diz agora. É que por estas latitudes cada vez mais, se fala em trabalhar até quanto mais tarde melhor. Tudo bem se se trata de esforço intelectual (parece que faz bem aos neurónios), mas se esse mesmo trabalho exigir esforço físico, qualquer dia teremos o pessoal a trabalhar de bengala. Vem todo este arrazoado a propósito dos «famosos» aposentados que o Justiça menciona.

No último Verão estava a minha companheira dos últimos 30 anos lá na aldeia à espera que passasse a procissão (por aqui só se fôr a do Senhor Santo Cristo, do pessoal vindo de Rabo de Peixe, simpática vila de S. Miguel) quando se dirige a ela um velho companheiro de lutas de outros tempos, de respeitável barba e muitos cabelos brancos apesar de bem mais jovem do que eu. Este eu, que ainda, e até quando não sei !, tem de vir para a «oficina», como dizem os latinos (aqui igual a Sul Americano, mas não brasileiro) seis dias por semana (não, não estou só a trabalhar, por vezes venho aos nossos blogs), pois como ia dizendo, inicia-se a conversa, sobre os netos, o trabalho de cada um, etc, etc.

Após algumas frases de circunstância o nosso amigo lá explica cheio de orgulho que estava na aposentação. Agora tenho de explicar que a minha companheira saiu daí aos 9 anos e apesar de voltar muitas, muitas vezes, não dispõe do nosso vocabulário na lingua de Camões. Mas inteligente que é, não se deu por achada e disse que isso de aposentação era muito bom e ia falar-me sobre essa possibilidade para nós aqui em Montreal.

Chegada cá, de imediato me perguntou que raio de profissão era essa da qual nunca tinha ouvido falar. Logo lhe disse que aqui não existia, e que infelizmente nunca poderiamos escrever no nosso CV, que éramos, ou fôramos, aposentados. Como ela continuava a não perceber, disse-lhe que ele estava reformado! O quê, já, mas ele é tão novo. Pois é, disse eu.

Da próxima vez que alguém lhe diga que está aposentado, ela responderá que isso são luxos apenas para alguns. Para terminar uma máxima en francês: travailler c'est la santé, rien faire, la conserver!

J.L.Reboleira Alexandre......15-01-2010


A mensagem do Alfredo Justiça (com presunção e sem água benta) parece que passou. O Zé Luís tomou a que quis, identificou um tema de conversa electrónica e contou-nos uma história exemplar. Com toda a simplicidade não simplória de quem partilha uma história de vida vivida.

Tanto um como outro recorreram à sabedoria popular (a portuguesa e francesa) para ilustrarem o seu pensamento. Apeteceu-me, também, meter uma colherada provocatória e registar uma dessas máximas criadas ao sabor da imaginação colectiva e confirmada de geração para geração. Pedi-a emprestada ao património cultural brasileiro. Reza assim: «o trabalho é do maribondo que quer fazer a casa no cu do boi».

Dispenso-me de tecer juízos de valor sobre as lições do texto. Ou de acrescentar outros provérbios elucidativos. O Orlando é que é o especialista encartado. Adiantarei, mesmo assim, que a aposentação adiantada não é para quem quer, mas sim para quem pode. Pessoalmente, cá ficarei à espera dos 65 regulamentares para a reforma ou dos 70 para a jubilação. Na altura decidirei

NB. Amigo Zé Ventura, aqui está um bom tema de debate a propor aos bordalianos reformados. Expliquem-nos como é essa vida de não cumprir horários e de ter todo o tempo do mundo para navegar nas ondas virtuais das novas tecnologias feitas blogs. Nós cá ficamos atentos para aprender e para comentar, «se a tanto» nos «ajudar o engenho e a arte». O épico que me perdoe o abuso.

Artur R.Gonçalves.........16-01-2010


Então eu posso já dar uma ajudinha nessa explicação...:
Aposentado há cerca de 13 anos (se vou dizer que me fartei de trabalhar, poucos vão acreditar...é um azar a má fama que todos os funcionários públicos têm e de que só alguns conseguem ou conseguiram proveito...!!!).
Mas depois de aposentado nunca fiquei encostado às box's, primeiro porque de há muito me dediquei à defesa do Ambiente tendo como joia a defender a nossa Lagoa de Óbidos...e de outras actividades (a minha mulher dizia a propósito desta minha apetencia para entrar em quase tudo...: ó homem, tu tens uma pontaria...que só te metes em coisas onde gastas dinheiro...!!!)e depois porque abracei quase de tempo inteiro, após a morte de minha mulher, uma actividade ao serviço dos outros como Diácono da Igreja Católica.
Daí que tenha em muitos dias uma ocupação de tempo superior ao tempo de serviço quando no activo (antes que me venham dizer que dantes não fazia nada, já tive o cuidado de dar a conveniente explicação logo no início...).
Uma coisa posso dizer aos meus amigos...: os anos vão continuando graças a Deus a passar, mas à parte a natural velhice de quem já vai fazer muito proximamente 67 anos, sinto-me util, activo qb e desejando fazer em cada ano...mais um...!
Já agora, para aqueles que estão pensando em reformar-se e para os que o fizeram mais recentemente, deixo-lhes aqui um conselho...: mantenham-se activos após o ficarem desligados do serviço...
É a melhor receita para não morrer mais cedo e nem chegarem a gozar da merecida (pelo menos eu acredito que seja merecida...)aposentação...!!

