domingo, 23 de novembro de 2008

Revista da Imprensa

Hoje dei uma volta pela imprensa escrita e faço eco de duas referências a antigos alunos da Escola.
Na "Gazeta da Caldas" a Matilde tem honras de notícias devido ao facto de ter sido nomeada directora dos Museus José Malhoa e do Museu da Cerâmica, ambos sob a tutela do Instituto dos Museus e da Conservação.
Na pequena entrevista dá-nos conta da reabertura do Museu Malhoa que deverá acontecer em Dezembro.

No recorte em baixo extraído da “revista On-line” ligada à Universidade do Algarve, o Artur na sua análise literária da obra “Sombra do Vento” de Carlos Ruiz Zafón “dá um bigode" ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.

Estes amigos têm algumas coisas em comum, ambos foram finalistas do curso Geral do comércio em 1968 e escrevem muitíssimo bem.

Parabéns aos dois e façam o favor de continuar a colaborar no Blog.


Comentários:

O que é engraçado em qualquer dos casos, é que qualquer deles aos 16 anos dificilmnte suspeitaria fazer carreira (estarei enganado ?) no campo das letras e da cultura. Se no caso da Matilde, que revi com prazer em Maio no nosso almoço após mais de trinta anos, não sei em que altura decidiu mudar de rumo e abandonar as Contabilidades para enveredar pelas Artes, já no caso do Artur com quem partilhàmos o velho edificio dos futuros Contabilistas no edificio da ex-Embaixada da Russia (antes dos Sovietes imagino) na rua das Chagas em Lisboa, foi já muito tarde que o despertar da vocação para as Letras se concretizou. Perdemos um homem da finança (o país bem precisa deles), mas ganhàmos um literário. Na troca ficàmos a ganhar, pois sou actualmente (graças ao blog) um dos beneficiados pela sensibilidade e beleza de tudo o que o Artur escreve.Ele vai desculpar a inconfidência pois estou certo que após estes anos todos, não terá a mesma timidez (como nós afinal) que tinha naqueles distantes anos de finais de 60 principios de 70. Abraço forte para o Artur e beijinho para a Matilde.

J.L.Reboleira Alexandre......23-11-2008

E saúdo-vos a todos, mais à Matilde com quem muito convivi nessa época de estudos e de formação da personalidade.

Higino Rebelo.....25-11-2008

Caríssimos ZV & ZL,

Levanto-me todos os dias às 7.00H da manhã, despacho-me à pressa e apanho o autocarro para a UAlg. Chego ao meu gabinete por voltas da 8.00H. A primeira coisa que faço é abrir o m/ PC, ligar à NET e espreitar os «alunosbordalo.blogspot». Apanhei este vício há cerca de um ano. (Como o tempo voa e os vícios se entranham…). Depois, trato da minha vida. As aulas, quando as tenho (terças a quintas), nunca começam antes das 8.30H. Foi nessa primeira meia hora do dia que descobri, com grande surpresa, a
Revista da Imprensa de Domingo, 23 de Novembro de 2008. Não estava à espera do recorte do CONTEMPORÂNEO. Obrigado pela atenção. Sobretudo pelo exagero da apreciação. A tal brincadeira do «Bigode»… Achei piada (devo confessar). Ao compor o apontamento literário com 350 palavras (os meus alunos chamaram-lhe crónica) não estava a proceder a nenhuma «análise literária», mas sim a questionar um dos aspectos que me sugeriu a leitura da Sombra do Vento e do Jogo do Anjo, romances «contemporâneos» compostos pelo Carlos Ruiz Zafón, a problemática dos best sellers. Espero que os restantes confrades não tenham achado uma «grandre seca». Ça y est !

A nomeação da Matilde, em contrapartida, não me surpreendeu, pois estava convencido que já desempenhava esse cargo há algum tempo. De facto, o meu afastamento tão prolongado das CdR impediu-me de seguir paulatinamente o processo de amadurecimento dos meus antigos colegas da Escola. Em alguns casos, esqueci-me mesmo da sua existência. Os neurónios são assim. Quando não são estimulados, adormecem. As memórias que guardo de todos é, por conseguinte, muito ténue. Só as visitas diárias ao BLOG é que têm provocado o despertar dos tais neurónios adormecidos. Um dia destes, ganho coragem e mando uma mensagenzita à Sra. Directora. Quem sabe se terei coragem. Provavelmente não. Então, desculpar-me-ei, como muita gente faz, com a falta de tempo.

Não sei quando é que me senti com vocação para as letras. Sei que comecei a ler muito cedo e a gostar de o fazer. Na Escola, sempre tive mais queda para as humanidades do que para as ciências. Tive sempre um bom relacionamento com a escrita ecom aleitura. Na altura, como se lembrarão, as predisposições para uma área ou outra dependia em muito de factores estranhos às capacidades reais que cada um de nós sentia. Uns iam para o Liceu (ou Externato), outros para o Comércio, outros ainda para a Indústria, as meninas, essas, iam para a Formação Feminina. A coisa estava bem pensada pelo senhor de santa-comba. Muita sorte tivemos nós de não ter ficado com a 4.ª Classe. Fomos, mesmo assim, uns privilegiados. Quem diria, passados 40 anos. Com alguma certeza, só poderei dizer que me deixei de cantigas em 75/76, quando resolvi pôr de lado contabilidade, economias e quejandas e me inscrevi na Faculdade de Letras da UL. A partir daí, foi sempre a andar. A minha vida deu uma volta de 180º. Não fique melhor de vida (muito pelo contrário), mas dei um pouco de sentido a essa mesma vida.

Quanto à «timidez», devo dizer que a vida (outra vez a vida) me obrigou a encará-la como algo de normal. Existe - tal como a gaguez -, mas é preciso saber lidar com ela. Aliás, tomei essa decisão no ano em que entrei no ICL e deu resultado. Actualmente, prefiro utilizar a palavra «reservado», sobretudo com os estranhos. Sou uma pessoa naturalmente introvertida em ambientes desconhecidos. C’est la vie.

O testamento já vai longo e o dia ainda está longe de chegar ao fim. São 6.30H da tarde e ainda me vou manter aqui até às 8.00H. Depois é o regresso a casa. A pé, para manter a linha e desanuviar um pouco. Entregue aos pensamentos. Um dia destes passou-me pela cabeça ir passar o Natal às Caldas. Quem sabe se não nos vamos cruzar nas velhas vielas da cidade da rainha.

Um abraço forte para os dois e pelas palavras simpáticas do POST e do COMENTÁRIO,

Artur ..........25-11-2008

Apesar do "homem de Santa Comba" e do que lhe seguiu as pisadas, pertencemos, como diz o Artur, a uma geração privilegiada, que conseguiu passar da "cepa torta" e assistir, entre muitos outros que me dispenso de enumerar, ao "milagre" que é ter o Artur no Algarve, o Reboleira no Canadá, a Mirandolina no Luxemburgo e tantos outros, em muitas outras paragens, a recordarem "on line" a juventude "morninha" nas Caldas.
Não esqueçam, nunca, que o futuro é amanhã e... estaremos lá!
P.S. (para o Artur) - Já li A Sombra do Vento.

Orlando Sousa Santos.......25-11-2008

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