terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Beco das Flores ou as memórias do António Guilherme

No meu Blog Águas Mornas publiquei há dias umas fotos do Beco das Flores que mereceram alguns comentários interessantes.

Como já muito se falou do Bairro do Viola, dou agora voz ao António Guilherme para contar as suas memórias do Beco do Flores, agora chamado de Rua José Pedro Ferreira, que eu confesso que ainda não descobri quem foi tão ilustre Caldense.

Há dias, ao ler aqui as façanhas dos jovens e alguns amigos que viveram no Bairro do Viola, onde descarregavam carros de lenha, puxados por juntas de bois, etc.Veio- me à memória, também a minha infância, algo parecida, vivida no Bêco das Flores. Por isso não consegui resistir ao repto lançado pelo nosso amigo Zé Ventura e aqui estou a escrever algumas linhas sobre o BECO DAS FLORES, local onde nasci eu e todos os meus irmãos, todos os partos em casa, naquela casa baixinha, mesmo ao cantinho do beco, onde hoje existe um café.
Passados 50 e poucos anos e tendo vivido o que já vivi, quase me arriscaria a dizer que à época o Beco das Flores seria talvez a "rua" ou beco com mais dinamismo na cidade. Em relação à dimensão do beco e com toda a sua azáfama diária, atrevo-me a desafiar os digníssimos historiadores da cidade, a encontrar uma rua, não um bairro ou uma praça, claro, onde houvesse concentrada tanta actividade comercial, industrial e agrícola e habitação tudo em perfeita harmonia, e como disse, visto a esta distância de meio século, era impar na cidade.
Vou falar apenas do tempo em que lá vivi e que vou lembrando, outros poderão acrescentar algo mais ao que vou dizer.
O Beco, estreito e de piso sinuoso, desembocava numa área intensamente agrícola, onde predominavam pomares, vinha e denso arvoredo a que chamávamos a azinhaga. Local das mais diversas brincadeiras de infância, desde a manhã até noite dentro, para os mais corajosos. Tinha como moradores famílias completas, algumas oriundas de outros pontos do País e que trouxeram comércio e industria ao beco. Desde sapateiros, funileiros, olaria, fabricas de bolos e rebuçados F.A.Caiado a maior da cidade e Henrique Santana, torrefacção de cafés, armazéns de retrosaria, armazéns da firma Tomás dos Santos, Avelino Tereso, Caetano Ferreira, armazém de
produtos agrícolas e até uma Adega.

É verdade o Beco até uma adega tinha.
Foi neste Beco que dei os meus primeiros passos e que tive a minha primeira vez em quase tudo.
"Até mesmo naquilo em que estão a pensar".
Falando da adega do Sr.Sebastião.  Fiz uma vindima pela 1ª vez, do princípio ao fim, ir à vinha em carro de bois buscar as uvas, pisar no lagar, encher os barris e provar o mosto. Era uma azáfama que terminava noite dentro á luz da velhinha candeia de azeite, pendurada num recanto da parede. Foi nesta adega que bebi o meu 1º copo de mosto, depois de agua pé e por fim o belo vinho. Fiz aqui o meu baptismo, talvez com os meus 8 ou 9 anos.
Coisa rara na época, eram os automóveis, o beco, era uma mistura de desenvolvimento, havia quem ainda entrasse no beco com mercadorias em carro e bois, galeras puxadas por cavalos e já entravam também, furgonetas e camionetas. Pois foi também a minha 1ªvez na condução de uma carroça puxada por um imponente cavalo que vinha buscar combustível para uma quinta da Val de Maceira, onde eu ia parar e regressava na parte da tarde. Guiei pela 1ª vez uma furgoneta do meu amigo Costa, já falecido,, beco acima beco abaixo por diversas vezes. Igualmente andei pela 1ª vez de motorizada, pelos carreiros da linda azinhaga, onde hoje é o CCC.
Claro que não vou falar da minha outra 1ª vez. A Empresa F.A.Caiado, tinha um movimento intenso de pessoas e bens, no beco, que a juntar a todas as outras actividades existentes, dá para calcular o que era para nós crianças a imensa experiência de vida que colhiamos. Clientes, empregados. Caixeiros viajantes de outras empresas do País, eu conhecia toda a gente que entrava naquele beco. Vivi lá até aos 13 anos.
As memórias são muitas mas hoje fico por aqui.
Obrigado por terem partilhado comigo algumas da minha infância, passada no BECO DAS FLORES.
A.Guilherme

