segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Mais um amigo que nos deixa

O titulo começa a ser repetitivo, desta vez foi o Fernando Rocha  que partiu.
Um bom amigo que defendia as suas causas de forma eloquente, No comunicado do Bloco de esquerda pode ler-se:
Nunca nos vamos esquecer da maneira eloquente como se expressava, da sua coragem e desassombro, da sua dedicação.
Até um dia Fernando.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Antígona



As actividades circum-escolares, era assim que se denominavam as actividades paralelas às aulas, neste caso representadas por iniciativas de índole cultural.
Estas fotografias representam a iniciativa que o Dr. Bento Monteiro, professor de História, naquele ano de 1968, entendeu levar por diante, com a colaboração do então mais jovem Dr. Mário Tavares, também ele professor da mesma disciplina.
A tarefa não era fácil, uma vez que a maioria esmagadora dos alunos nunca tinham participado em peças de teatro.
Por outro lado, este desejo de representar um clássico da tragédia Grega, tinha como intenção realizar um trabalho mais elaborado, fugindo assim ao que até ali se tinha feito, que eram pequenas recitas, normalmente parodiando os professores.
A empreitada não era fácil, mas o desejo de que tal se fizesse era enorme, nomeadamente por parte da docência.
Este projecto, como as fotografias documentam, tinham a participação dos alunos dos cursos do comércio e indústria.
A directoria da escola colocava grande entusiasmo nestas realizações.
Recordo-me de que era necessário transportar cerca de quinhentas cadeiras das salas de aula para o ginásio. Tarefa que os trabalhadores auxiliares nem sempre o faziam com grande entusiasmo.
Por outro lado o Professor Bastos, torcia sempre o nariz, uma vez que o verniz do pavilhão “estalava” com facilidade.
Mas esta peça foi representada com grande dedicação, tendo-se recebido do público presente, que eram algumas centenas, o devido prémio de reconhecimento, não só pela dedicação mas também por alguma qualidade cénica dos actores.
Este pontapé de saída, levou a que nos anos seguintes se mantivesse o espírito, sendo-se cada vez mais exigente, na escolha do reportório, e na elaboração das representações.
Ao olhar para o grupo participante, lembro as amizades que ficaram, os namoros que se fizeram e desfizeram e os que deram em casamento.
Fica a pena de não saber por andam alguns e a tristeza profunda de ter conhecimento que nem todos já estão entre nós.

Jorge Sobral
Em 21 de Dezembro de 2007, já tínhamos publicado uma fotografia da representação da “Antígona” levada à cena em 14-06-1968. Hoje completamos a informação com mais estas fotos e texto que o Jorge Sobral nos enviou e lembramos os nomes dos intervenientes:
Da esquerda para a direita, Limpinho, Luzio, Jorge Sobral, Chico Cera, Dória, Amilcar, escondido atrás das duas meninas, a Cláudia e os três da direita: Cabé, Orlando Matias e Saturnino.

Comentário:
Actor trágico e de contos natalícios, forcado de garraiada, executante de bandolim e estudante de comércio. Este o palmarés invejável do jovem Jorge Sobral, agora também arquivista, jornalista e comentarista de serviço. Cá fico à espera que volte a abrir o baú de glórias da escola e nos brinde com mais uma reportagem fotográfica das actividades académicas dos anos 60. Estou-me a lembrar, por exemplo, de um concerto da Academia de Amadores de Música, onde já então sobressaía a viola de arco da Ana Bela Chaves.
Artur R. Gonçalves.........15-02-2008

domingo, 15 de fevereiro de 2015

É Carnaval

A nossa colega Isabel Alves, residente no Canadá, deu volta ao baú e lá descobriu esta preciosidade.
Diz ela:
Quem não se lembra também do Corso Carnavalesco no Borlão? Dos carros alegóricos e das brincadeiras? Dias felizes da minha infância e adolescência. Depois dos desfiles vinham os bailes no Hotel Lisbonense até de manhã. A caminho de casa a mãe ia á padaria Teixeira comprar o pãozinho ainda quente que comíamos com leite e café antes de irmos descansar para recomeçar e repetir até terça-feira Gorda quando a folia acabava e o período solene da Quaresma chegava.
Não me recordo do ano da fotografia mais sei que o Rei e a Rainha do Carnaval neste ano foram o Carlos Mariano e a esposa, quem se lembra?
Um abraço

Isabel 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O Pessoal da Secretaria

As recordações da Escola não passam só pelos alunos e professores. Todos nós nos lembramos bem do Pessoal da secretaria, que podemos recordar através desta fotografia que nos chegou pela mão do Carlos Gouveia.
Julgo que esta foto foi tirada em 1964 no dia da inauguração da Escola e nela podemos ver a Maria Teresa, o Adalberto (?), a Maria Fernanda, ?? e o Gouveia.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Uma viagem em 1969

Esta fotografia atravessou o Atlântico, via Net, para se instalar aqui no nosso Blog e Facebook,, e foi enviada pela Natércia que descobriu que afinal a “malta” da Escola ainda mexe.
Ela não se lembra onde é que a foto foi tirada, apenas que tem a ver com um passeio dos alunos de 1969.
Entre eles podemos ver a São Rolim, a Teresa Constantino, a Lurdes Couto, a Natércia, o João Fonseca, a Teresa Fonseca, a Cesarina e outros cujos nome não me ocorre.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Hora de saída


A Fernanda Maçãs, a Graça Diniz, a Fernanda Silva, a Filomena, a Angelina Mangorrinha, a Fernanda Branco, a “Zézinha”, a Lúcia Vital, o João Santos, o Firmino, o Nelson, o Pinto, o Saturnino, o Eduardo João, o Arnaldo Custódio e o Leonel, são algumas das personagens desta fotografia datada de Janeiro de 1969, tirada na escadaria da Escola, e a julgar pelos sorrisos, só pode ter sido tirada à saída, pois ninguém ia para as aulas com esta satisfação.
Esta fotografia faz parte do álbum de recordações da Lúcia Vital.

Comentários:

Olá a todos. O meu nome é Isabel de Melo e também fui aluna da EICCR entre 1968 e 1973. Visito regularmente este blog onde já encontrei algumas figuras conhecidas. Nesta foto parece-me reconhecer (para além de alguns alunos) o professor Soares que dava aulas de portugês. Estou certa?

Isabel Melo.........22-08-2007
Foi com alguma emoção que vi esta fotografia, recordando a minha tia, Angelina Mangorrinha. Infelizmente desde Janeiro de 2006 que não a temos entre nós. Estou certo que os seus colegas, alguns (poucos) de quem me lembro nas minhas memórias de infância pela passagem pela nossa casa, a recordarão, alegre, bonita e brilhante aluna da Escola.
Jorge Mangorrinha ,Lisboa, 15 Dezembro de 2007