Não parem...pois parar é...

Nem digo... para não vos assustar...!!

Um abraço do

Maximino.........16-01-2010

Diz o Alfredo Justiça ser indispensável que os amigos e as amigas vão escrevendo alguma coisa para o blog, e pergunta: Não sabem o quê? E acrescenta que ele também não sabe!!!
Ora bem! Agora eu pergunto: Não há por aí umas estórias do tempo da Escola para contar? Aventuras na Mata, passeios e jogos do matas com o ringue ( não sei se é assim que se escreve) no Parque, Alcunhas de alunos e o seu porquê, namoricos sem ser necessário dizer nomes, peripécias de viagens de finalistas; etc. etc. etc....
Ou será que as memórias são assim tão curtas e apenas restam fotografias?
O Rebolira Alexandre que já por várias vezes nos tem dado o seu contributo, agora aparece com uma bem humorada estória sobre a sua companheira e os "aposentados". Pena é que eu não saiba francês, mas de vez em quando o tradutor do Google dá uma ajuda.
Amigos! Vamos em frente para ver se o Zé Ventura não desanima.
Não é preciso ser intelectual ou saber escrever bem, o importante é trazer para aqui uma estória tal como ela foi vivida na respectiva época!
Um abraço para todos.

Fernando Santos.........16-01-2010


O Zé é demasiado modesto, mas eu não posso deixar de dizer que me agradou bastante as referencias positivas que li na Gazeta das Caldas ao Blog do Ze Ventura "Águas Mornas"... e faço referencia so "blog dele", porque este...embora seja ele a mantê-lo..."é nosso"...!!!

Obrigado Ze pelo teu esforço, dedicação e saber...!!!

Um abraço do Maximino . ..........17-01-2010

As meninas
É impressão minha ou as nossas colegas não têm escrito ultimamente? Quando começaram os contos das traquinices da juventude ausentaram-se do Blog! Então? Não há nada para contar? Provocaçõezinhas aos colegas meninos! Não houve? Partidinhas a professores e colegas! Não houve? Podem contar… muitos anos já passaram e recordo que algumas eram bem atrevidotas, ou melhor, alegres e desinibidas. Levantem a tampa do baú e… cá para fora as “bobagens” joviais de então - tenho de mudar de dicionário, este ainda não sabe que houve um acordo e risca a palavra “bobagens”. Não era eu que… metia a mão no bolso da bata do “Seringa”.
Não se ofendam… só estou a pretender provocar-vos e levá-las a tomarem parte neste “confessionário” de - como alguém já escreveu – “Crónica dos Bons Malandros”.
Ora bem, enquanto não se resolvem, mas resolvam-se, hem… estamos ansiosos por saber que a escola não era só “lavores femininos” e “cálculos comerciais”… vou lembrá-los de um qualquer ano em que as aulas de sábado eram preenchidas com quatro horas seguidas de oficinas.
Pois foi! Nesse ano quem fez o horário… a minha bênção… resolveu preencher as manhãs de sábado com 4 horas seguidas de aulas oficinais e, quem faltasse apenas “apanhava” uma falta. Nas primeiras semanas, Outono e Inverno, tudo bem, o pior, será melhor? foi quando o Sol e o relativo calor da Primavera começou a aparecer. Aí então as aulas de oficinas de sábado foram substituídas por longas caminhadas, a pé, até á Foz do Arelho e sua bela e calma praia e com regresso, a pé claro, a tempo de apanhar a automotora das 13h00m, mais minuto menos minuto, para que os nossos progenitores não dessem pela marosca.
Sendo assim as coisas corriam “ás mil maravilhas” e a nossa tomada de conhecimentos estava a ser alargada a outros temas, que não só os curriculares – vollei de praia, futebol descalço na areia, etc. etc. – o que convenhamos era instrutivo e cimentava com muito mais solidez o espírito de camaradagem e, melhor ainda, o sentido de solidariedade pois ninguém “tugia nem mugia” o segredo.
Com o passar das semanas alguém… quem teria sido o malvado? descobriu a esperteza e resolveu que as faltas à aula de 4 horas de sábado passaria a contar como sendo dupla falta e… “com esta esperteza saloia”… acabou com as ausências á aula e aglutinou-nos a aprendizagem de novos “modus vivendi”… que tão bem nos ficava e assentava… há sempre alguém, algures ou em nenhures, a tentar estragar a vidinha dos outros… malandros! Se fosse nos dias de hoje não teria dúvidas em afirmar que teria sido um qualquer jornalista com acesso a escutas telefónicas… mas naquele tempo!!!
Um abraço

A. Justiça..........11-02-2010

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