Comentários:

Caro Guilherme
Adorei as memórias do Beco das Flores. Embora residente em zona diferente, conheci perfeitamente este beco e a sua vivência. Naquele tempo as Caldas era uma "aldeia grande" e nada nem ninguém nos passava despercebido.
Para completar a importância com que pretende dignificar o Beco, julgo faltar a cerâmica do Sr. Prata, pai do nosso colega Ilidio Rodrigues Prata, onde a arte era predominantemente representada pelos "ALFIIIIINETES DAS CALDAS". Sim "ALFIIIIINETES" porque dantes o respeitinho era muito bonito.

E com esta me vou........

Mário Reis Capinha ..........01-02-2012

Caro GUILHERME
Peço desculpa. Na realidade está indicada a "olaria" que será a tal do Sr. Prata. Só agora confirmei.
Mário Reis Capinha 02.02.2012


Gostei de ler as memórias do Guilherme do seu Beco das Flores, e também para mim foi bom saber dele, pois já á muitos anos que eu não sabia dele. Quero agradecer-lhe a sua amabilidade de nos trazer as suas estorias e de ter arranjado um bocadinho livre da sua vida para nos relatar as suas peripécias de joven no dito Beco, embora eu não tenha lá vivido conhecia bem por várias razões, ligações familiares e também por visitas que fazia a amigos que andavam na nossa escola, um deles que me lembro era o Antonio Moura o qual nunca mais soube nada dele, enfim coisas da vida. O Beco era um lugar que tinha tudo e todos como o Guilherme citou, eu conhecia lá também um Policia um Engenheiro (Elias) e um Taxista (Malhoa), era de facto completo de boa gente. Agora desafio o irmão do Guilherme, o Jose ou qualquer outro colega que também desse algumas das suas memórias, refiro-me ao Jose sendo ele um pouco mais velhinho do que nós, talvez tenha outras recordações, para dar continuidade a este tema.
Obrigado Guilherme foi um prazer saber de ti!
Um Abraço.


Antonio Abilio..................03-02-2012

O António Abílio no seu comentário, citou como morador no Beco das Flores um Elias (engenheiro). Será que este senhor era um que morava naquela casa de canto à direita no início da rua? Se é a ele que o A. Abílio se refere, o senhor chamava-se José Elias dos Santos Júnior e era técnico de obras da C.M.C. Se for o caso, ele construiu um prédio na R. Alexandre Heculano para onde foi morar, e alugou a tal casa do canto ao meu sogro que aí viveu até ao fim dos seus dias.

Fernando Santos........ Olhão.........04-02-2012

Boa Fernando Santos. Que excelente memória. Na realidade o Sr. José Elias dos Santos Júnior (que não era engenheiro mas sim o filho) era técnico de obras da Câmara, e pessoa muito considerada na cidade.Moravam no Beco das Flores e muito mais tarde no Avenal.
Lembrando e relembrando vamos lá chegando.

Mário Reis Capinha ..........04-02-2012


Já agora aproveito para dar também o meu contributo ao Beco das Flores que, naturalmente também fez parte da minha infância, até porque morei durante vários anos num prédio que ainda hoje existe, junto da Casa dos Óculos, o que me obrigava naturalmente a conhecer bem toda aquela zona.
Por outro lado moravam lá duas colegas minhas da primária, irmãs, a Fernanda Noémia e a Helena, filhas de um polícia.
Quanto à fábrica de bolos Caiado, desloquei-me lá muitas vezes porque as funcionárias eram clientes da Eléctrica, onde compravam, a pequenas prestações, os electrodomésticos de que necessitavam, e era eu e a minha irmã que nos deslocávamos lá no fim de cada mês, quando elas, pontualmente, pagavam as suas prestações. Conheci bem o funcionamento da fábrica na altura e, hoje, por graça, posso dizer que se a ASAE lá entrasse, as portas seriam imediatamente fechadas, não por falta de higiene propriamente dita, mas de facto as condições deixavam muito a desejar.
Quanto ao resto, tenho uma ideia muito vaga, lembro-me apenas nde ver muitos vasos com flores nas portas de algumas casas e pouco mais.
Quanto ao António Guilherme sinceramente não recordo o nome, no entanto a rapariga que está na foto conheço-a perfeitamente, embora não saiba dizer o nome.


