sábado, 21 de maio de 2011

Prédios do Viola – Fim do capítulo

Tudo o que se publicou sobre os Prédios do Viola despertou algumas recordações e a Lurdes Peça, aproveitando uma visita às Caldas, lá foi reviver um pouco as suas memórias do local onde morou e das pessoas com quem conviveu com destaque, na primeira foto,  para o Sr. Jaime.
Desta visita ficam estas fotos.






Comentários:

oi miúda, tu e a tua energia, e assim os "miudos" dos Prédios do Viola ficam todos contentes de reverem o local onde moraram e brincaram! O António Abilio também está sempre em cima do blogue e já me tinha falado da foto que enviou ao Zé, já te viste? estavas em todas, sua rapazona endiabrada!! as tuas fotos estão giras. eu não fiz parte ds moradores mas até me fazem inveja
...mas não foi por isso que não convivemos e recordar é viver. bj a tds

Odete Maçãs..........................22-05-2011

Como eu vejo os prédios do Viola. Primeiro eu nasci e vivi, até o serviço militar me chamar para terras africanas, (até sou mais africanista que o P. Coelho e o F. Nobre , penso eu,) no bairro da Feira Velha que vinha da velha Praça do Peixe até à linha do comboio e a Rua das Vacarias era a minha rua. Quanto aos prédios do Viola, nos anos quarenta e cinquenta quem vivesse em prédios havia logo a noção que era gente fina e não há duvida que os ditos prédios tinham algo de esplendor para a época. Como o meu falecido pai e o José Constantino (pai dos Eduardo Constantino e irmão, alunos da " B. Pinheiro) tinham uma pequena oficina de serralharia na Rua das Flores que é perto do bairro, logo eu tenho uma boa recordação do mesmo e até uma pequena estória relacionada com uma das unidades. Tinha eu talvez uns 14 ou 15 anos e ter ido á oficina, fazer algo que não recordo, lá estava apenas o Sr Zé Constantino, quando uma jovem moça (empregada domestica) vinha a correr pedir ajuda porque uma torneira de agua estava vertendo e não a conseguia fechar. Eu sem saber ao certo o que fazer,.o Sr Constantino disse-me: Quim vai tu, lá leva esta chave, fecha a torneira de segurança (vi-me àrasca para descobrir onde era a tal torneira) e tira a parte superior da torneira que está vertendo. Assim fiz, corri de volta à oficina para que uma nova borracha fosse instalada, Voltei ao prédio, instalei de volta a parte que tinha tirado, então abri a torneira de segurança e para meu espanto tudo ficou bem feito "já era esperto naquela altura", agora não tanto. Quem sabe se era uma das vossas unidades,

Saudações J. Chaves.............23-05-2011

Sou mais uma a recordar os bons tempos da meninice passados no Bairro do Viola.
Recorrendo à memória materna, que é superior à minha, aqui fica a descrição de alguns moradores do famosíssimo Bairro do Viola:
Na frente do Bairro, onde está o "arco" situava-se a SEOL do lado esquerdo (1º e 2º andar), no r/c morava o Sr. Nogueira, do café e a Junta Autónoma das Estradas, no 3º andar habitava um Sr. Gil, viajante com 2 filhas, Ana Maria e o nome da outra não sei e o filho Gil.
Mais à frente, na mesma direcção, perto do “arco”, no r/c havia uma taberna, no 1º andar morava o Kuartel, ( o terror da pequenada) administrador do prédio e chefe das oficinas da SEOL, pai da Estelita, e um viajante, pai da Anita, no 2º já não sei, no 3º morava o Jaime Ferreira, nosso colega bordaliano.
Depois do “arco”, no r/c direito morei eu, e o Sr. Vieira, avô da Anita, casada com o Engº Rolim.
Do lado esquerdo morava o Sr. Jaime, alfaiate, pai da Teresa e do Toneca, e uma Srª algarvia de Silves de nome D. Glória, que me dava fatias de pão caseiro com manteiga polvilhadas com açúcar quando vinha da escola e ia ter com a Teresa à casa dela, esperando pelo regresso de minha mãe.
Foi na casa do Sr. Jaime que eu aprendi a picar golas e bandas dos casacos e também os meus dedos.
No 1º andar mora ainda a Conceição, trabalhadora da SECLA, mãe da Jelica (Angelina), ao lado um trabalhador das oficinas da SEOL de apelido Formiga.
No 2º andar morava a Rosa, do António Duarte, trabalhadores da Secla, pais da Dolores e do Luís e o Sr. Eduardo Barbeiro (barbearia junto à mercearia Pena) que ainda lá vive e é pai da Maria do Rosário.
No 3º andar a Maria Bispo e marido (Júlio sapateiro) pais da Quina (Mª do Rosário) e José Frutuoso Bispo, empregado do Turita.
Ao lado morava a Celeste esposa do bate chapa , tia do Tonito, que quando o chamava da janela que dava para o saguão era assim: “Toniiiiiiiiiito”
Também morou uma senhora de nome Aurora que vivia com um viajante chamado Ruah (será família afastada da nossa artista Daniela Ruah?)
Quando estive de passagem pelas Caldas da Rainha, deu-me a curiosidade de ir ver e visitar o Bairro.

