Ora bem amiga Fátima, um bom desafio para as memórias dos
nossos colegas, e mais uma tentativa para atrair os seguidores do nosso blog e
talvez quem sabe espevitar a vontade de outros que têm estórias interessantes,
faltando apenas ousadia para as contar.
Era bom para dinamizar o blog que de tão parado que está até
cheguei a pensar que a crise tinha desmoralizado os nossos confrades.
Fátima como sabes eu gosto de reviver essas coisas passadas
no tempo da nossa meninice, e mantenho a minha memória que considero
relativamente boa, com muitas dessas recordações.
São Martinho do Porto: Também eu lá passei muitos verões, talvez
desde a idade dos 6-7 anitos em diante, embora não como tu numa casa alugada,
mas sim em forma de campismo, começamos por acampar com umas barracas tipo da
tropa, entre as dunas perto dos faróis, o que naquele tempo parecia muito longe
da estação do caminho de ferro, pois tínhamos de transportar toda aquela tralha
que se levava para se poder ficar até ao inicio do ano lectivo em Outubro. Mais
tarde subimos de categoria, e começamos a fazer um campismo mais evoluído, com
umas tendas mais modernas e confortáveis, conjuntamente com uns casais de
Alcobaça.
O local era logo ali ao lado de uma casa grande que havia,
não sei se ainda lá existe ou não, mas ao lado do antigo campo de futebol e em frente
da estação, perto do chafariz onde enchíamos os garrafões.
Ainda me lembro que quando mudámos de lugar a minha mãe
pediu ao casal “Peça” que a deixassem tirar o molde da tenda deles para fazer
uma igual, já com dois quartos, e tecto duplo, porque naquele sito já tinha que
ter uma tenda em condições, que as barracas ali parecia mal! a família
Peça já faziam campismo organizado há mais tempo, e até iam para o
parque de campismo de Peniche, nós como principiantes é que ficávamos por mais
perto, e também porque os homens ou digamos os pais iam trabalhar para as
Caldas e vinham nas suas motoretas ( Famel-Zumdap) todos os dias dormir ao
acampamento com a família, e ainda iam á pesca depois do jantar para ali perto
da barra onde também se apanhava umas lapas. No lado da praia do túnel
apanhava-se polvos, navalheiras e umas sarguetas, enfim bons tempos com pouco
se gozava muito.
Foi ali que nós os miúdos da nossa família, o Xico Eu e
Fanoca aprendemos a nadar, porque na Foz era mais difícil e perigoso, na Lagoa
tinha muita corrente e no Mar era muito bravo, embora os nossos pais terem
tentado acampar lá, ali perto da casa do cabo de mar entre a lagoa e o
mar, mas com havia muito vento decidiram ir para S. Martinho, e ali sim
era uma maravilha fez-se lá de tudo, conhecíamos a praia de ponta a ponta, duna
por duna e a vila, a celebre rua dos cafés como era conhecida fazia-se como o
passeio dos tristes todas as noites, ia-se apreciar como o resto da malta
vivia, na época era muito frequentada peles gentes do “dinheiro”,
principalmente vindos de Lisboa.
Tens razão Fátima, nós das Caldas somos privilegiados com
muita coisa boa a seu redor, mas também gostamos do quentinho do Algarve.
Eu quando ai vou de visita para ter férias só no Algarve, porque ali ninguém me
conhece e não tenho visitas obrigatórias a fazer, além do tempo ser mais
quentinho.
Eu tenho pena e por isso peço
desculpa aos seguidores deste Blog, da minha falta de jeito para escrever, mas
mesmo assim faço questão de colaborar para manter esta chama acesa que une
todos os antigos alunos da nossa Escola, e tenho um enorme prazer em acompanhar
e ler todas estas estórias e fotos dos nossos colegas, assim como também admiro
o trabalho do Zé Ventura em manter o blog sempre com novas mesmo que não haja
quem dê continuidade a alguns dos comentários aqui postos.
Acredito que depois das férias haverá mais participação.
Votos de um bom Verão com um forte abraço param todos.
Antonio Abilio
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