Gracinda Vidigal.................05-02-2012

É natural que a Gracinda não se recorde muito bem das pessoas, pois tambem esteve muito tempo e viver fora da cidade. A rapariga a que se refere é a minha irmã Maria Teresa, já falecida, e que foi a fundadora da Farmácia Maldonado, como colaboradora, onde trabalhou toda a vida.O mais pequenino, sou eu que talvez ajude a identificar, sou casado com a Gina. os outros dois meninos são o meu irmão Carlos Gomes e José Santos que vive nos USA.Todos nascidos e moradores no beco das Flores. A Foto foi tirada há 6o anos.

A.Guilherme................05-02-2012

Ao ler as memórias do Bêco das Flores do amigo A. Guilherme também quero contribuir com as minhas melhores recordações dos tempos que passei naquele sitio, de todos vós, em especial da sua malograda irmã Teresa,e também dos seus pais.
Como o meu pai tinha o estabelecimento de fazendas à esquina do Bêco, onde é agora a Proelcor, eu brincava com frequência neste Bêco com a malta que lá morava. Também me recordo que nos Santos Populares faziamos as quermesses lá bem o meio do Bêco.
Penso que o seu irmão, embora mais novo do que eu, se lembrará talvez destas paródias, e daquela figura muito típica daquele Bêco, o alfaiate "Sr. Antão" que estava sempre a assobiar e com a fita métrica ao pescoço. Enfim, bons tempos que já lá vão, mas que nos fazem reviver.
Aqui deixo um abraço a todos.


Jorge Pimenta....05.01.2012

As conversa são como as cerejas, e o Pimenta veio avivar a minha memória.
Também neste Beco residiu e fez as suas traquinices muitos anos, o nosso colega Carlos Alberto Raimundo. Era filho do Sr. Virgilio Raimundo, dedicado colaborador da mercearia Caetano Ferreira, localizada no Largo Herois de Naulila.
Lembras Pimenta? Na casa dele fizemos grandes noitadas de king.Para não falar da Rua Sebastião de Lima.Ponto final parágrafo.

Um abração do:
Mário Reis Capinha..............06-02-2012


Amigo Zé vou enviar o comentário mail, porque na própria pagina por duas vezes foi para o lixo ,não consigo acertar, estou como o Sporting, eu não sou muito bom com estas modernices ,mas prometo que vou conseguir ......

Grande agradecimento muito especial ao amigo Zé Ventura, pois foi a primeira vez que vi o nome da minha rua, que eu tanto gosto, nesta pagina  em relação ás Caldas, mais uma vez fiquei comovido, agora na velhice dá para isto, e vou tentar falar um pouco do meu Bêco  porque o meu irmão Guilherme já disse toda a verdade e que bem que ele escreve, gostei, mas primeiro  tenho de começar com uma grande critica , como foi possível que a maior parte desses politiqueiros que nada fazem pelas Caldas, ainda tentam destruir as nossas lindas recordações, como acabar com o nome de Bêco das Flores,  Porquê ? Não tenho nada contra  o Sr. José Pedro Ferreira,  nem sei tão pouco quem é, nem estou interessado em saber, tenho sim contra o ilustre idiota que se lembrou dessa ideia ,e de certeza nem se deu ao trabalho de saber o que foi este beco há sessenta anos , ler a sua historia e respeitar os nomes das pessoas que fizeram muito por esta cidade.