Estive com o Sr. Jaime e quando lhe perguntei se sabia quem eu era, respondeu: “É a menina dos Censos?” O jogo das cartas foi interrompido, um dos parceiros era o Eduardo barbeiro.
Identifiquei-me e a partir daquele momento foi um desenrolar de memórias incríveis!
E, graças à Jelica (do 1º andar) cá vai a letra famosa das marchas do nosso Bairro do Viola:


Bairro do Viola
Bairro do Viola
Alegre e sempre a cantar
São as maravilhas das festas
De Santo António
Para toda a gente apreciar.

Bairro do Viola
Bairro do Viola
Vamos começar o nosso bailinho
Em frente de toda a gente
E viva o nosso presidente!

1ª foto: O Sr. Jaime, alfaiate e ensaiador de marchas populares infantis!
2ª foto: "Saguão" onde brincávamos, ensaiávamos as marchas e se um tinha uma bicicleta ela era de todos!
Hoje cheio de flores, pareceu-me pequeno, mas na meninice era enorme!
3ª foto: Entrada para quem morava nas caves
4ª foto: Entrada principal
5ª foto: Arco onde nós brincávamos

Pois é Odete, era uma autêntica Maria Rapaz, ainda hoje tenho cicatrizes nos joelhos.

Vamos lá a ver se com este relato, desperto alguém do silêncio e que entre em contacto com o blogue, não é verdade Sr. Fernando?
Beijinhos a todos

Lurdes Peça...................25-05-2011

Ainda ontem à noite espreitei aquele portão que não fazendo parte das minhas recordações,não me deixou no entanto indiferente tantos os ex-colegas que por lá andaram. Se os comércios não abrissem tão tarde depois do almoço (é que lá pelo país que é o do Chaves, do A. Abilio, da Myrton, com quem atravessei o oceano no dia 14 à noite, o meu, e doutros colegas, isso de almoçar e fechar a loja, é muito complicado), a Electro Lider (passe a publicidade, mas o ZV merece...)teria feito parte do meu circuito turistico. O computador tem estado por norma fechado, mas hoje não resisti a dar aqui uma espreitadela. Dia 30 volto para as minhas latitudes.