Quando vi graças ao amigo Zé as fotos do meu Bêco e a pedir comentários dos amigos, disse cá para mim, ninguém vai ligar  a isto, desculpem foi o que eu pensei, e tenho razões para pensar assim, mas parece que estou enganado em parte, porque eu e os meus irmãos que nascemos e vivemos neste Bêco assim como outros que até podia dizer o nome deles todos e das queridas meninas ,os que ainda estão vivos não se metem nestas coisas, não foi só os que nasceram lá ,mas tinham ligações, alguns viviam noutra rua mas as traseiras davam para o Bêco  e esses tinham outra vida,,fiquei surpreendido e contente por ver um comentário do amigo Jorge Pimenta, o que ele disse foi verdade, brincamos algumas vezes saltamos a fogueira pelos santos populares as quermesses e fogueiras eram quase sempre no largo em frente a casa da minha madrinha que penso é a única  que ainda está igual , pode-se ver na foto , e  a que está pintada de encarnada ,mas amigo Pimenta eu sou mais novo um ou dois anos , na escola comercial tu andavas no ano a seguir ao meu, penso eu, recordo muito os teus pais gostavam muito de mim e tu sabes bem, acredita quando lá passo em frente da loja ,olho e  fico a pensar, ainda lá estive o verão passado e aconteceu,,, também parei no meu Bêco no numero 3 e por instantes vivi todo o passado eu mais a minha Alice , foi de tal ordem que chegou junto a mim o jovem  e falou para mim e eu não estava a ouvir nada, e me perguntou , o senhor pelo seu olhar conhece esta casa ? eu respondi nasci aqui, e ele me disse ,tem graça tenho um amigo que também nasceu nesta casa,  eu disse como se chama ele?  Carlos Gomes  , claro respondi, só podia ser é o meu irmão , ele era o dono da casa , que agora é comercial pareceu-me venda de produtos naturais, mas voltando aos comentários gostei do amigo Mário Capinha, que  o ano passado tive a alegria de  estar com ele e esposa amiga Zézinha que já não via á anos, ainda ele não se lembrou  que uma certa altura ia a minha casa quase todas as semanas, que aliás foi aí que o conheci ,o comentário do Antonio Abílio era de esperar pois ele ia muitas vezes a casa do meu vizinho Jose Malhoa que é seu tio com quem damos muito bem, o comentário de Antonio Nobre ,não estou a ver quem será ,já foi mais tarde mas lembro-me muito bem de tal Nobre meu amigo e colega de escola que ia muitas vezes para o Bêco ter comigo vou pensar para me lembrar, quanto á  amiga Gracinda agradeço o comentário e foi real ,no que diz respeito á fiscalização da fabrica dos famosos pastéis de nata, os melhores até hoje, aí se  eu falasse no que vi muitas vezes mas comia bastantes,   somos quase ,quase ,da mesma idade , pois lembro-me muito bem da sua irmã e irmão e pais, mas como sai das Caldas muito novo não se deve lembrar de mim. Bem amigos hoje foi o primeiro comentário, o próximo será  só da malta do bêco a algumas historias  que vou tentar lembrar, mas só daquelas que se podem publicar.

Esta foto é a única recordação da minha casa no Beco das Flores numero 3 nesta sala é hoje o café ou vendas de produtos naturais. Festa do meu aniversário dos 18 anos,  vamos lá ver se conhecem parte dos meus amigos/as nessa altura, depois vou enviar todos os nomes, dois que eu saiba já faleceram.... o Guilherme é o único que não está lá, não sei porquê, ou foi ele quem tirou a foto, ou foi ver nesse dia o Sporting, abraços amigo Zé. Talvez este ano volte ai fazer uma visita.

Jose Santos……………..06-02-2012

Meu caro José Santos,

Terminado o Curso Comercial tive como primeiro emprego um lugar no escritório da empresa F. A. Caiado, no Beco das Flores, o local das Caldas onde se fazia mais marmelada (com aspas ou sem aspas) por metro quadrado. Ali permaneci mais de dois anos no início da década de sessenta. Ali morreu, nas minhas mãos, um senhor que vendia na praça e que morava numa casa do lado esquerdo, antes de chegar à empresa (julgo que de apelido Mendes).
Mas não é do Beco que quero falar. o que eu quero é recordar aquela noite de 1963 ou 1964 em que, vindo da Azambuja, num Citroen 2 cavalos, me deparei, no Cercal, pelas duas horas da manhã, com dois militares - um a dormir na valeta e outro a pedir boleia. Parei, trouxe-os para as Caldas e fui levá-los a casa. Eras tu e o Armando (Louça Fina) que não se cansavam de dizer, durante a viagem, que eu tinha sido um santo que vos apareceu pois já andavam à boleia há mais de doze horas. Lembras-te?
Um abraço
Sanches

P.S.- Embora tenha trabalhado na empresa F. A. Caiado, nunca lá fiz marmelada (nem com aspas nem sem aspas) ao contrário do teu irmão Guilherme que, tendo saído do Beco com 13 anos, das duas uma - ou foi muito precoce ou voltou lá mais tarde.


Sanches..............07-02-2012

Esta é só para o meu amigo Sanches. Comecei a trabalhar aos 11 anos de idade. Tira as tuas conclusões.

Guilherme...............07-02-2012

Amigo Sanches
Penso que a nossa idade deve ser a mesma,nunca te vi no Bêco antes dos 14 anitos, mas comhecia-te bem moravas lá para o Largo João de Deus. ou rua dos Loureiros, penso que estou certo, por aí a rapaziada era outra mas todos meus amigos,não havia ricos e davamos todos bem, tu continuaste os estudos e eu aos 14 como adorava a ceramica, influência do meu vizinho J.Pratas, passava lá muito tempo com ele, consegui entrar nas Fainças B. Pinheiro onde trabalhava no escritorio a tua irmã Luisa, depois nós tivemos aquele famoso encontro que nunca mais te esqueste era as tais 2 ou 3 horas da madrugada, muito longe das Caldas, nesses tempos era uma grande distãncia, ou seja no Cercal eu estava na vida militar em Sacavém e nessa altura estava lá a fazer a recruta o tal Armando que nesse dia decidimos ir ás Caldas, eu até estava doente, e foi a essa hora que eu vejo o tal Cintroen 2 cavalos, porque nessa altura já tinhas automovel e levaste -nos para casa, nunca mais te esqueceste nem eu, ainda o ano passado demos um abraço e falamos nesse assunto,gostei muito de te ver, podes acreditar , a tua passagem pelo Bêco já não foi no meu tempo, tu trabalhavas no Caiado e talvez nessa altura ainda visses a tal marmelada e pasteis de nata nos tabuleiros de madeira, em cima de bidons ou até em cima das pedras a a panhar ar e digo-te todos os dias os comia eu e mais alguém e eram uma delicia muito melhores do que hoje com os tais inspectores, Bem essa questão vai dar outra escrita. Quanto ao vizinho que falas antes de chegar ao escritorio de onde trabalhavas no Caiado que vendia fruta, penso que só pode ser o Jose Lino que vendia bananas e ananazes, até isso tinhamos no Bêco era o numero um pai da amiga Isabel Lino penso que estou certo, quanto ao meu irmão Guilherme, brincar com a sua primeira vez, eu penso que ele se está a referir a comer pastéis de nata, quanto ao que estás a pensar, eu nessa altura já tinha saido do Bêco para trabalhar ,mas estava tudo sob control, não era facil......
Grande abraço para ti amigo Sanches e obrigada por falares do meu Bêco

Quanto à foto, vou tentar colocar os nomes aos retratados na minha casa no Bêco das Flores N 3.
Na fila de cima, Alice, Jose Santos, Jose Augusto "mais conhecido por o filho do Ti Inacio Sacristão" Quim Bucha "Já falecido "Jose Manuel Costa.

Em baixo, Guida Fabian, Carlos Gomes, Gerardo Alferes, David Viola, Eduardo Mondim "já falecido" Jose Silvino, as tres senhoras do lado direito, Deolinda Malhoa, Prima Mena "agora viuva de Vitor Mendes"e Amalia amiga da minha irmã Teresa, Teresa Santos " ja falecida" ao seu lado a irmã do Gerardo Alferes,os pequenos do lado esquerdo são a Elizabete Correia e Francisco dos Santos mais conhecido por Xico Zé, penso que estou certo...

Jose Gomes dos Santos ..........................07-02-2012

Apenas para confirmar que o tal senhor se chamava José Lino e era efectivamente pai da Isabel Lino, mais conhecida pela Isabel da Rocaltur. Ainda o transportámos ao Montepio na cabina de uma camioneta de carga da empresa mas já era tarde.
Para o meu amigo Guilherme,

Oh Guilherme, se começaste a trabalhar aos 11 anos já deves estar reformado há muito tempo!!! Será?!!!
Um abraço.
Sanches