Abraço
J.L. Reboleira Alexandre .......................27-05-2011

Quanto a mim o teu relato foi excelente Lurdes.
No entanto o prédio tem três frentes qual delas a principal?
Acho porém que nós por haver sempre mais rapaziada no lado do arco onde tambem havia mais espaço vazio para se brincar e para que as Mães nos pudessem vigiár ou chamar com mais facilidade.
Todas as familias que relataste eu recordo-me bem, mas gostava de adicionar algumas quais eu me lembro e que moravam nas caves um deles era eu, que até uma duas das fotos mostram o local e outra as janelas era 1A ao nosso lado a familia do Sr. Hilario e D. Zulmira que tinha uma filha qual não me recordo do nome, havia também uma familia Cigana que ás vezes cantavam no café do tio Nogueira as cantigas deles, que para nós eram Espanholadas, morava por debaixo da D. Gloria Mãe do Zé João. No outro lado também nas caves habitavam os meus tios Hortense e Fernando,filhos Fanoca e Lena Tiago a seguir os meus primos Otávia e Zé Escusa com os filhos João e Ana Maria Escusa, por cima a D. Sofia Costureira, havia também o Rui que o Pai vendia relogios numa caixinha atráz da sua Zundap, os Parreiras entre outros que a memória já não atinge, depois de eu sair o nosso colega Faustino Rosário que teve presente no encontro deste ano.

Virando-nos para o lado da Rua Fonte Pinheiro, morou lá o campeão de salto á vara pelo Benfica o qual não me recordo do nome mas era conhecido por o "Leca" se a memória não me atraiçoa, depois as familias Arroz, Valente, Barbosa, Limão, Amaro, Abegão, a loja e familia da D. Rosa e Sr.Pires, Havia um casal de Ingleses que o Sr. era Pastor de uma igreja Protestante.
Penso que deve estar muito perto de completo, talvez um dos colegas que lá moraram mais tempo queira completar o que falta assim como o Abegão ou a M. dos Anjos ou a Fernanda,ou a Fátima, para então findar o ultimo capitulo.

Obrigado Lurdes por o teu interesse e desponibilidade de teres ido ao local e nos dares fotos e avivar a memória da nossa meninice.

Um forte Abraço a todos cá de longe.

Antonio Abilio .................29-05-2011

Recorrendo, tal como a Lurdes, à já fraca memória materna, além de todos os outros nomes que muitos colegas referiram, permitam-me que acrescente a família Marques.
Para quem não a identifica, basta dizer-vos que dela fazia parte a nossa querida Aldinha, que,
infelizmente, já nos deixou o ano passado.
E não me recordo de mais ninguém!

Beijinhos a todos!

Fátima Valente...............29-05-2011

A Fátima tem razão embora eu tenha acompanhado pouco tempo a Alda e sua familia no bairro, mas é verdade eles viveram lá antes de se mudarem para o prédio de esquina para o Montepio e para os Correios e tinha um estabelicimento de vender malhas chamava-se Querido.
Acompanhei muito a falecida Alda e as suas colega quando tinha que acompanhar a minha tia Antonieta as quais eram muito amigas já do tempo do Bairro do Viola.
Obrigado Fátima continua a dar-nos mais dicas.

Um abraço para todos

Antonio Abilio ............30-05-2011


Ora viva! Abílio se eu contasse tudo e indicasse todos os nomes das pessoas que moraram no Viola, tu não tinhas assunto, já reparaste? Claro que me lembro das pessoas que mencionaste (ia-me esquecer dos meus amigos das caves? Nem pensar!) mas assim tem mais interesse em seres tu ou outra pessoa a relatar os nomes! Claro que tinha o resto da nota escrita, caso passasse despercebido...
Um dia, ainda existia a praça do peixe, perto do Teatro Pinheiro Chagas, encontrei a ciganita, (agora mulher) não me recordo o nome, a vender como a família dela, peúgas, lenços, cuecas, etc. Abraçamo-nos e foi muito bonito recordar!
Um beijinho a todos.

Lurdes Peça...............31-05-2011

2 comentários:

Francisco Rolo disse...

Aqui deixo o valor do homem nascido nas Caldas da Rainha fez obra na sua terra assim como no Concelho de Loures e Lisboa onde trabalhou nos tem nos bastante dificeis , o seu genro admira-o como lutador nato , homens como ele e que eram precisos em Portugal .

Francisco Rolo disse...

Aqui deixo o valor do homem nascido nas Caldas da Rainha fez obra na sua terra assim como no Concelho de Loures e Lisboa onde trabalhou nos tem nos bastante dificeis , o seu genro admira-o como lutador nato , homens como ele e que eram precisos em Portugal .