Sanches..................12-02-2012

Meus amigos hoje não estou lá muito satisfeito, por causa daqueles problemas lá na Madeira, o Sporting continua a não convencer, mas para distrair o melhor é recordar os amigos em especial do meu Bêco, e vou começar a responder ao amigo Sanches. Será que não encontras o Guilherme, já a alguns anos a passear lá pela cidade ,o que quer dizer que está reformado, mas voltando ao Bêco eu pensei bem e não vou falar em nada, porque na verdade, não á grande interesse, porque como já disse os interessados para responder, a esta brincadeira, o principal já faleceu, estou a falar de Fernando Ceia uns dos amigos do meu grupo e dos mais reguilas, o Armindo Garcia, hoje padre, penso que ainda está vivo, mas nunca mais tive noticias, o Carlos mais conhecido por o "Rebola" penso que anda por aí,um dos amigos era o Romão, morava frente ao Bêco, havia o Eduardo Arroja ,as traseiras da sua casa dava para o Beco, O Carlos Mariano e o seu amigo "MUDO"tambem passamos boas , isto era da minha geraçâo, mas logo mais um ou dois anos, aparcecia o Jorge Caiado desde o ciclo preparatório nunca mais me falou nunca tivemos juntos porque ele era mais velho, o mesmo com o Carlos Raimundo , com o Puga e o amigo Vitor Sebastião, este muito diferente sempre falou ainda no ano passado demos um grande abraço de amizade, não me posso esquecer de outro grande amigo morava mesmo em frente de mim ,mas infelizmente ele não podia ir para os loureiros brincar devido á sua doença, mas estava com ele muitas vezes em sua casa, era o amigo Tito Viriato ,tambem não posso esquecer foi pouco tempo mas é o amigo Carlos Esgaio,passaram muitas historia giras mas não vale a pena estar a escrever porque hoje todos tem vidas e pensares diferentes, vou ficar por aqui e quando me lembrar de alguma coisa gira, vamos a isto, peço desculpa se me esqueceu de alguem, quanto ás meninas eram poucas mas boas, fica para outra altura.

Jose Gomes Santos..............13-02-2012

Boa tarde amigos
O meu primo Zé Ventura, enviou-me o link do blog, por saber que também eu tinha morada no Beco das Flores, que eu achei interessantíssimo.
Efectivamente fui para o Beco das Flores em 1957, vindo da Fanadia, porque os meus pais foram ambos trabalhar para a fábrica do F.A.Caiado. A minha mãe trabalhava nos tais pasteis de nata com o (Joaquim pasteleiro), homem de Tornada, e o meu pai era o homem fazia a “marmelada”, sem aspas.
Morava numa casa pequenina, que ficava ao lado de outra que pertencia ao Alfaiate sr. Antão, que nessa época já tinha a alfaiataria na Rua da Montras. Não sei qual era o número, mas era a primeira ou segunda a seguir a um pequeno largo formado por um prédio que ficava mais recuado, onde morava uma rapariga de nome Elisa.
Morei aí cerca de 3 anos, e trabalhava (desde os 12) na pastelaria Martins, na Rua das Montras. Bons tempos esses que passei no beco, embora não tivesse muitos amigos, porquanto provinha da aldeia e de pessoas muito humildes, também não estive lá muito tempo para cimentar grandes amizades. Por outro lado, memória já me vai faltando, mas lembro-me da tal Elisa, do Santana, que penso que era filho de um pasteleiro(?) e o Lousada, cujo pai tinha uma barbearia. Depois fui para a Rua da Caridade e em 1962 para Angola, tendo perdido todo o contacto com o Beco.
De Faro, um Abraço para todos
José da Conceição Santos
Conhecido na época por “Zé da Conceição”..................27-02-2012


Como é saudável este blogue! Aguça a minha curiosidade, de que eu gosto tanto, e fiquei com a pulga atrás da orelha, quando li que não sabiam quem era o tal "José Pedro Ferreira, caldense". Informei-me na minha última visita às Caldinhas e descobri que o dito senhor foi Presidente da Comissão Executiva do Hospital Termal, em 1921, por isso já lá vão 91 anos! A idade do meu pai!
Mas,digo em abono da verdade, que era muito mais elucidativo, escreverem o cargo, profissão ou acto heróico, que os tornou conhecidos, aquando da colocação do nome nas placas identificativas.
Por este andar, qualquer dia, a rua Maria dos Cacos (Stº Onofre)pensam que foi em honra de alguém que partiu a loiça toda em zanga familiar!
Beijinhos


Lurdes Peça.....................12-03-2012

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